UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE ESTRUTURAS METODOLOGIA PARA LEVANTAMENTOS DE CARGAS DE INCÊNDIO EM EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS 2013 Hurtado, José Edier Paz. H967m Metodologia para levantamentos de cargas de incêndio em edificações residenciais [manuscrito] / José Edier Paz Hurtado. – 2013. xvi, 128 f., enc.: il. Orientador: Francisco Carlos Rodrigues. Coorientador: Rodrigo Barreto Caldas. Dissertação (mestrado) Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Engenharia. Anexos: f. 84-128. Bibliografia: f. 80-82. 1. Engenharia de estruturas - Teses. 2. Habitações - Incêndios e prevenção de incêndio - Teses. I. Rodrigues, Francisco Carlos. II. Caldas, Rodrigo Barreto. III. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Engenharia. IV. Título. CDU: 624(043) ii UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE ESTRUTURAS “Metodologia para levantamentos de cargas de incêndio em edificações residenciais” José Edier Paz Hurtado Comissão Examinadora: ____________________________________ Prof. Dr. Francisco Carlos Rodrigues DEES – UFMG (Orientador) ____________________________________ Prof. Dr. Rodrigo Barreto Caldas DEES – UFMG (Co-orientador) ____________________________________ Prof. Dr. Ricardo HallalFakury DEES – UFMG ____________________________________ Prof. Dr. Emílio Suyama ICEX – UFMG Belo Horizonte, 26 de março de 2013 Dissertação apresentada ao Curso de Pós- Graduação em Engenharia de Estruturas da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de “Mestre em Engenharia de Estruturas” iii DEDICATÓRIA Primeiramente à Deus, por me permitir chegar até aqui. Aos meus pais, minhas irmãs, pelo constante apoio e à minha filha. A educação é o nosso passaporte para o futuro, pois, o amanhã pertence às pessoas que se preparam hoje. “Malcolm X” iv AGRADECIMENTOS É impossível estar hoje aqui e não olhar para trás, e ver todas aquelas pessoas que contribuíram com o seu apoio e ensino para poder conquistar está etapa da minha vida. Agradeço primeiramente a Deus, por estar sempre presente na minha vida. Aos meus queridos pais, Felix Paz e Lilia Hurtado, por serem as pessoas que mais admiro, os meus exemplos de luta e sonhos. Esta conquista também é de vocês. Às minhas irmãs, Carmen, Yolima e especialmente a Viviana, pela sua amizade, força e apoio. Partes fundamentais na minha vida. À minha noiva Leidy, por estar sempre do meu lado e compartilhar todo este esforço de longe e perto, muito obrigado pelo teu apoio. À essa parte essencial da minha vida, que sempre me motivou desde longe, sempre dentro do meu coração, minha filha Vivian. A toda minha família, tios (as), primos (as) que sempre me deram ânimos para seguir adiante. Ao meu orientador e amigo Prof. Dr. Francisco Carlos Rodrigues, pela sua confiança e seu compromisso no ensino, ao meu co-orientador Prof. Dr. Rodrigo Barreto Caldas, pelo ensino, paciência e conselhos de estudo. Ao Prof. Dr. Emílio Suyama, pela grande contribuição na parte de amostragem. Ao Prof. Dr. Ricardo H. Fakury, pela sua contribuição e voto de confiança. À Profa. Dr. Solange Simões, pela sua contribuição. A todo o corpo de professores que contribuíram nesta conquista, e que sempre me deram uma mão amiga e voto de confiança. Às secretarias Inês e Patrícia. Aos meus colegas do curso de Pós-Graduação, pela amizade e companheirismo ao longo deste caminho. A todas aquelas pessoas que conheci e ajudaram com esta pesquisa, Humberto Bellei (USIMINAS), ao Maior André Gerken (CBMMG), e a todos meus grandes amigos do Brasil e os que estão espalhados pelo mundo, pelo seu apoio e confiança. Ao CNPq, pela bolsa de estudo. Deus abençoe todos vocês. v RESUMO HURTADO, J. E. P., Metodologia para Levantamento de Cargas de Incêndio em Edificações Residenciais, Belo Horizonte, 2013, 128 pg. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós- Graduação em Engenharia de Estruturas, Escola de Engenharia, Universidade Federal de Minas Gerais. Para o estudo da segurança contra incêndio nas edificações é fundamental conhecer a carga de incêndio presente nos compartimentos, já que está tem relação direta com as temperaturas que podem afetar as estruturas. Este trabalho apresenta o desenvolvimento de uma metodologia para realizar o levantamento de cargas de incêndio em edificações residenciais. Esta metodologia é baseada em registros fotográficos e informações visuais, para o inventário dos itens combustíveis presentes no compartimento. Uma metodologia de amostragem também é apresentada, classificando os domicílios de Belo Horizonte, Minas Gerais, em quatro classes ou padrões de construção, com o objetivo de validar cientificamente a coleta de dados nas diferentes classes. Finalmente, apresenta-se um estudo de casos de levantamentos de cargas de incêndio aplicando a metodologia desenvolvida. Neste estudo de casos, conseguiu-se verificar que domicílios da classe popular, com áreas compreendidas entre 36m2 e 40m2, possuem a mesma quantidade de móveis que um domicílio da classe média e classe alta, com áreas úteis entre 41 m2 e 65 m2. Porém, a carga de incêndio específica em uma residência da classe popular é maior por ter uma área menor do que um domicílio das classes média e alta. Na classe popular, o levantamento realizado em 6 domicílios mostrou que a carga de incêndio específica média é de 384,08 MJ/m2, enquanto que para a classe alta as medições em 6 domicílios resultaram em uma carga de incêndio específica média de 318,25 MJ/m2 e para a classe luxo o valor encontrado é de 388,50 MJ/m2, em levantamentos realizados em 3 domicílios. Destas informações, pode-se concluir que em todas as classes as cargas de incêndio específica médias apresentam valores não muito superiores que o prescrito pela norma brasileira ABNT NBR 14432:2001, sendo que a classe alta é a que apresenta valor mais próximo de 300 MJ/m2 . Palavras- chaves: Cargas de incêndio, Segurança contra o fogo, Incêndio, Poder calorífico. vi ABSTRACT HURTADO, J. E. P., Methodology for Survey of Fire Loads in Residential Buildings, Belo Horizonte, 2013, 128 pg. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Estruturas, Escola de Engenharia, Universidade Federal de Minas Gerais. For the study of fire safety in the constructions is fundamental to know the fire load present in the compartments, whereas it has a direct relation with temperatures that can affect the structures. This work presents the development of a methodology to accomplish the lifting of fire loads in residential constructions. This Methodology is based on photographic records and visual information, for inventory of fuel items present in the compartment. A sampling methodology is also presented in this work classifying the households of Belo Horizonte, Minas Gerais State, in four classes or construction patterns, in order to scientifically validate the data collection in the different classes. Finally, we present a case study surveys of fire loads applying the methodology developed. In this case study, it could be noted that the households of popular class, with areas between 36 m² and 40 m², they have the same amount of furniture as a household of the middle class and upper class, with areas between 41 m2 and 65 m2. However, the specific fire load in a residence of popular class is higher for have a smaller area than a domicile of the middle and upper classes. In popular class, the measurements realized in 6 households showed that the average specific fire load is about 384,08 MJ/m2, while for the high class the measurements in 6 households resulted in a average specific fire load about 318,25 MJ/m2 and the luxury class, the value is about 388,50 MJ/m2 , this result was found in measurements conducted in 3 households. From this information, it can be conclude that the average values of specific fire loads in all classes doesn`t show any higher values than the prescribed by Brazilian standard ABNT NBR 14432, and the upper class is the one that presents the value closest to 300 MJ/m2. Keywords: Fire Loads, Fire safety, Fire, Calorific value. vii LISTA DE FIGURAS Capítulo 2. CONCEITOS BÁSICOS E REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Figura 2.1 Fases do desenvolvimento de um incêndio. (Adaptado BUCHANAN 1995, apud BONITESE 2007)...................................................10 Figura 2.2 Fase de crescimento do fogo. (IFSTA, 2001) ..................................................11 Figura 2.3 Exemplo de flashover (IFSTA, 2001)...............................................................12 Figura 2.4 Gases quentes fluem para o compartimento adjacente (IFSTA, 2001).............12 Figura 2.5 Redução da resistência ao escoamento em função da temperatura (Silva, 2001)......................................................................................................17 Figura 2.6 Redução do módulo de elasticidade em função da temperatura (Silva, 2001)......................................................................................................17 Capítulo 3 AMOSTRAGEM Figura 3.1 Folha de excel para determinar o sorteio dos setores censitários na classe média nos subdistritos Barreiro e Oeste ............................................43 Figura 3.2 Localização dos setores censitários .................................................................44 Figura 3.3 Perímetro do setor censitário 310620005670273, bairro Alto Barroca (IBGE, Censo 2010) ........................................................................................45 Figura 3.4 Setor censitário 310620005670273, bairro Alto Barroca (IBGE, Censo 2010) ........................................................................................46 Figura 3.5 Perímetro do setor censitário 310620005670236, Nova Granada (IBGE, Censo 2010) .........................................................................................47 Figura 3.6 Setor censitário 310620005670236, Bairro Nova Granada (IBGE, Censo 2010) ........................................................................................48 Capítulo 4 METODOLOGIA PARA O LEVANTAMENTO DE CARGAS DE INCÊNDIO Figura 4.1.A Foto guarda-roupa em uma residência ..............................................................53 Figura 4.1.B Foto guarda-roupa similar encontrado na internet (Casas Bahia) ...................53 Figura 4.2 Especificações técnicas do guarda-roupa encontrado na internet (Casas Bahia) ...................................................................................................54 Figura 4.3.A Fotografia da cama infantil ..............................................................................55 Figura 4.3.B Cama infantil encontrada no site (Magazine Luiza) ........................................55 viii Figura 4.4 Especificações técnicas da cama Infantil (Magazine Luiza).............................56 Figura 4.5.A Cama de solteiro ...............................................................................................57 Figura 4.5.B Cama de solteiro na internet (Magazine Luiza) ..............................................57 Figura 4.6 Especificações técnicas da cama solteiro (Magazine Luiza) ...........................57 Figura 4.7 Especificações técnicas do colchão (Magazine Luiza) ....................................58 Figura 4.8 Sala de estar de uma residencia.........................................................................64 Figura 4.9 Sala de jantar ...................................................................................................65 Figura 4.10 Dormitório principal / suíte .............................................................................66 Figura 4.11 Dormitório 1 e 2 ...............................................................................................67 Figura 4.12 Cozinha ............................................................................................................69 ix LISTA DE TABELAS E QUADROS Capítulo 2. CONCEITOS BÁSICOS E REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Tabela 2.1 Cargas de incêndio específicas por ocupação (IT 09 – CBMMG, 2006) ........6 Tabela 2.2 Valores simplificados das propriedades térmicas do aço. (ABNT NBR 14323:1999)................................................................................18 Tabela 2.3 Valores simplificados das propriedades térmicas do concreto. (ABNT NBR 14323:1999)................................................................................19 Tabela 2.4 Condutividade térmica do tijolo........................................................................19 Tabela 2.5 Calor específico do tijolo...................................................................................20 Tabela 2.6 Propriedades térmicas de alguns materiais. (BONITESE, 2007)......................21 Tabela 2.7 Cargas de incêndio. (ASSIS, 2001)...................................................................28 Capítulo 3 AMOSTRAGEM Tabela 3.1 Modelo de estratificação dos domicílios em Belo Horizonte (Autor)...............................................................................................................35 Tabela 3.2 Levantamento de cargas de incêndio específicas em residências de classe alta (Autor)..............................................................................................36 Tabela 3.3 Número de domicílios por região, classificados pela renda média mensal do chefe do domicílio (Autor) ..............................................................41 Quadro 3.1 Classificação de classes IPEAD (IPEAD, 2013)...............................................35 Capítulo 4. METODOLOGIA PARA O LEVANTAMENTO DE CARGAS DE INCÊNDIO Tabela 4.1 Valores do poder calorífico específico de materiais (ABNT NBR 14432:2001 e da IT 09 do CBMMG) .........................................59 Tabela 4.2 Poder calorífico de materiais celulósicos (ZALOK, 2011) ..............................60 Tabela 4.3 Poder calorífico de diferentes produtos e compostos (ZALOK, 2011) ............61 Tabela 4.4 Poder calorífico de diferentes plásticos (ZALOK, 2011) .................................62 Tabela 4.5 Cálculo da carga de incêndio específica de uma sala de estar .........................65 Tabela 4.6 Cálculo da carga de incêndio específica de uma sala de jantar.........................66 Tabela 4.7 Cálculo da carga de incêndio específica do dormitório principal.....................67 Tabela 4.8 Cálculo da carga de incêndio específica dos dormitórios1 e 2..........................68 x Tabela 4.9 Cálculo da carga de incêndio especifica da cozinha ........................................69 Tabela 4.10 Carga de incêndio específica do domicílio........................................................70 Capítulo 5. ESTUDO DE CASOS DE LEVANTAMENTO DE CARGAS DE INCÊNDIO Tabela 5.1 Resumo do estudo de casos dos levantamentos das cargas de incêndio em edificações residenciais – Formulário de registro fotográfico ....................74 Tabela 5.2 Resumo do estudo de casos dos levantamentos das cargas de incêndio em edificações residenciais – Formulário por informações visuais .................76 xi LISTA DE SIMBOLOS 1 - α Nível de confiança c Calor específico l Comprimento α Gradiente térmico ∆l Expansão térmica ε Erro máximo de estimação θg Temperatura dos gases no ambiente em chamas (oC) θo Temperatura dos gases no instante t = 0, geralmente admitida em 20 oC λ Condutividade térmica ρ Densidade ρt Densidade real σ² Variância LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS °C Graus Celsius AAS Amostragem Aleatória Simples ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Af Área do piso do compartimento, em metro quadrado ASTM American Society for Testing and Materials b Tamanho da amostra de domicílios em cada conglomerado Ca Custo de obtenção de uma amostra de setor censitário (deslocamento em horas) Cb Custo de obtenção de uma amostra de domicílio (horas) CB Corpo de Bombeiros CBMES Corpo de Bombeiro Militar do Espírito Santo CBMMG Corpo de Bombeiro Militar de Minas Gerais CFD Computational Fluid Dynamics deff Desing effect dy Tamanho do intervalo da classe de rendimentos y xii E(X) Média ponderada FDS Fire Dynamics Simulator FRC Fiber-Reinforced Concrete fy Frequência de domicílios particulares permanentes na classe y GPa Gigapascal H, Hi Poder calorífico do material, em megajoules por quilograma HSC High-Strength Concrete IBGE Instituto Brasileiro de Georeferencia e Estatística IFSTA International Fire Service Training Association IPEAD Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais ISO International Organization for Standardization IT Instrução Técnica J Joules K Graus Kelvin kg Quilograma kJ Quilojoule kW Quilowatt m Metro m 2 Metro quadrado m3 Metro cúbico Mi Massa total de cada componente i do material combustível, em quilograma MJ Megajoules MPa Megapascal n Número de amostras N Universo n .AAS Número de amostras aleatórias simples NFPA National Fire Protection Association NIST National Institute of Standards and Technology NSC Normal-Strength Concrete oF Fahrenheit qfi Valor da carga de incêndio específica, em megajoules por metro quadrado de área de piso xiii qi*, q* Valor da carga de incêndio roh Correlação intraclasse s Segundos SBN Swedish Bulding Regulations SPFE Society of Fire Protection Engineers t Tempo expresso em minutos TRVB Liga Federal de Combate a Incêndio da Áustria W Watts y Classe de rendimento xiv SUMÁRIO 1 Introdução .........................................................................................................................1 1.1 Considerações Iniciais .................................................................................................1 1.2 Objetivos ......................................................................................................................2 1.3 Justificativa e Relevância do Tema ..............................................................................3 1.4 Estrutura desta Dissertação de Mestrado ......................................................................4 2 Conceitos Básicos e Fundamentação Teórica.........................................................5 2.1 Introdução ...................................................................................................................5 2.2 Carga de Incêndio .......................................................................................................5 2.3 Carga de Incêndio Específica ......................................................................................5 2.4 Combustíveis ..............................................................................................................7 2.4.1 Combustíveis Sólidos ........................................................................................7 2.4.2 Combustíveis Líquidos ......................................................................................8 2.4.3 Combustíveis Gasosos .......................................................................................8 2.5 Desenvolvimento do Fogo em Compartimentos .........................................................8 2.6 Segurança Contra Incêndios ......................................................................................13 2.6.1 Medidas de Segurança Contra Incêndios ........................................................14 2.6.1.1 Fatores que Influenciam a Severidade de um Incêndio ...................................15 2.7 Propriedades dos Materiais de Construção ...............................................................15 2.7.1 Propriedades dos Materiais em Temperaturas Elevadas .................................16 2.7.1.1 Propriedades Térmicas do Aço ........................................................................16 2.7.1.2 Propriedades Térmicas do Concreto ................................................................18 2.7.1.3 Propriedades Térmicas da Alvenaria ...............................................................19 2.7.1.4 Propriedades Térmicas da Madeira ..................................................................20 2.7.1.5 Propriedades Térmicas do Gesso .....................................................................20 2.8 Revisão Bibliográfica e Fundamentação Teórica..............................................21 2.8.1 Metodologias de Pesquisa para Avaliação de Cargas de Incêndio ..................21 2.8.1.1 Método de Inventário ......................................................................................21 2.8.1.2 Método da Pesagem Direta ..............................................................................22 2.8.1.3 Método da Combinação (Inventário e Pesagem) ..............................................22 2.8.1.4 Método do Questionário ..................................................................................22 2.8.1.5 Revisão de “Websites” de imóveis ..................................................................23 xv 3 Amostragem .................................................................................................31 3.1 Introdução .................................................................................................................31 3.2 Planejamento da Amostra .........................................................................................31 3.3 Determinação do Tamanho da Amostra ...................................................................34 3.3.1 Amostragem Aleatória Simples .......................................................................36 3.3.2 Amostragem por Conglomerados ....................................................................37 3.4 Sorteio para Selecionar o Setor Censitário ...............................................................40 4 Metodologia Para o Levantamento de Cargas de Incêndio ............................50 4.1 Introdução ....................................................................................................................50 4.2 Levantamento da Cargas de Incêndio .......................................................................50 4.2.1 Definição da Amostra .......................................................................................51 4.2.2 Medição das Áreas de cada Cômodo ..............................................................51 4.2.3 Inventario dos Itens Combustíveis ..................................................................51 4.2.4 Pesquisa das Massas dos Itens Combustíveis ..................................................52 4.2.5 Tratamento dos Dados .....................................................................................59 5 Estudo de Casos de Levantamento de Cargas de Incêndio ...........................71 5.1 Introdução .................................................................................................................71 5.2 Medição das Áreas dos Cômodos...............................................................................71 5.3 Inventário dos Itens Combustíveis..............................................................................71 5.4 Pesquisa das Massas dos Itens Combustíveis e Tratamento dos Dados ....................72 5.5 Casos Analisados – Formulário de Registro Fotográfico ........................................72 5.6 Casos Analisados – Formulário de Informações Visuais...........................................75 6 Considerações Finais .....................................................................................77 6.1 Síntese do Trabalho ...................................................................................................77 6.2 Conclusões ................................................................................................................78 6.3 Trabalhos Futuros .....................................................................................................79 7 Referências Bibliográficas .............................................................................80 xvi Anexos ....................................................................................................... ....84 Anexo A – Formulário baseado em informações visuais ...................................................85 Anexo B – Formulário baseado em registro fotográfico ....................................................88 Anexo C – Planilhas de calculo das cargas de incêndio.......................................................91 1 1 INTRODUÇÃO 1.1 – Considerações Iniciais A engenharia de segurança contra incêndio em edificações tem sido aplicada em muitos países e, no Brasil, isto não é uma exceção. No país, isto ocorre devido à introdução das instruções técnicas dos Corpos de Bombeiros e das normas técnicas brasileiras. O desenvolvimento e a propagação do fogo estão relacionados, entre outras questões, com a carga de incêndio. Segundo a Instrução Técnica 09:2006 do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a carga de incêndio é definida como a soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis em um espaço, inclusive os revestimentos das paredes, divisórias, pisos e tetos. A densidade de carga de incêndio ou carga de incêndio específica é o valor da carga de incêndio dividido pela área de piso do espaço considerado, expresso em megajoules (MJ) por metro quadrado (m²) ou em quilogramas equivalente de madeira seca por m². De modo geral, no Brasil não se tem uma pesquisa que valide os valores da densidade de carga de incêndio estabelecidos na norma, motivo pelo qual este trabalho busca definir uma metodologia para realizar levantamentos de cargas de incêndio em edificações residenciais. 2 1.2 – Objetivos O objetivo geral deste trabalho é a proposição de uma metodologia para realizar levantamentos de cargas de incêndio em edificações residenciais pela combinação do método de inventário e com o método de análises de fotos. Dessa forma, visa-se realizar estudos de casos com levantamento de cargas de incêndio em edificações residenciais aplicando a metodologia proposta, para obter a carga específica de cada compartimento em casas e apartamentos. Nos cômodos serão incluídos: as diferentes salas, quartos, closet, cozinha, área de serviço, área de armazenamento (se houver), área de circulação, entre outras, não se levando em conta os banheiros por possuírem pouca carga de incêndio ou uma carga praticamente desprezável. Para fazer o cálculo da carga de incêndio de cada elemento combustível, serão utilizados os valores de poder calorífico específico de cada material segundo a norma ABNT NBR 14432: 2001 e a Instrução Técnica 09: 2006 do CBMMG. Para tanto, tem-se como objetivo específico a análise das cargas de incêndio de cada compartimento de uma edificação residencial, com inclusão do mobiliário e dos elementos construtivos da edificação, o que exige: - a classificação dos domicílios residenciais de Belo Horizonte em quatro níveis ou padrões de construção; - o estudo do tamanho da amostra para o levantamento de cargas, incluindo o sorteio dos setores censitários; - a definição dos cômodos e levantamentos das cargas de incêndio de cada elemento combustível presente; - a aplicação desta metodologia para o estudo de casos de levantamentos de cargas de incêndio em edificações residenciais; - a tabulação e a preparação dos resultados obtidos para comparar as cargas de incêndio com os valores das normas técnicas brasileiras e normas técnicas internacionais. 3 1.3 – Justificativa e Relevância do Tema Ao realizar uma ampla pesquisa na literatura técnica nacional sobre incêndios, não foi possível encontrar registros de levantamentos de cargas de incêndios em edifícios nacionais de ocupação residencial, mas existe uma quantidade significativa de trabalhos internacionais. No país, encontra-se apenas o trabalho sobre a densidade de carga de incêndio realizado segundo Assis (2001), que trata das “Cargas de Incêndios em Edifícios de Escritórios”. A carga de incêndio representa a quantidade de material combustível que está em um compartimento, dependente da arquitetura e do uso da edificação. Desta forma, levantaram-se as cargas de incêndios em outros países, obtendo-se aproximações do valor a ser considerado. Conhecendo os procedimentos para o levantamento das cargas de incêndio, pode-se fazer um estudo para o levantamento destas cargas em edifícios residenciais brasileiros. 1.4 – Estrutura desta Dissertação de Mestrado A presente dissertação encontra-se dividida em seis capítulos. No capítulo 2 apresentam-se os conceitos básicos relacionados com a temática em questão e a revisão bibliográfica com ênfase nos trabalhos desenvolvidos no exterior e no Brasil a respeito de levantamentos de cargas de incêndio. No capítulo 3 apresenta-se a metodologia para a determinação da amostra, de forma a realizar cientificamente o levantamento de cargas de incêndios. A amostragem incluirá: o processo de estratificação dos domicílios em quatro níveis ou padrões de construção; a determinação do número de amostras a serem aplicadas para cada nível e o sorteio dos setores censitários. Já nos capítulos 4 e 5 apresenta-se o tema central deste trabalho, cujo foco é o desenvolvimento da metodologia para o levantamento de cargas de incêndio em edificações residenciais. Incluindo a aplicação desta metodologia passo a passo, um estudo de caso de levantamentos de cargas de incêndio será realizado. 4 No Capítulo 5 é abordado um estudo de caso de levantamentos de cargas de incêndio aplicando a metodologia desenvolvida no capítulo 4. Por fim, no capítulo 6 apresentam-se as considerações finais e, no capítulo 7 as referências bibliográficas empregadas ao longo deste trabalho. 5 2 CONCEITOS BÁSICOS E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 – Introdução Em se tratando do estudo de segurança contra o fogo é importante identificar que a carga de incêndio é um dos fatores mais importantes e significativos quanto à intensidade, duração e propagação de um incêndio, uma vez que os mobiliários, as paredes, divisórias, piso e teto são os elementos combustíveis com propriedades térmicas que representam as características do fogo. Sem esses elementos presentes as cargas de incêndio são mínimas e o risco de incêndio pode ser caracterizado de baixo risco. 2.2 – Carga de Incêndio A carga de incêndio é definida pela Instrução Técnica 09 do CBMMG, como a soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis contidos em um espaço, inclusive o revestimento das paredes, divisórias, pisos e tetos. 2.3 – Carga de Incêndio Específica A densidade da carga de incêndio ou carga de incêndio específica é o valor da carga de incêndio dividido pela área do piso do espaço considerado, expresso em megajoules (MJ) por metro quadrado (m²) ou em quilogramas equivalentes de madeira seca por m². (IT 09: 2006 do CBMMG). 6 O método para levantamento da carga de incêndio específica definido pela norma ABNT NBR 14432: 2001 e pela IT 09: 2006 do CBMMG considera que os valores da carga de incêndio específica para as edificações pode ser determinado pela seguinte expressão:    ∑  (2.1) onde: - qfi é o valor da carga de incêndio específica, em megajoules por metro quadrado de área de piso; - Mi é a massa total de cada componente i do material combustível, em quilograma. Esse valor não poderá ser excedido durante a vida útil da edificação, exceto, quando houver alteração da ocupação, ocasião em que Mi deverá ser reavaliada; - Hi é o potencial calorífico específico de cada componente i do material combustível, em megajoules por quilograma; e, - Af é a área do piso do compartimento, em metro quadrado. A norma brasileira ABNT NBR 14432: 2001 e a IT 09: 2006 do CBMMG estabelecem uma carga de incêndio específica de 300 MJ/m2 para ocupações residenciais, conforme é descrito na Tab. 2.1. Tabela 2.1 - Cargas de incêndio específicas por ocupação Ocupação/Uso Descrição Carga de incêndio (qfi) em MJ/m2 Residencial Alojamentos estudantis 300 Apartamentos 300 Casas térreas ou sobrados 300 Pensionatos 300 Fonte: IT 09 – CBMMG (2006). 7 2.4 - Combustíveis O combustível pode ser definido como qualquer material ou substância capaz de produzir calor, energia ou luz por meio da reação química da combustão, seja em estado sólido, líquido ou gasoso. Pelo seu estado físico, os combustíveis classificam-se em; - Sólido (madeira, papel, tecidos, etc.); - Líquido (gasolina, álcool, óleos, tintas, etc.); e - Gasoso (gás, metano, etileno, etc.). 2.4.1 - Combustíveis Sólidos A caracterização de um combustível sólido se dá pela união entre um combustível e um comburente, um oxidante que abasteça oxigênio para a queima do combustível, convertendo isto em uma reação exotérmica, capaz de liberar a energia para o sistema. A maioria dos sólidos (naturais, orgânicos ou sintéticos), entra em ignição em resposta a uma fonte externa de calor. A queima de um combustível sólido pode ser facilitada quando ele está dividido em várias partículas e a umidade relativa do ar for muito baixa. Os corpos sólidos no processo de queima passam por três estágios: destilação, inflamação e incandescência. Na destilação ocorre o desprendimento dos gases inflamáveis, uma vez que o corpo atingiu o seu ponto de fulgor1. O estágio de inflamação é aquele em que o corpo já alcançou sua temperatura de ignição e surge a chama e, consequentemente, os gases se inflamam. Na incandescência ocorre o desprendimento de calor provocado pelas chamas, fazendo com que a temperatura do corpo se eleve. Neste estágio, o poder calorífico do corpo pode ser caracterizado. 1 Ponto de fulgor é a menor temperatura na qual um líquido ou um sólido libera vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável. 8 2.4.2 - Combustíveis Líquidos Segundo a norma ABNT NBR 7505: 2000, os combustíveis líquidos se dividem em líquidos inflamáveis, combustíveis instáveis ou reativos. Os inflamáveis são os líquidos que possuem ponto de fulgor inferior a 37,8°C e os combustíveis valores superiores a 37,8°C. Os instáveis ou reativos são os líquidos que se tornam auto reativos por efeito de variação da temperatura e pressão, ou do choque mecânico, que é produzido na estocagem ou no transporte e, em consequência, se decompõem, polimerizam ou podem alcançar o estágio para explosão. Estes combustíveis se distinguem pela facilidade de liberação do vapor, sendo que os líquidos inflamáveis possuem uma capacidade elevada. Além disto, qualquer líquido combustível aquecido a altas temperaturas torna-se inflamável. 2.4.3 - Combustíveis Gasosos Os corpos gasosos possuem a propriedade de entrar em processo de queima mais facilmente, uma vez que não passam pelo processo de transformação, que os combustíveis líquidos e sólidos estão sujeitos. A combustão dos gases é direta, dependendo fundamentalmente da concentração com que se mistura com o ar. Para que aconteça a combustão é necessário que se apresente uma mistura volumétrica percentual ideal de combustível e o oxigênio na presença de uma fonte de ignição. Os gases por oferecerem grande mobilidade no ar através de uma ventilação o ambiente, tornam-se uma variável importante, já que essa determina a maior ou menor mobilidade dos gases. 2.5 – Desenvolvimento do Fogo em Compartimentos Para o estudo do desenvolvimento de um incêndio é necessário ressaltar a grande diferença na evolução de um foco de incêndio ao ar livre e de um foco de incêndio em um compartimento. Esta grande diferença na evolução destes dois focos, deve-se basicamente a dois fatores: (1) a oferta de oxigênio e 9 (2) o “feedback radiativo2” ou a retroalimentação. O crescimento e desenvolvimento de um incêndio em um compartimento é normalmente controlado pela quantidade e disponibilidade de combustível e oxigênio. Quando a quantidade de combustível disponível para queima é limitada, o incêndio será fogo controlado. Quando a quantidade de oxigênio disponível é limitada, a condição é dita ventilação controlada. O desenvolvimento de incêndios em compartimentos apresenta-se em três fases ou estágios típicos: (1) crescimento; (2) queima generalizada; e (3) decaimento. A Fig. 2.1 apresenta uma forma mais detalhada destes estágios de desenvolvimento de um incêndio. A fase (1) de crescimento do fogo é entendida como a ignição, capaz de descrever o período em que os quatro elementos do quadrilátero de fogo se unem e dão início à combustão. A ignição pode ser pilotada (causada por uma faísca ou chama) ou não pilotada (causada quando o material atinge a sua temperatura de ignição a partir do auto aquecimento), tais como a ignição espontânea (IFSTA, 2001). 2Feedback radiativo: é caracterizado pela queima em um compartimento. Os gases produzidos ficam barrados pelo teto e pelas paredes e começam a se acumular abaixo do teto formando uma capa térmica que irradia de volta para o ambiente boa parte do calor que carrega. (CBMES ,s.d). 10 Figura 2.1– Fases do desenvolvimento de um incêndio. Fonte Adaptada: BUCHANAN (1995) apud BONITESE (2007). Logo após o desenvolvimento da ignição, tem-se o crescimento do fogo. Este se inicia quando as chamas vão subindo pela coluna de gases que se ergue sobre o foco até atingir o teto, ou seja, até a formação de uma pluma3. Com as chamas atingido o teto, tem-se a ocorrência de uma grande produção de fumaça negra. A fase de crescimento continuará enquanto o combustível e oxigênio estiverem disponíveis no compartimento. Incêndios em compartimento, em fase de crescimento, são geralmente 3 Pluma do fogo: é a coluna flutuante ascendente de chama e produtos quentes da combustão acima da fonte de combustível. 11 controlados pelo combustível. Como o fogo aumenta, a temperatura global aumenta no compartimento, assim como a temperatura do gás se eleva na camada no nível do teto (Fig. 2.2) (IFSTA, 2001). Figura 2.2 – Fase de crescimento do fogo Fonte: IFSTA (2001). Outro fator importante na fase de crescimento do fogo é o flashover, definido como a transição entre a fase de crescimento e a queima generalizada do incêndio. Durante o flashover, as condições no compartimento mudam rapidamente, em função de um aumento da radiação e temperatura, dada pela contínua combustão e pela queima dos primeiros materiais inflamados que envolvem todas as superfícies combustíveis expostas no interior do compartimento. A camada de gás quente que se desenvolve no nível do teto durante a fase de crescimento, causa a radiação de calor dos materiais combustíveis afastados da origem do fogo (Fig. 2.3). Normalmente a energia radiante (fluxo de calor) da camada de gás quente é superior a 20 kW/m2, na ocorrência do flashover. Esta radiação de calor causa uma pirólise4 dos materiais combustíveis dentro do compartimento. O flashover está associado às temperaturas, que variam entre 483°C e 649°C. Este intervalo está correlacionado com uma temperatura de ignição do Monóxido de Carbono (CO) (1128°F ou 609°C), cujos gases mais comuns são emitidos a partir da pirólise. 4 Pirólise: é a transformação de compostos ou materiais orgânicos em compostos mais simples, por efeito da temperatura (ROSSO, 1975). 12 Figura 2.3 - Exemplo de flashover Fonte: IFSTA (2001). Durante a fase (2), o fogo entra em um estado estável de combustão. A queima generalizada ocorre quando todos os materiais combustíveis no compartimento estão envolvidos no incêndio. Durante este período de tempo, a queima de combustíveis no compartimento estará liberando a máxima quantidade de calor possível para a queima dos pacotes combustíveis e da produção de grandes volumes de gases do incêndio. O calor liberado e o volume de gases do fogo produzido dependerão, principalmente, da quantidade de ar que entra no compartimento (fogo controlado pela ventilação). Durante esta fase, os gases quentes não queimados do incêndio estarão susceptíveis começar a fluir pelo compartimento de origem, para os espaços adjacentes do compartimento, como apresentados na Fig. 2.4 (IFSTA, 2001). Nesta fase, cerca de 70% dos materiais foram consumidos e a taxa de combustão tende a decair, apresentando uma diminuição da temperatura. Logo, o incêndio entra na terceira fase. Figura 2.4 - Gases quentes fluem para o compartimento adjacente Fonte: IFSTA, (2001). 13 Na fase (3) de decaimento, novamente o incêndio é controlado pela quantidade de combustível. A quantidade de fogo diminui e a temperatura dentro do compartimento começa a decrescer. 2.6 – Segurança Contra Incêndios Grandes incêndios ocorridos nas décadas de 1970 e 1980, entre estes, os do Edifício Andraus (São Paulo, 1972) e o Edifício Joelma (São Paulo, 1974), resultaram na edição da ABNT NBR 5627:1980, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. Esta norma não foi efetivamente utilizada, sendo cancelada no ano de 2001. Já em 1981, ocorreu o incêndio no edifício Grande Avenida (São Paulo) e no ano de 1987 ocorreu o incêndio no Edifício CESP (São Paulo). Estes acontecimentos levaram à elaboração de regulamentos e normas capazes de gerar ferramentas e conceitos para a evolução da segurança contra incêndio, como uma necessidade intrínseca aos espaços construídos, tornando iminente a necessidade de fusão entre medidas normativas e o processo de concepção dos projetos arquitetônicos. Sendo assim, pode-se garantir a segurança nas edificações no que tange à proteção estrutural e de bens, assim como na salvaguarda de vidas, aliados aos aspectos de habitabilidade. Em São Paulo foi redigida a Instrução Técnica CB-02.33-94 que estabelecia tempos de resistência ao fogo para estruturas de aço. Em 1999 aprovou-se a ABNT NBR 14323:1999. No ano de 2000 a ABNT NBR 14432: 2001 também foi aprovada. Em 2001, no Estado de São Paulo, entrou em vigência o Decreto 46.076 que instituiu o regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco para os fins da Lei 684 de 1975 e foi revogado pelo Decreto 56.819 de 2011, que instituiu o regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco no estado de São Paulo e dá providências correlatadas. Também em 2001, no Estado de Minas Gerais foi criada a Lei 14.130, que dispõe sobre a prevenção contra incêndio e pânico, regulamentada pelo Decreto 44.270 de 2006, semelhante ao Decreto 46.076 do Estado de São Paulo. No ano 2004 entrou em vigor a ABNT NBR 15200:2004. 14 De acordo com Silva e Pannoni (2010), os objetivos fundamentais da segurança contra incêndio são: minimizar o risco à vida5 e reduzir a perda patrimonial6. Um bom sistema de segurança contra incêndio consiste em um conjunto de meios ativos (chuveiros automáticos, brigada contra incêndio, detecção de calor ou fumaça, etc.) e passivos (resistência ao fogo das estruturas, compartimentação, saídas de emergências, etc.) que possam garantir a fuga dos ocupantes da edificação em condições de segurança, a minimização dos danos a edificações adjacentes e à infraestrutura pública, bem como a segurança das operações de combate ao incêndio. 2.6.1 - Medidas de Segurança Contra Incêndios Pode-se observar nas sinalizações e iluminações de emergência dos cinemas, dos shoppings e de todo lugar de alta concentração de pessoas, que a preocupação com a segurança contra incêndio é notável e esta preocupação rodeia o ser humano a todo instante. A segurança contra incêndio de uma edificação pode ser implementada na fase de projeto, desde que sejam considerados os seguintes parâmetros (SEITO, 1987): a) localização do edifício em relação aos serviços públicos de combate ao fogo; b) área ao redor do edifício (locação), para assegurar o acesso às fachadas; c) altura das torres dos edifícios, relacionada ao alcance dos equipamentos de combate; d) distância entre edifícios, prevendo a propagação do incêndio à vizinhança; e) controle das quantidades de materiais combustíveis constituintes do edifício e nele contidos; f) dimensionamento da compartimentação interna; g) dimensionamento da proteção e resistência ao fogo da estrutura; h) proteção das aberturas existentes nos elementos de compartimentação interna; i) dimensionamento do sistema de detecção e alarme; j) dimensionamento do sistema de extinção com chuveiros automáticos, extintores manuais e automáticos; e, 5 Risco à vida: entende-se como a exposição severa dos usuários da edificação à fumaça ou ao calor e o eventual desabamento de elementos construtivos sobre os usuários ou a equipe de combate. 6 Perda patrimonial: entende-se como a destruição parcial ou total da edificação, dos estoques e documentos, dos equipamentos ou dos acabamentos do edifício sinistrado ou da vizinhança. (SILVA e PANNONI, 2010). 15 k) dimensionamento do sistema de hidrantes e mangueiras, além da reserva de água para incêndio. As medidas de proteção contra incêndio podem ser por sua vez, divididas em duas categorias, sendo as medidas de proteção passiva e as medidas de proteção ativa. 2.6.1.1 – Fatores que Influenciam a Severidade de um Incêndio Conforme Silva e Pannoni (2010), o risco de início de um incêndio, sua intensidade e duração estão associados a: - atividade desenvolvida no edifício: tipo e quantidade de material combustível, tecnicamente denominada como as cargas de incêndio, nele contidos. - forma do edifício: um edifício térreo com grande área sem compartimentação pode representar um risco maior de incêndio do que um edifício com diversos andares, de mesma atividade, subdividido em muitos compartimentos, que confinarão o incêndio. - condições de ventilação do ambiente: dimensões e posição das janelas. - propriedades térmicas dos materiais constituintes das paredes e do teto: quanto mais isolantes forem esses materiais, menor será a propagação do fogo para outros ambientes, porém, mais severo será o incêndio no compartimento. - sistemas de segurança contra incêndio: a probabilidade de início e propagação de um incêndio é reduzida em edifícios onde existem detectores de fumaça, sistema de chuveiros automáticos, brigada contra incêndio e uma compartimentação adequada, etc. 2.7 - Propriedades dos Materiais de Construção Para o desenvolvimento deste trabalho é importante conhecer as propriedades térmicas dos materiais de construção. Materiais metálicos, cerâmicos, vidros, polímeros e madeiras, são frequentemente utilizados na construção civil. No estudo da segurança contra incêndios, as características ignífugas dos materiais são um tópico importante que vem sendo analisado, já que os materiais são imprescindíveis na propagação de um incêndio. 16 É necessário conhecer a capacidade destes materiais de resistir à ação do fogo por um determinado tempo, mantendo sua integridade, estanqueidade e isolamento. Neste item são abordadas as principais características de alguns componentes e materiais utilizados na construção civil, assim como também na fabricação do mobiliário. 2.7.1 - Propriedades dos Materiais em Temperaturas Elevadas O comportamento de uma peça ou componente estrutural exposto ao fogo depende, em parte, das propriedades térmicas e mecânicas do material do qual é composto. Grande parte dos materiais de construção não são estáveis ao longo de uma gama de temperaturas de 20oC a 800oC. Em aquecimento, os materiais sofrem alterações físico-químicas ("reações" em um sentido generalizado), acompanhadas por transformações na sua microestrutura e alterações em suas propriedades (SPFE, 2002). 2.7.1.1 - Propriedades Térmicas do Aço Os aços mais frequentemente usados na indústria da construção são os laminados a quente ou a frio. As temperaturas elevadas afetam as propriedades mecânicas dos aços. Temperaturas superiores a 500ºC podem resultar em alterações da microestrutura ou em deformações irreversíveis quando o material é submetido a pequenos esforços. A Corrosão é outra alteração que se apresenta devido à exposição do aço a temperaturas elevadas que pode originar erosão na superfície, da qual poderá resultar em perda de funcionalidade do componente. O módulo de elasticidade longitudinal dos aços, que é igual a 200 GPa à temperatura ambiente, decresce para 170 GPa a 480ºC, diminuindo abruptamente a partir dessa temperatura, o que resultando na perda da rigidez da estrutura. A densidade do aço é de cerca de 7850 kg/m3. Seu coeficiente de expansão térmica é uma propriedade estrutural não sensível. A temperatura crítica do aço é frequentemente utilizada como um ponto de referência para determinar a falha dos componentes estruturais expostos ao fogo (SPFE, 2002). 17 A exposição a altas temperaturas dos materiais estruturais tais como o aço e o concreto, provocam a degeneração das suas características físicas e químicas, causando redução da resistência (Fig. 2.5) e da rigidez (Fig. 2.6), o que deve ser levado em conta no dimensionamento das estruturas, em situação de incêndio. Figura 2.5 – Redução da resistência ao escoamento em função da temperatura. Fonte: SILVA (2001). Figura 2.6 – Redução do módulo de elasticidade em função da temperatura. Fonte: SILVA (2001). Segundo a ABNT NBR 14323:1999, adotam-se de forma simplificada os valores das propriedades térmicas do aço a serem considerados independentes da temperatura. Estes valores são apresentados na Tab. 2.2: 18 Tabela 2.2 – Valores simplificados das propriedades térmicas do aço Alongamento (∆l / l ) Calor Específico (c) Condutividade Térmica (λ) 14 x 10-6 (θa – 20) 600 J / kg °C 45 W/m°C Fonte: Adaptado da ABNT NBR 14323: 1999. 2.7.1.2 Propriedades Térmicas do Concreto A palavra concreto abrange um grande número de distintos materiais, com uma única característica em comum, pois são formados pela hidratação do cimento. Uma vez que as quantidades de pasta de cimento hidratado é apenas 24 a 43 por cento do volume presente nos materiais, as propriedades do concreto podem variar muito, conforme o uso dos agregados. Tradicionalmente, a resistência à compressão do concreto utilizado gira entorno de 20 MPa e 50 MPa, o que é referido como esforço normal do concreto (NSC, Normal- Strength Concrete). O concreto com resistência de compressão na gama de 50 MPa a 100 MPa, tornou- se amplamente utilizado e é referido como concreto de alta resistência (HSC, High-Strength Concrete). Dependendo da densidade, os concretos geralmente são subdivididos em dois grupos principais: (1) concretos de peso normal com uma gama de densidades entre 2150 - 2450 kg/m3 e (2) concretos leves com densidades entre 1350 e 1850 kg/m3. Para práticas de segurança ao fogo, os concretos podem ser subdivididos em concretos de peso normal em silicatos e concreto com carbono agregado, de acordo com a composição do agregado principal. Além disso, uma pequena quantidade de fibras descontínuas é, muitas vezes adicionada à mistura do concreto, para obter um desempenho superior. Este concreto é denominado como concreto com fibras reforçadas (FRC, Fiber- Reinforced Concrete) (SPFE, 2002). Na Tab. 2.3 apresentam-se os valores das propriedades térmicas dos concretos de densidade normal e de baixa densidade. Estes valores são adaptados de forma simplificada ao considerar temperaturas independentes, de acordo a ABNT NBR 14323: 1999. 19 Tabela 2.3 – Valores simplificados das propriedades térmicas do concreto Alongamento (∆l / l ) Calor Específico (c) Condutividade Térmica (λ) Concreto de densidade normal 18 x 10-6 (θc – 20) 1000 J / kg °C 1,6 W/m°C Concreto de densidade baixa 8 x 10-6 (θc – 20) 840 J / kg °C 0,5 W/m°C Fonte: Adaptado da ABNT NBR 14323: 1999. 2.7.1.3 - Propriedades Térmicas da Alvenaria A densidade (ρ) dos tijolos está entre 1660 e 2270 kg/m3, dependendo das matérias-primas empregadas na fabricação, na técnica de moldagem e da queima. A densidade real do material (ρt) está entre 2600 e 2800 kg/m3. A partir de curvas relativas à variação da condutividade térmica λ, com a temperatura θ, fornecidas em Purkiss (1996), para tijolos de argila ou de silicato de cálcio, é possível extrair os valores da condutividade térmica de 1 a 600oC, conforme dados apresentados na Tab. 2.4 e o calor específico do tijolo de argila, como é descrito na Tab. 2.5 Tabela 2.4 – Condutividade térmica do tijolo Densidade (kg/m3) Condutividade térmica (λ) (W/moC) 700 0,19 1100 0.28 1600 0,39 2100 0,75 20 Tabela 2.5 – Calor específico do tijolo Temperatura (oC) Calor Específico (c) (J/kg oC) 600 1146 800 1253 1000 1357 2.7.1.4 - Propriedades Térmicas da Madeira A madeira é utilizada na construção como membro estrutural e na fabricação de mobiliários. Segundo o SPFE (2002), a densidade da madeira seca varia de 300 kg/m3 (cedro branco) a 700 kg/m3 (nogueira, gafanhoto preto), a densidade de abetos de Douglas varia entre 430 a 480 kg/m3 e de pinheiros do sul varia entre 510 a 580 kg/m3. A densidade real do material sólido que forma as paredes das células da madeira é de cerca de 1500 kg/m3 para todos os tipos de madeira. A densidade da madeira diminui conforme a elevação da temperatura. O coeficiente de expansão térmica linear varia de 3,2 x 10-6 a 4,6 x 10-6 m*m-1*K-1 ao longo da fibra, e de 21,6 x 10-6 a 39,4 x 10-6 m*m-1*K-1 transversalmente na fibra. A madeira encolhe-se em temperaturas acima de 100oC, por causa da redução do conteúdo de umidade, a quantidade de encolhimento pode ser estimada como 8% , na direção radial, de um 12% na direção tangencial e uma média de 0,1 a 0,2 por cento na direção longitudinal. (SPFE, 2002) 2.7.1.5- Propriedades Térmicas do Gesso O gesso ou sulfato de cálcio desidratado: (CaSO4 x 2H2O) segundo o SPFE (2002), uma placa com base na composição e desempenho classifica-se nos seguintes tipos; - placa de gesso regular; - gesso acartonado tipo X e - gesso acartonado melhorado tipo X. O gesso é um material ideal para a proteção de um incêndio. A água dentro do gesso desempenha um papel importante na definição da sua propriedade térmica e de resposta ao 21 fogo. No acréscimo de temperatura, ele vai perder as duas moléculas de H2O, em temperaturas entre 125oC e 200oC. As propriedades térmicas da placa de gesso variam dependendo da composição do seu núcleo, a condutividade térmica de produtos de gesso é difícil de avaliar, devido as grandes variações nas suas porosidades e da natureza dos agregados. Um valor típico para placas de gesso de uma densidade de 700 kg/m3 é de 0,25 W/m oC. Na Tab. 2.6 apresentam-se as propriedades térmicas de alguns materiais usados na construção civil. Tabela 2.6 – Propriedades térmicas de alguns materiais Material Condutividade Térmica (λ) (W/m.K) Calor Específico (c) (kJ/kg.K) Densidade (ρ) (kg/m3) Gradiente Térmico (α) (m2/s) Cobre 387 0,380 8940 1,14x10-4 Aço temperado 45,8 0,460 7850 1,26x01-5 Tijolo comum 0,69 0,840 1600 5,20x10-7 Concreto 0,8 a 1,4 0,880 1900-2300 5,70x10-7 Vidro 0,76 0,840 2700 3,30x10-7 Placa de gesso 0,48 0,840 1440 4,10x10-7 Madeira - Carvalho 0,17 2,380 800 8,90x10 -8 Madeira -Pinho 0,14 2,850 640 8,30x10-8 Amianto 0,15 1,050 577 2,50x10-7 Espuma de poliuretano 0,034 1,400 20 1,20x10 -6 Fonte: BONITESE (2007) 2.8 – Revisão Bibliográfica e Fundamentação Teórica 2.8.1 - Metodologias de Pesquisa para Avaliação de Cargas de Incêndio No estudo realizado por Zalok (2011) foram identificadas várias metodologias de pesquisa de cargas de incêndio, que incluem: inventário, pesagem direta, combinação (inventário e pesagem), questionários e método de revisão de website. 2.8.1.1 - Método do Inventário A orientação em pesquisas de carga combustível define o método de inventário como a determinação da massa de um item com base no seu volume medido e a densidade 22 correspondente. O método requer a entrada física em um edifício por um perito, para listar o conteúdo e as características de todos os artigos combustíveis dentro do compartimento. No passado, os inspetores determinavam as dimensões e as características físicas dos itens para se obter a massa do item que está sendo pesquisado. A massa dos itens podem, por conseguinte, ser calculadas utilizando densidades conhecidas do material correspondente ou por estimativas com base em dados de itens pré-pesados. A energia combustível do conteúdo do compartimento é, então, calculada com base no valor calorífico do pacote combustível. 2.8.1.2 - Método da Pesagem Direta Este método também exige a entrada física no prédio de um inspetor para documentar os conteúdos e características de todos os itens dentro do compartimento. No entanto, ao contrário do método de inventário, as massas combustíveis de artigos dentro do compartimento são obtidas por pesagem direta. 2.8.1.3 - Método da Combinação (Inventário e Pesagem) Este método combina a utilização do método direto de pesagem e do método de inventário, que pode incluir inventário de itens pré-pesados e de cálculo da massa baseada na medição direta do volume e densidade de materiais correspondentes. 2.8.1.4 - Método do Questionário O método do questionário envolve a distribuição de questionários, geralmente com uma nota explicativa para os ocupantes de uma construção, com uma determinada ocupação. O método baseia-se basicamente em medições indiretas por processos tabulares e tabelas de seleção de móveis para calcular as cargas de incêndio. Estas cargas são então estimadas, com base no valor calorífico dos itens suficientemente similares ao conjunto de combustível. 23 2.8.1.5 - Revisão de “Websites” de imóveis Este método envolve uma análise de “websites” de móveis por um perito para determinar as cargas de incêndio com base em desenhos de arquitetura e fotografias. As massas dos componentes combustíveis de um compartimento particular são determinadas usando a informação visível a partir das fotografias. As cargas de incêndio são estimadas com base no valor calorífico de itens suficientemente similares ao conjunto de combustível. No Brasil, não existem pesquisas sobre as cargas de incêndios em edifícios residenciais. Existe somente a pesquisa feita por Assis (2001), sobre os levantamentos das cargas de incêndio em edifícios de escritórios. Assis (2001) fez a pesquisa intitulada ¨Carga de incêndio em edifícios de escritórios, Estudo do caso: Belo Horizonte¨. Esta foi a primeira pesquisa científica feita no Brasil sobre levantamentos de cargas de incêndios. A metodologia empregada foi constituída de um levantamento sistemático, levado a efeito sobre 47,382,70 m2 de área de escritórios públicos e privados em edifícios estruturados, tanto em aço como em concreto, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. As quantidades dos materiais combustíveis fixos e móveis foram levantadas considerando-se sua geometria e distribuição no espaço, acrescentando-se medições de massa ou volume, pelo método de inventário. Com base no poder calorífico dos materiais, pesquisados na literatura técnica, foram calculadas as cargas de incêndio correspondentes. Com uso da análise estatística, as densidades médias, e aquelas correspondentes aos percentis de 80, 90 e 95% da carga de incêndio, foram determinadas para grupos de edifícios em função de seu domínio (público ou privado), e para distintas ocupações de suas salas (recepção, chefia, almoxarifado e outros), bem como, para os edifícios em seu conjunto. Este estudo compreendeu somente as áreas destinadas ao uso de escritórios, não incluindo garagens, pilotis, coberturas, auditórios, bibliotecas, etc. Também foram excluídos os corredores e circulações coletivas, caixas de escadas, elevadores, sanitários e espaços destinados a equipamentos de ar condicionado que, em sua maioria, possuem baixa ou nenhuma carga de incêndio. 24 Sendo assim, esta carga foi calculada pela expressão matemática que relaciona o volume dos objetos à sua massa e, assim, conhecido o poder calorífico específico de cada material, calcula-se o valor da carga de incêndio (q*), sendo:  ∗ =    (2.2) onde, Mi é a massa do objeto (quilogramas) e Hi é o poder calorífico do material constituinte (megajoules por quilograma); Para componentes em que a relação entre volume e massa é mais complexa, adotaram-se os valores de cargas de incêndio individuais, obtidas pelos ensaios em calorímetros especiais realizados pelo laboratório norte-americano National Institute of Standards and Technology (NIST, 1999), como por exemplo, em móveis de forma irregular e de diversos materiais de composição. Quando dados experimentais eram inexistentes, foram usadas relações matemáticas com os valores normatizados dados pelas tabelas dos valores médios para as cargas de incêndio da norma austríaca TRVB A100 (1979). Para a coleta de dados foram elaboradas planilhas, contendo informações gerais do edifício e a determinação de cargas de incêndio fixa e móvel. No âmbito internacional, os primeiros estudos para a determinação estatística de cargas de incêndios foram realizados no Reino Unido por Baldwin (1970) e nos Estados Unidos por Culver (1976). Ambos usaram procedimentos de coleta de dados em campo e medições de massa e volume, sendo que estes trabalhos servem de exemplo aos pesquisadores que buscam averiguar valores de carga de incêndio a serem adotados em projetos, segundo a ocupação do edifício (ASSIS, 2001). Ingberg (1957) apud Zalok (2011) conduziu uma pesquisa extensa sobre cargas de incêndio, ao utilizar o método de pesagem direta. O relatório apresentou cargas de incêndio para diferentes ocupações, incluindo apartamentos, residências, hospitais, escolas, estabelecimentos comerciais e fábricas. 25 Nos estabelecimentos comerciais a pesquisa limitou-se às áreas de venda e de armazenamento pequenas e frequentadas por funcionários e que não incluíam mostruários e escritórios associados com as áreas de vendas. As cargas combustíveis por área do piso do departamento foram determinadas por pesagem do conteúdo combustível em uma área representativa desse departamento. Os conteúdos combustíveis relacionados na pesquisa referem-se aos móveis, pisos, coberturas e madeiras expostas, além das utilizadas nos pisos. A carga combustível foi apresentada por área do piso do compartimento. Culver (1976) apud Zalok (2011) desenvolveu um método de levantamento de inventário ao utilizar a coleta de dados visuais, isto é, características físicas observáveis dos vários itens do conteúdo, a partir do qual foram obtidos os pesos. O conceito envolveu a hipótese de que existe uma relação entre as características visuais (dimensões medidas) dos itens e seu peso. Culver (1976) apud Zalok (2011) fez uma pesquisa em 23 edifícios de escritórios localizados em diversas regiões dos Estados Unidos, em prédios com alturas entre dois a quarenta e nove andares, incluindo edifícios de escritórios governamentais e privados. Resumos estatísticos dos dados foram apresentados, assim como, a influência de diversos fatores, tais como altura, idade, localização geográfica e consideração do uso e dimensões das salas. Os dados apresentados são usados atualmente em pesquisas para avaliar as exigências atuais sobre o projeto de edifícios e também para pesquisas dos efeitos das cargas de incêndios em edifícios. Green (1977) apud Zalok (2011) usou uma combinação dos métodos de pesagem direta e de inventário para realizar o levantamento de cargas de incêndio de um hospital. O estudo descreveu o conteúdo combustível por sua natureza, peso, espessura ou área de superfície. Para combustíveis que não poderiam ser facilmente pesados, foram medidas as dimensões, calculados os volumes e, em seguida, os pesos dos combustíveis foram determinados usando uma densidade assumida de 600 kg/m3. O estudo assumiu que todos os combustíveis tinham o mesmo valor calorífico da madeira. As cargas de incêndio foram então estimadas, com base no poder calorífico deste material. Barnett (1984) apud Zalok (2011) conduziu um estudo piloto sobre cargas de incêndio utilizando um método combinado de ambos, dados inventariados e pesagem direta. Esta pesquisa não foi destinada a dar resultados precisos de carga de incêndio, mas apenas para 26 determinar a ordem de grandeza dos resultados prováveis para cada tipo de edifício e para definir uma estrutura básica para pesquisas futuras. A pesquisa foi conduzida em um edifício das seguintes categorias: hospitais, escritórios, lojas e fábricas. A pesquisa foi dividida em duas etapas principais. Primeiramente, os combustíveis foram divididos em cargas de incêndio fixas e móveis. As cargas fixas incluíam combustíveis dentro e sobre paredes, piso e teto, incluindo cabos de alimentação, telefone, luz, acessórios plásticos, portas e molduras. A segunda fase foi registrar pesos de conteúdos combustíveis e calcular volumes a partir de dimensões de conteúdos combustíveis fixos que não puderam ser pesados. Para obter densidades de cargas a partir de dados inventariados, foi usado um valor calorífico bruto da madeira de 20 MJ/kg (condições para uma madeira seca ao forno). Kose et al (1988) apud Zalok (2011) inspecionou 216 habitações unifamiliares ao utilizar uma abordagem de questionário. Os questionários foram enviados para os ocupantes com uma lista de mobiliário padrão e bens comumente encontrados em uma residência. Uma folha explicativa com figuras de mobiliário também foi adicionada ao questionário. Além disso, foi solicitado aos ocupantes que fizeram medições de alguns itens dentro do compartimento não incluídos nas figuras apresentadas nestes questionários. Mesmo sendo importantes como carga de incêndio, os vestuários não foram levados em conta na pesquisa com a precisão requerida. A carga de incêndio foi apresentada como os pesos totais de todos os combustíveis por área útil (kg/m2). No período de julho de 1992 a julho de 1993, foram realizadas pesquisas similares na cidade de Kanpur, Índia, pelos pesquisadores Sunil Kumar e Kameswara Rao (1997), que levantaram as cargas de incêndio de oito edifícios de escritórios com uma área total aproximada de 11,720 m2, sendo todos edificações públicas e com até quatro pavimentos. Também foi realizado o levantamento das cargas de incêndio usando o método de inventário. A abordagem para a pesquisa foi semelhante ao método utilizado por Culver (1976). O objetivo da pesquisa de Kumar e Rao foi atualizar os dados do levantamento das cargas de incêndio já existentes para avaliar as condições que prevaleciam na época da pesquisa. A análise teve como suporte um levantamento da massa dos objetos, servindo-se das relações geométricas e de densidades dos materiais. Verificou-se que em edifícios de escritórios, a madeira e o papel contribuem com uma porção substancial da carga de incêndio total. Os 27 conteúdos móveis contribuem com cerca de 88% da carga de incêndio total. A partir dos resultados, concluiu-se que houve redução dos valores das cargas obtidas por Culver (1976) nos Estados Unidos, porém verificou uma proximidade com os resultados obtidos por Baldwin (1970) no Reino Unido, denotando a influência das evoluções industriais, de fatores culturais, do uso da informática na armazenagem de dados, entre outros. Caro (1995), pesquisou seis edifícios de escritórios usando o método da pesagem direta. Dois diferentes métodos de pesagem diretos foram utilizados. No primeiro, todos os conteúdos combustíveis dentro do compartimento foram levados da sua localização de uso e pesados. Na segunda, os pesos dos conteúdos dos escritórios foram determinados quando eram embalados para a remodelação. A carga de combustível foi calculada para apenas os conteúdos combustíveis e não incluiu todo o conteúdo metálico. Fatores de desclassificação foram empregados para diminuir itens combustíveis fechados. As estimativas da carga combustível para cada escritório foram separadas nas seguintes categorias: papel/livros, equipamentos de informática, móveis, divisórias e outros diversos. Isto foi feito para agrupar os itens de composição de material similar. A carga combustível foi então calculada, como a razão entre o peso total equivalente dos produtos combustíveis pela área de piso (kg/m2) (ZALOK, 2011). Outros dois estudos, um realizado na Nova Zelândia por Narayanan (1995) e outro por Korpela (2000), na Finlândia, comprovaram a diminuição dos valores atribuídos às cargas de incêndio, quando comparados a antigos levantamentos nestes países e também aos valores adotados segundo suas normas. Nesses trabalhos foram feitas comparações com os valores de cargas de incêndio normatizados que, hoje, encontra-se em vigor em países da Europa e nos Estados Unidos. Korpela et al (2000) apud Zalok (2011) desenvolveu um método de levantamento de cargas de incêndio semelhante ao método de Culver (1976), determinando os pesos de itens com base nas características físicas (dimensões) do item e tabelas de itens pré-pesados. O estudo pesquisou 1.500 salas de escritório, arquivos, bibliotecas e salas de conferências. O método consistiu em tornar o tempo de levantamento destas cargas mais rápido e fácil, em comparação com pesquisas anteriores, que eram muito demoradas e trabalhosas. O método foi 28 baseado na suposição de que a maioria do mobiliário de escritório é de tamanho e forma padronizadas. A Tab. 2.7 contém os valores das cargas de incêndio para escritórios adotados em normas de alguns países, conforme os respectivos pesquisadores anteriormente mencionados. Tabela 2.7 - Cargas de incêndio Autores País Média (MJ/m2) Baldwin (1970) Reino Unido 372 Culver (1976) Estados Unidos 960 Kumar e Rao (1993) Índia 348 Narayanan (1995) Nova Zelândia 681 Korpela (2000) Finlândia 1005 TRVB A100 (1979) Áustria 700 NBR 14432 (2000) Brasil 700 Fonte: adaptado de ASSIS (2001). Comparadas as médias fornecidas na Tab. 2.7, entre as pesquisas realizadas entre os anos de 1991 e 2000, verificam-se muitas diferenças difíceis de justificar apenas pelos aspectos construtivos. As diferenças climáticas entre Finlândia e a Nova Zelândia justificam, pelo menos em parte esta questão. Já a diferença entre o valor médio das cargas de incêndio na Índia e o valor da Finlândia, da ordem de 65%, dificilmente se explica apenas pelas diferenças climáticas, devendo certamente, indicar as diferenças culturais e até as possíveis influências da própria pesquisa, assim como nos aspectos construtivos, devido à região fria, cujos móveis são de tecido distinto ao empregado para o clima quente. No frio, utiliza-se muito carpetes e material isolante nas paredes, contudo, as cargas resultam em níveis elevado. Os valores apresentados para a Áustria, Brasil e para Nova Zelândia são similares entre si. Yii (2000) realizou um levantamento das cargas de incêndio utilizando os métodos de pesagem direta e inventário, para investigar os efeitos da área da superfície e espessura nestas cargas. A pesquisa foi realizada em seis amostras de quartos universitários, quatro amostras de escritórios de pós-graduação, uma amostra de motel (cozinha e quarto) e de vários quartos 29 de apartamentos. A carga combustível foi classificada em cargas de incêndio fixa e móvel. Os itens fixos, tais como rodapés e interruptores de parede foram ignorados, devido à dificuldade em determinar qual era a área da superfície exposta ao fogo. A carga combustível foi também dividida em diferentes tipos de materiais, tais como, madeira, plástico, entre outros. A massa e as dimensões do objeto foram os parâmetros mais importantes a serem determinados. Para objetos combustíveis que eram muito grandes, foi medido o volume e a massa foi obtida multiplicando o volume para a densidade. Outro parâmetro a ser considerado neste estudo, foi a área da superfície combustível exposta ao fogo. Bwalya (2004) realizou uma pesquisa em 74 residências unifamiliares usando o método de questionário. A pesquisa utilizou um questionário baseado na web que foi distribuído através da internet, principalmente, para os funcionários do Conselho Nacional de Pesquisa de Canadá. Semelhante a Kose (1998), os questionários tinham uma lista pré-determinada de itens que são comumente encontrados nas salas de estar de uma casa. O questionário só permitia aos participantes escolher a quantidade, tamanho, material e outros atributos pertinentes. O questionário não fazia nenhuma previsão para que os ocupantes fornecessem medições físicas dos itens dentro do compartimento, assim como não permitia ilustrações previstas para que o morador identificasse facilmente os itens do mobiliário. Isto permitiu que a configuração e as dimensões dos itens dentro do compartimento fossem amplamente baseadas em suposições. O questionário também possibilitou uma previsão para que os ocupantes colocassem informações do tipo e tamanho da casa, o número de saídas e o número de janelas em uma sala específica. A carga de incêndio foi calculada usando os mais altos valores de peso e calor de combustão encontrado para cada agrupamento de mobiliário. Zalok (2006) apud em Zalok (2011) utilizando os métodos de pesagem direta, de inventário de itens comuns pré-pesados e o cálculo de massa com base no volume medido para a densidade correspondente, pesquisou 167 lojas comerciais. Avaliou que as combinações 30 destes métodos facilitaram o processo da pesquisa. Todos os proprietários das lojas e os funcionários foram conduzidos em pessoa pelo pesquisador. Isso ajudou a garantir uma elevada qualidade de dados de pesquisa e de consistência nos dados. Para a coleta destes dados em uma ordem sistemática e consistente, um formulário de pesquisa foi desenvolvido e usado para todos os edifícios pesquisados. A pesquisa também seguiu um procedimento similar para todos os compartimentos. Primeiro, o nome, endereço, tipo de estabelecimento e data da investigação foram preenchidos. Depois a gravação das dimensões da loja, tipos de paredes, pisos e revestimento do teto, como material de carga de incêndio fixa foram obtidas. Finalmente, realizou-se a classificação de todos os conteúdos combustíveis na loja estudada. As massas dos itens que poderiam ser facilmente pesados foram medidas, incluindo a sua composição de material. As porcentagens de cada tipo de material foram determinadas para os itens compostos por mais de um material. Volumes de itens que não poderiam ser pesados foram determinados e a massa foi calculada a partir do produto da densidade do material e do volume medido. Itens como tapetes e material de revestimento foram determinados de um modo semelhante. As massas dos itens pesquisados foram convertidas em unidades de energia, utilizando o valor calorífico dos itens. A carga de incêndio total para cada compartimento foi então calculada. A norma NFPA 557: 2012 propõe que um levantamento da carga de incêndio deve ser realizado tanto pelo método de pesagem direta ou pelo método de inventário ou uma combinação de ambos os métodos. Neste contexto, a revisão da literatura apresentada neste capítulo, identificou que outros métodos de levantamento das cargas de incêndio, tais como: o método do questionário (distribuídos diretamente aos ocupantes via internet) e de revisão de websites imobiliários, poderiam conduzir a algum grau de erro ou incerteza, de modo a afetar significativamente a qualidade dos resultados do levantamento destas cargas ou a utilização eficaz do método em questão. 31 3 AMOSTRAGEM 3.1 Introdução Para o presente trabalho é essencial fazer uma amostragem científica para a validação da coleta de dados. Para tanto, se faz necessário aplicar conceitos de Estatística, o que permitirá a tomada de decisões e obtenção de conclusões na presença de variabilidade1. Este campo lida com a coleta, apresentação, análise e uso dos dados para avaliar decisões, resolver problemas e planejar o desenvolvimento de produtos e processos (MONTGOMERY, 2012). Neste caso em especial, aplica-se o conceito de amostragem. 3.2 Planejamento da Amostra O sucesso de uma análise estatística envolve aspectos relativos às formas de amostragem e é preciso garantir que as amostras a serem usadas sejam obtidas por processos adequados. Se fossem cometidos erros grosseiros no momento de selecionar os elementos da amostra, o estudo ficaria comprometido em sua totalidade e os resultados finais seriam incorretos. Dentre os estudos que utilizam métodos estatísticos, existem desde aqueles que são bem concebidos e executados, fornecendo resultados confiáveis, até os que são concebidos deficientemente e mal executados, que levam a conclusões enganosas e sem qualquer valor real. A seguir são apresentados alguns pontos importantes para o planejamento de um estudo capaz de produzir resultados válidos (TRIOLA, 1998): 1 Variabilidade: prediz que sucessivas observações de um sistema ou de um fenômeno não produzem exatamente o mesmo resultado (MONTGOMERY, 2012). 32 1. Identificar com precisão a questão a ser respondida (o que se deseja medir) e definir com clareza a população de interesse; 2. Estabelecer um plano para a coleta de dados capaz de descrever detalhadamente a realização de um estudo observacional ou de um experimento (definidos a seguir). Este plano deve ser elaborado cuidadosamente, de modo que os dados coletados representem efetivamente a população em questão; 3. Coletar os dados cautelosamente, para minimizar os erros que podem resultar de uma obtenção tendenciosa de dados; 4. Analisar os dados, definir as conclusões e identificar possíveis fontes de erros. De maneira geral, em um Experimento aplica-se determinado tratamento e observam-se seus efeitos sobre os elementos a serem avaliados. No caso de um Estudo observacional, deve-se verificar e medir características específicas, evitando manipular ou modificar os elementos a serem estudados. Tendo em vista estes dois conceitos, ressalta-se que neste trabalho é realizado um estudo observacional, por intermédio de amostragem. Neste contexto, é necessário e importante garantir que a amostra seja representativa da população a ser avaliada, com base no fato de que, para todo estudo de desenvolvimento científico, essa amostra deve ser probabilística. A complexidade e a sutileza dos problemas de amostragem variam conforme o objeto de estudo e as variáveis que se desejam avaliar. Em síntese, a obtenção de soluções adequadas para o problema de amostragem exige bom senso e experiência. Além disso, muitas vezes é conveniente que o trabalho do analista estatístico seja complementado pelo de um especialista em amostragem. Na sequência apresentam-se alguns conceitos de amostragem: 33 1. Amostragem de conveniência: simplesmente utilizam-se resultados que já estão disponíveis; 2. Amostragem probabilística: todos os elementos da amostra têm probabilidade de seleção conhecida. Caso contrário, a amostra será não probabilística. Esta amostragem implica em um sorteio para a seleção dos elementos da população com regras bem determinadas, cuja realização só será possível se a população for finita e totalmente acessível. A utilização de uma amostragem probabilística é a melhor recomendação que se deve fazer no sentido de se garantir a representatividade da amostra (NETO, 1977); 3. Amostragem aleatória simples: os elementos da população são escolhidos de tal forma que cada um deles tenha igual chance (a probabilidade é n/N de um determinado elemento ser selecionado numa amostra de tamanho n, numa população de tamanho N) de figurar na amostra; 4. Amostragem sistemática: escolhe-se um ponto de partida entre os primeiros k = N/n elementos na listagem de elementos da população e seleciona-se a partir dele cada k-ésimo elemento (como por exemplo, cada 50o elemento) da listagem da população. Esta amostragem é uma forma alternativa (à amostragem aleatória simples) de selecionar as unidades amostrais em uma população, podendo ser utilizada em conjunção tanto à amostragem estratificada quanto à amostragem por conglomerados, apresentadas a seguir; 5. Amostragem por conglomerados: inicia-se dividindo a população em grupos menores (ou conglomerados). Em seguida, escolhem-se probabilisticamente alguns desses conglomerados e, finalmente, tomam-se todos ou parte dos elementos dos conglomerados escolhidos. É importante observar que as unidades amostrais (submetidas ao critério de seleção) são os conglomerados, em primeira instância, denominadas estágio. Se apenas uma parte dos elementos do conglomerado selecionado fizer parte da amostra, haverá um segundo estágio, em que os elementos são selecionados. 6. Amostragem estratificada: subdivide-se a população em, no mínimo, duas subpopulações (ou estratos) que compartilham as mesmas características (como sexo) e, em seguida, extrai-se uma amostra de cada estrato. 34 Destaca-se que na amostragem estratificada obtém uma amostra de cada estrato, enquanto na amostragem por conglomerados apenas alguns conglomerados fornecem amostras. Em adição, nota-se que os conglomerados (como quaisquer outras unidades amostrais) podem ser estratificados, e em cada estrato se obter uma amostra de conglomerados. Segundo Neto (1977), é comum considerar três tipos de alocação em amostragem estratificada: uniforme, proporcional e ótima. A alocação uniforme (ou igual) é preferível quando se tem o objetivo de comparar as subpopulações. Seria uma estratégia adequada quando as variâncias das subpopulações são de mesma magnitude. Na alocação proporcional, o tamanho da amostra de cada estrato é proporcional ao tamanho da população. A amostragem estratificada ótima, por sua vez, toma em cada estrato um número de elementos proporcional ao número de elementos do estrato e também à variação da variável de interesse no estrato, medida pelo seu desvio-padrão. A alocação ótima também se conhece por alocação de NEYMAN, e é ótima porque minimiza o erro-padrão da estimativa da média para um n fixo. 3.3 Determinação do Tamanho da Amostra A determinação do tamanho de uma amostra é um problema de grande importância, visto que amostras desnecessariamente grandes acarretam desperdício de tempo e de dinheiro. Por outro lado, amostras demasiadamente pequenas podem levar a resultados não confiáveis (TRIOLA, 1998). Para este estudo de aplicação de amostragem, considerou-se a população de domicílios particulares permanentes em Belo Horizonte, já que o principal objetivo é o levantamento de cargas de incêndio em edificações residenciais desta cidade, dividindo-os em quatro estratos ou classes, ou seja, domicílios de classe popular, classe média, classe alta e classe luxo, seguindo a classificação adotada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (IPEAD/UFMG). O IPEAD/UFMG fez a classificação de acordo com a renda média mensal do chefe do domicílio obtida pelo Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme apresentado no Quad. 3.1 35 Quadro 3.1. Classificação de classes IPEAD CLASSE RENDA MÉDIA MENSAL Popular Inferior a 5 Salários mínimos Média Igual ou maior que 5 Salários mínimos e menor que 8,5 Salários mínimos Alta Igual ou maior que 8,5 Salários mínimos e menor que 14,5 Salários mínimos Luxo Igual ou superior a 14,5 Salários mínimos Fonte: IPEAD, 2013 Para a definição das classes nesta pesquisa, tomou-se como referência o salário mínimo do Censo 2010 do IBGE, estabelecido em R$ 510,00. Com estes dados, a classificação dos domicílios em Belo Horizonte, cujo universo (N) é de 762.075 domicílios, foi subdividido geograficamente e por renda, como mostrado na Tab. 3.1. Tabela 3.1 – Modelo de estratificação dos domicílios em Belo Horizonte CLASSES DISTRITO SUBDISTRITO POPULAR MÉDIA ALTA LUXO BARREIRO BARREIRO 84584 1109 224 BELO HORIZONTE OESTE 54434 21050 16845 1260 NOROESTE 88447 17951 1378 CENTRO -SUL 19511 13405 39657 26159 LESTE 53893 24671 1515 NORDESTE 29386 10970 6943 243 PAMPULHA PAMPULHA 30027 22290 7489 961 VENDA NOVA VENDA NOVA 78792 239 NORTE 62063 2156 130 NORDESTE 44292 1 TOTAL 545429 113842 74181 28623 Fonte: Autor Evidencia-se que para fazer a estratificação existem outras variáveis, tais como as áreas construídas dos domicílios, o número de pessoas por dormitório, entre outras, cabendo ao critério de cada pesquisador a escolha das variáveis para determiná-la. Em outros países, os 36 departamentos de estatística têm no banco de dados das cidades os estratos por níveis ou classes de renda, que vêm discriminados nas faturas dos serviços públicos. O principal objetivo deste capítulo é determinar o tamanho da amostra que se deve aplicar para cada classe residencial e serão apresentados dois planos de amostragem: aleatória simples e por conglomerados. 3.3.1 Amostragem Aleatória Simples Para este estudo aproveitou-se um levantamento de cargas de incêndio em 6 edificações residenciais de classe alta definidas pela renda média mensal do chefe do domicílio, obtidas através de uma amostra piloto, como mostrado na Tab.3.2. Tabela 3.2 – Levantamento de cargas de incêndio específicas em residências de classe alta. Domicílios Área útil (m²) Carga de incêndio média (MJ/m2) Média por 2 domicílios Casa 2 73,83 460,19 Casa 3 51,38 308,25 384,22 Casa 4 66,29 303,31 Casa 5 44,24 327,35 315,33 Casa 6 56,06 297,43 Casa 7 53,73 212,34 254,885 Total 345,53 1908,87 954,435 Média 57,5883 318,145 318,145 Variância 114,6909 6440,662 4187,829  24,44514 Fonte: Autor Na Tab. 3.2 foram processados os dados primários (cargas de incêndio), calculando-se a média e a variância2 para obter o tamanho da amostra (n). A média das cargas de incêndio é de 318,145 e a variância é de 6440,662. Com estes dados, aplica-se a Eq. (3.1) para determinar o tamanho de amostras (n) para a classe alta dos 2 Variância: uma medida de variabilidade definida como o valor esperado do quadrado da variável aleatória em torno da média (MONTGOMERY, 2012). 37 domicílios. Com erro máximo de estimação (ε), um intervalo de 95 % de confiança para a carga média de incêndio na população é obtida usando um valor crítico da distribuição normal padronizada,   ⁄ , de 1,96. =  ⁄ε   (3.1) onde:   ⁄ valor crítico da normal padrão para um intervalo de 100(1-α)%; ε erro máximo de estimação da carga média de incêndio na população; σ² variância populacional da carga de incêndio. logo, =  1,96318,145/10  6440,662 = 24,445 Desta forma, obtém-se um tamanho de amostra (n) de 25 para a classe alta dos domicílios com um erro máximo de estimação de 10%. Esta forma de amostragem pode ser repetida para cada estrato e assim é possível obter o número de amostras para cada classe. A última coluna da Tab. 3.2 contém informações que serão utilizadas na amostragem por conglomerados. 3.3.2 Amostragem por Conglomerados As populações frequentemente se distribuem em grandes áreas geográficas que podem ser subdivididas em setores censitários. Um setor censitário é um conglomerado de residências que pode ser selecionado como uma unidade primária da amostra e de cada setor censitário selecionado, b residências serão sorteadas como unidades secundárias da amostra. A aplicação da amostragem por conglomerados apresenta maior dificuldade que as anteriores porque há a consideração de um parâmetro adicional roh, que é uma taxa de homogeneidade interna dos conglomerados (correlação intraclasse), o parâmetro roh é calculado da seguinte forma: 38  ℎ = (#$%% – 1) / (( – 1) (3.2) O deff (design effect) é o efeito do plano de amostragem. Ele ó obtido pela divisão das variâncias das estimativas das médias da carga de incêndio, calculadas usando fórmulas de dois planos amostrais: amostragem por conglomerados e amostragem aleatória simples (AAS). Na última coluna da Tab. 3.2 foram calculadas as médias dos pares de domicílios consecutivos, cada um supostamente proveniente de um mesmo conglomerado. A estimativa da média populacional é a média destas três médias, resultando na mesma média (318,145) estimada para a amostragem aleatória simples, e a estimativa da variância do seu erro (omitindo a correção para população finita) é calculada pela variância amostral das médias (4187,829) dividida por 3, que é o número de conglomerados desta amostra, cada um com b = 2 domicílios, obtendo-se o valor de 1395,943. Por outro lado, a variância da média de uma amostra aleatória simples de tamanho 6 é obtida (omitindo a correção para população finita) dividindo-se a variância amostral 6440,662 por 6, obtendo-se o valor 1073,444. Assim, #$%% = 1395,943 1073,444 = 1,3004⁄ (3.3) Para calcular o roh, deve-se utilizar b = 2 na Eq. (3.2): roh = (1,3004 – 1) / (2 – 1) = 0,3004 Com estes dados, calcula-se o tamanho da amostra por conglomerados: = n++,. .1 + (( − 1) ℎ1 (3.4) onde: n++, = tamanho da amostra aleatória simples necessária, calculada em 25; b= tamanho da amostra de domicílios em cada conglomerado (o número de conglomerados na amostra resultaria em a = n/b). 39 O número b de residências que devem ser sorteadas por setor censitário é obtido de tal forma a apresentar o menor custo total, mantido o mesmo erro padrão3 para estimar a carga média de incêndio usando amostragem aleatória simples. Deste modo, tem-se: ( = 23435 6789: 89: (3.5) onde: Ca = custo de obtenção de uma amostra de setor censitário; Cb = custo de obtenção de uma amostra de domicílio; roh = correlação intraclasse. Para calcular Ca, consideram-se os custos associados ao deslocamento para cada setor censitário e os custos de logística para cada setor censitário. Já Cb é o custo de coleta da informação em cada domicílio, com exceção dos custos dos equipamentos, que fazem parte do patrimônio da UFMG. Para determinar o parâmetro Cb, considera-se o tempo que o pesquisador requer para coletar os dados em um domicílio o qual é próximo de 35 minutos, baseado nos estudos de caso de levantamentos de carga. Para determinar o parâmetro Ca, os custos de logística e deslocamento foram determinados para cada entrevistador da seguinte maneira: • R$ 10,00 custo do almoço; • R$ 5,60 custo médio de transporte público desde o domicílio do entrevistador até o setor censitário; • R$ 5,00 custo do lanche. O custo total é de R$ 20,60, equivalente a R$ 2,50/hora considerando-se com estes dados, e utilizando a estimativa de roh, pode-se calcular ( = 2;6 67<,=<,= = 4 3Erro padrão: é o desvio-padrão do estimador de um parâmetro. O erro padrão é também o desvio da distribuição amostral do estimador de um parâmetro (MONTGOMERY, 2012). 40 supondo que se gaste 1 hora entre encontrar o domicílio a ser pesquisado e coletar seus dados. O total de domicílios na amostragem por conglomerados é calculado pela Eq. (3.4), com b = 4: = 24,445(1 + (4 − 1)0,3004) = 46,47 Assumindo o total da amostra (n) em 48, deve-se obter 4 domicílios em 12 conglomerados. 3.4 Sorteio para Selecionar o Setor Censitário O setor censitário é a menor unidade territorial formada por área contínua, integralmente contida em área urbana ou rural, com dimensão adequada à realização da coleta de dados por um pesquisador que vai a campo por ocasião do censo. O setor censitário constitui um conjunto de quadras, no caso de área urbana, ou uma área do município, no caso de uma área não urbanizada. Os setores censitários são demarcados pelo IBGE, obedecendo a critérios de operacionalização da coleta de dados. Após a obtenção do número de amostras calculado, devem-se sortear os setores censitários e também os domicílios para a aplicação dos formulários. Visto que o objetivo da pesquisa é obter o número de amostras para os quatro níveis ou classes de estratificação, elabora-se uma tabela com o número de domicílios em Belo Horizonte por renda média mensal do chefe do domicílio, classificando-os nas classes popular, média, alta e luxo. Na Tab. 3.3 são apresentados o número de domicílios e o número de amostras na cidade de Belo Horizonte por cada região (distrito e subdistrito) e classificados por nível de renda média mensal do chefe do domicílio com base na Tab. 3.2. Essa tabela foi elaborada de acordo com os dados do IBGE, correspondentes ao censo demográfico de 2010. Ressalta-se que o IBGE fornece apenas a renda média mensal do chefe do domicílio do setor censitário e isto não garante que todos os seus domicílios tenham essa renda média. Conforme mostrado na Tab. 3.2, a classe popular foi determinada por um rendimento médio mensal do chefe do domicílio inferior a 5 salários mínimos, a classe média com um 41 rendimento igual ou maior a 5 salários mínimos e menor que 8,5 salários mínimos, a classe alta, igual ou maior a 8,5 salários mínimos e menor que 14,5 salários mínimos e a classe luxo igual ou superior a 14,5 salários mínimos. Tabela 3.3 – Número de domicílios por região, classificados pela renda média mensal do chefe do domicílio CLASSES NÚMERO DE AMOSTRAS DISTRITO SUBDISTRITO POPULAR MÉDIA ALTA LUXO POPULAR MÉDIA ALTA LUXO BARREIRO BARREIRO 84584 1109 224 8.00 8.00 12.00 BELO HORIZONTE OESTE 54434 21050 16845 1260 4.00 NOROESTE 88447 17951 1378 8.00 8.00 CENTRO -SUL 19511 13405 39657 26159 8.00 16.00 28.00 44.00 LESTE 53893 24671 1515 NORDESTE 29386 10970 6943 243 16.00 4.00 4.00 PAMPULHA PAMPULHA 30027 22290 7489 961 16.00 4.00 VENDA NOVA VENDA NOVA 78792 239 NORTE 62063 2156 130 NORDESTE 44292 1 4.00 TOTAL 545429 113842 74181 28623 48.00 48.00 48.00 48.00 Fonte: Autor O total de domicílios na classe popular, de acordo com a renda média mensal por chefe do domicílio, é de 545429 e o tamanho da amostra em cada estrato de renda é de 48, utilizando alocação igual. O tamanho da amostra em cada subdistrito é calculado de acordo com o seu tamanho, resultando em utilizar a mesma fração amostral em cada estrato de renda, ou seja, se em 545429 domicílios deve-se obter uma amostra de 48 domicílios, então a fração amostral é de 1/11363, correspondendo a um domicílio na amostra a cada 11363 domicílios neste estrato de renda. Em alguns casos, os subdistritos foram agrupados para formarem um estrato geográfico quando o tamanho calculado da amostra para um subdistrito era próximo a zero, equivalendo a retirá-lo da população. O agrupamento foi determinado pela proximidade geográfica dos subdistritos. Para o estrato geográfico da classe média formado pelos subdistritos Barreiro e Oeste, o total de domicílios é de 22159 e o tamanho da amostra é de 8 domicílios. O subdistrito Noroeste da classe média tem 17951 e o tamanho da amostra é 8. 42 Nos subdistritos Centro-sul e Leste da classe média, o total de domicílios é de 38076 e o tamanho da amostra é 16, para o qual são necessários 4 setores censitários. Para a obtenção desses setores, deve-se realizar um sorteio, que pode ser sistemático, utilizando as ferramentas do Excel. Para a seleção sistemática dos setores censitários, estes foram ordenados primeiro de acordo com a ordenação geográfica dos subdistritos: por exemplo, Barreiro e Oeste, na classe média; e dentro de cada subdistrito, de acordo com o nível de renda média do chefe do domicílio. A ordenação no Barreiro foi da menor renda média para a maior e o subdistrito Oeste foi ordenado da maior renda média para a menor. Esta ordenação é chamada “ordenação em serpentina” e é utilizada para que os setores censitários vizinhos nesta ordenação fiquem com rendas médias próximas. A seleção sistemática aplicada nesta listagem de setores censitários faz com que os setores selecionados pertençam a estratos de renda diferenciados. O acumulado do número de domicílios da classe média nos subdistritos Barreiro e Oeste (22159) é dividido pelo tamanho da amostra dos setores censitários neste estrato (2), resultando 11079,5. Um setor censitário será selecionado a cada 11079,5 domicílios. Logo, aplica-se a operação “=aleatório()*11079,5” para obter o valor do acumulado de domicílios correspondente ao primeiro setor censitário da amostra. Para selecionar o segundo setor, deve- se acrescentar a este o valor de 11079,5. Neste caso o primeiro número aleatório vai de 1 até 11080. Na Fig. 3.1 apresenta-se a planilha de Excel com os dados dos subdistritos Barreiro e Oeste da classe média, para obter os dois setores censitários correspondentes. 43 Figura 3.1 – Folha de excel para determinar o sorteio dos setores censitários na classe média nos subdistritos Barreiro e Oeste onde: “V001” é a variável número de domicílios do setor censitário; é o valor do total ou acumulado dos domicílios; é o resultado da divisão do total de domicílios para os dois setores censitários (22159/2); é o número aleatório entre 1 e 11079,5, resultado da função: “=aleatório()*11079,5” (=1927,92), arredondando para o inteiro imediatamente superior. Este corresponde ao acumulado de domicílios para o primeiro setor censitário (vide Fig. 3.2); é o valor do acumulado de domicílios do segundo setor censitário, resultado da soma do número aleatório anterior mais a metade do total de domicílios: 1927,92 + 11079,5 =13007,4, arredondado para o inteiro imediatamente superior. 22159 11079,5 1928 13008 44 Determinados os números dos acumulados de domicílios, deve-se procurar na coluna de acumulados em que valor (igual ou superior) se encaixa o valor do setor censitário, como mostrado na Fig. 3.1. Na Fig.3.2 apresenta-se o processo de seleção dos setores censitários para a classe média do estrato geográfico em questão. Observa-se também nesta figura que o valor do primeiro setor censitário (1928) se encaixa entre os acumulados sucessivos 1881 e 2038, este último correspondente ao setor censitário 310620005670273, localizado no subdistrito Oeste, no bairro Alto Barroca, com um total de 157 domicílios. Este setor censitário foi selecionado com probabilidade proporcional ao seu tamanho: 2x157/22159 = 0,0141703. O segundo setor censitário (13008) se encaixa entre os acumulados sucessivos 12710 e 13055, este último correspondente ao setor censitário 310620005670236, localizado no subdistrito Oeste, no bairro Nova Granada, com um total de 345 domicílios. Este setor censitário foi selecionado com probabilidade 2x345/22159= 0,0311386. Figura 3.2 – Localização dos setores censitários Nas Figs. 3.3, 3.4, 3.5 e 3.6, apresentam-se os setores censitários anteriormente citados, cada um com seu respectivo mapa e a descrição do perímetro. 45 Figura 3.3 – Perímetro do setor censitário 310620005670273, bairro Alto Barroca Fonte: IBGE, Censo 2010 46 Figura 3.4 – Setor censitário 310620005670273, bairro Alto Barroca Fonte: IBGE, Censo 2010 47 Figura 3.5 – Perímetro do setor censitário 310620005670236, Nova Granada Fonte: IBGE, Censo 2010 48 Figura 3.6 – Setor censitário 310620005670236, bairro Nova Granada Fonte: IBGE, Censo 2010 49 Todos os setores censitários, como apresentados nas Figs. 3.4 e 3.6, possuem um mapa demarcando o território e também uma folha que contém os dados do setor e as indicações do seu perímetro, desde o ponto inicial até o ponto final. Deve-se fazer a inspeção de cada setor censitário, como indicado na folha de descrição do perímetro (Figs. 3.3 e 3.5), e verificar o número real de domicílios, visto que a cada ano este pode mudar para mais ou para menos devido a situações como novas construções, desabamentos, incêndios, etc. Por exemplo, suponha-se que no setor censitário 3106200056270273, localizado no subdistrito Oeste, no bairro Alto Barroca, que possui um total de 157 domicílios, constatou-se que o número real de domicílios da classe média é 132, após a realização de inspeção visual. Para se obter o novo tamanho da amostra, deve-se multiplicar a probabilidade de encontrar um domicílio no setor (0,025477707) pelo número real de domicílios (132), obtendo-se 0,025477707x132 = 3,363057325, aproximando-o para 3. Para obter a probabilidade de um domicílio ser selecionado neste setor censitário, deve-se dividir o novo tamanho da amostra (3) pelo número real de domicílios (132); 3/132= 0,022727273. Evidencia-se que os setores censitários não são homogêneos e possuem domicílios de diferentes padrões. Para resolver isto, é necessário marcar na inspeção visual os domicílios que pertencem a cada padrão. Os domicílios poderão ser marcados ao longo da descrição do perímetro do setor censitário, e uma vez obtido o número de residências que se enquadram em cada padrão, realiza-se o sorteio para determinar quais domicílios serão selecionados para a amostra nesse setor. Este sorteio também pode ser sistemático, como o anterior, para determinar os domicílios. 50 4 METODOLOGIA PARA O LEVANTAMENTO DE CARGAS DE INCÊNDIO 4.1 Introdução A ABNT NBR 14432:2001 e a IT 09:2006 do CBMMG estabelecem a carga de incêndio específica para residências em 300 MJ/m2. Neste capítulo, descreve-se uma metodologia para realizar o levantamento de cargas de incêndios em edificações residenciais utilizando o método de combinação (pesagem direta e inventário). Esta é considerada a melhor metodologia de levantamentos, uma vez que combina as melhores práticas de ambos os métodos e, portanto, minimiza os graus de incerteza e erro. Este método também é recomendado pela norma NFPA 557:2012. 4.2 Levantamento de Cargas de Incêndio O desempenho em situação de incêndio de uma construção é avaliado por um procedimento de análise de riscos, o qual requer a identificação de possíveis cenários de incêndios que podem ocorrer na edificação. Estas análises são feitas utilizando-se cálculos e ferramentas que incluem tanto modelos computacionais como experimentais. A ferramenta para estudar os diferentes cenários de incêndios é conhecida como projetos de engenharia de segurança contra o fogo. O crescente uso dos projetos de engenharia de segurança contra o fogo, acompanhado de uma simulação numérica, tem possibilitado o fornecimento de dados importantes para o projetista, tais como: temperatura de um compartimento, propagação e duração do fogo e, dependendo do software utilizado na simulação numérica, é possível analisar rotas de evacuação. Para que 51 as análises sejam adequadas, é necessário efetuar um levantamento apropriado das cargas de incêndio. Na sequência, apresenta-se a metodologia proposta neste trabalho com base nos seguintes passos: a) Definição da amostra; b) Medição das áreas de cada cômodo; c) Inventário dos itens combustíveis; d) Pesquisa das massas dos itens combustíveis; e) Tratamento dos dados. 4.2.1 Definição da Amostra A definição da amostra somente é necessária quando a pesquisa ou estudo do levantamento de carga de incêndio tem fins científicos e deve ser realizada conforme o que foi explanado no Capítulo 3. 4.2.2 Medição das Áreas de Cada Cômodo Para o levantamento de cargas de incêndios é muito importante medir as áreas de cada cômodo, visto que a densidade da carga de incêndio específica é definida por unidade de área. Deve-se medir a largura, o comprimento e a altura, bem como as dimensões das aberturas das portas e janelas. As medições das alturas dos cômodos e aberturas das portas e janelas são interessantes para futuras simulações numéricas de incêndio nos ambientes levantados. Evidencia-se lembrar que as áreas dos banheiros e quintais podem ou não ser consideradas porque a carga de incêndio nestes espaços é mínima e pode ser desconsiderada. Desse modo, elas só devem ser consideradas em casos onde a carga possa representar um valor significativo no levantamento, ficando a critério do pesquisador. 4.2.3 Inventário dos Itens Combustíveis Este é o procedimento mais importante e dispendioso no levantamento de cargas de incêndio, já que o êxito da investigação depende diretamente da coleta dos dados com veracidade. 52 Para fazer a coleta dos dados foram desenvolvidos dois formulários (Anexo A e B). Nestes formulários são coletados dados como as áreas dos cômodos, dimensões e tipo dos materiais que compõem o mobiliário, assim como o material do piso, das portas, das janelas e outros materiais que sejam combustíveis. O formulário do Anexo A, foi desenvolvido para ser utilizado no caso em que o proprietário do domicilio não permita o registro fotográfico. O desenvolvimento dos formulários foi orientado pela Doutora em Sociologia Solange Simões1*. Inicialmente, a ideia era poder enviar o formulário ao domicílio com uma carta explicando o procedimento para preenchê-lo, porém, devido ao conteúdo complexo e à linguagem técnica, evidenciou-se que o formulário deveria ser preenchido por uma pessoa previamente instruída no tema, aprimorando a qualidade e consistência nos dados. Com o formulário do Anexo A, a coleta de dados é por informações visuais. Após entrar em um cômodo, a pessoa responsável anota no formulário todas as informações requisitadas, tais como: áreas, dimensões e material que compõe cada móvel. Com o formulário do Anexo B, a coleta é feita por registro fotográfico. Neste caso, a pessoa responsável entra no cômodo e fotografa cada móvel, com o objetivo de registrar o material que o compõe e suas dimensões. 4.2.4 Pesquisa das Massas dos Itens Combustíveis A realização deste procedimento requer muito tempo e consiste em fazer pesquisas em sites de venda de móveis para comparar os itens e se obter a sua massa (kg). Multiplicando a massa (kg) pelo poder calorífico (MJ) do material correspondente, chega-se à carga de incêndio, como será feito a seguir. Como exemplo, será obtida a carga de incêndio de um guarda-roupa. 1 * Ph.D. Solange Simões: Associate Professor of Sociology and Women’s and Gender Studies / Eastern Michigan University. 53 Figura 4.1A – Foto do guarda-roupa Figura 4.1B – Guarda-roupa similar em uma residência encontrado na internet Fonte: Autor Fonte: Site da Loja Casas Bahia Sendo pesquisado o item similar no site, como se mostra nas Figs. 4.1A e 4.1B, são obtidas suas especificações técnicas, tais como: material, dimensões e peso, mostrados na Fig. 4.2. 54 Figura 4.2 – Especificações técnicas do guarda-roupa encontrado na internet Fonte: Site da Loja Casas Bahia Com estes dados, é possível obter a carga de incêndio deste móvel: Material: MDP (Medium Density Particleboard - Painel de partículas de média densidade); Massa: 81,10 kg; Poder calorífico do MDP: 18 MJ/kg (vide Item 4.2.5 – Tratamento dos Dados- Tabelas de poder calorífico); 55 Desta forma, tem-se: ∗ =  x  (2.2) onde: q*: valor da carga de incêndio do item combustível, em MJ; Mi : massa do objeto (kg); e Hi: poder calorífico do material constituinte (MJ/kg). q* = 81,10 kg x 18 MJ/kg = 1459,8 MJ No levantamento de cargas de incêndio é comum encontrar móveis compostos por diferentes materiais e, para este caso, é recomendável tomar um valor médio do poder calorífico dos materiais que o compõem. Zalok (2010) apud Zalok (2011) recomenda usar como poder calorífico 18 MJ para itens combustíveis cujo poder calorífico seja similar ao da madeira. Nas Figs. 4.3A e 4.3B descreve-se uma cama infantil com colchão de espuma. Figura 4.3A – Fotografia da cama Figura 4.3B – Cama infantil encontrada infantil na internet Fonte: Autor Fonte: Site da Loja Magazine Luiza Na Fig. 4.4 apresentam-se as especificações técnicas da cama infantil. Os materiais são o MDF de madeira reflorestada e o forro de plástico. 56 Figura 4.4 – Especificações técnicas da cama infantil Fonte: Site da Loja Magazine Luiza Para determinar a carga de incêndio da cama, utilizam-se os seguintes dados: Material: MDF (Medium Density Fiberboard – Fibra de Média Densidade); Massa: 36,2 kg. O poder calorífico do MDF é 18 MJ/kg. A cama é composta em sua maioria por MDF e em menor porcentagem pelo forro plástico, por isso toma-se este valor e como resultado tem-se: q* = 36,20 kg x 18 MJ/kg = 651,6 MJ Nas Figs. 4.5A, 4.5B e 4.6, mostra-se outro exemplo de pesquisa de itens combustíveis similares na internet. 57 Figura 4.5A – Cama de solteiro Figura 4.5B – Cama de solteiro na internet Fonte: Autor Fonte: Site da Loja Magazine Luiza Figura 4.6 – Especificações técnicas da cama de solteiro Fonte: Site da Loja Magazine Luiza Em dormitórios, um dos itens de maior carga de incêndio e maior facilidade de inflamação são os colchões, os quais são compostos por espuma de poliuretano e tecidos. Na Fig. 4.7 apresenta-se um modelo de colchão de solteiro e suas especificações técnicas. 58 Figura 4.7 – Especificações técnicas do colchão Fonte: Site da Loja Magazine Luiza Carga de incêndio do colchão: Material: Espuma de poliuretano; Massa: 16,38 kg; Poder Calorífico: 23 MJ/kg. q* = 16,38 kg x 23 MJ/kg = 376,74 MJ 59 Outra dificuldade é a determinação da massa dos elementos combustíveis em itens compostos por materiais combustíveis e não combustíveis. Neste caso, por exemplo, os metais podem formar uma porção significativa da massa de artigos como: uma cadeira de metal com estofado, estantes metálicas com prateleiras de madeira, etc. A medição da massa dos combustíveis desses itens se torna difícil de ser realizada, sendo necessário o bom senso do pesquisador para definir a média do poder calorífico e a massa dos materiais baseados nas porcentagens que o constituem. 4.2.5 Tratamento dos Dados Uma vez efetivada a pesquisa das massas e materiais de cada item combustível, a próxima etapa consiste em calcular a carga de incêndio específica de cada ambiente. Para fazer este cálculo, a norma ABNT NBR 14432:2001 e a IT 09:2006 do CBMMG estabelecem os valores do poder calorífico dos materiais mais comuns na construção (Vide Tab. 4.1). Tabela 4.1 – Valores do poder calorífico específico de materiais Tipo de material Poder Calorífico (H) (MJ/kg) Tipo de material Poder Calorífico (H) (MJ/kg) Tipo de material Poder Calorífico (H) (MJ/kg) Acetona 30 Graxa, lubrificante 41 Poliestireno 39 Acrílico 28 Lã 23 Polietileno 44 Algodão 18 Lixo de cozinha 18 Poliuretano 23 Borracha Espuma – 37 Tiras – 32 Madeira 19 Polipropileno 43 Celulose 16 Palha 16 PVC 17 Couro 19 Papel 17 Resina melamínica 18 Fibra sintética 6,6 29 Policarbonato 29 Seda 19 Grãos 17 Poliéster 31 --------- ------- Fonte: Adaptado da ABNT NBR 14432:2001 e da IT 09:2006 do CBMMG 60 Outros valores de poder calorífico também são especificados nas pesquisas de Zalok (2011), de acordo com as Tabs. 4.2, 4.3 e 4.4. Tabela 4.2 - Poder calorífico de materiais celulósicos Madeira/Celulósicos MJ/kg Bétula 18,7 Celulóide 17 - 20 Celulose 15 - 18 Triacetato de celulose 17,6 Caixa de papelão ondulado 16,0 Algodão 15,6 - 20 Folhas de madeira 19,3 Lignina 24,8 Papel de jornal 18,4 Papel (média) 16,3 Papel, papelão 13 - 21 Painel de partículas (aglomerado e compensado) 17 - 18 Madeira de pinho 19,1 Carvalho vermelho 17,1 – 18,7 Palha 15 – 16 Pinho branco 17,8 Madeira 17 - 20 Lã 20,5 - 26 Fonte: Adaptado de ZALOK (2011). 61 Tabela 4.3 - Poder calorífico de diferentes produtos e compostos Produtos/ Compostos MJ/kg Sofá de 3 lugares (41.8 kg) 18,6 Cadeira T (NFR-PU espuma) 27 Roupas 17 – 21 Velas 46,2 Lixo da cozinha 8 – 21 Couro 18,6 - 20 Lino 19 – 21 Borracha de pneu 31 - 33 Seda 17 - 21 Cadeira (21.4 kg) 21,4 Rack de televisão 20 - 23 Roupeiros 14,2 – 18,8 Fonte: Adaptado de ZALOK (2011). 62 Tabela 4.4 - Poder calorífico de diferentes plásticos Plásticos MJ/kg Produtos típicos Acrilonitrilo Butadieno Estireno (ABS) 34 - 40 Aparelhos, máquinas comerciais, embalagens e tampas, caixas de pesca, bagagens, tubos, caixas de ferramentas, sanitários, sapatos, telefones, brinquedos. Acrílicos 25,9 - 29 Fibras de tapetes, vidros, painéis de iluminação, louças sanitárias, painéis de parede. Epóxi 28,8 - 34 Isobutano 20,1 Resina melamínica 16 - 19 Nylon 23,2 – 33,1 Fibras de tapetes, roupas, tapeçarias, isolamentos de fios. Policarbonato 28 – 30 Painéis de iluminação, garrafas de leite, caixas de ferramentas. Polietileno (PE) 43,3 – 51,1 Recipientes e as tampas, sacos de mantimento, utensílios domésticos, baldes, tubos, sacos de lixo, copos, lixeiras, isolamento de fio, brinquedos. Polietileno (PET) 22,0 Fenol formaldeído 27 - 30 Plástico puro de hidrocarburos (PE, PP, PS) 40 Plásticos (média) 22,1 Polimetilmetacrilato (PMMA) 25,0 Poliéster 23,2 – 32,5 Roupas, garrafas macias de bebidas. Poliisobutileno 43,7 Canos, tubulações. Espuma de poliisocianurato polioximetileno 15,4 Polipropileno 42 – 51,1 Fibras de tapetes, recipientes e tampas, utensílios domésticos, bagagens, baldes, tapeçarias. Fonte: Adaptado de ZALOK (2011) continua...... 63 Tabela 4.4 - Poder calorífico de diferentes plásticos, continuação da tabela anterior Plásticos MJ/kg Produtos típicos Poliestireno 39,2 – 44,1 Eletrodomésticos, forros de teto, recipientes e tampas, utilidades domésticas, painéis de iluminação. Poliuretano 22 – 37,2 Espuma de poliuretano 23 - 28 Sapatos, almofadas de assentos. Cloreto de polivinilideno 9,0 Fluoreto de polivinilideno 13,3 Politetrafluoretileno (PTFE) 5 – 6,2 Revestimento antiaderente Cloreto de polivinilo (PVC) 16,4 – 22,1 Roupas, recipientes e tampas, pisos, mangueiras, calhas, utilidades domésticas, tubos, revestimentos de paredes, sapatos, painéis de iluminação, cortinas de banho, lixeiras, tapeçarias, brinquedos, discos de vinil. PVC w/25%Cl 31,6 PVC w/36%Cl 26,3 PVC w/48%Cl 20,6 Seda artificial 16,3 - 17 Borracha 39,5 Espuma de borracha 34 - 40 Borracha de isopreno 44 - 45 Teflon (PFA) 5 Fonte: Adaptado de ZALOK (2011). De posse dos valores apresentados nas Tabs. 4.1; 4.2; 4.3 e 4.4 da pesquisa das massas, do material componente dos mobiliários e do levantamento das áreas, podem-se calcular as cargas de incêndio específicas para cada compartimento e da residência como um todo, utilizando a Eq. (2.2) reapresentada a seguir:  = ∑   (2.2) Nas fotografias das Figs. 4.8, 4.9, 4.10, 4.11 e 4.12, apresentam-se os móveis de cada cômodo de uma determinada residência. O cálculo é realizado através da Equação 2.2, fazendo o somatório de todas as massas dos móveis de um cômodo, que multiplicado pelo poder 64 calorífico de cada material e dividido pela área de cada cômodo permite obter a carga de incêndio específica de cada espaço. Na Fig. 4.8 apresenta-se uma sala de estar de 24 m2, com piso cerâmico e paredes de alvenaria com reboco e tinta, com espessura de 15 cm. Este espaço é ocupado por 1 sofá de 3 lugares, 1 sofá de 2 lugares, 2 poltronas, chaise, mesa lateral, rack de TV, televisão, estante e cortinas. Figura 4.8 – Sala de estar de uma residência Fonte: Autor 65 Na Tab. 4.5 apresentam-se os resultados de cálculo das cargas de incêndio, incluindo as massas e os materiais dos móveis. A Tab. 4.5 apresenta a carga de incêndio dos mobiliários da sala no valor de 5372 MJ/kg para uma área de 24 m2, resultando em uma carga de incêndio específica de 223,83 MJ/m2. Tabela 4.5 – Cálculo da carga de incêndio específica de uma sala de estar Mostra-se na Fig. 4.9 a sala de jantar, com mesa de pedestal de madeira e parte superior de vidro com cadeiras de madeira e estofado, bem como o buffet de madeira. Figura 4.9 - Sala de jantar Apresenta-se na Tab. 4.6 o cálculo da carga de incêndio da sala de jantar para uma área de 17,55 m2, resultando em uma carga de incêndio específica de 120,57 MJ/m². SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 65 65 18 1170 Sofá 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 50 50 18 900 Poltronas 2 Aço, espuma, tecido 20 40 18 720 Almofadas 3 Tecidos 1 3 18 54 Chaise 1 8 8 18 144 Mesa Lateral 2 Madeira 5 10 19 190 Rack de TV 1 Madeira 55 55 18 990 Televisor 1 Plastico* 42" 1 1 30 30 Quadro 1 Madeira, lienzo 1 1 16 16 Cortinas 2 Tecidos 0,5 1 18 18 Estante 2 Madeira 30 60 19 1140 Total 5372 *: só o peso do material plastico Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 4,00 6,00 3,00 24,00 223,83 DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 66 Tabela 4.6 – Cálculo da carga de incêndio específica de uma sala de jantar Na Fig. 4.10, são apresentadas as fotografias do quarto principal com uma área de 26,57 m2, incluindo o closet. Este dormitório contém cama tipo king, criados mudos, painel de TV, televisão, closet em MDF e piso em madeira laminada. Figura 4.10 – Dormitório principal/ suíte Apresenta-se na Tab. 4.7 o processamento dos dados, incluindo o material e massa dos móveis do quarto principal, resultando em uma carga de incêndio específica de 546,89 MJ/m2. SALA DE JANTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Madeira, Vidro 40 40 19 760 Cadeiras 6 Madeira, espuma, tecido 5 30 19 570 Buffet 1 Madeira 40 40 18 720 Quadro 1 Madeira 3 3 19 57 Cortinas 1 Tecido 0,5 0,5 18 9 Total 2116 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3,90 4,50 3,00 17,55 120,57 DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 67 Tabela 4.7 – Cálculo da carga de incêndio específica do dormitório principal Na Fig. 4.11 observa-se uma cama de solteiro, guarda-roupa, poltrona, mesa lateral e televisor, os quais fazem parte dos dormitórios 1 e 2 que possuem uma área unitária de 11,31 m2. Figura 4.11 – Dormitório 1 e 2 SUITE / QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama king conv. 1 Madeira 64 64 19 1216 Colchão 1 Mola, tecido,poliuretano 37 37 23 851 Travesseiros 4 Espuma, Tecido 1 4 18 72 Criado - mudo 2 Madeira 17 34 18 612 Rack de TV 1 Madeira 45 45 18 810 Tv 1 Plastico* 32" 1 1 30 30 Estante 1 MDP 40 40 18 720 Cortinas 1 Tecido 0,5 0,5 18 9 Climatizador 1 PVC 1 1 17 17 Ar - condicionado 1 PVC 2 2 17 34 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 5,30 x 3,70 116 116 18 2088 CLOSET 2 MDF 2,9 x 2,4 H 3,0 220 440 18 7920 Roupas 0 0 Total 14531 *: só o peso do material plastico Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 5,30 3,70 3,00 19,61 2,9 2,4 6,96 Total 26,57 DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 546,89 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 68 A Tab. 4.8 apresenta os cálculos da carga de incêndio específica, descrevendo as massas e materiais componentes dos móveis dos dormitórios 1 e 2. Cada quarto apresenta um valor de carga de incêndio de 358,84 MJ/m2. Tabela 4.8 – Cálculo da carga de incêndio específica dos dormitórios1 e 2 QUARTO 1 e 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro conv. 1 Madeira 32 32 19 608 Colchão 1 Mola, tecido 12,5 12,5 23 287,5 Travesseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Poltrona 1 Madeira, espuma, tecido 15 15 18 270 Mesa 1 Madeira 4 4 19 76 Tv 1 Plastico* 26" 1 1 30 30 Cadeira 1 Plastico 1 1 17 17 Cortinas 1 Tecido 0,5 0,5 18 9 Climatizador 1 1 1 17 17 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 2,90 x 3,90 67 67 18 1206 Guarda roupa 1 MDP 76 76 18 1368 Roupas 0 0 Total 4058,5 *: só o peso do material plastico Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2,90 3,90 3,00 11,31 358,84 DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 69 Na Fig. 4.12 apresentam-se as fotografias da cozinha, com armários planejados em MDP, com bancada em granito, geladeira, forno micro-ondas e banquetas. Figura 4.12 – Cozinha Tabela 4.9 – Cálculo da carga de incêndio específica da cozinha COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 210 Fogão 1 28 Forno micro-ondas 1 10 Balcão 1 MDP 1 124 18 2232 Armário de parede 1 MDP 1 30 18 540 Banquetas 2 Aço, tecido 1 2 18 36 Total 3056 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3,00 4,60 3,00 13,80 221,45 DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 70 Na Tab. 4.10 apresenta-se a carga de incêndio total do domicílio. Tabela 4.10 – Carga de incêndio específica do domicílio Após a determinação da carga de incêndio total do domicílio, incluindo todos os cômodos e espaços de circulação, com um valor de 33192 MJ, este foi dividido pelo valor da área total do domicílio, 97,58 m2, resultando em uma carga de incêndio específica de 340,15 MJ/m2. Nesse exemplo foi seguido etapa por etapa todo o procedimento do levantamento de cargas de incêndio conforme apresentado no item 4.2: medição das áreas de cada cômodo; inventário dos itens combustíveis; pesquisa das massas dos itens combustíveis e tratamento dos dados. Nesse estudo de caso, as cargas de incêndio das roupas não foram consideradas. Segundo Issen apud (ZALOK, 2011), os gases combustíveis armazenados em armários ou gabinetes não irão queimar eficientemente como aqueles itens que estão fora. Em adição, a pesquisa da quantidade de roupa em um domicílio incomoda as pessoas que habitam na residência. No Anexo C, são apresentadas as planilhas de calculo do estudo de casos de levantamentos de cargas de incêndio. Carga de incêndio (MJ/kg) 33192,00 Área (m²) 97,58 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 340,15 71 5 Estudo de Casos de Levantamento de Cargas de Incêndio 5.1 Introdução Neste capítulo apresenta-se um estudo de casos de levantamentos de cargas de incêndio com o objetivo de aplicar a metodologia desenvolvida no Capítulo 4. Foram aplicados os seguintes passos: medição das áreas de cada cômodo; inventário dos itens combustíveis; pesquisa das massas dos itens combustíveis; e, finalmente o tratamento dos dados. Por se tratar de um estudo de casos não foi levada em conta a definição da amostra. 5.2 Medição das Áreas dos Cômodos Para o levantamento de cargas de incêndio este procedimento é essencial, já que para obter a carga de incêndio específica, deve-se dividir a carga de incêndio pela área do compartimento. Para realizar este procedimento não é necessário fazer um croqui da residência, apenas devem-se medir a largura e o comprimento dos cômodos. A altura dos cômodos (pé direito), assim como as dimensões das aberturas das janelas e portas também foram registradas. Por questões de tempo recomenda-se utilizar uma trena a laser para a medição. Para o registro das informações foi utilizado os itens 1, 2 e 3 dos formulários do Anexo A e B. 5.3 Inventário dos Itens Combustíveis Este procedimento foi realizado utilizando o formulário baseados em informações visuais apresentado no Anexo A e o formulário baseado em registro fotográfico apresentado no Anexo B. 72 Com o formulário de registro fotográfico (Anexo B) as informações são bem mais concisas, já que tudo fica registrado em fotografias tornando a pesquisa dos mobiliários, nos sites, mais fáceis. Ao contrario da coleta de dados por meio de informações visuais, quando são feitas as fotografias, normalmente, os residentes se sentem mais expostos em relação a sua privacidade e segurança. O tempo de coleta de dados por registro fotográfico foi de 25 a 35 minutos para uma residência com área de 60 m2. Com o formulário por registro fotográfico, os itens combustíveis, incluídos os materiais de construção, são fotografados. 5.4 Pesquisa das Massas dos Itens Combustíveis e Tratamento dos Dados Inicialmente o processo de levantamento dos dados é dispendioso pela quantidade de informação para ser analisada, já que a pesquisa dos itens combustíveis deve ser feita em diferentes sites até se obter o móvel com caraterísticas iguais ou semelhantes, como descrito no item 4.2.4. Portanto, das pesquisas nos sites, gera-se um banco de dados dos móveis, que ajudara futuramente na tabulação dos dados e cálculo das cargas de incêndio. Finalmente, no tratamento dos dados juntam-se todas as informações das áreas dos cômodos, das massas dos itens combustíveis, o poder calorifico de cada material e aplicasse a Eq. (2.2) para determinar a carga de incêndio específica da residência. 5.5 Casos Analisados – Formulário de Registro Fotográfico Para o presente estudo de casos, tomaram-se 15 domicílios em diferentes bairros de Belo Horizonte com o propósito de determinar a carga média de incêndio nos distintos padrões e ocupações de construção. Estes padrões foram considerados tendo em conta a classificação do IPEAD como definido no Capítulo 3. Este estudo de casos foi feito em residências de classe popular, alta e luxo de acordo com a renda média mensal do chefe do domicílio. Para a classe popular, os domicílios foram considerados com uma área útil compreendida entre 36 m2 a 40 m2. Para a classe alta, foram considerados domicílios com área útil de 41 m2 a 65 m2. Para a classe luxo, foram considerados domicílios com área útil maior a 66 m2. 73 Na classe popular, o levantamento foi realizado em 6 domicílios, sendo 5 deles em apartamentos de um mesmo edifício residencial. A menor carga de incêndio específica apresentada foi de 294,86 MJ/m2, para uma área útil de 36,33 m2; a maior carga de incêndio específica é de 485, 26 MJ/m2, com uma área útil de 36,33 m2 e a carga de incêndio específica média é de 384,08 MJ/m2. Para o levantamento na classe alta tomaram-se 6 domicílios. A menor carga de incêndio específica foi de 212,94 MJ/m2, para uma área útil de 53,73 m2; a maior carga de incêndio específica foi de 460,19 MJ/m2, com uma área útil de 73,83 m2, apresentando-se uma carga de incêndio específica média de 318,25 MJ/m2. Na classe luxo, realizou-se para o levantamento em 3 domicílios, sendo determinadas as seguintes cargas: menor carga de incêndio específica igual a 340,15 MJ/m2, com uma área de 97,58 m2; maior carga de incêndio específica de 480,71 MJ/m2, com uma área útil de 69,51 m 2; a carga de incêndio específica média é de 388,50 MJ/m2. Na Tab. 5.1, apresenta-se o resumo dos levantamentos das cargas de incêndio e no Anexo C se apresentam as planilhas de cálculo das cargas de incêndio de todos os domicílios. 74 Tabela 5.1 – Resumo do estudo de casos dos levantamentos das cargas de incêndio em edificações residenciais – Formulário de registro fotográfico CLASSE POPULAR CLASSE ALTA CLASSE LUXO No. DOMICÍLIO ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) No. DOMICÍLIO ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) No. DOMICÍLIO ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) 8 37,64 15504,10 411,90 2 73,83 33973,40 460,19 1 97,58 33192,00 340,15 9 36,33 11592,50 319,05 3 51,38 15838,10 308,25 14 69,51 33413,80 480,71 10 36,33 13270,00 365,21 4 66,29 20106,60 303,31 15 273,73 94338,00 344,64 11 36,33 15557,50 428,17 5 44,24 14482,00 327,35 12 36,33 10713,80 294,86 6 56,06 16674,00 297,43 13 36,33 17631,80 485,26 7 53,73 11441,50 212,94 CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 384,08 CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 318,25 CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 388,50 Fonte: Autor 75 5.6 Casos Analisados – Formulário de Informações Visuais A utilização dos dois formulários tinha o objetivo de verificar se o resultado final da aplicação do procedimento de inventário por informações visuais levava a resultado próximo do procedimento com registro fotográfico. O formulário por informações visuais apresenta vantagens para a privacidade das pessoas que habitam o imóvel, já que podem ficar mais desconfortáveis com o registro fotográfico de sua residência. A média do tempo de coleta de dados com este formulário foi de 35 a 40 minutos para uma residência com área de 60 m2. O formulário por informações visuais é mais extenso pelo fato de ter que anotar todas as características dos itens combustíveis presentes em cada compartimento. Para a aplicação deste formulário tomaram-se duas residências, as quais também foram levantadas com o formulário do Anexo B. A residência número 4 da Tab. 5.1 apresentou uma carga de incêndio específica de 301,79 MJ/m2 quando se aplicou o formulário por informações visuais, e de 303,31 MJ/m2 quando foi utilizado o formulário por registro fotográfico, resultando em uma diferença de 1,52 MJ/m2. Para a residência número 6 a aplicação do formulário por informações visuais levou a uma carga de incêndio específica de 289,51 MJ/m2 e com o formulário de registo fotográfico, obteve-se uma carga de incêndio específica de 297,43 MJ/m2, resultando em uma diferença de 7,92 MJ/m2. Com o formulário por informações visuais, a carga de incêndio específica média nas duas residências analisadas foi de 295,65 MJ/m2, e com o formulário de registo fotográfico, esta carga foi de 300,37 MJ/m2. As diferenças entre os valores das cargas de incêndio levantadas a partir de cada formulário estão relacionada ao fato de que com o registro fotográfico é mais precisa a pesquisa das massas dos itens combustíveis. Apesar disso, as diferenças se mostraram pequenas e não devem afetar significativamente os resultados finais de carga específica. 76 Na Tab. 5.2, apresenta-se o resumo das cargas de incêndio levantadas com a utilização do formulário por informações visuais. Tabela 5.2 - Resumo do estudo de casos dos levantamentos das cargas de incêndio em edificações residenciais – Formulário por informações visuais CLASSE ALTA (Formulário A) CLASSE ALTA (Formulário B) DIFERENÇAS No. DOMICÍLIO ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) No. DOMICÍLIO ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) Carga de Incêndio Específica (MJ/m²) Carga de Incêndio Específica (%) 4 66,29 20006,00 301,79 4 66,29 20106,60 303,31 1,52 -0,50 6 56,06 16230,20 289,51 6 56,06 16674,00 297,43 7,92 -2,66 CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 295,65 CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 300,37 4,72 -1,57 Fonte: Autor 77 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 6.1 Síntese do Trabalho No capítulo inicial foram apresentados os objetivos deste trabalho, sendo o desenvolvimento de uma metodologia para levantamentos de cargas de incêndios em edificações residenciais a motivação principal desta dissertação. Foram apresentados no capítulo 2 os conceitos básicos e essenciais das características do fogo, combustão, propagação, as propriedades térmicas dos materiais mais comuns na construção civil, a definição das metodologias de cargas de incêndio, assim como a revisão bibliográfica dos trabalhos de levantamentos de cargas de incêndio desenvolvidos por pesquisadores no Brasil e no exterior com a sua respectiva metodologia. No capítulo 3 a metodologia de amostragem foi apresentada. Esta metodologia inclui um processo de estratificação dos domicílios pela renda média mensal do chefe do domicílio, classificando-os em quatro classes: popular, média, alta e luxo. Também mostra a obtenção do tamanho da amostra para a coleta de dados da população e, concluindo, com o sorteio dos setores censitários e os domicílios para a coleta de informação. No capítulo 4 foi apresentado detalhadamente o tema central deste trabalho, com enfoque no desenvolvimento de uma metodologia para o levantamento de cargas de incêndio em edificações residenciais, que se inicia desde a medição das áreas de cada cômodo, coleta dos dados dos itens combustíveis, determinação das massas e posterior obtenção da carga de incêndio específica para cada domicílio. 78 No capítulo 5 os resultados foram elucidados, a fim de demonstrar e aplicar a metodologia proposta como objetivo deste trabalho. 6.2 Conclusões Direcionado com que a norma ABNT NBR 14432:2001, que determina a carga de incêndio específica para edificações residenciais em 300 MJ/m2, o presente trabalho foi centrado na análise e desenvolvimento de uma metodologia para levantamentos de cargas de incêndio em edificações residenciais, para no futuro possibilitar a realização de um estudo científico de cargas de incêndio, determinando-as para cada padrão de construção, ou seja, para as classes: popular, média, alta e luxo, tendo em vista que a densidade da carga de incêndio específica é definida por unidade de área. No estudo de casos de levantamentos de carga de incêndio foi possível notar uma tendência dos domicílios da classe popular com áreas compreendidas entre 36 m2 e 40 m2, de possuírem a mesma quantidade de móveis que um domicílio de classe média e classe alta, com áreas úteis entre 41 m2 e 65 m2. Porém a carga de incêndio específica em uma residência da classe popular é maior por ter uma área menor do que um domicílio das classes média e alta. Na classe popular, o levantamento realizado em 6 domicílios mostrou que a carga de incêndio específica média é de 384,08 MJ/m2, enquanto que para a classe alta as medições em 6 domicílios resultaram em uma carga de incêndio específica média de 318,25 MJ/m2 e para a classe luxo o valor encontrado é de 388,50 MJ/m2 para levantamentos realizados em 3 domicílios. Destas informações pode-se concluir que em todas as classes ou níveis de construção, as cargas de incêndio médias apresentam valores superiores ao prescrito pela norma brasileira ABNT NBR 14432:2001, sendo que a classe alta é a que apresenta valor mais próximo de 300 MJ/m². O processo de determinação da amostragem é essencial para fazer um estudo científico e poder obter qualidade e veracidade na seleção e coleta dos dados, assim como é recomendável o acompanhamento de um especialista em amostragem. 79 Os formulários foram desenvolvidos com a ideia inicial de serem enviados aos domicílios selecionados na amostra, com uma carta explicando o procedimento para preenchê-lo. Porém, devido ao conteúdo complexo e a linguagem técnica, recomenda-se que os referidos formulários sejam preenchidos por uma pessoa previamente instruída no tema, melhorando a qualidade e consistência nos dados. 6.3 Trabalhos Futuros Com relação às edificações residenciais, alguns aspectos, ainda há serem estudados, são necessários para a determinação de valores mais representativos para as cargas de incêndio no Brasil. Para tanto, são sugeridas as seguintes pesquisas: a) fazer um levantamento de cargas de incêndio em edificações residenciais para cada classe ou nível de construção, aplicando a metodologia descrita neste trabalho; b) comparar os resultados das cargas de incêndio médias de cada classe, com o valor especificado pela norma ABNT NBR 14432:2001; c) realizar simulações numéricas simultâneas com os programas Fire Dynamics Simulator e Smartfire, para conhecer as máximas temperaturas atingidas em cada classe ou nível de construção; d) propor uma metodologia de definição do Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF) para edificações residenciais, visando à verificação das estruturas de aço, de concreto e mistas de aço-concreto, e e) com os resultados, propor novos valores para os Tempos de Resistência ao Fogo (TRRF) para as edificações residenciais, de forma que esses valores possam ser analisados futuramente e adotados pela norma brasileira ABNT NBR 14432, visando ao aspecto econômico quanto aos projetos de engenharia e arquitetura de segurança contra incêndio. 80 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSIS, V.T. 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CBMES, s. d, Curso de Formação de Bombeiro Profissional Civil: Prevenção e combate a incêndio. Governo do estado de Espírito Santo, Secretaria de estado de segurança pública e defesa social. CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS. CBMMG IT- 09. Carga de Incêndio nas Edificações e Área de Risco. Belo Horizonte. 2006. CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS. CBMMG IT-02. -. Terminologia de Proteção Contra Incêndio e Pânico. Belo Horizonte. 2006 EN 1991-1-2:2002. EUROCODE 1: Actions on Structures, Part 1.2: General Actions, Actions on Structures Exposed to Fire. European Committee for Standardization. EN 1996-1-1: 2000. EUROCODE 6: Design of Masonry Structures, Part 1.1: General – Rules for Reinforced and Unreinforced Masonry, Including Lateral Loading. European Committee for Standardization. FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS ECONÔMICAS, ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE MINAS GERAIS – IPEAD. Pesquisas em Mercado Imobiliário, Classificação dos Bairros de Belo Horizonte. http://www.ipead.com.br/site/publicacoes/mercadoImobiliario. Belo Horizonte. Janeiro, 2005. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE. Censo demográfico 2010. www.ibge.gov.br INTERNATIONAL FIRE SERVICE TRAINING ASSOCIATION. IFSTA. Essentials of Fire Fighting. Fourth Edition. Oklahoma State University. 2001. KISH, L. Survey Sampling. Edit Wiley and Sons. New York. 1995 KODUR, V.K.R; HARMATHY, T.Z. Properties of Building Materials, SPFE Handbook of Fire Protection Engineering. Terceira Edição. Quincy, Massachusetts (USA). Editora Omegatype Typhography, 2002, Capítulo1, pg155 – 181. LEWINSKY, J. Classificação dos Incêndios. Goodfire Blog. Disponível em . Accesado em outubro 07 de 2012, hora 22:40. MAGAZINE LUIZA. Acessado em dezembro 18, de 2012 hora 11:52am MONTGOMERY, D.C. Estatística Aplicada e Probabilidade para Engenheiros. Quinta edição, Livros Técnicos e Científicos. 523 pg. 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No.________ ENDEREÇO: Rua/Av:______________________________________No._________________ Bairro:__________________________________Cidade:________________________ No. Pessoas. 0–5 Anos_____ 5 -10 Anos_____ 10–15 Anos_____ 15–18____ Acima de 18_____ 1. TIPO DE MORADIA. (por favor marcar com X o enunciado) Casa No. de Andar _________ Casa geminada No. de Andar _________ Apartamento No. de Andar _________ 2. DADOS DE ÁREAS APROXIMADAS. Área total da casa ____________m2 AMBIENTE DIMENSÕES JANELAS MATERIAL DAS JANELAS PORTAS MATERIAL DAS PORTAS Larg (m) Comp (m) Área do cômodo (m2) Pé direito (m) Larg. (m) Alt. (m) Vi dr o M eta l Mad eira Larg. (m) Alt. (m) Vi dr o M et al Ma deir a Marcar com X Marcar com X Sala de estar Sala de jantar Suíte/ quarto principal Closet Quarto (1) Quarto (2) Quarto (3) Quarto (4) Quarto (5) Escritório Cozinha Depósito/ dep. Empregada Área de serviço Circulação Outro 85 3. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E ACABAMENTOS. AMBIENTE ACABAMENTO DO PISO (Citar o material do piso) ACABAMENTO DO FORRO PAREDES CONSTRUÇÃO ACABAMENTO Espe- ssura Media (cm) Sim Forro Mad Gesso Acarto PVC Alve naria Dry wall Tinta Papel Parede Marcar com X Marcar com X Sala de estar Sala de jantar Suíte/ quarto principal Closet Quarto (1) Quarto (2) Quarto (3) Quarto (4) Quarto (5) Escritório Cozinha Depósito/ dep. Empregada Área de serviço Circulação Outro 4. MOBÍLIA DOS COMPARTIMENTOS. Sala De Estar. Móvel Quantidade Material (Estrutura, tecidos/acabamentos) (Citar) Observações Sofá 2 lugares Sofá 3 lugares Poltronas Almofadas Chaise Mesa de centro Mesa lateral Cadeira Rack de TV Televisor Polegadas: Estantes Bar Puff Quadros Cortinas Escrivaninha Climatizadores Ar-condicionado Tapete Outros 86 Sala De Jantar. Móvel Quantidade Material (Estrutura, tecidos/acabamentos) Observações Mesa Cadeiras Estantes Buffet Quadros Cortinas Outros Quartos. S: Suíte Q1: Quarto 1 Q2: Quarto 2 Q3: Quarto 3 Q4: Quarto 4 Q5: Quarto 5 CH: Cheio MC: Metade cheia Móvel Quantidade Material (Estrutura, tecidos/acabamentos) (Citar) Observações S Q 1 Q 2 Q 3 Q 4 Q 5 Cama Queen Box Colchão (marcar com X ) Mola Es pu ma Convencional Cama King Box Convencional Cama Casal Box Convencional Cama Solteiro Box Convencional Beliche Berço Guarda-roupa No Portas CH MC Sofá Cômoda Gaveteiro Criado-mudo Rack de TV Televisor Polegadas: Computador Poltronas Cadeira Puff Quadros Escrivaninha Climatizadores Ar-condicionado Cortinas Outros Closet. Móvel Quantida de Material (Estrutura, tecidos/acabamentos) Observações Guarda-roupa No Portas CH MC Outros 87 Escritório. Móvel Quantidade Material (Estrutura, tecidos/acabamentos) Observações Mesas Cadeiras Escrivaninha Computador Televisor Polegadas: Estantes Quadros Cortinas Outros Cozinha. Móvel Quantidade Material (Estrutura, tecidos/acabamentos) Observações Balcão Armário de parede Paneleiro Banquetas Fogão No. Bocas: Cooktops No. Bocas: Geladeira Lts: Freezer Lts: Micro-ondas Lts: Lava-louças Coifas Outros Depósito/ Dependência De Empregada. Móvel Quantidade Material (Estrutura, tecidos/acabamentos) Observações Cama Box Convencional Colchão Mola Espuma Guarda-roupa No. Portas CH MC Cômoda Outros CH: Cheio MC: Metade cheia Área De Serviço. Móvel Quantidade Material (Estrutura, tecidos/acabamentos) Observações Lavadora Secadora Tábua de passar Prateleira Armário Outros 88 Anexo B 89 ANEXO B UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE ENGENHARIA MESTRADO EM ENGENHARIA DE ESTRUTURAS “Levantamento de Cargas de Incêndio em Edificações Residenciais” ALUNO: JOSÉ EDIER PAZ HURTADO FORMULARIO BASEADO EM IMAGENS FOTOGRÁFICAS GERAL. No.________ ENDEREÇO: Rua/Av:______________________________________No._______________ Bairro:__________________________________Cidade:________________________ No. Pessoas. 0–5 Anos_____ 5 -10 Anos____ 10–15 Anos_____ 15–18_____ Acima de 18____ 1. TIPO DE MORADIA. (por favor marcar com X o enunciado) Casa No. de Andar _________ Casa geminada No. de Andar _________ Apartamento No. de Andar _________ 2. DADOS DE ÁREAS APROXIMADAS. Área total da casa ____________m2 AMBIENTE DIMENSÕES JANELAS MATERIAL DAS JANELAS PORTAS MATERIAL DAS PORTAS Larg (m) Comp (m) Área do cômodo (m2) Pé direito (m) Larg. (m) Alt. (m) Vi dr o M eta l Mad eira Larg. (m) Alt. (m) Vi dr o M et al Ma deir a Marcar com X Marcar com X Sala de estar Sala de jantar Suíte/ quarto principal Closet Quarto (1) Quarto (2) Quarto (3) Quarto (4) Quarto (5) Escritório Cozinha Depósito/ dep. Empregada Área de serviço Circulação Outro 90 3. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E ACABAMENTOS. AMBIENTE ACABAMENTO DO PISO (Citar o material do piso) ACABAMENTO DO FORRO PAREDES CONSTRUÇÃO ACABAMENT O Espe- ssura Media (cm) Sim Forro Mad Gesso Acarto PVC Alvena ria Dry wall Tinta Papel Parede Marcar com X Marcar com X Sala de estar Sala de jantar Suíte/ quarto principal Closet Quarto (1) Quarto (2) Quarto (3) Quarto (4) Quarto (5) Escritório Cozinha Depósito/ dep. Empregada Área de serviço Circulação Outro 4. DADOS DOS ELEMENTOS COMBUSTIVEIS. Análise do valor calorífico de cada móvel baseado nas imagens fotográficas de cada cômodo ou compartimento. 91 Anexo C 92 CASA 001 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 65 65 18 1170 Sofá 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 50 50 18 900 Poltronas 2 Aço, espuma, tecido 20 40 18 720 Almofadas 3 Tecidos 1 3 18 54 Chaise 1 8 8 18 144 Mesa Lateral 2 Madeira 5 10 19 190 Rack de TV 1 Madeira 55 55 18 990 Televisor 1 Plástico* 42" 1 1 30 30 Quadro 1 Madeira, lienzo 1 1 16 16 Cortinas 2 Tecidos 0.5 1 18 18 Estante 2 Madeira 30 60 19 1140 Total 5372 *: só o peso do material Plástico Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 4.00 6.00 3.00 24.00 223.83 SALA DE JANTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Madeira, Vidro 40 40 19 760 Cadeiras 6 Madeira, espuma, tecido 5 30 19 570 Buffet 1 Madeira 40 40 18 720 Quadro 1 Madeira 3 3 19 57 Cortinas 1 Tecido 0.5 0.5 18 9 Total 2116 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.90 4.50 3.00 17.55 120.57 SUITE / QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama king conv. 1 Madeira 64 64 19 1216 Colchão 1 Mola, tecido,poliuretano 37 37 23 851 Travesseiros 4 Espuma, Tecido 1 4 18 72 Criado - mudo 2 Madeira 17 34 18 612 Rack de TV 1 Madeira 45 45 18 810 Tv 1 Plástico* 32" 1 1 30 30 Estante 1 MDP 40 40 18 720 Cortinas 1 Tecido 0.5 0.5 18 9 Climatizador 1 PVC 1 1 17 17 Ar - condicionado 1 PVC 2 2 17 34 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 5,30 x 3,70 116 116 18 2088 CLOSET 2 MDF 2,9 x 2,4 H 3,0 220 440 18 7920 Roupas 0 0 Total 14531 *: só o peso do material Plástico Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 5.30 3.70 3.00 19.61 2.9 2.4 6.96 Total 26.57 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 546.89 93 QUARTO 1 e 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro conv. 1 Madeira 32 32 19 608 Colchão 1 Mola, tecido 12.5 12.5 23 287.5 Travesseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Poltrona 1 Madeira, espuma, tecido 15 15 18 270 Mesa 1 Madeira 4 4 19 76 Tv 1 Plástico* 26" 1 1 30 30 Cadeira 1 Plástico 1 1 17 17 Cortinas 1 Tecido 0.5 0.5 18 9 Climatizador 1 1 1 17 17 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 2,90 x 3,90 67 67 18 1206 Guarda roupa 1 MDP 76 76 18 1368 Roupas 0 0 Total 4058.5 *: só o peso do material Plástico Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.90 3.90 3.00 11.31 358.84 QUARTO 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro conv. 1 Madeira 32 32 19 608 Colchão 1 Mola, tecido 12.5 12.5 23 287.5 Travesseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Poltrona 1 Madeira, espuma, tecido 15 15 18 270 Mesa 1 Madeira 4 4 19 76 Tv 1 Plástico* 26" 1 1 30 30 Cadeira 1 Plástico 1 1 17 17 Cortinas 1 Tecido 0.5 0.5 18 9 Climatizador 1 1 1 17 17 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 2,90 x 3,90 67 67 18 1206 Guarda roupa 1 MDP 76 76 18 1368 Roupas 0 0 Total 4058.5 *: só o peso do material Plástico Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.90 3.90 3.00 11.31 358.84 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 210 Fogão 1 28 Forno micro-ondas 1 10 Balcão 1 MDP 1 124 18 2232 Armário de parede 1 MDP 1 30 18 540 Banquetas 2 Aço, tecido 1 2 18 36 Total 3056 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.00 4.60 3.00 13.80 221.45 Carga de incêndio (MJ/kg) 33192.00 Área (m²) 97.58 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 340.15 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 94 CASA 002 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 60 60 18 1080 Poltronas 1 Madeira, espuma, tecido 25 25 18 450 Almofadas 3 Tecidos 1 3 18 54 Chaise 1 8 8 18 144 Rack de TV 1 Madeira 40 40 19 760 Televisor 1 42" 1 1 30 30 Cortinas 2 Tecidos 1 2 18 36 Estante 2 Madeira 20 40 18 720 Piso 1 Madeira 4,50 x 2,80 74 74 19 1406 Janelas 1 Madeira 2,20 x 3,90 10 10 19 190 Total 4870 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 4.50 2.80 2.70 12.60 386.51 SALA DE JANTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Madeira, Vidro 30 30 19 570 Cadeiras 6 Madeira, espuma, tecido 4.5 27 19 513 Buffet 1 Madeira 45 45 19 855 Quadro 1 Madeira, lienzo 2 2 16 32 0 0 Total 1970 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.65 4.30 2.70 11.40 172.88 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama king conv. 1 Madeira 64 64 19 1216 Colchão 1 Mola, tecido 37 37 23 851 Travesseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 Criado - mudo 2 Madeira 17 34 19 646 Tv 1 21" 1 1 30 30 Gaveteiro 1 Madeira 47 47 19 893 Cortinas 1 Tecido 0.5 0.5 18 9 Climatizador 1 Plástico 1 1 17 17 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 3,80 x 2,90 65.5 65.5 19 1244.5 CLOSET 1 Madeira 1,80x1,90 H 2,70 150 150 18 2700 Roupas 0 0 Total 7794.5 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.80 2.90 2.70 11.02 1.8 1.9 3.42 Total 14.44 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Beliche 1 MDP 80 80 18 1440 Colchão 2 Espuma, tecido 7.7 15.4 23 354.2 Traveseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Escrivaninha 1 Madeira 40 40 19 760 Tv 1 21" 1 1 30 30 Cadeira 1 Plástico PVC 1 1 17 17 Cortinas 1 Tecido 0.5 0.5 18 9 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 madeira laminada 3,20 x 2,60 50 50 19 950 CLOSET 1 MDP 2,6x0.6 H 2,7 220 220 18 3960 Roupas 0 0 outros (Papeis) Total 7690.2 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.20 2.60 2.70 8.32 924.30 539.79 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 95 QUARTO 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro conv. 1 Madeira 32 32 18 576 Colchão 1 Mola, tecido 16 16 23 368 Travesseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Escrivaninha 1 MDF 15 15 18 270 Computador 1 1 1 30 30 Tv 1 14" 1 1 25 25 Cadeira 1 Plástico 1 1 17 17 Cortinas 1 Tecido 0.5 0.5 18 9 Criado - mudo 1 MDP 6 6 18 108 Piso 1 Madeira 2,80 x 3,20 53.3 53.3 19 1012.7 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Guarda roupa 1 Madeira 2,80x0,60 H 2,70 230 230 18 4140 Roupas 0 Total 6725.7 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.80 3.20 2.70 8.96 750.64 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Forno micro-ondas 1 10 Balcão 1 MDP 1 100 18 1800 Armário de parede 1 MDP 1 120 18 2160 Mesa 1 Madeira 10 10 19 190 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,90 25 25 19 475 Total 4843 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.10 2.90 2.70 8.99 538.71 ÁREA DE SERVIÇO MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Maquina de lavar 1 80 Armario de parede 1 Metal 0 Armario de piso 1 Metal 0 Total 80 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 4.80 1.90 2.70 9.12 8.77 Carga de incêndio (MJ/kg) 33973.40 Área (m²) 73.83 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 460.19 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 96 CASA 003 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, couro 60 60 18 1080 Sofá de 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 50 50 18 900 Almofadas 5 Tecidos 1 5 18 90 Mesa central 1 MDP 10 10 18 180 Puff 2 Madeira, espuma, couro 3 6 18 108 Rack de TV 1 MDP 50 50 18 900 Televisor 1 42" 1 1 30 30 Cortinas 2 Tecidos, black out 4 8 17 136 Carpete 1 Tecido, nylon 1.5x2.0 7 7 23 161 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,90 8 8 19 152 Janelas Vidro 3,10 x 2,65 0 0 Total 3737 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 4.30 3.10 2.65 13.33 280.35 SALA DE JANTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Madeira (MDF), Vidro 14 14 18 252 Cadeiras 4 Madeira, espuma, tecido 4 16 18 288 Total 540 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.60 2.00 2.65 3.20 168.75 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal box 1 Madeira, tecido 32.5 32.5 19 617.5 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Traveiros 2 Espuma, Tecido 1.5 3 18 54 Tv 1 21" 1 1 30 30 Gaveteiro 1 Madeira 8 8 19 152 Cortinas 1 Tecido, black out 1.5 1.5 17 25.5 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 0 0 Total 1721 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.40 2.80 2.65 9.52 180.78 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro 1 Madeira, couro 36 36 18 648 Colchão 1 Espuma, tecido 7.7 7.7 23 177.1 Traveseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Tv 1 21" 1 1 30 30 Cortinas 1 Tecido, black out 1.5 1.5 17 25.5 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Mesa 1 Plástico 1 1 17 17 cadeiras crianças 2 Plástico 0.5 1 17 17 CLOSET 1 MDP 80 80 18 1440 Roupas 0 0 Total 2524.6 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.85 2.50 2.65 7.13 354.33 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 97 QUARTO 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cortinas 1 Tecido, black out 1.5 1.5 17 25.5 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Guarda roupa 1 MDP 2,8x0,6 H 2,1 220 220 18 3960 Roupas 0 0 Total 4137.5 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.85 3.30 2.65 9.41 439.93 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Forno micro-ondas 1 10 Balcão 1 MDP 1 100 18 1800 Armário de parede 1 MDP 1 60 18 1080 Banquetas 3 Aço, fibra de vidro 9 27 0 0 Total 3098 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.10 2.00 2.65 6.20 499.68 ÁREA DE SERVIÇO MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Maquina de lavar 1 80 Roupas 1 Tecidos Total 80 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.30 2.00 2.65 2.60 30.77 Carga de incêndio (MJ/kg) 15838.10 Área (m²) 51.38 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 308.25 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 98 CASA 004 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 45 45 18 810 Sofá 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 36 36 18 648 Almofadas 3 Tecidos 1 3 18 54 Rack de TV 1 MDP 34 34 18 612 Televisor 1 21" 1 1 30 30 Cortinas 1 Tecidos 5 5 17 85 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,90 25 25 19 475 Piso 1 Madeira 3,25 x 3,00 58 58 19 1102 Total 3816 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.25 3.00 2.75 9.75 391.38 SALA DE JANTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Aço, vidro 0 0 0 Cadeiras 4 Aço, Madeira, tecido 1 4 18 72 Estante 1 MDP 10 10 18 180 Piso 1 Madeira 3,25 x 3,20 61.8 61.8 19 1174.2 Total 1426.2 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.25 3.20 2.75 10.40 137.13 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal conv. 1 Madeira 35 35 19 665 Colchão 1 Mola, tecido 20 20 23 460 Traveseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 Cortinas 1 Tecido 5 5 17 85 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 2,94 x 3,87 67 67 19 1273 CLOSET 1 MDP 81.1 81.1 18 1459.8 Roupas 0 0 Total 4130.8 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.87 2.94 2.75 11.38 363.06 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Beliche 1 Madeira 80 80 18 1440 Colchão 2 Espuma, tecido 14 28 23 644 Traveseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Criado-mudo 1 MDP 6 6 18 108 Cortinas 1 Tecido 0.5 0.5 18 9 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 2,71 x 2,95 48 48 19 912 CLOSET 1 MDP 65.5 65.5 18 1179 Roupas 0 0 Total 4462 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.95 2.71 2.75 7.99 558.13 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 99 QUARTO 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal box. 1 Madeira. Tecido 32.5 32.5 18 585 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Traveseiro 2 Espuma, tecido 1 2 18 36 Mesa 1 MDF 20 20 18 360 Notebook 1 1 1 8 8 Cadeira 1 Aço, tecido 1 1 18 18 Cortinas 1 Tecido 4 4 17 68 Piso 1 Madeira 2,61 x 3,40 53 53 19 1007 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Guarda roupa 1 Madeira 65.5 65.5 18 1179 Roupas 0 0 Total 4103 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.61 3.40 2.70 8.87 462.36 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 120 Fogão 1 28 Moveis da cozinha 1 MDP 54.3 54.3 18 977.4 Porta 1 Madeira 1,85 x 2,35 10 10 19 190 Total 1315.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.30 2.73 2.75 6.28 209.49 DEPENDÊNCIA DE EMPREGADA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Piso 1 Madeira 1,85 x 2,35 28.8 28.8 19 547.2 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 10 10 19 190 Tábua de passar 1 Metal, Madeira, tecido 2 2 18 36 Roupas Total 773.2 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.85 2.35 2.75 4.35 177.85 ÁREA DE SERVIÇO MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Maquina de lavar 1 80 Total 80 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.25 3.65 2.75 4.56 Circulação 0.87 3.11 2.75 2.71 Carga de incêndio (MJ/kg) 20106.60 Área (m²) 66.29 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 303.31 17.53 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 100 CASA 005 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 55 55 18 990 Almofadas 3 Tecidos 1 3 18 54 Puff 2 Madeira, Tecido 3 6 18 108 Rack de TV 1 Madeira 60 60 19 1140 Televisor 1 42" 1 1 30 30 Mesa 1 Madeira, Vidro 18 18 18 324 Cadeiras 4 Madeira, Tecido 6 24 18 432 Cortinas 1 Tecidos 0.5 0.5 18 9 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,90 25 25 19 475 Total 3562 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 5.55 2.42 2.70 13.43 265.21 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal conv. 1 Madeira 32.5 32.5 18 585 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Traveseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 TV 1 21" 1 1 30 30 Cortinas 1 Tecido, black out 1.5 1.5 17 25.5 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 18 144 CLOSET 1 MDP 160 160 18 2880 Roupas 0 0 0 0 Total 4390.5 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.10 4.30 2.70 13.33 329.37 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofa Cama 1 Madeira, espuma, tecido 48 48 20 960 Cortinas 1 Tecido, black out 1.5 1.5 17 25.5 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Total 1137.5 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.30 3.25 2.70 7.48 152.17 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Coifa 1 10 Forno micro-ondas 1 10 Balcão 1 Madeira 124 124 18 2232 Armário de parede 1 MDP 150 150 18 2700 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Total 5312 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.95 2.73 2.70 8.05 659.59 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES 101 ÁREA DE SERVIÇO 169 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Maquina de lavar 1 80 Armario aereo 1 Metal 0 Total 80 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.50 1.30 2.70 1.95 41.03 Carga de incêndio (MJ/kg) 14482.00 Área (m²) 44.24 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 327.35 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 102 CASA 006 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, couro 45 45 18 810 Sofá de 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 36 36 18 648 Mesa central 1 MDP 10 10 18 180 Rack de TV 1 MDP 50 50 18 900 Televisor 1 42" 1 1 30 30 Estante 1 Madeira 15 15 19 285 Cortinas 1 Tecidos 0.5 0.5 18 9 Carpete 1 Tecido, nylon 1.5x2.0 7 7 23 161 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,90 25 25 19 475 Janelas Vidro 3,10 x 2,65 0 0 Total 3498 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.85 3.95 2.72 15.21 230.02 SALA DE JANTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Madeira (MDF), Vidro 14 14 18 252 Cadeiras 4 Madeira, espuma, tecido 4 16 18 288 Total 540 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.58 2.70 2.72 4.27 126.58 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal box 1 Madeira, tecido 35 35 19 665 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Travesseiros 2 Espuma, tecido 1.5 3 18 54 Tv 1 21" 1 1 30 30 Guarda-roupa 1 MDP 90 90 18 1620 Comoda 1 MDP 17 17 18 306 Cortinas 1 Tecido, 0.5 0.5 18 9 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira 3,37x3,91 78 78 19 1482 Roupas 0 0 Total 5008 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.37 3.91 2.74 13.18 380.06 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Beliche 1 MDP 80 80 18 1440 Colchão 1 Espuma, tecido 14 14 23 322 Traveseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Tv 1 22" 1 1 30 30 Cortinas 1 Tecido, 0.5 0.5 18 9 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Escrivaninha 1 MDP 10 10 18 180 Computador 1 1 1 30 30 CLOSET 1 MDP 65.5 65.5 18 1179 Roupas 0 0 Total 3360 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.60 3.35 2.74 8.71 385.76 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 103 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Forno micro-ondas 1 10 Balcão 1 MDP 1 100 18 1800 Armário de parede 1 MDP 1 120 18 2160 Coifa 3 Aço, Plástico 1 1 10 10 Total 4188 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.14 2.72 2.65 5.82 719.49 ÁREA DE SERVIÇO MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Maquina de lavar 1 80 Total 80 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.40 3.70 2.72 8.88 9.01 Carga de incêndio (MJ/kg) 16674.00 Área (m²) 56.06 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 297.43 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 104 CASA 007 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 45 45 18 810 Sofá 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 36 36 18 648 Almofadas 3 tecidos 1 3 18 54 Rack de TV 1 MDP 34 34 18 612 Televisor 1 27" 1 1 35 35 Mesa 1 Aço, granito 0 0 0 Cadeiras 4 Aço, tecido 1 4 18 72 Cortinas 1 Tecidos 0.5 0.5 17 8.5 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,90 25 25 19 475 Total 2714.5 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.68 4.75 2.70 12.73 213.24 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal conv. 1 Madeira 35 35 19 665 Colchão 1 Mola, tecido 20 20 23 460 Traveseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 Cortinas 1 Tecido 5 5 17 85 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 CLOSET 1 MDP 120 120 18 2160 Roupas 0 0 Total 3558 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.70 3.10 2.70 8.37 425.09 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solterio 1 MDF 32 32 19 608 Colchão 2 Espuma, tecido 14 28 23 644 Travesseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Comoda 1 Madeira 60 60 19 1140 Cortinas 1 Tecido 4 4 18 72 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Computador 1 1 1 30 30 TV 1 14" 1 1 25 25 Escrivaninha 1 MDP 6 6 18 108 Roupas 0 0 Total 2797 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.27 3.71 2.70 8.42 332.12 QUARTO 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Berçõ 1 MDP 31 31 18 558 Colchão 1 Espuma, tecido 2 2 23 46 Comoda 1 MDF 30 30 18 540 Poltrona 1 Madeira, tecido 15 15 18 270 Cortinas 1 Tecido 4 4 17 68 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Roupas 0 0 Total 1634 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.23 3.72 2.70 8.30 196.97 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 105 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Moveis da cozinha 1 MDP 25 25 18 450 Total 658 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.98 2.31 2.70 4.57 143.86 ÁREA DE SERVIÇO MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Maquina de lavar 1 80 Total 80 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.40 6.75 2.70 9.45 Circulação 2.1 0.9 2.7 1.89 Carga de incêndio (MJ/kg) 11441.50 Área (m²) 53.73 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 212.94 8.47 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 106 CASA 008 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 02 lugares 3 Madeira, Espuma, tecidos 1 3 904 2712 Mesa de canto 1 Madeira 14 14 19 266 Almofadas 4 Espuma 1 4 8 32 Tapete 2x3 1 Nylon 16 16 23 368 Cortina 1 Algodão 0.3 0.3 18 5.4 Mesa de jantar 1 MDP 14 14 20 280 Cadeira mesa 4 MDP-Tecidos 4 16 20 320 Enfeites mesa 1 Roupas 1 1 28 28 Televisão 1 14" 1 1 160 160 Estante de tv 1 MDP 16 16 20 320 Livros 1 Papel 12 12 17 204 Aparelho de DVD 1 1 1 21 21 Total 4716.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 13.06 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Colchão casal 1 Espum poliuretano 33 16 16 28 448 Colchão solteiro 1 Espum poliuretano 23 4 4 28 112 Cama de casal 1 MDP 28 28 20 560 Armario 6 portas 1 MDP 112 112 20 2240 Travesseiro 2 Algodão 0.5 1 18 18 Tapete 2x3 1 Nylon 10 10 23 230 Cortina 1 Algodão 0.3 0.3 18 5.4 Cobertor 1 Roupas 2 2 20 40 Lencol+colcha 1 Roupas 2 2 20 40 Criado mudo 1 MDP 32 32 20 640 Roupas 1 Tecidos 20 20 20 400 Papel 1 Papel 40 40 17 680 0 0 Total 5413.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 7.54 717.96 QUARTO 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Colchão 3 Espum poliuretano 23 2 6 28 168 Cama solteiro 2 MDP 18 36 20 720 Armario 1 MDP 112 112 20 2240 Travesseiro 2 Algodão 0.5 1 18 18 Cortina 1 Algodão 0.3 0.3 18 5.4 Cobertor 1 Roupas 2 2 20 40 Lencol+colcha 1 Roupas 2 2 20 40 Criado mudo 1 MDP 10 10 20 200 Ventilador 1 PVC 1.5 1.5 17 25.5 Roupas 1 Tecidos 20 20 20 400 Papel 1 Papel 40 40 17 680 Total 4536.9 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 7.54 601.71 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 361.13 107 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 1 1 196 196 Fogão 1 1 1 28 28 Pia 1 1 1 8 8 Cortina 1 0.3 0.3 18 5.4 Maquina de lavarc/roupa 1 1 1 0 0 Tanque 1 1 1 0 0 Armario coz 1 30 30 20 600 Armario serv 1 1 1 0 0 Varal com roupa 1 1 1 0 0 Total 837.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 6.56 2.94 Carga de incêndio (MJ/kg) 15504.10 Área (m²) 37.64 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 411.90 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 127.65 108 CASA 009 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 45 45 18 810 Sofá 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 36 36 18 648 Rack de TV 1 MDP 43 43 18 774 Televisor 1 26" 1 1 35 35 Mesa 1 Aço, MDF 24 24 18 432 Cadeiras 4 Aço, tecido 1 4 18 72 Cortinas 1 Tecidos 0.5 0.5 17 8.5 Porta 1 Metal 2,10 x 0,90 0 0 19 0 Total 2779.5 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.41 3.63 2.55 12.38 224.55 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal box 1 Madeira 32.5 32.5 19 617.5 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Traveseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 Cortinas 1 Tecido 5 5 17 85 Ventilador 1 Plástico 0.5 0.5 17 8.5 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 CLOSET 1 MDP 120 120 18 2160 Roupas 0 0 Total 3749 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.41 3.64 2.55 8.77 427.36 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama box solteiro 1 Madeira reflorestada 23 23 19 437 Colchão 1 Espuma, tecido 14 14 23 322 Travesseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Cortinas 1 Tecido 4 4 18 72 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Notebook 1 1 1 8 8 TV 1 14" 1 1 25 25 Escrivaninha 1 MDP 20 20 18 360 Cadeira 1 Tecidos, metal 1 1 18 18 Closet 1 MDP 65 65 18 1170 Piano 1 Plastico 2 2 17 34 Roupas 0 0 Total 2616 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.42 3.13 2.55 7.57 345.36 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 109 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 120 Fogão 1 28 Maquina de lavar 1 Plástico, aço 80 Tanquinho 1 Plástico 60 Forno Micro-ondas 1 Metal Moveis da cozinha 1 MDP 120 120 18 2160 Total 2448 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.05 3.10 2.55 6.36 385.21 Circulação 1.23 1.02 2.55 1.25 Carga de incêndio (MJ/kg) 11592.50 Área (m²) 36.33 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 319.05 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 110 CASA 010 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 31 31 19 589 Chaise 1 Madeira, espuma, tecido 30 30 18 540 Rack de TV 1 MDP 34 34 18 612 Televisor 1 42" 1 1 30 30 Tapete 1 1,50 x 1,50 5 5 23 115 Cortinas 1 Tecidos 0.5 0.5 17 8.5 Porta 1 Metal 2,10 x 0,90 0 0 19 0 Total 1894.5 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.41 3.63 2.55 12.38 153.05 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal box 1 Madeira 32.5 32.5 19 617.5 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Traveseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 Cortinas 1 Tecido 5 5 17 85 Tapete 1 Tecido 1,00 x 0,50 1 1 23 23 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 CLOSET 1 MDP 120 120 18 2160 Roupas 0 0 Total 3763.5 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.41 3.64 2.55 8.77 429.02 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama box casal 1 Madeira reflorestada 32.5 32.5 19 617.5 Colchão 2 Espuma, tecido 30 60 23 1380 Travesseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Cortinas 1 Tecido 4 4 18 72 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Notebook 1 1 1 8 8 Mesa 1 Madeira 4 4 18 72 Cadeira 1 Plástico 0.5 0.5 17 8.5 Cômoda 1 Madeira 12 12 18 216 Closet 1 MDP 120 120 18 2160 Roupas 0 0 Total 4704 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.42 3.13 2.55 7.57 621.02 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 120 Fogão 1 28 Tanquinho 1 Plástico 60 Forno Micro-ondas 1 Metal Moveis da cozinha 1 MDP 150 150 18 2700 Total 2908 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.05 3.10 2.55 6.36 Circulação 1.23 1.02 2.55 1.25 Carga de incêndio (MJ/kg) 13270.00 Área (m²) 36.33 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 365.21 457.59 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 111 CASA 011 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Poltronas 3 Aço, espuma, tecido 11 33 18 594 Poltrona 1 Madeira, espuma, tecido 26 26 18 468 Almofadas 4 Tecidos 1 4 18 72 Rack de TV 1 MDP 55 55 18 990 Televisor 1 42" 1 1 30 30 Tapete 1 2,00 x 1,20 8 8 23 184 Bancadas 2 Aço, espuma, tecido 1 2 18 36 Cortinas 1 Tecidos 1 1 17 17 Mesa de centro 1 Madeira, Vidro 4 4 18 72 Enfeite de madeira 1 MDP 1,80x2,00x0,01 30 30 18 540 Porta 1 Metal 2,10 x 0,90 0 0 0 0 Total 3003 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.41 3.63 2.55 12.38 242.60 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal box 1 Madeira 32.5 32.5 19 617.5 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Cabeceira 1 MDP 39 39 18 702 Traveseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 Cortinas 1 Tecido 4 4 17 68 Climatizador 1 2 2 17 34 Televisão 1 32" 1 1 30 30 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 CLOSET 1 MDP 129 129 18 2322 Roupas 0 0 Total 4651.5 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.41 3.64 2.55 8.77 530.24 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Treliche 1 MDP 72 72 19 1368 Colchão 3 Espuma, tecido 14 42 23 966 Travesseiro 3 Espuma, tecido 1 3 18 54 Cortinas 1 Tecido 1 1 18 18 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Computador 1 1 1 30 30 Televisor 1 21" 1 1 30 30 Escrivaninha 1 Madeira 15 15 18 270 Cadeira 1 Plástico 3 3 17 51 Closet 1 MDP 109 109 18 1962 Roupas 0 0 Total 4901 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.42 3.13 2.55 7.57 647.03 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 112 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Maquina de lavar 1 plastico 60 Forno Micro-ondas 1 plastico 1 1 17 17 Filtro de agua 1 plastico 1 1 17 17 Moveis da cozinha 1 MDP 150 150 18 2700 Total 3002 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.05 3.10 2.55 6.36 Circulação 1.23 1.02 2.55 1.25 Carga de incêndio (MJ/kg) 15557.50 Área (m²) 36.33 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 428.17 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 472.38 DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 113 CASA 012 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofa de 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 44 44 18 792 Sofa de 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 36 36 18 648 Almofadas 3 Tecidos 1 3 18 54 Rack de TV 1 MDP 50.6 50.6 18 910.8 Televisor 2 21" 1 2 30 60 Mesa de Jantar 1 Madeira, vidro 20 20 18 360 Cadeiras 4 Madeira, tecidos 6 24 18 432 Cortinas 1 Tecidos 1 1 17 17 Mesa 1 Madeira 5 5 18 90 Porta 1 Metal 2,10 x 0,90 0 0 0 0 Total 3363.8 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.41 3.63 2.55 12.38 271.75 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal convencional 1 Madeira 35 35 18 630 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Traveseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 Criados-mudos 2 MDP 6 12 18 216 Cortinas, black out 1 Tecido 6 6 17 102 Ventilador 1 Plástico 1 1 17 17 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 CLOSET 1 MDP 120 120 18 2160 Roupas 0 0 Total 4003 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.41 3.64 2.55 8.77 456.32 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro 1 Metal 0 0 0 0 Colchão 1 Espuma, tecido 14 14 23 322 Travesseiro 1 Espuma, tecido 2 2 18 36 Cortinas 1 Tecido 1 1 18 18 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Ventilador 1 Plástico 1 1 17 17 Cômoda 1 Madeira 47 47 18 846 Cadeira 1 Plástico 3 3 17 51 Closet 1 MDP 90 90 18 1620 Roupas 0 0 Total 3062 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.42 3.13 2.55 7.57 404.25 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 114 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Maquina de lavar 1 Plástico 60 Forno Micro-ondas 1 Plástico 1 1 17 17 Moveis da cozinha 1 Metálicos 0 0 0 0 Total 285 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.05 3.10 2.55 6.36 Circulação 1.23 1.02 2.55 1.25 Carga de incêndio (MJ/kg) 10713.80 Área (m2) 36.33 Carga de incêndio Específica (MJ/m2) 294.86 44.85 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 115 CASA 013 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofa de 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 50 50 18 900 Almofadas 3 Tecidos 1 3 18 54 Painel de TV 1 MDP 250x255x1 55 55 18 990 Televisor 1 32" 1 1 30 30 Mesa de Jantar 1 Madeira, vidro 50 50 18 900 Cadeiras 4 Madeira, tecidos 5 20 19 380 Cortinas 1 Tecidos 1 1 17 17 Piso 1 Madeira 3,41x3,63 73.3 73.3 18 1319.4 Porta 1 Metal 2,10 x 0,90 0 0 0 0 Total 4590.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.41 3.63 2.55 12.38 370.84 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal convencional 1 Madeira 35 35 18 630 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Traveseiros 3 Espuma, Tecido 1.5 4.5 18 81 Escrivaninha 1 MDP 10 10 18 180 Cortinas 1 Tecido 6 6 17 102 Televisão 1 21 21 30 630 Notebook 1 1 1 8 8 Impressora 1 1 1 10 10 Cadeira 1 Madeira 2 2 18 36 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 CLOSET 1 MDP 120 120 18 2160 Piso 1 Madeira laminada 2,41x3.64 52 52 18 936 Roupas 0 0 Total 5615 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.41 3.64 2.55 8.77 640.08 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro 1 MDP 40 40 18 720 Colchão 1 Espuma, tecido 14 14 23 322 Travesseiro 1 Espuma, tecido 2 2 18 36 Cortinas 1 Tecido 1 1 18 18 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Berço 1 MDP 31 31 18 558 Colchão 1 Espuma 2 2 23 46 Piso 1 Madeira laminada 2,42xx3,13 44.8 44.8 18 806.4 Enfeites de madeira 1 MDP 10 10 18 180 Closet 1 MDP 90 90 18 1620 Roupas 0 0 Total 4458.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.42 3.13 2.55 7.57 588.60 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 116 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Maquina de lavar 1 Plástico 60 Moveis da cozinha 1 Metálicos 150 150 18 2700 Total 2968 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.05 3.10 2.55 6.36 Circulação 1.23 1.02 2.55 1.25 Carga de incêndio (MJ/kg) 17631.80 Área (m²) 36.33 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 485.26 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 467.03 MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 117 CASA 014 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 65 65 19 1235 Poltronas 1 Madeira, espuma, tecido 15 15 18 270 Almofadas 3 Tecidos 1 3 18 54 Estante 1 Madeira 60 60 18 1080 Televisor 1 32" 1 1 30 30 Quadro 1 Madeira, lienzo 1 1 16 16 Mesa 1 Madeira 50 50 18 900 Cadeiras 4 Madeira, espuma, tecido 5 20 19 380 mesa lateral 2 Madeira 3 6 18 108 Cortinas 4 Tecidos 2 8 18 144 Piso 1 Madeira 3,23x5,57 144 144 18 2592 Livros 10 Papel 0.2 2 17 34 Estante 1 Metálico 0 0 0 0 Total 6843 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.23 5.57 2.68 17.99 1.97 1.04 2.05 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama king conv. 1 Madeira 64 64 19 1216 Colchão 1 Mola, tecido,poliuretano 37 37 23 851 Travesseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 Criado - mudo 2 MDP 6 12 18 216 Prateleira 1 Madeira 1.5 1.5 18 27 Livros 26 Papel 0.5 13 17 221 Cortinas 1 Tecido 2 2 18 36 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira 3,00x3,60 86.4 86.4 18 1555.2 CLOSET 1 MDF 2,2 x 0,6 H 2,65 180 180 18 3240 Roupas 0 0 Total 7550.2 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.00 3.60 2.68 10.80 Total 10.80 QUARTO 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro conv. 1 Madeira 23 23 19 437 Colchão 2 Mola, tecido 12.5 25 23 575 Travesseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Mesa 1 Madeira 5 5 18 90 Livros 40 Papel 0.15 6 17 102 Cortinas 1 Tecido 1 1 18 18 Ventilador 1 Plástico 1 1 17 17 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira 2,95 x 3,10 73 73 18 1314 Guarda roupa 1 MDP 2,2 x 0,6 H 2,65 180 180 18 3240 Roupas 0 0 Total 5963 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.95 3.10 2.68 9.15 652.05 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 380.35 699.09 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 118 ESCRITÓRIO MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofa de 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 34 34 18 612 Estante 1 MDP 40 40 18 720 Prateleiras 1 Madeira 36 36 18 648 Livros 412 Papel 0.35 144.2 17 2451.4 Mesa 2 Metal, vidro 0 0 0 0 Cadeira 2 Plástico, metal, tecido 4 8 18 144 Cortinas 1 Tecido 2 2 18 36 Computador 1 1 1 30 30 Notebook 1 1 1 8 8 Impressora 1 1 1 10 10 Piso 1 Madeira 3,80 x 2,68 81.4 81.4 18 1465.2 Total 6124.6 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.80 2.68 2.68 10.18 601.39 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 0 210 Fogão 1 0 28 Forno micro-ondas 1 0 10 Balcão 1 MDP 150 150 18 2700 Armário de parede 1 MDP 180 180 18 3240 Cadeira 1 Plástico 1 1 17 17 Total 6205 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.14 2.31 2.68 7.25 855.46 ÁREA DE SERVIÇO MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Maquina de lavar 1 1 80 80 Balcão 1 MDP 25 25 18 450 Total 530 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.00 1.74 2.68 5.22 1.83 0.90 1.65 DEP. EMPREGADA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Armario 1 MDP 60 1 18 18 Varios 1 10 10 18 180 Total 198 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.00 1.74 2.68 5.22 37.93 Carga de incêndio (MJ/kg) 33413.80 Área (m²) 69.51 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 480.71 101.53 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 119 CASA 015 SALA DE VISITA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 12 12 18 216 Poltronas 1 Madeira, espuma, tecido 15 15 18 270 Almofadas 4 Tecidos 1 4 18 72 Mesa de centro 1 Madeira 8 8 18 144 Mesa Lateral 2 Madeira 6 12 18 216 Quadro 1 Madeira, lienzo 1 1 16 16 Tapete 1 Tecidos 8 8 23 184 Revestimento parede 1 Madeira 2,00x3,00 48 48 18 864 Estante 1 Madeira 60 60 18 1080 Porta 2 Madeira 13 26 18 468 Total 3530 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 4.00 4.35 3.00 17.40 202.87 SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 60 60 19 1140 Poltronas 2 Madeira, espuma, tecido 15 30 19 570 Chaise 1 Madeira, espuma, tecido 10 10 19 190 Almofadas 5 Tecidos 1 5 18 90 Mesa de centro 1 Madeira 8 8 18 144 Mesa Lateral 5 Madeira 4 20 18 360 Quadro 1 Madeira, lienzo 1 1 16 16 Tapete 1 Tecidos 12 12 23 276 Piso 1 Madeira 5,00x5,00 200 200 18 3600 Total 6386 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 5.00 5.00 2.95 25.00 255.44 SALA DE JANTAR 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Madeira 40 40 18 720 Cadeiras 10 Madeira, espuma, tecido 5 50 19 950 Buffet 1 Madeira 80 80 18 1440 Quadro 3 Madeira 3 9 18 162 Piso 1 Madeira 5,00x4,95 198 198 18 3564 Porta 1 Madeira 13 13 18 234 Tapete 1 Tecidos 10 10 23 230 Revestimento Parede 1 Madeira 10,0x2,95 236 236 18 4248 Total 11548 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 5.00 4.95 2.95 24.75 466.59 SALA DE JANTAR 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Madeira 40 40 18 720 Cadeiras 7 Madeira, espuma, tecido 5 35 19 665 Buffet 1 Madeira 50 50 18 900 Quadro 2 Madeira 3 6 18 108 Estantes 2 Madeira 8 16 18 288 Piso 1 Madeira 4,35x4,92 172 172 18 3096 Tapete 1 Tecidos 10 10 23 230 Revestimento Parede 1 Madeira 4.92x2,95 116 116 18 2088 Total 8095 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 4.35 4.92 2.95 21.40 378.24 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 120 QUARTO1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal conv. 1 Madeira 35 35 18 630 Colchão 1 Mola, tecido,poliuretano 30 30 23 690 Travesseiros 2 Espuma, Tecido 1 2 18 36 Criado - mudo 2 Madeira 7 14 18 252 Estante de TV 1 Madeira 50 50 18 900 Tv 1 32" 1 1 30 30 Cômoda 1 Madeira 40 40 18 720 Janelas 2 Madeira, vidro 4 8 18 144 Ventilador 1 Plástico 1 1 17 17 Biblioteca piso 1 Madeira 55 55 18 990 Biblioteca aérea 1 Madeira 30 30 18 540 Estante 1 Madeira 10 10 18 180 Escritorio 1 Aço, vidro 0 0 0 0 Cadeiras 2 Madeira, couro 4 8 19 152 Livros 391 Papel 0.3 117.3 17 1994.1 Cadeiras 1 Aço, plástico 1 1 17 17 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 10 10 18 180 Piso 1 Madeira laminada 3,85x7,00 215.6 215.6 18 3880.8 CLOSET 1 MDF 3.85x0,6H2,95 180 180 18 3240 Roupas 0 0 Total 14592.9 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.85 7.00 2.95 26.95 541.48 QUARTO 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro conv. 1 Madeira 20 20 18 360 Colchão 1 Mola, tecido 15 15 23 345 Travesseiro 2 Espuma, tecido 1 2 18 36 Mesa 1 Madeira 35 35 18 630 Tv 1 14" 1 1 25 25 Cadeira 1 Metal, tecido 2 2 18 36 Cômoda 1 Madeira 10 10 18 180 Estante 1 Madeira 20 20 18 360 Livros 75 Papel 0.3 22.5 17 382.5 Janelas 1 Madeira 5 5 18 90 Computador 1 1 1 20 20 Escrivaninha 1 MDP 10 10 18 180 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 10 10 19 190 Piso 1 Madeira 3,85x3,00 92.4 92.4 18 1663.2 Guarda roupa 1 Madeira 60 60 18 1080 Roupas 0 0 Total 5577.7 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.85 3.00 2.95 11.55 482.92 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 121 QUARTO 3 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama solteiro conv. 1 madeira 20 20 18 360 Colchão 1 Mola, tecido 15 15 23 345 Travesseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Poltrona 2 Aço, espuma, tecido 5 10 23 230 Sofa de 2 lugares 1 Madeira, espuma Tecido 31 31 19 589 Almofadas 4 Tecidos 1 4 18 72 Cômoda 1 Madeira 35 35 18 630 Tv 1 32" 1 1 30 30 Cadeira 1 Madeira, espuma Tecido 5 5 18 90 Janelas 1 Madeira 5 5 18 90 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 18 144 Piso 1 madeira 3,97x4,60 146.1 146.1 18 2629.8 Guarda roupa 1 Madeira 3,97x0,6H2,95 180 180 18 3240 Roupas 0 0 Total 8467.8 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.97 4.60 2.95 18.26 463.68 QUARTO 4 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal conv. 1 madeira 35 35 18 630 Colchão 1 Mola, tecido 30 30 23 690 Travesseiro 2 Espuma, tecido 1 2 18 36 Poltrona 1 Aço, espuma, tecido 10 10 19 190 Coqueta 1 Madeira 15 15 18 270 Cadeira 1 Madeira, Tecido 5 5 18 90 Cômoda 1 Madeira 25 25 18 450 Criado-mudo 2 Madeira 3 6 18 108 Cômoda 1 Madeira 20 20 18 360 Movel 1 Madeira 4 4 18 72 Janelas 2 Madeira 4 8 18 144 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 18 144 Piso 1 madeira 4,32x5,45 188.3 188.3 18 3389.4 Guarda roupa 1 Madeira 3,52x0,6H2,95 180 180 18 3240 Roupas 0 0 Total 9813.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 4.32 5.45 2.95 23.54 416.81 ESCRITORIO/SALA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Escritorio 1 madeira 35 35 18 630 Cadeira 3 Madeira, tecido 4 12 18 216 Biblioteca 1 Madeira 170 170 18 3060 Sofa de 3 lugares 1 Madeira, Espuma, tecido 20 20 19 380 Poltrona 2 Madeira, Espuma, tecido 8 16 19 304 Poltrona 1 Madeira, Espuma, tecido 15 15 19 285 Tapete 1 Tecido 15 15 23 345 Mesa de centro 1 Madeira 30 30 18 540 Mesa lateral 5 Madeira 7 35 18 630 Móveis 3 Madeira 3 9 18 162 Mesa de sinuca 1 Madeira 90 90 18 1620 Janelas 2 Madeira 4 8 18 144 Quadros 9 Madeira, lienzos 1 9 18 162 Tapete 1 Tecido 5 5 23 115 Forro 1 Madeira 8,47x10,50 711.5 711.5 18 12807 Livros 294 Papel 0.4 117.6 17 1999.2 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 10 10 18 180 Total 23579.2 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 8.47 10.50 2.95 88.94 265.13 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 122 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Forno micro-ondas 2 20 Balcão 1 MDP 1 80 18 1440 Armário de parede 1 MDP 1 60 18 1080 Total 2748 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.98 3.00 2.95 8.94 Circulação 1.00 7.00 2.95 7.00 Carga de incêndio (MJ/kg) 94338.00 Área (m²) 273.73 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 344.64 307.38 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 123 8 37.64 15504.10 411.90 2 73.83 33973.40 460.19 1 97.58 33192.00 340.15 9 36.33 11592.50 319.05 3 51.38 15838.10 308.25 14 69.51 33413.80 480.71 10 36.33 13270.00 365.21 4 66.29 20106.60 303.31 15 273.73 94338.00 344.64 11 36.33 15557.50 428.17 5 44.24 14482.00 327.35 12 36.33 10713.80 294.86 6 56.06 16674.00 297.43 13 36.33 17631.80 485.26 7 53.73 11441.50 212.94 CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 318.25 CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 388.50 ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) No. DOMICÍLIO 384.08 CLASSE POPULAR CLASSE ALTA CLASSE LUXO RESUMO DAS CARGAS DE INCÊNDIO No. DOMICÍLIO CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) No. DOMICÍLIO ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) 124 Casa 004 - Informações Visuais SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 46 46 18 828 Sofá 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 31.5 31.5 18 567 Almofadas 3 Tecidos 1 3 18 54 Rack de TV 1 MDP 41 41 18 738 Televisor 1 21" 1 1 30 30 Cortinas 1 Tecidos 5 5 17 85 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,90 25 25 19 475 Piso 1 Madeira 3,25 x 3,00 58 58 19 1102 Total 3879 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.25 3.00 2.75 9.75 397.85 SALA DE JANTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Aço, vidro 0 0 0 Cadeiras 4 Aço, Madeira, tecido 1 4 18 72 Estante 1 MDP 19 19 18 342 Piso 1 Madeira 3,25 x 3,20 61.8 61.8 19 1174.2 Total 1588.2 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.25 3.20 2.75 10.40 152.71 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal conv. 1 Madeira 35 35 19 665 Colchão 1 Mola, tecido 20 20 23 460 Traveseiros 2 Espuma, Tecido 2 4 18 72 Cortinas 1 Tecido 5 5 17 85 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 2,94 x 3,87 67 67 19 1273 CLOSET 1 MDP 85 85 18 1530 Roupas 0 0 Total 4237 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.87 2.94 2.75 11.38 372.39 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Beliche 1 Madeira 65.3 65.3 18 1175.4 Colchão 2 Espuma, tecido 14 28 23 644 Traveseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Criado-mudo 1 MDP 6 6 18 108 Cortinas 1 Tecido 0.5 0.5 18 9 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira laminada 2,71 x 2,95 48 48 19 912 CLOSET 1 MDP 65.5 65.5 18 1179 Roupas 0 0 Total 4197.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.95 2.71 2.75 7.99 525.04 DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 125 QUARTO 2 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal box. 1 Madeira. Tecido 25 25 18 450 Colchão 1 Mola, tecido 28.6 28.6 23 657.8 Traveseiro 2 Espuma, tecido 1 2 18 36 Mesa 1 MDF 20 20 18 360 Notebook 1 1 1 8 8 Cadeira 1 Aço, tecido 1 1 18 18 Cortinas 1 Tecido 4 4 17 68 Piso 1 Madeira 2,61 x 3,40 53 53 19 1007 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Guarda roupa 1 Madeira 65.5 65.5 18 1179 Roupas 0 0 Total 3935.8 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.61 3.40 2.70 8.87 443.52 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 120 Fogão 1 28 Moveis da cozinha 1 MDP 54.3 54.3 18 977.4 Porta 1 Madeira 1,85 x 2,35 10 10 19 190 Total 1315.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.30 2.73 2.75 6.28 209.49 DEPENDÊNCIA DE EMPREGADA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Piso 1 Madeira 1,85 x 2,35 28.8 28.8 19 547.2 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 10 10 19 190 Tábua de passar 1 Metal, Madeira, tecido 2 2 18 36 Roupas Total 773.2 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.85 2.35 2.75 4.35 177.85 ÁREA DE SERVIÇO MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Maquina de lavar 1 80 Total 80 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.25 3.65 2.75 4.56 Circulação 0.87 3.11 2.75 2.71 Carga de incêndio (MJ/kg) 20006.00 Área (m²) 66.29 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 301.79 DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 17.53 DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES 126 CASA 006 - Informações Visuais SALA DE ESTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Sofá 3 lugares 1 Madeira, espuma, couro 46 46 18 828 Sofá de 2 lugares 1 Madeira, espuma, tecido 31.5 31.5 18 567 Mesa central 1 MDP 10 10 18 180 Rack de TV 1 MDP 41 41 18 738 Televisor 1 42" 1 1 30 30 Estante 1 Madeira 19 19 19 361 Cortinas 1 Tecidos 0.5 0.5 18 9 Carpete 1 Tecido, nylon 1.5x2.0 7 7 23 161 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,90 25 25 19 475 Janelas Vidro 3,10 x 2,65 0 0 Total 3349 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.85 3.95 2.72 15.21 220.22 SALA DE JANTAR MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Mesa 1 Madeira (MDF), Vidro 14 14 18 252 Cadeiras 4 Madeira, espuma, tecido 4 16 18 288 Total 540 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 1.58 2.70 2.72 4.27 126.58 SUITE/ QUARTO PRINCIPAL MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Cama casal box 1 Madeira, tecido 25 25 19 475 Colchão 1 Mola, tecido 28.6 28.6 23 657.8 Travesseiros 2 Espuma, tecido 1 2 18 36 Tv 1 21" 1 1 30 30 Guarda-roupa 1 MDP 85 85 18 1530 Comoda 1 MDP 17 17 18 306 Cortinas 1 Tecido, 0.5 0.5 18 9 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Piso 1 Madeira 3,37x3,91 78 78 19 1482 Roupas 0 0 Total 4677.8 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 3.37 3.91 2.74 13.18 355.01 QUARTO 1 MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Beliche 1 MDP 65.3 65.3 18 1175.4 Colchão 1 Espuma, tecido 14 14 23 322 Traveseiro 1 Espuma, tecido 1 1 18 18 Tv 1 22" 1 1 30 30 Cortinas 1 Tecido, 0.5 0.5 18 9 Porta 1 Madeira 2,10 x 0,80 8 8 19 152 Escrivaninha 1 MDP 20 20 18 360 Computador 1 5 5 30 150 CLOSET 1 MDP 65.5 65.5 18 1179 Roupas 0 0 Total 3395.4 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.60 3.35 2.74 8.71 389.83 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 127 COZINHA MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Geladeira 1 180 Fogão 1 28 Forno micro-ondas 1 10 Balcão 1 MDP 1 100 18 1800 Armário de parede 1 MDP 1 120 18 2160 Coifa 3 Aço, Plástico 1 1 10 10 Total 4188 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.14 2.72 2.65 5.82 719.49 ÁREA DE SERVIÇO MASSA MASSA PODER CARGA DE UNIT TOTAL CALORÍFICO INCÊNDIO (kg) (kg) (MJ) (MJ/kg) Maquina de lavar 1 80 Total 80 Largura (m) Comprim (m) Altura (m) Área (m²) 2.40 3.70 2.72 8.88 9.01 Carga de incêndio (MJ/kg) 16230.20 Área (m²) 56.06 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) 289.51 Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO Carga de incêndio Específica (MJ/m²) MÓVEIS QUANT MATERIAL DIMENSÕES DIMENSÕES DO COMPARTIMENTO 128 4 66.29 20006.00 301.79 6 56.06 16230.20 289.51 4 66.29 20006.00 301.79 4 66.29 20106.60 303.31 1.52 -0.50 6 56.06 16230.20 289.51 6 56.06 16674.00 297.43 7.92 -2.66 -1.57 ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) Carga de Incêndio Específica (MJ/m²) Carga de Incêndio Específica (%) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 295.65 CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 300.37 4.72 CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA MÉDIA (MJ/m²) 295.65 NÍVEL ALTO (Formulário A) NÍVEL ALTO (Formulário B) DIFERENÇAS No. DOMICÍLIO ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²) No. DOMICÍLIO RESUMO DAS CARGAS DE INCÊNDIO - FORMULARIO A NÍVEL ALTO No. DOMICÍLIO ÁREA ÚTIL (m²) CARGA DE INCÊNDIO (MJ) CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA (MJ/m²)