UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE LETRAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS LINGUÍSTICOS Marcelo Alessandro Limeira dos Anjos MARCAS TOPONÍMICAS EM SOLO PIAUIENSE: SEGUINDO AS TRILHAS DAS ÁGUAS Belo Horizonte Faculdade de Letras da UFMG 2012 Marcelo Alessandro Limeira dos Anjos MARCAS TOPONÍMICAS EM SOLO PIAUIENSE: SEGUINDO AS TRILHAS DAS ÁGUAS Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Linguística Teórica e Descritiva. Área de concentração: Línguística Teórica e Descritiva Linha de Pesquisa: D Orientadora: Maria Cândida Trindade Costa de Seabra Belo Horizonte Faculdade de Letras da UFMG PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS LINGUÍSTICOS 2012 Tese aprovada em 11/06/ 2012 pela Banca Examinadora constituída pelos Professores Doutores: ____________________________________________________________ Profa. Dra. Maria Cândida Trindade Costa de Seabra – UFMG Orientadora _____________________________________________________ Profa. Dra. Aparecida Negri Isquerdo -UFMS ___________________________________________________ Profa. Dra. Maria Antonieta Amarante de Mendonça Cohen - UFMG ___________________________________________________ Profa. Dra. Karylleila dos Santos Andrade - UFT ___________________________________________________ Profa. Dra. Márcia Cristina de Brito Rumeu - UFMG Dedicatória Especial À pequena Júlia, que, faz dois anos, chegou com um sorriso lindo (Matinal hálito, escuta minhas preces / Atravessa esse Rio de mim e me afaga fino por entre dois dentes /Esquenta meu humor por eles e me traga de volta) M. Anjos Homenagem Aos indígenas do Piauí, que aos Domingos tiveram de calar-se. Agradecimentos À Professora Dra. Maria Cândida Trindade Costa de Seabra por me orientar, mesmo na incerteza da minha ida para Minas Gerais, e pelas valiosas indicações de leitura, sem as quais esta tese, dificilmente, teria sido concluída a contento. À professora Dra. Aparecida Negri Isquerdo pelas indicações de leitura e pelas sugestões de acréscimo e revisão de alguns pontos da tese quando da qualificação. À professora Dra. Maria Antonieta Amarante de Mendonça Cohen pelas contribuições, sugestões e críticas quando da qualificação. À professora Dra. Karylleila dos Santos Andrade pela aceitação do convite para compor a banca e pelas críticas e sugestões vindouras. À professora Dra. Márcia Cristina de Brito Rumeu pela aceitação do convite para compor a banca e pelas críticas e sugestões vindouras. À Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, pela realização do projeto DINTER – UFPI/UFMG. À Paula, companheira de todas as horas, pelas inúmeras ajudas, que foram desde a revisão desta tese, passando pela feitura da apresentação, até a tradução do resumo para o francês. A você meu muitíssimo obrigado. Resumo Nesta pesquisa, trabalhou-se com um corpus total de 2881 Hidrônimos, divididos em dois tipos de fontes, as pretéritas (a Descrição do Piauí, três cartas e um mapa antigos), com 176 Hidrônimos; e as contemporâneas, com 2705. Para a catalogação dos Hidrônimos constantes nas fontes atuais, foram selecionadas as mesorregiões Sudeste e Sudoeste do Estado do Piauí e suas respectivas microrregiões, haja vista a importância histórica delas para a colonização estadual. A classificação dos Hidrônimos, em taxes de Natureza Física e Antropocultural, foi feita com base na proposta taxionômica DICK (1992a). Com esta classificação, intentou-se estabelecer padrões motivacionais tanto para as fontes pretéritas quanto para as contemporâneas. Buscou-se ainda a correlação entre área fitogeográfica e toponímica, a partir da ocorrência do Topônimo Buriti nas duas mesorregiões. Foram listados também alguns exemplares linguísticos, mormente os constantes nas fontes antigas, para, em comparação com os das contemporâneas, evidenciar casos em que houve variação ortográfica, modificações fonéticas e desaparecimento parcial ou total do Topônimo. Como consequência da própria Análise do objeto desta pesquisa (os Hidrônimos), propôs-se ampliar a classificação da taxe dos hidrotopônimos. Do cômputo geral da proposta taxionômica de Dick (1992a), fez-se a revisão da taxe dos numerotopônimos e dos cronotopônimos. Dada a alta frequência de sintagmas toponímicos com preposição DE, nos dados contemporâneos, buscou-se discutir tais estruturas em correlação com a atribuição de papéis semânticos, o que, por sua vez, permitiu tanto alguns diálogos com a História Social local, quanto a proposição de quatro grupos em que figurem papéis semânticos encontrados na Análise. Foi possível constatar, no caso das fontes pretéritas, que as taxes de Natureza Física mais recorrentes foram a Zoo e Hidro, o que sugere um padrão zoológico e hidrológico para estas primeiras fontes. Na primeira e na segunda fonte do passado, mas já com decréscimo na segunda, foi possível constatar, no caso das taxes de Natureza Antropocultural, a frequência significativa da taxe Hagio. Nas fontes contemporâneas, predominou, no caso das taxes de Natureza Física, para todas as microrregiões das duas mesorregiões, a taxe Fito, donde já se vê uma mudança de um padrão zoológico e hidrológico das fontes pretéritas para um padrão fitológico das fontes atuais. Ainda sobre as fontes atuais, o comportamento quanto à ocorrência da taxe Hidro, por exemplo, deu-se de modo diverso nas duas mesorregiões e também entre microrregiões da mesma mesorregião (Sudoeste). Nesta, parece haver dois grupos que se diferem, principalmente quanto à ocorrência da taxe Hidro, ou seja, nas microrregiões mais austrais (Alto Médio Gurgueia, Alto Parnaíba e Chapadas do Extremo Sul), aquelas em que tanto a presença dos grandes cursos d’água é sentida de modo mais marcante, principalmente na primeira e na segunda, quanto o regime climático predominante é diverso daquele encontrado na mesorregião Sudeste, a ocorrência da taxe Hidro figura sempre como a segunda mais frequente. Já nas outras três microrregiões da mesorregião Sudoeste (Floriano, Bertolínia e São Raimundo Nonato), a ocorrência da taxe Hidro se assemelha muito mais ao que fora encontrado para as três microrregiões da mesorregião Sudeste (Picos, Pio IX e Alto Médio Canindé). Levando-se em conta essas considerações sobre os dados pretéritos e contemporâneos, cumpre reiterar a importância dos estudos toponímicos para a recuperação e manutenção do modus vivendi de povos que gravaram, nos acidentes físicos e humanos, sua peculiar mundividência/cosmovisão. Tal cosmovisão, resgatada pela Análise de cartas/mapa antigos e mapas contemporâneos, pode ser expressa pela distribuição das taxes de Natureza Física e Antropocultural, as quais podem configurar determinados padrões motivacionais de determinada época. Tais padrões podem, à luz da História Social, sobrelevar importantes aspectos históricos, ideológicos etc., quando da nomeação dos lugares. Reitera-se, por fim, a importância de estudos regionais como este para o futuro mapeamento onomástico-toponímico do território brasileiro, em suas diversas manifestações regionais e locais. PALAVRAS-CHAVE: Hidronímia; padrão motivacional; área geográfica; área toponímica; fontes antigas; fontes contemporâneas. Abstract This research worked with a total corpus of 2881 Hydronyms, divided into two types of sources, preterite (the Description of Piauí, three old letters and one old map), with 176 Hydronyms; and contemporary, with 2705. In order to classify Hydronyms constrant in contemporary sources, the study selected the Southeast and Southwest mesoregions of the state of Piauí and their respective microregions, given their historical contribution to colonize the state. The classification of Hydronyms, in elements of Physical and Anthropocultural Nature, was done with basis on DICK’s (1992a) taxonomic proposal. With this classification at hand, the study aimed to establish motivational patterns for both preterite and contemporary sources. It also tried to establish a correlation between phytogeographic and toponymical areas by analyzing the occurrence of the Toponym Buriti in both mesoregions. Some linguistic examples were also listed, especially those constant in older sources, so as to, in comparison with contemporary sources, point out cases in which there were orthographical variation, phonetic changes and partial or complete disuse of the Toponym. As a consequence of the very Analysis of the object of this research (Hydronyms), it was proposed to expand the classification of the elements of hydrotoponyms. The overall result of Dick’s (1992a) taxonomic proposal allowed us to revise the element of numero-toponyms and chrono-toponyms. Given the high occurrence of toponymical syntagmas with the preposition OF, in contemporary data, the study tried to discuss such structures in correlation with the attribution of semantic roles, which, in its turn, allowed for both dialogue with the local Social History and the assumption of four groups which show semantic roles found in this Analysis. It was possible to observe, in the case of the preterite sources, that the most recurring elements of Physical Origins were Zoo and Hidro, which suggests a Zoological and Hydrological pattern for these first sources. In the first and the second preterite sources, but already with a decrease in the latter, it was possible to observe, in the case of elements with Anthropocultural Nature, the significant occurrence of the element Hagio. In the contemporary sources, in the case of elements of Physical Nature, for all microregions and both mesorregions, the element Fito was most common, where it is possible to see a change from the zoological and hydrological pattern of the preterite sources to a phytological pattern of current sources. Still on contemporary sources, the reaction to the frequence of the element Hidro, for instance, occurred in different ways in both mesoregions and also between microregions in the same mesoregion (Southwest). In this one, there seems to be to groups that differ, especially regarding the occurrence of the element Hidro, that is, in most southern regions (Alto Média Gurgueia, Alto Parnaíba and Chapadas do Extremo Sul), those in which the presence of large streams of water, especially in the first and the second regions aforementioned, and in those where the climate differs from what is found in the Southeast mesoregion, the occurrence of the element Hidro is the second most frequent. On the other hand, in the other three mocro-regions of the Southwest mesoregion (Floriano, Bertolínia and São Raimundo Nonato), the occurrence of the element Hidro has many more similarities to what is found for the three microregions of the Southeast mesoregion (Picos, Pio IX and Alto Médio Canindé). Taking these considerations into account, it is worth to reaffirm the importance of toponymical studies for the recovery and maintenance of the modus vivendi of the peoples who have recorded, in physical and human events, their peculiar view of the world. Such view, retrieved by the Analysis of old as well as contemporary letters and maps, can be expressed by the distribution of elements with Physical and Anthropocultural Nature, which may set certain motivational patterns of a certain age. Such patterns, in the light of Social History, evidence different historical and ideological aspects concerning naming places. It is worth to point out, finally, the importance of regional studies like this for future onomastic and toponymical mapping of the Brazilian territory, in its various local and regional manifestations. Key words: Hydronomy; Motivational Pattern; Geographical Area; Toponymical Area; Preterite Sources; Contemporary Sources. Résumé Dans cette recherche, nous avons travaillé avec un corpus total de 2881 hidronymes, ils sont divisés en deux types de sources, les passées (la Descrição du Piauí, trois lettres et une carte anciennes), avec 176 hidronymes; et les contemporaines, avec 2705. Pour le catalogage des hidronymes constants dans les sources actuelles, ils ont été sélectionnés les mesorregiões Sud-est et Sud-ouest de l'État du Piauí et les respectives microrregiões, à cause de l'importance historique de ces régions pour la colonisation de l'État. Le classement des hidronymes, en taxons de Nature Physique et Anthropoculturelle, a été fait à partir de la proposition taxinomique DICK (1992a). Avec ce classement, nous avons établi quelques normes motivables tantôt pour les sources passées tantôt pour les contemporaines. Dans un premier moment, nous avons recherché la corrélation entre la zone fitogeográfica et le toponymique, à partir de la présence du toponyme Buriti dans les deux mesorregiões. Nous avons énuméré aussi quelques exemplaires linguistiques, surtout les constantes dans les sources anciennes, pour, en comparaison avec celles contemporaines, montrer quelques cas dont il a y eu la variation orthographique, les modifications phonétiques et la disparition partielle ou totale du toponyme. Par conséquent, de la propre Analyse de l'objet de cette recherche (les hidronymes), nous avons proposé élargir le classement du taxon des hydrotoponymes. De l’activité toponymique élaborée dans l'abordage de Dick (1992a), nous avons fait la révision du taxon des numerotoponymes et des chronotoponymes. À cause de la fréquence de syntagmes toponymiques avec la préposition DE, dans les données contemporaines, nous avons recherché à discuter telles structures en corrélation avec l'attribution de rôles sémantiques, ce qui, en revanche, nous a permis de faire quelques dialogues avec l'Histoire Sociale du local, ainsi comme la proposition de quatre groupes où il y a des rôles sémantiques trouvés dans l'Analyse. Nous avons constaté, dans le cas des sources passées, que les taxons de Nature Physique plus récurrents ont été Zoo et Hidro, ce qui suggère une norme zoologique et une hydrologique pour les premières sources. Dans la première et dans la deuxième source du passé, mais déjà avec la diminution dans la deuxième, nous avons vérifié, dans le cas du taxon de Nature Anthropoculturelle, la fréquence significative du taxon Hagio. Dans les sources contemporaines, il a prédominé, dans le cas des taxons de Nature Physique, pour tous les microrregiões des deux mesorregiões, le taxon Fito, dont nous avons vu un changement d'une norme zoologique et aussi hydrologique des sources passées pour une norme phytologuique des sources actuelles. Encore sur les sources actuelles, le comportement sur la présence du taxon Hidro, par exemple, il s'est donné de moyens différents dans les deux mesorregiões et aussi entre microrregiões de même mesorregião (Sud-ouest). Dans celle-ci, semble y avoir deux groupes qui se diffèrent, surtout par le fait de la présence du taxon Hidro, ainsi, dans les microrregiões plus du sud (Alto Médio Gurgueia, Alto Parnaíba et Chapadas do Extremo Sul), où tantôt la présence des grands cours d'eau est sentie de façon remarquable, surtout dans la première et dans la deuxième, tantôt comme le régime climatique prédominant est divers de celui trouvé dans la mesorregião Sud- est, la présence du taxon Hidro figure toujours comme la seconde la plus fréquente. Mais dans les autres trois microrregiões de la mesorregião Sud-ouest (Floriano, Bertolínia et São Raimundo Nonato), la présence du taxon Hidro se ressemble beaucoup plus avec à ce qui sont trouvés pour trois microrregiões de la mesorregião Sud-est (Picos, Pio IX et Alto Médio Canindé). A partir de ces considérations sur les données passées et contemporaines, nous réitérons l'importance des études toponymiques pour la récupération et le maintien du modus vivendi de peuples qui ont enregistrés, dans les entités physiques et humaines, sa particulière conception de monde. Telle conception de monde, sauvée par l'Analyse de lettres/carte anciennes et cartes contemporaines, peut être exprimée par la distribution des taxons de Nature Physique et Anthropoculturelle, qui peuvent determiner quelques normes motivables d’une époque. Telles normes peuvent montrer, à la lumière de l'Histoire Sociale, des importants aspects historiques idéologiques etc, au moment de la nomination des lieux. Nous réitérons, finalement, l'importance d'études régionales comme celle-ci pour le mapeamento onomástico-toponímico du territoire brésilien, dans ses diverses manifestations régionales et locales. MOTS-CLÉS: Hidronymie; norme motivable; zone géographique; zone toponymique; sources anciennes; sources contemporaines. ABREVIATURAS GERAIS A – Antroponímia cf. – confira DeHlp -Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística l. – linha LA – Língua Africana LAR – Língua Aruaque (Ver nota 52) LC – Língua Caribe (Ver nota 52) LE – Língua Espanhola LIT – Língua Italiana LJ – Língua Jê (Ver nota 52) LP – Língua Portuguesa LT – Língua Tupi n/c – não classificado n/e – não encontrado p. – página pp. - páginas quant. – quantificação qualif. – qualificação T – Toponímia ABREVIATURAS DAS TAXES Astro - Astrotopônimo Cardino - Cardinotopônimo Cromo - Cromotopônimo Dimensio- Dimensiotopônimo Fito - Fitotopônimo Geomorfo - Geomorfotopônimo Hidro- Hidrotopônimo Hidro-cromo - Hidro-cromo-topônimo Hidro-hiper - Hidro-hiper-topônimo Hidro-hipo - Hidro-hipo-topônimo Hidro-termo - Hidro-termo-topônimo Hidro-halo - Hidro-halo-topônimo Hidro-aspecto - Hidro-aspecto-topônimo Lito - Litotopônimo Meteoro - Meteorotopônimo Morfo - Morfotopônimo Zoo - Zootopônimo Animo - Animotopônimo Antropo - Antropotopônimo Axio - Axiotopônimo Coro - Corotopônimo Crono - Cronotopônimo Eco - Ecotopônimo Ergo - Ergotopônimo Etno - Etnotopônimo Dirremato - Dirrematotopônimo Hiero - Hierotopônimo Hagio - Hagiotopônimo Mito - Mitotopônimo Historio - Historiotopônimo Hodo - Hodotopônimo Numero - Numerotopônimo Polio - Poliotopônimo Socio - Sociotopônimo Somato - Somatotopônimo SÍMBOLOS x > y x se transforma em y x < y x provém de y ≈ formas variantes ou variação ortográfica ∩ intersecção * indica se tratar de uma reconstrução [a] 1 vogal aberta central não arredondada [ ] vogal semiaberta central não arredondada nasal [b] consoante oclusiva bilabial sonora [i] vogal fechada anterior não arredondada [m] consoante nasal bilabial sonora [u] vogal fechada posterior arredondada [t] consoante ocluvisa dental surda [v] consoante fricativa labiodental sonora 1 Os símbolos fonéticos utilizados nesta pesquisa seguem o Alfabeto Fonético Internacional (IPA). LISTA DE QUADROS Quadro ........................................................................................................................... Página 1. Onomatologia ...................................................................................................................... 45 2. Tribos do Piauí e respectivas localizações ........................................................................ 105 3. Percentuais de Ocupação de espaço físico, número de tribos e de habitantes................... 107 4. Percentuais de Ocupação de espaço físico, número de tribos e de habitantes................... 108 5. Nações Indígenas do Piauí ................................................................................................. 109 6. Taxes de Natureza Física ................................................................................................... 113 7. Taxes de Natureza Antropocultural ................................................................................... 113 8. Ficha Toponímica .............................................................................................................. 115 9. Língua de Origem dos Topônimos .................................................................................... 118 10. Rios e riachos em a Descrição, de Miguel de Carvalho (1697) ...................................... 124 11. Percentual das taxes de a Descrição (1697) .................................................................... 127 12. Percentual das origens dos Hidrônimos de a Descrição (1697) ...................................... 127 13. Classificação taxionômica dos Hidrônimos da Carta Geografica da capitania do Piauhi (...) (1760) ........................................................................................................... 128 14. Percentual das taxes da Carta Geografica da capitania do Piauhi (...) (1760) ............. 130 15. Percentual das origens dos Hidrônimos da Carta Geografica da capitania do Piauhi (...) (1760) ........................................................................................................... 131 16. Classificação taxionômica dos Hidrônimos da Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (...) (1828) .................................................................... 132 17. Percentual das taxes da Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (...) (1828) ....................................................................................................... 133 18. Percentual das origens dos Hidrônimos da Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (...) (1828) ................................................................................... 133 19. Classificação taxionômica dos Hidrônimos da Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) (1855) ...................................................................................... 135 20. Percentual das taxes da Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) (1855) ...................................................................................................................... 135 21. Percentual das origens dos Hidrônimos da Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) (1855) ...................................................................................... 136 22. Classificação taxionômica dos Hidrônimos do mapa Estado do Piauhy (1913) ............ 137 23. Percentual das taxes do mapa Estado do Piauhy (1913) ................................................ 138 24. Percentual das origens dos Hidrônimos do mapa Estado do Piauhy (1913) .................. 139 25. Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de Picos ......................... 140 26. Percentual das taxes da Microrregião de Picos .............................................................. 148 27. Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de Picos ................................ 148 28. Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de Pio IX ....................... 149 29. Percentual das taxes da Microrregião de Pio IX.............................................................. 154 30. Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de Pio IX ............................... 155 31. Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Médio Canindé 156 32. Percentual das taxes da Microrregião do Alto Médio Canindé ....................................... 168 33. Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Médio Canindé ........ 169 34. Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Médio Gurgueia 170 35. Percentual das taxes da Microrregião do Alto Médio Gurgueia .................................... 186 36. Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Médio Gurgueia ...... 186 37. Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Parnaíba ........... 187 38. Percentual das taxes da Microrregião do Alto Parnaíba piauiense ................................. 198 39. Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Parnaíba piauiense .. 198 40. Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de Bertolínia ................. 199 41. Percentual das taxes da Microrregião de Bertolínia ....................................................... 205 42. Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de Bertolínia ......................... 205 43. Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião das Chapadas (...) ........... 206 44. Percentual das taxes da Microrregião das Chapadas do extremo sul ............................. 219 45. Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião das Chapadas do extremo sul ..................................................................................................................... 220 46. Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de Floriano ..................... 221 47. Percentual das taxes da Microrregião de Floriano.......................................................... 227 48. Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de Floriano ........................... 228 49. Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de São Raimundo .......... 229 50. Percentual das taxes da Microrregião de São Raimundo Nonato ................................... 242 51. Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de São Raimundo Nonato ..... 243 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico Página 1. Percentuais das taxes de Natureza Física em a Descrição (1697) .................................... 245 2. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em a Descrição (1697) .................... 245 3. Percentuais da Origem dos Topônimos em a Descrição (1697) ...................................... 246 4. Percentuais das taxes de Natureza Física em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes (1760) ................................................................................... 247 5. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes (1760) ............................................................. 248 6. Percentuais da Origem dos Topônimos em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes (1760) ................................................................................... 248 7. Percentuais das taxes de Natureza Física em Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (1828) ............................................................................. 249 8. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (1828) ........................................................... 250 9. Percentuais da Origem dos Topônimos em a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (1828) ............................................................................. 250 10. Percentuais das taxes de Natureza Física em Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará (1855)....................................................................................................................................252 11. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará (1855) ................................................................................................................ 252 12. Percentuais da Origem dos Topônimos em a Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará (1855) ................................................................................................................ 253 13. Percentuais das taxes de Natureza Física em o mapa do Estado do Piauhy (1913) ........ 255 14. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em o mapa do Estado do Piauhy (...) ................................................................................................................. 255 15. Percentuais da Origem dos Topônimos em o mapa do Estado do Piauhy (1913) ......... 256 16. Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de Picos............................... 261 17. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de Picos............... 261 18. Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de Picos ................................. 262 19. Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de Pio IX ............................. 263 20. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de Pio IX ............. 264 21. Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de Pio IX ............................... 264 22. Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião do Alto Médio Canindé ...... 265 23. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião do Alto Médio Canindé ........................................................................................................................... 266 24. Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião do Alto Médio Canindé ......... 267 25. Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião do Alto Médio Gurgueia..... 269 26. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião do Alto Médio Gurgueia ......................................................................................................................... 270 27. Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião do Alto Médio Gurgueia ....... 270 28. Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense. 272 29. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense ......................................................................................................................... 272 30. Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense ... 273 31. Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de Bertolínia ....................... 274 32. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de Bertolínia ....... 274 33. Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de Bertolínia .......................... 275 34. Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense .................................................................................................... 276 35. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense ............................................................................................... 277 36. Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense .................................................................................................... 277 37. Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de Floriano .......................... 279 38. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de Floriano .......... 279 39. Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de Floriano ............................ 280 40. Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de São Raimundo Nonato ... 281 41. Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de São Raimundo Nonato ............................................................................................................................ 282 42. Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de São Raimundo Nonato ...... 282 LISTA DE FIGURAS Figura Página 1. Onomástica ...................................................................................................................... 41 2. Transformação de um lexema em lexia e em Topônimo................................................. 42 3. Triângulo de Odgens e Richards ..................................................................................... 51 4. Modelo de percepção da realidade .................................................................................. 53 5. Triângulo de Alinei .......................................................................................................... 56 6. Termo genérico funcionando como Topônimo ............................................................... 60 7. Sintagma toponímico simples e composto ...................................................................... 60 LISTA DE FOTOS Foto Página 1. Pinturas rupestres do Parque Nacional da Serra da Capivara .......................................... 87 2. Pinturas rupestres do Parque Nacional da Serra da Capivara .......................................... 88 3. Pinturas rupestres do Parque Nacional da Serra da Capivara .......................................... 88 4. Formações rochosas no Alto da Pedra Furada ................................................................ 89 5. Parque Nacional Serra das Confusões ............................................................................. 90 6. Rio Parnaíba .................................................................................................................... 93 7. Poço Violeto .................................................................................................................... 94 LISTA DE MAPAS E CARTAS Mapa Página 1. Regiões culturais do Brasil .............................................................................................. 76 2. Mesorregião Norte piauiense ........................................................................................... 80 3. Mesorregião Centro-Norte ............................................................................................... 80 4. Mesorregião Sudeste ....................................................................................................... 80 5. Mesorregião Sudoeste ..................................................................................................... 80 6. Tipos climáticos ............................................................................................................... 83 7. Formações vegetais do Piauí ........................................................................................... 85 8. Principais rios, lagos e barragens do Piauí ...................................................................... 95 9. Distribuição espacial das nações indígenas do Piauí ....................................................... 101 10. Línguas da América do Sul ........................................................................................... 110 11. Estado do Piauhy ........................................................................................................... 136 Carta 1. Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes das adjacentes .............................. 128 2. Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil ................................... 131 3. Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy e (...) ................................... 134 SUMÁRIO INTRODUÇÃO.......................................................................................................................28 CAPÍTULO 1 – NOMEAÇÃO ............................................................................................. 33 1.1 A Onomástica ..................................................................................................................... 39 1.2 A Toponímia ....................................................................................................................... 43 1.3 O Signo Linguístico ............................................................................................................ 48 1.4 O Nome Próprio ................................................................................................................. 57 1.5 O Sintagma Toponímico ..................................................................................................... 59 1.6 Adjetivos em função toponímica: proposta de ampliação taxionômica ............................ 61 1.7 Léxico e Sociedade ............................................................................................................ 71 CAPÍTULO 2 – ASPECTOS GEOHISTÓRICOS DO ESTADO DO PIAUÍ ................. 79 2.1 Aspectos geográficos do Piauí ............................................................................................ 81 2.2 Aspectos geológicos ........................................................................................................... 82 2.3 Aspectos climáticos ............................................................................................................ 82 2.4 Aspectos fitográficos .......................................................................................................... 83 2.5 Aspectos orográficos .......................................................................................................... 85 2.6 Aspectos hidrográficos ....................................................................................................... 91 2.7 Colonização do Estado do Piauí ......................................................................................... 96 2.8 Indígenas no Piauí ............................................................................................................ 101 CAPÍTULO 3 – PROCEDIMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ...................... 112 3.1 A classificação taxionômica ............................................................................................. 112 3.1.1 Classificação taxionômica: taxes de Natureza Física .................................................... 113 3.1.2 Classificação taxionômica: taxes de Natureza Antropocultural .................................... 113 3.2 Ficha Toponímica ............................................................................................................. 115 3.3 Métodos e Procedimentos ................................................................................................. 119 CAPÍTULO 4: APRESENTAÇÃO DOS DADOS.............................................................122 4.1 Descrição e Cartas e mapas antigos ................................................................................. 122 4.1.1 Descrição ....................................................................................................................... 124 4.1.2 Carta Geografica da Capitania do Piauhi ...................................................................... 128 4.1.3 Carte Geographique de Piauhy ..................................................................................... 131 4.1.4 Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) ...................................... 134 4.1.5 mapa do Estado do Piauhy ............................................................................................ 136 4.2 Hidrônimos da mesorregião Sudeste ................................................................................ 139 4.2.1 Microrregião de Picos .................................................................................................... 139 4.2.1.1 Hidrônimos da microrregião de Picos ........................................................................ 140 4.2.1.2 Dados da Ficha ........................................................................................................... 148 4.2.2 Microrregião de Pio IX .................................................................................................. 148 4.2.2.1 Hidrônimos da microrregião de Pio IX ...................................................................... 149 4.2.2.2 Dados da Ficha ........................................................................................................... 154 4.2.3 Microrregião do Alto Médio Canindé ........................................................................... 155 4.2.3.1 Hidrônimos da microrregião do Alto Médio Canindé ................................................ 156 4.2.3.2 Dados da Ficha ........................................................................................................... 168 4.3 Hidrônimos da mesorregião Sudoeste .............................................................................. 169 4.3.1 Microrregião do Alto Médio Gurgueia .......................................................................... 169 4.3.1.1 Hidrônimos da microrregião do Alto Médio Gurgueia .............................................. 170 4.3.1.2 Dados da Ficha ........................................................................................................... 186 4.3.2 Microrregião do Alto Parnaíba piauiense ...................................................................... 186 4.3.2.1 Hidrônimos da microrregião do Alto Parnaíba piauiense .......................................... 187 4.3.2.2 Dados da Ficha ........................................................................................................... 198 4.3.3 Microrregião de Bertolínia ............................................................................................ 198 4.3.3.1 Hidrônimos da microrregião de Bertolínia ................................................................. 199 4.3.3.2 Dados da Ficha ........................................................................................................... 205 4.3.4 Microrregião das Chapadas do extremo sul piauiense .................................................. 206 4.3.4.1 Hidrônimos da microrregião das Chapadas do extremo sul piauiense ....................... 206 4.3.4.2 Dados da Ficha ........................................................................................................... 219 4.3.5 Microrregião de Floriano ............................................................................................... 220 4.3.5.1 Hidrônimos da microrregião de Floriano ................................................................... 221 4.3.5.2 Dados da Ficha ........................................................................................................... 227 4.3.6 Microrregião de São Raimundo Nonato ........................................................................ 228 4.3.6.1 Hidrônimos da microrregião de São Raimundo Nonato ............................................ 229 4.3.6.2 Dados da Ficha ........................................................................................................... 242 CAPÍTULO 5 - ANÁLISE DOS DADOS...........................................................................244 5.1 Cartas e mapa antigos ....................................................................................................... 244 5.1.1 a Descrição do Sertão do Piauí, de Miguel de Carvalho (1697) .................................. 244 5.1.2 a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes, de Henrique Antonio Galúcio (1760) ........................................................................................................................ 247 5.1.3 a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (1828) ................... 249 5.1.4 Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará (1855) ....................................................................................... 251 5.1.5 mapa do Estado do Piauhy (1913) ................................................................................ 254 5.1.6 Considerações sobre as fontes do passado .................................................................... 256 5.2 Mapas contemporâneos .................................................................................................... 260 5.2.1 Microrregião de Picos .................................................................................................... 260 5.2.2 Microrregião de Pio IX .................................................................................................. 262 5.2.3 Microrregião do Alto Médio Canindé ........................................................................... 265 5.2.4 Considerações sobre as três microrregiões da mesorregião Sudeste ............................. 267 5.2.5 Microrregião do Alto Médio Gurgueia .......................................................................... 268 5.2.6 Microrregião do Alto Parnaíba piauiense ...................................................................... 271 5.2.7 Microrregião de Bertolínia ............................................................................................ 273 5.2.8 Microrregião das Chapadas do extremo sul piauiense .................................................. 275 5.2.9 Microrregião de Floriano ............................................................................................... 278 5.2.10 Microrregião de São Raimundo Nonato ...................................................................... 280 5.2.11 Considerações sobre as seis microrregiões da mesorregião Sudoeste ......................... 283 5.2.12 Considerações sobre as mesorregiões Sudeste e Sudoeste .......................................... 285 5.3 Dados pretéritos e presentes: algumas comparações possíveis ........................................ 287 5.3.1 O sintagma toponímico preposicionado (DE) e alguns papéis semânticos ................... 288 5.4 Fontes Pretéritas ............................................................................................................... 290 5.4.1 Em a Descrição, de Miguel de Carvalho (1697) ........................................................... 290 5.4.2 Na Carta Geografica da capitania do Piauhi (1760).................................................... 290 5.4.3 Na Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (...) (1828) ........... 290 5.4.4 Na Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) (1855) .................. 291 5.4.5 No mapa Estado do Piauhy (1913) ................................................................................ 291 5.5 Fontes Contemporâneas .................................................................................................... 291 5.5.1 Mesorregião Sudeste...................................................................................................... 291 5.5.1.1 Microrregião de Picos ................................................................................................. 291 5.5.1.2 Microrregião de Pio IX ............................................................................................... 293 5.5.1.3 Microrregião do Alto Médio Canindé ........................................................................ 294 5.5.2 Mesorregião Sudoeste.................................................................................................... 296 5.5.2.1 Microrregião do Alto Médio Gurgueia ....................................................................... 296 5.5.2.2 Microrregião do Alto Parnaíba Piauiense ................................................................... 299 5.5.2.3 Microrregião de Bertolínia ......................................................................................... 301 5.5.2.4 Microrregião das Chapadas do extremo sul piauiense ............................................... 302 5.5.2.5 Microrregião de Floriano ............................................................................................ 304 5.5.2.6 Microrregião de São Raimundo Nonato ..................................................................... 306 5.5.3 Considerações sobre o Sintagma preposicionado .......................................................... 308 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................................312 REFERÊNCIAS....................................................................................................................316 ÍNDICE DE NOMES............................................................................................................326 INTRODUÇÃO As dificuldades postas à realização de um estudo toponímico de determinada área ou região são diversas, sobretudo porque se trabalha na intersecção de variados escopos que, nem sempre, são da formação básica do pesquisador, mas que, no campo de atuação de um toponimista, devem ser, primeiramente, invocados, e, posteriormente, bem utilizados para que se tencione, dentre outras possibilidades, compreender as possíveis motivações que subjazem à escolha de um signo toponímico em detrimento de outro no ato de batismo de um lugar. Essa compreensão pode favorecer o resgate de uma parcela significativa da mundivência de determinado povo, aclarando aspectos socioculturais latentes nos nomes de lugares, os quais, não raro, opacificaram-se com o tempo, mormente quando se toma a lente dos usuários sincrônicos atuais. Esta perspectiva de trabalho (toponímica) vem ganhando adeptos Brasil afora e, no caso específico desta pesquisa, pretende-se, a um só tempo, com a inserção desse campo de interesse no Estado do Piauí, tanto inaugurar essa vertente de estudos no meio acadêmico do referido Estado, quanto, principalmente, catalogar, classificar e analisar os Hidrônimos constantes em cinco fontes antigas (um documento; três cartas e um mapa) e também os constantes nos mapas contemporâneos das mesorregiões Sudeste e Sudoeste do Piauí, com base na proposta taxionômica de Dick (1992a) e na história social do período colonial piauiense e, consequentemente, pela própria natureza interdisciplinar da área, em informações de outros campos do saber. Especificamente sobre a seleção das mesorregiões supracitadas, a razão da escolha deve-se ao fato de o Estado ter tido, salvo opiniões em contrário, sua efetiva colonização na direção Sul-Norte, dada a atividade econômica implantada nas glebas piauienses no período colonial (criação de gado), a qual requeria, por razões óbvias, a presença de pequenos e grandes cursos d’água, como o Rio Parnaíba, o Gurgueia, o Uruçui-Preto, o Itaueiras etc. Pode-se dizer, com base na nomenclatura atualmente utilizada pelo IBGE, que a colonização ocorrera, de modo mais significativo, a partir do que geograficamente fica compreendido pelas mesorregiões Sudoeste e Sudeste. A busca de uma trilha, a das águas, justifica-se, porquanto é, a partir dela, que se poderão vislumbrar o resgate de costumes, de visões de mundo, de comportamentos etc. e a manutenção de hábitos dos nomeadores desses elementos geográficos (os Hidrônimos). Para a consecução dessa empreitada, alguns objetivos serão almejados: 29 1) Estabelecer, consoante proposta de classificação taxionômica de Dick (1992a), possíveis padrões motivacionais dos Hidrônimos constantes tanto em fontes pretéritas (tomadas isoladamente e entre si), quanto os constantes nos mapas das mesorregiões Sudeste e Sudoeste do Estado do Piauí (tomadas isoladamente, entre si, e entre as fontes do passado). Com isso, procura-se desvelar e recuperar, com o auxílio de informações extralinguísticas (geográficas, históricas, etnográficas, econômicas etc.), a mundividência dos nomeadores da hidronímia estadual; 2) Verificar possível correspondência entre áreas fitogeográficas e áreas toponímicas, a partir da ocorrência de alguns topônimos que possam evidenciar biomas e tipos climáticos específicos; 3) Levantar, com base na cartografia estadual do presente2 (MAPAS MUNICIPAIS ESTATÍSTICOS, todos de 2007 e todos também em escala de 1:100.00) e do passado3 (GALÚCIO, 1760; SCHWARZMANN E DE MARTIUS, 1828; SEM AUTORIA, 1855; e MINISTÉRIO DA AVIAÇÃO, 1913); e também em um documento antigo 4 (MIGUEL DE CARVALHO, 1697), as formas linguísticas constantes nestas fontes para, posteriormente, verificar os casos de variação ortográfica, de mudança fonética, de desparecimento parcial ou total do Topônimo; 2 A cartografia estadual do presente é composta de mapas municipais estatísticos, em escala de 1:100. Todos os mapas aqui utilizados foram produzidos pelo IBGE, DSG e outros, em formato raster e/ou vetorial e da Malha Municipal Digital do IBGE, com atualização proveniente de diversas fontes, sem tratamento pleno de integração e completude dos elementos cartográficos. 3 A carta mais antiga de que se tem notícia sobre o Piauí é do século XVIII (Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes), precisamente de 1760, de autoria do engenheiro Henrique Antonio Galúcio. Esta Carta possui a seguinte descrição física: “1 mapa ms. : col., desenho a nanquim ; 58,5 x 85cm. em f. 61,5 x 88cm. Abrange o Estado do Piauí e a costa norte, desde a Baía do Quatipuru, Pará, até Jericoacoara, Ceará. Mostra parte das Capitanias do Maranhão e Pernambuco e ao sul Terras Novas da Natividade. Contém cidades, vilas, fazendas, serras e povoados. Indica rios: Gurupi, Turiaçu, Pinaré [Pindaré], Mearim, Itapucuru [Itapecuru], Meny [Munim], Parnaíba etc. No canto superior esquerdo: S.Cl.1 nº1. Parece ser cópia de 1809 em: Dicionário histórico e documental dos arquitetos... / Sousa Viterbo”. A carta encontra-se disponível no site da Biblioteca Nacional, a saber: http://catcrd.bn.br/scripts/odwp032k.dll?T=gs&GPR=fbn_cartografia&PR=cartografia_pr&DB=cartografia&use =kw_livre&ss=new&disp=list&sort=off&ARG=galuci&button=pesquisar. 4 O documento mais antigo de que se tem notícia sobre o povoamento do Piauí e, que se utilizará nesta pesquisa, é a Descrição do Sertão do Piauí, de 1697, do Padre Miguel de Carvalho, sacerdote português que serviu na diocese de Pernambuco. Os dois exemplares de que dispomos são um de 1993 e outro de 2009, com notas e comentários de Pe. Melo. Este afirma na edição de 1993 (mantém na de 2009) que: “Tomei também de transcrevê-lo em ortografia atualizada, de retirar as abreviaturas dos nomes e dar um ordenamento das partes (...)”. Esta intervenção de Pe. Melo no texto de Miguel de Carvalho causa um óbice ao toponimista que tem em mente registrar e comparar formas pretéritas e atuais, a fim de verificar casos de variação ortográfica, de mudança fonética, de desparecimento parcial ou total do Topônimo. A alternativa encontrada, já que não dispomos da obra Ennes (1938), que foi quem primeiro transcreveu o documento em seu As guerras dos Palmares, foi a de utilizar a lista de nomes e rios e riachos apresentada por Baptista (1986), historiador piauiense que recorreu diretamente a Ennes para manuseio com o documento, de modo a não alterar a grafia dos nomes de rios e riachos constantes no original de Miguel de Carvalho. 30 4) Propor a ampliação da classificação da taxe dos hidrotopônimos e a revisão das taxes dos numerotopônimos e dos cronotopônimos. 5) Discutir a estrutura sintagmática (elemento geográfico + Prep. (DE) + Topônimo), ressaltando a importância da preposição DE para a proposição de quatro grupos a partir dos valores semânticos (papéis semânticos) expressos por tal preposição. Isto posto, parte-se, para o caso da análise dos dados contemporâneos, da hipótese de que as mesorregiões Sudeste e Sudoeste, por compreenderem biomas (caatinga e cerrado, respectiva e predominantemente) e tipos climáticos diferenciados (semiárido e tropical, respectiva e predominantemente), possam apresentar talvez um quadro onomástico- toponímico local diverso entre si. Com outras palavras, a mesorregião Sudeste, por apresentar, clima do tipo semiárido e por estar compreendida, em grande medida, no bioma caatinga, pode tanto apresentar um painel diferenciado no que tange, por exemplo, à ocorrência da taxe Hidro5 (dada a escassez de água, típica desse tipo climático), quanto a possibilidade de evidenciar a correspondência entre zonas fitogeográficas e toponímicas, a partir da ocorrência de itens linguísticos concernentes à flora e à fauna desse bioma. No que tange à mesorregião Sudoeste, na qual prevalece o bioma cerrado e que está, em grande medida, sob o regime climático do tipo tropical, o painel onomástico-toponímico tende a ser diverso daquele da mesorregião Sudeste, haja vista a interferência desses fatores vegetativos e climáticos. Espera-se, por exemplo, para a esta mesorregião, no que toca especificamente à taxe Hidro, uma ocorrência diferenciada, tanto pelo regime climático, quanto pela influência do rio Parnaíba (maior rio do Estado) e Gurgueia (maior afluente do Parnaíba). Afora isso, intenta-se, também, traçar paralelos entre a zona fitogeográfica em questão (cerrado/tropical) e a área toponímica, a partir da ocorrência de itens linguísticos que se refiram à flora e à fauna desse bioma. Outra hipótese aventada, só que com base nos dados concernentes ao documento, às cartas e ao mapa antigos, é a de que talvez se tenha, nestas fontes, se comparadas com as contemporâneas, maior ocorrência de Topônimos de origem indígena, principalmente os de língua Tupi, a qual fora levada para as glebas do Piauí pelo desbravador bandeirante, vindo, principalmente, da Bahia e de São Paulo. Esta tese está textualmente segmentada da seguinte maneira: 5 Esta hipótese poderá ser mais bem testada se for feita, efetivamente, uma comparação entre as duas mesorregiões, as quais, como se disse, experimentam regimes geoclimáticos diferenciados. 31 INTRODUÇÃO, na qual foram vislumbrados a interdisciplinaridade no labor toponímico; a importância de estudos toponímicos pioneiros no contexto nordestino; as hipóteses aventadas e os objetivos almejados. CAPÍTULO 1, intitulado NOMEAÇÃO, no qual se procurou discutir o ato de nomear em si, além de rastrear, mesmo sem a pretensão de esgotar o tema, a história da Onomástica e da Toponímia, aclarando-lhes os conceitos. Foram discutidos também, neste capítulo, alguns aspectos teóricos do Signo Linguístico e do Sintagma Toponímico e da relação Léxico e Sociedade. Para a consecução dessa meta, foram expostas as contribuições teóricas de Dauzat, Duranti, Diegues Junior, Dick, Seabra, dentre outros. CAPÍTULO 2, intitulado ASPECTOS GEOHISTÓRICOS DO ESTADO DO PIAUÍ, no qual foram contemplados alguns aspectos históricos e geográficos do Piauí. Discutiram-se também a ocupação do solo piauiense pelas nações indígenas, antes de seu total extermínio pelo bandeirante, e alguns pontos acerca de questões linguísticas concernentes a essas nações. Este capítulo é de assaz importância porquanto, com ele, poder-se-á estabelecer um diálogo profícuo entre a classificação taxionômica e a histórica social piauiense. CAPÍTULO 3, intitulado PROCEDIMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS, no qual se buscou expor os procedimentos metodológicos que nortearam a pesquisa. Neste capítulo, constam, pois: a) As Taxionomias Toponímicas (seguindo o modelo das 27 taxes propostas por Dick, 1992a); b) As Fichas Toponímicas (conforme proposta de Dick, 2004, com adaptações), nas quais constam: 1) Acidente: 2) Topônimo; 3) Origem; 4) Taxionomia e 5) Estrutura Morfológica; e c) Métodos e procedimentos: a coleta de Hidrônimos em fontes antigas e em mapas contemporâneos. CAPÍTULO 4, intitulado APRESENTAÇÃO DOS DADOS, no qual foram feitas a catalogação e a classificação de todos os Hidrônimos constantes nas fontes antigas e nos mapas das mesorregiões Sudeste e Sudoeste piauiense, em Fichas Toponímicas, baseadas em modelo de Dick (2004), com adaptações. CAPÍTULO 5, intitulado ANÁLISE DOS DADOS, no qual se fez, com o auxílio da quantificação percentual, por meio de gráficos de coluna, a análise mesma dos dados, de modo a testar as hipóteses previamente aventadas. Neste capítulo, foram discutidos, ainda, os casos de variação ortográfica, de mudança fonética, de desparecimento parcial ou total do Topônimo, com base na comparação entre as fontes antigas e as contemporâneas. CONSIDERAÇÕES FINAIS, nas quais se resumiram os resultados obtidos quando da Análise, enfatizou-se, à guisa de conclusão, a importância dos estudos toponímicos para a recuperação e manutenção do modus vivendi de povos que gravaram, nos acidentes físicos e 32 humanos, sua peculiar mundividência/cosmovisão. Além disso, ressaltou-se, mais uma vez, a importância de estudos regionais como este para o futuro mapeamento onomástico- toponímico do território brasileiro, em suas diversas manifestações regionais e locais. REFERÊNCIAS, nas quais constam as obras basilares no escopo da Toponímia, em particular, e da Linguística, em geral, além, é claro, de referências pontuais sobre a colonização do Estado do Piauí e de referências outras (de áreas diversas, como a Botânica), que se fizeram necessárias, principalmente, para um produtivo diálogo no momento da Análise dos Dados. ÍNDICE DE NOMES, no qual constam os nomes de todos os autores mencionados ou citados ao longo do corpo deste texto. CAPÍTULO 1 – NOMEAÇÃO Um rápido cotejo sobre a versão de certas culturas e sociedades, inclusive em suas expressões literárias, em momentos históricos diversos, no que diz respeito à faculdade de linguagem e à tradição acerca da relação nome/coisa, dá conta que se vislumbre tanto o caráter mítico e complexo de algumas dessas versões quanto a manutenção e a ruptura em relação às teses naturalista e convencionalista, que se referem, tradicionalmente, à relação nome e coisa. Como é de praxe, inicia-se esse escorço com os gregos, os quais tiveram sua mitologia retratada, magistralmente, em versos de Homero e de Hesíodo. Este, provavelmente entre os séculos XVII e XVIII a.C., escreve Teogonia: a origem dos deuses, poema épico em 1022 versos, nos quais se podem ver deuses dotados da capacidade de linguagem, como se depreende dos versos a seguir, nos quais Terra (Gaia) conclama seus filhos a se rebelarem contra o pai deles, Céu (Urano), em razão de este “tão logo cada um deles (nascesse) a todos ocultava, à luz não os permitido, na cova da Terra” (HESÍODO6, 1981/1995, p. 92). Assim se pronunciou Terra: “Filhos meus e do pai estólido, se quiserdes ter-me fé, puniremos o maligno ultraje de vosso pai, pois ele tramou antes obras indignas”. (HESÍODO, 1981/1995, p. 93). Crono tomou para si a tarefa da vingança, dizendo: “Mãe, isto eu prometo e cumprirei a obra, porque nefando não me importa o nosso pai, pois ele tramou antes obras indignas”. (HESÍODO, 1981/1995, p. 93). 6 No caso de obras antigas e reeditadas, citar-se-á primeiro a data da publicação original (ou a tradução portuguesa mais antiga), separada por barra da data da edição consultada. No site http://greciantiga.org/arquivo.asp?num=0085, acessado em 12 de junho de 2012, tem-se: “A primeira tradução completa da Teogonia para o português é a de JAA Torrano (1981), recentemente reeditada (Iluminuras, 1991). Mais recentemente ainda, o texto foi traduzido por Pinheiro e Ferreira (2005)”. 34 A versão bíblica, no Gênesis, por seu turno, apresenta um ser (Deus) dotado previamente da capacidade de linguagem, capaz de criar coisas e seres e a eles atribuir nomes: No princípio, criou Deus os céus e a terra. (Gn, 1, 1). E Deus criou as grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie. E viu que Deus era bom. (Gn, 1, 21) E chamou Deus à expansão Céus e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi. (Gn, 1, 8) (grifos nossos) Deus cria, ainda, o primeiro ser humano (Adão), também previamente dotado da faculdade de linguagem, e a ele coube pôr “os nomes a todo gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo” (Gn, 2, 20). A referência ao Gênesis tem tido lugar cativo quando se pretende discutir o ato de nomeação primevo. Afora o caráter mítico-alegórico que frequentemente se atribui ao texto bíblico, não se pode deixar de considerar que tais passagens, principalmente as que se referem a Adão como denominador, como bem salientou Eco (2002), já podem suscitar, guardadas as proporções, a controvérsia das teses naturalista e convencionalista, tributárias, respectivamente, de Platão e de Aristóteles, como se verá mais adiante. Eco (2002, p. 26), a esse respeito, indaga, pois: (...) será que tal expressão (nominibus suis = pelos seus nomes) significa que Adão os designou com nomes que lhes cabiam por algum direito extralingüístico, ou com os nomes que nós (com base na convenção adâmica) agora lhes atribuímos? Cada nome dado ao animal por Adão seria talvez o nome que aquele animal devia ter por causa da sua natureza ou o nome que o Nomoteta decidiu arbitrariamente determinar-lhe, ad placitum, instaurando desse modo a convenção? Em culturas como a africana e a brasileira, por exemplo, o caráter mítico-mágico também se faz marcante. No contexto brasileiro, os Kuikuro, povo indígena do Alto Xingu, Mato Grosso, atestam ser a linguagem pré-existente. Não versão deles, O mundo original era habitado por demiurgos, seres poderosos que podiam fazer tudo e se transformar constantemente. Foram eles que criaram e 35 nomearam as coisas importantes para a vida dos índios. Ao dar um nome, os demiurgos reduziam as dimensões excessivas, quase monstruosas, das coisas originais ao seu tamanho de hoje. (FRANCHETO e LEITE, 2004, p. 09) (grifos nossos) Na África sudanesa, a linguagem verbal está revestida do poder mítico-mágico de criar, pois: Uma das grandes escolas de iniciação da savana sudanesa, o Komo, diz que a Palavra (kuma) era um atributo reservado a Deus, que por ela criava as coisas: “o que Maa Ngala (Deus) diz é”. No começo, só havia um vazio vivo, vivendo do Ser. Um que se chama a si mesmo Maa Ngala. Então ele criou Fan, o ovo primordial, que nos seus nove compartimentos alojava nove estados fundamentais da existência. Quando esse ovo abriu, as criaturas que daí saíram eram mudas. Então para se dar um interlocutor, Maa Ngala tirou uma parcela de cada uma das criaturas, misturou-as e por um sopro de fogo que emanava dele mesmo, constituiu um ser à parte: o homem, ao qual deu uma parte de seu próprio nome, Maa (homem) (HAMPÂTE BÂ, 1986, apud PETTER, 2006, p. 11) (grifos nossos) Passando, de agora em diante, à discussão das teses naturalista e convencionalista, há que se mencionar Platão, o qual discorre sobre a justeza dos nomes em o Crátilo. Neste, há, como figuras centrais do diálogo, o próprio homônimo da obra, Crátilo; Sócrates, como uma espécie de mediador, e Hermógenes. Crátilo filia-se à seara dos naturalistas (physis), como o era também Heráclito, com sua teoria do logos, para a qual a palavra é uma imagem exata do mundo. Hermógenes, seguidor de Demócrito, alinha-se, por sua vez, aos convencionalistas, para os quais a relação nome e coisa dependeria de uma espécie de contrato (nómos). Sucintamente, partindo-se das controvérsias sobre se Platão é só naturalista ou só convencionalista, ou se os dois, parece razoável o alerta de Mounin (1968, p. 99) quanto a isso: “A história do debate, a interpretação das soluções propostas são, com frequência, delicadas: não é seguro, por exemplo, que Platão, no Crátilo, sustente sem ironia a tese que expõe”7. Veja-se, para corroborar a tese de Mounin, um caso de ironia ao metódo em um diálogo de Socrátes com Crátilo. 7 La historia del debate, la interpretación de las soluciones propuestas, son a menudo delicadas: no es seguro, por ejemplo, que Platón, en el Crátilo, sostenga sin ironia la tesis que expone. (Tradução nossa). 36 Sócrates – Talvez seja àquelas coisas que existem necessariamente em virtude de um número, ou não existem de todo, que acontece aquilo que falas, como por exemplo o dez, ou outro número qualquer que prefiras; se se lhe retirar ou acrescentar alguma coisa, tornam-se imediatamente outro. No entanto, relativamente a uma certa qualidade e, de uma maneira geral, às imagens, receiro que a correcção não seja a mesma, mas que, pelo contrário, não deva mostrar completamente aquilo de que é imagem, para poder ser imagem. Mas investiga o que quero dizer. Não é certo que haveria duas coisas, a saber, Crátilo e a imagem de Crátilo, se um deus não se limitasse a representar apenas a tua cor e a tua forma, como os pintores, mas produzisse também todas estas coisas que estão no teu interior, mostrando a mesma suavidade e o mesmo calor, introduzindo nelas o movimento e a alma e a razão, tal como estão em ti e, em suma, todas as coisas que tu és, as dispusesse todas elas ao teu lado? Isso seria Crátilo e uma imagem de Crátilo, ou seriam dois Crátilos? Crátilo – Parece-me que seriam dois Crátilos, ó Sócrates. (PLATÃO 8 , 1988/2001, p.113) Discordando de Crátilo, Sócrates diz: Sócrates – Na verdade, seria risível, ó Crátilo, o efeito que os nomes teriam sobre aquelas coisas de que são nomes, se fossem semelhantes a elas em todos os aspectos. Pois todas as coisas se tornariam duplas e ninguém poderia dizer, acerca de nenhuma delas, se era a própria coisa ou o seu nome. (PLATÃO, 1988/2001, p.113) Ao discordar, no trecho imediatamente acima, de Crátilo, Sócrates põe, em dúvida, a validade da argumentação naturalista. Fica inaugurada, assim, a tradição sobre se a relação nome e coisa é motivada ou não. No tópico 1.3, O Signo Linguístico, voltar-se-á à discussão sobre a relação nome/coisa em sua vertente moderna (significante e significado), que tem, em Saussure, seu grande representante. Coseriu (2004), no que tange à teoria da arbitrariedade do signo linguístico, afirma ser uma tradição, a de considerar o signo como arbitrário, tributária de Aristóteles, que, segundo o linguista, entendia que “o signo funciona não naturalmente, mas πατά συνθήπην “segundo uma instituição”, de acordo com as tradições estabelecidas socialmente”, como se pode ver em De Interpratatione. (COSERIU, 2004, p. 07). A tradição fica, a partir das ideias de Platão e de Aristóteles, bifurcada entre os que 8 No caso de obras antigas e reeditadas, citar-se-á primeiro a data da publicação original (ou a tradução portuguesa mais antiga), separada por barra da data da edição consultada. 37 (...) criam que as palavras significam de modo necessário, por natureza (physei), isto é, refletem, já por sua origem expressiva, já por sua estrutura etimológica, a realidade que nomeiam (Platão, no Crátilo, é seu mais brilhante representante), e os que sustentavam que as palavras significam por convenção (thései), por acordo (omologia) ou por consenso (syndiké) entre os homens (Aristóteles é seu porta-voz) (MOUNIN,1968, p. 99). 9 Tanto Platão quanto Aristóteles, e também seus antecessores, discutiram questões de linguagem não como um fim em si mesmo, mas como meio para as especulações filosóficas, de modo que o fazer linguístico da época estava a estas subordinado. Somente com os estoicos é que “As questões lingüísticas passaram a ser tratadas em obras específicas e de maneira ordenada” (ROBINS, 1983, p. 12). Foram os estoicos, por exemplo, que formalizaram a oposição que existe entre forma e sentido, distinguindo na linguagem o “significante” e o “significado” em termos que surpreendentemente lembram a dicotomia signifiant e signifié de Saussure. Os textos mais importantes são difíceis de interpretar; parece, porém, que o “significado” não é simplesmente a impressão mental, mas alguma coisa que um enunciado produz na mente do ouvinte em virtude do seu conhecimento da linguagem, algo parecido com a união saussuriana do som e do pensamento operada através da langue. (ROBINS, 1983, p. 12). Os estoicos, especificamente sobre a relação nome e coisa, alinhavam-se à tese naturalista. Já Epicuro (341-270) sustentava que as formas das palavras teriam surgido naturalmente, mas que suas modificações se deram por convenção. Bréal, criador do termo Semântica, acreditava que as palavras não diziam nada sobre o objeto designado, e, sim, que elas podiam revelar o modo de pensar de uma sociedade, evidenciando, porque um depósito de informações históricas, os erros, os preconceitos etc. dessa sociedade. Com as próprias palavras de Bréal (1992, p. 124), tem-se: Ela (a linguagem) pode dar-nos apenas o eco de nosso próprio pensamento: registra, fielmente, nossos prejulgamentos e erros. Pode surpreender-nos algumas vezes, como uma criança, pela franqueza de suas respostas ou ingenuidade de suas representações; fornecer-nos preciosas informações históricas de que é a depositária involuntária; mas isso seria antes desconhecer seu caráter que querer tomá-la por instrutor e por mestre. (grifos nossos) 9 creiam que las palabras significan de modo necesario, por naturaleza (physei), es decir, reflejan, ya por su origen expresivo, ya por su estructura etimológica, la realidad que nombran (Platón, en el Crátilo, es su más brillante representante), y los que sostenian que as palabras significan por convencion (thései), por acuerdo (omologia) o por consenso (syndiké) entre los hombres (Aristóteles es su portavoz) (Tradução nossa). 38 No escopo do labor filológico, por seu turno, faz-se uso, para apreensão motivacional de nomes, de um método denominado Palavras e Coisas, que, segundo Iordan (1982, p. 102), assim pode ser aplicado: Suponhamos uma palavra de origem obscura, nome de planta ou de animal, cuja etimologia pretendemos descobrir. Embora conheçamos bem as leis fonéticas da língua e saibamos utilizar todos os instrumentos científicos necessários para essa pesquisa, não conseguiremos descobrir a origem da palavra em questão, sem recorrer às informações fornecidas pela botânica ou zoologia. Muitos nomes de plantas e animais baseiam-se no aspecto exterior dos seres, no seu modo de vida ou nos seus hábitos, de modo que, se nos documentarmos profundamente sobre estas particularidades, poderemos encontrar o ponto de partida da palavra que nos interesse. (grifos nossos) Tal método coaduna-se, assim como o Onomasiológico mais à frente, a uma perspectiva toponímica, pois admite, a priori, ser necessário, para o conhecimento etimológico de determinada palavra, o auxílio de áreas outras (botânica e zoologia) e auxílio do mundo circundante ou do extracódigo. Esse rápido escorço, dentre outras possibilidades, pode evidenciar a preocupação da humanidade em tentar compreender, desde há muito, o ato de nomear, condição sine qua non para o homem estar no mundo. Não é sem razão que, para os Katukina, povo indígena dividido em dois grupos locais, na área indígena do rio Gregório, e na área indígena do rio Campinas, no Estado do Acre, (...) não ter nome algum deixa o corpo frágil, vulnerável às doenças, à feitiçaria e, conseqüentemente, à morte. Isto ajuda a explicar porque algumas crianças recém-nascidas são rapidamente nomeadas, enquanto outras permanecem até dois anos de idade sem que qualquer nome lhes seja atribuído. As últimas são filhos indesejáveis e atualmente, quando o infanticídio não é mais praticado, a não atribuição de um nome se torna uma forma de expô-los indiretamente à morte. Um garoto cego permaneceu mais de dois anos sem portar qualquer nome e várias pessoas me disseram que seria preferível que ele morresse, uma vez que precisaria por toda a vida de ajuda para se locomover, comer e jamais poderia trabalhar, exigindo assim completa dedicação de sua mãe. Por outro lado, as crianças desejadas e que nasceram de um parto difícil tinham imediatamente um nome escolhido. 10 10 LIMA, Edilene Coffaci de. A onomástica katukina é pano?. Rev. Antropol. [online]. 1997, vol.40, n.2, pp. 07- 30. ISSN 0034-7701. doi: 10.1590/S0034-77011997000200001. 39 Um estudo como este passa, pelo que já se pôde depreender, pela aproximação de diversas perspectivas, o que, per se, caracteriza a natureza interdisciplinar da área. Assim sendo, faz-se oportuna a incursão pelas disciplinas-núcleo (Onomástica e Toponímia), a fim de aclarar-lhes os conceitos e de rastrear-lhes, rapidamente, a história. Isto feito, o diálogo com as áreas fora do escopo da linguagem, crê-se, será mais produtivo e coerente. 1.1 A Onomástica Feitas essas observações iniciais sobre o ato de nomear, passa-se, primeiramente, a apresentar a definição de Onomástica em algumas obras lexicográficas e em outras fontes especializadas que apresentem tal definição. A palavra onomástico, segundo Cunha (2001, p. 561), provém de um étimo francês intermediário, onomastique, datado do começo século XIX, o qual, de acordo com o Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa, doravante DeHlp, vem do substantivo grego onomastikós,ê,ón e refere-se àquele que é ‘hábil em denominar’. No DeHlp, há duas acepções, para o verbete Onomástica, que interessam a este estudo: 2 Rubrica: linguística. estudo linguístico dos nomes próprios; onomástico, onomatologia [Compreende várias subdivisões, como a antroponímia, a astronímia, a mitonímia, a toponímia etc.] 2.1 Rubrica: lexicologia. parte da lexicologia que trata dos nomes próprios. Em Seabra (2004, p. 36), têm-se as duas acepções encontradas no DeHlp mais bem explicitadas tanto quanto à filiação como à subdivisão. Veja-se, pois: A Onomástica se integra à lexicologia, caracterizando-se como a ciência da linguagem que possui duas áreas de estudo: a Antroponímia e a Toponímia – ambas se constituem de elementos lingüísticos que conservam antigos estágios denominativos. A primeira tem como objeto de estudo os nomes próprios individuais, os nomes parentais ou sobrenomes e as alcunhas ou apelidos. Adiante, ainda com Seabra (op. cit), tem-se a definição da segunda subdivisão, a Toponímia: 40 Já a Toponímia se integra à Onomástica como disciplina que investiga o léxico toponímico, através do estudo da motivação dos nomes próprios de lugares. Constitui-se de enunciados lingüísticos, formados por um universo transparente significante que reflete aspectos culturais de um núcleo humano existente ou preexistente. No Dicionário de Linguística, de Dubois et alii, há um verbete para Onomástica, a qual é entendida como “o ramo da lexicologia que estuda a origem dos nomes próprios. Divide-se, às vezes, esse estudo em antroponímia (que diz respeito aos nomes próprios de pessoas) e toponímia (que diz respeito aos nomes de lugar)”. (DUBOIS ET ALII, 1998, p. 441). (grifos nossos) Parece claro, então, a partir da análise das definições, que há duas subdivisões, no bojo da Onomástica, para o estudo dos Nomes Próprios: os de pessoa (Antroponímia) e os de lugar (Toponímia). Isso não deve significar, no entanto, que se trata de subáreas estanques entre si. O que há, na verdade, é uma relação de intersecção entre as duas, haja vista a palavra, quando em uso onomástico (onoma), passar por um processo que lhe reveste, ao fim, de caráter denominativo, ou ainda: (...) a palavra se desloca do sistema lexical para o sistema onomástico, transcodificando-se, ou seja, do plano onomasiológico da língua (da designação) se integra ao plano semasiológico (da significação). Na construção do processo denominativo, a palavra incorpora o conceito dessa operação mental, cristalizando o nome e, assim, possibilitando a sua transmissão às gerações seguintes (SEABRA, 2004, p. 38). A relação de intersecção, acima referida, pode ser ilustrada com a figura abaixo, extraída de Dick (1999, p. 145): 41 Figura 1: Onomástica T∩A T= Toponímia A= Antroponímia T∩A= Intersecção No escopo da Toponímia, há um percurso gerador do Topônimo e tal percurso compreende inicialmente, segundo Carvalhinhos (2002/2003), a lexia virtual, porque antes do momento da enunciação, e, em seguida, o lexema e o termo (Topônimo), este, o momento final da configuração do Sintagma Toponímico, o qual é composto por um termo genérico (o acidente físico ou humano) e o termo específico (o Topônimo em si). Partindo-se, no entanto, do entendimento de que lexema designa, consoante entendimento de Biderman (2001), uma unidade léxica abstrata, portanto, esta forma, sim, uma forma virtual, a qual é manifesta, como lexia, no discurso, pode-se invocar, mais adiante, uma alteração no emprego dos termos utilizados por Carvalhinhos. Antes, à guisa de ilustração, faz-se oportuno aclarar um pouco mais, ainda com Biderman, o que de fato se entende, aqui, por lexema e lexia: 1) lexema CANTAR (grafado em maiúscula pela autora, que segue Matthews e Lyons), haja vista ser uma unidade léxica abstrata/virtual e 2) lexias cantei, cantavam, cantas, cantando etc., porquanto são formas materializadas no discurso. Ao se discutir o esquema abaixo, far-se-á, segundo a definição de lexema e lexia aqui adotada, uma ligeira alteração nos termos empregados por Carvalhinhos. 42 Ainda sobre esse percurso, é interessante observar o seguinte esquema proposto por Carvalhinhos 11 . Figura 2: Transformação de um lexema em lexia e em Topônimo Fonte: Carvalhinhos (2002/2003, p. 174) Discutindo um pouco o esquema acima, pode-se dizer que inicialmente há um lexema (água em linhas paralelas) possível no eixo paradigmático (abstrato/virtual, portanto), o qual se atualiza, sintagmaticamente (linhas horizontais), em lexia, a qual, em uso descritivo- objetivo (os nomes espontâneos, por exemplo), passa, pela força da repetição, a um uso referencial-denominativo, ou seja, a Topônimo. Ressalte-se, no entanto, ainda, que tal esquema parece abarcar tão-somente os casos em que o denominador parte, para a nomeação, de um elemento de Natureza Física, porque mais descritivo (rio, lago, montanha, serra etc.), do que se comparado a acidentes humanos, para os quais, sobretudo para os casos de homenagem, não parece ser condição sine qua non a repetição. Eis, nessa configuração toponímica, um dado importante: mesmo tendo desaparecido o fato social ou ambiental que motivara a nomeação, ou mesmo a própria língua, mesmo assim, é possível, por meio de um criterioso trabalho etimológico, resgatar 11 CARVALHINHOS, Patrícia de Jesus. Onomástica e lexicologia: o léxico toponímico como catalisador e fundo de memória. Estudo de caso: os Socios de Aveiro (Portugal). REVISTA USP, São Paulo, n. 56, p. 172- 179, dezembro/fevereiro 2002-2003. 43 significados que se opacificaram com o tempo, mas que podem, mormente se cotejados juntamente com informações extralinguísticas, ser desnudados com relativa segurança. Cumpre mencionar, por fim, o método onomasiológico, porque também afim à Ciência Onomástica e à prática toponímica. Para isso, recorre-se a Basseto (2001, p. 76) que, em seus Elementos de Filologia Românica, define-o como o estudo das denominações e que tem, como finalidade: (...) investigar os vários nomes atribuídos a um objeto, animal, planta, conceito etc., individualmente ou em grupo, dentro de um ou vários domínios linguísticos. Seus objetivos são, portanto, semânticos e lexicológicos, buscando descobrir os aspectos vivos e as forças criadoras da linguagem. (grifos nossos) A fim de evidenciar a pertinência de tal método, Basseto (2001, p. 77) segue afirmando que: O método onomasiológico permite ver a cultura do povo cuja língua se estuda, costumes, instrumental, crenças e crendices, moradia, enfim, sua mundividência. Permite sentir a linguagem viva, traduzindo a vivência cultural do povo. Assim, o lagarto, por exemplo, é considerado amigo do homem e seu vigia, despertando-o na eminência duma picada de cobra; essa crença, encontrada na Itália, Récia e França, transparece nas designações do lagarto: sic. guardal-omu, rét. warthaomu, eng. salvaón (vardá ou salva, “salvar”, + om, “homem”), lomb. salvacrisiàn (cristiàn, “homem”), fr. Dial. éveillete (“que acorda”). (grifos nossos) Com essa rápida discussão, passa-se, de agora em diante, a discorrer, sucintamente, sobre o surgimento da Toponímia e sobre sua história, o que se fará no tópico seguinte. 1.2 A Toponímia Da subdivisão da Onomástica, tem-se, como já se teve a oportunidade de mencionar, a subárea Toponímia. Cunha (2001, p. 776) entende que o vocábulo Toponímia também provém de um étimo francês intermediário, toponymie, já da segunda metade século XIX, oriundo, por sua vez, do grego topo, de topos ‘lugar’ e onoma ‘nome’. Vê-se, pois, que a datação e a análise etimológica dos termos (étimo francês intermediário, onomastique, do começo século XIX, e étimo francês intermediário, 44 toponymie, da segunda metade século XIX) sugerem que tanto a Onomástica quanto a Toponímia tenham, de fato, florescido na França, haja vista a larga aplicação dos étimos intermediários, a partir dos Dezenove, no âmbito da linguagem erudita, no referido país. Não sem motivo, os estudos pioneiros de Auguste Longnon começam, como disciplina, na École Pratique des Hautes-Études e, no colégio de França, a partir de 1878, culminando com a publicação póstuma, em 1912, de Les noms de lieux de La France. Aos seus estudos seguem-se os do também francês Albert Dauzat, a partir de 1922, que, em 1928, publica Les noms de lieux. Não se pode, mesmo nos dias atuais, ignorar as diretrizes estabelecidas por Dauzat para uma pesquisa toponímica. Sobre isso, Carvalhinhos 12 afirma que o estudioso francês (...) legou-nos lições preciosas, assim como outros autores clássicos. Entre elas, deixa claro que não basta analisar uma forma sincronicamente, mas é importante sua análise diacrônica a fim de reconstituir toda a cadeia etimológica, da forma atual até a forma histórica mais antiga – processo pelo qual, além dos elementos intra-código, são contemplados os extra- código. (grifo nosso) Ressaltando ainda mais a lição de Dauzat quanto à importância dos elementos extralinguísticos, tem-se que: A toponímia, conjugada com a história, indica ou precisa os movimentos iniciais dos povos, as migrações, as áreas de colonização, as regiões nas quais um determinado grupo linguístico deixou suas marcas. (DAUZAT, 1939, p.07) 13 Os estudos franceses, sem dúvida, impulsionaram, mais hodiernamente, o surgimento de abordagens toponímicas para além da Europa, chegando aos Estados Unidos, ao Canadá, e a outras partes do mundo 14 , onde se vê uma maciça produção científica na área. Nos Estados Unidos, por exemplo, emerge, nos fins da década de 50 e início da de 60, a figura de George Stewart, o qual propõe a seguinte classificação toponímica: 1) Descriptive 12 CARVALHINHOS, Patrícia de Jesus. Estudos de onomástica em língua portuguesa no Brasil: perspectivas para inserção mundial. Disponível em: http://www.fflch.usp.br/dlcv/lport/pdf/slp14/01.pdf. Acesso em 20 de abril de 2011. 13 La toponymie, conjuguée avec l’histoire, indique ou précise les mouvements anciens des peuples, les migrations, les aires de colonisation,les régions où tel groupe linguistique a laissé ses traces. (Tradução Nossa) 14 Para um histórico mais aprofundado da Toponímia no Mundo e no Brasil, ver DICK (1992a) e CARVALHINHOS (op. cit). 45 names; 2) Possessive names; 3) Incident names; 4) Commemmorative names; 5) Euphemistic names; 6) Manufactured names; 7) Shirft names; 8) Folk etymologies e 9) Mistake names. No Canadá, Henri Dorion reúne, em Les noms de lieux et Le contacte les langues (1972), trabalhos da América, Hungria, Romênia, Polônia Rússia, dentre outros. Na Espanha, cumpre citar Ramón Menéndez Pidal, com sua Toponimia Prerromana Hispana. Ainda sobre o caso espanhol, dá prova do adiantado estágio dos estudos toponímicos o lançamento recente (2007) do Atlas Toponimico de España, de Jairo Javier García Sánchez. Em Portugal, merecem destaque, por um lado, José Leite de Vasconcelos e sua Antroponímia Portuguesa, de 1928; e Xavier Fernandes, com seu Topónimos e Gentílicos, de 1941. Interessante reproduzir, no caso deste último autor, o quadro da Onomatologia por ele apresentado. Antes de se fazer isso, faz-se oportuno mencionar a advertência de Fernandes (1941, p. 13): Embora apenas com relativo valor didático e científico, neste quadro se apresentam pela primeira vez agrupadas as mais conhecidas e usadas designações, que semântica e sobretudo morfologicamente estão compreendidas na Onomatologia. Cada designação tem os seus domínios mais ou menos precisos e todas teem como principal valor paralelo, pelo menos, o que resulta do respectivo elemento comum. Assim, pois, é alguma coisa mais do que uma simples lista alfabética de palavras terminadas da mesma forma. (grifos nossos) Ao quadro (o qual fora organizado pelo autor desta pesquisa), pois, vez que, no original, não se tem o que, de fato, se convenciona chamar modernamente de quadro: Quadro 1: Onomatologia ONOMATOLOGIA – NOMES EM GERAL («ónoma-onómatos», nome; «lógos», tratado; sufixo nominal «-ia» Antonímia (emprego ou qualidade de «antónimos» ← grego anti e ónyma, forma eólica por ónoma, nome). Antroponími a (idem, de «antropónimos» ← grego ánthropos, homem). Astronímia (idem, de «astrónimos» ← grego ástron, astro). Axionímia (idem, de «axiónimos» ← grego axía, dignidade). Biblionímia (idem, de «bibliónimos» ← grego biblion, livro). Criptonímia (idem, de «criptónimos» ← grego kryptós, oculto). Crononímia (idem, de «cronónimos» ← grego khrónos, tempo). 46 ONOMATOLOGIA – NOMES EM GERAL («ónoma-onómatos», nome; «lógos», tratado; sufixo nominal «-ia» Eponímia (idem, de «epónimos» ← grego epónymos, que dá seu nome a alguma coisa. Etnonímia (idem, de «etnónimos» ← grego éthnos, povo, raça). Heortonímia (idem, de «heortónimos» ← grego heorté, festa). Heteronímia (idem, de «heterónimos» - não confundir heteronomia, de héteros, outro, e nómos, lei ← grego héteros, outro). Hieronímia (idem, de «hierónimos» ← grego hierós, sagrado). Homonímia (idem, de «homónimos» ← latim homonymu ← grego homónymos, que tem o mesmo nome). Metonímia (idem, de «metónimos» ← latim metonymia ← grego metonymia, mudança de nome). Metonímia (idem, de «mitónimos» ← grego mythos, fábula, mito). Panteonímia (idem, de «panteónimos» - nomes de animais, astros, ventos, etc. ← grego pant-, raiz de pas-pantos, tudo). Paronímia (idem, de «parónimos» ← latim paronyma ← grego parónymos, nomes próximos de outros pelo som). Patronímia (idem, de «patrónimos», o mesmo que patronimicos ← grego patronymikós, do nome do pai). Potamonímia (idem, de «potamónimos» ← grego potamós, rio). Prosonímia (idem, de «prosónimos», agnomes, cognomes, sobrenomes, apelidos – com prefixo pros-, para diante, aqui com o sentido de adjunção). Pseudonímia (idem, de «pseudónimos» ← grego pseudónymos, nome falso). Sinonímia (idem, de «sinónimos» ← latim synonymon ← grego synónymos). Teonímia (idem, de «teónimos», nomes de seres sobrenaturais ← grego théos, deus). Toponímia (idem, de «topónimos», nomes de lugares, terras, regiões, etc. ← grego tópos, lugar). Fonte: Fernandes (1941, p. 13) A reprodução do quadro acima se faz pertinente, afora o fato de ser uma fonte pouco citada, e que talvez já tenha servido de base para outras propostas de classificação, também pelo fato de se poder, mais à frente, discutir termos como hidronímia, Hidrônimo e hidrotopônimo, os quais, no contexto brasileiro, substituíram, consoante o quadro, o termo potamonímia e seus possíveis derivados. Na América do Sul, merecem destaque os estudos de Salazar Quijada, autor de La toponimia em Venezuela. No Chile, pode-se mencionar o livro de Mario Bernales Lillo, En Busca de los Nombres: toponimia indígena e hispânica (2002). Segundo Lillo (APRESENTAÇÃO, 2002, p. 07), o mérito de seu livro reside 47 na visão panorâmica que oferece ao leitor dos apectos mais destacados relativos à criação dos topônimos, à sua classificação, à sua permanência, à sua substituição e desaparecimento, e ao enfoque linguístico assumido nesta oportunidade 15 . No Brasil, parece fora de dúvida que a primeira referência, em termos de estudos toponímicos, é Teodoro Sampaio (1987), com seu clássico O tupi na geografia nacional. Avulta ainda no caso brasileiro a figura de Armando Levy Cardoso, com sua Toponímia Brasílica, de 1961, na qual o autor, como o fará também Drumond (ver abaixo), deixa de se dedicar a Topônimos de origem Tupi para cotejar aqueles de origem não Tupi (bororó, caribe e aruaco), pois, assim, Cardoso (1961, p. 19) impõe a si a tarefa de Estudar e reviver essa quase ignorada toponímia, reminiscência das velhas tribos tapuias, (...), a fim de que se não perdessem, como prevejo para futuro remoto, a denominação e o significado de um grande número de locativos brasileiros, que revelam, na sua tradução, a admirável lucidez de nosso sílvicola nas suas denominações geográficas. (grifo nosso) Além dos dois acima mencionados, cumpre fazer referência a Carlos Drumond, com seu Contribuição do bororo à toponímia brasílica, no qual o autor analisa os nomes dados pelos Bororo a “morros, rios, ancoradouros etc”. A conclusão a que chegou Drumond sobre isso diz respeito ao gênero de vida dos indígenas Bororo (caçadores), pois o “(...) mundo animal, intimamente ligado à sociedade humana, através dos elementos ergológicos e animológicos que compõem o patrimônio cultural deste grupo, está presente na maioria dos topônimos” (DRUMOND, 1965, p. 16). Seguindo os passos de Drumond e avançando, sobretudo no estabelecimento de novas diretrizes teóricas e metodológicas, Dick tem sido, para os pesquisadores brasileiros contemporâneos, a grande referência teórica na área. A importância de Dick (1992a) deve-se, entre outros aspectos, ao fato de ela ter estabelecido uma proposta semântica de classificação em taxes, com a qual: 15 (...) en la visión panonámica que ofrece al lector de los aspectos más destacados relativos a la creación de los topónimos, a su clasificación, a su vigencia, a su sustitución y desaparición, y al enfoque lingüistico assumido en esta oportunidade. (Tradução nossa) 48 Tentou-se, tanto quanto possível, (...), evitar as necessidades de um constante recuo ao passado histórico, para se atingir o alcance do significado do topônimo. Este seria fornecido pela interpretação lingüística de seus elementos formadores, tão somente. Por isso mesmo, todo o processo de pesquisa desenvolve-se em um nível sincrônico de averiguação dos fatos, reservando o levantamento diacrônico dos dados concorrentes para o estudo descritivo das taxes, isoladamente consideradas (DICK, 1992a, p. 26). O cuidado discursivo de Dick, para asseverar a importância da análise linguística (semântica), sinaliza a possibilidade de a classificação taxionômica, por ela estabelecida, bastar-se a si mesma no que tange ao significado do Topônimo. Mesmo assim, pode-se invocar, como se tem feito nos trabalhos toponímicos recentes, recuos mais recorrentes aos dados extracódigo, o que, em si, não invalida a assertiva da autora, nem sua proposta classificatória. Dá prova da relevância acadêmica das propostas teóricas e metodológicas de Dick a menção a algumas produções científicas na área, sobretudo teses e dissertações, ou que por ela foram orientadas, ou que tributárias de suas ideias. Para os dois casos, citem-se apenas algumas: Seabra (2004, UFMG); Santos (2005, USP); Carneiro (2007, USP); Oliveira (2008, USP); Souza (2008, UFMG); Lopes (2008, USP); Fazzio (2008, USP); Mendes (2009, UFMG) e Zamariano (2010, UEL). Feita essa apresentação panorâmica sobre a Onomástica e a Toponímia, passa-se, no tópico 1.3 e 1.5, respectivamente, a discutir o Signo Linguístico e o Sintagma Toponímico, e, entre estes, no tópico 1.4, faz-se um brevíssimo histórico dos Nomes Próprios, em uma perspectiva linguística em sentido lato e stricto. 1.3 O Signo Linguístico Na primeira parte deste estudo, já se fez uma breve retrospectiva sobre como, principalmente na Antiguidade, se entendia a relação palavra e coisa. Nesta parte, dar-se-á maior atenção à época contemporânea, caudatária, em muitos aspectos, dos postulados saussurianos. Parte-se, então, para isso, no que diz respeito à discussão acerca da arbitrariedade do signo linguístico, do Curso de Linguística Geral, doravante Curso, de Ferdinand de Saussure, obra compilada, a partir dos escritos de Saussure em sala de aula, por seus discípulos, Charles Bally e Albert Sechehaye, com colaboração de Albert Riedlinger. 49 Já na primeira parte do Curso, Princípios Gerais, especificamente no capítulo I, Saussure apresenta suas formulações sobre a natureza do signo linguístico, as quais estão sumarizadas abaixo. Alerta o linguista genebrino para a natureza psíquica dos componentes do signo linguístico, bifaciado em um conceito e em uma imagem acústica. Correntemente, no entanto, signo designaria, segundo ele, tão somente a imagem acústica, razão pela qual propõe, para o desfazimento da ambiguidade, “conservar o termo signo para designar o total, e a substituir conceito e imagem acústica, respectivamente por significado e significante”. (SAUSSURE, 1972, p. 81). A partir dessa formulação, advêm dois princípios centrais para Saussure, a saber: 1) a arbitrariedade do signo e 2) caráter linear do significante. Saussure estabelece, pois, o princípio de que a relação significante e significado é arbitrária. Houve e há, mesmo contemporaneamente, quem discordasse/discorde dos postulados de Saussure quanto à arbitrariedade do signo linguístico. Benveniste, por exemplo, dedica, em seus Problemas de linguística geral I, o capítulo 4 (Natureza do signo linguístico), na segunda parte do livro, à discussão sobre motivação/imotivação do signo. O linguista francês revisita o pensamento saussuriano e aponta as incongruências no raciocínio do linguista genebrino. Quanto ao signo linguístico, afirma Benveniste (2005, p. 55) que “Um dos componentes do signo, a imagem acústica, constitui o seu significante; a outra, o conceito, é o seu significado. Entre o significante e o significado, o laço não é arbitrário; pelo contrário, é necessário” (grifos nossos). Entende ele que o significado, por exemplo, da palavra “boi” é, na consciência do usuário da língua, idêntico ao significante boi, como que em uma simbiose em que o significado é a “alma” do significante. Ainda com ele, é possível pensar em arbitrariedade somente na relação de um signo com determinado elemento da realidade. Senão, veja-se: “O que é arbitrário é que um signo, mas não outro, se aplica a determinado elemento da realidade, mas não a outro”. (BENVENISTE, 2005, p. 56) (grifos nossos). Eis, nesta afirmação, a crítica a Saussure, pois, para Benveniste, o linguista suíço “pensa sempre, embora fale de “idéia”, na representação do objeto real e no caráter evidentemente não necessário, imotivado, do elo que une o signo à coisa significada” ((BENVENISTE, 2005, p. 58). (grifos nossos) A Glossemática de Hjelmslev, por sua vez, que toma como mote a Teoria dos Signos de Saussure, por ser este, segundo o linguista dinamarquês, o “único teórico (que) merece ser citado como pioneiro indiscutível” (1975, p. 05), faz uma reformulação do modelo de signo proposto pelo linguista suíço ao incorporar explicitamente a noção de valor ao conceito de signo. 50 Para Hjelmslev, o signo uniria uma forma de expressão a uma forma de conteúdo. Forma corresponderia, na doutrina de Saussure, ao conceito de valor, entendido como um conjunto de diferenças, pelas quais, por exemplo, um fonema como /p/ se opõe, não na totalidade, mas por traços, ao fonema /b/, tendo os dois, em comum, a oclusividade e a bilabialidade, havendo, no entanto, entre eles, diferença quanto ao vozeamento e desvozeamento. A Linguística, para Hjelmslev, seria uma linguística da forma, no sentido de que deveria focar sua atenção tanto na forma da expressão quanto na do conteúdo. Signo, na concepção de Hjelmslev, considerado isoladamente, não tem, pois, significação, ou ainda: Toda significação de signo nasce de um contexto, quer entendamos por isso um contexto de situação ou um contexto explícito, (...). É necessário, assim abster-se de acreditar que um substantivo está mais carregado de sentido do que uma preposição, ou que uma palavra está mais carregada de significação do que um sufixo de derivação ou uma terminação flexional. (HJELMSLEV, 1975, p. 50) Nessa perspectiva, então, o signo deve ser entendido como uma simbiose entre sons e conceitos, a qual é efetivada no ato de linguagem em si. Assim sendo, no ato mesmo de fala, produz-se significação não só a partir de frases e textos, mas também de signos mínimos (morfemas), de modo que se pode concluir que, para Hjelmslev, “qualquer produção humana dotada de sentido é um signo” (FIORIN, 2006, p. 60). Guiraud, ao tratar especificamente dos signos de comunicação, afirma serem eles essencialmente convencionais, haja vista o sentido deles resultar de um acordo entre aqueles que os empregam. Esse caráter convencional não significa propriamente não ter existido associação natural, esta, ou não existiu, ou não é mais percebida. Ao tratar da relação imagem acústica e conceito, Guiraud (1972, p. 22) explica, a partir de processos físico-cognitivos, esse tipo de “associação psíquica bipolar”: A visão ou a lembrança de uma ÁRVORE evoca no espírito do locutor a imagem visual ou conceito (arbor 1); esse conceito evoca por associação a imagem acústica da palavra (árvore); os sons (“árvore”) transportados no ar sob a forma de ondas sonoras vêm atingir o ouvido do ouvinte, e provocam em seu espírito a imagem acústica (árvore), que evoca por associação a imagem conceitual (arbor 2). 51 Mesmo sendo mais rica em detalhes e bem mais refinada, a explicação de Guiraud se alinha, em linhas gerais, a de Benveniste, mas já anuncia um ponto de contraste com a perspectiva de Saussure, o qual tentou, sem muito sucesso, de acordo com Benveniste, retirar o referente (a coisa denominada) de suas formulações. Para Guiraud, “(...) coisa denominada, que, extralingüística ou não, não pode ser ignorada pelo semanticista” (GUIRAUD, 1972, p. 24). A primeira referência que se faz quanto à tentativa de reintroduzir o referente na relação dicotômica de Saussure (significante e significado) é a Odgen e Richards (1923). Para estes, a relação sígnica seria triádica, como se vê infra: Fonte: Blikstein (2003, p. 24) Figura 3: Triângulo de Odgen e Richards Um estudo toponímico não pode prescindir do referente em suas formulações sobre o ato de nomear. O triângulo de Odgen e Richards tem sido revisitado/adotado por linguistas, semiologistas, psicólogos etc. justamente por “reintroduzir” o referente nos estudos semânticos. Há que verificar, no entanto, em que medida essa reintrodução fora efetivamente posta em prática e de que forma os seguidores dessa proposta entenderam-na em suas elucubrações sobre a significação. Blikstein (2003), em ensaio Kaspar Hauser ou a Fabricação da Realidade, tanto historia a tradição tributária de Odgen e Richards, apontando-lhe as incongruências, quanto apresenta, ao fim, seu próprio esquema de fabricação da realidade, construído a partir de um mosaico de contribuições teóricas, que vão de Odgen e Richards a Shaff. Nas linhas que se seguem, sumarizar-se-ão os principais pontos do ensaio de Blikstein. Blikstein toma como mote, para a sua empreitada em busca de um modelo de percepção da realidade, a história verídica de Kaspar Hauser, jovem alemão privado do 52 convívio social até seus 18 anos. O cineasta Werner Werzog lança, em 1974, sobre a vida Kaspar Hauser um filme, cujo título original é Jeder für sich und Gott gegen alle (“Cada um por si e Deus contra todos”). A história desse jovem tem particular interesse para uma discussão sobre a percepção da realidade, ou construção do processo de significação, pois o fato de ele ter sido privado do convívio social e o fato de ter adquirido tardiamente uma língua podem explicar a incapacidade de ele distinguir, por exemplo, realidade de sonho. Isso leva Blikstein a rediscutir a relação entre língua, pensamento, conhecimento e realidade. Para tanto, ele historia uma tradição de filósofos, linguistas (semiologistas, lexicólogos), psicólogos etc. Para o interesse desta pesquisa, que, como já disse, não desconsidera o referente de suas formulações, oportuna se faz a discussão de Blikstein sobre o legado de Odgen e Richards. Estes lançaram mão da figura do referente (a coisa extralinguística), de modo a se chegar à relação triádica representada no triângulo já mencionado, só que, mesmo com essa aparente inovação, que remete, por sua vez, aos estoicos, a Santo Agostinho e aos lógicos de Port Royal, mesmo assim, “a inclusão do referente não implicou a captura da realidade extralingüística” (BLIKSTEIN, 2003, p. 24). Para o linguista brasileiro, o efeito pretendido com a inserção da realidade extralinguística é justamente o contrário do que se poderia imaginar à primeira vista, pois o que se conseguiu, de fato, foi “descartá-la da linguística e da semiologia, afrouxando ou rompendo eventuais e promissores laços entre estas e a psicologia, a antropologia e a teoria do conhecimento” (BLIKSTEIN, op. cit). Analogamente à proposta triádica de Odgen e Richards, segundo Blikstein, Ullman (1964), Baldinger (1970) e Eco (1968) também descartaram o referente em suas abordagens semântico-semiológicas. Ainda com Blikstein, tem-se que todas essas propostas triádicas cometem um equívoco fundamental: (...) o fato de o referente ser extralingüístico não significa que deva ficar fora da lingüística; ele simplesmente está situado atrás ou antes da linguagem, como um evento cognitivo, produto de nossa percepção. Qualquer que seja o nome de tal “produto”, seja referente, objeto mental ou unidade cultural, fica reconhecida a necessidade do recurso a uma dimensão anterior à própria experiência verbal para a detecção da gênese do significado. (BLIKSTEIN, 2003, p. 39) (grifos nossos) Para a compreensão mesma do referente como um evento cognitivo, Blikstein aproveita de todos os teóricos supracitados e de outros (Greimas, Coseriu, Saussure, Chomsky etc.) algumas formulações e ideias para a busca de um modelo de percepção da realidade, no 53 qual o referente seja de fato e de direito considerado nas discussões sobre a significação. Para a efetiva captura do referente, Blikstein, partindo de Odgen e Richards, elabora uma série de propostas parciais (gráficos), as quais culminam na seguinte: Fonte: Blikstein (2003, p. 81) Figura 4: Modelo de Percepção da realidade Em linhas gerais, no esquema acima, Blikstein deixa claro que não é a realidade em si que é percebida, e sim, o referente, e entre este e aquela, há, assim como eles, uma série de elementos pré-verbais (práxis; traços de diferenciação e identificação; traços ideológicos; corredores isotópicos; percepção/cognição/estereótipos) a serem considerados na fabricação da realidade e todo esse percurso revela ao cabo a importância da semiose verbal, pois: (...) embora a significação dos códigos verbais seja tributária, em primeira instância, da semiose não-verbal, é praticamente só por meio desses mesmos códigos verbais que podemos nos conscientizar da significação escondida na dimensão da práxis: anterior à língua, a semiose não-verbal só pode ser explicada pela língua. (BLIKSTEIN, 2003, p. 80) A ideia de eterno retorno à língua, para a compreensão do extralinguístico, reitera, crê- se, a interdependência entre língua, cultura e sociedade, ou, dito de outro modo, afora a 54 primazia exclusivista da semiose língua nos estudos semânticos em geral, advoga-se, com Blikstein, o lugar do extralinguístico nas especulações sobre a significação, como o faz a Toponímia no estudo dos denominativos de lugares, guardadas as devidas proporções entre as formulações próprias à Toponímia e o aparelhamento cognitivo-perceptual de Blikstein. Voltando a Guiraud, tem-se a oportuna distinção entre os termos arbitrário, motivação e convenção. Segundo ele, “Arbitrário se opõe a motivado, e tem, como corolário, convencional, visto que, na ausência de qualquer motivação apenas a convenção fundamenta a significação. Mas convencional não exclui motivado” (GUIRAUD, 1972, p. 28). (grifo nosso) Em essência, pois, o signo linguístico é convencional, mas pode tender ao arbitrário. A ideia de tendência permite o vislumbre do caráter motivacional do signo, haja vista que “(...) todas as palavras são motivadas em seu ponto de partida, e muitas continuam a sê-lo por algum tempo. A motivação constitui portanto um dos caracteres fundamentais do signo lingüístico” (GUIRAUD, 1972, p. 29). (grifo nosso) O caráter motivacional prende-se, então, entre outras razões, à etimologia das palavras, a qual deve fornecer o sentido primeiro, logo motivado. Ocorre, no entanto, que a “motivação deve (...) apagar-se em proveito do sentido, porque, caso contrário, ela se arriscaria a restringi-lo, ou mesmo alterá-lo” (GUIRAUD, 1972, p. 33). Ao atestar o caráter motivacional do signo na perspectiva etimológica, Guiraud abre um terreno fecundo para discussão do Signo Toponímico em uma perspectiva diacrônica, o que por seu turno, está em consonância com a diretriz estabelecida por Dauzat, que alertava para a necessidade de reconstituição de toda uma cadeia etimológica que vai da forma presente à pretérita, processo auxiliado pelo diálogo com as informações extralinguísticas. Não só Guiraud menciona um sentido primeiro, o etimológico, que seria, segundo ele, motivado. Biderman (1998, p. 110) faz referência ao linguista italiano Mario Alinei, o qual, segundo ela, reconhece que: (...) na gênese, a nomeação é motivada; porém, com o passar do tempo e a permanência do signo, a palavra pode tornar-se opaca em sua significação. A elucidação da motivação semântica original dos nomes levaria à descoberta da etimologia da palavra e da história de sua evolução semântica. Cabe, pois, trazer à baila algumas considerações de Alinei (1984) sobre o que ele chama de as duas estruturas do significado. No texto Le due strutture del significato, constante em Lingua e dialetti struttura, storia e geografia, de 1984, o referido estudioso 55 empreende uma interessante abordagem que merece ser aqui recuperada em suas linhas gerais. Já o início do mencionado texto, ele aponta problemas correntes nas definições de significado, o que o faz decidir que Dos três termos usados nas diversas variantes do «triângulo», manteremos então somente signo e referente. O primeiro, de fato, designa o simples veículo linguístico, oral ou escrito, e pode, então, ser verificado mediante a direta observação. O segundo designa «aquilo que vem comunicado», «aquilo a que se refere» e, como Eco corretamente observa, pode também ser ele objeto de observação imediata no ato comunicativo 16 . (ALINEI, 1984, p. 13) Passando em revista especificamente a discussão de Alinei sobre a arbitrariedade do Signo Linguístico, faz-se oportuno reproduzir as próprias palavras do linguista italiano: Com relação ao problema da arbitrariedade do signo, podemos também observar que arbitrária é somente a relação entre modelo e signo, enquanto aquela entre modelo e referente é, por definição, motivada. Como consequência, qualquer significado lexical é contemporaneamente arbitrário e motivado, a causa dessa dupla estrutura imanente ao significado, e por razões de todo independentes da opacidade e transparência do signo 17 .(ALINEI, 1984, p. 19) A partir do estabelecimento dessas duas estruturas imanentes ao significado (arbitrário e motivado), como já anunciado no próprio título do artigo de Alinei, tem-se o seguinte triângulo por ele proposto: 16 Dei ter termini usati nelle diverse varianti de «triangolo» manterremo quindi soltanto segno e referente. Il primo infatti designa il semplice veicolo linguístico, orale o escrito, e può quindi essere verificato mediante la direta osservazione. Il secondo designa «ciò che viene comunicato», «ciò a cui ci si riferisce» e, como Eco correttamente osserva, può anch’esso essere oggetto di osservazione imediata nell’atto comunicativo. (Tradução nossa) 17 Nei riguardi de problema dell’arbitrarietà del segno, possiamo anche osservare che arbitraria è solo la relazione fra campione e segno, mentre quella fra campione e referente è, per definizione, motivata. Di conseguenza, qualunque significato lessicale è contemporaneamente arbitrário e motovado, a causa dela dúplice struttura immanente al significato, e per ragioni del tutto indipendenti dalla opacità e transparenza del segno. (Tradução nossa) 56 Figura 5: Triângulo de Alinei Fonte: Alinei (1984, p. 19) Sendo, pois, motivada, segundo Alinei, a relação entre modelo e referente, tem-se evidenciada a importância deste na discussão sobre o significado e, no caso particular desta pesquisa, aproveita-se tal entendimento como um corolário que deve ser aproveitado nos estudos toponímicos. Invocando, então, esse caráter motivacional, como pedra de toque que diferencia o signo linguístico do toponímico, passa-se à discussão deste. O signo em função onomástica apresentará, então, características que o tornarão peculiar se tomado em relação ao signo linguístico propriamente dito. A primeira delas, como já se anunciou, seria o caráter essencialmente motivado do toponímico, pois este se transforma “(...) no ato de batismo de um lugar, em essencialmente motivado, não sendo exagero afirmar ser essa uma das principais características do topônimo” (DICK, 1990a, p. 38). Esse ato de batismo implica reconhecer dois momentos, um que se refere à intencionalidade do denominador e um à origem semântica da denominação. O primeiro ensejará uma perspectiva diacrônica no labor de um toponimista e o segundo, uma sincrônica, e os dois “irão, realmente, influir na formalização das taxeonomias (sic) dos nomes de lugares” (DICK, 1990a, p. 39). Ao signo toponímico cabe identificar os lugares e indicar precisamente os aspectos físicos e antropoculturais contidos nele. A partir dessas duas funções, a de identificar e a de indicar, tem-se clara “(...) a aproximação do topônimo aos conceitos de ícone ou de símbolo, sugerida pela própria natureza do acidente nomeado” (DICK, 1990a, p. 40). Some-se a isso a significação impressa no Topônimo, a qual, mesmo se obscurecida pela passagem do tempo, pode ser aclarada com a proposta semântica de classificação de Dick. Por fim, pode-se também mencionar, como característica marcante do Topônimo, principalmente quando se 57 têm casos em que a causa motivadora já desaparecera, a fossilização toponímica, consequência da presença/permanência do nome. Pode-se postular, para o interesse desta pesquisa, que, pelo fato de se admitir, em Toponímia, serem “os nomes de cursos d’água e de montanhas e serras (...) os mais primitivos ou as mais antigas denominações dadas pelo grupo” (DICK e SEABRA, 2002, p. 66), muitos desses nomes talvez possam ser, de fato, fósseis, o que só se confirmaria, se, no mínimo, tanto lhes fossem esmiuçadas as modificações fonéticas, quanto fosse feita a comprovação empírica de ainda existir ou não determinado acidente. Mesmo nos casos de esvaziamento dos nomes, em que se considera haver certa distância entre o uso da forma e do local e a época do aparecimento ou de sua criação (do nome), é possível, em uma perspectiva que extrapola a perspectiva sincrônica, logo pancrônica, buscar recuperar uma origem qualquer, com base, como já se disse, em contribuições de diversas áreas, em informações e em dados históricos e culturais diversos. Pela própria configuração do Sintagma Toponímico, faz-se mister discutir, antes e, sucintamente, o estatuto do Nome Próprio no escopo dos estudos de linguagem. 1.4 O Nome Próprio A abordagem sobre os nomes próprios pode ser feita a partir de várias perspectivas, dentre elas, a filosófica, a mítica, a antropológica e a linguística. Interessa a esta pesquisa a última perspectiva em sentido lato e stricto 18 , haja vista o interesse particular deste estudo, a saber, o estudo dos Nomes Próprios de lugares, os Topônimos. Para um aprofundamento sobre a discussão acerca do Nome Próprio nas outras vertentes, remete-se a Zamariano (2010), que fez um estudo pormenorizado dessas várias abordagens. Já no século II a.C., Dionísio, o Trácio, criador da primeira gramática do Ocidente, descreve o ónoma, o qual englobava denominações de seres individuais, de atividades humanas e de objetos. Dionísio reuniu, ao contrário do que fizerem os estoicos, os nomes próprios e comuns em uma única classe, a dos ónoma. Pode-se mencionar também o gramático latino Prisciano, professor de latim em Constantinopla, na segunda metade do século V até o início do século VI. Ressalte-se, no entanto, que as considerações do gramático latino sobre a categoria dos nomes diz respeito a 18 Diz-se em sentido lato, mormente, para Dionísio e Prisciano, por exemplo, e, em sentido stricto, para Bréal e Ullmann, por exemplo. 58 que declinação determinado substantivo deve pertencer de acordo com a terminação do genitivo. Além disso, Prisciano também informa que tipo de palavra pertence a que declinação, baseado no critério morfológico da terminação do nominativo singular aliado ao critério de gênero e ao de origem da palavra, grega ou latina. Além disso, são expostas as terminações dos casos oblíquos que compõem cada paradigma flexional. (GONÇALVES e CONTO, p. 92, 2010) Na Gramática de Port Royal, de Arnauld e Lancelot, de 1660, há também o interesse pela categoria dos nomes, os quais compreenderiam tanto os substantivos quanto os adjetivos. Nesta obra, os autores distinguem os nomes próprios dos comuns, entendendo àqueles como os que “convêm às idéias singulares, como o nome Sócrates, que convém a um certo filósofo chamado Sócrates; o nome Paris, que convém a uma cidade chamada Paris”. (ARNAULD E LANCELOT, 2001, p. 36). Ainda sobre tais nomes, os autores mencionam o fato de um nome próprio poder se referir a várias pessoas, o que, segundo eles, ocorre acidentalmente porque vários adotaram um mesmo nome; é preciso então acrescentar outros nomes que o determinem e lhe restituam a qualidade de nomes próprios, como o nome Luís, que convém a muitos, é próprio do rei que reina hoje, dizendo-se Luís Catorze. Muitas vezes nem é necessário acrescentar nada, porque as circunstâncias do discurso indicam claramente de quem se fala. (ARNAULD E LANCELOT, 2001, p. 36). Já no século XIX, Bréal (1992, p. 126) também trata explicitamente dos nomes próprios, considerando-os, de um ponto de vista semântico, “os substantivos por excelência”, haja vista serem eles “os mais significativos de todos, sendo os mais individuais”. (BRÉAL, p. 126, 1992). Ullmann (1964), por seu turno, estabelece que a diferença entre substantivos comuns e nomes próprios, com base na funcionalidade deles, é a de que estes têm função apenas de identificação e aqueles de significação. Zamariano (2010, p. 73), ao comentar a proposta de ordenação de Kleiber, afirma que este autor “concebe o nome próprio como um nome de objeto que não conota nada e que não implica qualquer atributo pertencente a esses indivíduos. E mais, o nome próprio possui uma determinada estabilidade enquanto outros nomes têm, geralmente, uma significação ocasional”. 59 No escopo da Onomástica, no entanto, a discussão sobre os Nomes Próprios de pessoas (Antropônimos) e os de lugares (Topônimos) deve, necessariamente, sobrelevar, sobretudo no caso dos nomes de lugares, o papel do referente, o qual é de assaz importância no ato de batismo dos Topônimos, haja vista que, principalmente nos casos em que a nomeação se pauta em um critério descritivo-objetivo, como quando se atribuem aos elementos geográficos características que ressaltem suas formas, cores, por exemplo, se configura um estatuto diferenciado ao Nome Próprio de lugar, qual seja, o de essencialmente motivado, como já se mencionou. Adverte-se, por fim, que a discussão acerca dos Nomes Próprios de lugares deve requerer, mesmo no escopo da Toponímia, que se sistematizem e discutam os casos em que são alçadas à categoria de Topônimos categorias gramaticais como a dos adjetivos, por exemplo, mas não só. Algo nesse sentido foi buscado quando, no tópico 1.6, Adjetivos em função toponímica: proposta de ampliação taxionômica, se discutiu o estatuto dessa categoria com base na noção de toponimização. Outra possibilidade de entender os Nomes Próprios em suas nuances semânticas pode ser buscada a partir da correlação com papéis semânticos, que também se fez, neste estudo, quando da análise da estrutura do Sintagma Toponímico preposicionado (DE). Muito há, pois, que se fazer para que sejam assentadas as bases teóricas que possibilitem uma discussão científica, cada vez mais sólida, sobre os Nomes Próprios de lugares, objeto de estudo da Toponímia. No tópico seguinte deste capítulo, serão discutidas questões sobre o Sintagma Toponímico. 1.5 O Sintagma Toponímico Tratando da estrutura do Sintagma Toponímico, pode-se mencionar, inicialmente, e, de forma esquemática, o funcionamento do termo genérico como Topônimo, como se vê a seguir: 60 Fonte: Dick (1992a, p. 11) (esquematizado pelo autor desta pesquisa) Figura 6: Termo genérico funcionando como Topônimo Quanto à estrutura do Topônimo em particular (termo específico, linhas pontilhadas abaixo), podem-se destacar as seguintes formações, assim esquematizadas: Fonte: Dick (1992a, p. 14) (esquematizado pelo autor desta pesquisa) Figura 7: Sintagma Toponímico Simples e Composto ESTRUTURA DO SINTAGMA TOPONÍMICO (Termo genérico = Topônimo) Termo Genérico s/qualif. Termo Genérico c/qualif. Tunã (água ou rio) Penecurú (água fria) ESTRUTURA DO SINTAGMA TOPONÍMICO SIMPLES E COMPOSTO TOPÔNIMO SIMPLES Termo Genérico Termo Específico (Topônimo) + TOPÔNIMO COMPOSTO Termo Genérico Termo Específico (Topônimo) Cachoeira Alminhas (c/ ou s/ afixos) Cachoeira Maravilhas dos Macacos 61 Tomando como ponto de partida, ainda, a estrutura do Sintagma Toponímico, acima esquematizada, é possível, a partir de agora, proceder a considerações sobre o papel dos adjetivos em função toponímica. Além disso, e, com o intuito de contribuir com a proposta taxionômica de Dick, propor-se-ão tanto uma ampliação na classificação dos Hidrotopônimos quanto uma revisão da taxe dos Cronotopônimos e Numerotopônimos, o que se fará a seguir. 1.6 Adjetivos em função toponímica: proposta de ampliação taxionômica Um ponto de peculiar interesse para a discussão do Sintagma Toponímico diz respeito ao papel desempenhado pelos adjetivos quando na função de Topônimo (termo específico). Os adjetivos, como classe geral, “são usados para atribuir uma propriedade singular a uma categoria (que já é um conjunto de propriedades) denominada por um substantivo”. (NEVES, 2000, p. 173). As formas de atribuição, ainda com a mesma autora, se dão por qualificação ou subcategorização. Na proposta de subclasses dos adjetivos, Neves (2000, pp. 184 e 185), ao tratar dos adjetivos qualificadores, refere que esses adjetivos “indicam, para o substantivo que acompanham, uma propriedade que não necessariamente compõe o feixe das propriedades que o definem. Diz-se que esses adjetivos qualificam o substantivo, o que pode implicar uma característica mais, ou menos, subjetiva, mas sempre revestida de certa vaguidade”. Outra subclasse é a dos classificadores e, neste caso, os adjetivos “colocam o substantivo que acompanham em uma subclasse, trazendo em si uma indicação objetiva sobre essa subclasse” (NEVES, 2000, p. 186). Dick (1992a, p. 49), ao tratar da heterogeneidade dos motivos designativos, diz sobre eles que: (...) uns surgem com maior insistência ou freqüência que outros e que alguns mecanismos de nomeação são bem mais comuns em determinados estágios ou períodos da vida coletiva, como é o caso dos nomes descritivos, que retratam o lugar em si, pelas próprias dimensões caracterizadoras. Por isso mesmo há um consenso unânime entre os toponimistas de pesquisar as origens da denominação em duas fontes principais, uma, reputada ou popular, sem uma autoria identificável à primeira vista, porque nascida no seio da população e não individualizada (...). 62 Tais nomes descritivos podem ser exemplificados justamente pela presença de adjetivos qualificadores, como no caso das denominações dos cursos d’água. A esse respeito, Dick (1992a, p. 50) diz que: (...) o elemento mais freqüente nas denominações dos cursos d’água, em diversas línguas, tem, como denominador básico, a forma lingüística correspondente a rio, lago, córrego, ou água, simplesmente ou acompanhada de uma indicação atributiva de cor, volume, natureza da corrente etc. Esse acompanhamento de indicação atributiva (adjetivos qualificadores, de Neves) de cor, volume, natureza da corrente etc., no caso específico dos cursos d’água, posto serem nomes descritivos, pode ser entendido como um significativo realce dessas características marcantes ao denominador quando do ato de batismo de determinado elemento geográfico. Dauzat refere, abaixo, dentre outras coisas, o emprego de adjetivos em função substantivada, como no caso de 1 a 10 a seguir: Os sistemas de designações dos nomes de rios não variam muito. O mais simples consiste em chamar “o rio”, muito curto, ou a água, a água corrente – cada um desses nomes era o rio por excelência para seus ribeirinhos, que não experimentam a necessidade de explicar. Estes nomes foram cristalizados mais facilmente que as mudanças na língua, pois estas foram mais numerosas sobre o território dado. O nome mais genérico pode ser acompanhado de um epíteto que o complementa. Enfim, o adjetivo, substantivado, é empregado isoladamente por formação metafórica. O apelativo evoca geralmente uma qualidade física (cor ou temperatura da água, rapidez da corrente, etc.); tinha frequentemente um valor místico, os rios eram divinizados. (DAUZAT, 1939, p. 195)19 Pela própria organização textual com que Dick apresenta os elementos atributivos de cor, de volume etc. (e porque não dizer de salinidade, da condição térmica etc., elementos recorrentes no corpus desta pesquisa) e também com base na citação de Dauzat, imediatamente acima, parece lícito afirmar que, para estes casos e afins, a atribuição mesma evidencia sobremaneira uma característica peculiar do elemento “água”, de modo que se advoga que a classificação mais pertinente seja a de enquadrar os Topônimos (Hidrônimos), 19Les systèmes de désignation de la rivière n'ont guère varié. Le plus simple consiste à l’appeler « la rivière » tout court, ou l’eau, l’eau courante, - chacune d’elles étant la rivière par excellence pour ses riverains, qui n’éprouvent pas souvent le besoin de préciser. Ces noms se sont autrefois cristallisés d’autant plus facilement que les changements de langues ont été plus nombreux sur une territoire donné. – Le nom générique peut être accompagné d’une épithète qui le précise. Enfin l’adjectif, substantivé, est employé isolément par formation métaphorique. L’appellatif évoque généralement une qualité physique (couleur ou température de l’eau, rapidité du courant, etc.) ; il avait souvent autrefois une valeur mystique, les rivières étant divinisées. (Tradução Nossa). 63 com essa estrutura sintagmática e com esses atributivos, na classe dos Hidrotopônimos, como se vê abaixo, com exemplos retirados do corpus desta pesquisa: 1) Lagoa Vermelha (cor) 2) Riacho Vermelho (cor) 3) Lagoa Seca (volume) 4) Riacho Seco (volume) 5) Riacho Salgado (salinidade da água) 6) Córrego Salobro (salinidade da água) 7) Riacho Fresco (condição térmica da água) 8) Riacho Frio (condição térmica da água) 9) Rio Corrente (natureza da corrente) 10) Lagoa Suja (aspecto da água) Os sintagmas toponímicos de 1 a 10 serão, pois, aqui classificados, como Hidrotopônimos, haja vista cor, volume, salinidade, condição térmica, natureza da corrente e aspecto referirem-se propriamente ao elemento água. Algo diferente, no entanto, parece ocorrer com os casos abaixo, os quais, mesmo apresentando um adjetivo qualificador, como termo específico, não parecem se referir a características específicas do elemento água, como nos exemplos supracitados: 11) Lagoa Feia 12) Lagoa Falsa Observe-se que 11 e 12 não se referem propriamente, ou pelo menos não de modo evidente como nos exemplos de 1 a 10, a características peculiares da água. No caso de 11 e 12, parece mais evidente o estado anímico do denominador, motivado possivelmente por outras características do entorno, e não somente motivado por alguma característica peculiar à água da lagoa, riacho, córrego etc.. O que se quer dizer, então, é que, para os exemplos de 1 a 10, parece sobressaltar um caráter descritivo-objetivo mais marcante no ato de nomeação do que nos exemplos 11 e 12, nos quais que se acentua mais fortemente um caráter descritivo- subjetivo no ato de nomeação. 64 Dick (1992a, p. 27), quando da ampliação de sua proposta classificatória, adverte quanto às taxes primitivas propostas: Realmente, era tarefa difícil abranger, de plano, nas taxes primitivas, todas as possibilidades contidas na nomenclatura geográfica. Muitas, seguramente, como foi dito, estariam fora do ordenamento, enquanto que outras necessitavam de uma melhor reformulação, no sentido de serem isoladas algumas partes do restante do item em apreço, desde que integravam o todo, indistintamente, muitas vezes sem uma pertinência adequada. Com base na advertência de Dick, vislumbra-se a possibilidade de se propor reformulações outras à classificação em taxes da autora, e uma delas pode se referir especificamente ao papel dos adjetivos quando em função toponímica (termo específico), pois, há casos (1 a 10) que, não raro, causam impasse quando da classificação exata em determinada taxe ou mesmo ficam sem classificação. A proposta ampliação da taxe dos hidrotopônimos feita neste estudo precisa, obviamente, ser posta em confronto com os casos em que figuram adjetivos com papéis análogos nas outras taxes. Não fora possível, no limite de tempo da pesquisa, estender o raciocínio aplicado à taxe dos hidrotopônimos para as demais. Além desta advertência, cumpre, rapidamente, mencionar algumas propostas de ampliação ou criação de taxes a partir do modelo de Dick (1992a). Tais propostas são de pesquisadores brasileiros20 (não se ignoram as propostas de autores fora do Brasil, mas o intuito, aqui, não é o de sumarizar as várias propostas existentes, e, sim, o de mencionar algumas que, como a que aqui se propõe, são também propostas de ampliação, como a de Isquerdo (1996) e de Lima (1997)). Isquerdo (1996), por exemplo, propõe a seguinte ampliação para a taxe dos animotopônimos: Animotopônimos eufóricos (marca, grosso modo, uma impressão agradável); Animotopônimos disfóricos (marca, grosso modo, uma impressão desagradável). Lima (1997), por seu turno, propõe a seguinte ampliação para a taxe dos hagiotopônimos: 20 Tais propostas não foram utilizadas nos quadros de classificação, uma vez que o conhecimento delas se deu posteriormente à efetiva classificação. 65 Hagiotopônimos autênticos (nomes de inspiração religiosa); Hagiotopônimos aparentes (nomes de inspiração política). Francisquini (1998), diferentemente dos dois acima citados, não propõe subdivisões e, sim, taxes outras, as quais são: Acronimotopônimos (topônimos formados por siglas); Estamatotopônimos (topônimos relacionados aos sentidos); Grafematopônimos (topônimos formados por letras do alfabeto); Higietopônimos (topônimos relativos à saúde, à higiene, ao estado de bem estar físico); Necrotopônimos (topônimos relativos ao que é ou está morto, a restos mortais). Voltando ao caso dos adjetivos, crê-se, pelo que se expôs, que casos idênticos ou análogos aos exemplos de 1 a 10 podem ser classificados na classe geral dos Hidrotopônimos e nas suas subtaxes, propostas a seguir, o que visa a uma tentativa de maior coerência interna de classificação. Dito de outro modo, os adjetivos, quando qualificadores de elemento geográfico (rio, lago, lago, córrego, brejo etc.), e, quando expressarem claramente os atributivos de cor, de volume, de natureza da corrente, de salinidade, da condição térmica, de escassez, aspecto da água etc., podem ser classificados como Hidrotopônimos e suas respectivas subtaxes, resultantes dos atributivos anteriormente mencionados. Assim sendo, segue abaixo uma proposta de subtaxes para a taxe geral dos Hidropotônimos: 1. Hidro A taxe geral dos Hidrotopônimos compreenderia os casos já arrolados por Dick (1990a, pp. 245 a 252) 21 : 21 A esta lista acrescente-se, para os fins desta pesquisa, o termo Brejo, pelo que já se pode argumentar em momento oportuno. Nem todos estes termos arrolados por Dick deverão ser, obrigatoriamente, classificados como Hidrotopônimos, haja vista a significação regional de alguns deles. 66 Corridinha; Corredeira; Correnteza; Pararaca; Bariri; Cachoeira; Carreira; Corredeira; Corrente; Correnteza; Corrida; Caldeirão; Remanso; Cascata; Queda; Salto; Cabeceira; Nascente; Foz; Canal; Furado; Furo; Estirão; Corixas; Sangradouros; Sangas ;Fonte; Olho d’água; Lago; Lagoa; Laguna; Água. 1.1 Hidro-cromo22-topônimo (doravante, Hidro-cromo) Esta taxe compreenderia os casos em que se ressaltam características cromáticas da água. Ex.: Riacho Vermelho (do corpus desta pesquisa) 1.2 Hidro-hiper23-topônimo (doravante, Hidro-hiper) Esta taxe compreenderia os casos em que se ressaltam ou o volume excessivo ou a força da correnteza das águas. Ex.: não encontrado no corpus desta pesquisa (Um exemplo possível, e de próprio punho do autor desta pesquisa, seria Lagoa Cheia) 1.3 Hidro-hipo24-topônimo (doravante, Hidro-hipo) Esta taxe compreenderia os casos em que se ressaltam o volume insuficiente ou precário das águas. Ex: Riacho Seco (do corpus desta pesquisa) 1.4 Hidro-termo25-topônimo (doravante, Hidro-termo) Esta taxe compreenderia os casos em que se ressaltam características térmicas da água. Ex.:Riacho Frio (do corpus desta pesquisa) 1.5 Hidro-halo26-topônimo (doravante, Hidro-halo) Esta taxe compreenderia os casos em que se ressaltam características concernentes à salinidade da água. Os casos que aqui se enquadram seguem a estrutura (elemento geográfico + Adjetivo em função toponímica (Topônimo)). As estruturas (elemento 22 Partiu-se da forma grega khrôma,atos 'cor' (DeHlp). 23 Partiu-se do adv.prep.grego hupér 'acima; sobre; por cima, muito’(DeHlp). 24 Partiu-se do adv.prep.grego hupó 'sob, debaixo de, embaixo'(DeHlp). 25 Partiu-se do gr. thermós,ê,ón 'quente, ardente'(DeHlp). 26 Partiu-se do grego hal(i/o)- ‘sal’(DeHlp). 67 geográfico + Prep. DE + Topônimo) (Riacho do Salgado) não serão classificadas nesta categoria. Ex.: Riacho Salgado (do corpus desta pesquisa) 1.6 Hidro-aspecto27-topônimo (doravante, Hidro-aspecto) Esta taxe compreenderia os casos em que se ressaltam características concernentes ao aspecto da água. Ex.: Lagoa Suja (do corpus desta pesquisa) Uma observação a ser feita, no que tange às subtaxes propostas para a taxe geral dos Hidrotopônimos, diz respeito ao conceito de Toponimização, que pode ser entendido, de acordo com Dick (2007, p. 463), como o “emprego do designativo do acidente em função denominativa, como se fosse um nome”. Ainda com a mesma autora, é possível perceber, em texto anterior, o uso da nomenclatura Toponimizados, quando da discussão sobre “os acidentes fluviais que surgem nos cursos de um rio” (DICK, 1990a, p. 245). Levando-se em conta a primeira citação deste parágrafo, mormente o trecho “como se fosse um nome”, sugere-se, especificamente para os casos dos adjetivos atributivos de cor, volume, salinidade e condição térmica da água etc., a seguinte leitura: tais adjetivos passariam a funcionar como se fossem nomes, ou ainda, estariam em um continuum que iria de nomes já definitivamente toponimizados e aqueles em estariam em vias de toponimizar-se, por isso mesmo, em toponimização. Pode-se argumentar a favor da ideia de continuum a partir da observação seguinte: a) Nomes já toponimizados ou os topônimos propriamente ditos em relação a nomes em toponimização parecem experimentar estatuto diferenciado quanto à autonomia no Sintagma Toponímico, senão, vejam-se os casos: a.1) Rio Negro (Dick (1990)) a.2) Rio Parnaíba (do corpus desta pesquisa) 27 Partiu-se da forma latina lat. a(d)spectus,us 'o olhar, aparência, forma'(DeHlp). A forma grega correspondente (apopsi) não foi selecionada simplesmente por não possibilitar paralelismo com a maioria das outras formas propostas (com tem em –o) 68 a.3) Rio Corrente (do corpus desta pesquisa) Em a.1 e a.2, parece ser possível a autonomia do Topônimo, vez que, para estes casos, o Negro 28 e o Parnaíba seriam, respectivamente, respostas possíveis para perguntas como: qual um dos principais rios do Estado do Amazonas? e qual o principal rio do Estado do Piauí? para estas perguntas, não é forçoso imaginar as respostas apontadas. O mesmo talvez não se possa dizer de a.3, para o qual não se vislumbra, com a mesma propriedade, a possibilidade de funcionar como resposta às perguntas do tipo das acima mencionadas. Em igual situação, estariam: Riacho Vermelho, Lagoa Seca, Riacho Seco, Riacho Salgado e afins. A possibilidade de se ter o Parnaíba, como resposta, tem a ver com a própria natureza morfológica, ou seja, os substantivos apresentam maior autonomia, o que se pode corroborar, ainda com exemplos do Piauí, com os nomes dos seguintes rios: Poti, Uruçui e Gurgueia, todos com a mesma autonomia sintagmática. Naqueles em que se têm, por seu turno, adjetivos (em função toponímica, ou, em toponimização), a tendência parece ser a de menor autonomia. Em suma, a ideia de continuum de toponimização, mormente para os atributivos já mencionados, tanto corrobora o papel do adjetivo em função toponímica, ou, em toponimização em muitos casos, quanto possibilita, no caso dos Hidrônimos com os atributivos aqui elencados, classificá-los não como Cromotopônimos (Rio Negro, posto o adjetivo já está toponimizado) e sim como Hidro-cromo-topônimo (Lagoa Vermelha, donde o adjetivo está em toponimização). Deve ficar claro, no entanto, que a presença de adjetivo qualificador não implicará tratar-se necessariamente de um Hidrotopônimo, haja vista ter de existir, além da presença do formal do adjetivo, os atributivos mencionados, que evidenciam algum traço próprio ao Hidrônimo. Nos exemplos 13 a 16, mesmo com a presença de adjetivos qualificadores, pode-se perceber que a relação de atribuição é de outra ordem, pois, nestes casos, o que está em questão não é se a água da lagoa, do rio, do lago etc. é grande ou funda. O que estão em jogo 28 Dick (1990a, p. 199) parece, com a seguinte passagem, confirmar a autonomia sintagamática de Rio Negro: “Idêntica função catalizadora é atribuída também a outros cursos como o rio Tocantins, o Negro, o Tietê, o Paraná, o Prata, os quais, a pouco e pouco, tornavam conhecidos os extremos do território, assegurando, dessa forma, os limites fronteiriços, dilatados à medida que prosperava a ação expansioniosta”. O fato de Dick listar o Negro como um elemento autônomo não significa, obviamente, que tal autonomia seja consensual. 69 são as dimensões físicas desses elementos geográficos, de modo que parece ser mais acertado e, de acordo com Dick (1992a), classificar os casos abaixo como Dimensiotopônimos. 13) Lagoa Funda (do corpus desta pesquisa) 14) Riacho Fundo (do corpus desta pesquisa) 15) Riacho Grande (do corpus desta pesquisa) 16) Rio Grande (do corpus desta pesquisa) Afora a proposta de ampliação da taxe dos Hidrotopônimos, propõe-se, ainda, a rediscussão da taxe Numerotopônimos, vez que esta não parece seguir, levando-se em conta a proposta taxionômica de Dick, a mesma coerência teórica das outras taxes. Uma vez que tal proposta taxionômica se baseia na classificação do Topônimo propriamente dito, é de se esperar, então, que a base para tal classificação seja sempre o substantivo ou qualquer outra classe que funcione como tal, o que não ocorre, de fato, com a classe dos numerais, modificadores por excelência. Assim sendo, a classificação em Numerotopônimos não segue a coerência interna esperada, de modo que a sugestão que aqui se faz é a de que, nos casos em que houver a presença de determinado numeral, haja o acréscimo da expressão “por quantificação”. Feita essas observações, o caso abaixo (e análogos), por exemplo, consoante a proposta aqui aventada, deve ser reclassificado da seguinte forma: Riacho Trê Riachos (do corpus desta pesquisa) (classificação de Dick: Numerotopônimo) (proposta de classificação deste estudo: Hidro por quantificação) Em Dick (1992a, p. 33), há os seguintes exemplos de numerotopônimos: Duas Barras (proposta de classificação deste estudo: Geomorfo por quantificação) Duas Pontes (proposta de classificação deste estudo: Ergo por quantificação) Três Coroas (proposta de classificação deste estudo: Ergo ou Geomorfo por quantificação, a depender de um possível significado regional para o Topônimo ‘Coroas’) 70 Cumpre, por fim, rediscutir também a taxe dos cronotopônimos, pois há se que diferençar os casos abaixo, nos quais figura um adjetivo indicador de tempo: a) Riacho Brejo Velho (do corpus desta pesquisa) b) Lagoa do Boi Velho (do corpus desta pesquisa) c) Lagoa do Velho Raimundo (do corpus desta pesquisa) d) Lagoa da Velha (do corpus desta pesquisa) e) Lagoa Velha (do corpus desta pesquisa) Assim como em Três Riachos, em a, b e c, o que se tem é tão somente um modificador (agora um adjetivo), de modo que não se deve partir deste para a classificação, e, sim, do Topônimo propriamente dito. Isto posto, em a, tem-se tão somente um Hidro; em b, um Zoo e, em c, um Antropo (a estes poderia ser acrescida a expressão ‘por qualificação’, o que lhes indicaria a presença do adjetivo). Em d, a simples presença da preposição naquele, tira-lhe a possibilidade de ser um cronotopônimo, pois parece clara a referência a uma pessoa ‘de idade’. Seriam, então, cronotopônimos os casos análogos a e, no qual o adjetivo indicador de tempo figure sozinho, ou seja, em toponimização, porque em função substantiva, ou seja, funcionando como Nome Próprio, mas não um de fato, como já o é o adjetivo em d (toponimizado). Dick (1992a, p. 32) apresenta os seguintes exemplos de cronotopônimos: Velha Boipeba (proposta de classificação deste estudo: Zoo por qualificação, pois se trata de nome de réptil) Rio Novo Mundo (proposta de classificação deste estudo: Coro por qualificação) Nova Viçosa (proposta de classificação deste estudo: Coro por qualificação) Velha e Nova Emas (proposta de classificação deste estudo: Zoo por qualificação) Feitas essas observações sobre o papel dos adjetivos em função toponímica, reitera-se, por fim que um estudo como este, interdisciplinar em essência, deve buscar, em outros escopos, ferramentas que auxiliem o trabalho de desvelamento do Sintagma Toponímico e, por essa razão, são importantes, por exemplo, definições de cultura como as que são propostas por Duranti (2000) e discussões sobre as regiões culturais brasileiras, como as de Diegues Júnior (1960), dentre outros. Casares (1969, p. 29), especificamente sobre os diversos ramos 71 da linguística, já alertara que “É tão íntima e essencial a interdependência dos vários ramos em que se divide hoje a lingüística, que não é possível cultivar uma delas sem chamar em sua ajuda às restantes”29. Essa advertência, neste estudo, vale não somente para ramos da própria linguística, mas também para a linguística e áreas diversas e afins. Assim sendo, parte-se, no próximo tópico, à discussão sobre Léxico e Sociedade. Antes, no entanto, vale recuperar a já conhecida concepção de Dick sobre o papel desempenhado pelo Topônimo, qual seja, o de uma verdadeira crônica, o que permite, aproveitando também a ideia de Matoré (1953) sobre palavras-testemunha, dizer que o signo toponímico é, sem dúvida, um tipo especial de signo, a partir do que se entende ser ele, pois, um nome-memória. 1.7 Léxico e Sociedade Pode-se estabelecer, como um marco importante na história do saber lexical, a contribuição de Panini ao estudo do sânscrito, no século IV a.C., apesar de ele não ter-se dedicado exclusivamente à palavra. Este estudioso empreende, para a preservação do texto sagrado dos Vedas, tanto um trabalho prescritivo quanto descritivo, antecipando, com este último, um fazer linguístico pioneiro. Lopes (1975, p.26) atesta esse pioneirismo: Os primeiros estudos lingüísticos sistematicamente conduzidos foram os dos hindus e as principais observações lingüísticas da Antiguidade são devidas a esses investigadores, notadamente a Panini (séc. IV a.C.). Inspirados na convicção de que os textos sagrados dos Vedas somente surtiriam o efeito desejado pelo fiel se eles fossem corretamente recitados, os hindus deram início à Prosódia e à Ortoépia, prestando um auxílio capital para a constituição, no século XIX, da gramática comparada. Desse modo eles se adiantaram aos gregos, cujas pesquisas lingüísticas – deixando de lado as especulações filosóficas dos pensadores do V séc. a.C., e entre outros Platão e Aristóteles -, só se organizam por volta do Iº séc., com Dionísio Trácio. Como se disse, mesmo que o léxico não tenha sido objeto de estudo exclusivo de Panini, ele: 29 Es tan íntima y esencial la interdependencia de las múltiples ramas en que hoy se divide la lingüística, que nos es posible cultivar una de ellas sin llamar en su ayuda a las restantes. (tradução nossa) 72 (...) deixou algumas reflexões a esse respeito, pois seu objetivo de estudo era distinguir as palavras dos elementos não-lexicais, as palavras simples das compostas, a palavra como forma da palavra como portadora de sentido. Com isso ele contribuiu com a distinção entre forma e conteúdo, com a língua objeto e a metalíngua, preocupando em classificar as unidades lingüísticas. (BEZERRA, 2009, p. 02) Vê-se, pois, que discutir o léxico em perspectivas científicas modernas passa pela discussão do saber tradicional sobre a palavra. É possível, ainda, rastrear, sumariamente, algumas outras etapas desse saber lexical, de modo a se ter uma visão panorâmica sobre como se deram alguns estudos referentes ao léxico. A tradição grega iniciada por Dionísio, o Trácio, legou, para as gerações futuras, a concepção de palavra, tal como se conhece ainda hodiernamente, sobretudo em obras tradicionais, ainda em voga, por exemplo, no ensino de língua materna no Brasil, afeito às práticas de isolar, identificar e rotular palavras. No contexto romano, por seu turno, Varrão dá aos estudos lexicais um encaminhamento morfológico ao estabelecer a distinção entre anomalia (irregularidade) e analogia (regularidade). Nessa perspectiva, o estudo do léxico se restringe à sua classificação e à sua formação, ou seja, a um viés predominantemente morfológico. Procedendo a um salto histórico, tem-se que, no século XIX, século dos estudos de natureza inicialmente comparada e posteriormente histórica, a palavra era a unidade isolada de investigação. Na primeira perspectiva, por exemplo, comparavam-se palavras, com o amparo das leis fonéticas, para, ao fim, buscar-lhes o terminus a quo. Na segunda, a inovação estava tão somente no fato de se compararem estágios de língua diferentes ao longo do tempo. No escopo dos trabalhos histórico-comparativos, tinha-se, então, “a impressão, enquanto se utilizavam do Método Histórico-Comparativo, de que a palavra era só perfeitamente conhecida quando se tornava passível da aplicação de leis de evolução formal” (SEABRA, 2004, p. 29). Outra forma de se vislumbrar a palavra é tomando-a em uma relação necessária com seu referente, ou em termos do século XIX, com a coisa. Daí, tem-se o método “Palavras coisas”, já mencionado no início deste estudo. Nesse percurso, já no século XX, houve os que consideravam, como Martinet (1963), o conceito de palavra pré-científico, e houve os que propuseram, como Bloomfield (1961) e Camara Júnior, conceitos científicos operacionais, tais como morfema, forma livre mínima e formas (Bloomfield) e formas dependentes (Camara Júnior, 2005). 73 Saussure, nesse itinerário, com sua perspectiva estrutural, ensejou o aparecimento de abordagens sobre o léxico em que este passava a comportar subsistemas lexicais. Pode-se afirmar, sem prejuízo da assertiva, que a perspectiva sistêmica de Saussure tornou fecundo o terreno da linguagem, sobretudo no que tange ao estudo do léxico, para se vislumbrar uma abordagem lexical em que estivesse explícita a relação entre léxico, sociedade e cultura. Admitida, neste estudo, como já se disse, a intrínseca relação entre língua (léxico), cultura e sociedade, faz-se oportuno mencionar, de agora em diante, a perspectiva de léxico que se passará a adotar neste estudo. Antes disso, no entanto, cumpre observar, inicialmente, as palavras de Biderman (2001, p. 114) sobre a dificuldade de se definir “palavra”: (...) a nossa tese é a de que não é possível definir a palavra de maneira universal, isto é, de uma forma aplicável a toda e qualquer língua. A afirmação mais geral que se pode fazer é que essa unidade psicolingüística se materializa, no discurso, com uma inegável individualidade. Os seus contornos formais situam-na entre uma unidade mínima gramatical significativa – o morfema – e uma unidade sintagmática maior – o sintagma. Biderman, para chegar a essa conclusão, apoia-se na tese whorfiniana de que “(...) cada língua recorta a realidade diferentemente e molda essa realidade em categorias lingüísticas e mentais que lhe são exclusivas (...)”. (BIDERMAN, 2001, p. 114) Da abordagem de Whorf é possível extrair a importância do sistema linguístico, principalmente o léxico de uma língua, como uma forma de representação da realidade. Quanto a essa importância, não significa que se adota, em sua plenitude, a tese whorfiana do relativismo linguístico, pois, acredita-se, sim, na influência das palavras sobre a cognição humana, mas não como uma “pressão tirânica” delas no pensamento, como bem salientou Biderman (1998). Sendo Whorf caudatário das ideias de Sapir, mister se faz uma primeira discussão sobre a relação língua e ambiente, empreendida em seu célebre texto Língua e Ambiente. A palavra ambiente, quando se fala de língua, deve ser entendida, segundo Sapir, como um termo que engloba, a um só tempo, tanto os fatores físicos quanto os sociais. Quanto a estes, explica Sapir (1969, p. 44): Por fatores físicos se entendem aspectos geográficos, como a topografia da região (costa, vale, planície, chapada ou montanha), clima e regime de chuvas, bem como o que se pode chamar a base econômica da vida humana, expressão em que se incluem a fauna, a flora e os recursos minerais do solo. Por fatores sociais se entendem as várias forças da sociedade que modelam a 74 vida e o pensamento de cada indivíduo. Entre as mais importantes dessas forcas sociais estão a religião, os padrões éticos, a forma de organização política e a arte. Esses dois grupos de fatores ambientais só serão pertinentes, no sentido de se refletirem em uma língua, se eles forem socialmente relevantes. Sobre isso, Sapir (1969, p. 44) exemplifica que: A mera existência, por exemplo, de uma espécie animal no ambiente físico de um povo não basta para fazer surgir um símbolo lingüístico correspondente. É preciso que o animal seja conhecido pelos membros do grupo em geral e que eles tenham nele algum interesse, por mínimo que seja, antes da língua da comunidade ser levada a reportar-se a esse elemento particular físico. Tais influências são mais sobejamente percebidas no léxico de uma língua, haja vista se tratar de um sistema aberto em constante expansão. O interesse pelo léxico torna-se evidente, pois, com sua análise, é possível perceber como os membros de uma sociedade expressam ou expressaram suas ideologias, suas crenças, seus valores, seus preconceitos, seus tabus, ou ainda, suas formas de interação com o meio físico e social. É de peculiar interesse, para os fins deste estudo, tanto uma abordagem do léxico em que sejam relevantes os aspectos sociais quanto noções de cultura atreladas à linguagem. Para o primeiro fim, pode-se recorrer aos estudos de Matoré (1953), com os quais a palavra deixa de ser um objeto isolado, como fizera, em geral, a tradição acima referida, e passa a fazer parte de uma estrutura social. O léxico, na perspectiva de Matoré, segundo Biderman (1981, p. 132), seria “apenas uma testemunha de uma sociedade”, por isso, o uso pelo autor da expressão “mots-témoins”, “palavras-testemunha”. Não sem razão, no escopo da Lexicologia Social de Matoré, forma e conteúdo são indissociáveis, de modo que cabe a essa Ciência Lexicológica buscar compreender/explicar as imbricadas relações entre léxico e sociedade, o que, por sua vez, enseja uma abordagem na qual se vislumbre, a partir do estudo do léxico, a compreensão de aspectos biossociais de uma dada comunidade linguística. Ainda com Biderman (1981, p. 138), o léxico, como um tesouro vocabular que é, pode ser transmitido de geração a geração e inclui: 75 (...) a nomenclatura de todos os conceitos lingüísticos e não-lingüísticos e de todos os referentes do mundo físico (M1) e do universo cultural (M3), criado por todas as culturas humanas atuais e do passado. Por isso, o léxico é o menos lingüístico de todos os domínios da linguagem. Na verdade, é uma parte do idioma que se situa entre o lingüístico e o extra-linguístico. Essa forma de caracterizar o léxico pode fornecer subsídios para entendê-lo como tributário de ciências afins, como o faz Matoré ao aproximar Léxico e Sociedade. Esta dimensão, no entanto, é só uma das dimensões possíveis quando se intenta o estudo do léxico de uma dada língua. Nessa linha de raciocínio, então, invoca-se a perspectiva cultural que subjaz a esta pesquisa. A concepção de cultura, aqui adotada, basear-se-á sobejamente em Duranti (2000), porquanto esse antropólogo foge da tentação de uma definição globalizante de cultura, o que lhe permite apresentar, na verdade, teorias de cultura, para as quais a linguagem á entendida como um conjunto de práticas culturais, porque com ela se faz parte de uma tradição, e, com essas práticas se partilham histórias. Com a linguagem, então, permite estar-se efetivamente no mundo. A primeira teoria de cultura por ele apresentada entende cultura como algo distinto da natureza, ou seja, sem base inatista, ou ainda, cultura como apreensão, herança e transmissão (construção), por meio da linguagem. Para a segunda, cultura como conhecimento, há o compartilhamento, por assim dizer, de uma cosmovisão entre membros de uma cultura. Para a terceira, cultura como comunicação, há a conexão entre os elementos do mundo biossocial. Para a quarta, cultura como sistema de mediação, há a mediação, por meio da linguagem (ferramenta), por exemplo, entre o homem e seu entorno. Para a quinta, cultura como sistema de práticas, há a repetição, no caso de uma língua, por exemplo, de hábitos de fala pelos integrantes de uma comunidade. Para a sexta, a cultura é entendida como sistema de participação. Tal participação se refere a um sistema de práticas, do qual a língua é um representante, haja vista seu caráter social, coletivo e participativo. Cabe mencionar, por fim, a noção de região cultural instaurada por Diegues Júnior, dada a importância para este do meio físico na configuração de uma região cultural. Diégues Júnior (1960), assim como outros historiadores, assevera que a penetração no interior do Nordeste dera-se em consequência das expansões da cultura canavieira no litoral. 76 Este percurso rumo ao interior foi favorecido pela transposição do rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais e percorre diversos Estados nordestinos como Pernambuco, Sergipe e Alagoas. A atividade pecuarista é, de fato, a que vai conformar, no interior nordestino, a região cultural do Mediterrâneo Pastoril, no dizer de Diegues Júnior (1960) a qual pode ser vista no mapa (nº 2) abaixo: Fonte: Diegues Júnior (1960, s/p) Mapa 1: Regiões Culturais do Brasil Algumas importantes famílias, como os Garcia D’Ávila e os Guedes de Brito, concentraram riqueza e poder, em razão da atividade econômica instaurada em solo piauiense. A região passou, então, a ser organizada em sesmarias e, quando os paulistas ocuparam o Alto São Francisco, já encontraram elementos nordestinos estabelecidos na área: “à proporção que subia em direção ao Norte mais topava com sesmarias baianas e pernambucanas” (DIEGUES JÚNIOR, 1960, p.144). O Alto, o Médio e o Baixo São Francisco receberam expedições exploradoras e funcionavam como ponto de irradiação da criação de gado. O Piauí funcionava, pois, como um ponto de passagem onde as tropas pousavam e descansavam, favorecendo o relacionamento entre os povoados piauienses e baianos. À 77 medida que o gado se expandia, formavam-se redes sociais em torno da pecuária, o que fez surgir a figura do “coronel” (o proprietário dos rebanhos, bastante respeitado pela população local); do vaqueiro (elemento tipicamente nordestino e que representa todos aqueles que trabalham com gado); do místico e do cangaceiro (ambos impregnados de religiosidade), enfim, todo um modus vivendi influenciado tanto pela atividade econômica que marca essa região (a criação de gado), quanto pelo meio físico circundante, donde, pela própria atividade, o mundo das águas deve ter sido de assaz relevância no ato de nomeação das glebas piauienses. Cumpre destacar, ainda, a simplicidade que envolve a atividade pecuarista, como os tipos primitivos de habitação. Interessante sobre isso é a referência de Diegues Júnior sobre o principal tipo de instalação nessa região cultural, a Casa de Telha, ainda de viva presença tanto no interior do Piauí, quanto em sua capital, obviamente com configurações diferentes de outrora: (...) a casa de Telha é de construção modesta, sem ostentação de riqueza, como a Casa Grande dos engenhos de açúcar. A construção é adequada ao meio, ressentindo-se de maior confôrto. Os vaqueiros, trabalhadores ou agregados, ocupam as Casas de Palha, às vezes chamadas ranchos, quase sempre perto dos currais. Através dêstes dois tipos de casa estabelecem-se as relações entre o senhor e os trabalhadores. O primeiro investido de pôderes quase patriarcais (...) (DIEGUES JÚNIOR, 1960, p.153). Ainda se podem sentir como herança, tanto da forma de ocupação do meio quanto desse tipo de relação social (senhor/trabalhadores), respectivamente, as oligarquias estaduais concentradas nas mãos de algumas poucas famílias e as relações sociais atuais entre homens e mulheres, que não raro, mesmo nos centros mais desenvolvidos do Estado, estão revestidas, ainda, de acentuado caráter patriarcal. Diegues Júnior apresenta ainda uma divisão dos territórios povoados pela rota do gado ou dos bandeirantes: as sub-regiões nordestinas. São elas: o sertão árido propriamente dito, os babauçais e carnaubais; as serras úmidas e o agreste. O autor situa o Piauí no agreste nordestino. Esta região caracteriza-se por ser uma área de transição entre o litoral úmido e o sertão. Nela, predomina a pequena propriedade, com famílias numerosas e heterogêneas. Nessa sub-região, agricultura e pecuária convivem, mas não coexistem e, em torno desta atividade, ainda persistem as tradicionais famílias. “Não resta dúvida de que a mentalidade do homem do interior nordestino mudou” (DIEGUES JÚNIOR, 1960, p. 191), contudo é necessário ressaltar que muitos hábitos 78 relacionados aos primeiros tempos de colonização persistem, daí a importância de se conhecerem os costumes de um povo a partir de pesquisas que permitam o resgate da memória social de determinado local, como o faz a pesquisa toponímica. As considerações sociais não podem, pelo que se expôs, ser desvinculadas dos estudos toponímicos, nem tampouco os fatores físicos, já que “continua de pé o ponto crucial de que uma influência ambiental, mesmo de caráter mais simples, é sempre consolidada ou mudada pelas forças sociais” (SAPIR, 1969, p. 1). CAPÍTULO 2 – ASPECTOS GEOHISTÓRICOS DO ESTADO DO PIAUÍ A palavra Piauí, em Silveira Bueno (1984, p. 250), grafada Piauy, significa “rio”, -y, dos Piaus, sendo Piau, originariamente, um adjetivo, que significa, ainda com o mesmo autor, “de pele suja, manchada, falando-se de peixes”. Assim como o nome do Estado, outros tantos Topônimos terão o Tupi como base formal e semântica. A fim de percorrer as trilhas das águas, foram selecionadas, como já se mencionou, cinco fontes antigas e, como fontes contemporâneas, as mesorregiões Sudeste e Sudoeste, respectivamente com 29,6% e 27,8% do total dos municípios piauienses, e as duas juntas com 57,4%. Seguiu-se, pois, um percurso do interior para o litoral para, com o auxílio do estudo toponímico, dialogar, tanto quanto desejável, com a história da colonização do Estado. A área ocupada pelo Estado é de 251.529 Km 2 , o que o torna o terceiro maior Estado nordestino em extensão territorial, ficando atrás da Bahia e do Maranhão e, em âmbito nacional, o décimo primeiro. Os limites fronteiriços do Estado são: a) Oeste: Maranhão e Tocantins; b) Norte: oceano Atlântico; c) Sul: Bahia e d) Leste: Ceará e Pernambuco. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vem, desde a década de 40, reformulando as divisões regionais brasileiras. Na década de 60, especificamente no caso piauiense, o referido órgão, utilizando-se de critérios de produção agrícola e industrial, divide o Estado em 11 microrregiões homogêneas. Em 70, as microrregiões passam a ser agrupadas em três mesorregiões e, em 80, com o processo de desenvolvimento e com o aumento do número de municípios no Brasil como um todo, houve a necessidade de atualização das divisões meso e microrregional do país. Em 1990, o IBGE, levando em conta tanto o quadro natural quanto o processo social e a articulação do espaço, divide o Piauí em 15 microrregiões, agrupadas em 4 mesorregiões. 30 Na mesorregião NORTE PIAUIENSE, há duas microrregiões, a saber: 1) Litoral piauiense e 2) Baixo Parnaíba piauiense. Na mesorregião CENTRO-NORTE PIAUIENSE, há quatro microrregiões: 1) Teresina; 2) Campo Maior; 3) Médio Parnaíba piauiense e 4) Valença do Piauí. Na mesorregião SUDESTE PIAUIENSE, há três microrregiões: 1) Picos; 2) Pio IX e 3) Alto Médio Canindé. Na mesorregião SUDOESTE PIAUIENSE, por fim, há seis: 1) Alto Parnaíba piauiense; 2) Bertolínia; 3) Floriano; 4) Alto Médio Gurgueia; 5) 30 DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA – MESO E MICRORREGIÕES GEOGRÁFICAS 1990 (IBGE). 80 Chapadas do extremo sul piauiense e 6) São Raimundo Nonato. Seguem, abaixo, mapas 31 de todas as mesorregiões do Piauí: Mapa 2: Mesorregião Norte Piauiense Mapa 3. Mesorregião Centro-Norte Piauiense Mapa 4: Mesorregião Sudeste Piauiense Mapa 5: Mesorregião Sudoeste Piauiense 31 Os mapas 2 a 5 foram extraídos de http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesorregi%C3%A3o. 81 Percentualmente, a mesorregião Norte piauiense, com 32 municípios, compreende 14,3% do total de 224 municípios, ficando as suas duas microrregiões com 8,0% e 6,3% desse total. A mesorregião Centro-Norte piauiense, com 64 municípios, abarca um total de 28,7%, com a seguinte distribuição percentual para as suas quatro microrregiões: a) 5,8%; b) 9,0%; c) 7,6%, e d) 6,3%. A mesorregião Sudoeste piauiense, com 62 municípios, fica com o total de 27,8%, percentual assim distribuído entre as seis microrregiões: a) 1,8; b) 4,03%; c) 5,4%; d) 4,9%; e) 7,6% e f) 4,03% . Por fim, a mesorregião Sudeste piauiense, com 66 municípios, totaliza 29,6% do total de municípios, assim distribuídos: a) 9,0%; b) 3,1% e c) 17,5%. 2.1 Aspectos geográficos do Piauí Justifica-se esta brevíssima discussão sobre geologia, clima, vegetação, relevo e hidrografia, pelo menos, porquanto se conjectura que tais elementos, ao passo que o desbravador colonizava os sertões do Piauí, exerceram significativa influência no ato de nomeação dos Topônimos locais. Para uma descrição geral da paisagem piauiense, oportunas são as palavras de Chaves (1995, p. 15): O Piauí é uma ponte bem definida ligando duas regiões distintas da América do Sul. Ocupa um lugar na extensa faixa de campos e florestas que se estendem de norte a sul, entre o Oceano e a beira oriental do grande planalto brasileiro. Nele demoram os campos mais setentrionais de toda América meridional. Importante destacar, com esta citação, a ideia de que o Piauí funcionava como um corredor de migração, o que, de fato, vai marcar boa parte de sua trajetória de colonização, na qual o bandeirante, preador de indígenas e criador de gado, teve papel fundamental. 82 2.2 Aspectos geológicos A geologia piauiense compreende quatro unidades estruturais, a saber: 1) Escudo Cristalino; 2) Bacia Sedimentar do Maranhão-Piauí; 3) Bacia Sedimentar do Araripe e 4) Depósitos sedimentares recentes. Sucintamente, a primeira unidade é constituída pelas rochas mais antigas da superfície da Terra. Esta unidade corresponde aproximadamente a 15% do Estado do Piauí e está localizada quase que totalmente na porção Sul-Sudeste. A segunda unidade é a maior do Piauí, equivalendo a 85% do território piauiense, e remonta a sua formação às eras Paleozoica e Mesozoica. Este tipo de unidade é de suma importância para a formação dos lençóis de água subterrânea. A terceira unidade diz respeito às rochas sedimentares superpostas na horizontal, o que lhes confere um formato tabular. As rochas desta unidade se formaram na era Mesozoica em decorrência dos depósitos de calcário, de arenitos e de argilas. A quarta e última unidade é da era Cenozoica e, por isso mesmo, a mais recente das quatro. Os sedimentos desta unidade formam, nas áreas litorâneas ou costeiras, as praias, as dunas, as restingas e as ilhas flúvio-marinhas. 2.3 Aspectos climáticos Os tipos climáticos estão diretamente relacionados aos índices de precipitação das chuvas e de temperatura. A classificação dos tipos climáticos costuma variar de autor para autor, ora com propostas mais abrangentes como a de Köppen, ora com propostas mais detalhistas como a Thornthwaite. A proposta de Köppen, ao que tudo indica, é a quem tem sido mais utilizada no caso piauiense, de modo que, sem entrar na pertinência de cadas uma delas, recorrer-se-á, para apresentação dos tipos climáticos no Piauí, a ela. O tipo de clima Tropical é caracterizado por apresentar estação chuvosa que se concentra no período de verão ou de outono, com índices de chuvas que variam de 800 ou 900 a 1.800 mm. As máximas e mínimas anuais para este tipo de clima ficam em torno de 30ºC e 18º C, respectivamente. O tipo de clima semiárido é assim caracterizado por apresentar índices pluviométricos anuais de 400mm até 800 ou 900mm, com distribuição de chuvas concentradas em 3 ou 4 83 meses. As máximas ficam, no período diurno, entre 30º e 36ºC. À noite, as mínimas ficam entre 16ºC e 19ºC. Para melhor visualização desses tipos de clima, ver mapa abaixo: Fonte: Araújo et alii (2006, p. 51) Mapa 6: Tipos Climáticos do Piauí 2.4 Aspectos fitográficos Quanto à vegetação estadual, pode-se afirmar que três dos grandes biomas brasileiros são aqui encontrados: 1) costeiro; 2) cerrado e 3) caatinga. 84 O primeiro é composto de formações vegetais litorâneas ou costeiras. A vegetação costeira pode ser dividida em litoral rochoso, arenoso e de mangue. Na área de mangue, por exemplo, são encontradas as seguintes espécies: Mangue-vermelho 32 , Sapateiro 33 , Mangue- preto 34 , dentre outras. O segundo, que corresponde a 37,9% do território piauiense, é constituído por formações vegetais que, em geral, apresentam três estratos (herbáceo, arbustivo e arbóreo). Os cerrados têm, como característica marcante, “os seus troncos tortuosos, ramos retorcidos, cascas espessas e folhas grossas” (ARAÚJO et alii, 2006, p. 78). Tal fisionomia se dá em virtude da adaptação às condições do solo, que, mesmo dispondo de umidade suficiente, apresenta índices elevados de acidez em razão da presença de alumínio e de ferro. São espécies representativas do cerrado piauiense: faveira, fava-danta, jatobá, pau-terra, sambaíba, piqui, amargoso, pau-pombo, dentre outras. O terceiro bioma, a caatinga, corresponde a aproximadamente 36,32% da área do Estado. Neste bioma, podem ser encontrados os seguintes ecossistemas: caatinga arbustiva aberta, arbustivo-arbórea e caatinga densa. Como se pode ver no mapa abaixo, o bioma da caatinga está mais sobejamente localizado no semiárido piauiense, razão pela qual muitas espécies desenvolveram mecanismos de adaptação às condições climáticas. Para melhor visualização desses biomas, ver mapa abaixo: 32 “Árvore de até 5 m (Rhizophora mangle) da fam. das rizoforáceas, com grossas raízes basais, casca adstringente, tanífera e de que se extrai tintura, madeira avermelhada, de qualidade, flores amarelas, axilares e frutos obcônicos, nativa de manguezais e áreas salobras de regiões tropicais das Américas, África e ilhas do Pacífico”. Fonte (DeHlp). 33 “Árvore (Pera obovata) da fam. das euforbiáceas, nativa do Brasil (SP), de folhas obovadas, flores apétalas, reunidas em invólucros globosos, frutos capsulares e madeira branca, us. para obras de entalhe e para o fabrico de tamancos; laranjeira-do-cerrado, pau-de-tamanco”. Fonte (DeHlp). 34 “A Avicennia schaueriana (também conhecida no Brasil por mangue-preto, canoé ou siriúba) é uma espécie de mangue típica dos manguezais brasileiros, maior parte no Litoral sudeste, e sul-americanos. Encontra-se também espalhada um pouco por todo o mundo”. Fonte (Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Avicennia_schaueriana. Acesso em 06 de junho de 2011). 85 Fonte: Araújo et alii (2006, p. 83) Mapa 7: Formações Vegetais do Piauí 2.5 Aspectos orográficos O entendimento satisfatório do relevo de uma dada região passa pela compreensão do clima e da formação geológica dessa região, pois tanto os agentes externos quanto os internos agiram e continuam agindo na conformação orográfica, donde resultam montanhas, planaltos etc. Além destes agentes, não se pode esquecer do agente antrópico, cada vez mais um modificador dos aspectos naturais como um todo. 86 Os conjuntos de formas e os tipos de formas locais são os seguintes: 1) Depressões Periféricas à Bacia Sedimentar; 2) Chapadões do Alto-Médio Parnaíba; 3) Planalto Oriental da Bacia Sedimentar do Maranhão Piauí; 4) Baixos Planaltos do Médio-Baixo Parnaíba; 5) Tabuleiros Pré-Litorâneos e 6) Planície Costeira. As Depressões Periféricas à Bacia Sedimentar compreendem áreas do Sudeste e do Sul do Piauí. Estão compreendidas, nesta classificação, a Serra da Tabatinga, a Serra Dois Irmãos (as duas de maior expressão), Serra do Brejo, Serra das Pitombas etc. No limite com o Ceará e Pernambuco, há, em território piauiense, uma porção da Chapada do Araripe, a qual é formada por sedimentos da era Mesozoica, e cujo topo é de aproximadamente 600 metros. Os Chapadões do Alto-Médio Parnaíba compreendem extensos Planaltos tabulares, os quais apresentam superfícies tabulares de estrutura horizontal, de topos planos e levemente inclinados. São exemplos desta classificação: a Chapada das Mangabeiras, a qual chega a 800 metros de altitude, a Serra do Bom Jesus do Gurgueia, a qual é seccionada em planaltos de menores dimensões, dentre eles, a Serra da Capivara, do Congo, das Confusões, das Guaribas e a Serra Vermelha. Nestas serras, podem ser encontrados vales estreitos e profundos, os quais recebem, localmente, o nome de boqueirão. São famosas nacional e mundialmente a Serra da Capivara e a das Confusões. A primeira, declarada, em 1991, patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO, está inserida em um Parque Nacional de mesmo nome, o qual está localizado no sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. A superfície do Parque é de 129.140 ha e seu perímetro é de 214 Km. A cidade mais próxima do Parque Nacional é Cel. José Dias, sendo a cidade de São Raimundo Nonato o maior centro urbano. A distância que o separa da capital do Estado, Teresina, é de 530 Km. (FUNDAÇÃO MUSEU DO HOMEM AMERICANO). 35 Ainda no site do Museu do Homem Americano, têm-se as razões pelas quais foi criado o Parque Nacional Serra da Capivara. Dentre elas, podem-se destacar: 1) as culturais, 2) as ambientais e 3) as turísticas, respectivamente: 35 FUNDAÇÃO MUSEU DO HOMEM AMERICANO. Disponível em: http://www.fumdham.org.br/parque.asp. Acesso em: 05 de maio de 2011. Neste sítio, estão disponíveis também as fotos 1, 2 e 3. 87 1) na unidade acha-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres, nos quais se encontram vestígios extremamente antigos da presença do homem (100.000 anos antes do presente). Atualmente estão cadastrados 912 sítios, entre os quais, 657 apresentam pinturas rupestres, sendo os outros sítios ao ar livre (acampamentos ou aldeias) de caçadores-coletores, são aldeias de ceramistas-agricultores, são ocupações em grutas ou abrigos, sítios funerários e, sítios arqueopaleontológicos; 2) área semiárida, fronteiriça entre duas grandes formações geológicas - a bacia sedimentar Maranhão-Piauí e a depressão periférica do rio São Francisco - com paisagens variadas nas serras, vales e planície, com vegetação de caatinga (o Parque Nacional Serra da Capivara é o único Parque Nacional situado no domínio morfoclimático das caatingas), a unidade abriga fauna e flora específicas e pouco estudadas. Trata-se, pois, de uma das últimas áreas do semiárido possuidoras de importante diversidade biológica; 3) com paisagens de uma beleza natural surpreendente, com pontos de observação privilegiados. Esta área possui importante potencial para o desenvolvimento de um turismo cultural e ecológico, constituindo uma alternativa de desenvolvimento para a região 36 (grifos nossos) Seguem abaixo algumas imagens do riquíssimo acervo rupestre e orográfico da Serra da Capivara: Foto 1: Pinturas rupestres do Parque Nacional Serra da Capivara 36 FUNDAÇÃO MUSEU DO HOMEM AMERICANO. Disponível em: http://www.fumdham.org.br/parque.asp. Acesso em: 05 de maio de 2011. 88 Foto 2: Pinturas rupestres do Parque Nacional Serra da Capivara Foto 3: Pinturas rupestres do Parque Nacional Serra da Capivara 89 Foto 4: Formações rochosas no Alto da Pedra Furada / Baixão das Mulheres 37 A serra das Confusões também está inserida em um Parque Nacional, só que de criação mais recente (1998). O Parque Nacional Serra das Confusões: Está localizado no estado do Piauí, nos municípios de Caracol, Guaribas, Santa Luz e Cristino Castro. O acesso mais fácil à unidade é pela BR-343 até Floriano. Outra opção é pela PI-140 até São Raimundo Nonato e PI-144 até Caracol, seguindo por mais 20 km chega-se ao Parque. A unidade está acerca de 620 km de distância da capital 38 . O nome do Parque Nacional se deu, segundo os moradores, em razão de “as serras brancas e vermelhas (ficarem) diferentes de acordo com a luminosidade do dia, deixando a pessoa com a vista confusa”39. (ver imagem abaixo) 37 FUNDAÇÃO MUSEU DO HOMEM AMERICANO. Disponível em: http://www.fumdham.org.br/parque.asp. Acesso em: 05 de maio de 2011. 38 SERRA DAS CONFUSÕES. Disponível em: http://www.ufpi.br/ufpi2008/serra_confusoes.php. Acesso em 05 de maio de 2011. 39 SERRA DAS CONFUSÕES. Disponível em: http://www.ufpi.br/ufpi2008/serra_confusoes.php. Acesso em 05 de maio de 2011. 90 Foto 5: Parque Nacional Serra das Confusões O Planalto Oriental da Bacia Sedimentar do Maranhão-Piauí, em sua porção norte, é conhecido como Serra Ibiapaba e, em sua porção sul, como Serra Grande. Tais serras, seccionadas pelo rio Poti, formam um vale tipo boqueirão (canyon). As maiores altitudes deste planalto encontram-se no Estado vizinho do Ceará, onde pode alcançar 900 metros. Os Baixos Planaltos do Médio-Baixo Parnaíba compreendem baixos planaltos dissecados, os quais podem atingir altitudes máximas que variam entre 200 e 300 metros. Os Tabuleiros pré-litorâneos apresentam topografia plana. Em sua parte sul, podem ser encontradas as maiores altitudes pouco abaixo dos 100 metros. A Planície costeira apresenta as seguintes formas locais: as praias, as ilhas do Delta do rio Parnaíba e a do Mota, os campos de dunas, as baías e as planícies flúvio-marinhas. As principais praias são a do Cajueiro da Praia, a de Barra Grande, a de Macapá, a do Coqueiro, a de Atalaia e a Pedra do Sal. 91 2.6 Aspectos hidrográficos Antes de discutir especificamente algumas questões concernentes à hidrografia do Piauí, cumpre, em razão do próprio objeto de estudo desta pesquisa (Hidrônimos do presente (Mapas Estatísticos IBGE, 2007) e do passado (um documento antigo, três cartas e um mapa)), definir o que se entende, neste estudo, por Hidrônimo, hidronímia e hidrotopônimo. Para tanto, recupera-se o termo utilizado por Fernandes (1941), em seu quadro Onomatológico, apresentado na seção 1.2, no qual aparece o termo potamonímia, que diz respeito aos nomes de rios. Para o termo potamonímia, Cunha (2001, p. 626) apresenta o elemento de composição –potam(o)-, que vem do “gr. potamós ‘rio’, que se documenta am alguns vocs. introduzidos na linguagem científica internacional, a partir do séc. XIX”. O elemento composição hidr(o)-, do grego hydro, de hydōr-atos ‘água’, ainda com o mesmo autor (op. cit., p. 409), é documentado “em vocs. formados no próprio grego, como hidrofobia, por exemplo, e em vários outros introduzidos na linguagem científica internacional, a partir do séc. XIX”. Atente-se para fato de que, mesmo tendo sido os dois elementos de composição introduzidos na linguagem científica a partir dos Dezenove, é possível perceber, com o grifos, que a frequência de uso no primeiro caso é bem menor do que no segundo, o que se confirma pela própria listagem de cognatos feita por Cunha para os dois casos. Para o elemento de composição –potam(o)-, há tão somente quatro subentradas no respectivo verbete. Já para hidr(o)-, há a listagem de quase noventa subentradas (e, em nenhuma delas, ocorrem os termos Hidrônimo, hidronímia e hidrotopônimo). Sendo os dois elementos de composição de origem grega e tendo hidr(o)- um largo uso já no século XIX, é possível evidenciar a preferência, tanto em Drumond (1965) quanto em Dick (1992a), por exemplo, pelo termo hidronímia em detrimento do termo potamonímia. Assim sendo, hidronímia (termo ainda não dicionarizado), poderia ser definida como o conjunto de elementos hidrográficos (rios, riachos, lagos, lagoas etc.) de uma dada região; e hidrônimo (termo já dicionarizado), como um ente particular desse conjunto, ou ainda, como “nome próprio de cursos de água, oceanos, etc.” (FERREIRA, 2004). Ainda sobre este último, Dick (2004, pp. 126 e 127), entende, de modo mais generalizante, que se trata de “nomes dos acidentes hidrográficos em geral, não importando a natureza lingüística do objeto nomeado, e evidenciado pela denominação, se humano ou não humano, animado ou inanimado, nem a natureza dos campos semânticos envolvidos”. 92 No que toca à explicação do termo hidrotopônimo, entendido como nome motivado pelo elemento água, mister se faz observar os comentários de Isquerdo e Seabra (2010, p. 84): Em se tratando da toponímia, ramo da Onomástica que se ocupa do estudo dos topônimos (nomes próprios de lugares), os Hidrônimos (nomes de acidentes relativos a cursos d´água em geral), em termos de categorias taxionômicas, pertencem à categoria dos hidrotopônimos, taxe pertencente às taxionomias de natureza física que, segundo o modelo de ordenamento da toponímia concebido por Dick (1990a; 1990b), reúne designativos de lugares formados por termos relacionados às diferentes correntes hídricas: “acidentes geográficos em que, na denominação toponímica, o elemento hidronímico está presente, seja o termo genérico água ou as designações de cursos d´água específicos como córrego, rio, ribeirão, etc” (...) Com essas observações sobre os termos hidronímia, Hidrônimo e hidrotopônimo, pode-se, de agora em diante, discutir, com mais vagar, questões relativas à hidrografia estadual, de modo a pôr, de antemão, em evidência, o fato de o espaço piauiense possuir grandes reservas de águas superficiais (rios, riachos, lagoas, açudes e barragens) e de águas subterrâneas (lençóis freáticos e aquíferos). Quanto ao primeiro tipo, destaca-se o rio Parnaíba, o maior do Estado, com 1.485 km de sua nascente até sua foz. Neste, desembocam, direta ou indiretamente, quase todos os rios do Piauí, de modo a pertencerem à sua rede hidrográfica. A bacia deste rio, por ser genuinamente nordestina, é considerada a principal do Nordeste, haja vista os critérios de perenidade do rio principal, de extensão e da área da bacia hidrográfica (342.988 km²). Com nascentes situadas no município de Barreiras do Piauí – PI, o rio Parnaíba possui importante relevância histórica ao abrir caminho para os colonizadores paulistas e nordestinos, o que, por sua vez, facilitou o reconhecimento de territórios interioranos e, posteriormente, serviu à economia do Estado, já que uma importante parcela do que era produzido na região escoava por suas águas, até então, navegáveis em quase toda sua extensão. Interessante observar sobre o Parnaíba, o relato de Baptista (1981, pp. 136 e 137) sobre possíveis nomes atribuídos ao grande rio piauiense por diversos autores: Em 1587 é identificado por Soares de Sousa, em seu “Tratado Descritivo do Brasil”, como rio Grande dos Tapuios [...] No mapa de Desceliers, em 1550, registrava-o como Abiunham [...] Bartolomeu Velho, em 1561, chamou-o de Abiunhão [...] Pará foi o nome que lhe deu Campos Moreno em 1614 [...] Os tremembés de Tutóia o chamavam de Paraó ou Paragu-açu [...] Os tabajaras se referiam a ele como Pará de Piaguí [...] Por Paraoaçu foi batizado por Maciel Parentes em 1626 [...] Na Carta Régia de Felipe III, de Portugal, de 93 1633, é chamado Paravassu [...] Em 1650 o padre Antônio Vieira chamou-o de Paraguaçu [...] Foi Frei Vicente de Salvador, em 1627, quem o chamou de Punaré [...] Em 1700, Guillaume de l”Isle deu-lhe o nome de Paraguas [...] Em 1748, aparece como Parna-iba, na carta de D’Anville [...] Em 1839, Lapie chamou-o, em seus mapas, de Paranaíba. Rio das Garças foi o topônimo que Cândido Mendes lhe deu em 1874 e, mais recentemente, poeta Da Costa e Silva acrescentou-lhe o epíteto delicioso de Velho Monge. O nome Parnaíba deve-se ao bandeirante Jorge Velho. Além do rio Parnaíba, demais rios, riachos, lagos, lagoas, açudes, cachoeiras e brejos compõem a hidrografia do Estado do Piauí, a qual exerceu importante influência no processo de interiorização do solo piauiense, dada a dependência intrínseca da atividade econômica do período colonial a pequenos e grandes cursos d’água. Abaixo, segue uma foto do Parnaíba, especificamente na altura da Ponte Metálica, que separa a capital do Piauí, Teresina, da vizinha cidade maranhense de Timon. Foto 6: Rio Parnaíba 40 Essas águas superficiais, quando tomadas em conjunto, ou seja, seus rios e seus afluentes, formam uma rede de drenagem. A área que alimenta essa rede forma a sua bacia hidrográfica. No Piauí, há doze bacias hidrográficas, a saber: 1) Bacias Difusas do litoral; 2) 40 PONTEMETÁLICA.Disponívelem:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.donodanoticia.com/ aspectosdeteresina/wpcontent/uploads/2011/10/Teresinaponte.jpg&imgrefurl=http://www.donodanoticia.com/as pectosdeteresina/&u=__-OcaZuc72mle7XMMJ-j7WnIPMsE=&h=374&w=500&sz=58&hl=pt. Acesso em: 05 de maio de 2011. 94 Bacia do Piranji; 3) Bacias Difusas do Baixo Parnaíba; 4) Bacia do Longá; 5) Bacia do Poti; 6) Bacias Difusas do Médio Parnaíba; 7) Bacia do Canindé; 8) Bacia do Itaueira; 9) Bacia do Gurgueia; 10) Bacias Difusas da Barragem de Boa Esperança; 11) Bacia do Uruçui Preto e 12) Bacias Difusas do Alto Parnaíba. As águas subterrâneas no Piauí, por sua vez, são ainda um potencial pouco explorado, pois se estima que pode ser utilizado um volume de 10 bilhões de m³ por ano, sem o rebaixamento das águas dos aquíferos. Até 1999, era utilizado apenas 1% desse potencial. É possível encontrar poços jorrantes nas cidades de Cristino Castro, de Eliseu Martins, de Paes Landim. No município de Cristino Castro, há o poço Violeto, o qual jorra, há mais de 30 anos, água a uma altura superior a 60 metros. Abaixo, uma foto do poço Violeto: Foto 7: Poço Violeto, em Cristino Castro - PI 41 No que tange especificamente aos rios, lagoas e barragens do Piauí, segue abaixo um mapa organizado, em 2006, por Araújo et alii. Segundo estes autores, o mapa se baseia, por sua vez, em dados do IBGE, do Mapa do Brasil ao Milionésimo, da SEMAR (2004) e do DENOCS (2005): 41 POÇOVIOLETO.Disponívelem:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://farm3.staticflickr.com/2802/ 4305114322_250c73c2e7_z.jpg%3Fzz%3D1&imgrefurl=http://www.flickr.com/photos/pedrocampos/43051143 22/&usg=__axwtECdj4hhCuTz3VVlDeHQ9k2U=&h=640&w=428&sz=94&hl=pt-. Acesso em: 05 de maio de 2011. 95 Fonte: Araújo et alii (2006, p. 65) Mapa 8: Principais rios, lagoas e barragens do Piauí Deve-se ressaltar, no caso específico dos nomes de cursos d’água, as lições de Dauzat (1939), para o caso francês, sobre tais nomes. Uma primeira constatação é a seguinte: Ao curso da história, os lugares, habitados ou não, podem receber outros nomes, que terminam às vezes por suplantar o nome originário. Como as designações originárias, as mutações de nome podem ser espontâneas ou sistemáticas. No entanto, o nome de rio resiste às substituições, porque escapa em geral às mudanças de ordem oficial; de outra parte, o nome de rio tem uma individualidade mais nítida que o lugar dito, cujos limites são mais imprecisos. (DAUZAT, 1939, p.41) 42 (grifos nossos) 42Au cours de l’histoire, les lieux, habites au non, peuvent recevoir des surnoms qui finissent parfois par supplanter le nom originaire. Comme les désignations originaires, les mutations de nom peuvent être spontanées 96 Ainda sobre a perenidade dos nomes de cursos d’água, afirma Dauzat: Os nomes de cursos d' água apresentam características particulares: contém, entre todas as categorias de topônimos, a mais forte proposta dos nomes mais antigos, [...] estando particularmente em oposição às substituições. São estes nomes que nos permitem mergulhar o mais distante possível no passado linguístico da Europa ocidental. (DAUZAT, 1939, p. 195)43 (grifos nossos) Essa perspectiva de Dauzat autoriza, no âmbito desta pesquisa, que, a partir da Análise de mapas contemporâneos, de três cartas antigas, de um mapa antigo e de um documento antigo, se mergulhe no passado linguístico dos denominadores primevos da hidroníma estadual. Após as considerações de caráter geomorfoclimático, feitas acima, passa-se à discussão de aspectos relativos à colonização estadual. 2.7 Colonização do Estado do Piauí O processo de ocupação do território brasileiro dá-se efetivamente com a empresa canavieira, mormente a da província de Pernambuco. Esta atividade econômica “teria necessariamente de acarretar conseqüências diretas e indiretas para as demais regiões” (FURTADO, 2004, p. 60). Para o caso piauiense, em particular, uma dessas consequências advém do que está apregoado na Carta Régia de 1701, na qual D. Pedro II “determina que os criadores retirem os seus rebanhos, no prazo de um mês, para o interior, observada a distância de dez léguas” (BRANDÃO, 1998, p. 17). Os termos da Carta logo favoreceram a retirada do gado para o Sertão de Dentro (expressão atribuída a Capistrano de Abreu), o que deu início à fase de penetração do interior ou systématiques. C’est la rivière qui résiste le mieux aux substituitions, car elle échappe en géneral aux changements d’ordre officiel ; d'autre part, elle a une individualité plus nette que le lieu dit, dont les limites sont plus imprécises. (Tradução Nossa). 43 Les noms de cours d'eau présentent in intérêt très particulier: ils renferment, parmi toutes les catégories de toponymes, la plus forte proposition des noms les plus anciens, [...]étant particulièrement rebelle aux substitutions. Ce sont ces noms qui nous permettent de plonger le plus loin dans le passé linguistique d'Europe occidentale. (Tradução Nossa). 97 nordestino. Corroborando a assertiva, Nunes e Abreu (1998, p. 86) consideram que “dentre os fatores conjunturais que determinaram o povoamento e a exploração econômica do sertão piauiense, destacam-se a expansão dos engenhos no Nordeste e a apropriação de novas áreas para instalação de currais”. Mott (2010, p. 172) vislumbra, por seu turno, os aspectos geomorfoclimáticos que favoreceram a criação de gado no Piauí: Possuindo grande parte de seu território ocupado por caatingas e cerrados, dispondo de poucos rios perenes e baixa pluviosidade, o Piauí, se de um lado representava fracas possibilidades para o desenvolvimento de uma agricultura exportadora, veio a transformar-se na principal área pastoril do Nordeste, sendo considerado durante séculos como o curral e açougue das áreas canavieiras. A propensão do Estado para a criação de gado favorece, obviamente, o ajuntamento de determinados grupos humanos. Sobre isso, Brandão (1995, p. 276) afirma que predominavam as famílias originadas de casais portugueses radicados no Piauí, cujos maridos eram vaqueiros dos grandes senhores ou criadores em terras devolutas [...] os membros destas famílias passaram à condição de proprietários rurais,quando adquiriram títulos fundiários, por compra a particulares ou por concessão real. Pode-se, além da presença portuguesa, mencionar, mesmo que em menor proporção do que em outros Estados brasileiros, a presença de escravos. Com a mão de obra destes, foi possível a expansão da atividade pecuarista no interior piauiense. Outros grupos humanos, como o dos indígenas, que, particularmente no Piauí, eram quase na totalidade falantes de línguas da família linguística Jê, foram dizimados pelo Estado Colonial Brasileiro e sofreram inúmeras perseguições empreendidas em nome da limpeza da área e da comercialização de nativos durante alguns séculos. Martins (2002, p. 26) afirma que o índio “figurou como elemento indispensável ao desenvolvimento da economia pecuária em seus primeiros séculos”. Os três principais estratos étnicos e linguísticos, acima comentados, conformarão, de modo desigual, diga-se de passagem, a cosmovisão primeva piauiense, a qual se pretende recuperar, no que ainda for possível, por meio da análise onomástico-toponímica da hidronímia piauiense no corpus já referido. 98 O Estado do Piauí possui, pois, tradição econômica essencialmente pecuarista e disso não se pode escusar. Essa tradição favoreceu a constituição de uma sociedade essencialmente oligárquica, mesmo hodiernamente. A importância da atividade pecuarista pode ser sentida, como se tentará demonstrar na parte de Análise dos Dados, nas manifestações culturais locais e no painel onomástico em geral. A inexistência de sociedades indígenas em território piauiense também reflete a avassaladora política de extermínio dos “desbravadores” contra os nativos, que resistiam aos trabalhos forçados nas fazendas e à perda de terras que utilizavam para subsistência. Ainda sobre a ocupação do Piauí, pode-se mencionar que, ao final do século XVII, em cumprimento à Carta Régia de 06 de fevereiro de 1698, há o desdobramento da freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Cabrobó, da qual surge a nova freguesia de Nossa Senhora da Vitória, passando esta à denominação de Piauí. Para Santos Neto (1998), sobretudo a partir de 1660, a colonização deu-se “sob os impulsos da expansão do criatório de gado e pela vontade de muitos aventureiros de enriquecer preando índios” (SANTOS NETO, 1998, p. 58). Esses impulsos parecem ter como grandes motivadores tanto a necessidade de mão de obra indígena, rareada em virtude de maciço extermínio, quanto a incompatibilidade, mesmo paradoxal, entre as atividades da lavoura de cana-de-açúcar e o criatório de gado. Sobre essa incompatibilidade, Brandão (1998, p. 17) afirma que: Os conflitos repetem-se. Em muitos deles, chega a haver mortes. Autoridades reais interferem, sem bons resultados. El Rei D. Pedro II chama a si a deisão da matéria. E determina que os criadores retirem os seus rebanhos, no prazo de um mês, para o interior, observada a distância de dez léguas, nos termos da Carta Régia de 1701. Recuando um pouco mais, é possivel afirmar que a principal atividade instaurada em terras piauienses, no período colonial, estabelecera-se quando da implantação do primeiro governo geral, de Tomé de Souza, em 1549, na Bahia. Dessa época, a primeira grande leva de jesuítas é trazida ao Brasil, sob o comando do Pe Manoel da Nobrega e, além disso, e não menos importante, tem-se a vinda de um dos maiores latifundiários do período colonial, Garcia D’Ávila, pecuriarista importante para a efetiva colonização do Piauí, que nasce sob os auspícios da criação de gado, vindo, certamente, de Cabo Verde, já com o primeiro governador. 99 A presença jesuíta e o criatório de gado são empresas cruciais para o estabelecimento da rota expansionista em solo piauiense em particular, haja vista que toda a configuração étnica, linguística e cultural é alterada e transformada por esses vetores. O entendimento do que se processara no Piauí está, pois, intrinsecamente ligado tanto ao declínio das atividades de plantio da cana-de-açúcar quanto à necessidade de a coroa portuguesa ocupar o interior brasileiro, vez que eram constantes as presenças holandesas e francesas por essas terras. Sobre isso, cumpre lembrar a ocupação francesa no vizinho Estado do Maranhão. Especificamente sobre a empreitada ocupacionista por meio da pecuária, podem-se mencionar, pelo menos, duas frentes a partir do Nordeste, uma saída de Pernambuco, em direção ao norte e ao oeste, abrangendo uma faixa que vai da Paraíba, passando pelo Rio Grande do Norte, ao Ceará; e outra saída da Bahia, seguindo o curso do rio São Francisco até chegar, pelos Sertões de Dentro, ao Piauí, na sua parte Sul. O itinerário da colonização, se na direção Norte-Sul, ou na Sul-Norte, provocou e tem provocado ainda divergências entre aqueles que se debruçam sobre a história do Piauí, uma vez que, no geral, tem prevalecido a tese Norte-Sul, admitindo, assim, as primeiras incursões de baianos, e, posteriormente, de paulistas, todos vindos desta direção. Machado (2002, p.22) defende que os processos de extermínio e espoliação dos indígenas do Piauí iniciaram-se na parte Norte do Estado: Os processos de extermínio e espoliação das sete nações indígenas foram iniciados no Norte do território que posteriormente seria a Capitania do Piauí, nas ilhas do delta, abrangendo, em seguida, a faixa litorânea e as encostas da Serra da Ibiapaba, alcançando os vales dos rios Longá, Piracuruca, Maratoã, Jenipapo, Poty, Berlenga Sambito, Tranqueira, Guaribas, Riachão e Itaim, regiões povoadas pelas nações Tremembé e Tabajara. Estenderam-se, posteriormente, em direção ao Centro-Leste, alcançando o vale do rio Canindé, região povoada pelas nações Jaicó, Acroá e Gueguê, de onde se trifurcaram, seguindo direcionamentos distintos: para o sul, alcançaram os vales dos rios Piauí e Itaueira, até chegar às nascentes dos rios Gurguéia e Paraim, regiões povoadas pelas nações Gueguê, Acroá e Pimenteira; para o Sudeste, atingiram os vales dos rios Piauí e Fidalgo, até às nascentes do Piauí, regiões povoadas pelas nações Gueguê, Acroá e Pimenteira; para o Sudoeste, deram nos vales dos rios Mucaitá, Itaueira, Gurguéia, Uruçuí Preto, até às nascentes do Urucuí Vermelho, regiões povoadas pelas nações Timbira, Gueguê e Acroá. (MACHADO, 2002, p. 22) 100 O povoamento do espaço piauiense é, então, dada a principal atividade econômica aqui estabelecida, efetivado pela ocupação das margens dos principais rios, riachos, lagoas, brejos etc. Este fato incidirá na Toponímia desses acidentes, de modo que, com eles, podem-se vislumbrar as primeiras impressões e modos de vida dos povoadores desses Sertões de Dentro. Demograficamente, a Freguesia de Nossa Senhora da Vitória experimenta, já ao final do século XVII, baixíssimo índice populacional (605 habitantes, como admite verossímil BRANDÃO, 1998), em virtude da própria atividade econômica, a qual exigia, se comparada com a lavoura da cana-de-açúcar, reduzido número de pessoas que nessas terras habitassem. Alia-se a isso o fato de não se formarem, como em outras partes do território nacional, núcleos familiares, haja vista as tensas relações entre conquistadores e autóctones. A incumbência da ocupação ficou, pois, a cargo, sobretudo, dos bandeirantes. A preocupação primeira deles, como já mencionado, era a de tomar as nascentes dos grandes afluentes e subafluentes do Parnaíba, dentre eles: Gurgueia, Uruçui, Canindé, Piauí, Poti, Longá etc., obviamente com o fim mesmo de, nesses lugares, terem condições favoráveis à atividade pecuarista. No séc. XVIII, por volta da segunda década, segundo Santos Neto (1998, pp. 60 e 61): [...] toda a bacia do Parnaíba apossada/doada (dada/data) sob a forma de sesmarias, e centenas de fazendas já haviam sido instaladas para a criação de gado (vacum e cavalar, especialmente), todas de fazendeiros residentes em Pernambuco e Bahia, afora as possessões dadas no vale centro-nortista do rio Poti ao não tão errante Domingos Jorge Velho, paulista de nascimento, em cuja possessão se incluía, segundo o historiador Cláudio Melo, a mesopotâmia onde está situada hoje a cidade de Teresina. De um lado - o do explorador-, com o interesse pela terra para fins agropecuários e, de outro, o autóctone, distribuído em sete nações indígenas, as quais, como se depreende do mapa 44 abaixo, estão não só fortemente ligadas geograficamente, mas também culturalmente, aos “vales dos rios e ao derredor das lagoas formadoras da bacia hidrográfica parnaibana piauiense”45. 44 Mapa digitalizado de: MACHADO, Paulo Henrique Couto. As trilhas da morte: extermínio e espoliação das nações indígenas na região da bacia Hidrográfica parnaibana piauiense. Teresina: Corisco, 2002. p. 26. 45 IDEM op. cit. 101 Fonte: Machado (2002, p. 26) Mapa 9: Distribuição espacial das nações indígenas do Piauí É lícito supor, com a observação do mapa, que a índole rivícola e lacustre tanto dos autóctones do Piauí quanto dos bandeirantes deve ter deixado marcas profundas nos Topônimos deste Estado. Isto posto, cumpre sumarizar alguns aspectos gerais sobre os indígenas do Piauí, o que se fará no próximo tópico. 2.8 Indígenas no Piauí Discorrer sobre a história das nações indígenas que habitavam o solo do Piauí passa, necessariamente, pela recuperação dos primeiros contatos interétnicos e linguísticos travados entre indígenas e portugueses na Costa brasileira em princípios do século XVI. 102 A saga portuguesa, iniciada em 09 de março de 1500, com a saída de 13 navios do porto de Lisboa, modificará para sempre e, negativamente, em grande medida, a história dos indígenas brasileiros em geral e, mais drasticamente, a do indígena piauiense, em particular. Antes da chegada dos portugueses, cumpre mencionar, habitavam o litoral brasileiro indígenas Tupi e, antes destes, outros que ficaram conhecidos genericamente pela designação “Tapuio”. Em Silveira Bueno, (1984, p 311), tem-se o seguinte verbete para a palavra Tapuia: Tapuia –s. De tapyya, o índio considerado bárbaro pelos demais. Esses Tapuia, normalmente mencionados na literatura como indígenas de língua travada, porque não falantes de língua Tupi (os demais, de Silveira Bueno), eram os habitantes primevos da Costa do Brasil, a qual foi progressivamente tomada pelos Tupi, e na qual restaram poucos remanescentes Tapuia, conforme atesta Ribeiro (2009, p. 20): Os Tupi da costa eram conhecidos pelo nome genérico de Tupinambá e se dividiam em vários grupos locais. Tupiniquim e Tupiná (ou Tapanases) viviam entre Porto Seguro na Bahia e Espírito Santo. Na mesma região viviam os Guaitacaz ou Goitacá, numa estreita faixa do litoral espírito- santense, povo “Tapuia”, espremido entre os Tupi. Os Tupi, saídos provavelmente do sudoeste da Amazônia antes da era cristã, após assenhorearem-se da costa brasileira, são os que, no início do século XVI, travarão contato com o branco colonizador. A língua Tupi será, pois, a língua de contato entre os indígenas da Costa e o Português Europeu, que terá, inclusive na figura das missões jesuíticas mais tarde, de dobrar-se à superioridade numérica de falantes da língua Tupi, os quais ditarão, sobretudo no século XVI, a hegemonia dessa língua indígena, posteriormente batizada de Língua Geral, após, segundo alguns (Camara Júnior é um deles), a intervenção dos missionários em sua gramática. Sem esta língua, não teria sido possível a empreitada pela busca de metais preciosos e por indígenas para escravização. Obviamente, a permanência da Língua Geral não se deu de maneira regular por toda a colônia, de modo que, em Pernambuco, por exemplo, a Língua Geral logo desaparecera, haja vista a lavoura canavieira ter impulsionado a economia local, o que tanto atraiu mais portugueses quanto exigiu maior fluxo de escravos para cá, ou seja, estratos étnicos e 103 linguísticos que superaram, em número, o estrato indígena, afora, é claro, as moléstias e enfermidades que acometeram os silvícolas. Em outras localidades, onde o influxo de escravos e de portugueses foi menor, prevaleceu a Língua Geral, como no interior de São Paulo. A prevalência ou não da Língua Geral, é bom que se diga, deve-se a fatores político- econômicos, ao desbravamento do interior do Brasil pelos bandeirantes, à intervenção jesuítica na tentativa de “manter” a língua do índio, e, principalmente, no caso do declínio das línguas indígenas em geral, ao vertiginoso desaparecimento de seus falantes. Sampaio (1987, p. 69), em seu clássico O Tupi na geografia Nacional, admite que, até o começo do século XVIII: (...) a proporção entre as duas línguas faladas na colônia era mais ou menos de três para um, do tupi para o português. Em algumas capitanias, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pará, onde a catequese mais influiu, o tupi prevaleceu por mais tempo ainda. Ainda sobre a prevalência da Língua Geral, afora as controvérsias históricas, há os que se alinham, de certa forma, a Sampaio, como é o caso de Wehling e Wehling (1999, p. 284), os quais afirmam ser fora de dúvida “(...) que, à exceção da área canavieira pernambucana e baiana, onde se falava o português, a “a língua geral” – isto é, o Tupi – foi amplamente difundida nos séculos XVI e XVII”. Holanda (1995a), em seu célebre “O semeador e o ladrilhador”, em Raízes do Brasil, dedica uma nota, a segunda, no capítulo quatro, à Língua Geral em São Paulo. O eminente historiador, ao compulsar obras, cartas, relatórios, inventários etc., elenca uma série de opiniões que parecem corroborar a tese de Sampaio. Holanda cria na permanência da Língua Geral, sobretudo no século XVII, avançando talvez até meados do século XVIII. Entre os testemunhos elencados, podem-se citar: 1) governador Antônio Pais de Sande (1692/93); 2) governador Artur de Sá e Meneses (1693); 3) padre Antônio Vieira (1694); 4) bispo de Pernambuco sobre Domingos Jorge Velho (1697). Some-se a isso, ainda com Holanda, o largo uso de alcunhas de origem indígena, frequentes também no século XVII, e mais raras no seguinte, no qual começam a abundar as de origem portuguesa. Ainda sobre a utilização da Língua Geral, veja-se esta interessante afirmação de Wehling e Wehling (1999, pp. 284 e 285): 104 Em regiões de maior densidade populacional indígena, o tupi continuou sendo a língua mais falada no século XVIII. Mas a vinda para o Brasil, atraídos pelas minas, de cerca de 800 mil portugueses certamente contribuiu para consolidar a língua do colonizador. Também a expulsão dos jesuítas concorreu para isso, pois eles sempre respeitaram a língua nativa e a ensinaram em suas escolas. Mas o fator decisivo parece ter sido a firme determinação do governo pombalino de impor o português como língua falada no país, extinguindo o bilingüismo existente até então. Sobre a assertiva de Wehling e Wehling, há que se pesarem dois pontos na argumentação suprarreferida. O primeiro, que diz respeito ao respeito jesuítico à língua nativa, não parece ser válido em toda sua dimensão. Camara Júnior, por exemplo, é da opinião de que o Tupi da Costa fora alterado pelos padres jesuítas (Tupi jesuítico no dizer dele), tanto na morfologia e na sintaxe (para se coadunar ao paradigma latino), quanto no léxico, donde se tem a subversão, em Tupi, do significado de Tupã, que passa a atender a um ideal cristão, para fins de catequização. Mesmo que não se concorde plenamente com Camara Júnior sobre as possíveis intervenções morfossintáticas, há que se concordar, pelo menos, com as de natureza lexical. O segundo diz respeito ao tal fator decisivo, as medidas pombalinas. Parece consensual que a extinção de uma língua natural se deve sempre a vários fatores, o que implica dizer que elencar, como mais relevante, as medidas políticas de proibição, no período pombalino, parece não dar conta da complexidade dos fatores envolvidos, os quais têm, em tais medidas, seu cume, haja vista a morte anunciada da maior parte das línguas indígenas, como consequência da morte de seus falantes. Sobre essa abrupta baixa demográfica, Houaiss (1992, p. 49), mesmo sem explicitar suas fontes, apresenta os seguintes dados populacionais para os séculos XVI, XVII, XVIII e XIX, assim esquematizados: XVI – (brancos, descendentes brancos ou mestiços: 30 mil); (população indígena: 1 milhão ou 2 milhões); e (negros: 20 a 30 mil); XVII – (brancos e descendentes livres mestiços: 200 mil); (população indígena: 1,5 milhão); e (negros: 400 mil); XVIII - (brancos e descendentes livres mestiços: 500 mil); (população indígena: 500 mil); (mestiços integrados - índio não bravio, mulatos, cafuzos, mazombos: 500 mil); e (negros: 1 milhão); 105 XIX - (brancos: 1,5 milhão); (população indígena: 200 a 300 mil); (mestiços: 1,8 milhão); e (negros: 1,5 milhão). Mesmo admitindo que tais dados podem não representar fidedignamente, e, certamente não representam, a realidade demográfica do período colonial, é possível, mesmo assim, em linhas gerais, perceber que do século do achamento ao século XVIII (o das medidas pombalinas) o número de indígenas nativos decai, por baixo, mais de 50%, enquanto todos os outros grupos experimentam um vultoso aumento. Este fator é, sim, o mais relevante, e, juntamente com os outros arrolados por Wehling e Wehling, desembocou na progressiva extinção das línguas nativas, inclusive a geral, em grande parte do território brasileiro. Para o interesse particular aqui aventado, o de apresentar, segundo alguns autores, grupos indígenas do Piauí e discutir, mesmo sem a pretensão de esgotar o tema, algumas questões sobre as línguas desses indígenas, oportuna é a referência de Holanda a Domingos Jorge Velho 46 , bandeirante descedor de índios nos sertões piauienses e aniquilador do quilombo dos Palmares, pois, caso se admita verossímil, com Sampaio e com Holanda, a larga utilização pelos bandeirantes da Língua Geral, fica fácil entender, para o contexto piauiense, a abundância de étimos Tupi, como se demonstrará mais à frente. No que concerne ao indígena do Piauí, Chaves (1995), valendo-se do testemunho de exploradores, sem, no entanto, nomeá-los, apresenta, segundo sua própria nomenclatura, as seguintes tribos 47 e suas respectivas localizações, conforme se vê no quadro 48 infra: Quadro 2: Tribos do Piauí e respectivas localizações 46 “Bandeirante Paulista, filho de Francisco Jorge Velho e Francisca Gonçalves, aniquilador dos índios do Piauí e dos escravos do Quilombo dos Palmares. Em 1697, casou-se com Jerônima Cardim Fróis, e, reza a tradição, que ele vivia em concubinato com várias índias, o que talvez ajude a explicar o fato relatado pelo Bispo de Pernambuco, que se referia a Jorge Velho como um homem rude que mal falava o português, ou ainda, que só falava a língua geral dos índios. Guerreou, no Piauí, contra os índios Pimenteiras e morreu entre 1703/04 em Piancó, na Paraíba”. (FRANCO, 1953, pp. 429 e 430) 47 Mesmo a par da problemática que envolve, por exemplo, conceitos como o de raça, tribo e nação etc., optou- se, simplesmente, por relatar, sem a pretensão de criticar tais conceitos, os estudos de autores que versaram sobre os indígenas no Piauí, mesmo sabendo que tais autores utilizam, na maioria das vezes, esses termos em discordância com a prática antropológica hodierna. 48 O quadro mencionado não consta na obra de Chaves. Criamo-lo para melhor visualizar os dados do autor. TRIBOS Localização aproximada TREMEMBÉS Baixo Parnaíba e seu Delta AROAQUIZES e CARAPOTANGAS Chapada das Mangabeiras e no alto Parnaíba AROQUANGUIRAS, COPEQUACAS, CUPICHERES, ARANHEZES, AITATUS e CORERÁS Abaixo das localidades imediatamente acima citadas 106 Fonte: Chaves (1995, pp. 20 a 22) (quadro organizado pelo autor desta pesquisa) O referido padre apresenta, como representantes dos Tupi, os Amoipirás, descendentes dos Tupinambás da Bahia. Chaves finaliza o tópico afirmando que “As demais tribos já mencionadas (as da tabela acima) eram de tapuias legítimos, isto é, de “línguas travadas”, bons cantores, hábeis frecheiros, destros corredores e valentes na guerra”. (CHAVES, 1995, p. 22). Quanto a esses indígenas de língua travada, esclarece Ribeiro (2009, p. 23) alguns aspectos linguísticos e culturais: Eram chamados genericamente de Tapuia os grupos filiados à família linguística Jê e alguns de língua isolada. Dos Jê se pode dizer que representam a nação genuinamente brasileira, porque não há nenhum representante falando sua língua, fora de nossas fronteiras. São também povos de cultura material mais simples. A maneira como organizam a vida em sociedade, no entanto, é bem mais complexa e elaborada que a dos Tupi- guarani ou dos que pertencem ao tronco de línguas Aruak e Karib, isto é, dos povos da floresta tropical. ABETIRAS, BEIRTÁS, COARÁS e NONGAZES Médio Parnaíba ACOROÁS, RODELEIROS e BEIÇUDOS Cabeceira do rio Gurgueia BOCOREIMAS, CORSIÁS e LANCEIROS Extensão do rio Gurgueia ANASSUS e ALONGAZES Serra da Ibiapaba ARUAZES Riacho Sambito UBATÊS, MOATANS, JANDUINS, ICÓS e URIRÊS Serra do Araripe ARAIÉS e ACUMÊS Cabeceiras do rio Piauí COARATIZES e JAICÓS Vale do Gurgueia CUPINHARÓS No Canindé PRECATIZES No Uruçui PUTIS Foz do Poti ARANHINS e CRATEÚS Cabeceiras do rio Piauí PIMENTEIRAS Limites com Pernambuco GUEGUÊS Região central do Estado 107 Machado (2002, pp. 24 e 25) apresenta, com base em fontes do Arquivo Público do Piauí e em Baptista (1994), uma proposta de distribuição espacial do que ele chama de nações 49 indígenas piauienses. Eis, abaixo, a proposta de Machado, na qual constam, segundo ele, a nação, o espaço físico ocupado por elas (hachurado), o percentual do espaço físico ocupado, o número de tribos e o número de habitantes: Quadro 3: Percentuais de ocupação de espaço físico, de número de tribos e de número de habitantes Fonte: Machado (2002, p. 24) 49 Ver nota 47. 108 Quadro 4: Percentuais de ocupação de espaço físico, de número de tribos e de número de habitantes Fonte: Machado (2002, p. 25) Para uma primeira tentativa de especulação sobre as línguas dos autóctones piauienses, das sete nações de Machado, pode-se dizer que seis seriam de “língua travada” (família linguística Jê), e uma, a dos Tabajara, da família linguística Tupi-Guarani. Assim sendo, ter- se-iam 97,98% de indígenas de “língua travada”, ou, para usar uma nomenclatura linguística, falantes de línguas da família Jê. Baptista (1994), por seu turno, menciona quatro etnias em solo piauiense, a saber: 1) Tupi-guarani; 2) Jê; 3) Caraíba (Caribe) e 4) Cariri. O historiador patrício lista mais de 200 tribos 50 , as quais, em geral, estão compreendidas nas quatro etnias suprarreferidas, diz-se, em geral, porquanto ele mesmo não consegue classificar determinadas tribos nessas etnias. O número em si parece demasiado exagerado e talvez não represente a verdade numérica, se se levam em conta, por exemplo, alguns equívocos do autor. Ora, sobre uma tribo (os Gueguês) pertencente ao que ele chama de nação Jê, afirma que ela era também chamada de Goguê, Gueguez, Guguê, Gurgua, Gurguê e Gurgueia. Quando passa a enumerar, em ordem alfabética, as mais de 200 tribos, o autor abre dois verbetes, uma para Guguê e outro para Gurgueia, sendo que ele mesmo admite, anteriormente, tratar-se de sinonímia, ou seja, da mesma tribo. No primeiro 50 Ver nota 47. 109 documento sobre o Piauí de que se tem notícia, Descrição do Sertão do Piauí, de padre Miguel de Carvalho, datado de 1697, não há referência à tribo homônima, mas tão somente ao rio Gurgueia, o qual é “caudaloso sempre corrente. Caminha do sul para o norte. Acha-se nele variedade de peixe do mar, como arraias e outros peixes que comem gente, chamadas piranhas, em grande quantidade” (CARVALHO, 2009, p. 42). No primeiro mapa do Piauí, de 1760, do cartógrafo e engenheiro Henrique Antonio Galúcio, aparece a forma Gorogueia. Sendo assim, a forma primeira da palavra parece tanto ter um “r’ medial quanto um ditongo final (“ia”), o que permite propor a seguinte cadeia de modificação fonética: Gorogueia > Gurgueia > Gurguei* > Gurguê* > Guguê (Goguê) > Gueguê Após sucessivas síncopes e apócopes, chega-se à forma Gueguê, a qual é uma forma epentética de Guguê, todas, por sua vez, formas variantes de Gorogueia. Interessante observar que, para o nome do rio, permanece, nos dias atuais, a forma aparentemente mais antiga. Assim, como este caso, tantos outros há, em Baptista, que merecem esclarecimento, o que ainda está por ser feito. Em termos de língua, Baptista (1994) refere, segundo sua própria terminologia, as seguintes nações e suas respectivas línguas: Quadro 5: Nações indígenas do Piauí ETNIAS JÊ CARAÍBA TUPI CARIRI N A Ç Õ E S Acroá (língua Jê) Pimenteira (língua Caribe) Tabajara (língua Tupi) Tremembé (língua Cariri) Gueguê (língua Jê) Jaicó (língua Jê) Timbira (língua Jê) Fonte: Baptista (1994, pp. 83 a 93) (quadro organizado pelo autor desta pesquisa) No mapa abaixo, é possível visualizar as famílias linguísticas que compõem, hodiernamente, e malgrada a extinção de várias delas, o ainda diverso panorama de línguas da América do Sul: 110 Fonte: O Atlas das Línguas: a origem e a evolução das línguas no mundo (2002, p. 135) Mapa 10: Línguas da América do Sul A escassez de fonte e a falta de pesquisa sobre as línguas indígenas do Piauí, mormente em documentos históricos que a elas possam fazer referência, não permitem ainda que se tenha a esse respeito uma classificação conclusa sobre tais línguas, o que, no máximo, permite que se fale em família linguística (família Jê) para o caso piauiense. Dito de outro, parece que os autores mencionados, até pela própria formação (historiadores, geógrafos etc.), não diferenciam, como o faz Baptista (1994), língua de família linguística, como quando falam de língua Jê, quando, na verdade, trata-se de uma família linguística, a qual engloba várias línguas. Voltando a Jorge Velho, concorda-se, como se disse acima, com Sampaio e com Holanda, quanto à difusão da Língua Geral em território nacional pelos bandeirantes. No 111 Piauí, o bandeirante paulista parece mesmo corroborar esta tese, pois abundam palavras de étimo Tupi, em detrimento das de étimo pertencente às línguas da família linguística Jê, sobretudo em fontes antigas, como se verá na parte de Análise. Levando-se em conta as informações acima, pode-se afirmar que, no Piauí, dada a colonização relativamente tardia, houve um rápido e total etnocídio e glotocídio, de modo a não haver registro significativo, pelo menos até onde se sabe até o presente momento, de exemplares lexicais que pudessem ser objeto de estudo para recuperação e posterior manutenção da índole Tapuia/Jê. O que há, de fato, é a possibilidade de resgate e manutenção da índole Tupi, via bandeirante, o que, se não é desejável, é o pelo menos palpável em termos de representação onomástica. No próximo capítulo, serão abordadas questões teórico-metodológicas. CAPÍTULO 3 – PROCEDIMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS 3.1 A classificação taxionômica Como se havia mencionado, nos objetivos desta pesquisa, aproveitar-se-á a distribuição toponímica em categorias taxionômicas, propostas por Dick (l992a). Essas categorias representam os principais padrões motivacionais dos Topônimos no contexto brasileiro. Há, ainda a respeito dessas categorias, a seguinte subdivisão: 1) Taxionomias de Natureza Física e 2) Taxionomias de Natureza Antropocultural. No que se refere à finalidade desse sistema, Dick (2008b, p. 142) entende que esses categoremas podem ser Definidos à maneira dos hiperônimos (termos redutores dos significados compreendidos nas expressões denominativas) ou dos arquilexemas, constituem-se em indicativos ou marcadores semântico-terminológicos; têm a finalidade de, por meio de uma nomenclatura específica (termo genérico motivador, indicativo do campo semêmico determinativo, seguido da expressão topônimo), transmitir os vínculos causais que justificam a criação dos nomes de lugares 51 . Tendo, pois, essas taxes a finalidade de transmitir as relações de causalidade na criação dos nomes de lugares, pode-se cotejar a possibilidade de, com esse sistema, refletir-se algum detalhe particular do local, o que, por sua vez, acarretaria uma melhor caracterização etnolinguística do meio analisado. Quanto às taxionomias propostas por Dick (1992a), seguem-se, nos quadros abaixo, as taxes com suas respectivas aplicações e exemplos. Os quadros que ora se apresentam, como se disse, seguem as diretrizes gerais de Dick (op. cit.), mas com adaptações que visam, antes de tudo, a ilustrar, na coluna EXEMPLO, os Hidrônimos catalogados neste estudo, para os quais se usará a indicação (PI), para indicar ser o acidente encontrado no Estado, e, para os 51 DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Atlas toponímico do Brasil: teoria e prática II. Paraná, 2007. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/trama/article/view/965. Acesso em: 10 fev. 2008. 113 casos em que não há correspondente na catalogação, usar-se-ão os próprios exemplos de Dick (op. cit.). 3.1.1 Classificação Taxionômica: taxes de Natureza Física Quadro 6: Taxes de Natureza Física TAXE APLICAÇÃO EXEMPLO 1. Astrotopônimos Referem-se aos corpos celestes em geral Rio da Estrela (ES) 2. Cardinotopônimos Referem-se às posições geográficas em geral Lagoa de Fora (PI) 3. Cromotopônimos Referem-se à escala cromática Lagoa Verde (PI) 4. Dimensiotopônimos Referem-se às dimensões dos acidentes geográficos Lagoa Cumprida (PI) 5. Fitotopônimos Referem-se aos vegetais em geral Riacho Aroeira (PI) 6. Geomorfotopônimos Referem-se às formas topográficas Riacho da Serra (PI) 7. Hidrotopônimos Referem-se a acidentes hidrográficos em geral Riacho Cachoeirinha (PI) 8. Litotopônimos Referem-se aos minerais e à constituição do solo Riacho da Areia (PI) 9. Meteorotopônimos Referem-se a fenômenos atmosféricos Cachoeira da Chuva (RO) 10. Morfotopônimos Referem-se às formas geométricas Lagoa Redonda (PI) 11. Zootopônimos Referem-se aos animais Riacho da Cabra (PI) Fonte: Dick (1992a) (quadro organizado pelo autor desta pesquisa) 3.1.2 Classificação Taxionômica: taxes de Natureza Antropocultural Quadro 7: Taxes de Natureza Antropocultural TAXE APLICAÇÃO EXEMPLO 1. Animotopônimos Referem-se à vida psíquica, à cultura espiritual Riacho Bonito (PI) 2. Antropotopônimos Referem-se aos nomes próprios individuais Riacho do Damião (PI) 3. Axiotopônimos Referem-se aos títulos e Doutor Pedrinho (AH SC) 114 TAXE APLICAÇÃO EXEMPLO dignidades que acompanham nomes próprios individuais 4. Corotopônimos Referem-se a nomes de cidades, países, estados, regiões e continentes Riacho da Palestina (PI) 5. Cronotopônimos Referem-se aos indicadores cronológicos representados pelos adjetivos novo(a), velho(a) Lagoa Velha (PI) 6. Ecotopônimos Referem-se às habitações em geral Riacho da Cabana (PI) 7. Ergotopônimos Referem-se aos elementos da cultura material Lagoa da Porta (PI) 8. Etnotopônimos Referem-se aos elementos étnicos isolados ou não (povos, tribos, castas) Riacho do Caboclo (PI) 9. Dirrematotopônimos Referem-se a frases ou enunciados linguísticos Lagoa do Cala-Boca (PI) 10. Hierotopônimos Referem-se a nomes sagrados de crenças diversas, a efemérides religiosas, às associações religiosas e aos locais de culto Riacho da Cruz (PI) 10.1. Hagiotopônimos Referem-se a santos ou santas do hagiológio católico romano Riacho São João (PI) 10.2. Mitotopônimos entidades mitológicas Riacho da Caipora (PI) 11. Historiotopônimos Referem-se aos movimentos de cunho histórico, a seus membros e às datas comemorativas Riacho do Mandu (PI) 12. Hodotopônimos Referem-se às vias de comunicação urbana ou rural Lagoa da Estrada (PI) 13. Numerotopônimos Referem-se aos adjetivos numerais Lagoa Dois Irmãos (PI) 14. Poliotopônimos Referem-se aos vocábulos vila, aldeia, cidade, povoação, arraial Riacho Arraial (PI) 15. Sociotopônimos Referem-se às atividades profissionais, aos locais de trabalho e aos pontos de encontro da comunidade, Riacho da Lavadeira (PI) 115 TAXE APLICAÇÃO EXEMPLO aglomerados humanos 16. Somatotopônimos Referem-se metaforicamente às partes do corpo humano ou do animal Lagoa da Língua de Vaca (PI) Fonte: Dick (1992a) (quadro organizado pelo autor desta pesquisa) 3.2 Ficha Toponímica A Ficha Toponímica que se adota, nesta pesquisa, tem como base a proposta de Dick (2004), com adaptações. Na ficha (abaixo segue uma já devidamente preenchida com dados sobre os Hidrônimos do município de Geminiano, o qual fora escolhido aleatoriamente e que pertence à Microrregião de Picos, na Mesorregião Sudeste Piauiense), constarão as seguintes informações: a) Número do acidente; b) Elemento Geográfico; c) Topônimo; d) Origem; e) Taxionomia e f) Estrutura Morfológica. 1. Município: Microrregião de Picos (município de Geminiano) Quadro 8: Ficha Toponímica Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Riacho São João LP Hagio COMPOSTO 02 Lagoa Pilões, dos LP Ergo SIMPLES 03 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES 04 Lagoa Carnaíba LT Fito SIMPLES 05 Lagoa Carcará LT Zoo SIMPLES 06 Lagoa Veados, dos LP Zoo SIMPLES 07 Lagoa Mato, do LP Fito SIMPLES 08 Lagoa Tabuleiro, do LP Geomorfo SIMPLES Fonte: Dick (2004), com adaptações. Para um melhor entendimento da estrutura da Ficha Toponímica acima exposta, passa- se, adiante, ao exame de seus elementos componentes: 116 1) COLUNA NUMÉRICA Nesta coluna, indica-se a quantidade de acidentes por microrregião. 2) ELEMENTO GEOGRÁFICO Indica se se trata de elemento geográfico físico ou humano. No caso desta pesquisa, foram catalogados somente os elementos geográficos físicos (rios, lagos, lagoas, córregos, brejos etc). 3) TOPÔNIMO Indica o termo específico, o Topônimo propriamente dito, que servirá de base para a classificação taxionômica. 4) ORIGEM Indica a possível língua de origem dos Topônimos classificados. Neste quesito, optou- se por assinalar, quando o caso permitir, a origem do Topônimo e, para os casos dos estratos indígena e africano, indicar-se-ão, também quando possível, em nota de rodapé, seus respectivos étimos. Obviamente, não se pode negligenciar que as palavras de origem indígena e africana, em sua imensa maioria, já estão devidamente acomodadas ao sistema morfológico do português, de modo que autores como Cunha (1999) e Houaiss (1992) preferem, para o caso de palavras de origem Tupi, a expressão ‘palavras portuguesas de origem Tupi’, que, decerto, parece bastante adequada quando se leva em conta, principalmente, tal acomodação morfológica nos dois casos. Se a prática adotada, nesta pesquisa, fosse a de considerar os indigenismos e africanismos, como ‘palavras portuguesas de origem indígena ou africana’, não seria proveitoso haver, na Ficha Toponímica, uma coluna para a indicação de origem, haja vista que a quase totalidade dos Topônimos receberia a indicação LP (Língua Portuguesa), que, no máximo, poderia vir acompanhada do epíteto que lhes evidenciasse a origem primeva. A questão se resumiria, pois, em assinalar a quase totalidade os Topônimos como de origem portuguesa ou lhes marcar, quando houvesse possibilidade, as origens indígenas e africana. A decisão, por mais que seja discutível, dada a dificuldade de se asseverar, por 117 exemplo, se itens lexicais como macaco e banana são, de fato, de origem africana, será a de assinalar os três principais estratos (português, indígena e africano) para a formação do Português Brasileiro, sobretudo em razão da inconteste importância histórica e linguística desses estratos na formação dessa variedade do português. No caso das palavras indígenas, utilizar-se-ão as seguintes fontes para lhes determinar a origem: Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa (2002); Dicionário Histórico das Palavras Portuguesas de Origem Tupi (1999), de Cunha; Vocabulário Tupi-Guarani- Português (1984), de Silveira Bueno; O Tupi na Geografia Nacional (1987), de Sampaio; Influência do Tupi no Português (1926), de Jacques Raimundo; Contribuição do Bororó à Toponímia Brasílica (1965), de Carlos Drumond; e Toponímia Brasílica (1961), de Levy Cardoso (neste último, há listas de itens lexicais de origem bororó, caribe e aruaco). Certamente, a dificuldade de determinação da origem é bem maior no caso das palavras africanas, e, por isso mesmo, a decisão que aqui se tomará pode ser bem mais arbitrária e, por consequência, questionável, principalmente pela indecisão/incerteza de lexicógrafos e de outros autores que se debruçaram sobre o tema dos africanismos. Assim sendo, a partir, principalmente, da consulta do Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa; do Dicionário etimológico nova fronteira da língua portuguesa, de Cunha (2001); do O Elemento Afro-Negro na Língua Portuguesa, de Jacques Raimundo (1933) e do Dicionário Yorubá-Português, de Beniste (2011), decidir-se-á assinalar ou não determinado Topônimo, como de origem africana, se em uma das duas fontes ou em outras quaisquer, houver a menção, ainda que provável, a uma origem africana. Se isto ocorrer, será aceito tal ou qual Topônimo como de origem africana, sem deixar de reiterar, com isso, os problemas e consequências que se possam advir de tal escolha. Não se assinalará a origem, nestes casos, quando menção nenhuma houver, ou quando, em todas as fontes, houver a indicação de origem duvidosa ou controversa. Nestes casos, a origem do Topônimo será assinalada como não encontrada (n/e). Os casos citados (macaco e banana) serão, pois, considerados como de origem africana, haja vista uma das fontes (Jacques Raimundo (1933)) assinalar, na parte final de sua obra (Vocabulário), a presença desses dois itens lexicais como de tal origem e, no DeHlp, por exemplo, para o item lexical macaco, ser-lhe apontada uma provável origem africana, o que não ocorre para o caso de banana, para o qual só há a menção de origem controversa. Se a prática geral será a de identificar os três estratos principais que entraram na formação do Português Brasileiro, o mesmo procedimento não será adotado para outros estratos possíveis. Por essa razão, por exemplo, o item lexical açúcar, de atestada origem 118 árabe, não será considerado como tal para fins de classificação quanto à origem, posto tal lexia já está devidamente acomodado ao sistema morfológico do Português Brasileiro, como no caso dos africanismos e indigenismos, mas também porque não se tem a pretensão de sobrelevar, como nos casos anteriores, a importância histórica e linguística desses outros estratos, que, decerto, foram e são importantes, mas que, na maioria dos casos, já perderam, talvez, mais que os elementos linguísticos africanos e indígenas, as reminiscências estrangeiras, muito talvez por serem palavras de há muito na língua e também porque os usuários comuns da língua dificilmente sentiriam que tais itens lexicais são provenientes de outra língua que não a portuguesa. Obviamente, esse sentimento de pertença de determinado item lexical ao português comporta gradações, de modo que, ainda sobre esses outros estratos, há casos como o de Salamanca, ocorrente no corpus desta pesquisa (com a mesma grafia do Espanhol), que, talvez não seja de todo sentido como palavra portuguesa, dada sua baixa frequência na língua. Para estes últimos casos, que são poucos, diga-se de passagem, a prática adotada será a de lhes assinalar a origem não portuguesa. Com as ressalvas acima, segue abaixo o quadro com as origens que aqui serão consideradas para fins de classificação. Note-se que os três principais estratos estão assinalados, mas que há um detalhamento intencional no caso das línguas indígenas, muito em razão da possibilidade de recorrência a um número bem maior de fontes bibliográficas. Quadro 9: Língua de origem dos Topônimos Origem LA Língua Africana LAR Língua Aruaque 52 LC Língua Caribe 53 LE Língua Espanhola LIT Língua Italiana LJ Língua Jê 54 LP Língua Portuguesa LT Língua Tupi n/e não encontrada 52 Sobre tal língua, esclarece Rodrigues (2002, p. 65): “Tal como aconteceu com o nome Karib. Também o nome Aruák veio a ser usado para designar o conjunto de línguas encontradas no interior do continente, aparentadas à língua Aruák”. 53 Ver nota 52. 54 Não se trata propriamente de Língua Jê e, sim, de família linguística Jê. Não se tem nenhum conhecimento acerca de quais línguas da família Jê foram faladas pelos indígenas do Piauí (a literatura só menciona, sem o devido rigor terminológico, que se trata de Língua Jê). Usa-se, pois, LJ tão somente para manter a uniformidade com o restante do quadro 9 em que figuram as várias línguas. 119 5) TAXIONOMIA Classifica os Topônimos de acordo com a proposta taxionômica de Dick (1992a), já explicitada anteriormente, nas seções 3.1.1 e 3.1.2. 6) ESTRUTURA MORFOLÓGICA Indica a estruturação morfológica dos Topônimos simples e compostos encontrados na pesquisa. As estruturas indicadas nesta pesquisa são as seguintes: SIMPLES (com um só morfema lexical 55 ) COMPOSTO: (com dois ou mais morfemas lexicais de mesma origem) COMPOSTO HÍBRIDO: (com dois ou mais morfemas lexicais de origem distinta) (Nesta classificação, para os casos em que há um morfema lexical de uma língua + um morfema derivacional 56 (sufixo) de outra, como em Itaueira, Cajazeira etc., estes termos, desnecessário dizer, são SIMPLES, e, para efeito de classificação quanto à origem, e, mesmo sendo de alta frequência no Português Brasileiro, dada a produtividade do sufixo -eiro, formador que é de “novas palavras”, serão considerados de origem indígena, dado o significado do morfema lexical). 3.3 Métodos e Procedimentos A seleção de fontes antigas (três cartas, um mapa e um documento) fornece, num recorte temporal que vai do século XVII ao XX, os Hidrônimos em suas possíveis formas originais, nomeadas, principalmente, pelos primeiros colonizadores não autóctones. Tais formas, em muitos casos, podem ser de importância capital para o resgate da cosmovisão do denominador do período colonial. A sistemática adotada foi a de, primeiramente, catalogar, o máximo possível, os Hidrônimos constantes em tais fontes. Diz-se o máximo possível em razão de não ter sido possível a decodificação de alguns nomes, ora pela resolução do material, ora pela própria 55 Zanotto (2006, p. 29) conceitua: “São os portadores da significação básica do vocábulo. Martinet os denomina de lexemas, e Vendryes, de semantemas. São eles os responsáveis pela significação externa, não gramatical. Essa significação está contida na raiz (ou radical primário) do vocábulo”. 56 Zanotto (2006, p. 30) explica-lhes a função: “servem para formar novas palavras; são os prefixos e os sufixos”. 120 disposição do nome na carta ou mapa. Em seguida a isso, os nomes catalogados foram dispostos em Fichas Toponímicas, acima descritas, para a efetiva classificação dos Hidrônimos em taxes. Realizada a classificação para todas as fontes antigas, foram feitas, em cada seção destinada a elas, ao fim de cada uma, considerações gerais mais de ordem quantitativa, apontando-lhes, percentualmente, e, com o auxílio de gráficos em coluna, as taxes mais prevalentes. Ao fim dessas considerações, foram feitas outras de ordem mais global, buscando o diálogo de todas as fontes antigas com a história social piauiense. Quantitativamente, em a Descrição do Sertão do Piauí (1697), foram catalogados 35 Hidrônimos. Na Carta Geografica da capitania do Piauhi (1760), foram catalogados 39 Hidrônimos. Na Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (1828), foram catalogados 34 Hidrônimos. Na Carta corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco, e Ceará (1855), foram catalogados 21 Hidrônimos. Por fim, no mapa do Estado do Piauí (1913), foram catalogados 47 Hidrônimos. Somando-se todas as fontes antigas chega-se a um total de 176 Hidrônimos. Como se vê, o número de Hidrônimos por fonte é bastante reduzido e ressalta-se que o seria bem mais reduzido se fossem contemplados apenas os Hidrônimos correspondentes às atuais mesorregiões Sudeste e Sudoeste do Estado do Piauí. Por essa razão, o levantamento dos Hidrônimos nas fontes antigas abarcou, sobretudo no caso das cartas e do mapa, todo o território do Piauí. Sobre a seleção dos Hidrônimos constantes nos mapas das mesorregiões Sudeste e Sudoeste, fornecedoras de um corpus representativo da hidronímia piauiense contemporânea, foram catalogados, na medida do possível, todos os Hidrônimos das três microrregiões da mesorregião Sudeste e todos das seis microrregiões da mesorregião Sudoeste. Em seguida a isso, os nomes catalogados foram dispostos em Fichas Toponímicas para a efetiva classificação dos Hidrônimos em taxes. Realizada a classificação para todas as fontes contemporâneas, foram feitas, em cada seção destinada a elas, ao fim de cada uma, considerações gerais mais de ordem quantitativa, apontando-lhes, percentualmente, e, com o auxílio de gráficos em coluna, as taxes mais prevalentes. Ao fim dessas considerações, foram feitas outras de ordem mais global, buscando o diálogo entre os resultados obtidos para a mesorregião Sudeste e a Sudoeste, buscando-lhes as diferenças advindas da inserção de cada uma delas em biomas e em tipos climáticos diferenciados. Após isso, esses resultados foram comparados com aqueles obtidos para as fontes antigas, de modo a se ter tanto considerações sobre as fontes contemporâneas entre si, quanto sobre estas e as fontes antigas. 121 Ainda sobre as fontes contemporâneas, optou-se por listar os Hidrônimos por microrregião e não por município, dada a dificuldade em se saber, com relativa margem de segurança, quais rios, lagos, lagoas etc. pertenciam a este ou aquele município em particular, sendo que, não raro, por questões limítrofes e, principalmente, pela falta de uniformidade e de clareza das convenções cartográficas dos mapas do IBGE, um mesmo Hidrônimo aparece em vários mapas de municípios contíguos. Esses Hidrônimos comuns a vários municípios dificultaram a catalogação deles por município individualmente, de modo que se fez um levantamento completo por mapa municipal, para, posteriormente, agrupá-los por microrregião. Os Hidrônimos da mesorregião Sudeste do Estado do Piauí (com um total geral de 680 Hidrônimos) estão distribuídos entre 66 municípios (ou 29,6% do total dos municípios piauienses), os quais, por sua vez, estão agrupados em três microrregiões: 1) Microrregião de Picos (20 municípios, com 187 Hidrônimos); 2) Microrregião de Pio IX (07 municípios, com 137 Hidrônimos) e 3) Microrregião do Alto Médio Canindé (39 municípios, com 356 Hidrônimos). Os Hidrônimos da região Sudoeste do Estado do Piauí (com um total geral de 2025 Hidrônimos) abarcam 62 municípios (ou 27,8% do total dos municípios do Estado), distribuídos, por sua vez, em seis microrregiões: 1) Alto Médio Gurgueia (11 municípios, com 442 Hidrônimos); 2) Alto Parnaíba piauiense (04 municípios, com 342 Hidrônimos); 3) Bertolínia (09 municípios, com 190 Hidrônimos); 4) Chapadas do extremo sul piauiense (09 municípios, com 418 Hidrônimos); 5) Floriano (12 municípios, com 236 Hidrônimos); e 6) São Raimundo Nonato (17 municípios, com 397 Hidrônimos). O número total de Hidrônimos constantes no corpus contemporâneo desta pesquisa é 2705. Somando-se a quantidade os Hidrônimos constantes nas fontes pretéritas (176) com o número obtido nos mapas contemporâneos do IBGE (2705), chega-se a um corpus final de 2881 Hidrônimos catalogados. Feitas essas considerações de ordem teórico-metodológicas, passa-se, no próximo capítulo, à Apresentação dos Dados. CAPÍTULO 4 - APRESENTAÇÃO DOS DADOS Nas próximas seções, serão apresentados os dados referentes ao primeiro documento que se tem notícia sobre o Piauí (Descrição do Sertão do Piauí, doravante Descrição, de Miguel de Carvalho, redigido em 1697) e a cartas e a mapas antigos e contemporâneos. No capítulo que se segue a este, será feita a Análise dos dados em separado, para, em seguida, proceder a um comparativo tanto em relação aos dados pretéritos entre si, quanto em relação aos contemporâneos entre si e entre estes e as fontes pretéritas. A utilização, nesta pesquisa, de cartas/mapa do passado e mapas do presente se reveste de cabal importância para a tentativa de estabelecimento de padrões motivacionais, sobretudo se se leva em conta a observação de Dick (1998d, p. 104): Dependendo do conteúdo representado, o nome, no mapa, extrapola a própria representação e se insere no contexto geral da mentalidade dominante. A frequência de determinados modelos denominativos nas cartas é que indicará o perfil denominativo do lugar, o padrão dos nomes utilizados e a ideologia da sociedade (grifos nossos). 4.1 Descrição e cartas e mapa antigos Nesta seção, serão apresentados os dados tanto da Descrição quanto de um mapa e três cartas antigos do Estado do Piauí. No total, serão analisados cinco fontes, que são representativas de um recorte temporal que vai do século XVII ao século XX, sendo a Descrição, de Miguel de Carvalho, representativa do século XVII (1697); a carta de Galúcio, representativa do século XVIII (Galúcio 57 , 1760); duas cartas representativas do século XIX 57 Trata-se da Carta geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes, levantada em 1760, pelo cartógrafo e engenheiro-mor do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Henrique Antonio Galúcio. Esta Carta está disponível no site da Biblioteca Nacional, na seção de catálogos http://catcrd.bn.br/scripts/odwp032k.dll?t=nav&pr=cartografia_pr&db=cartografia&use=cs0&rn=1&disp=card& sort=off&ss=22432395&arg=Piauí . Neste link, constam as seguintes informações sobre a referida Carta: “1) Descrição Física: a) mapa ms. : col., desenho a nanquim ; 58,5 x 85cm. em f. 61,5 x 88cm; b) Abrange o Estado do Piauí e a costa norte, desde a Baía do Quatipuru, Pará, até Jericoacoara, Ceará. Mostra parte das Capitanias do Maranhão e Pernambuco e ao sul Terras Novas da Natividade. Contém cidades, vilas, fazendas, serras e povoados. Indica rios: Gurupi, Turiaçu, Pinaré [Pindaré], Mearim, Itapucuru [Itapecuru], Meny [Munim], Parnaíba etc. No canto superior esquerdo: S.Cl.1 nº1. Parece ser cópia de 1809 em: Dicionário histórico e documental dos arquitetos... / Sousa Viterbo. 2) Notas: Relevo representado sob forma pictórica. Inclui uma rosa-dos-ventos. Escala gráfica em léguas [= 14,3cm.]. Desenhado a tinta nanquim e aquarelado. Marca d'água: brasão contendo letras D & C B, separadas por travessões e ao alto trevo de 4 folhas. Mapa: imagens da formação territorial do Brasil / Isa Adonias. p. 140. Mapas e planos manuscritos relativos ao Brasil Colonial... p. 123 (de Martius e Schwarzmann 58 , 1828; e sem autoria 59 , 1855);e um mapa para o século XX (1913) 60 . Justifica-se a escolha dessas fontes tanto pela possibilidade de se ter um recorte de tempo significativo quanto pela disponibilidade de muitas delas (no caso de todas as cartas) no ambiente virtual, sobretudo no site da Biblioteca Nacional. Neste mesmo site, foram encontradas ainda: 1) Mapa do Piauí, Maranhão e Ceará (para o qual não se tem nem a autoria, nem a indicação precisa da data de confecção, 18--?); 2) Mappa geographico da capitania do Piauhy, e parte das do Maranhão, e do Gram Pará (para o qual também não se tem nem a autoria, nem a indicação precisa da data de confecção, 1816?). Por essas imprecisões, e, por já haver, para o século XIX, duas cartas com indicação de data e de autoria,em um caso, e, de data, no outro, optou-se por não incluir mais estas duas outras retromencionadas. Os Hidrônimos constantes na Descrição e nestas cartas e no mapa antigos foram catalogados, tanto quanto possível, em toda a extensão dos documentos, sobretudo porque, em todos eles, há um reduzido número de Hidrônimos, de modo que, se se procedesse como nos mapas contemporâneos, ou seja, nos quais só foram catalogados os Hidrônimos das 249. A catalogação, para esta carta, dado o reduzido número de Hidrônimos, foi feita, tanto quanto possível, haja vista a impossibilidade de decodificação de alguns nomes, levando-se em conta a extensão de toda a carta. 58 Trata-se da Carta Geográfica do Piauí, de 1828, de Martius e Schwarzmann, (título original: Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil, rediggé d’après les cartes manuscrites de Jozé Pedro Cezar de Menezes et Mathias Jozé da Silva Pereira, par M.. R JOS: SCHWARZMANN premier Lientenant d’Infanterie de l’Armée Bavarvise et M..R LE CHEV DE MARTIUS. MUNICH, 1828.) Esta Carta está disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1250074/icon1250074_48.htm. 59 Trata-se da Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará, de 1855, sem autoria. Carta está disponível no site da Biblioteca Nacional, na seção de catálogos http://bndigital.bn.br/scripts/odwp032k.dll?t=bs&pr=fbn_dig_pr&db=fbn_dig&ss=new&disp=card&use=sh&arg =Piauí . Neste link, constam as seguintes informações: 1) Descrição Física: a) 1 mapa: col.: 56 x 50cm em f. ; 51,5 x 46,5cm; b) Abrange os atuais Estados do Maranhão, Piauí e partes do Pará, Tocantins, Bahia, Ceará e Pernambuco. Mostra os rios: São Francisco, Araguaia, Tocantins, Parnaíba. Indica as serras da Desordem, Penitente e Alpercatas, no Maranhão, Dois Irmãos no Piauí, Estrondo e Cordilheira Grande, em Goiás. Meridiano de origem: Rio de Janeiro. Contém as principais cidades e vilas. 2) Notas: Litografado. Entelado. Coleção Pimenta Bueno. PIB Catálogo antigo. A catalogação, para esta carta, dado o reduzido número de Hidrônimos, foi feita, tanto quanto possível, haja vista a impossibilidade de decodificação de alguns nomes, levando-se em conta a extensão de toda a carta. 60 Trata-se do mapa do Estado do Piauí, de 1913, do Ministério da Aviação e das Obras Públicas, sob o comando do ministro Dr. José Barbosa Gonçalvez, tendo, ainda, como Inspetor Federal, o engenheiro José Estacio de Lima Brandão (interino). Tal mapa apresenta a escala de 1:1500000. A catalogação, dada a dificuldade de leitura do mapa, em virtude, por seu turno, da resolução ruim, contemplou apenas os Hidrônimos correspondestes às atuais mesorregiões Sudeste e Sudoeste e mesmo estes não puderam ser todos contemplados. 124 mesorregiões Sudeste e Sudoeste, muito pouco restaria em termos quantitativos para ser analisado. Em um primeiro momento, pois, far-se-á a comparação das taxes mais prevalentes em tais fontes, a fim de se buscar um quadro onomástico possível para este recorte temporal e, só posteriormente, proceder-se-à à comparação entre os dados do passado com os do presente. Abaixo, seguem as Fichas Toponímicas, as quais serão utilizadas para as cartas e o mapa antigos e para os contemporâneos. Antes de se serem apresentados os quadros classificatórios das fontes pretéritas e das contemporâneas, faz-se oportuno reiterar que se fez a opção, no caso específico dos Topônimos de origem indígena ou africana (dois dos principais estratos na formação do Português Brasileiro), pela sistemática de assinalar-lhes, em nota de rodapé, o étimo, quando possível. No caso dos nomes portugueses com evidente significado regional, recorrer-se-á, a fim de aclarar-lhes o significado, também às notas de rodapé. Ressalte-se, no entanto, que tal sistemática, mormente para o caso de Topônimos que se repitam em várias fontes, será a de assinalar somente a primeira ocorrência, evitando, assim, a repetição desnecessária e a consequente sobrecarga com o uso dessas notas. 4.1.1 Descrição Quadro 10: Rios e riachos em a Descrição, de Miguel de Carvalho (1697) Nº Elemento geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Rio Berlengas 61 n/e Coro SIMPLES 02 Rio Bitorocara 62 n/e n/c SIMPLES 03 Rio Boqueirão 63 LP Geomorfo SIMPLES 04 Rio Boroty 64 LT Fito SIMPLES 61 Baptista (1986) afirma ter-se conservado tal nome. A única referência que se encontrou sobre o topônimo Berlengas faz menção ao arquipélado de Berlenga, em Peniche, cidade portuguesa no distrito de Leiria. Sobre a ocorrência do nome, veja-se: “Em 1513, com o apoio da rainha D. Leonor, monges da Ordem de São Jerónimo aí se estabeleceram com o propósito de oferecer auxílio à navegação e às vítimas dos frequentes naufrágios naquela costa atlântica, assolada por corsários, fundando o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga, no local onde, desde 1953, se ergue um restaurante. Entretanto, a escassez de alimentos, as doenças e os constantes assaltos de piratas e corsários Marroquinos, Argelinos, Ingleses e Franceses, tornaram impossível a vida de retiro dos frades, muitas vezes incomunicáveis devido à inclemência do mar”. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquip%C3%A9lago_das_Berlengas. Acesso em 20 de janeiro de 2012. (grifos nossos) 62 Baptista (1986) admite tratar-se do atual rio Piracuruca. 63 Baptista (1986) aventa a possibilidade de tratar-se do atual rio Itaquatiara. Souza (2004, p. 45) diz ser “Termo que, no Nordeste do Brasil, nomeia a abertura ou a garganta nas serras por onde passam os rios”. 64 Baptista (1986) julga ser, atualmente, o rio Serrinha. Sampaio (1987, p. 209) diz ser do Tupi “Mbiriti, árvore que emite líquido; a palmeira (Mauritia Vinifera, Mart.) Alt. Murity, Mirity, Mority”. Oliveira (2004, p. 15), em estudo sobre a vegetação (cerrado) do Parque Nacional Sete Cidades, no Norte do Estado do Piauí, atesta a ocorrência abundante da espécie Mauritia martiana (Mart.) Bureau (Buriti), enquadrada na Fitofisionomia 125 Nº Elemento geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 05 Rio Cabeça do Tapuyo 65 LP + LT Somato COMPOSTO HÍBRIDO 06 Rio Caiz 66 LP Ergo SIMPLES 07 Rio Cana Brava 67 LP Fito COMPOSTO 08 Rio Caninde 68 LT Zoo SIMPLES 09 Rio Cobras 69 LP Zoo SIMPLES 10 Rio Corimataim 70 LT Zoo SIMPLES 11 Rio Corrente 71 LP Hidro SIMPLES 12 Rio Frade 72 LP n/c SIMPLES 13 Rio Goribas 73 LT Zoo SIMPLES 14 Rio Goribas 74 LT Zoo SIMPLES 15 Rio Goroguca 75 LJ Etno SIMPLES 16 Rio Inhinhinga 76 LT Fito SIMPLES “Mata de Galeria Inundável”, incluída no domínio dos cerrados. Cunha (1999, p. 75) atesta a ocorrência durante todo o século XVII e lista, ainda, as seguintes formas variantes: “morety, moritim, morutim, mority, muruty, marotim, muriti, murity, miriti, mirity, buriti, bruti, brutiz, burety, bority, burity”. Levando-se em conta a assimilação, fenômeno fonético em que “sons distintos aproximam seus pontos articulatórios ou acabam por tornar-se idênticos” (VIARO, 2011, p. 179), é possível conjecturar a seguinte cadeia de modificação fonética: buriti > bority >boroty. Em outra linha de argumentação, a forma boroty pode tratar-se tão somente de uma variação ortográfica de buriti. 65 Baptista (1986) diz poder ser o atual rio São Vicente. Em Gregório ((s/d, p.1154), TAPUIA significa: “escravo (Anchieta), gentio, bárbaro; índios que não falavam tupi”. 66 Baptista (1986) afirma conservar o mesmo nome, apenas com mudança ortográfica (Cais). 67 Baptista (1986) diz poder ser ou o rio Tabua ou o Onça. No DeHlp, tem-se: “1 erva de até 3 m (Erianthus saccharoides), da fam. das gramíneas, nativa do Brasil (BA até RS, MG, MT), de folhas lineares, serreadas, ásperas e cortantes, e inflorescências dispostas em panículas alvas e vistosas; cana-do-brejo, macega-brava, penachinho [As folhas são us. para cobertura de casas e obras trançadas.]”. 68 Baptista (1986) diz conservar o mesmo nome, só que com acento agudo. Em Sampaio (1987, p. 215), tem-se: “Arara de azul retinto e amarelo. É a mesma Araúna. (Ara ararauna, L.). Alt. Calindé”. 69 Baptista (1986) julga ser o atual rio Jenipapo. 70 Baptista (1986) afirma ser o atual rio Curimatá. Deve tratar-se de variação ortográfica de Curimatá, que, segundo Cunha (1999, p. 122), é “Nome comum a diversos peixes da família dos caracídeos”. Este autor traz as seguintes formas variantes para Curimatã: curamata, curimata, corimatá, curumatans, crumatans, crumatã, curimatá, curumatã, curymatans”. 71 Baptista (1986) diz conservar o mesmo nome. 72 Baptista (1986) diz ser conhecido hoje como Fradinho. No DeHlp, têm-se várias acepções, dentre elas: “1 Rubrica: religião. indivíduo que pertence a uma ordem religiosa; monge; 3 Rubrica: entomologia. Regionalismo: Brasil. m.q. grilo-toupeira ('designação comum'); 4 Rubrica: entomologia. Regionalismo: Brasil.; 7 Rubrica: ictiologia. Regionalismo: Brasil. m.q. sargo-de-dente (Archosargus rhomboidalis); 8 Rubrica: ictiologia. Regionalismo: Ceará, Bahia. m.q. salema (Anisotremus virginicus)”. Dada a possibilidade de vários significados regionais, como marcas de uso inclusive para Estados vizinhos ao Piauí (Bahia e Ceará), optou-se por não classificar o topônimo em questão. 73 Baptista (1986) julga ser atualmente o rio Guaribas. Em Sampaio (1987, p. 239), “o indivíduo feio; a gente ruim. Designa uma casta de macacos (Mycetes). Alt. Guariva, Guarí”. 74 Baptista (1986) julga dever ser atualmente, pela posição, o rio Itaueira. 75 Baptista (1986) afirma ser corruptela do atual nome do Gurgueia. Sampaio (1987, p. 71) afirma que “no interior, porém, as denominações tapuias prevalecem, designando as aguadas e as feições mais salientes da região”. Para o Piauí, o referido autor lista os seguintes nomes que, segundo ele, são tapuias (Jê): Jaicós, Gurgueia e Longa. O nome Gurgueia, como se viu no capítulo sobre a Colonização do Piauí, refere-se a uma tribo tapuia. Tal nome apresenta muitas variações fonéticas e ortográficas, dentre elas, Gueguê. 76 Baptista (1986) julga dever ser o atual rio São Lourenço. Aventam-se duas possibilidades para tal ocorrência: 1) pode ser que tanto Inhinhinga quanto Ininga (este um nome bastante comum na capital do Estado, que dá, 126 Nº Elemento geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 17 Rio Itagoera 77 LT Lito SIMPLES 18 Rio Itaim Asu 78 LT Lito COMPOSTO 19 Rio Itaim Merim 79 LT Lito COMPOSTO 20 Rio Maratanhaim 80 n/e n/c SIMPLES 21 Rio Mocaitã 81 LT Lito SIMPLES 22 Rio Mocambo 82 LA Eco SIMPLES 23 Riacho Moicha 83 LP Zoo SIMPLES 24 Rio Negro 84 LP Hidro- cromo SIMPLES 25 Rio Peauhy 85 LT Hidro SIMPLES 26 Lagoa Pernagoa 86 LT Geomorfo SIMPLES 27 Rio Sam Nicullao 87 LP Hagio COMPOSTO 28 Rio Sam Vicente 88 LP Hagio COMPOSTO 29 Rio Sam Vitor 89 LP Hagio COMPOSTO inclusive, o nome do campus da Universidade Federal do Piauí, em Teresina) tenham sofrido redobro, a partir de Ingá, do tupi i’na (CUNHA, 2001, p. 436). Tal fenômeno, no DeHlp, refere-se ao “processo formal de repetir segmentos fônicos de uma palavra ou mesmo toda a sequência fônica de vocábulos, para indicar categorias gramaticais ou para obter efeitos expressivos”. Assim sendo, pode-se conjecturar que, a partir de Ingá, surgiram outras formas com um ou mais redobro(s). Eis, pois, uma cadeia possível: Ininga < Inhinhinga < Ingá; 2) Pode ser que seja uma alteração de aninga, que significa, no DeHlp: “planta de caule arborescente (Philodendron speciosum), da fam. das aráceas, nativa do Brasil (ES, MG, RJ), de sementes e raízes com propriedades anti- helmínticas, folhas lobadas, flores em espiga, protegidas por espata verde e de margens avermelhadas, e bagas amarelas; aningaíba, aringaíba”. Neste caso, pode-se conjecturar que ocorreu assimilação do primeiro /a/ pela proximidade da vogal /i/, donde: aninga > ininga. 77 Baptista (1986) julga dever ser o atual rio Paracati. Pode tratar-se de uma palavra vinculada formalmente a Itaueira, pelo que se pode demonstrar: Itagoera > Itaoera > Itauera > Itaueira. Esta pode ser a junção do tupi Itaú, que, segundo Sampaio (1987, p. 260), significa “pedra preta, o ferro”, com o sufixo português –eiro, o qual apresenta variados matizes semânticos, podendo significar “lugar onde se têm pedras pretas ou ferro”. 78 Baptista (1986) afirma ser, atualmente, o rio Poti. Em Silveira Bueno (1984, p. 157), tem-se: “Itaim – De itá- im: pedra, pedregulho. Nome de um bairro da capital paulista”. Em Sampaio (1987, p. 191), AÇÚ significa: “grande, considerável”. 79 Baptista (1986) afirma ser o atual rio Itaim. Em Sampaio (1987, p. 283), MIRÍM significa: “pequeno, breve, pouco, miúdo”. 80 Baptista (1986) afirma ser o antigo nome do atual rio Longá. 81 Baptista (1986) afirma conservar o mesmo nome, só que com acento agudo. Silveira Bueno (1984, p. 207) traz o seguinte étimo: “Mocaẽ itá – s.f. Pedra para assar, espécie de grelha”. 82 Baptista (1986) afirma conservar o mesmo nome. Para Jacques Raimundo (1933, p. 144), apresenta o seguinte étimo: “do amb. mukambu, cumieira, telheiro”. 83 Baptista (1986) afirma ser o atual riacho da Mocha. Dada a atividade econômica do período colonial (criação de gado), não é forçoso conjecturar que mocha possa se referir aos animais (vacas, por exemplo) desprovidos de chifres, ou com os chifres aparados. 84 Baptista (1986) afirma ser conhecido hoje pelo nome da fazenda Serra Negra. 85 Baptista (1986) afirma ser o antigo nome do Piauí. Em Silveira Bueno (1984, p. 250), grafada Piauy, significa “rio”, -y, dos Piaus, sendo Piau, originariamente adjetivo, que significa “de pele suja, manchada, falando-se de peixes”. 86 Baptista (1986) afirma tratar-se da lagoa Parnaguá. Em Sampaio, tem-se: PARANAGUÁ c. Paranã-guá, o seio de mar; o espraiado nos grandes rios; a baía fluvial. Paraná, Piauí. Alt. Parnaguá. 87 Baptista (1986) afirma conservar o mesmo nome com a grafia moderna. 88 Baptista (1986) afirma ser o atual rio Tranqueira. 89 Baptista (1986) afirma que, por corruptela, deu Sambito, nome atual. A hipótese de Baptista (1986), quanto a Sam Vitor ter-se transformado em Sambito, de um ponto de vista das transformações fonéticas, é plausível, pois, em Sam Vitor, em um mesmo contínuo sonoro, [s vitu], pode ter ocorrido a mudança v > b (endurecimento), 127 Nº Elemento geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 30 Riacho Santa Catherina 90 LP Hagio COMPOSTO 31 Riacho Santo Antonio 91 LP Hagio COMPOSTO 32 Riacho Savauhy 92 n/e n/c SIMPLES 33 Rio Serra Talhada 93 LP Geomorfo COMPOSTO 34 Riacho Tranqueira 94 LP Fito SIMPLES 35 Riacho Victoria 95 LP Animo SIMPLES Dados da Ficha Quadro 11: Percentual das taxes de a Descrição (1697) Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 01 2,8 Eco 01 2,8 Lito 04 11,4 Antropo 00 00 Ergo 01 2,8 Meteoro 00 00 Astro 00 00 Etno 01 2,8 Mito 00 00 Axio 00 00 Fito 04 11,4 Morfo 00 00 Cardino 00 00 Geomorfo 03 8,6 Numero 00 00 Coro 01 2,8 Hagio 05 14,3 Polio 00 00 Cromo 00 00 Hidro 03 8,6 Socio 00 00 Crono 00 00 Hiero 00 00 Somato 01 2,8 Dimensio 00 00 Historio 00 00 Zoo 06 17,1 Dirremato 00 00 Hodo 00 00 n/c 04 11,4 Quadro 12: Percentual das origens dos Hidrônimos de a Descrição (1697) Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 01 2,8 LAR 00 00 LC 00 00 LE 00 00 LIT 00 00 que, consoante Viaro (2011, p. 174), diz respeito às semivogais e fricativas que se tornam oclusivas, o que, segundo ele, é “muito raro nas línguas indo-europeias”. Ainda com o referido autor, “No português, algo parecido só ocorre entre v > b, em algumas poucas palavras, e é característico do norte de Portugal, do galego e do castelhano (em posição inicial)” (VIARO, 2011, p. 174). No contexto brasileiro, o mesmo autor (op. cit.) dá alguns exemplos, dentre eles: lat verrěre > varrer ≈ barrer; lat verrucam > verruga ≈ berruga. 90 Baptista (1986) afirma poder ser, atualmente, o riacho São Vicente. 91 Baptista (1986) afirma ser o riachinho das Lajes, depois Natal. 92 Baptista (1986) afirma ser riacho de difícil localização. 93 Baptista (1986) afirma conservar o mesmo nome. 94 Baptista (1986) afirma conservar o mesmo nome. Em Souza (2004, p. 321), tem-se: “Sud Mennucci informa que o sentido certo é o de indicado por Calógeras e, por isso, a expressão emprega-se muito para os rios atravancados de galhos, ramos, troncos, que impedem o trânsito das canoas”. 95 Baptista (1986) julga ser o riacho que banha Assunção, povoado de São Miguel do Tapuio. 128 LJ 01 2,8 LP 16 45,7 LP + LA 00 00 LP + LT 01 2,8 LT 12 34,3 LT+ LP 00 00 não encontrada 04 11,4 4.1.2 Carta Geografica da Capitania do Piauhi Carta 1: Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e parte das adjacentes (1760) Quadro 13: Classificação taxionômica dos Hidrônimos da Carta Geografica da capitania do Piauhi (1760) Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Rio Berlengas n/e Coro SIMPLES 02 Rio Caninde LT Zoo SIMPLES 03 Rio Corrente LP Hidro SIMPLES 129 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 04 Rio Esfolado LP Animo SIMPLES 05 Rio Fasto 96 , do LP Animo SIMPLES 06 Rio Fidalgo LP Axio SIMPLES 07 Rio Fundo LP Dimensio SIMPLES 08 Rio Gameleira 97 LP Fito SIMPLES 09 Rio Gentio 98 , do LP Etno SIMPLES 10 Rio Gorogueia LJ Etno SIMPLES 11 Rio Grande de Flores LP Dimensio COMPOSTO 12 Rio Guaribas LT Zoo SIMPLES 13 Rio Itahim LT Lito SIMPLES 14 Rio Jacarihi 99 LT Hidro SIMPLES 15 Rio Longá 100 LJ Etno SIMPLES 16 Rio Maratavó 101 n/e n/c SIMPLES 17 Rio Matuba n/e n/c SIMPLES 18 Rio Negro LP Hidro-cromo SIMPLES 19 Rio Onça, da LP Zoo SIMPLES 20 Rio Pacoty 102 LT Hidro SIMPLES 21 Rio Parahim 103 LT Hidro SIMPLES 22 Rio Parnaiba 104 LT Coro SIMPLES 23 Rio Passage LP Hodo SIMPLES 24 Riacho Pasto, do LP Fito SIMPLES 25 Rio Piauhi LT Hidro SIMPLES 26 Rio Piracuruça 105 LT Zoo SIMPLES 96 No DeHlp, é uma forma variante de fausto, que significa: “grande pompa, luxo, ostentação”. 97 No DeHlp, tem-se: “design. comum a diversas árvores da fam. das moráceas, esp. do gên. Ficus, com madeira ger. us. para a confecção de gamelas e objetos domésticos”. 98 Baptista (1986) julga ser o riacho que banha Assunção, povoado de São Miguel do Tapuio. Tomado, em geral, como sinônimo de índio tapuia. 99 Pode tratar-se de uma variação ortográfica de Jacarehy, que, em Sampaio (1987, p. 263), significa “o rio do jacaré”. 100 Trata-se de um dos povos nativos do Piauí (Longazes, Alongazes, Nongazes). 101 Deve tratar-se, pela similitude formal, do rio Maratoã. 102 Em Silveira Bueno (1984, p. 241), tem-se: “Pacoty – s. De pacobaty: o rio das bananas, das bananeiras”. 103 Em Silveira Bueno (1984, p. 243), tem-se: “Paraim – s. Riozinho”. 104 Se se admite o étimo proposto por Gregório (s/d, p.1012) para “Paranaíba, Parnaíba, Paraíba (rio acidentado, não navegável)”, não se faz oportuno reconhecer o nome do rio como um Hidro, haja vista a sua boa navegabilidade em seu curso baixo e médio, de modo que, assim como Baptista (1981), crê-se que tal nome seja uma homenagem do bandeirante Domingos Jorge Velho ao lugar onde nasceu (Vila de Santana do Parnaíba). Os rios, riachos etc. que tiverem, como referência o rio Parnaíba, e, por isso mesmo receberem dele o mesmo nome, não serão classificados como Coro, e, sim, como Hidro, haja vista o caráter de homenagem à Vila de Santana do Parnaíba não mais figurar. No caso de nomes de riachos, de lagos etc. (Riacho do Gurgueia) que façam referência a um grande rio (Rio Gurgueia), entende-se que, no caso dos pequenos cursos, mais oportuno será classificá-los como Hidro, pois a significação dada a estes não é da mesma natureza daquela dos grandes rios, os quais, em geral, mantêm, como já observara Dauzat, certa perenidade denominativa, ao contrário, em certa medida, dos pequenos cursos. 105 Pode tratar-se de uma variação ortográfica de Piracuruca, que, em Sampaio (1987, p. 302), significa “a guelra do peixe; e ainda – o peixe roncante, ou ruidoso”. 130 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 27 Rio Poçoens 106 LP Hidro SIMPLES 28 Rio Poty 107 LT Zoo SIMPLES 29 Rio Prata, da LP Lito SIMPLES 30 - Riachão LP Hidro SIMPLES 31 Rio Riachão LP Hidro SIMPLES 32 Rio Sambito LP Hagio SIMPLES 33 Rio São João, de LP Hagio COMPOSTO 34 Rio São José, de LP Hagio COMPOSTO 35 Rio Surubia 108 LT Zoo SIMPLES 36 Rio Trahim n/e n/c SIMPLES 37 Rio Urussuhi 109 LT Hidro SIMPLES 38 Rio Velho LP Crono SIMPLES 39 Rio Yatuba n/e n/c SIMPLES Dados da Ficha Quadro 14: Percentual das taxes da Carta Geografica da Capitania do Piauhi (...) (1760) Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 02 5,1 Eco 00 00 Lito 02 5,1 Antropo 00 00 Ergo 00 00 Meteoro 00 00 Astro 00 00 Etno 03 7,7 Mito 00 00 Axio 01 2,6 Fito 02 5,1 Morfo 00 00 Cardino 00 00 Geomorfo 00 00 Numero 00 00 Coro 02 5,1 Hagio 03 7,7 Polio 00 00 Cromo 00 00 Hidro 10 25,6 Socio 00 00 Crono 01 2,6 Hiero 00 00 Somato 00 00 Dimensio 02 5,1 Historio 00 00 Zoo 06 15,4 Dirremato 00 00 Hodo 01 2,6 n/c 04 10,3 106 Deve tratar-se do plural de poço, que, no DeHlp, tem-se: “grande buraco, ger. circular e murado, cavado na terra a fim de atingir um lençol aquífero”. 107 Em Sampaio (1987, p. 307), tem-se: “Po-tí, as mãos pontiagudas: o camarão, o crustáceo. (Penaeus setiferus). Alt. Potí”. 108 Pode tratar-se de uma variação ortográfica de SURUBIM, em Sampaio (1987, p. 317), significa: “o animal azulado, com laivos azuis. É o peixe do gênero Platystoma, dos maiores da fauna fluvial, chamado Jahú, no Sul do Brasil. 109. Alt. Sorubi, Suruvi”. 109 Em Sampaio (1987, p. 341), tem-se: “URUÇUHY corr. Urucú-y, o rio das abelhas uruçú, menor do que uma mosca e amarela”. 131 Quadro 15: Percentual das origens dos Hidrônimos da Carta Geografica da capitania do Piauhi (...) (1760) Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 00 00 LAR 00 00 LC 00 00 LE 00 00 LIT 00 00 LJ 02 5,1 LP 20 51,3 LP + LA 00 00 LP + LT 00 00 LT 12 30,8 LT+ LP 00 00 não encontrada 05 12,8 4.1.3 Carte Geographique de Piauhy Carta 2: Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (...) (1828) 132 Quadro 16: Classificação taxionômica dos Hidrônimos da Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (...) (1828) Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 - Brejinho 110 LP Hidro SIMPLES 02 Rio Canindé LT Zoo SIMPLES 03 Rio Corrente LP Hidro SIMPLES 04 Rio Fidalgo LP Axio SIMPLES 05 Rio Fundo LP Dimensio SIMPLES 06 Rio Gorguea LJ Etno SIMPLES 07 Brejo Grande LP Dimensio SIMPLES 08 Rio Grande LP Dimensio SIMPLES 09 Rio Guaribas LT Zoo SIMPLES 10 Rio Itahim LT Lito SIMPLES 11 Rio Jatobá 111 LT Fito SIMPLES 12 Rio Longa LJ Etno SIMPLES 13 Rio Macambira 112 LT Fito SIMPLES 14 Rio Marvão 113 LP Coro SIMPLES 15 Lagoa Mijo, do LP n/c SIMPLES 16 Rio Murataham n/e n/c SIMPLES 17 Rio Onça LP Zoo SIMPLES 18 Brejo Onça, da LP Zoo SIMPLES 19 Rio Pacaré 114 LT Fito SIMPLES 20 Rio Parahim LT Hidro SIMPLES 21 Rio Paranamirim 115 LT Hidro SIMPLES 22 Rio Parnahyba LT Coro SIMPLES 110 No DeHlp, há uma acepção para Brejo como regionalismo do Nordeste, a saber: “terreno plano, de extensão mais ou menos considerável, alagadiço ou apaulado, que ocorre nas cabeceiras ou em áreas de transbordamento de rios”. (grifos nossos). Souza (2004, p. 49) afirma o seguinte: “além da sua significação vernácula, nos Estados do Nordeste, esta palavra designa terreno onde os rios se conservam mais ou menos permanentes, geralmente fértil, devido aos transbordamentos anuais, por ocasião das chuvas”. Baptista (1981, p. 141), ao tratar da formação do rio Parnaíba, ressalta a importância dos brejos no surgimento dos nascedouros dos afluentes e coafluentes do rio piauiense: “Pelo lado do Maranhão, margem esquerda, despejam o Vereda Bonita, o Orelha (nasce a 443m de altitude, formado pelos brejos Currais, Orelhinha, Salto e Cajueiro), o Tucuns (com três brejos: Solta das Bestas, Negro e Porcos e um coafluente: o Tiririca)”. (grifos nossos). Não se ignora a possibilidade de a classificação poder ser a de um Geormorfo, mas, dadas as observações acima, sobretudo as de caráter regional, optou-se, nesta pesquisa, pela taxe Hidro, no caso dos brejos. 111 No DeHlp, tem-se o étimo tupi (“yetï'wa 'id.'”), com a seguinte acepção: “design. comum às árvores do gên. Hymenaea, da fam. das leguminosas, subfam. cesalpinoídea, de frutos comestíveis e de que se extrai resina conhecida como copal; jataí, jati, jatibá, jetaicica, jutaí”. 112 No DeHlp, tem-se o étimo tupi (tupi “*maka'mbira”), com a seguinte acepção: “planta terrestre ou epífita (Bromelia laciniosa), da fam. das bromeliáceas, nativa do Brasil, encontrada nas caatingas do Nordeste, de folhas verdes com linhas róseas, armadas de espinhos curvos, us. para extração de fibras ou como ração”. 113 Possivelmente uma referência a Vila de Marvão, localizada no Distrito de Portalegre, região Alentejo e sub- região do Alto Alentejo (Portugal). 114 Talvez seja uma variação ortográfica de PACARÁ, que, segundo Sampaio (1987, p. 292), trata-se do “fruto áspero ou cheio de picos; é uma espécie de anona”. 115 Como Paraná, consoante Sampaio (1987, p. 294), refere-se à “denominação dada aos grandes rios” e Mirim (op. cit., p. 283) significa “pequeno, breve, pouco”, parece mais acertado pensar que tal forma seja, na verdade, Paramirim, que significa “riozinho”, ainda com o referido autor. 133 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 23 Rio Piauhy LT Hidro SIMPLES 24 Rio Poty LT Zoo SIMPLES 25 Rio Prata, da LP Lito SIMPLES 26 Rio Preto LP Hidro-cromo SIMPLES 27 Rio Riachão LP Hidro SIMPLES 28 - Riachão LP Hidro SIMPLES 29 Rio Sambito LP Hagio SIMPLES 30 Rio Sorubim LT Zoo SIMPLES 31 Rio Tranqueira LP Fito SIMPLES 32 Rio Urussuhyaçu de Farinha LT + LP Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 33 Rio Urussuhymirim LT Hidro SIMPLES 34 Rio Velho LP Crono SIMPLES Dados da Ficha Quadro 17: Percentual das taxes da Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (...) (1828) Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 00 00 Eco 00 00 Lito 02 5,9 Antropo 00 00 Ergo 00 00 Meteoro 00 00 Astro 00 00 Etno 02 5,9 Mito 00 00 Axio 01 2,9 Fito 04 11,8 Morfo 00 00 Cardino 00 00 Geomorfo 00 00 Numero 00 00 Coro 02 5,9 Hagio 01 2,9 Polio 00 00 Cromo 00 00 Hidro 10 29,4 Socio 00 00 Crono 01 2,9 Hiero 00 00 Somato 00 00 Dimensio 03 8,8 Historio 00 00 Zoo 06 17,6 Dirremato 00 00 Hodo 00 00 n/c 02 5,9 Quadro 18: Percentual das origens dos Hidrônimos da Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (...) (1828) Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 00 00 LAR 00 00 LC 00 00 LE 00 00 LIT 00 00 LJ 02 5,9 134 LP 17 50 LP + LA 00 00 LP + LT 00 00 LT 13 38,2 LT+ LP 01 2,9 não encontrada 01 2,9 4.1.4 Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) Carta 3: Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco, e Ceará (1855) 135 Quadro 19: Classificação taxionômica dos Hidrônimos da Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) (1855) Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Rio Arussayassu n/e n/c SIMPLES 02 Rio Canindé LT Zoo SIMPLES 03 Rio Corrente LP Hidro SIMPLES 04 Rio Fidalgo LP Axio SIMPLES 05 Rio Fidalgo de Cima LP Axio COMPOSTO 06 Rio Fundo LP Dimensio SIMPLES 07 Rio Gurgueia ≈ Gorgueia LJ Etno SIMPLES 08 Rio Guariba LT Zoo SIMPLES 09 Rio Itaim LT Fito SIMPLES 10 Rio Jadory n/e n/c SIMPLES 11 Rio Jatobá LT Fito SIMPLES 12 Rio Longa LJ Etno SIMPLES 13 Rio Murataham n/e n/c SIMPLES 14 Rio Parnahiba LT Coro SIMPLES 15 Rio Piauhy LT Hidro SIMPLES 16 Rio Piracuruca LT Zoo SIMPLES 17 Rio Poty LT Zoo SIMPLES 18 Rio Prata, da LP Lito SIMPLES 19 - Riachão LP Hidro SIMPLES 20 Rio Sorobim LT Zoo SIMPLES 21 Rio Tranqueira LP Fito SIMPLES Dados da Ficha Quadro 20: Percentual das taxes da Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) (1855) Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 00 00 Eco 00 00 Lito 01 4,8 Antropo 00 00 Ergo 00 00 Meteoro 00 00 Astro 00 00 Etno 02 9,5 Mito 00 00 Axio 02 9,5 Fito 03 14,3 Morfo 00 00 Cardino 00 00 Geomorfo 00 00 Numero 00 00 Coro 01 4,8 Hagio 00 00 Polio 00 00 Cromo 00 00 Hidro 03 14,3 Socio 00 00 Crono 00 00 Hiero 00 00 Somato 00 00 Dimensio 01 4,8 Historio 00 00 Zoo 05 23,8 Dirremato 00 00 Hodo 00 00 n/c 03 14,3 136 Quadro 21: Percentual das origens dos Hidrônimos da Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) (1855) Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 00 00 LAR 00 00 LC 00 00 LE 00 00 LIT 00 00 LJ 02 9,5 LP 07 33,3 LP + LA 00 00 LP + LT 00 00 LT 09 42,8 LT+ LP 00 00 não encontrada 03 14,3 4.1.5 mapa Estado do Piauhy Mapa 11: Estado do Piauhy (1913) 137 Quadro 22: Classificação taxionômica dos Hidrônimos do mapa Estado do Piauhy (1913) Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Lagoa Agrestão 116 LP Fito SIMPLES 02 Rio Berlenga n/e Coro SIMPLES 03 Rio Boi Pintado, do LP Zoo COMPOSTO 04 Riacho Capivara 117 LT Zoo SIMPLES 05 Rio Contracto LP Animo SIMPLES 06 Rio Corrente LP Hidro SIMPLES 07 Rio Curimatan LT Zoo SIMPLES 08 Lagoa Dourada LP Hidro- cromo SIMPLES 09 Rio Estiva 118 LP Ergo SIMPLES 10 Rio Fidalgo LP Axio SIMPLES 11 Rio Fundo LP Dimensio SIMPLES 12 Riacho Fundo LP Dimensio SIMPLES 13 Lagoa Genipapo 119 LT Fito SIMPLES 14 Riacho Guaribas, das LT Zoo SIMPLES 15 Rio Gurgueia LJ Etno SIMPLES 16 Rio Inhuçú 120 LT Geomorfo SIMPLES 17 Rio Itaueira LT Lito SIMPLES 18 Riacho Jacaré LT Zoo SIMPLES 19 Rio Longá LJ Etno SIMPLES 20 Riacho Meio, do LP Cardino SIMPLES 21 Riacho Morro Baixo LP Geomorfo COMPOSTO 22 Rio Mucaita n/e n/c SIMPLES 23 Lagoa Onça, da LP Zoo SIMPLES 24 Riacho Onça, da LP Zoo SIMPLES 25 Rio Palmeira LP Fito SIMPLES 26 Rio Parahim LT Hidro SIMPLES 27 Riacho Parnaguá, de LT Geomorfo SIMPLES 28 Rio Parnahyba LT Coro SIMPLES 29 Rio Piauhy LT Hidro SIMPLES 30 Lagoa Pimenteiras 121 LP Etno SIMPLES 116 No DeHlp, sob a rubrica da Fitogeografia, tem-se: “zona Fitogeográfica do Nordeste do Brasil, próxima ao Litoral, entre a mata e a caatinga, de solo pedregoso e vegetação xerófila”. 117 No DeHlp, do tupi “kapii'gwara, de ka'pii 'capim' + 'gwara 'comedor'”. 118 Em Souza (2004, p. 144), tem-se: “paus ou varas atravessados por sobre um riacho ou pequeno rio, formando uma ponte tosca e pouco segura não raras vezes”. 119 No DeHlp, tem-se o étimo tupi (“tupi yandï'pawa 'id.'”), com o significado, sob a rubrica das angiospermas: “fruto do jenipapeiro, ger. amarelo-pardacento, com polpa aromática e comestível, de que se fazem compotas, doces, xaropes, licor etc., e de que se extrai tinta preta, us. pelos indígenas”. 120 Sampaio (1987, p. 250) não traz a palavra em questão, mas traz uma série de cognatos com o radical INHU-, de ‘campo’, donde se tem, por exemplo, Inhumirim, “o campinho”. Em assim sendo, Inhuçu pode significar, pois, ‘campo grande’, ‘campão’. 121 Possivelmente uma referência aos indígenas Pimenteira do Piauí. 138 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 31 Rio Piracuruca LT Zoo SIMPLES 32 Rio Poty LT Zoo SIMPLES 33 Rio Rangel LP Antropo SIMPLES 34 Rio Riachão LP Hidro SIMPLES 35 - Riozinho LP Hidro SIMPLES 36 Rio Sambito LP Hagio SIMPLES 37 Rio Sant’Anna LP Antropo SIMPLES 38 Lagoa São Francisco LP Hagio COMPOSTO 39 Rio São Nicolau LP Hagio COMPOSTO 40 Rio Sucuriú 122 LT Zoo SIMPLES 41 Rio Tapuio LT Etno SIMPLES 42 Rio Taquarussú 123 LT Fito SIMPLES 43 Rio Urussuhizinho LT Hidro SIMPLES 44 Rio Urussuhy Assú LT Hidro COMPOSTO 45 Rio Vargem Grande LP Geomorfo COMPOSTO 46 Lagoa Velha LP Crono SIMPLES 47 Lagoa Victoria LP Animo SIMPLES Dados da Ficha Quadro 23: Percentual das taxes do mapa Estado do Piauhy (1913) Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 02 4,3 Eco 00 00 Lito 01 2,1 Antropo 02 4,3 Ergo 01 2,1 Meteoro 00 00 Astro 00 00 Etno 04 8,5 Mito 00 00 Axio 01 2,1 Fito 04 8,5 Morfo 00 00 Cardino 01 2,1 Geomorfo 04 8,5 Numero 00 00 Coro 02 4,3 Hagio 03 6,4 Polio 00 00 Cromo 00 00 Hidro 08 17 Socio 00 00 Crono 01 2,1 Hiero 00 00 Somato 00 00 Dimensio 02 4,3 Historio 00 00 Zoo 10 21,3 Dirremato 00 00 Hodo 00 00 n/c 01 2,1 122 No DeHlp, tem-se o étimo tupi (“tupi sukuri'yuwa 'réptil ofídio da família dos boídeos'”), sob a rubrica da herpetologia, tem-se: “m.q. sucuri (Eunectes murinus)”. 123 Em Silveira Bueno (1984, p. 312), tem-se: “Taquarussu – s. Taquara grossa, forte, bambu”. 139 Quadro 24: Percentual das origens dos Hidrônimos do mapa Estado do Piauhy (1913) Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 00 00 LAR 00 00 LC 00 00 LE 00 00 LIT 00 00 LJ 02 4,3 LP 25 53,2 LP + LA 00 00 LP + LT 00 00 LT 18 38,3 LT+ LP 00 00 não encontrada 02 4,3 Após a Apresentação dos dados referentes à Descrição e às cartas e ao mapa antigos, passa-se à Apresentação dos dados contemporâneos, o que se fará no próximo subtópico. 4.2 Hidrônimos da mesorregião Sudeste Os Hidrônimos que ora se seguem pertencem à região Sudeste do Piauí, a qual engloba 66 municípios (ou 29,6% do total dos municípios piauienses), distribuídos, por sua vez, em três microrregiões: 1. Microrregião de Picos (20 municípios); 2. Microrregião de Pio IX (07 municípios) e 3. Microrregião do Alto Médio Canindé (39 municípios). A seguir, seguem-se as Fichas Toponímicas utilizadas para classificar os Topônimos (Hidrônimos) listados na mesorregião Sudeste. 4.2.1 Microrregião de Picos (20 municípios) Município 1: Aroeiras do Itaim Município 2: Bocaína Município 3: Cajazeiras do Piauí Município 4: Colônia do Piauí Município 5: Dom Expedito Lopes Município 6: Geminiano Município 7: Ipiranga do Piauí Município 8: Oeiras Município 9: Paquetá Município 10: Picos Município 11: Santa Cruz do Piauí Município 12: Santa Rosa do Piauí Município 13: Santana do Piauí Município 14: São João da Canabrava Município 15: São João da Varjota Município16: São José do Piauí 140 Município 17: São Luís do Piauí Município 18: Sussuapara Município 19: Tanque do Piauí Município 20: Wall Ferraz 4.2.1.1 Hidrônimos da microrregião de Picos Quadro 25: Classificação taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de Picos Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Lagoa Aceno, do LP Animo SIMPLES 02 Riacho Angico 124 Branco, do LP Fito COMPOSTO 03 Riacho Areia, da LP Lito SIMPLES 04 Riacho Aroeira 125 LP Fito SIMPLES 05 Arroio Arraial, do LP Polio SIMPLES 06 Riacho Arraial LP Polio SIMPLES 07 Riacho Baixa 126 , da LP Geomorfo SIMPLES 08 Córrego Baixa do Curral LP Geomorfo COMPOSTO 09 Riacho Baixa Funda LP Geomorfo COMPOSTO 10 Riacho Baixa Velha, da LP Geomorfo por qualif. COMPOSTO 11 Riacho Bananeira 127 , da LA Fito SIMPLES 12 Lagoa Banguês 128 , dos LA Ergo SIMPLES 124 No DeHlp, “design. comum a várias árvores da fam. das leguminosas, subfam. mimosoídea, esp. dos gêneros Piptadenia, Parapiptadenia e Anadenanthera, nativas da América tropical, a maioria do Brasil, freq. exploradas ou cultivadas pela boa madeira”. 125 No DeHlp, “design. comum a algumas árvores da fam. das anacardiáceas; daro”. 126 Souza (2004, p. 23) cita Raimundo Lopes e seu d’O Torrão Maranhense, no qual, à pagina 148, se lê que “baixas são entradas de campo inundáveis”. No DeHlp, há uma acepção com a marca de uso que indica tratar-se de um regionalismo do Pará, com o seguinte significado: “parte do campo submersa pelas chuvas de inverno”. Nos dois casos, parece claro o caráter temporário da presença de água nesses campos, razão pela qual, o termo “Baixa” foi classificado neste estudo como um Geomorfo. 127 Em Jacques Raimundo (1933, p. 105), tem-se, para a entrada Banana: “sf. Fruto da bananeira. // Adj. Fig. Molenga, molengo, moleirão; palermar, pacóvio. // Etim.: são Numerosos os autores que atribuem ao vocábulo origem africana, uns vacilantes como Pichardo (Dic. Prov.), outros com convicção, como A. Rojas (Ens. de un dic.) e Wiener (Africa and the Disc. of Am.); Ortiz (Afron.) aventa opiniões e factos, rematando pela africanidade do vocábulo. Procede, sem dúvida, da região da Guiné e arredores: no ualofo, no fula e no mandinga (Serra-Leôa e Gâmbia) banana; no sussu ou sosso banani; no vei e no limba ou iembê bana; no nsima polen, que é uma variante”. (grifo nosso) 128 No DeHlp, há as seguintes acepções: “1 Regionalismo: Brasil. padiola tosca para carregar terra e materiais de construção; 2 Regionalismo: Brasil.; padiola us. para transportar cadáveres; 3 Regionalismo: Brasil. nos engenhos, espécie de padiola em que se leva o bagaço da cana para a bagaceira após a moagem; 4 Regionalismo: Pará.couro de boi com varas atadas nas extremidades no qual se transporta terra para os aterros; 5 espécie de liteira com teto e cortinado de couro, para o transporte de mulheres, crianças e enfermos; 6 móvel antigo, grande e pesado, que lembra liteira; 7Regionalismo: Brasil. engenho de açúcar primitivo, movido a força animal; 8 Derivação: por metonímia. nos engenhos de açúcar, o conjunto da fornalha e das tachas sobre ela assentadas; 9 141 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 13 Riacho Barrinha 129 , da LP Geomorfo SIMPLES 14 Lagoa Barro, do LP Lito SIMPLES 15 Rio Berlengas n/e Coro SIMPLES 16 Riacho Bica 130 , da LP Hidro SIMPLES 17 Riacho Boa Vista, da LP Animo COMPOSTO 18 Riacho Bonito LP Animo SIMPLES 19 Riacho Boqueirão LP Geomorfo SIMPLES 20 Riacho Brejo, do LP Hidro SIMPLES 21 Riacho Brejo Grande LP Hidro COMPOSTO 22 Riacho Buriti do Meio, do LT+ LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 23 Riacho Buriti Grande, do LT+ LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 24 Riacho Buriti Redondo LT+ LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 25 Riacho Cabaças, das LP Fito SIMPLES 26 Riacho Cabra, da LP Zoo SIMPLES 27 Riacho Cachoeirinha LP Hidro SIMPLES 28 Riacho Cacunda, da LA Somato SIMPLES 29 Riacho Caiçara 131 , LT Ergo SIMPLES 30 Riacho Cajazeira 132 , da LT Fito SIMPLES 31 Riacho Cajazeiras LT Fito SIMPLES 32 Riacho Caju 133 , do LT Fito SIMPLES 33 Lagoa Cajueiro, do LT Fito SIMPLES 34 Riacho Cajueiro LT Fito SIMPLES 35 Lagoa Caldeirão 134 , do LP Hidro SIMPLES canal ladrilhado por onde escorre a espuma que transborda das tachas de açúcar; 10 proteção de couro para barriga de rês doente”. Ainda no DeHlp: “segundo Nei Lopes, pal. banta de orig.contrv.”. 129 Souza (2004, p. 33), sobre o vocábulo Barra, afirma que, no Brasil, o termo tem o seguinte significado: “(...) bancos ou coroas de areias e de outros sedimentos trazidos pelos rios e depositados nas suas bocas e nas dos estuários, resultantes da ação conjugada das correntes fluviais e das vagas e correntes marinhas”. 130 No DeHlp, tem-se uma acepção, por derivação metonímica: “fonte ou veio de água corrente”. 131 No DeHlp, tem-se uma acepção, com a marca de uso Regionalismo: “qualquer proteção ou cerca feita com ramos de árvores, paus a pique, varas etc. (p.ex., em torno de plantação para impedir a entrada de gado)”. 132 No DeHlp, tem-se: “árvore de até 25 m (Spondias mombin) da fam. das anacardiáceas, de casca adstringente e emética, madeira branca, folhas imparipenadas, flores aromáticas, em grandes panículas, e drupas alaranjadas, de polpa resinosa, ácida, comestível e saudável; nativa dos trópicos, ocorre no Brasil (AMAZ a SP), e as raízes, folhas, flores, frutos e sementes têm inúmeros usos medicinais; cajá, cajá-mirim, cajazeiro, cajazinha, imbuzeiro, taperebá”. Do tupi aka'ya que, segundo Sampaio (1987, p. 191), significa 'fruto de caroço cheio, fruto que é todo caroço'. 133 No DeHlp, tem-se: “design. comum aos frutos das árvores e arbustos do gên. Anacardium, da fam. das anacardiáceas, e tb. a outros frutos, de diferentes gên. e fam., por alguma semelhança àqueles, ger. pelo pedúnculo carnoso”. Do tupi aka'yu. 142 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 36 Riacho Cana Brava LP Fito COMPOSTO 37 Riacho Canavieiras LP Fito SIMPLES 38 Rio Canindé LT Zoo SIMPLES 39 Riacho Cansado, do LP Animo SIMPLES 40 Riacho Canto, do LP Cardino SIMPLES 41 Lagoa Canto, do LP Cardino SIMPLES 42 Riacho Canto do Saco LP Cardino COMPOSTO 43 Lagoa Carcará 135 , do LT Zoo SIMPLES 44 Riacho Carcará, do LT Zoo SIMPLES 45 Lagoa Carnaíba 136 , da LT Fito SIMPLES 46 Riacho Carnaúba, do LT Fito SIMPLES 47 Riacho Carreiras 137 , das LP Hodo SIMPLES 48 Riacho Casa Nova, da LP Eco por qualif. COMPOSTO 49 Lagoa Cercada LP n/c SIMPLES 50 Lagoa Cercado, do LP Ergo SIMPLES 51 Riacho Choupeiro 138 , do LP Socio SIMPLES 52 Riacho Cocal, do LP Fito SIMPLES 53 Riacho Coco, do LP Fito SIMPLES 54 Riacho Consolo, do LP Animo SIMPLES 55 Riacho Contentamento LP Animo SIMPLES 56 Riacho Corrente, da LP n/c SIMPLES 57 Riacho Corrente LP Hidro SIMPLES 58 Riacho Corrente, do LP n/c SIMPLES 59 Rio Corrente LP Hidro SIMPLES 134 Souza (2004, p. 70), depois de dar a significação do termo na Amazônia, no Rio Grande do Sul, em São Paulo e na Bahia, afirma: “Em outras zonas, assim se nomeiam tanques naturais nos lajedos, onde se armazenam águas fluviais”. 135 No DeHlp, “ave falconiforme, onívora, da fam. dos falconídeos (Caracara plancus), encontrada da Flórida até a Terra do Fogo e por todo o Brasil, com até 56 cm de comprimento, plumagem alvinegra, face e cera amarelas ou vermelhas, cabeça branca com penacho nucal negro, peito e cauda barrados de negro e asas com extremidades brancas; carancho, carcará [Ave freq. observada sobrevoando áreas de queimadas, à procura de alimentos.]”. Do tupi karaka'ra 'id.' 136 Carnaíba ou Carnaúba. No DeHlp, “palmeira solitária de até 15 m (Copernicia prunifera), nativa do Nordeste do Brasil, de folhas palmadas e bagas ovoides; carandá, carnaíba, carnaubeira [Seu produto mais importante é a cera, obtida das folhas; a madeira é us. na construção; o fruto tem polpa comestível, us. em doces e farinha; da amêndoa extrai-se óleo; as raízes têm propriedades depurativas e, reduzidas a cinzas, substituem o sal de cozinha.]”. Do tupi karana'ïwa 'id.' 137 Souza (2004, p. 93) afirma que “A palavra carreira tem outro significado no interior do Brasil ou seja o de rua ou alameda que abre espaço regular entre duas fileiras de plantação de milho, café, etc.” 138 Choupeiro, ao que tudo indica, é uma derivação de Choupa, que significa “ferro de dois gumes fixado em cabo curto, us. nos matadouros para abater os animais”. Em assim sendo, o sufixo –eiro, dentre seus vários matizes semânticos, pode indicar profissão, donde choupeiro ser o encarregado de abater, nos matadouros, o gado. No Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/Default.aspx, tem-se a seguinte acepção, no contexto brasileiro: “Magarefe que, no matadouro de Santa Cruz, abate o gado”. 143 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 60 Lagoa Craíbas 139 , das LT Fito SIMPLES 61 Riacho Croata 140 , do LT Fito SIMPLES 62 Lagoa Cumprida LP Dimensio SIMPLES 63 Lagoa Currais, dos LP Socio SIMPLES 64 Riacho Damião, do LP Antropo SIMPLES 65 Lagoa Dentro, de LP Cardino SIMPLES 66 Lagoa Detrás do Cercado LP Cardino COMPOSTO 67 Riacho Engano, do LP Animo SIMPLES 68 Lagoa Estrada, da LP Hodo SIMPLES 69 Riacho Estreito 141 , do LP Hidro SIMPLES 70 Lagoa Feitoria, da LP Socio SIMPLES 71 Lago Flor, da LP Fito SIMPLES 72 Lagoa Flor, da LP Fito SIMPLES 73 Lagoa Fora, de LP Cardino SIMPLES 74 Riacho Formiga, da LP Zoo SIMPLES 75 Lagoa Forte, do LP Animo SIMPLES 76 Riacho Frade, do LP n/c SIMPLES 77 Rio Frade, do LP n/c SIMPLES 78 Arroio Fradinho LP n/c SIMPLES 79 Riacho Fundo LP Dimensio SIMPLES 80 Riacho Gado Bravo, do LP Zoo COMPOSTO 81 Riacho Gameleira, da LP Fito SIMPLES 82 Riacho Governo, do LP n/c SIMPLES 83 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES 84 Lago Grande LP Dimensio SIMPLES 85 Riacho Grande, da LP Dimensio SIMPLES 86 Riacho Grotão 142 LP Geomorfo SIMPLES 87 Riacho Grotão, do LP Geomorfo SIMPLES 88 Rio Guaribas LT Zoo SIMPLES 89 Riacho Inferno, do LP Animo SIMPLES 90 Riacho Inhaúma 143 LT Zoo SIMPLES 139 Craíba ou Caraíba. No DeHlp, tem-se: “árvore pequena (Tabebuia caraiba), da fam. das bignoniáceas, nativa do Brasil (AMAZ, CE, MG, SP, C.-O.), de boa madeira, casca amarga, febrífuga, flores amarelas e frutos capsulares; caraúba, caraúba-do-campo, carobeira, paratudo”. Do tupi kara'ïwa 'planta da família das boragináceas' 140 No DeHlp, tem-se: “planta epífita e estolonífera (Quesnelia liboniana) da fam. das bromeliáceas, nativa do Brasil (RJ), com poucas folhas, dispostas em roseta estreita e afunilada, de bordos serreados, e flores de sépalas vermelhas e pétalas azuis; gravatá”. Do tupi karagwa'ta 'gravatá'. 141 Com Souza (2004, p. 145), tem-se: “assim se designa em quase todo o Brasil o trecho de um rio em que a sua largura normal se reduz de repente até a um décimo e menos”. 142 No DeHlp, tem-se: “depressão muito grande do solo, que aparece em encostas alcantiladas”. 144 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 91 Rio Itaim LT Lito SIMPLES 92 Riacho Jabuti 144 LT Zoo SIMPLES 93 Lagoa Jacaré 145 , do LT Zoo SIMPLES 94 Lagoa João Alves LP Antropo COMPOSTO 95 Riacho Juá 146 , do LT Fito SIMPLES 96 Lagoa Junco, do LP Fito SIMPLES 97 - Lagoas LP Hidro SIMPLES 98 - Lagoinha LP Hidro SIMPLES 99 Riacho Lajes 147 , das LP Lito SIMPLES 100 Riacho Macacos, dos LA Zoo SIMPLES 101 Riacho Macambira 148 LT Fito SIMPLES 102 Riacho Madeira Cortada LP Fito COMPOSTO 103 Riacho Mandacaru 149 LT Fito SIMPLES 104 Lagoa Marcelinos, dos LP Antropo SIMPLES 105 Riacho Margarida, da LP Antropo SIMPLES 106 Lagoa Marreca 150 , da LP Fito SIMPLES 107 Riacho Marruá LP Zoo SIMPLES 108 Lagoa Massalina LP n/c SIMPLES 109 Riacho Matinado, do LP n/c SIMPLES 110 Lagoa Mato, do LP Fito SIMPLES 111 Lagoa Meio, do LP Cardino SIMPLES 112 Riachão Meio, do LP Cardino SIMPLES 143 Inhaúma/Anhuma/Inhuma. No DeHlp, tem-se: “ave anseriforme, paludícola, da fam. dos anhimídeos (Anhuma cornuta), de ampla distribuição amazônica, podendo atingir outras regiões do Brasil; com cerca de 61 cm de altura, plumagem alvinegra, característico apêndice frontal implantado no crânio, partes inferiores brancas e pernas negras [Ave símbolo de Goiás.]”. Do tupi a'ñïma 'id.'”. 144 No DeHlp, tem-se: “design. comum aos quelônios, terrestres e herbívoros, da fam. dos testudinídeos, de carapaça alta, em forma de domo, patas posteriores tubulares, semelhantes às dos elefantes, dedos curtos, com garras e movimentos lentos”. Do tupi yawo'ti herp 'id.' 145 No DeHlp, tem-se: “design. comum aos répteis crocodilianos da fam. dos aligatorídeos, de focinho largo e chato, encontrados esp. nos rios e pântanos das Américas do Norte e do Sul”. Do tupi yaka're 'réptil crocodiliano'. 146 No DeHlp, tem-se: “design. comum a algumas plantas da fam. das solanáceas, esp. dos gên. Solanum e Physalis”. Do tupi yu'a 'nome de diversas plantas da família das solanáceas'. 147 Souza (2004, p. 185) registra a forma LAJEM, que, segundo ele, é um regionalismo do Norte do país e significa “trecho de um rio obstruído por grande quantidade de pedras”. No DeHlp, há a remisão de LAJEM para LAJE, indicando terem ambas o mesmo étimo. 148 No DeHlp, tem-se: “planta terrestre (Encholirium spectabile) da mesma fam., nativa do Brasil (PI, BA), de folhas verdes e luzidias, armadas de acúleos, cujas fibras são us. no fabrico de redes; macambira-da-pedra, macambira-de-flecha”. Do tupi *maka'mbira 'planta da fam. das bromeliáceas', prov. com el. final ï'mbïra 'fibra, filamento'. 149 No DeHlp, tem-se: “design. comum a várias plantas do gên. Cereus, da fam. das cactáceas”. Do tupi yamandaka'ru ou ñamandaka'ru 'planta da família das cactáceas'. 150 Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 145 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 113 Riacho Melancia, da LP Fito SIMPLES 114 Riacho Mimbó, do n/e n/c SIMPLES 115 Lagoa Mirorós 151 , dos LT Fito SIMPLES 116 Riacho Mocambo, do LA Eco SIMPLES 117 Lagoa Mocambo, do LA Eco SIMPLES 118 Riacho Mocha, da LP Zoo SIMPLES 119 Riacho Mulato, do LP Etno SIMPLES 120 Lagoa Nazaré, de LP n/c SIMPLES 121 Rio Oiti 152 LT Fito SIMPLES 122 Riacho Palangado, do n/e n/c SIMPLES 123 Riacho Palheta LP Ergo SIMPLES 124 Riacho Patos, dos LP Zoo SIMPLES 125 Lagoa Pedras, das LP Lito SIMPLES 126 Riacho Pedras, das LP Lito SIMPLES 127 Riachão Pequeno do Venâncio LP Dimensio COMPOSTO 128 Lagoa Pereiras, dos LP Antropo SIMPLES 129 Lagoa do Periquito LP Zoo SIMPLES 130 Rio Piauí LT Hidro SIMPLES 131 Riacho Pilão Grande LP Ergo COMPOSTO 132 Lagoa Pilões, dos LP Ergo SIMPLES 133 Riacho Pinga, da LP Ergo SIMPLES 134 Riacho Pinga, do LP n/c SIMPLES 135 Riacho Pinicada LP Animo SIMPLES 136 Riacho Pinto, do LP Antropo SIMPLES 137 Riacho Pires, do LP Antropo SIMPLES 138 Rio Piteiro, do LP n/c SIMPLES 139 Riacho Pitombeira 153 LT Fito SIMPLES 140 Riacho Pobre, do LP Animo SIMPLES 141 Riacho Poço Dantas LP Hidro COMPOSTO 142 Riacho Poço Feio LP Hidro COMPOSTO 143 Riacho Porco, do LP Zoo SIMPLES 144 Lagoa Porta, da LP Ergo SIMPLES 145 Riacho Prado, do LP Antropo SIMPLES 151 No DeHlp, tem-se: “m.q. pata-de-vaca ('designação comum')”. Do tupi mïroy'ro 'designação de peixe'. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 152 No DeHlp, tem-se: “árvore de até 10 m (Licania tomentosa), nativa do Brasil (PI à BA), de folhas elípticas, flores brancas e frutos comestíveis, com amêndoas ricas em óleo; goiti, oiti-cagão, oiti-da-praia, oiti-mirim, oitizeiro”. Em Silveira Bueno (1984, p. 236), tem-se: “s.m. Var. uiti, árvore rosácea”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 153 No DeHlp, tem-se: “subarbusto (Eugenia lutescens) da fam. das mirtáceas, nativo do Brasil (MG), com os ramos, a página inferior das folhas, o pedúnculo das inflorescências e os botões foliares revestidos de tomento amarelado, folhas oblongas e frutos comestíveis”. Do tupi pi'tomba 'pitombeira'. 146 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 146 Riacho Prata, da LP Lito SIMPLES 147 Riacho Quartel, do LP Eco SIMPLES 148 Lagoa Queimada, da LP n/c SIMPLES 149 Lagoa Queimadas, das LP n/c SIMPLES 150 Riacho Rancharia LP Eco SIMPLES 151 Riacho Raposão LP Antropo SIMPLES 152 Lagoa Redonda LP Morfo SIMPLES 153 Riacho Riachão, do LP Hidro SIMPLES 154 Lagoa Riacho de Baixo, do LP Hidro COMPOSTO 155 Riacho Rosilho 154 LP Zoo SIMPLES 156 Riacho Saco 155 , do LP Geomorfo SIMPLES 157 Riacho Salinas, das LP Lito SIMPLES 158 Rio Salinas, das LP Lito SIMPLES 159 Riacho Salitre, do LP Lito SIMPLES 160 Riacho Salobro LP Hidro-halo SIMPLES 161 Riacho São João LP Hagio COMPOSTO 162 Rio São Vicente LP Hagio COMPOSTO 163 Lagoa Seca LP Hidro-hipo SIMPLES 164 Riacho Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 165 Riacho Serra, da LP Geomorfo SIMPLES 166 Lagoa Sítio, do LP Eco SIMPLES 167 Riacho Sussuapara 156 LT Zoo SIMPLES 168 Riacho Tabocas 157 , das LT Fito SIMPLES 169 Lagoa Tabuleiro 158 , do LP Geomorfo SIMPLES 170 Riacho Tabuleiro LP Geomorfo SIMPLES 171 Riacho Talhado 159 LP Geomorfo SIMPLES 154 No DeHlp, tem-se: “diz-se de ou animal, esp. bovino ou equino, cujo pelo é entremeado de fios brancos”. 155 Em Souza (2004, p. 284), tem-se: “vários sentidos tem este termo em diferentes regiões do país. Na Bahia e em Pernambuco é grande corte, em forma de meia lua ou grande circo, que se apresenta nos paredões abruptos dos ebordos escarpados das serras e maçicos dos terrenos montanhosos” (grifos nossos). 156 No DeHlp, palavra do tupi sïwasua'para 'veado-galheiro’, com três acepções: 1 m.q. cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus); 2 m.q. cariacu (Odocoileus virginianus); 3 m.q. veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus) 157 No DeHlp, palavra do tupi ta'woka, mesmo que taquara, “design. comum a diversas plantas da fam. das gramíneas, cujo caule é ger. oco; bambu, bambu-taquara, taboca”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 158 No DeHlp, sob a rubrica da geografia, e como regionalismo do Nordeste, tem-se: “terreno pouco elevado de solo arenoso e vegetação rarefeita”. 147 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 172 Riacho Tamboril 160 LT Fito SIMPLES 173 Riacho Tanque 161 , do LP Hidro SIMPLES 174 Riacho Tapera, da LT Eco SIMPLES 175 Riacho Terra do Sal, da LP Coro COMPOSTO 176 Ribeira Tranqueira, da LP Fito SIMPLES 177 Lagoa Tranqueira, da LP Fito SIMPLES 178 Riacho Troncos LP Fito SIMPLES 179 Brejo Tucano, do LP Zoo SIMPLES 180 Riacho Umbuzeiro 162 , do LT Fito SIMPLES 181 Riacho Urucu 163 , do LT Fito SIMPLES 182 Lagoa Vacaria 164 , da LP Zoo SIMPLES 183 Lagoa Veados, dos LP Zoo SIMPLES 184 Lagoa Velha LP Crono SIMPLES 185 Lagoa Verde LP Hidro- cromo SIMPLES 186 Riacho Vereda 165 , da LP Geomorfo SIMPLES 187 Lagoa Vigário, do LP Socio SIMPLES 159 Em Souza (2004, p. 307): “assim se designa, em certas partes do Brasil Norte e Centro, o mesmo acidente que a nomenclatura universal denomina cañon, isto é, garganta em meio da qual ocorre um rio, trecho de seu curso em que corre entre ribanceiras íngremes, alcantiladas, vezes a pique”. 160 No DeHlp, há três acepções: “1 m.q. timboúva (Enterolobium timbouva); 2 m.q. pau carrapato (Lonchocarpus sericeus); 3 Regionalismo: Pernambuco. m.q. canafístula (Peltophorum dubium). Do tupi ta mbo rï 'tronco que deita humor'. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 161 Em Souza (2004, p. 308), tem-se: “além de ser empregado no sentido comum português, este vocábulo designa no Nordeste, da Bahia ao Maranhão, açude, grande reservatório de águas nas fazendas ou nos campos, feitos pela mão do homem, para a quadra das secas”. 162 No DeHlp, tem-se: “árvore (Phytolacca dioica) da fam. das Fitolacáceas, nativa da América do Sul, que encerra oxalato de cal em todas as suas partes, com copa frondosa, folhas grandes, ovadas, flores apétalas, róseas, em racemos, e bagas roxas, doces, us. como ração para suínos; bela-sombra, ceboleiro, maria-mole”. Do tupi ï'mbu 'nome comum a diversas plantas das fam. das Fitolacáceas', com ï- inicial tupi tb. adp. ambu, imbu e ombu + o sufixo português –eiro. 163 No DeHlp, o mesmo que urucum: “árvore pequena (Bixa orellana) da fam. das bixáceas, nativa de regiões tropicais das Américas, com folhas ger. trilobadas, flores róseas em panículas, e cápsulas grandes, rosadas ou roxas, quando secas pardo-escuras, com espinhos moles e várias sementes; açafroa, açafroeira-da-terra, achiote, bixa, iricuzeiro, urucueiro, urucuuba, urucuzeiro, ururu [É cultivada no Brasil como ornamental e pelas sementes e polpa medicinais e esp. us. no fabrico de corantes.]”. Do tupi uru'ku 'id.' 164 No DeHlp: “1 manada de vacas; vacada; 2 gado vacum”. 165 O DeHlp dá a seguinte acepção como um regionalismo do Nordeste: “região na zona das caatingas com maior abundância de água e de vegetação, localizada entre montanhas”. Souza (2004, p. 338), por sua vez, afirma: “No Nordeste, o sentido é diferente: assinala-o Luetzelburg em seu livro citado, às págs. 32 e 94 do 3º vol., onde lemos: “regiões providas de maior abundância d’água na zona caatingal, entre as montanhas e os vales dos rios, nos quais a vegetação é uma mistura dos agrestes e da caatinga. As veredas estão localizadas num solo arenoso, aluvial, com relva dura, e gramináceas em touços: gozam de geral estima entre os sertanejos como pasto precioso para o gado. São característicos das regiões limítrofes dos Estados da Bahia e do Piauí, especialmente ao sul das lagoas lendárias, entre S. Raimundo Nonato, Bom Jesus do rio Gurgueia e rio São Francisco””. 148 4.2.1.2 Dados da Ficha Quadro 26: Percentual das taxes da Microrregião de Picos Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 11 5,9 Eco 7 3,8 Lito 10 5,3 Antropo 9 4,9 Ergo 8 4,3 Meteoro 0 0 Astro 0 0 Etno 1 0,5 Mito 0 0 Axio 0 0 Fito 41 22 Morfo 1 0,5 Cardino 8 4,3 Geomorfo 14 7,5 Numero 0 0 Coro 2 1,1 Hagio 2 1,1 Polio 2 1,1 Cromo 0 0 Hidro 19 10,2 Socio 4 2,2 Crono 1 0,5 Hiero 0 0 Somato 1 0,5 Dimensio 7 3,8 Historio 0 0 Zoo 21 11,2 Dirremato 0 0 Hodo 2 1,1 n/c 16 8,6 Quadro 27: Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de Picos Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 6 3,2 LAR 0 0 LC 0 0 LE 0 0 LIT 0 0 LJ 0 0 LP 144 77 LP + LA 00 00 LP + LT 0 0 LT 31 16,6 LT+ LP 3 1,6 não encontrada 3 1,6 4.2.2 Microrregião de Pio IX (07 municípios) Município 1: Alagoinha do Piauí Município 2: Alegrete do Piauí Município 3: Francisco Santos Município 4: Monsenhor Hipólito Município 5: Pio IX Município 6: Santo Antônio de Lisboa Município 7: São Julião 149 4.2.2.1 Hidrônimos da microrregião de Pio IX Quadro 28: Classificação taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de Pio IX Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Lagoa Agostinhos, dos LP Antropo SIMPLES 02 Riacho Agreste 166 LP Fito SIMPLES 03 Riacho Água Branca, da LP Hidro COMPOSTO 04 Lagoa Alagadiço, do LP Hidro SIMPLES 05 Riacho Alegre, do LP Animo SIMPLES 06 Riacho Angico, do LP Fito SIMPLES 07 Riacho Araguaia 167 , do LT Zoo SIMPLES 08 Lagoa Arroz, do LP Fito SIMPLES 09 Riacho Bandeira, do LP Antropo SIMPLES 10 Riacho Braúna 168 , da LT Fito SIMPLES 11 Riacho Baraúna, da LT Fito SIMPLES 12 Riacho Barauninha, da LT Fito SIMPLES 13 Lagoa Boa Vista LP Animo COMPOSTO 14 Lagoa Boi, do LP Zoo SIMPLES 15 Riacho Boi, do LP Zoo SIMPLES 16 Riacho Cabana, da LP Eco SIMPLES 17 Riacho Cachoeira Grande, da LP Hidro COMPOSTO 18 Lagoa Cachorro, do LP Zoo SIMPLES 19 Riacho Caiçara, da LT Ergo SIMPLES 20 Lagoa Cajueiro, do LT Fito SIMPLES 21 Riacho Cana-Brava LP Fito COMPOSTO 22 Lagoa Canto, do LP Cardino SIMPLES 23 Riacho Caranjão, do n/e n/c SIMPLES 24 Lagoa Carnaúba, da LT Fito SIMPLES 25 Riacho Carrancudo, do LP Animo SIMPLES 166 Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 167 Em Sampaio (1987, p. 198), tem-se: “ARAGUAYA s.c. Ará-guaya, os papagaios mansos”. 168 No DeHlp, tem-se: “árvore de até 17 m (Melanoxylon brauna) da fam. das leguminosas, subfam. cesalpinioídea, nativa do Brasil (N.E., S.E., PR e SC), com uma das mais duras e incorruptíveis madeiras de lei brasileiras, acastanhada, quase negra nos espécimes mais velhos, casca us. em curtume, para extração de tintura negra e, como a seiva, em medicina e na indústria, folhas imparipenadas, grandes flores amarelas, em panículas, e frutos cilíndricos, grossos e tomentosos; canela, canela-amarela, coração-de-negro, maria-preta, rabo-de- macaco”. Do tupi ïmbïra'uma. 150 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 26 Lagoa Castorina 169 LP Ergo SIMPLES 27 Riacho Catingueira 170 , da LT Fito SIMPLES 28 Riacho Catolé 171 , do LP Fito SIMPLES 29 Lagoa Cedro, do LP Fito SIMPLES 30 Lagoa Cercada LP n/c SIMPLES 31 Riacho Chicaque, do n/e n/c SIMPLES 32 Riacho Choupeiro, do LP Socio SIMPLES 33 Riacho Coco, do LP Fito SIMPLES 34 Riacho Cocos, dos LP Fito SIMPLES 35 Lagoa Comprida LP Dimensio SIMPLES 36 Riacho Conceição LP Antropo SIMPLES 37 Riacho Condado 172 , do LP n/c SIMPLES 38 Córrego Contas 173 , das LP Hiero SIMPLES 39 Riacho Cordão, do LP Ergo SIMPLES 40 Lagoa Corimã 174 , da LT Zoo SIMPLES 41 Lagoa Coroa, da LP Ergo SIMPLES 42 Riacho Coronzó, do n/e n/c SIMPLES 43 Riacho Cruz, da LP Hiero SIMPLES 44 Lagoa Dentro, de LP Cardino SIMPLES 45 Lagoa Dois Irmãos LP n/c COMPOSTO 46 Lagoa Ema, da LP Zoo SIMPLES 47 Riacho Empregado, do LP Socio SIMPLES 48 Lagoa Encanto, do LP Animo SIMPLES 49 Lagoa Espírito Santo, do LP Hiero COMPOSTO 169 No DeHlp, tem-se: “tecido de lã leve e sedoso”. 170 No DeHlp, tem-se: “árvore (Caesalpinia gardneriana) de folhas bipenadas e flores amarelas, nativa do Brasil (PI a AL) e cultivada pela casca, de que se extrai tintura amarela, e como ornamental; caatinga, catinga”. Do tupi kaa'tinga, de ka'a 'mato, vegetação' e 'tinga 'branco, claro' + o sufixo –eiro. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 171 No DeHlp, têm-se as seguintes acepções: “1 Rubrica: angiospermas. m.q. anajá-mirim (Attalea humilis); 2 Rubrica: angiospermas. m.q. curuatinga (Attalea spectabilis); 3 Rubrica: angiospermas. m.q. indaiá-do-campo (Attalea geraensis); 4 Rubrica: angiospermas. m.q. indaiá-rasteiro (Attalea exigua); 5 Rubrica: angiospermas. m.q. guariroba (Syagrus oleracea). Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 172 No DeHlp, têm-se, sob a rubrica da história, as seguintes acepções: “substantivo masculino; 1 Rubrica: história. terra dada em feudo pelo rei a um conde, para que este exercesse a jurisdição civil, política e militar; 2 Rubrica: história. terra possuída por um conde; 3 Rubrica: história. senhorio (terra de extensão variável) que conferia ao seu possuidor o título de conde”. 173 No DeHlp, tem-se, como substantivo plural, a seguinte acepção, sob a rubrica: religião, “m.q. terço”. 174 No DeHlp, há o registro da forma curimã, que significa, como regionalismo do Nordeste: “m.q. tainha ('designação comum')”. Ainda do DeHlp, do “tupi kuri'ma 'peixe, variedade de tainha'”. 151 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 50 Lagoa Exu 175 , do LA Hiero SIMPLES 51 Riacho Favelas 176 , das LP Fito SIMPLES 52 Lagoa Gameleira, da LP Fito SIMPLES 53 Riacho Garapa 177 , da LP Ergo SIMPLES 54 Riacho Garganta 178 , da LP Geomorfo SIMPLES 55 Lagoa Gavião, do LP Zoo SIMPLES 56 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES 57 Riacho Graúno 179 , do LT Zoo SIMPLES 58 Riacho Grotão LP Geomorfo SIMPLES 59 Rio Guaribas LT Zoo SIMPLES 60 Riacho Gurgueia, do LJ Hidro SIMPLES 61 Riacho Ilha, da LP Geomorfo SIMPLES 62 Riacho Inharé 180 , do n/e Fito SIMPLES 63 Riacho Jabuti LT Zoo SIMPLES 64 Lagoa Jiquitaia 181 , da LT Fito SIMPLES 65 Riacho Lagoa do Rocha, da LP Hidro COMPOSTO 66 Riacho Lambedor 182 , do LP Ergo SIMPLES 67 Riacho Latadas 183 , das LP Ergo SIMPLES 68 Lagoa Macapá 184 , do LC Fito SIMPLES 69 Riacho Madeira Cortada, da LP Fito COMPOSTO 70 Riacho Mandu 185 , do LT Historio SIMPLES 175 No DeHlp, tem-se, “orixá do panteão nagô ou cada um dos entes espirituais que fazem de criados dos orixás e de intermediários entre estes e os homens, dados como de índole vaidosa e suscetível [Desde a África, assimilado pelos missionários cristãos ao diabo cristão, Exu faz tb. de entidade protetora e ligada aos ritos de divinação nas religiões afro-brasileiras.]”. 176 No DeHlp, tem-se: “arbusto ou árvore (Jatropha phyllacantha) da fam. das euforbiáceas, que ocorre no Brasil (N.E. e S.E.), de ramos lenhosos, folhas repandas ou sinuosas e denteadas, flores brancas, em cimeiras, e cápsulas escuras, verrucosas, com sementes oleaginosas e de que se faz farinha rica em proteínas e sais minerais; faveleira, faveleiro, mandioca-brava”. 177 No DeHlp, tem-se, “caldo extraído da cana-de-açúcar”. 178 Em Souza (2004, p. 157), vê-se: “como acidente orográfico é o ponto mais baixo em que se pode transpor uma serra e donde partes vales opostos; como acidente potâmico, é sinônimo de cañon, funil, brechão”. 179 Deve tratar-se de uma variação ortográfica de Graúna, que, no DeHlp é: “m.q. iraúna-grande (Scaphidura oryzivora)”. Do tupi gwara'una < gwa'ra 'ave, 1guará' + 'una 'preto, negro' e de gwï'ra 'ave' + 'una 'id.'. 180 Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 181 No DeHlp, tem-se: “pimenta-malagueta seca e reduzida a pó”. 182 No DeHlp, como regionalismo do Nordeste, tem-se: “xarope ou beberagem feita ger. com mel de abelha”. 183 No DeHlp, como regionalismo do Nordeste, tem-se: “no sertão, alpendre de casa pobre”. 184 Em Cardoso (1961, p. 360), tem-se: “étimo do galibí macapá, palmeira do mesmo nome”. 152 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 71 Lagoa Manoel Rufino LP Antropo COMPOSTO 72 Riacho Maravilha LP Animo SIMPLES 73 Rio Marçal LP Antropo SIMPLES 74 Riacho Marruás 186 LP Zoo SIMPLES 75 Lagoa Mato, do LP Fito SIMPLES 76 Riacho Maurício, do LP Antropo SIMPLES 77 Lagoa Meio, do LP Cardino SIMPLES 78 Riacho Mercador, do LP Socio SIMPLES 79 Riacho Miroró, do LT Fito SIMPLES 80 Lagoa Mosele LP Antropo SIMPLES 81 Riacho Mosele, da LP Antropo SIMPLES 82 Riacho Mulungu 187 , do LA Fito SIMPLES 83 Riacho Olho d’Água LP Hidro COMPOSTO 84 Riacho Pai João, do LP Antropo COMPOSTO 85 Riacho Pajeú 188 LT Ergo SIMPLES 86 Lagoa Pão Preto, do LP Ergo COMPOSTO 87 Lagoa Pau Ferrro 189 , do LP Fito COMPOSTO 88 Lagoa Pau-de-Ferro, do LP Fito COMPOSTO 89 Lagoa Pedra, da LP Lito SIMPLES 90 Lagoa Pedras, das LP Lito SIMPLES 91 Lagoa Pedros, dos LP Antropo SIMPLES 92 Lagoa Perdição, da LP Animo SIMPLES 185 Baptista (1994, p. 36), ao tratar da revolta de 1712, na qual os índios do Piauí investiram, pela primeira vez, numa “tentativa violenta e englobante” contra os dominadores, faz referência ao líder da revolta, na seguinte passagem: “Do norte, das matas do Iguara, no alto Parnaíba, a luta se inicia e as tribos atacam sem tréguas, reatacavam. Chefiadas por um índio domesticado (ou assim julgado), pernambucano, conhecido por MANDU- LADINO, se torna uma revolta poderosa que obriga o governo do Maranhão a mandar exercito organizado para tentar dominá-la”. 186 No DeHlp, como regionalismo do Brasil, tem-se: “1 diz-se de ou touro bravio, violento; 2 diz-se de ou novilho domesticado; 3 diz-se de ou garrote castrado”. 187 No DeHlp, tem-se: “design. comum a diversas árvores do gên Erythrina, da fam. das leguminosas, subfam. papilionoídea, de flores vermelhas ou cor de laranja, muito cultivadas como ornamentais e sombreiras; mulunguzeiro”. Ainda no DeHlp, provavelmente do umbundo. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 188 No DeHlp, como regionalismo do Nordeste do Brasil, tem-se: “espécie de punhal com cabo de chifre que forma anéis pretos e brancos; pajeuzeira”. No DeHlp, “segundo Nascentes, tupi pa'ye u”. 189 Em Lorenzi (2008, p. 127), tem-se: “Altura de 20-30m, com tronco pouco fenestrado, liso e marmorizado, de 50-80m cm de diâmetro, revistido por casca com ritidoma laminado; ramos novos lenticelados. Folhas compostas binadas, paripinadas, com 4-6 pares de pinas, cada pina com 6-12 pares de foliólulos elípticos a oblongo-elípticos até oblongos, de base arredondada e ápice retuso e subemarginado. Flores em panículas terminais, amarelas, diclamídeas, zigomorfas, com ovário súpero. Frutos vagem lustrosa e indeiscente”. “Ocorrência: do Piauí até São Paulo na floresta pluvial da encosta atlântica”. 153 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 93 Riacho Picada, da LP Hodo SIMPLES 94 Riacho Pitombeira, da LT Fito SIMPLES 95 Riacho Poço do Couro LP Hidro COMPOSTO 96 Riacho Poço Escuro, do LP Hidro COMPOSTO 97 Lagoa Pombas, das LP Zoo SIMPLES 98 Lagoa Pombo, do LP Zoo SIMPLES 99 Riacho Raposa, da LP Zoo SIMPLES 100 Riacho Recanto, do LP Animo SIMPLES 101 Lagoa Redonda LP Morfo SIMPLES 102 Riacho Retiro 190 , do LP Eco SIMPLES 103 - Riachão LP Hidro SIMPLES 104 Riacho Riachão, do LP Hidro SIMPLES 105 Riacho Saco, do LP Geomorfo SIMPLES 106 Riacho Saco da Boa Vista LP Geomorfo COMPOSTO 107 Riacho Saco da Pedra Furada LP Geomorfo COMPOSTO 108 Riacho Saco do Catolé LP Geomorfo COMPOSTO 109 Riacho Saco do Cedro LP Geomorfo COMPOSTO 110 Riacho Saco Fechado LP Geomorfo COMPOSTO 111 Riacho Salamanca 191 , da LE Coro SIMPLES 112 Riacho Salgado, do LP Lito SIMPLES 113 Riacho Salina, da LP Lito SIMPLES 114 Lagoa Samambaia 192 , da LT Fito SIMPLES 115 Rio Sambito LP Hagio SIMPLES 116 Riacho São João, de LP Hagio COMPOSTO 117 Riacho São Julião LP Hagio COMPOSTO 118 Riacho São Luís LP Hagio COMPOSTO 119 Riacho São Vicente LP Hagio COMPOSTO 120 Córrego Saquinho LP Geomorfo SIMPLES 121 Riacho Saquinho LP Geomorfo SIMPLES 190 No DeHlp, como regionalismo brasileiro, significa: “fazenda em que se põe o gado durante certas épocas do ano; rancho para guarda do gado durante o inverno”. 191 Pode ser uma alusão à cidade espanhola de Salamanca. 192 No DeHlp, tem-se: “design. comum a inúmeras pteridófitas, ger. cultivadas como ornamentais; sambambaia”. Ainda no DeHlp: “tupi çama-mbai 'trançado de cordas', alusão à trama confusa dessas plantas invasoras, segundo Teodoro Sampaio”. 154 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 122 Lagoa Seca LP Hidro-hipo SIMPLES 123 Lagoa Seriema 193 , da LT Zoo SIMPLES 124 Riacho Serragem, da LP n/c SIMPLES 125 Riacho Silveira, do LP Antropo SIMPLES 126 Riacho Sobrado LP Eco SIMPLES 127 Riacho Socorro LP Animo SIMPLES 128 Riacho Soledade, da LP Antropo SIMPLES 129 Riacho Taboca, da LT Fito SIMPLES 130 Riacho Tanque, do LP Hidro SIMPLES 131 Riacho Tanque Novo, do LP Hidro por qualif. COMPOSTO 132 Lagoa Tapagem 194 , da LP Hidro SIMPLES 133 Lagoa Tigre, do LP Zoo SIMPLES 134 Riacho Três Riachos LP Hidro por quant. COMPOSTO 135 Lagoa Umbuzeiro, do LT Fito SIMPLES 136 Riacho Varjota 195 LP Geomorfo SIMPLES 137 Lagoa Xiquexique 196 , do LJ Fito SIMPLES 4.2.2.2 Dados da Ficha Quadro 29: Percentual das taxes da Microrregião de Pio IX Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 08 5,8 Eco 03 2,2 Lito 04 2,9 Antropo 12 8,8 Ergo 09 6,6 Meteoro 00 00 Astro 00 00 Etno 00 00 Mito 00 00 193 No DeHlp, tem-se: “ave gruiforme da fam. dos cariamídeos (Cariama cristata), encontrada em campos e cerrados da Argentina, Uruguai, Paraguai e da Bolívia ao Brasil central e oriental; atinge 90 cm de comprimento e possui plumagem cinzenta com tons pardos ou amarelados e um feixe de penas eriçadas na base do bico vermelho; sariema, seriema-de-pé-vermelho [Por alimentar-se, dentre vários pequenos animais, de gafanhotos, roedores e até de cobras, é considerada muito útil em fazendas.]”. Ainda no DeHlp, do “tupi sari'ama”. 194 Em Souza (2004, p. 308), tem-se: “palavra que, em geral, se emprega no sentio de barragem de terra que com que se represam rios, riachos e igarapés para conservar o peixe, armazenar água para o gado, irrigar terras de em torno, etc.”. 195 Em Souza (2004, p. 334), tem-se: “várzea ou vargem pequena. Muito usado na Bahia e Estados vizinhos”. 196 No DeHlp, tem-se: “design. comum a vários subarbustos ou ervas lenhosas do gên. Crotalaria, da fam. das leguminosas, subfam. papilionoídea, que ocorrem, em sua maioria, no Brasil e são freq. us. como adubo verde”. Ainda no DeHlp, “orig. tapuia”. 155 Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Axio 00 00 Fito 30 21,9 Morfo 01 0,7 Cardino 03 2,2 Geomorfo 12 8,8 Numero 00 00 Coro 01 0,7 Hagio 05 3,6 Polio 00 00 Cromo 00 00 Hidro 15 11 Socio 03 2,2 Crono 00 00 Hiero 04 2,9 Somato 00 00 Dimensio 02 1,5 Historio 01 0,7 Zoo 16 11,7 Dirremato 00 00 Hodo 01 0,7 n/c 07 5,1 Quadro 30: Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de Pio IX Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 02 1,5 LAR 00 00 LC 01 0,7 LE 01 0,7 LIT 00 00 LJ 02 1,5 LP 106 77,4 LP + LA 00 00 LP + LT 00 00 LT 21 15,3 LT+ LP 00 00 não encontrada 04 2,9 4.2.3 Microrregião do Alto Médio Canindé (39 municípios) Município 1: Acauã Município 2: Bela Vista do Piauí Município 3: Belém do Piauí Município 4: Betânia do Piauí Município 5: Caldeirão Grande do Piauí Município 6: Campinas do Piauí Município 7: Campo Alegre do Fidalgo Município 8: Campo Grande do Piauí Município 9: Capitão Gervásio Oliveira Município 10: Caridade do Piauí Município 11: Conceição do Canindé Município 12: Curral Novo do Piauí Município 13: Floresta do Piauí Município 14: Francisco Macedo Município 15: Fronteiras Município 16: Isaías Coelho Município 17: Itainópolis Município 18: Jacobina do Piauí Município 19: Jaicós Município 20: João Costa Município 21: Lagoa do Barro do Piauí Município 22: Marcolândia Município 23: Massapê do Piauí Município 24: Nova Santa Rita Município 25: Padre Marcos Município 26: Paes Landim Município 27: Patos do Piauí Município 28: Paulistana Município 29: Pedro Laurentino 156 Município 30: Queimada Nova Município 31: Ribeira do Piauí Município 32: Santo Inácio do Piauí Município 33: São Francisco de Assis do Piauí Município 34: São João do Piauí Município 35: Simões Município 36: Simplício Mendes Município 37: Socorro do Piauí Município 38: Vera Mendes Município 39: Vila Nova do Piauí 4.2.3.1 Hidrônimos da microrregião do Alto Médio Canindé Quadro 31: Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Médio Canindé Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Lagoa Achada LP Animo SIMPLES 02 Riacho Agrestão LP Fito SIMPLES 03 Riacho Água Suja, da LP Hidro COMPOSTO 04 Lagoa Aguapé 197 , do LT Fito SIMPLES 05 Lagoa Alagadiço LP Hidro SIMPLES 06 Lagoa Alagadiço, do LP Hidro SIMPLES 07 Lagoa Alagadiço Grande, do LP Hidro COMPOSTO 08 Lagoa Alagadiço Pequeno, do LP Hidro COMPOSTO 09 Lagoa Alexandre, do LP Antropo SIMPLES 10 Riacho Alívio LP Animo SIMPLES 11 Riacho Alto Alegre LP Geomorfo COMPOSTO 12 Riacho Amarante LP Antropo SIMPLES 13 Riacho Angico, do LP Fito SIMPLES 14 Rio Anselmo, do LP Antropo SIMPLES 15 Riacho Araçá 198 , do LT Fito SIMPLES 16 Riacho Arara 199 , da LT Zoo SIMPLES 17 Lagoa Areia, da LP Lito SIMPLES 18 Lagoa Arroz, do LP Fito SIMPLES 19 Riacho Azulão LP Hidro- cromo SIMPLES 20 Lagoa Baixa, da LP Geomorfo SIMPLES 21 Riacho Baixa, da LP Geomorfo SIMPLES 22 Riacho Baixa da Lima LP Geomorfo COMPOSTO 197 Segundo Sampaio (1987, p. 191), do Tupi “Aguá-pe, coisa redonda e chata; a planta vulgarmente chamada de guapé, guapéba, guapéva, que cobre a superfície dos lagos e das águas remansadas (Nymphéa)”. 198 Segundo o DeHlp, do Tupi ara'sa, que designa “vários arbustos e árvores dos gên. Psidium e Campomanesia e a alguns do gên. Myrcia, da fam. das mirtáceas, com o tronco malhado e frutos bacáceos, semelhantes aos da goiabeira (Psidium guajava) e ger. comestíveis; araçareiro, araçazeiro, araçoeiro”. 199 Segundo o DeHlp, do Tupi a’rara, que designa “algumas aves psitaciformes da fam. dos psitacídeos (Anodorhynchus, Ara e Cyanopsitta), que ocorrem na América Latina, possuem grande porte e são dotadas de bico alto, recurvado e de cauda longa”. 157 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 23 Riacho Baixa do Girau LP + LT Geomorfo COMPOSTO HÍBRIDO 24 Rio Baixa Grande LP Geomorfo COMPOSTO 25 Córrego Baixão 200 do Salitre LP Geomorfo COMPOSTO 26 Riacho Baixio 201 , do LP Hidro SIMPLES 27 Lagoa Baixo, de LP Cardino SIMPLES 28 Lagoa Bananeira, da LA Fito SIMPLES 29 Riacho Bandeira, do LP Antropo SIMPLES 30 Riacho Barranca 202 do Padre LP Geomorfo COMPOSTO 31 Riacho Barreiro 203 LP Lito SIMPLES 32 Lagoa Barrinha 204 , da LP Geomorfo SIMPLES 33 Lagoa Barro, do LP Lito SIMPLES 34 Riacho Barro, do LP Lito SIMPLES 35 Lagoa Barro Branco, do LP Lito COMPOSTO 36 Lagoa Barro do Piauí, do LP + LT Lito COMPOSTO HÍBRIDO 37 Lagoa Barro Duro, do LP Lito COMPOSTO 38 Riacho Batateira LP Fito SIMPLES 39 Riacho Boa Esperança LP Animo COMPOSTO 200 Souza (2004, p. 23) diz ser o mesmo que baixadão, que, por seu turno, é uma baixada grande. Esta, sem o adjetivo grande, refere-se a “uma depressão de terreno entre lombadas mais ou menos elevadas, equivalente ao que no Sul do país, se chama canhada. Ainda no verbete para “Baixão”, continua o autor: “O termo é muito usado no oeste da Bahia e no Piauí. À pág. 33 do 4º vol. do livro O Piauí no Centenário da Independência, encontramos os seguintes passos: “Os imigrantes lá (em Miguel Alves, à margem do Parnaíba, 26 léguas, abaixo de Teresina) chegavam de todas as paragens, atraídos pelas notícias de fertilidade das terras, dos lugares circunvizinhos, com especialidade dos extensos baixões que lhe ficam ao sul e ao norte e que, durante o verão, se prestam admiravelmente para a cultura do fumo, do algodão, do milho, da abóbora, do melão, da melancia, da batata e de toda sorte de hortaliças, verduras e tubérculos”(...)”. Pelo que se expôs, os termos “Baixada”, “Baixadão” e “Baixão” foram classificados neste estudo como Geomorfotopônimo. 201 Já sobre o termo “Baixio”, o entendimento passa a ser outro, pois, com Luetzelburg (apud Souza op. cit), à página 32 do 3º vol. de seu Estudo Botânico do Nordeste, tem-se: “Enquanto as vazantes acompanham sempre os rios ou lagos, dos quais recebem água, os baixios, ao contrário, estão situados entre as cadeias das serras, formando ali bacias sem escoadouro, de forma que as águas, nos tempos das chuvas, correndo das serras, armazenando-se ali, formando açudes, na falta de sangradouro ficam represadas e infiltram-se no solo, originando maior viçosidade da vegetação existente”. Esta relação do termo “Baixio” com o mundo das águas parece se confirmar com Baptista (1981, p. 166), que, ao discorrer sobre o Baixo Parnaíba, afirma: “As cachoeiras desapareceram, com exceção de alguns baixios”. Por essa razão, o termo “Baixio” foi classificado como um Hidro. 202 No DeHlp, o mesmo que barranco, que significa: “quebrada do terreno, alta e de forte vertente, ocasionada por chuva, deslizamento ou pela ação do homem; baianca”. 203 Em Souza (2004, p. 36), a palavra BARREIRO, em acepção comum em Pernambuco, estado limítrofe com o Piauí, designa, conforme Rodolfo Garcia, “fosso escavado em terreno argiloso para reter e conservar por algum tempo a água das chuvas, principalmente na região da catinga, onde ela escasseia – poço”. 204 Em Souza (2004, p. 42), tem-se: “No Brasil, (...), se emprega entre outras, a saber: na de bancos ou coroas de areia e de outros sedimentos trazidos pelos rios e depositados nas suas bocas e nas dos estuários, resultantes da ação conjugada das correntes fluviais e das vagas e correntes marinhas”. 158 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 40 Lagoa Boa Vista LP Animo COMPOSTO 41 Riacho Boa Vista LP Animo COMPOSTO 42 Riacho Boa Vista, da LP Animo COMPOSTO 43 Riacho Bocaina 205 LP Geomorfo SIMPLES 44 Lagoa Boi, do LP Zoo SIMPLES 45 Lagoa Boi Velho, do LP Zoo por qualif. COMPOSTO 46 Lagoa Boiada, da LP Zoo SIMPLES 47 Riacho Bom Jardim LP Fito COMPOSTO 48 Riacho Bom Jesus LP Hiero COMPOSTO 49 Riacho Bonito, do LP Animo SIMPLES 50 Lagoa Boqueirão, do LP Geomorfo SIMPLES 51 Riacho Boqueirão LP Geomorfo SIMPLES 52 Riacho Boqueirão, do LP Geomorfo SIMPLES 53 Lagoa Braúna LT Fito SIMPLES 54 Riacho Braúna LT Fito SIMPLES 55 Riacho Braúnas, das LT Fito SIMPLES 56 Riacho Brejo, do LP Hidro SIMPLES 57 Riacho Brejo da Salina LP Hidro COMPOSTO 58 Lagoa Buriti, do LT Fito SIMPLES 59 Riacho Cabaças LP Fito SIMPLES 60 Riacho Cabaceira LP Fito SIMPLES 61 Riacho Caboclo 206 , do LT Etno SIMPLES 62 Riacho Cachê, do LP n/c SIMPLES 63 Riacho Cachoeira, da LP Hidro SIMPLES 64 Riacho Cachoeira do Roberto LP Hidro COMPOSTO 65 Riacho Cachoeira Grande, da LP Hidro COMPOSTO 66 Lagoa Cachorro, do LP Zoo SIMPLES 67 Riacho Cacimbas 207 , das LA Hidro SIMPLES 68 Lagoa Caiçara LT Ergo SIMPLES 69 Lagoa Caiçara, da LT Ergo SIMPLES 70 Riacho Caipora 208 , da LT Mito SIMPLES 205 Souza (2004, p. 42) entende como “depressão, colo, garganta, boqueirão das serras, termo mais usado no Sul do Brasil”. 206 No DeHlp: do “tupi kara'ïwa 'homem branco' e tupi 'oka 'casa'”. 207 No Dicionário Etimológico de Cunha (2001, p. 134), do quimb. Ki’šima ‘poço’. No DeHlp, como regionalismo do Nordeste, há a seguinte acepção: “escavação, semelhante a um poço, em local baixo e úmido ou em leito seco de rio, onde a água do solo se acumula”. 208 No DeHlp, do Tupi: “kaa'pora formado de ka'a 'mato' e 'pora 'habitante de', donde tb. caapora”. 159 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 71 Lagoa Cajazeiro, do LT Fito SIMPLES 72 Riacho Caldeirãozinho LP Hidro SIMPLES 73 Lagoa Campo Largo, do LP Geomorfo COMPOSTO 74 Lagoa Canafístula 209 , da LP Fito SIMPLES 75 Riacho Canas, das LP Fito SIMPLES 76 Rio Canindé LT Zoo SIMPLES 77 Riacho Cantinho, do LP Cardino SIMPLES 78 Riacho Canto, do LP Cardino SIMPLES 79 Lagoa Canto da Volta LP Cardino COMPOSTO 80 Lagoa Canutos, dos LP n/c SIMPLES 81 Riacho Canutos, dos LP n/c SIMPLES 82 Lagoa Capim 210 , do LT Fito SIMPLES 83 Riacho Capim Grosso LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 84 Riacho Capivara, da LT Zoo SIMPLES 85 Riacho Caraíbas 211 , das LT Fito SIMPLES 86 Riacho Caranjão, do n/e n/c SIMPLES 87 Riacho Carcará 212 LT Zoo SIMPLES 88 Lagoa Carnaíba, da LT Fito SIMPLES 89 Riacho Carnaíba LT Fito SIMPLES 90 Riacho Carnaíba, do LT Fito SIMPLES 91 Lagoa Carnaúba, da LT Fito SIMPLES 92 Riacho Carreiras LP Hodo SIMPLES 93 Lagoa Castanheiro, do LP Fito SIMPLES 94 Riacho Castelo LP Eco SIMPLES 95 Riacho Catingueira, da LT Fito SIMPLES 209 No DeHlp, tem-se: “design. comum a árvores e arbustos dos gên. Cassia, Senna e Peltophorum, da fam. das leguminosas, subfam. cesalpinioídea, ger. de boa madeira, com flores amarelas em inflorescências vistosas”. 210 Para Sampaio (1987, p. 215), do Tupi “Caapii, a planta de folha fina; a erva miúda”. 211 Para Sampaio (1987, p.217), do Tupi “CARAHYBA adj. Forte, duro, valente, sábio; sagrado, santo. Alt. caray, caryba, caríua, carahy”. No DeHlp, tem-se a seguinte acepção: “árvore pequena (Tabebuia caraiba), da fam. das bignoniáceas, nativa do Brasil (AMAZ, CE, MG, SP, C.-O.), de boa madeira, casca amarga, febrífuga, flores amarelas e frutos capsulares; caraúba, caraúba-do-campo, carobeira, paratudo”. Lorenzi (2008, p. 75) apresenta como uma sinonímia botânica para Tabebuia caraíba a Tabebuia aurea, a qual ocorre: “Região Amazônica e Nordeste até São Paulo e Mato Grosso do Sul, no cerrado, na caatinga e no Pantanal mato- grossense” (grifos nossos). 212 No DeHlp, do Tupi karaka'ra. No mesmo Dicionário, há a seguinte acepção: “ave falconiforme, onívora, da fam. dos falconídeos (Caracara plancus), encontrada da Flórida até a Terra do Fogo e por todo o Brasil, com até 56 cm de comprimento, plumagem alvinegra, face e cera amarelas ou vermelhas, cabeça branca com penacho nucal negro, peito e cauda barrados de negro e asas com extremidades brancas; carancho, carcará [Ave freq. observada sobrevoando áreas de queimadas, à procura de alimentos.]”. 160 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 96 Riacho Catolé, do LP Fito SIMPLES 97 Lagoa Cavalos, dos LP Zoo SIMPLES 98 Lagoa Cercada LP n/c SIMPLES 99 Lagoa Chapada, da LP Geomorfo SIMPLES 100 Riacho Choupeiro LP Socio SIMPLES 101 Riacho Choupeiro, do LP Socio SIMPLES 102 Riacho Chupeiro 213 , do LP Socio SIMPLES 103 Lagoa Cima, de LP Cardino SIMPLES 104 Riacho Cipoal 214 , do LT Fito SIMPLES 105 Lagoa Colina, da LP Geomorfo SIMPLES 106 Lagoa Comprida LP Dimensio SIMPLES 107 Riacho Condado, do LP n/c SIMPLES 108 Riacho Corda, da LP Ergo SIMPLES 109 Lagoa Corimã, da LT Zoo SIMPLES 110 Riacho Cume 215 , do LP Cardino SIMPLES 111 Riacho Curimatá LT Zoo SIMPLES 112 Lagoa Currais, dos LP Socio SIMPLES 113 Lagoa Curral Queimado, do LP Socio COMPOSTO 114 Lagoa Curral Velho, do LP Socio por qualif. COMPOSTO 115 Lagoa Curralinho, do LP Socio SIMPLES 116 Lagoa D’anta LP Zoo SIMPLES 117 Lagoa Dentro, de LP Cardino SIMPLES 118 Riacho Dois Irmãos LP n/c COMPOSTO 119 Riacho Dominguinhos LP Antropo SIMPLES 120 Riacho Emparedado LP n/c SIMPLES 121 Lagoa Encanto, do LP Animo SIMPLES 122 Lagoa Espaduado, do LP n/c SIMPLES 123 Lagoa Espinheiro, do LP Fito SIMPLES 124 Lagoa Extremas 216 , das LP Cardino SIMPLES 125 Lagoa Exu, do LA Hiero SIMPLES 126 Riacho Faustina LP Antropo SIMPLES 127 Riacho Favelas, das LP Fito SIMPLES 128 Riacho Fazenda Nova LP Eco por COMPOSTO 213 Deve tratar-se de uma variação ortográfica de Choupeiro. 214 No DeHlp, tem-se: “mato emaranhado e denso de cipós, difícil de atravessar”. Ainda no DeHlp, do “tupi ïsï'po”. 215 No DeHlp, tem-se: “ponto ou parte mais alta (de monte, serra etc.); cimo, ápice; acume”. 216 No DeHlp, tem-se: “o ponto mais distante que se pode alcançar com a vista”. 161 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. qualif. 129 Lagoa Feijão, do LP Fito SIMPLES 130 Lagoa Ferreira, do LP Antropo SIMPLES 131 Rio Fidalgo LP Axio SIMPLES 132 Riacho Fidalgo, do LP Axio SIMPLES 133 Lagoa Fogo, do LP n/c SIMPLES 134 Lagoa Fome, da LP Animo SIMPLES 135 Riacho Fome, da LP Animo SIMPLES 136 Lagoa Fora, de LP Cardino SIMPLES 137 Riacho Formosa LP n/c SIMPLES 138 Riacho Fraga, do LP Antropo SIMPLES 139 Lagoa Fraga, do LP Antropo SIMPLES 140 Lagoa Funda LP Dimensio SIMPLES 141 Riacho Fundo LP Dimensio SIMPLES 142 Riacho Gambá 217 , da LT Zoo SIMPLES 143 Riacho Gameleira LP Fito SIMPLES 144 Riacho Gameleira, da LP Fito SIMPLES 145 Riacho Gangorra 218 LP Socio SIMPLES 146 Riacho Gangorra, da LP Socio SIMPLES 147 Riacho Garimpo LP Socio SIMPLES 148 Riacho Garrote, do LP Zoo SIMPLES 149 Lagoa Gavião, do LP Zoo SIMPLES 150 Riacho Gavião, do LP Zoo SIMPLES 151 Lagoa Gentil LP Animo SIMPLES 152 Riacho Grajaú 219 , do LP Ergo SIMPLES 153 Riacho Grande LP Dimensio SIMPLES 154 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES 155 Lagoa Grande do Boqueirão LP Dimensio COMPOSTO 156 Riacho Graúno, do LT Zoo SIMPLES 157 Riacho Gravatá 220 , do LT Fito SIMPLES 158 Riacho Grotão LP Geomorfo SIMPLES 159 Lagoa Guarani 221 , do LT n/c SIMPLES 217 No DeHlp, tem-se: “design. comum aos marsupiais do gên. Didelphis, os maiores da fam. dos didelfiídeos, com três spp., encontrados do Sul do Canadá à Argentina, com até 50 cm de comprimento, cauda preênsil, longa e quase inteiramente nua, com a parte distal branca, pelagem cinza, preta ou avermelhada e fêmeas com marsúpio bem desenvolvido [sin.: cassaco, micurê, mucura, raposa, sariguê, sarigueia, saruê, tacaca, taibu, ticaca, timbu]”. Ainda no DeHlp: “orig. tupi, mas de étimo contrv.” 218 Segundo Souza (p. 156), “No Nordeste, principalmente no Piauí e no Ceará, gangorra é uma espécie de curral, em geral junto a uma cacimba ou aguada, onde se prendem animais bravios”. 219 No DeHlp, como regionalismo do Nordeste, tem-se: “aparelho em que se conduz louça de barro, a cavalo ou a pé”. 220 No DeHlp do “tupi karagwa'ta 'design. comum a diversas plantas da fam. das bromeliáceas'”. 162 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 160 Lagoa Horizonte LP Animo SIMPLES 161 Riacho Iguatu 222 , do LT Hidro SIMPLES 162 Lagoa Imbuzeiro, do LT Fito SIMPLES 163 Riacho Inferno, do LP Animo SIMPLES 164 Riacho Ingazeiro LP Fito SIMPLES 165 Lagoa Ipueira 223 , da LT Hidro SIMPLES 166 Riacho Itacoatiara 224 LT Lito SIMPLES 167 Riacho Itaquatiara LT Lito SIMPLES 168 Rio Itaim LT Lito SIMPLES 169 Riacho Itaim LT Lito SIMPLES 170 Riacho Intaim 225 LT Lito SIMPLES 171 Lagoa Izídio, do LP Antropo SIMPLES 172 Riacho Jacobina LT Antropo SIMPLES 173 Riacho Jacu 226 , do LT Zoo SIMPLES 174 Lagoa Jaicós, de LJ Etno SIMPLES 175 Riacho Jardim LP Fito SIMPLES 176 Lagoa Jatobá, do LT Fito SIMPLES 177 Riacho Jatobá LT Fito SIMPLES 178 Lagoa Jiquitaia, da LT Fito SIMPLES 179 Riacho Jorge, do LP Antropo SIMPLES 180 Lagoa José LP Antropo SIMPLES 181 Riacho José LP Antropo SIMPLES 182 Riacho Juazeiro, do LT Fito SIMPLES 183 Riacho Junco 227 , do LP Fito SIMPLES 184 Lagoa Jurema LT Fito SIMPLES 185 Lagoa Lagoinha LP Hidro SIMPLES 186 Riacho Lajeiro LP Lito SIMPLES 187 Riacho Lajes, das LP Lito SIMPLES 188 Riacho Lambedor, do LP Ergo SIMPLES 221 Em Sampaio (1987, p. 238), tem-se “GUARANÍ corr. Guariní, o guerreiro, o lutador”. Como este topônimo não figura nos documentos antigos, não se vislumbra a possibilidade de ser um Etno, de modo que, figurando em fonte contemporânea, a significação pode ser variada. 222 Talvez se trate de uma forma variante de ICATÚ, que, em Sampaio (1987, p. 246), significa: “a água boa; o rio bom”. 223 Em Sampaio (1987, p. 252), tem-se IPUÊRA, que significa: “a água passada, curso d’água extinto, braço de rio que já não corre; saco ou baía fluvial”. 224 Em Sampaio (1987, p. 255), tem-se ITACUATIARA, que significa: “a pedra pintada, a pedra escrita; a inscrição em pedra”. 225 Deve tratar-se de uma variação ortográfica de Itaim. 226 No DeHlp “design. comum às aves galiformes da fam. dos cracídeos, gên. Penelope, arborícolas, que possuem garganta nua com barbela vivamente colorida, esp. nos machos durante o período reprodutivo; alimentam-se de frutas, folhas e brotos”. Ainda no DeHlp, do “tupi ya'ku 'id.'”. 227 No DeHlp “design. comum às ervas do gên. Juncus, da fam. das juncáceas, que reúne cerca de 300 spp., ger. com rizomas que produzem uma folha por ano, freq. acicular e rica em gordura, de distribuição cosmopolita, embora raras em regiões tropicais [Várias são cultivadas como ornamentais, poucas como medicinais e algumas esp. para trabalhos trançados.]”. 163 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 189 Lagoa Laura, da LP Antropo SIMPLES 190 Lagoa Leite, do LP n/c SIMPLES 191 Riacho Lima, da LP Fito SIMPLES 192 Lagoa Língua de Vaca 228 , da LP Fito COMPOSTO 193 Riacho Luís Calado, do LP Antropo COMPOSTO 194 Lagoa Macacão, do LP Zoo SIMPLES 195 Riacho Macacos, dos LA Zoo SIMPLES 196 Lagoa Macapá, do LC Fito SIMPLES 197 Riacho Macário, do LP Antropo SIMPLES 198 Lagoa Madeira Cortada, da LP Fito COMPOSTO 199 Riacho Magrinho, do LP Animo SIMPLES 200 Rio Mamonas 229 , das LA Fito SIMPLES 201 Riacho Mancinho, do LP Animo SIMPLES 202 Riacho Manga, da LP Fito SIMPLES 203 Riacho Maninho LP Antropo SIMPLES 204 Riacho Mansinho LP Animo SIMPLES 205 Rio Marçal LP Antropo SIMPLES 206 Lagoa Maria Preta, da LP Antropo COMPOSTO 207 Riacho Marimba 230 LA Ergo SIMPLES 208 Riacho Marinheiro LP Socio SIMPLES 209 Lagoa Marreca, da LP Fito SIMPLES 210 Lagoa Marrecas, das LP Fito SIMPLES 211 Lagoa Mato LP Fito SIMPLES 212 Lagoa Mato, do LP Fito SIMPLES 213 Riacho Maxixe 231 LA Fito SIMPLES 228 No DeHlp “erva ereta (Talinum patens) da fam. das portulacáceas, nativa do Brasil, com raízes antiescorbúticas, folhas carnosas, comestíveis, e flores amarelas ou róseas, em panículas compostas; beldroega- miúda, bredo-major-gomes, bredo-manjangome, bunda-mole, cariru, joão-gomes, manjangome, manjongome, mariagombe, maria-gomes, maria-gorda, mariangombe, ora-pro-nóbis”. 229 No DeHlp, tem-se: “fruto da mamoneira, uma cápsula tricoca com espinescências moles; baga”. Ainda no DeHlp: do “quimb. mu'mono 'nome do fruto, rícino', com infl. de 2mamão 'fruto' masc. e 1mamona 'mamoa' fem.”. 230 No DeHlp, tem-se: “instrumento de percussão constituído por placas de madeira formando um teclado, percutidas por duas baquetas, tendo cabaças como ressoadores; marimbau.”. No DeHlp: do “quimb. marimba, comp. de ma pref. de pl. + rimba 'tambor'”. 231 No DeHlp, há as seguintes acepções: “1 planta anual (Cucumis anguria) da fam. das cucurbitáceas, nativa da América Central, de caule rasteiro, folhas com cinco lobos, flores pequenas, bagas ovoides, amarelo-claras quando maduras, com Numerosos apêndices, semelhantes a espinhos flexíveis, e pequenas sementes brancas; maxixeiro [É cultivada desde a Antiguidade pelos frutos comestíveis, ainda verdes, crus, em saladas, ou 164 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 214 Lagoa Meio LP Cardino SIMPLES 215 Lagoa Meio, do LP Cardino SIMPLES 216 Lagoa Melancia, da LP Fito SIMPLES 217 Riacho Mercador, do LP Socio SIMPLES 218 Riacho Minador 232 , do LP Hidro SIMPLES 219 Riacho Mineração, da LP Socio SIMPLES 220 Lagoa Mocambo, do LA Eco SIMPLES 221 Riacho Mocambo, do LA Eco SIMPLES 222 Lagoa Mondubi, do n/e n/c SIMPLES 223 Lagoa Morrinhos, dos LP Geomorfo SIMPLES 224 Lagoa Morro, do LP Geomorfo SIMPLES 225 Lagoa Morro do Chapéu, do LP Geomorfo COMPOSTO 226 Riacho Morro do Zamumba, do LP Geomorfo COMPOSTO 227 Riacho Morro Laranja, do LP Geomorfo COMPOSTO 228 Riacho Mulungu LA Fito SIMPLES 229 Riacho Mundico, do LP Antropo SIMPLES 230 Lagoa Muquém233, do LT Ergo SIMPLES 231 Lagoa Negros, dos LP Etno SIMPLES 232 Lagoa Nova LP Crono SIMPLES 233 Riacho Nova Olinda LP Coro por qualif. COMPOSTO 234 Lagoa Odoro, do LP Animo SIMPLES 235 Riacho Oiteiro 234 , do LP Geomorfo SIMPLES 236 Lagoa Olho d’Água LP Hidro COMPOSTO 237 Riacho Olho d’Água LP Hidro COMPOSTO 238 Riacho Olho d’Água, do LP Hidro COMPOSTO 239 Riacho Onça, da LP Zoo SIMPLES 240 Riacho Padre, do LP Socio SIMPLES 241 Riacho Pajeú LT Ergo SIMPLES refogados, com um cultivar prov. derivado da subespécie longipes, nativa da África.]; 2 fruto dessa planta; galinha-arrepiada; 3 m.q. chuchu (Sechium edule, 'fruto'). Ainda no DeHlp: “quimb. Maxixe”. 232 No DeHlp, o mesmo que minadouro, que significa: “nascente de riacho ou ribeirão, ou olho-d'água dentro de grota ('cavidade')”. Em Souza (2004, p. 213), tem-se Minadouro, que significa “olho-d’água, fonte natural, quase sempre nascente de um ribeirão ou córrego ou fundo de uma grota”. 233 No DeHlp, tem-se o étimo tupi (“Nascentes registra o tupi mboka'i, em AGC encontra-se o tupi moka'em ou moka'e 'carne preparada segundo técnica indígena primitiva, grelha de varas us. para secar ou assar ligeiramente a carne'”), com o seguinte significado: “grelha de paus sobre o lume, us. para colocar peixe ou carne para assar ou secar”. 234 No DeHlp, o mesmo que outeiro, que significa “pequena elevação de terreno; monte”. 165 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 242 Lagoa Panelas, das LP Ergo SIMPLES 243 Riacho Paredão LP Geomorfo SIMPLES 244 Riacho Pau Branco LP Fito COMPOSTO 245 Riacho Pau d’Arco LP Fito COMPOSTO 246 Riacho Pau Ferro LP Fito COMPOSTO 247 Lagoa Pedra, de LP Lito SIMPLES 248 Lagoa Pedra, da LP Lito SIMPLES 249 Riacho Pedra Branca LP Lito COMPOSTO 250 Lagoa Pedra d’Água LP Lito COMPOSTO 251 Riacho Pedra Pintada, da LP Lito COMPOSTO 252 Lagoa Pedras LP Lito SIMPLES 253 Lagoa Pedras, das LP Lito SIMPLES 254 Lagoa Pedrinha, da LP Lito SIMPLES 255 Lagoa Peixe LP Zoo SIMPLES 256 Lagoa Peixe, do LP Zoo SIMPLES 257 Riacho Peixe, do LP Zoo SIMPLES 258 Riacho Pequeno LP Dimensio SIMPLES 259 Lagoa Perdição, da LP Animo SIMPLES 260 Riacho Pereiros 235 , dos LP Fito SIMPLES 261 Rio Piauí LT Hidro SIMPLES 262 Riacho Pilão Grande LP Ergo COMPOSTO 263 Rio Pilões, dos LP Ergo SIMPLES 264 Riacho Pipocas, das LT n/c SIMPLES 265 Riacho Pitombeira, da LT Fito SIMPLES 266 Riacho Poção, do LP Hidro SIMPLES 267 Riacho Poço LP Hidro SIMPLES 268 Lagoa Poço Barreiro, do LP Hidro COMPOSTO 269 Riacho Poço do Angico LP Hidro COMPOSTO 270 Riacho Poço do Couro LP Hidro COMPOSTO 271 Riacho Poço dos Cavalos LP Hidro COMPOSTO 272 Lagoa Poço Negro, do LP Hidro COMPOSTO 273 Riacho Pombas, das LP Zoo SIMPLES 274 Lagoa Pombo, do LP Zoo SIMPLES 235 No DeHlp, tem-se: “árvore (Pera glabrata) da fam. das euforbiáceas, nativa do Brasil, de folhas alternas e inteiras, flores amarelas e aromáticas e frutos capsulares; aleixo, tatacaá”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 166 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 275 Riacho Ponta da Serra, da LP Cardino COMPOSTO 276 Riacho Pontal 236 , do LP Geomorfo SIMPLES 277 Lagoa Porta, da LP Ergo SIMPLES 278 Lagoa Queimada LP n/c SIMPLES 279 Lagoa Queimadas, das LP n/c SIMPLES 280 Riacho Queimadas LP n/c SIMPLES 281 Riacho Rancharia, da LP Eco SIMPLES 282 Riacho Raposa, da LP Zoo SIMPLES 283 Riacho Raposão LP Antropo SIMPLES 284 Riacho Recanto, do LP Animo SIMPLES 285 Riacho Redenção LP Animo SIMPLES 286 Lagoa Redonda LP Morfo SIMPLES 287 Riacho Riachão, do LP Hidro SIMPLES 288 Lagoa Riacho de Baixo, do LP Hidro COMPOSTO 289 Riacho Roça Velha, da LP Geomorfo por qualif. COMPOSTO 290 Lagoa Russinha, da LP Antropo SIMPLES 291 Lagoa Sabino, do LP Antropo SIMPLES 292 Riacho Saco, do LP Geomorfo SIMPLES 293 Riacho Saco Fechado LP Geomorfo COMPOSTO 294 Riacho Saco Grande LP Geomorfo COMPOSTO 295 Riacho Salgadinha, da LP Lito SIMPLES 296 Riacho Salgadinho LP Hidro-halo SIMPLES 297 Riacho Salgado, do LP Lito SIMPLES 298 Riacho Salina LP Lito SIMPLES 299 Lagoa Samambaia, da LT Fito SIMPLES 300 Riacho Santa Maria LP Hagio COMPOSTO 301 Riacho Santa Rita, de LP Hagio COMPOSTO 302 Riacho Santana LP Antropo SIMPLES 303 Riacho São Domingos, de LP Hagio COMPOSTO 304 Lagoa São João LP Hagio COMPOSTO 305 Riacho São João LP Hagio COMPOSTO 306 Riacho São João, de LP Hagio COMPOSTO 307 Riacho São Romão LP Hagio COMPOSTO 308 Riacho Saquinho LP Geomorfo SIMPLES 309 Lagoa Seca LP Hidro-hipo SIMPLES 236 No DeHlp, tem-se: “ponta de terra que penetra um pouco no mar ou no rio”. 167 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 310 Riacho Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 311 Lagoa Seriema, da LT Zoo SIMPLES 312 Lagoa Serra, da LP Geomorfo SIMPLES 313 Riacho Serra, da LP Geomorfo SIMPLES 314 Riacho Serrinha, da LP Geomorfo SIMPLES 315 Lagoa Serrote 237 , do LP Geomorfo SIMPLES 316 Riacho Simões LP Antropo SIMPLES 317 Riacho Sítio, do LP Eco SIMPLES 318 Riacho Sobradinho LP Eco SIMPLES 319 Riacho Sobradinho, do LP Eco SIMPLES 320 Riacho Sobrado, do LP Eco SIMPLES 321 Riacho Socorro LP Animo SIMPLES 322 Riacho Socorro, do LP Animo SIMPLES 323 Riacho Solta 238 , da LP Geomorfo SIMPLES 324 Lagoa Suja LP Hidro- aspecto SIMPLES 325 Riacho Sumidouro 239 , do LP Hidro SIMPLES 326 Riacho Tabocas, das LT Fito SIMPLES 327 Lagoa Talos, dos LP Fito SIMPLES 328 Riacho Tamboril LT Fito SIMPLES 329 Riacho Tanque, do LP Hidro SIMPLES 330 Lagoa Tanque Novo LP Hidro por qualif. COMPOSTO 331 Riacho Tanquinho LP Hidro SIMPLES 332 Lagoa Tapagem, da LP Hidro SIMPLES 333 Riacho Tapera 240 LT Eco SIMPLES 334 Lagoa Tapuio, do LT Etno SIMPLES 335 Riacho Terra Nova LP Coro por qualif. COMPOSTO 336 Riacho Tigre, do LP Zoo SIMPLES 337 Riacho Toca da Onça LP n/c COMPOSTO 237 Em Souza (2004, p. 297): “Cândido de Figueiredo registra-o como brasileirismo no sentido de serra pequena. Realmente é moente e corrente no linguajar do povo e nos escritos dos geógrafos e literatos o termo serrote para designar uma montanha pouco extensa e baixa. Também serrota.”. 238 Em Souza (2004, p. 301): “termo usado nos Estados do Norte, para designar um terreno de pastagem ubertosa onde se deita o gado para engordar ou refazer-se. Observamos nos sertões da Bahia uma certa distinção entre solta solta e solta: solta se diz quando o pastio é cercado; solta quando a pastagem é aberta, sem cerca, às vezes muito afastada da moradia dos donos ou vaqueiros”. 239 Em Souza (2004, p. 302): “o mesmo que itararé, escondido, grunado, curso subterrâneo de um rio através de rochas calcárias”. 240 No DeHlp, tem-se: “1 aldeamento ou povoação abandonada; 2 residência ou fazenda em ruínas, tomada pelo mato”. Ainda no DeHlp: do “tupi ta'pera 'aldeia indígena abandonada, habitação em ruínas' (< 'tawa 'taba' + 'pwera 'que foi')”. 168 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 338 Lagoa Touro, do LP Zoo SIMPLES 339 Ribeira Tranqueira, da LP Fito SIMPLES 340 Lagoa Vargem 241 , da LP Geomorfo SIMPLES 341 Riacho Vargem, da LP Geomorfo SIMPLES 342 Riacho Varjota LP Geomorfo SIMPLES 343 Riacho Várzea, da LP Geomorfo SIMPLES 344 Lagoa Várzea Grande, da LP Geomorfo COMPOSTO 345 Riacho Vazante 242 , da LP Hidro SIMPLES 346 Lagoa Veados, dos LP Zoo SIMPLES 347 Lagoa Velha LP Crono SIMPLES 348 Lagoa Verde LP Hidro- cromo SIMPLES 349 Lagoa Vereda, da LP Geomorfo SIMPLES 350 Riacho Vereda da Lagoa LP Geomorfo COMPOSTO 351 Riacho Vereda Velha, da LP Geomorfo por qualif. COMPOSTO 352 Riacho Veredão LP Geomorfo SIMPLES 353 Lagoa Veredas, das LP Geomorfo SIMPLES 354 Lagoa Volta 243 , da LP Geomorfo SIMPLES 355 Riacho Volta, da LP Geomorfo SIMPLES 356 Lagoa Xiquexique LJ Fito SIMPLES 4.2.3.2 Dados da Ficha Quadro 32: Percentual das taxes da Microrregião do Alto Médio Canindé Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 22 6,2 Eco 10 2,8 Lito 25 7 Antropo 26 7,3 Ergo 12 3,4 Meteoro 0 0 Astro 0 0 Etno 4 1,2 Mito 1 0,3 Axio 2 0,6 Fito 67 18,8 Morfo 1 0,3 Cardino 12 3,4 Geomorfo 47 13,2 Numero 0 0 Coro 2 0,6 Hagio 7 2 Polio 0 0 Cromo 0 0 Hidro 42 12 Socio 14 3,9 241 No DeHlp, o mesmo que várzea, que significa: “grande extensão de terra plana; abarga, barga, planície, vale”. 242 No DeHlp, tem-se: “período de águas baixas no leito de um rio”. 243 Em Souza (2004, p. 341), tem-se: “termo usado principalmente na Amazônia, mas também ouvido em outros Estados da República, para indicar as curvas, sinuosidades ou meandros dos rios”. 169 Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Crono 2 0,6 Hiero 2 0,6 Somato 0 0 Dimensio 7 2 Historio 0 0 Zoo 31 8,7 Dirremato 0 0 Hodo 1 0,3 n/c 19 5,3 Quadro 33: Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Médio Canindé Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 10 2,8 LAR 0 0 LC 1 0,3 LE 0 0 LIT 0 0 LJ 2 0,6 LP 283 79,5 LP + LA 00 00 LP + LT 2 0,6 LT 55 15,4 LT+ LP 1 0,3 não encontrada 2 0,6 4.3 Hidrônimos da mesorregião Sudoeste Os Hidrônimos que ora se seguem pertencem à região Sudoeste do Piauí, a qual engloba 62 municípios (ou 27,8% do total dos municípios), distribuídos, por sua vez, em seis microrregiões: 1) Alto Médio Gurgueia; 2) Alto Parnaíba piauiense; 3) Bertolínia; 4) Chapadas do extremo sul piauiense; 5) Floriano; e 6) São Raimundo Nonato. A seguir, seguem-se as Fichas Toponímicas por microrregiões: 4.3.1 Microrregião do Alto Médio Gurgueia (11 municípios) Município 1: Alvorada do Gurgueia Município 2: Barreiras do Piauí Município 3: Bom Jesus Município 4: Cristino Castro 170 Município 5: Currais Município 6: Gilbues Município 7: Monte Alegre do Piauí Município 8: Palmeira do Piauí Município 9: Redenção do Gurgueia Município 10: Santa Luz Município 11: São Gonçalo do Gurgueia 4.3.1.1 Hidrônimos da microrregião do Alto Médio Gurgueia Quadro 34: Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Médio Gurgueia Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Brejo Água Clara LP Hidro COMPOSTO 02 Rio Água Quente LP Hidro COMPOSTO 03 Brejão Aipins 244 , dos LT Fito SIMPLES 04 Riacho Aipins, dos LT Fito SIMPLES 05 Lagoa Alagadiço, do LP Hidro SIMPLES 06 Lagoa Alegre LP Animo SIMPLES 07 Lagoa Alegre, do LP Animo SIMPLES 08 Lagoa Altamira, da LP n/c SIMPLES 09 Lagoa Altino, do LP Antropo SIMPLES 10 Riacho Amolar, do LP n/c SIMPLES 11 Riacho Anda Só LP Dirremato COMPOSTO 12 Brejo Angelim 245 , do LP Fito SIMPLES 13 Riacho Angelim, do LP Fito SIMPLES 14 Brejo Angical 246 , do LP Fito SIMPLES 15 Lagoa Angical LP Fito SIMPLES 16 Riacho Angical LP Fito SIMPLES 17 Riacho Angical, do LP Fito SIMPLES 18 Riacho Apolinário, do LP Antropo SIMPLES 19 Brejo Arapuca 247 , da LT Ergo SIMPLES 244 No DeHlp, tem-se: “arbusto de até 4 m (Manihot palmata), da fam. das euforbiáceas, de folhas partidas, pequenas flores amarelas ou violáceas e frutos capsulares; macaxeira, macaxera, mandioca, mandioca-doce, mandioca-mansa [Nativo do Brasil, é muito semelhante à mandioca (Manihot esculenta) e tb. cultivado, com inúmeras variedades, pelas raízes tuberosas, de elevado teor alimentício e ger. menos venenosas.]”. Ainda no DeHlp: do “tupi ai'pï 'o que nasce ou brota do fundo'”. 245 No DeHlp, tem-se: “design. comum a várias árvores da fam. das leguminosas, esp. dos gên. Andira e Hymenolobium”. 246 No DeHlp, tem-se: “design. comum a várias árvores da fam. das leguminosas, subfam. mimosoídea, esp. dos gêneros Piptadenia, Parapiptadenia e Anadenanthera, nativas da América tropical, a maioria do Brasil, freq. exploradas ou cultivadas pela boa madeira”. Angical seria, pois, ainda no DeHlp, “extenso aglomerado de angicos em determinada área”. 247 No DeHlp, tem-se: “armadilha para caçar pequenos pássaros; ger. uma pirâmide feita com pauzinhos ou talas de bambu; urupuca”. Ainda no DeHlp: do “tupi ara'puka”. 171 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 20 Brejão Araras, das LT Zoo SIMPLES 21 Brejo Arcanjo, do LP Hiero SIMPLES 22 Lagoa Areia, da LP Lito SIMPLES 23 Riacho Areia, da LP Lito SIMPLES 24 Riacho Areia, de LP Lito SIMPLES 25 Riacho Areia, do LP Lito SIMPLES 26 Riacho Areia Branca LP Lito COMPOSTO 27 Lagoa Arraial LP Polio SIMPLES 28 Lagoa Arraial, do LP Polio SIMPLES 29 Brejo Arroz, do LP Fito SIMPLES 30 Lagoa Arroz, do LP Fito SIMPLES 31 Brejo Atoleiro 248 , do LP Geomorfo SIMPLES 32 Riacho Azevedo LP Antropo SIMPLES 33 Riacho Azevedo, do LP Antropo SIMPLES 34 Riacho Baião, do LP n/c SIMPLES 35 Riacho Baixa Verde, da LP Geomorfo COMPOSTO 36 Lagoa Baixo, de LP Cardino SIMPLES 37 Riacho Bamburral, do LP Fito SIMPLES 38 Brejo Bandeira, do LP Antropo SIMPLES 39 Lagoa Bandeira, do LP Antropo SIMPLES 40 Riacho Bandeira LP Antropo SIMPLES 41 Riacho Barriguda 249 , da LP Fito SIMPLES 42 Lagoa Barro, do LP Lito SIMPLES 43 Riacho Barro Alto, do LP Lito COMPOSTO 44 Riacho Barro Preto, do LP Lito COMPOSTO 45 Lagoa Barro Preto, do LP Lito COMPOSTO 46 Riacho Barro Vermelho LP Lito COMPOSTO 47 Riacho Barrocão LP Lito SIMPLES 48 Riacho Barrocão, do LP Lito SIMPLES 49 Brejo Belmonte LP Animo SIMPLES 50 Riacho Belo Monte LP Animo COMPOSTO 51 Riacho Boa Vista, da LP Animo COMPOSTO 52 Lagoa Boi, do LP Zoo SIMPLES 53 Riacho Boi Morto LP Zoo COMPOSTO 54 Brejo Bois, dos LP Zoo SIMPLES 248 No DeHlp, tem-se: “lugar de solo mole, pantanoso; atoladeiro, atoladoiro, atoladouro”. 249 Segundo o DeHlp, BARRIGUDA pode ter, dentre várias possibilidades significativas, a seguinte acepção: “árvore de até 20 m (Cavanillesia arborea), nativa do Brasil (PI à BA), onde ocorre na caatinga, de madeira leve, folhas ovadas, flores vermelhas com margem branca e grandes cápsulas roxas, com paina us. na confecção de barbante e em estofados; árvore-da-lã, castanha-do-ceará, embaré”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 172 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 55 Riacho Bois, dos LP Zoo SIMPLES 56 Lagoa Bom Princípio LP Animo COMPOSTO 57 Lagoa Boqueirão, do LP Geomorfo SIMPLES 58 Riacho Boqueirão, do LP Geomorfo SIMPLES 59 Riacho Boqueirão da Enseada, do LP Geomorfo COMPOSTO 60 - Brejão LP Hidro SIMPLES 61 Riacho Brejão, do LP Hidro SIMPLES 62 Riacho Brejão dos Aipins LP + LT Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 63 Riacho Brejão dos Aipins, do LP + LT Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 64 - Brejinho LP Hidro SIMPLES 65 Lagoa Brejo, do LP Hidro SIMPLES 66 Riacho Brejo LP Hidro SIMPLES 67 Riacho Brejo, do LP Hidro SIMPLES 68 Riacho Brejo das Flores LP Hidro COMPOSTO 69 Riacho Brejo Novo LP Hidro por qualif. COMPOSTO 70 Brejo Buriti LT Fito SIMPLES 71 Lagoa Buriti, do LT Fito SIMPLES 72 Brejo Buriti Bravo, do LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 73 Riacho Buriti Bravo, do LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 74 Riacho Buriti do Meio LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 75 Riacho Buriti Escuro, do LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 76 Brejo Buriti Grande LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 77 Riacho Buriti Grande LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 78 Riacho Buriti Grande, do LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 79 Riacho Buritizinho LT Fito SIMPLES 80 Riacho Buritizinho, do LT Fito SIMPLES 81 Riacho Búzio 250 , do LP Zoo SIMPLES 250 No DeHlp, há as seguintes acepções: “substantivo masculino. 1 Rubrica: malacologia. Regionalismo: Brasil. design. comum a diversos moluscos gastrópodes, providos de grandes conchas, us. como buzina; canailha; 1.1 173 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 82 Riacho Caatinga, da LT Fito SIMPLES 83 Riacho Cabelo de Cuia, do LP + LT Somato COMPOSTO HÍBRIDO 84 Riacho Caboclo de Dentro LT + LP Etno COMPOSTO HÍBRIDO 85 Riacho Caboclos, dos LT Etno SIMPLES 86 Brejo Cachoeira LP Hidro SIMPLES 87 Riacho Cachoeira LP Hidro SIMPLES 88 Riacho Cachorro, do LP Zoo SIMPLES 89 Lagoa Caçuá 251 , do n/e Ergo SIMPLES 90 Riacho Caititu 252 , do LT Zoo SIMPLES 91 Riacho Cajazeira, da LT Fito SIMPLES 92 Riacho Cajueiro LT Fito SIMPLES 93 Lagoa Cala-Boca, do LP Dirremato COMPOSTO 94 Riacho Calhaus 253 , dos LP Lito SIMPLES 95 Lagoa Calumbi 254 , do LT Fito SIMPLES 96 Riacho Cana-brava LP Fito COMPOSTO 97 Brejo Canas, das LP Fito SIMPLES 98 Riacho Canto, do LP Cardino SIMPLES 99 Riacho Canto de Baixo, do LP Cardino COMPOSTO 100 Riacho Capitães, dos LP Axio SIMPLES 101 Lagoa Caraíbas, das LT Fito SIMPLES 102 Riacho Caraibinha LT Fito SIMPLES 103 Riacho Carioca LT n/c SIMPLES 104 Brejo Carrasquenho 255 LP Fito SIMPLES Rubrica: malacologia. Regionalismo: Brasil. molusco gastrópode (Cassis tuberosa) da fam. dos cassidídeos, encontrado em águas rasas do litoral dos E.U.A. até São Paulo; de até 18 cm de comprimento e forma piramidal, mostrando na superfície uma trama de linhas em sentidos transversal e longitudinal; atapu, búzio-totó, guatapi, itapu, uatapu, vapuaçu, vatapu; 1.2 Rubrica: malacologia. Regionalismo: Portugal. molusco gastrópode (Bolinus brandaris) da fam. dos muricídeos, da Europa mediterrânea, com cerca de 7 cm de comprimento e coloração amarelada; 1.3 Rubrica: malacologia. Regionalismo: Portugal. molusco gastrópode (Hexaplex trunculus) da fam. dos muricídeos, da região mediterrânea da Europa, com cerca de 6 cm de comprimento e coloração branco- amarelada com listras espiraladas amarronzadas”. 251 Segundo o DeHlp: “cesto grande e comprido de vime, cipó ou bambu, sem tampa e com alças para prender às cangalhas no transporte de gêneros diversos em animais de carga”. 252 Segundo o DeHlp: “mamífero artiodátilo da fam. dos taiaçuídeos (Tayassu tajacu), diurno e florestal, encontrado dos E.U.A. ao Norte da Argentina, com cerca de 90 cm de comprimento e pelagem cinza-escura com uma faixa branca no pescoço, em forma de colar; catete, cateto, pecari, porco-do-mato, taititu, tateto”. Ainda no DeHlp: do “tupi taïte'tu 'porco do mato'”. 253 Segundo o DeHlp: “pedaço, fragmento de rocha dura”. 254 Segundo Sampaio (1987, p. 213),: “a folha azulada, arroxeada; o anil”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 255 Segundo o DeHlp o mesmo que Carrasco, que significa, como regionalismo do Nordeste: “formação vegetal muito densa, relacionada com a caatinga, que ocorre na fronteira entre o Ceará e o Piauí, constituída por arbustos entrelaçados e de ramos duros, difícil de varar; carrascal, carrascão, carrasqueiro, carrasquenho”. 174 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 105 Brejo Casado LP Animo SIMPLES 106 Brejo Casado, do LP Animo SIMPLES 107 Riacho Cascavel LP Zoo SIMPLES 108 Riacho Castelo, do LP Eco SIMPLES 109 Riachão Castros, dos LP Antropo SIMPLES 110 Riacho Castros, dos LP Antropo SIMPLES 111 Ribeirão Castros, dos LP Antropo SIMPLES 112 Riacho Cativo, do LP Animo SIMPLES 113 Brejo Cavalos, dos LP Zoo SIMPLES 114 Riacho Cavalos, dos LP Zoo SIMPLES 115 Riacho Cedro, do LP Fito SIMPLES 116 Riacho Cerca, da LP Ergo SIMPLES 117 Lagoa Cercada LP n/c SIMPLES 118 Riacho Cercadinho, do LP Ergo SIMPLES 119 Riacho Cercado, do LP Ergo SIMPLES 120 Lagoa Cima, de LP Cardino SIMPLES 121 Riacho Cocal LP Fito SIMPLES 122 Riacho Cocho 256 , do LP Ergo SIMPLES 123 Riacho Cocos, dos LP Fito SIMPLES 124 Riacho Colher, da LP Ergo SIMPLES 125 Riacho Conceição, da LP Antropo SIMPLES 126 Riacho Contrato, do LP Animo SIMPLES 127 Riacho Cornichas 257 , das LP n/c SIMPLES 128 Riacho Correia LP Antropo SIMPLES 129 Riacho Correia, do LP Antropo SIMPLES 130 Riacho Correntão LP Hidro SIMPLES 131 Riacho Coruja, da LP Zoo SIMPLES 132 Riacho Couve, do LP Fito SIMPLES 133 Riacho Crotão 258 LP Fito SIMPLES 134 Riacho Cruz, da LP Hiero SIMPLES 135 Riacho Cunhas 259 , das LT n/c SIMPLES 256 No DeHlp, há as seguintes acepções a serem observadas: “1 tabuleiro para transportar a cal amassada; cocha, coche, cocharro; 2 caixa, no aparelho dos amoladores, onde gira a mó de afiar; 3 bebedouro ou comedouro para o gado, de material vário e formato semelhante ao tronco escavado”. 257 No DeHlp, Cornicho significa: “1 pequeno corno ('chifre'); 2 recipiente de cobre em forma de chifre, para a água benta” 258 No DeHlp, o mesmo que Cróton, que significa, como regionalismo do Norte e Nordeste: “design. comum às plantas do gên. Croton, da fam. das euforbiáceas, com cerca de 750 spp. de ervas, arbustos e árvores, nativas de regiões de clima tropical e subtropical, das quais várias podem causar dermatites, e algumas são cultivadas pela madeira, para chás e esp. como medicinais”. 259 No DeHlp, há as seguintes acepções para Cunhã: “substantivo feminino: Regionalismo: Amazônia.1 mulher; 2 mulher jovem; cunhantã 3 a mulher do caboclo; substantivo masculino Rubrica: angiospermas. 4 m.q. feijão- 175 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 136 Brejo Curicaca 260 , da LT Zoo SIMPLES 137 Rio Curicaca, da LT Zoo SIMPLES 138 Riacho Currais, dos LP Socio SIMPLES 139 Brejo Curral Queimado LP Socio COMPOSTO 140 Rio Curriola 261 LP Fito SIMPLES 141 Brejo Dantas LP Antropo SIMPLES 142 Riacho Dentro, de LP Cardino SIMPLES 143 Riacho Deserto, do LP Geomorfo SIMPLES 144 Brejo Ema, da LP Zoo SIMPLES 145 Riacho Ema, da LP Zoo SIMPLES 146 Lagoa Engano, do LP Animo SIMPLES 147 Brejo Escaramuça 262 , da LP Hidro SIMPLES 148 Riacho Espaduada, da LP n/c SIMPLES 149 Riacho Estirinha LP n/c SIMPLES 150 Riacho Estirinho, do LP n/c SIMPLES 151 Brejo Estiva, da LP Ergo SIMPLES 152 Riacho Estiva, da LP Ergo SIMPLES 153 Riacho Estivado 263 , do LP Ergo SIMPLES 154 Riacho Estreito, do LP Hidro SIMPLES 155 Brejo Extrema, da LP Cardino SIMPLES 156 Brejo Faveira LP Fito SIMPLES 157 Brejo Fervente, do LP n/c SIMPLES 158 Brejo Flores, das LP Fito SIMPLES 159 Riacho Flores, das LP Fito SIMPLES 160 Brejo Forquilha 264 , da LP Fito SIMPLES bravo (Centrosema brasilianum)”. Em contexto nordestino, mormente nas glebas piauienses, o termo quando faz referência à mulher tem evidente conotação pejorativa. 260 No DeHlp, tem-se: “ave ciconiiforme da fam. dos tresquiornitídeos (Theristicus caudatus), que ocorre da Colômbia à Terra do Fogo e em grande parte do Brasil; tem cerca de 69 cm de comprimento e 43 cm de altura, bico longo e curvo, pescoço alaranjado, dorso cinza-esverdeado e partes inferiores negras; curicaca-comum, curicaca-de-pescoço-branco, curucaca, despertador”. Ainda no DeHlp, do “tupi kuri'kaka 'ave aquática, fam. dos tresquiornitídeos'”. 261 No DeHlp, o mesmo que corriola, que significa: “1 Rubrica: angiospermas. planta vivaz (Convolvulus arvensis), da fam. das convolvuláceas, nativa da Europa, de caule lianoide e rastejante, folhas sagitadas, flores campanuladas brancas ou com faixas róseas e frutos capsulares; bons-dias, carriola; 2 Rubrica: angiospermas. m.q. bons-dias (Calystegia sepium); 3 Rubrica: angiospermas. m.q. convólvulo (Convolvulus althaeoides)”. 262 No DeHlp, tem-se a seguinte acepção, como Regionalismo do Brasil “trecho de rio em que as águas se desviam inesperadamente pela presença de obstáculos rochosos”. 263 Com Souza (2004, p. 144), tem-se: “(...) espécie de estiva, propriamente o revestimento feito por paus roliços ou varas sobre um terreno acidentado”. 264 No DeHlp, há as seguintes acepções: “5 Rubrica: angiospermas. planta (Paspalum multicaule) da fam. das gramíneas, nativa do Brasil (AMAZ, MG, ES, C.-O.), de folhas lineares, cuja forragem é de boa qualidade, esp. 176 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 161 Brejo Forquilha, de LP Fito SIMPLES 162 Brejo Forte, do LP Animo SIMPLES 163 Riacho Forte, do LP Animo SIMPLES 164 Riacho Frio LP Hidro-termo SIMPLES 165 Brejo Fundo LP Dimensio SIMPLES 166 Riacho Fundo LP Dimensio SIMPLES 167 Riacho Fundo, do LP Dimensio SIMPLES 168 Rio Fundo LP Dimensio SIMPLES 169 Lagoa Funil, do LP Geomorfo SIMPLES 170 Lagoa Furada 265 LP Hidro SIMPLES 171 Brejo Gado, do LP Zoo SIMPLES 172 Brejo Gameleira, da LP Fito SIMPLES 173 Riacho Gameleira, da LP Fito SIMPLES 174 Rio Glória, da LP Antropo SIMPLES 175 Brejo Grande LP Dimensio SIMPLES 176 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES SIMPLES 177 Riacho Grande LP Dimensio SIMPLES 178 Rio Grande LP Dimensio SIMPLES 179 Riacho Gregório, do LP Antropo SIMPLES 180 Riacho Grota do Corredor LP Geomorfo COMPOSTO 181 Riacho Grota do Sabão LP Geomorfo COMPOSTO 182 Riacho Grotão, do LP Geomorfo SIMPLES 183 Brejo Gruta, da LP Geomorfo SIMPLES 184 Rio Gurgueia LJ Etno SIMPLES 185 Lagoa Ilha, da LP Geomorfo SIMPLES 186 Lagoa Ilha, do LP Geomorfo SIMPLES 187 Riacho Ingazeira, da LP Fito SIMPLES 188 Lagoa Itans 266 , das LT Geomorfo SIMPLES 189 Riacho Jacu, do LT Zoo SIMPLES 190 Riacho Jatobá, do LT Fito SIMPLES 191 Lagoa Jenipapo, do LT Fito SIMPLES 192 Riacho João Ferreira LP Antropo COMPOSTO para o gado equino; capim-forquilha; 6 Rubrica: angiospermas. m.q. grama-batatais (Paspaulum notatum); 7 Rubrica: angiospermas. m.q. taiuiá-de-cipó (Wilbrandia hibiscoides)”. 265 Em Souza (2004, p. 154), tem-se Furo, que significa “acidente Hidrográfico da Amazônia que apelida uma comunicação entre dois rios ou entre um rio e um lago. (...) Ao furo da Amazônia se chama na Bahia e em outros Estados – furado.” 266 Em Sampaio (1987, p. 257), tem-se: “ITAN corr. Ytã, a concha grande, lacustre”. Como Sampaio utiliza o adjetivo lacustre, talvez a denominação se refira ao elemento geográfico concha, que significa, sob a rubrica da Geomorfologia, consoante o DeHlp: “pequena baía ou angra regularmente arredondada”. 177 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 193 Brejo João Pinto, do LP Antropo COMPOSTO 194 Riacho Lago, do LP Hidro SIMPLES 195 Brejo Lagoa, da LP Hidro SIMPLES 196 Riacho Lagoa, da LP Hidro SIMPLES 197 Riacho Lagoa Falsa, da LP Hidro COMPOSTO 198 Riacho Lagoa Grande, da LP Hidro COMPOSTO 199 Brejo Lagoinha LP Hidro SIMPLES 200 - Lagoinha LP Hidro SIMPLES 201 Brejo Laje, da LP Lito SIMPLES 202 Riacho Lapa 267 , da LP Lito SIMPLES 203 Riacho Lara, da LP Antropo SIMPLES 204 Riacho Laranjeiras, das LP Fito SIMPLES 205 Brejo Largo LP Dimensio SIMPLES 206 Riacho Largo, do LP Dimensio SIMPLES 207 Riacho Lavarinto, do n/e n/c SIMPLES 208 Riacho Lavra 268 , da LP Socio SIMPLES 209 Riacho Limoeiro, do LP Fito SIMPLES 210 Brejo Lontras, das LP Zoo SIMPLES 211 Rio Lontras, das LP Zoo SIMPLES 212 Lagoa Lúcios, dos LP Antropo SIMPLES 213 Brejo Macacos, dos LA Zoo SIMPLES 214 Riacho Macacos, dos LA Zoo SIMPLES 215 Riacho Madeira LP Fito SIMPLES 216 Brejo Madeiro, do LP Fito SIMPLES 217 Riacho Malhada 269 Alta, da LP Geomorfo COMPOSTO 218 Riacho Malhada Grande, da LP Geomorfo COMPOSTO 219 Riacho Mamoneira, da LA Fito SIMPLES 220 Riacho Marimbondo 270 LA Zoo SIMPLES 267 No DeHlp, tem-se: “1 grande pedra ou laje que, ressaltando de um rochedo, forma abrigo; 2 cavidade em rochedo; gruta”. 268 No DeHlp, há acepções como as que se seguem: “2.1 exploração econômica de uma jazida; 2.2 Derivação: por metonímia. Rubrica: mineralogia. Regionalismo: Brasil. local de onde se extrai metal ou pedras preciosas; terreno de mineração; 3 Derivação: sentido figurado. qualquer lugar onde se cria e/ou produz algo; fábrica, fabricação; Ex.: um vinho da l. de um amigo”. 269 No DeHlp, como regionalismo do Piauí, significa “baixa úmida onde cresce vegetação semelhante à dos agrestes e com predominância de palmeiras”. 270 No DeHlp, design. comum e imprecisa aos insetos himenópteros, esp. da fam. dos vespídeos e pompilídeos, sociais ou solitários, ger. maiores e dotados de ferrão, distinguindo-se das vespas por manterem as asas anteriores longitudinalmente dobradas quando estão pousados; caba”. Ainda no DeHlp: do “quimb. mari'mbondo, comp. de ma pref. de plural + rimbondo 'vespa', donde tb. Maribondo”. 178 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 221 Riacho Marmelada 271 , da LP Fito SIMPLES 222 Riacho Marmelada, do LP Fito SIMPLES 223 Lagoa Martim, do LP Antropo SIMPLES 224 Lagoa Mato, do LP Fito SIMPLES 225 Riacho Mato, do LP Fito SIMPLES 226 Riacho Mato Grosso LP Fito COMPOSTO 227 Riacho Matões, dos LP Fito SIMPLES 228 Brejo Meio, do LP Cardino SIMPLES 229 Riacho Meios, dos LP Cardino SIMPLES 230 Riacho Melado 272 , do LP Ergo SIMPLES 231 Riacho Melancia LP Fito SIMPLES 232 Lagoa Mesquita, da LP Antropo SIMPLES 233 Riacho Mija Cachorro, do LP Dirremato COMPOSTO 234 Riacho Miroró LT Fito SIMPLES 235 Lagoa Mocambinho, do LP Eco SIMPLES 236 Riacho Mocambinho, do LP Eco SIMPLES 237 Riacho Monte Alegre LP Geomorfo COMPOSTO 238 Riacho Monte Alegre, do LP Geomorfo COMPOSTO 239 Brejo Morrinho LP Geomorfo SIMPLES 240 Riacho Morro d’água LP Geomorfo COMPOSTO 241 Riacho Morto LP Animo SIMPLES 242 Riacho Mucambinho LP Eco SIMPLES 243 Brejo Muito Longe LP Dirremato COMPOSTO 244 Lagoa Negra LP Hidro- cromo SIMPLES 245 Riacho Negros, dos LP Etno SIMPLES 246 Riacho Nova Olinda LP Coro por qualif. COMPOSTO 247 Riacho Nova Olinda, da LP Coro por qualif. COMPOSTO 248 Brejo Novo LP Crono COMPOSTO 271 No DeHlp, há as seguintes acepções: “5 Rubrica: angiospermas. m.q. tapaciriba-amarela (Andradea floribunda); 6 Rubrica: angiospermas. m.q. guarumbé (Centrosema plumieri); 7 Rubrica: angiospermas.m.q. marmelo-do-mato (Alibertia lanceolata)”. 272 No DeHlp, como regionalismo do Nordeste, tem-se: “calda espessa depositada na caldeira com a qual se faz rapadura; mel”. 179 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 249 Riacho Oco, do LP n/c SIMPLES 250 Riacho Olho d’Água LP Hidro COMPOSTO 251 Riacho Olho d’Água, do LP Hidro COMPOSTO 252 Riacho Olho d’Água Grande, do LP Hidro COMPOSTO 253 Brejo Onça, da LP Zoo SIMPLES 254 Brejo Orelha, da LP Somato SIMPLES 255 Brejo Ouro, do LP Lito SIMPLES 256 Riacho Palestina, da LP Coro SIMPLES 257 Riacho Palmeira, da LP Fito SIMPLES 258 Riacho Palmeiras LP Fito SIMPLES 259 Riacho Pandeiro LP Ergo SIMPLES 260 Riacho Pandeiro, do LP Ergo SIMPLES 261 Riacho Papagaio, do LP Zoo SIMPLES 262 Lagoa Paquetá 273 LT n/c SIMPLES 263 Riacho Paquetá LT n/c SIMPLES 264 Riacho Paquetá, do LT n/c SIMPLES 265 Riacho Pará, do LT Coro SIMPLES 266 Rio Paraim LT Hidro SIMPLES 267 Riacho Parida, da LP n/c SIMPLES 268 Rio Parnaíba LT Coro SIMPLES 269 Riacho Parteiras, das LP Socio SIMPLES 270 Riacho Passagem das Éguas LP Hodo COMPOSTO 271 Riacho Pastores, dos LP Socio SIMPLES 272 Lagoa Patos, dos LP Zoo SIMPLES 273 Brejo Pau d’Óleo LP Fito COMPOSTO 274 Riacho Pau do Velho LP Fito COMPOSTO 275 Riacho Paulino LP Antropo SIMPLES 276 Riacho Paulino, do LP Antropo SIMPLES 277 Brejo Paus, dos LP Fito SIMPLES 278 Lagoa Pé do Buriti, do LP + LT Fito COMPOSTO HÍBRIDO 279 Brejo Pé do Morro LP Cardino COMPOSTO 280 Brejo Pé do Morro, do LP Cardino COMPOSTO 281 Riacho Pedra Branca LP Lito COMPOSTO 273 Em Sampaio (1987, p. 293), tem-se: “PAQUETÁ corr. Paca-etá, as pacas.25. Ilha dentro da baía de Guanabara”. Como pode ser tanto o animal (Zoo), quanto uma referência à ilha carioca (Coro), optou-se pela não classificação. 180 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 282 Riacho Pedra Dura LP Lito COMPOSTO 283 Brejo Pedra Furada, da LP Lito COMPOSTO 284 Lagoa Pedra Furada, da LP Lito COMPOSTO 285 Riacho Pedra Furada, da LP Lito COMPOSTO 286 Riacho Pedras, das LP Lito SIMPLES 287 Riacho Pedrinhas,das LP Lito SIMPLES 288 Lagoa Peixe, do LP Zoo SIMPLES 289 Rio Peixe LP Zoo SIMPLES 290 Rio Peixe, do LP Zoo SIMPLES 291 Brejo Pendenga, da LP Animo SIMPLES 292 Lagoa Pequena LP Dimensio SIMPLES 293 Riacho Pequi 274 , do LT Fito SIMPLES 294 Brejo Pindaíba 275 , da LT Fito SIMPLES 295 Riacho Pindaíba, da LT Fito SIMPLES 296 Riacho Pindaíba, do LT Fito SIMPLES 297 Riacho Pintada, da LP n/c SIMPLES 298 Riacho Pirajá 276 , do LT Ergo SIMPLES 299 Riacho Pirajazinho, do LT Ergo SIMPLES 300 Riacho Piripiri 277 LT Fito SIMPLES 301 Riacho Piripiri, do LT Fito SIMPLES 302 Riacho Piripiri, de LT Fito SIMPLES 303 Riacho Poço, do LP Hidro SIMPLES 304 Lagoa Poço Branco LP Hidro COMPOSTO 305 Riacho Poço Comprido, do LP Hidro COMPOSTO 306 Riacho Poço do Canto, do LP Hidro COMPOSTO 307 Riacho Poções LP Hidro SIMPLES 308 Lagoa Porcos, dos LP Zoo SIMPLES 309 Lagoa Porta, da LP Ergo SIMPLES 274 No DeHlp, tem-se: “design. comum a árvores do gên. Caryocar, da fam. das cariocaráceas, de boa madeira, folhas trifolioladas e drupas ger. comestíveis; pequiá, piquiá”. Ainda no DeHlp: do tupi pe'ki 'id.'”. 275 No DeHlp, tem-se: “design. comum a diversas árvores e arbustos da fam. das anonáceas.'”. Ainda no DeHlp: do tupi: “tupi pinda'ïwa 'planta anonácea’”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 276 No DeHlp, tem-se: “chuva forte e rápida, tipicamente tropical, comum na região costeira entre os Abrolhos e o cabo de Santo Agostinho; parajá”. Em Sampaio (1987, p. 302), no entanto, tem-se: “PIRAJÁ corr. Pirá-yá, capaz de peixe, o viveiro de peixes”. 277 Em Sampaio (1987, p. 304), tem-se: “PIRIPIRI S. Pirí-pirí, o junco continuado; o juncal”. 181 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 310 Riacho Porta, da LP Ergo SIMPLES 311 Riacho Porteira, da LP Ergo SIMPLES 312 Riacho Porteiras, das LP Ergo SIMPLES 313 Brejo Prata, da LP Lito SIMPLES 314 Riacho Prata, da LP Lito SIMPLES 315 Riacho Prazeres, dos LP Animo SIMPLES 316 Riacho Projeto, do LP Animo SIMPLES 317 Brejo Puçá 278 , do LT Fito SIMPLES 318 Riacho Quilombo 279 , do LA Eco SIMPLES 319 Riacho Rangel LP Antropo SIMPLES 320 Riacho Rangel, do LP Antropo SIMPLES 321 Brejo Raposa, da LP Zoo SIMPLES 322 Lagoa Raposa, da LP Zoo SIMPLES 323 Riacho Recantilhado, do LP n/c SIMPLES 324 Lagoa Redonda LP Morfo SIMPLES 325 Riacho Retiro, do LP Eco SIMPLES 326 - Riachão LP Hidro SIMPLES 327 Riacho Riachão LP Hidro SIMPLES 328 Riacho Riachinho LP Hidro SIMPLES 329 Riacho Riachinho, do LP Hidro SIMPLES 330 - Ribeirão LP Hidro SIMPLES 331 Brejo Ribeiro, do LP Antropo SIMPLES 332 Riacho Rodrigues, do LP Antropo SIMPLES 333 Brejo Rogério, do LP Antropo SIMPLES 334 Brejo Russinho, do LP Antropo SIMPLES 335 Brejo Saco, do LP Geomorfo SIMPLES 336 Riacho Saco, do LP Geomorfo SIMPLES 337 Riacho Saco do Buriti LP + LT Geomorfo COMPOSTO HÍBRIDO 338 Riacho Saco Grande LP Geomorfo COMPOSTO 339 Riacho Saco Grande, LP Geomorfo COMPOSTO 278 No DeHlp, têm-se, como regionalismo do Piauí, duas acepções: “5 Rubrica: angiospermas. Regionalismo: Piauí. m.q. casca-de-anta-brava (Rauwolfia bahiensis) 6 Rubrica: angiospermas. Regionalismo: Piauí. m.q. mandapuçá (Mouriri chamissoana, M. pusa)”. Ainda no DeHlp: do “tupi pï'sa 'pequena rede de pescar'”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 279 No DeHlp, têm-se duas acepções: “1 Rubrica: história. Regionalismo: Brasil. local escondido, ger. no mato, onde se abrigavam escravos fugidos; 2 Rubrica: história. Regionalismo: Brasil. povoação fortificada de negros fugidos do cativeiro, dotada de divisões e organização interna (onde tb. se acoitavam índios e eventualmente brancos socialmente desprivilegiados)”. Ainda no DeHlp: do “quimb. kilombo 'união; cabana, acampamento, arraial'”. 182 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. do 340 Riacho Salgado LP Hidro-halo SIMPLES 341 Riacho Salina, da LP Lito SIMPLES 342 Riacho Salinas LP Lito SIMPLES 343 Lagoa Saltão 280 , do LP Hidro SIMPLES 344 Riacho Saltão, do LP Hidro SIMPLES 345 Riacho Salto 281 , do LP Hidro SIMPLES 346 Brejo Sambaíba 282 , da LT Fito SIMPLES 347 Riacho Sambaíba, da LT Fito SIMPLES 348 Riacho Santa Luz, de LP Hagio COMPOSTO 349 Riacho Santa Maria LP Hagio COMPOSTO 350 Riacho Santa Maria, da LP Hagio COMPOSTO 351 Riacho Santa Marta LP Hagio COMPOSTO 352 Lagoa Santa Rosa, da LP Hagio COMPOSTO 353 Riacho Santana, de LP Antropo SIMPLES 354 Riacho São Francisco LP Hagio COMPOSTO 355 Riacho São Francisco, do LP Hagio COMPOSTO 356 Riacho São Gonçalo, do LP Hagio COMPOSTO 357 Riacho São José LP Hagio COMPOSTO 358 Riacho São José, do LP Hagio COMPOSTO 359 Lagoa São Lourenço LP Hagio COMPOSTO 360 Riacho São Lourenço LP Hagio COMPOSTO 361 Riacho Saquinho, do LP Geomorfo SIMPLES 362 Riacho Saudade, da LP Animo SIMPLES 363 Lagoa Seca LP Hidro-hipo SIMPLES 364 Brejo Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 365 Riacho Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 366 Riacho Serra, da LP Geomorfo SIMPLES 367 Riacho Serrinha, da LP Geomorfo SIMPLES 368 Riacho Simbaíba, do LT Fito SIMPLES 369 Riacho Sítio, do LP Eco SIMPLES 370 Riacho Soares, do LP Antropo SIMPLES 371 Riacho Sobradinho LP Eco SIMPLES 372 Riacho Soledade LP n/c SIMPLES 280 Ver Salto. 281 No DeHlp, tem-se: “m.q. queda-d'água”. 282 No DeHlp, tem-se: “arbusto sarmentoso (Davilla latifolia) da fam. das dilleniáceas, nativo do Brasil (MG, RJ, SP), com folhas elípticas, coriáceas, e flores em racemos compostos; sambaibinha, sambaúva”. Ainda no DeHlp: do “tupi samba'ïwa”. 183 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 373 Riacho Solta, da LP Geomorfo SIMPLES 374 Riacho Sossego, do LP Animo SIMPLES 375 Brejo Souza, do LP Antropo SIMPLES 376 Lagoa Suçuapara 283 LT Zoo SIMPLES 377 Lagoa Suçuapara, da LT Zoo SIMPLES 378 Rio Suçuapara LT Zoo SIMPLES 379 Lagoa Sucupira 284 , da LT Fito SIMPLES 380 Riacho Sucupira, da LT Fito SIMPLES 381 Brejo Sucuriú, do LT Zoo SIMPLES 382 Riacho Sucuriú, do LT Zoo SIMPLES 383 Brejo Sumidor LP Hidro SIMPLES 384 Lagoa Taboca, da LP Fito SIMPLES 385 Cachoeira Tabocas LP Fito SIMPLES 386 Riacho Tabocas, das LP Fito SIMPLES 387 Riacho Tabocas, do LP Fito SIMPLES 388 Lagoa Tabua 285 , da LP Fito SIMPLES 389 Riacho Tábua, da LP Ergo SIMPLES 390 Lagoa Tabuleiro, do LP Geomorfo SIMPLES 391 Brejo Tamboril, do LT Fito SIMPLES 392 Riacho Tamboril, do LT Fito SIMPLES 393 Riacho Tanque LP Hidro SIMPLES 394 Riacho Tapera, da LT Eco SIMPLES 395 Brejo Tapuio, do LT Etno SIMPLES 396 Riacho Tapuio, do LT Etno SIMPLES 397 Brejo Taquari 286 LT Fito SIMPLES 398 Riacho Taquari LT Fito SIMPLES 283 No DeHlp, há as seguintes acepções: “Rubrica: mastoZoologia. 1 m.q. cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus); 2 m.q. cariacu (Odocoileus virginianus); 3 m.q. veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus)”. Ainda no DeHlp: do “tupi sïwasua'para 'veado-galheiro'”. 284 No DeHlp, tem-se: “design. comum a muitas árvores de diferentes gên. da subfam. papilionoídea, da fam. das leguminosas, esp. a várias do gên. Diplotropis, ger. cultivadas pelas madeiras nobres ou como ornamentais; sapupira, sepipira, sibipira, sicupira, sipipira”. Ainda no DeHlp: do “tupi sewi'pira 'id.'”. 285 No DeHlp, tem-se: “design. comum a ervas do gên. Typha, da fam. das tifáceas, com flores em espigas cilíndricas, que vegetam em brejos e margens de rios'”. Forma variante Taboa. 286 No DeHlp, têm-se as seguintes acepções sob a rubrica das Angiospermas: “1 Rubrica: angiospermas. árvore de até 7 m (Mabea paniculata), da fam. das euforbiáceas, nativa do Brasil (PA), com ramos tomentosos, folhas de forma variável e inflorescência com muitas flores e brácteas ovadas; abiori; 2 Rubrica: angiospermas.planta de até 12 m (Merostachys burchellii), da fam. das gramíneas, nativa do Brasil (SP, PR), de colmo fistuloso, ramos verticilados e folhas com a margem áspera; taquara, taquara-fina, taquara-lisa, taquara-mansa; 3 Rubrica: angiospermas. planta de até 18 m (Merostachys clausseni), da mesma fam., de lâminas ovadolanceoladas e espigas subfalciformes; taquara-do-mato, taquarapoca, taquara-verdadeira, taquaricé, taquaruçu; 4 Rubrica: angiospermas. m.q. bambu-trepador (Chusquea capituliflora); 5 Rubrica: angiospermas. m.q. caracá (Chusquea uruguayensis) 6 Rubrica: angiospermas. m.q. taboca-de-marajó (Guadua macrostachya)”. Ainda no DeHlp: do” tupi takwa'ri < ta'kwara 'taquara' + 'i 'pequeno'”. 184 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 399 Riacho Telha, da LP Ergo SIMPLES 400 Lagoa Terçado, do LP Ergo SIMPLES 401 Riacho Terçado, do LP Ergo SIMPLES 402 Lagoa Tijuca 287 , da LT Zoo SIMPLES 403 Brejo Timbó 288 , do LT Fito SIMPLES 404 Brejo Tiririca 289 , da LT Fito SIMPLES 405 Rio Tiririca LT Fito SIMPLES 406 Lagoa Tomás LP Antropo SIMPLES 407 Lagoa Tomás, do LP Antropo SIMPLES 408 Riacho Tombador 290 LP Geomorfo SIMPLES 409 Brejo Torre, da LP Ergo SIMPLES 410 Riacho Traíra 291 , da LT Zoo SIMPLES 411 Riacho Trovoada, do LP Meteoro SIMPLES 412 Rio Tucum 292 LT Fito SIMPLES 413 Riacho Umbuzeiro, do LT Fito SIMPLES 414 Brejo Ursa, da LP Zoo SIMPLES 415 Rio Uruçui LT Hidro SIMPLES 416 Rio Uruçui Vermelho LT + LP Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 417 Riacho Uruçui-Preto LT + LP Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 418 Rio Uruçuí-Preto LT + LP Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 287 No DeHlp, o mesmo que assobiador, que significa sob a rubrica da ornitologia: “m.q. japacanim (Donacobius atricapillus)”. Ainda no DeHlp: “segundo Nascentes, tupi ti'yu 'nariz, bico amarelo', com el. final do tupi 'yuwa 'amarelo, de cor amarela'”. 288 No DeHlp, tem-se: “design. comum a várias plantas das fam. das leguminosas e das sapindáceas, ger. com casca e/ou raízes us. para tinguijar”. Ainda no DeHlp: do “tupi ti'mbo 'designação comum a várias plantas das famílias das leguminosas e das sapindáceas, cuja seiva é tóxica para peixes e, por isto, us. para pescar'”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 289 No DeHlp, tem-se: “design. comum a várias plantas de diferentes gên. da fam. das ciperáceas, muitas tidas como daninhas às plantações, embora algumas sejam úteis, esp. como medicinais”. Ainda no DeHlp: do “tupi tiri'rika, de tiri'ri 'arrastar-se', porque é planta rasteira que se alastra''”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 290 Em Souza (2004, p. 319), tem-se: “também tombadouro, segundo o registro de Macedo Soares; encosta íngreme de uma serra ou colina, até de uma chapada”. 291 No DeHlp, tem-se: “peixe teleósteo, caraciforme, da fam. dos eritrinídeos (Hoplias malabaricus), encontrado em ambientes lênticos da América Central até a Argentina e de ampla distribuição no Brasil; com cerca de 60 cm de comprimento, coloração variando do negro ao pardo-escuro, ventre branco e manchas escuras espalhadas no corpo, dentes fortes com quatro incisivos muito afiados; cipó-de-viúva, dorme-dorme, jeju, maturaqué, peixe- preto, robafo, taraíra, tararira, tarira”. Ainda no DeHlp: do “tupi tare'ïra 'peixe''”. 292 No DeHlp, tem-se: “design. comum a várias palmeiras, ger. cespitosas, dos gên. Astrocaryum e Bactris, nativas do Brasil e de países vizinhos, com frutos freq. comestíveis e folhas das quais se extraem fibras, conhecidas como fibra de tucum; tucunzeiro”. Ainda no DeHlp: do “tupi tu'ku 'id.''”. 185 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 419 Riacho Uruçui- Vermelho LT + LP Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 420 Riacho Urucuzal LT Fito SIMPLES 421 Riacho Urucuzal, do LT Fito SIMPLES 422 Riacho Vaca Morta, da LP Zoo COMPOSTO 423 Lagoa Vargem Grande, da LP Geomorfo COMPOSTO 424 Riacho Vargem Grande LP Geomorfo COMPOSTO 425 Riacho Vargem Grande, da LP Geomorfo COMPOSTO 426 Brejo Várzea Grande LP Geomorfo COMPOSTO 427 Brejo Vau 293 , do LP Hidro SIMPLES 428 Lagoa Velame 294 , do LP Fito SIMPLES 429 Lagoa Velha LP Crono SIMPLES 430 Riacho Veneza, da LIT Coro SIMPLES 431 Brejo Vereda Comprida LP Geomorfo COMPOSTO 432 Riacho Vereda Comprida, da LP Geomorfo COMPOSTO 433 Brejo Vereda Grande LP Geomorfo COMPOSTO 434 Lagoa Vereda Grande, da LP Geomorfo COMPOSTO 435 Riacho Vereda Grande LP Geomorfo COMPOSTO 436 Riacho Vermelho LP Hidro- cromo SIMPLES 437 Riacho Vida Comprida LP Animo COMPOSTO 438 Brejo Volta, da LP Geomorfo SIMPLES 439 Riacho Xingu LT Coro SIMPLES 440 Riacho Xingu, do LT Coro SIMPLES 441 Riacho Zé Magro, do LP Antropo COMPOSTO 442 Riacho Zumbi 295 LA Mito SIMPLES 293 Em Souza (2004, p. 335), tem-se: “é palavra portuguesa, que designa o lugar do rio onde a água é pouco funda, se sorte que se pode passar a pé ou a cavalo”. 294 No DeHlp, tem-se: “design. comum a várias plantas do gên. Croton da fam. das euforbiáceas, que se apresentam tomentosas, freq. nas folhas, a maioria muito cultivada como ornamental”. 295 Em Jacques Raimundo (1933, p. 162), tem-se: “Ente fantástico que, segundo a crença popular, vagueia dentro das casas a horas mortas da noite”. 186 4.3.1.2 Dados da Ficha Quadro 35: Percentual das taxes da Microrregião do Alto Médio Gurgueia Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 20 4,5 Eco 9 2 Lito 27 6,1 Antropo 36 8,1 Ergo 23 5,2 Meteoro 1 0,2 Astro 0 0 Etno 6 1,4 Mito 1 0,2 Axio 1 0,2 Fito 97 22 Morfo 1 0,2 Cardino 10 2,3 Geomorfo 41 9,3 Numero 0 0 Coro 8 1,8 Hagio 12 2,7 Polio 2 0,4 Cromo 0 0 Hidro 58 13,1 Socio 5 1,1 Crono 2 0,4 Hiero 2 0,4 Somato 2 0,4 Dimensio 11 2,5 Historio 0 0 Zoo 41 9,3 Dirremato 4 0,9 Hodo 1 0,2 n/c 21 4,7 Quadro 36: Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Médio Gurgueia Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 6 1,4 LAR 0 0 LC 0 0 LE 0 0 LIT 1 0,2 LJ 1 0,2 LP 345 78 LP + LA 00 00 LP + LT 5 1,1 LT 70 16 LT+ LP 12 2,7 não encontrada 2 0,4 4.3.2 Microrregião do Alto Parnaíba piauiense (4 municípios) Município 1: Baixa Grande do Ribeiro Município 2: Ribeiro Gonçalves Município 3: Santa Filomena Município 4: Uruçui 187 4.3.2.1 Hidrônimos da microrregião do Alto Parnaíba piauiense Quadro 37: Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Parnaíba Piauiense Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Brejo Abóbora, da LP Fito SIMPLES 02 Riacho Água Boa, da LP Hidro COMPOSTO 03 Riacho Água Branca LP Hidro COMPOSTO 04 Riacho Águas Belas LP Hidro COMPOSTO 05 Riacho Aldeia, da LP Polio SIMPLES 06 Riacho Alegre, do LP Animo SIMPLES 07 Riacho Algodão, do LP Fito SIMPLES 08 Riacho Almécegas 296 , da LP Fito SIMPLES 09 Riacho Almescla 297 , da LP Fito SIMPLES 10 Riacho Altamira, da LP n/c SIMPLES 11 Riacho Ambrósio, do LP Antropo SIMPLES 12 Riacho Angelim, do LP Fito SIMPLES 13 Riacho Angical, do LP Fito SIMPLES 14 Riacho Angico, do LP Fito SIMPLES 15 Cachoeira Apertado da Hora LP Dirremato COMPOSTO 16 Riacho Arábia, da LP Coro SIMPLES 17 Brejo Arara, da LT Zoo SIMPLES 18 Riacho Areia, da LP Lito SIMPLES 19 Brejo Areia, da LP Lito SIMPLES 20 Riacho Aroeira LP Fito SIMPLES 21 Riacho Atoleiro LP Geomorfo SIMPLES 22 Ribeirão Babilônia 298 , da LP Ergo SIMPLES 23 Riacho Babiloninha, da LP Ergo SIMPLES 24 Riacho Bacaba 299 LT Fito SIMPLES 25 Riacho Bacaba, da LT Fito SIMPLES 296 No DeHlp, “m.q. almecegueira ('designação comum')”. Almecegueira, por sua vez: “design. comum a muitas árvores de diversos gên. da fam. das burseráceas, esp. do gên. Protium, de boa madeira e que exsudam o breu; almécega, elemi, elemieira”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 297 Ao que tudo indica, trata-se de uma forma variante de Almécega. Seabra (2004, p. 114), para o Topônimo Armesca propõe, no campo HISTÓRICO da ficha lexicográfica respectiva, a seguinte cadeia evolutiva: Almesca ~ Almescra < Almécega. Com a ocorrência encontrada neste estudo, é possível ampliar a cadeia para: Almesca ~ Almescra ~ Almescla < Almécega. 298 No DeHlp, como regionalismo do Nordeste, significa: “construção de grandes proporções”. 299 No DeHlp, “design. comum a várias plantas do gên. Oenocarpus, da fam. das palmas”. Ainda no DeHlp: do “tupi ïwa'kawa (de ï'wa 'fruta' + 'kawa 'gorda, graxa')”. 188 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 26 Riacho Bacabal, do LT Fito SIMPLES 27 Brejo Badejo 300 , do LP Zoo SIMPLES 28 Riacho Baixa do Boi LP Geomorfo COMPOSTO 29 Riacho Baixa Grande LP Geomorfo COMPOSTO 30 Riacho Baixão LP Geomorfo SIMPLES 31 Riacho Baixão, do LP Geomorfo SIMPLES 32 Rio Balsas, das LP Ergo SIMPLES 33 Ribeirão Balsinha Grande LP Ergo COMPOSTO 34 Riacho Bananeira, da LA Fito SIMPLES 35 Brejo Bandeira, da LP Ergo SIMPLES 36 Riacho Barro Alto, do LP Lito COMPOSTO 37 Riacho Batateiras LP Fito SIMPLES 38 Riacho Boa Esperança, da LP Animo COMPOSTO 39 Riacho Bobagem LP Animo SIMPLES 40 Lagoa Boi, do LP Zoo SIMPLES 41 Riacho Boi, do LP Zoo SIMPLES 42 Brejo Bois, dos LP Zoo SIMPLES 43 Riacho Bolota 301 , da LP Fito SIMPLES 44 Riacho Bonfim, do LP Antropo SIMPLES 45 Riacho Boqueirão, do LP Geomorfo SIMPLES 46 Brejo Boqueirão, do LP Geomorfo SIMPLES 47 Riacho Bote, do LP Ergo SIMPLES 48 Riacho Bracinho LP Somato SIMPLES 49 Riacho Brejão LP Hidro SIMPLES 50 Riacho Brejão, do LP Hidro SIMPLES 51 Brejo Brejão LP Hidro SIMPLES 52 Córrego Brejão LP Hidro SIMPLES 53 Riacho Brejinho LP Hidro SIMPLES 54 Riacho Brejo, do LP Hidro SIMPLES 55 Riacho Brejo da Enxada LP Hidro COMPOSTO 56 Riacho Brejo da Onça LP Hidro COMPOSTO 300 “Os badejos são peixes típicos dos costões rochosos e recifes de corais, mas também podem ser encontrados em estuários, em locais onde existem tocas. Nunca são encontrados em águas com baixa salinidade. Vivem sozinhos ou em pequenos grupos de 5 a 10 indivíduos. São peixes carnívoros, que se alimentam de peixes, moluscos, crustáceos e equinodermos”. Disponível em http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/pesca_esportiva_em_agua_salgada/badejo_- _mycteroperca_spp..html. Acesso em 02 de setembro de 2011. 301 No DeHlp, tem-se, como regionalismo do Nordeste: “matéria fecal de alguns animais, esp. Caprinos”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 189 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 57 Riacho Brejo da Roça, do LP Hidro COMPOSTO 58 Riacho Buriti LT Fito SIMPLES 59 Riacho Buriti Grande, do LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 60 Riacho Buritirana 302 , da LT Fito SIMPLES 61 Riacho Buritizinho, do LT Fito SIMPLES 62 Riacho Cascavel, da LP Zoo SIMPLES 63 Riacho Cachoeira, da LP Hidro SIMPLES 64 Brejo Cachorra, da LP Zoo SIMPLES 65 Riacho Cacimba, da LA Hidro SIMPLES 66 Brejo Caetano, do LP Antropo SIMPLES 67 Brejo Cágados, dos LP Zoo SIMPLES 68 Riacho Caititu, do LT Zoo SIMPLES 69 Ribeirão Caititu LT Zoo SIMPLES 70 Brejo Caititu, do LT Zoo SIMPLES 71 Riacho Caldeirão LP Hidro SIMPLES 72 Brejo Caldeirão, do LP Hidro SIMPLES 73 Riacho Cambaúba, da n/e n/c SIMPLES 74 Brejo Campeira 303 , da LP Fito SIMPLES 75 Riacho Cana Brava, da LP Fito COMPOSTO 76 Riacho Canafístula, da LP Fito SIMPLES 77 Ribeirão Cândido, do LP Antropo SIMPLES 78 Lagoa Canto, do LP Cardino SIMPLES 79 Riacho Canto LP Cardino SIMPLES 80 Riacho Capitães, dos LP Axio SIMPLES 81 Riacho Caraíbas, das LP Fito SIMPLES 82 Riacho Cardoso, do LP Antropo SIMPLES 83 Riacho Carniça, da LP n/c SIMPLES 84 Riachão Castros, dos LP Antropo SIMPLES 85 Ribeirão Castros, dos LP Antropo SIMPLES 86 Riacho Catapora 304 LT n/c SIMPLES 302 No DeHlp, “buriti cespitoso (Mauritiella martiana) de até 10 m, nativo da Amazônia, de estipe revestido por acúleos, us. pelos indígenas como alfinetes, e de cujos frutos se faz suco refrigerante e tônico; buritizinho, caraná, caranaí, carandaizinho, cariná, ripa, uliia”. 303 No DeHlp, “variedade de mandioca”. 304 No DeHlp, do “tupi tata'pora, formado de ta'ta 'fogo' e 'pora 'que salta, irrompe'”. 190 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 87 Brejo Cavalos, dos LP Zoo SIMPLES 88 Riacho Cedro, do LP Fito SIMPLES 89 Riacho Cercado, do LP Ergo SIMPLES 90 Riacho Certeza, da LP Animo SIMPLES 91 Riacho Chupé, do n/e n/c SIMPLES 92 Riacho Cipó, do LT Fito SIMPLES 93 Riacho Coco LP Fito SIMPLES 94 Riacho Cocos, dos LP Fito SIMPLES 95 Riacho Coité 305 LT Fito SIMPLES 96 Riacho Coivara 306 , da LT Fito SIMPLES 97 Riacho Colher, da LP Ergo SIMPLES 98 Lagoa Comprida LP Dimensio SIMPLES 99 Brejo Comprido LP Dimensio SIMPLES 100 Brejo Consulta, da LP Animo SIMPLES 101 Riacho Coqueiro, do LP Fito SIMPLES 102 Riacho Correntão LP Hidro SIMPLES 103 Ribeirão Corrente, do LP n/c SIMPLES 104 Riacho Corrente LP Hidro SIMPLES 105 Riacho Correntinho LP Hidro SIMPLES 106 Riacho Corujas, das LP Zoo SIMPLES 107 Riacho Couro, do LP n/c SIMPLES 108 Riacho Cruz, da LP Hiero SIMPLES 109 Riacho Curimatá LT Zoo SIMPLES 110 Brejo Currais, dos LP Socio SIMPLES 111 Brejo d’Anta LP Zoo SIMPLES 112 Brejo Deserto, do LP Geomorfo SIMPLES 113 Riacho Desmazolo n/e n/c SIMPLES 114 Brejo Éguas, das LP Zoo SIMPLES 115 Riacho Engano, do LP Animo SIMPLES 116 Riacho Esfolado LP Animo SIMPLES 117 Ribeirão Espaduado, do LP n/c SIMPLES 118 Riacho Estiva, da LP Ergo SIMPLES 119 Riacho Estivinha, da LP Ergo SIMPLES 120 Riacho Estreito, do LP Hidro SIMPLES 121 Brejo Euzébio, do LP Antropo SIMPLES 122 Riacho Extrema, da LP Cardino SIMPLES 305 No DeHlp, sob a rubrica das angiospermas, há as seguintes acepções: “1 Rubrica: angiospermas. m.q. cuieira (Crescentia cujete); 2 Rubrica: angiospermas, artesanato. m.q. cuia ('fruto', 'recipiente')”. Ainda no DeHlp, do “tupi cúi-etê 'vasilha verdadeira', segundo Teodoro Sampaio”. 306 Em Sampaio (1987, p. 224), “Cô-uara, o jazente da roça, de referência ao mato cortado ou roçado que espera pela queimada, depois de seco”. 191 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 123 Brejo Facão, do LP Ergo SIMPLES 124 Brejo Fadiga, da LP Animo SIMPLES 125 Riacho Farinha LP Ergo SIMPLES 126 Riacho Faveira, da LP Fito SIMPLES 127 Lagoa Feia LP Animo SIMPLES 128 Brejo Ferrugem, da LP n/c SIMPLES 129 Riacho Flecha, da LP Ergo SIMPLES 130 Riacho Fora, de LP Cardino SIMPLES 131 Ribeirão Fordão LP n/c SIMPLES 132 Brejo Forquilha, da LP Fito SIMPLES 133 Riacho Fundo LP Dimensio SIMPLES 134 Riacho Galeota 307 , da LIT Ergo SIMPLES 135 Riacho Galheiro 308 , do LP Zoo SIMPLES 136 Riacho Galheiros LP Zoo SIMPLES 137 Riacho Gameleira LP Fito SIMPLES 138 Brejo Garrafão, do LP Ergo SIMPLES 139 Riacho Garrote, do LP Zoo SIMPLES 140 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES 141 Riacho Grande LP Dimensio SIMPLES 142 Brejo Grande LP Dimensio SIMPLES 143 Riacho Gravatá, do LT Fito SIMPLES 144 Riacho Grotão, do LP Geomorfo SIMPLES 145 Riacho Grotas LP Geomorfo SIMPLES 146 Riacho Guaribas LT Zoo SIMPLES 147 Riacho Guaribas, das LT Zoo SIMPLES 148 Riacho Ilha, da LP Geomorfo SIMPLES 149 Riacho Inferno, do LP Animo SIMPLES 150 Riacho Inhuma, da LT Zoo SIMPLES 151 Riacho Ipueira LT Hidro SIMPLES 152 Riacho Itans, das LT Geomorfo SIMPLES 153 Riacho Jacaré, do LT Zoo SIMPLES 154 Riacho Jacu, do LT Zoo SIMPLES 155 Lagoa Jenipapo, do LT Fito SIMPLES 156 Riacho Jenipapo LT Fito SIMPLES 157 Riacho Jenipapo, do LT Fito SIMPLES 307 No DeHlp, há as seguintes acepções: “1 Rubrica: termo de marinha. Diacronismo: antigo. pequena galé de até 20 remos; galeote; 2 Rubrica: termo de marinha. barco comprido, movido a remo, us. para recreação; 3 Rubrica: termo de marinha. Regionalismo: Amazônia. canoa provida de toldo em que os regatões fazem o seu comércio itinerante; 4 Regionalismo: Brasil. carrinho de mão, com duas rodas, que possui uma caixa inclinável para carga e descarga e us. esp. em terraplenagem'”. 308 No DeHlp, “diz-se de ou veado de galhada ('cornos') grandes”. 192 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 158 Riacho Jibóia 309 , da LT Zoo SIMPLES 159 Brejo João Pinto, do LT Antropo COMPOSTO 160 Riacho Juá, do LT Fito SIMPLES 161 Brejo Lagoa, da LP Hidro SIMPLES 162 Riacho Lagoa, da LP Hidro SIMPLES 163 Riacho Lagoa Grande, da LP Hidro COMPOSTO 164 Brejo Lajedo, do LP Lito SIMPLES 165 Ribeirão Lajes, das LP Lito SIMPLES 166 Brejo Lavrinha, da LP Socio SIMPLES 167 Riacho Leandra, da LP Antropo SIMPLES 168 Riacho Limpeza, da LP Animo SIMPLES 169 Riacho Lorena LP Antropo SIMPLES 170 Riacho Macaúba 310 LT Fito SIMPLES 171 Brejo Malhada, da LP Geomorfo SIMPLES 172 Ribeirão Malhada, da LP Geomorfo SIMPLES 173 Riacho Mangueira, da LP Fito SIMPLES 174 Riacho Manoel, do LP Antropo SIMPLES 175 Riacho Manoel de Mato LP Antropo COMPOSTO 176 Riacho Marcelino LP Antropo SIMPLES 177 Brejo Marimbondo, do LA Zoo SIMPLES 178 Riacho Mata, da LP Fito SIMPLES 179 Ribeirão Mateiro, do LP Socio SIMPLES 180 Riacho Mato dos Porcos LP Fito COMPOSTO 181 Riacho Mato Verde, do LP Fito COMPOSTO 182 Riacho Matões, dos LP Fito SIMPLES 183 Riacho Maurício, do LP Antropo SIMPLES 184 Rio Medonho LP Animo SIMPLES 185 Brejo Meio, do LP Cardino SIMPLES 186 Brejo Meninas, das LP n/c SIMPLES 187 Riacho Miguel, do LP Antropo SIMPLES 188 Riacho Mimoso 311 , do LP Fito SIMPLES 309 No DeHlp, “do tupi yï'mboya herp 'id.'”. 310 No DeHlp, “mesmo que 1 m.q. coco-de-catarro (Acrocomia aculeata, 'fruto'); 2 m.q. palmeira-barriguda (Acrocomia intumescens).'”. Ainda no DeHlp: do tupi maka'ïwa 'nome de palmeira'”. 311 No DeHlp, como Regionalismo do Piauí, significa “pasto para gado vacum coberto de capim-mimoso”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 193 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 189 Brejo Miranda, do LP Antropo SIMPLES 190 Riacho Morrinhos, dos LP Geomorfo SIMPLES 191 Riacho Morro d’Água LP Geomorfo COMPOSTO 192 Riacho Morro Vermelho, do LP Geomorfo COMPOSTO 193 Brejo Morro Vermelho, do LP Geomorfo COMPOSTO 194 Riacho Morros, dos LP Geomorfo SIMPLES 195 Riacho Mosquito LP Zoo SIMPLES 196 Brejo Mosquito, do LP Zoo SIMPLES 197 Riacho Mucuri 312 LT Fito SIMPLES 198 Riacho Museu LP Socio SIMPLES 199 Brejo Negra, da LP Etno SIMPLES 200 Brejo Negro, do LP Etno SIMPLES 201 Brejo Nogueira, do LP Antropo SIMPLES 202 Brejo Novo LP Crono SIMPLES 203 Riacho Olho d’Água, do LP Hidro COMPOSTO 204 Ribeirão Olho d’Água LP Hidro COMPOSTO 205 Brejo Onça, da LP Zoo SIMPLES 206 Riacho Orelha Redonda LP Somato COMPOSTO 207 Brejo Orobó 313 , do LA Fito SIMPLES 208 Riacho Ouro, do LP Lito SIMPLES 209 Rio Ouro, do LP Lito SIMPLES 210 Riacho Palmeira, da LP Fito SIMPLES 211 Brejo Pandeiro, do LP Ergo SIMPLES 212 Riacho Papagaio LP Zoo SIMPLES 213 Riacho Paracati n/e n/c SIMPLES 214 Lagoa Parnaíba, da LT Hidro SIMPLES 215 Rio Parnaíba LT Coro SIMPLES 216 Rio Parnaibinha LT Hidro SIMPLES 217 Riacho Pau Seco, do LP Fito COMPOSTO 218 Riachão Paulo, do LP Antropo SIMPLES 219 Riachão Paulos, dos LP Antropo SIMPLES 312 No DeHlp, significa “árvore de até 40 m (Astronium macrocalyx), da fam. das anacardiáceas, nativa do Brasil (BA, MG, ES), de madeira dura, pesada e de grande durabilidade, folhas compostas, flores em panículas e frutos achatados; aderno-preto, aroeira-mucuri, gonçalo-alves, guarabu-marcineiro, guarabu-preto, guarabu-rajado, mirueira”. Ainda no DeHlp: do “tupi muku'ri”. 313 No DeHlp, mesmo que Orobô, que significa, sob a rubrica das angiospermas: “1 m.q. 2coleira (Cola acuminata); 2 m.q. noz-de-cola”. Ainda no DeHlp: do ior. orogbo 'id.', segundo Cacciatore”. 194 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 220 Riacho Pedra de Fogo, da LP Lito COMPOSTO 221 Riacho Pedra Furada LP Lito COMPOSTO 222 Riacho Pedras, das LP Lito SIMPLES 223 Riacho Piaçava 314 , da LT Fito SIMPLES 224 Riacho Picada 315 , da LP Hodo SIMPLES 225 Riacho Pindaíba LT Fito SIMPLES 226 Riacho Pindaíba, da LT Fito SIMPLES 227 Brejo Pindaíba, da LT Fito SIMPLES 228 Ribeirão Pindaíba, da LT Fito SIMPLES 229 Riacho Pintada, da LP n/c SIMPLES 230 Riacho Pintadas, das LP n/c SIMPLES 231 Lagoa Piripiri LT Fito SIMPLES 232 Riacho Pistola, da LP Ergo SIMPLES 233 Riacho Poço, do LP Hidro SIMPLES 234 Lagoa Poço Branco LP Hidro COMPOSTO 235 Riacho Poço dos Cavalos LP Hidro COMPOSTO 236 Riacho Poços LP Hidro SIMPLES 237 Riacho Por Enquanto LP Dirremato COMPOSTO 238 Riacho Porcos, dos LP Zoo SIMPLES 239 Brejo Porcos, dos LP Zoo SIMPLES 240 Brejo Porta, da LP Ergo SIMPLES 241 Riacho Porta, da LP Ergo SIMPLES 242 Brejo Porteira, da LP Ergo SIMPLES 243 Lagoa Posse, da LP Animo SIMPLES 244 Riacho Prata, da LP Lito SIMPLES 245 Brejo Prata, da LP Lito SIMPLES 246 Riacho Pratinha, da LP Lito SIMPLES 247 Ribeirão Pureza LP Animo SIMPLES 248 Riacho Pureza LP Animo SIMPLES 249 Riacho Quati 316 , do LT Zoo SIMPLES 250 Riacho Quilombo, do LA Eco SIMPLES 314 No DeHlp, mesmo que Piaçaba, que significa, sob a rubrica das angiospermas: “palmeira (Attalea funifera) nativa do Brasil (AL, SE, BA, ES), de estipe liso e cilíndrico, desde subterrâneo até 15 m, folhas eretas, verde- escuras, com pecíolo longo, e frutos comestíveis; japeraçaba [A fibra dura e flexível é extraída das margens dos pecíolos e us. na confecção de vassouras e escovas; as sementes fornecem marfim-vegetal.]”. Ainda no DeHlp: do “tupi pïa'sawa 'id.'”. 315 Em Souza (2004, p. 249), tem-se: “caminho estreito aberto nas matas e nos campos cerrados, trilho de penetração para o mais íntimo deles”. 316 No DeHlp, significa: “mamífero diurno da fam. dos procionídeos (Nasua nasua), encontrado em grande parte da América do Sul, de focinho longo e cauda com anéis escuros, que ger. mantém levantada [Vive solitário ou em grupos de até 30 indivíduos e alimenta-se de frutos e pequenos animais.]”. Ainda no DeHlp: do tupi kwa'ti 'id.' 195 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 251 Brejo Raiz, da LP Fito SIMPLES 252 Brejo Rapadura, da LP Ergo SIMPLES 253 Riacho Raposa, da LP Zoo SIMPLES 254 Riacho Remanso 317 , do LP Hidro SIMPLES 255 - Riachão LP Hidro SIMPLES 256 Riacho Riachão LP Hidro SIMPLES 257 Riacho Riachuelo LP n/c SIMPLES 258 - Riozinho LP Hidro SIMPLES 259 Brejo Roça, da LP Fito SIMPLES 260 Brejo Ruim LP Animo SIMPLES 261 Riacho Saco, do LP Geomorfo SIMPLES 262 Riacho Salobro LP Hidro-halo SIMPLES 263 Riacho Salobro, do LP Lito SIMPLES 264 Riacho Salto, do LP Hidro SIMPLES 265 Lagoa Sambaíba, da LT Fito SIMPLES 266 Riacho Sambaíba, da LT Fito SIMPLES 267 Riacho Sangue, do LP n/c SIMPLES 268 Riacho Santa Isabel LP Hagio COMPOSTO 269 Riacho Santa Maria LP Hagio COMPOSTO 270 Riacho Santanja n/e n/c SIMPLES 271 Riacho Santo Antônio LP Hagio COMPOSTO 272 Riacho Santo Estêvão LP Hagio COMPOSTO 273 Riacho São Bento LP Hagio COMPOSTO 274 Lagoa São Domingos, de LP Hagio COMPOSTO 275 Riacho São Félix LP Hagio COMPOSTO 276 Riacho São Francisco LP Hagio COMPOSTO 277 Riacho São Jerônimo LP Hagio COMPOSTO 278 Riacho São José LP Hagio COMPOSTO 279 Brejo São José, de LP Hagio COMPOSTO 280 Riacho São Miguel LP Hagio COMPOSTO 281 Riacho São Paulo LP Hagio COMPOSTO 282 Riacho Sapé 318 , do LT Fito SIMPLES 283 Brejo Sapé, do LT Fito SIMPLES 284 Lagoa Seca LP Hidro-hipo SIMPLES 317 No DeHlp, há, dentre outras, as seguintes acepções: “1 porção mais ou menos considerável de água que, no mar ou num rio, penetra em recorte curvo do Litoral ou da margem e forma uma espécie de pequena enseada tranquila; 1.1 trecho mais largo de rio em que as águas, após movimentos de agitação intensa, ger. provocados por correnteza em leito estreito, se tornam mansas; 1.2 pequena porção de água parada, ou com movimento pouco significativo; água estagnada”. 318 No DeHlp, mesmo que Sapê, e significa: “design. comum a algumas plantas da fam. das gramíneas, de que se usam os caules secos para cobrir casas”. Ainda no DeHlp: do “tupi yasa'pe 'id.'”. 196 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 285 Brejo Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 286 Riacho Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 287 Riacho Serra, da LP Geomorfo SIMPLES 288 Riacho Sítio, do LP Eco SIMPLES 289 Riacho Soares, do LP Antropo SIMPLES 290 Riacho Sobradinho LP Eco SIMPLES 291 Riacho Solta, da LP Geomorfo SIMPLES 292 Brejo Solta, da LP Geomorfo SIMPLES 293 Riacho Sonhem n/e n/c SIMPLES 294 Riacho Sossego, do LP Animo SIMPLES 295 Lagoa Suçuapara, da LT Zoo SIMPLES 296 Brejo Suçuapara, da LT Zoo SIMPLES 297 Riacho Suçuapara, da LT Zoo SIMPLES 298 Riacho Sucuriú LT Zoo SIMPLES 299 Brejo Sucuriú, do LT Zoo SIMPLES 300 Riacho Sumidouro LP Hidro SIMPLES 301 Riacho Sumidouro, do LP Hidro SIMPLES 302 Brejo Sumidouro LP Hidro SIMPLES 303 Brejo Sumidouro, do LP Hidro SIMPLES 304 Riacho Surubim, do LT Zoo SIMPLES 305 Riacho Taboquinha LP Fito SIMPLES 306 Lagoa Tabuleiro, do LP Geomorfo SIMPLES 307 Brejo Tamboril, do LP Fito SIMPLES 308 Riacho Tamboril LP Fito SIMPLES 309 Ribeirão Tapuio, do LT Etno SIMPLES 310 Brejo Tapuio, do LT Etno SIMPLES 311 Rio Taquara 319 LT Fito SIMPLES 312 Riacho Taquari LT Fito SIMPLES 313 Riacho Taquarimbó 320 LT Fito SIMPLES 314 Riacho Terçado, do LP Ergo SIMPLES 315 Lagoa Terçado, do LP Ergo SIMPLES 316 Riacho Tinguis 321 , dos LT Fito SIMPLES 317 Brejo Tinguizeiro, LT Fito SIMPLES 319 No DeHlp, o mesmo que Taquari. 320 No DeHlp, significa: “planta escandente (Chusquea ramosissima) da fam. das gramíneas, nativa do Brasil (MT até RS), de colmos verde-azulados, e cuja forragem é de qualidade regular; criciúma”. Ainda no DeHlp: “prov. tupi taquarembó 'o riacho das taquaras'”. 321 No DeHlp, significa: “design. comum a diferentes plantas us. para tinguijar”. Ainda no DeHlp: “tupi ti'nguï 'planta leguminosa, cuja seiva tóxica é us. para envenenar peixes'”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 197 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. do 318 Riacho Tomazinho, do LP Antropo SIMPLES 319 Riacho Tranqueira LP Fito SIMPLES 320 Riacho Trindade, da LP Antropo SIMPLES 321 Riacho Tucuns LT Fito SIMPLES 322 Riacho Umbuzeiro, do LT Fito SIMPLES 323 Riacho Urucu, do LT Fito SIMPLES 324 Riacho Uruçuí LT Hidro SIMPLES 325 Rio Uruçui Vermelho LT Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 326 Rio Uruçuí-Preto LT Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 327 Riacho Vaca Morta LP Zoo COMPOSTO 328 Riacho Valas, das LP Geomorfo SIMPLES 329 Riacho Valente, do LP Animo SIMPLES 330 Riacho Vamos Vendo LP Dirremato COMPOSTO 331 Riacho Vão 322 do Buraco LP Geomorfo COMPOSTO 332 Riacho Vargem, da LP Geomorfo SIMPLES 333 Riacho Vargem Grande LP Geomorfo COMPOSTO 334 Brejo Várzea, da LP Geomorfo SIMPLES 335 Lagoa Velha, da LP Antropo SIMPLES 336 Brejo Vereda Comprida, da LP Geomorfo COMPOSTO 337 Riacho Vereda Grande LP Geomorfo COMPOSTO 338 Riachão Veredão, do LP Geomorfo SIMPLES 339 Lagoa Veredão, do LP Geomorfo SIMPLES 340 Riacho Veredão, do LP Geomorfo SIMPLES 341 Riacho Volta, da LP Geomorfo SIMPLES 342 Riacho Xingu LT Coro SIMPLES 322 Em Souza (2004, p. 330), tem-se: “(...) parece que o sentido próprio da palavra vão, no sul do Piauí, é despenhadeiro em meio dos tabuleiros tão característicos da morfologia piauiense”. 198 4.3.2.2 Dados da Ficha Quadro 38: Percentual das taxes da Microrregião do Alto Parnaíba piauiense Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 18 5,3 Eco 3 0,9 Lito 14 4 Antropo 24 7 Ergo 23 6,7 Meteoro 0 0 Astro 0 0 Etno 4 1,2 Mito 0 0 Axio 1 0,3 Fito 72 21 Morfo 0 0 Cardino 5 1,5 Geomorfo 35 10,2 Numero 0 0 Coro 3 0,9 Hagio 13 3,8 Polio 1 0,3 Cromo 0 0 Hidro 48 14 Socio 4 1,2 Crono 1 0,3 Hiero 1 0,3 Somato 2 0,6 Dimensio 6 1,7 Historio 0 0 Zoo 41 12 Dirremato 3 0,9 Hodo 1 0,3 n/c 19 5,5 Quadro 39: Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião do Alto Parnaíba piauiense Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 5 1,5 LAR 0 0 LC 0 0 LE 0 0 LIT 1 0,3 LJ 0 0 LP 264 77,2 LP + LA 00 00 LP + LT 0 0 LT 65 19 LT+ LP 1 0,3 não encontrada 6 1,7 4.3.3 Microrregião de Bertolínia (9 municípios) Município 1: Antônio Almeida Município 2: Bertolínia Município 3: Colônia do Gurgueia Município 4: Elizeu Martins Município 5: Landri Sales Município 6: Manoel Emídio 199 Município 7: Marcos Parente Município 8: Porto Alegre do Piauí Município 9: Sebastião Leal 4.3.3.1 Hidrônimos da microrregião de Bertolínia Quadro 40: Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de Bertolínia Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Riacho Água Boa, da LP Hidro COMPOSTO 02 Lagoa Água Doce, da LP Hidro COMPOSTO 03 Lagoa Alagadiço, do LP Hidro SIMPLES 04 Riacho Ambrósio, do LP Antropo SIMPLES 05 Riacho Amolar, do LP n/c SIMPLES 06 Riacho Angico LP Fito SIMPLES 07 Riacho Angico, do LP Fito SIMPLES 08 Lagoa Aprazível, do LP Animo SIMPLES 09 Riacho Areia, da LP Lito SIMPLES 10 Lagoa Arroz, do LP Fito SIMPLES 11 Riacho Baixão, do LP Geomorfo SIMPLES 12 Lagoa Baixo, de LP Cardino SIMPLES 13 Riacho Bananeira, da LA Fito SIMPLES 14 Riacho Bargado323 LP Zoo SIMPLES 15 Lagoa Barra, da LP Geomorfo SIMPLES 16 Riacho Barrocão LP Lito SIMPLES 17 Lagoa Bichinho, do LP Zoo SIMPLES 18 Lagoa Bicho, do LP Zoo SIMPLES 19 Riacho Boi, do LP Zoo SIMPLES 20 Lagoa Bois, dos LP Zoo SIMPLES 21 Riacho Bois, dos LP Zoo SIMPLES 22 Lagoa Bom Jardim, do LP Fito COMPOSTO 23 Lagoa Bonito, do LP Animo SIMPLES 24 Riacho Braço, do LP Somato SIMPLES 25 Riacho Brejinho, do LP Hidro SIMPLES 26 Riacho Brejo,do LP Hidro SIMPLES 27 Riacho Brejo das Flores LP Hidro COMPOSTO 323 Segundo o DeHlp, BARGADO, como regionalismo cearense, significa “que não é apanhado facilmente (diz- se de gado matreiro)”. 200 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 28 Riacho Buracos, dos LP Geomorfo SIMPLES 29 Riacho Buriti, do LT Fito SIMPLES 30 Riacho Buriti Grande LT+ LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 31 Riacho Buritizinho, do LT Fito SIMPLES 32 Riacho Cabeceira324, da LP Hidro SIMPLES 33 Riacho Cágado LP Zoo SIMPLES 34 Riacho Cagateira, da n/e n/c SIMPLES 35 Riacho Cajueiro LT Fito SIMPLES 36 Riacho Cajueiro, do LT Fito SIMPLES 37 Riacho Caldeirão, do LP Hidro SIMPLES 38 Lagoa Calumbi, do LT Fito SIMPLES 39 Riacho Camaliano LP n/c SIMPLES 40 Riacho Cana Brava, da LP Fito COMPOSTO 41 Lagoa Canabrava, da LP Fito SIMPLES 42 Riacho Canavieira LP Fito SIMPLES 43 Riacho Canavieira, da LP Fito SIMPLES 44 Riacho Canavieiras, das LP Fito SIMPLES 45 Riacho Capitão do Campo325 LP Fito COMPOSTO 46 Lagoa Capivara, da LT Zoo SIMPLES 47 Riacho Cardoso, do LP Antropo SIMPLES 48 Riacho Carnaíba LT Fito SIMPLES 49 Riacho Carnaibinha LT Fito SIMPLES 50 Riacho Carnaubal, do LT Fito SIMPLES 51 Riacho Caroá326 LT Fito SIMPLES 52 Riacho Cascavel LP Zoo SIMPLES 53 Riacho Cascavel, da LP Zoo SIMPLES 54 Riacho Castelo, do LP Eco SIMPLES 55 Riacho Catapora LT n/c SIMPLES 56 Riacho Catinga Branca, da LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 57 Riacho Caxingó327, do LP Animo SIMPLES 324 Segundo o DeHlp, significa “nascente de um rio, riacho (mais us. no pl.)”. 325 Segundo o DeHlp, como regionalismo do Piauí, tem-se: “Rubrica: angiospermas. Regionalismo: Piauí. m.q. mirindiba (Terminalia brasiliensis)”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 326 Segundo o DeHlp, o mesmo que Gravatá/Croatá/Coroatá. 327 Segundo o DeHlp, significa “que ou aquele que coxeia, manca; coxo”. 201 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 58 Lagoa Choro, do LP Animo SIMPLES 59 Riacho Cocal, do LP Fito SIMPLES 60 Riacho Comprido LP Dimensio SIMPLES 61 Lagoa Conceição, da LP Antropo SIMPLES 62 Riacho Coqueiro LP Fito SIMPLES 63 Riacho Coqueiro, do LP Fito SIMPLES 64 Riacho Coroatá LT Fito SIMPLES 65 Riacho Correia LP Antropo SIMPLES 66 Riacho Corrente, do LP n/c SIMPLES 67 Riacho Cumbé328 LA n/c SIMPLES 68 Riacho D’anta LP Zoo SIMPLES 69 Riacho Engano, do LP Animo SIMPLES 70 Riacho Escondido, do LP Animo SIMPLES 71 Riacho Esfolado LP Animo SIMPLES 72 Riacho Espingarda LP Ergo SIMPLES 73 Riacho Estiva, da LP Ergo SIMPLES 74 Riacho Expedição LP Animo SIMPLES 75 Riacho Extrema, da LP Cardino SIMPLES 76 Riacho Forquilha, da LP Fito SIMPLES 77 Riacho Fortes, do LP Antropo SIMPLES 78 Riacho Fundo LP Dimensio SIMPLES 79 Riacho Gamelas329, das LP Ergo SIMPLES 80 Riacho Gameleira LP Fito SIMPLES 81 Riacho Gameleira, da LP Fito SIMPLES 82 Brejo Grande LP Dimensio SIMPLES 83 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES 84 Riacho Gravatá, do LT Fito SIMPLES 85 Riacho Grota Funda, da LP Geomorfo COMPOSTO 86 Riacho Grotão, do LP Geomorfo SIMPLES 87 Riacho Grotas LP Geomorfo SIMPLES 88 Riacho Guaribas LT Zoo SIMPLES 89 Rio Gurgueia LJ Etno SIMPLES 90 Riacho Imburuçu330, do LT Fito SIMPLES 91 Riacho Inferno, do LP Animo SIMPLES 328 Segundo o DeHlp, significa “dança de origem africana”. 329 Segundo o DeHlp, significa “vasilha de madeira ou de barro, de vários tamanhos, em forma de alguidar ou quadrilonga, us. para dar de comer aos porcos, para banhos, lavagens e outros fins”. 330 Tanto Silveira Bueno (1984, p.150) quanto Sampaio (1987, p. 248) registram a forma IMBIRUSSU, que significa “embira grande, grossa”. 202 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 92 Riacho Inhame331, do LA Fito SIMPLES 93 Lagoa Inhuma, da LT Zoo SIMPLES 94 Riacho Inhuma LT Zoo SIMPLES 95 Riacho Inhuma, da LT Zoo SIMPLES 96 Lagoa Itans, das LT Geomorfo SIMPLES 97 Riacho Jibóia, da LT Zoo SIMPLES 98 Riacho Junco, do LP Fito SIMPLES 99 Riacho Lajes LP Lito SIMPLES 100 Riacho Lajes, das LP Lito SIMPLES 101 Riacho Lança, da LP Ergo SIMPLES 102 Riacho Lavadeira, da LP Socio SIMPLES 103 Lagoa Limão, do LP Fito SIMPLES 104 Riacho Macaúba LT Fito SIMPLES 105 Riacho Macaúba, da LT Fito SIMPLES 106 Riacho Malhada, da LP Geomorfo SIMPLES 107 Lagoa Malícia 332 , da LP Fito SIMPLES 108 Riacho Mandacaru, do LT Fito SIMPLES 109 Riacho Mangabu, da n/e n/c SIMPLES 110 Riacho Matão, do LP Fito SIMPLES 111 Riacho Mato, do LP Fito SIMPLES 112 Lagoa Meio, do LP Cardino SIMPLES 113 Riacho Meio, do LP Cardino SIMPLES 114 Riacho Melancia, da LP Fito SIMPLES 115 Riacho Mendes, do LP Antropo SIMPLES 116 Riacho Miguel, do LP Antropo SIMPLES 117 Lagoa Mirindiba333, da LT Fito SIMPLES 118 Riacho Miroró LT Fito SIMPLES 119 Riacho Mocó334, do LT Zoo SIMPLES 120 Riacho Morrinhos, dos LP Geomorfo SIMPLES 331 No DeHlp, tem-se: “design. comum a algumas plantas da fam. das aráceas e tb. da fam. das dioscoreáceas, com tubérculos e, por vezes, folhas comestíveis”. Ainda no DeHlp: “afr. de orig.contrv.”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar 332 Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 333 No DeHlp, tem-se: “design. comum a algumas árvores de diferentes fam., esp. da fam. das litráceas e da fam. das combretáceas, ger. com madeira de lei; merendiba, merindiba”. Ainda no DeHlp: do “tupi *miri'ndïwa 'nome de planta’”. 334 No DeHlp, tem-se: “roedor da fam. dos caviídeos (Kerodon rupestris), encontrado em áreas pedregosas do Leste do Brasil (do PI até MG), do tamanho aproximado de um preá (Cavia), ger. um pouco maior, cauda ausente ou vestigial, e pelagem cinzenta [É us. como alimento, esp. no Nordeste.]”. Ainda no DeHlp: do “tupi mo'ko 'roedor'”. 203 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 121 Riacho Morros, dos LP Geomorfo SIMPLES 122 Riacho Mosele LP Antropo SIMPLES 123 Riacho Olho d’ Água LP Hidro COMPOSTO 124 Riacho Olho d’Água da Chapada LP Hidro COMPOSTO 125 Riacho Orelha Redonda LP Somato COMPOSTO 126 Riacho Paracati n/e n/c SIMPLES 127 Riacho Parnaibinha LT Hidro SIMPLES 128 Lagos Patos, dos LP Zoo SIMPLES 129 Riacho Pau Seco, do LP Fito COMPOSTO 130 Lagoa Pedras, das LP Lito SIMPLES 131 Riacho Pedras, das LP Lito SIMPLES 132 Riacho Pedrinhas, das LP Lito SIMPLES 133 Riacho Pinga LP Ergo SIMPLES 134 Riacho Pintada, da LP n/c SIMPLES 135 Lagoa Piripiri, do LT Fito SIMPLES 136 Riacho Pocinho, do LP Hidro SIMPLES 137 Riacho Poço Negro LP Hidro COMPOSTO 138 Riacho Pombos, dos LP Zoo SIMPLES 139 Riacho Ponta da Serra, da LP Cardino COMPOSTO 140 Lagoa Porcos, dos LP Zoo SIMPLES 141 Riacho Porcos, dos LP Zoo SIMPLES 142 Riacho Porta, da LP Ergo SIMPLES 143 Riacho Prata, da LP Lito SIMPLES 144 Brejo Queimado LP n/c SIMPLES 145 Riacho Raimundo LP Antropo SIMPLES 146 Lagoa Raposa, da LP Zoo SIMPLES 147 Lagoa Rasa LP Dimensio SIMPLES 148 Riacho Recanto, do LP Animo SIMPLES 149 Riacho Reis, dos LP Antropo SIMPLES 150 Riacho Renegado, do LP Animo SIMPLES 151 Riacho Riachão LP Hidro SIMPLES 152 Riacho Saco, do LP Geomorfo SIMPLES 153 Lagoa Salina, da LP Lito SIMPLES 154 Riacho Salinas LP Lito SIMPLES 155 Riacho Salobro LP Hidro-halo SIMPLES 156 Riacho Salobro, do LP Lito SIMPLES 157 Lagoa Sambaíba, da LT Fito SIMPLES 158 Riacho Sambaíba LT Fito SIMPLES 204 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 159 Riacho Sangue, do LP n/c SIMPLES 160 Riacho Santa Cruz LP Hagio COMPOSTO 161 Lagoa Santa Rosa, da LP Hagio COMPOSTO 162 Riacho Santana LP Antropo SIMPLES 163 Riacho São José LP Hagio COMPOSTO 164 Riacho São Mateus LP Hagio COMPOSTO 165 Riacho São Paulo LP Hagio COMPOSTO 166 Riacho Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 167 Brejo Serapião, do n/e n/c SIMPLES 168 Riacho Solidão LP Animo SIMPLES 169 Riacho Sucuruiu LT Zoo SIMPLES 170 Riacho Taboca, da LT Fito SIMPLES 171 Riacho Tabocal LT Fito SIMPLES 172 Riacho Taboquinha, da LT Fito SIMPLES 173 Lagoa Tabuleiro, do LP Geomorfo SIMPLES 174 Riacho Tamboril LT Fito SIMPLES 175 Riacho Tanque LP Hidro SIMPLES 176 Riacho Tapera LT Eco SIMPLES 177 Riacho Tapuio, do LT Etno SIMPLES 178 Riacho Tinguis, dos LT Fito SIMPLES 179 Lagoa Tocos, dos LP Fito SIMPLES 180 Riacho Tostado LP n/c SIMPLES 181 Riacho Urubu, do LT Zoo SIMPLES 182 Riacho Urucu, do LT Fito SIMPLES 183 Riacho Vacas, das LP Zoo SIMPLES 184 Riacho Vão do Caldeirão LP Geomorfo COMPOSTO 185 Riacho Vão do Tucum LP + LT Geomorfo COMPOSTO HÍBRIDO 186 Riacho Vaquejador 335 , do LP Hodo SIMPLES 187 Riacho Vargem Grande, da LP Geomorfo COMPOSTO 188 Riacho Vereda, da LP Geomorfo SIMPLES 189 Riacho Xavier LP Antropo SIMPLES 190 Riacho Zumbi LA Mito SIMPLES 335 Em Souza (2004, p. 333), tem-se: “estrada, caminho, trilho aberto nos matos e catingas do Nordeste, por onde os vaqueiros conduzem o gado dos pastos nativos para os currais, rodeadores, ou de umas para outras fazendas”. 205 4.3.3.2 Dados da Ficha Quadro 41: Percentual das taxes da Microrregião de Bertolínia Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 12 6,3 Eco 02 1 Lito 11 5,8 Antropo 12 6,3 Ergo 06 3,2 Meteoro 00 00 Astro 00 00 Etno 02 1 Mito 01 0,5 Axio 00 00 Fito 54 28,4 Morfo 00 00 Cardino 05 2,6 Geomorfo 16 8,4 Numero 00 00 Coro 00 00 Hagio 05 2,6 Polio 00 00 Cromo 00 00 Hidro 17 8,9 Socio 01 0,5 Crono 00 00 Hiero 00 00 Somato 02 1 Dimensio 05 2,6 Historio 00 00 Zoo 25 13,2 Dirremato 00 00 Hodo 01 0,5 n/c 13 6,8 Quadro 42: Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de Bertolínia Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 04 2,1 LAR 00 00 LC 00 00 LE 00 00 LIT 00 00 LJ 01 0,5 LP 138 72,6 LP + LA 00 00 LP + LT 01 0,5 LT 40 21 LT+ LP 02 1 não encontrada 04 2,1 206 4.3.4 Microrregião das Chapadas do extremo sul piauiense (9 municípios) Município 1: Avelino Lopes Município 2: Corrente Município 3: Cristalândia do Piauí Município 4: Curimatá Município 5: Júlio Borges Município 6: Morro Cabeça no Tempo Município 7: Parnaguá Município 8: Riacho Frio Município 9: Sebastião Barros 4.3.4.1 Hidrônimos da microrregião das Chapadas do extremo sul Quadro 43: Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião Chapadas do extremo Sul Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Riacho Abóbora, da LP Fito SIMPLES 02 Córrego Água Branca, da LP Hidro COMPOSTO 03 Lagoa Água Branca, da LP Hidro COMPOSTO 04 Riacho Água Suja LP Hidro COMPOSTO 05 Lagoa Alecrim, do LP Fito SIMPLES 06 Lagoa Alegre, do LP Animo SIMPLES 07 Lagoa Aleixo, do LP Antropo SIMPLES 08 Lagoa Ambição, da LP Animo SIMPLES 09 Riacho América Dourada, da LP Coro COMPOSTO 10 Lagoa Angical LP Fito SIMPLES 11 Riacho Angical, do LP Fito SIMPLES 12 Lagoa Angico, do LP Fito SIMPLES 13 Riacho Angico LP Fito SIMPLES 14 Riacho Araçá, do LT Fito SIMPLES 15 Brejo Araras, das LT Zoo SIMPLES 16 Riacho Araxá336 LT Geomorfo SIMPLES 17 Riachinho Areia, de LP Lito SIMPLES 18 Riacho Areia, da LP Lito SIMPLES 19 Riacho Areia Branca LP Lito COMPOSTO 336 No DeHlp, tem-se: “1 local mais alto de uma região; 2 terreno plano e elevado; planalto, alto chapadão”. 207 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 20 Riacho Aroeiras, das LP Fito SIMPLES 21 Riacho Arrodeado LP n/c SIMPLES 22 Riacho Bacupari 337 LT Fito SIMPLES 23 Riacho Bacupari, do LT Fito SIMPLES 24 Riacho Baixão, do LP Geomorfo SIMPLES 25 Lagoa Baixão Velho, do LP Geomorfo por qualif. COMPOSTO 26 Lagoa Baixo, de LP Cardino SIMPLES 27 Lagoa Bamburral, do LP Fito SIMPLES 28 Riacho Bamburral, do LP Fito SIMPLES 29 Riacho Banguê, do LA Ergo SIMPLES 30 Córrego Barra da Lagoa LP Geomorfo COMPOSTO 31 Riacho Barreiro, do LP Lito SIMPLES 32 Riacho Barro Vermelho LP Lito COMPOSTO 33 Córrego Barrocão LP Lito SIMPLES 34 Riacho Barrocão LP Lito SIMPLES 35 Riacho Barrocão, do LP Lito SIMPLES 36 Brejo Batalhinha, da LP n/c SIMPLES 37 Riacho Bica das Pedras, das LP Hidro COMPOSTO 38 Riacho Boi Morto, do LP Zoo COMPOSTO 39 Brejo Bois, dos LP Zoo SIMPLES 40 Lagoa Bois, dos LP Zoo SIMPLES 41 Riacho Bois, dos LP Zoo SIMPLES 42 Lagoa Bom Jardim LP Fito COMPOSTO 43 Lagoa Bom Jesus, do LP Hiero COMPOSTO 44 Lagoa Bonita LP Animo SIMPLES 45 Riacho Boqueirão, do LP Geomorfo SIMPLES 46 Riacho Boqueirão da Esmeralda, do LP Geomorfo COMPOSTO 47 Lagoa Bravas, das LP n/c SIMPLES 48 Riacho Brejão, do LP Hidro SIMPLES 49 Riacho Brejão dos Aipins LP + LT Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 50 Riacho Brejinho LP Hidro SIMPLES 51 Riacho Brejo, do LP Hidro SIMPLES 52 Riacho Brejo da Porta LP Hidro COMPOSTO 337 No DeHlp, tem-se: “design. comum a árvores do gên. Garcinia (que inclui o gên. Rheedia), da fam. das clusiáceas, cujos frutos são ger. Comestíveis”. Ainda do DeHlp: do “tupi *ïwakupa'ri”. 208 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 53 Riacho Brejo Seco LP Hidro COMPOSTO 54 Riacho Brejo Velho LP Hidro por qualif. COMPOSTO 55 Lagoa Buraco, do LP Geomorfo SIMPLES 56 Lagoa Buracos, dos LP Geomorfo SIMPLES 57 Lagoa Bureré 338 , do n/e Fito SIMPLES 58 Brejo Buriti LT Fito SIMPLES 59 Córrego Buriti, do LT Fito SIMPLES 60 Brejo Buriti do Meio LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 61 Riacho Buriti do Meio LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 62 Riacho Buriti Grande LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 63 Brejo Buritizal Grande LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 64 Córrego Buritizinho LT Fito SIMPLES 65 Riacho Buritizinho LT Fito SIMPLES 66 Lagoa Burra, da LP Zoo SIMPLES 67 Lagoa Cabaças, das LP Fito SIMPLES 68 Córrego Cabaceira LP Fito SIMPLES 69 Riacho Cabeceira do Camboeiro LP Hidro COMPOSTO 70 Riacho Cabeceira do Pindaíba LP + LT Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 71 Riacho Cabeceira do Samambaia LP + LT Hidro COMPOSTO HÍBRIDO 72 Lagoa Cabeceiro,do LP n/c SIMPLES 73 Brejo Cachoeira LP Hidro SIMPLES 74 Córrego Cadoz 339 , do LP Eco SIMPLES 75 Lagoa Cadoz, do LP Eco SIMPLES 76 Riacho Cajueiro LT Fito SIMPLES 77 Lagoa Cala-Boca, do LP Dirremato COMPOSTO 78 Córrego Caldeirão LP Hidro SIMPLES 79 Lagoa Caminho LP Hodo SIMPLES 80 Lagoa Campestre LP n/c SIMPLES 81 Lagoa Campo LP Geomorfo COMPOSTO 338 Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 339 No DeHlp, tem-se: “1 casa velha e/ou rústica; casebre, barraco, pardieiro; 2 lugar de refúgio ou esconderijo; covil; 3 lugar escondido, de difícil acesso; 4 lugar onde algo fica isolado ou separado”. 209 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. Formoso 82 Lagoa Canabrava, da LP Fito SIMPLES 83 Riacho Cana-brava LP Fito COMPOSTO 84 Brejo Canas, das LP Fito SIMPLES 85 Lagoa Candinho, do LP Antropo SIMPLES 86 Córrego Cantinho LP Cardino SIMPLES 87 Lagoa Canto, do LP Cardino SIMPLES 88 Riacho Canto, do LP Cardino SIMPLES 89 Lagoa Canto do Angico, do LP Cardino COMPOSTO 90 Riacho Capim-grosso LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 91 Lagoas Capoeiras 340 , das LT Fito SIMPLES 92 Riacho Caracol, do LP Zoo SIMPLES 93 Lagoa Caraíba, da LT Fito SIMPLES 94 Lagoa Caraíbas, das LT Fito SIMPLES 95 Rio Carinhanha n/e n/c SIMPLES 96 Lagoa Carnaubal, do LT Fito SIMPLES 97 Lagoa Caroá, do LT Fito SIMPLES 98 Brejo Carrasquenho LP Fito SIMPLES 99 Lagoa Caruara 341 , da LT Animo SIMPLES 100 Lagoa Casa Velha, da LP Eco por qualif. COMPOSTO 101 Riacho Casa Velha LP Eco por qualif. COMPOSTO 102 Lagoa Cavalo, do LP Zoo SIMPLES 103 Riacho Cavalos, dos LP Zoo SIMPLES 104 Lagoa Cercado, do LP Ergo SIMPLES 105 Córrego Ceroula LP Ergo SIMPLES 106 Riacho Certeza LP Animo SIMPLES 107 Lagoa Cesário, do LP Antropo SIMPLES 108 Lagoa Chapada, da LP Geomorfo SIMPLES 109 Lagoa Cima, de LP Cardino SIMPLES 110 Córrego Cipoal LT Fito SIMPLES 111 Rio Cochá n/e n/c SIMPLES 112 Riacho Cocos, dos LP Fito SIMPLES 113 Lagoa Comprida LP Dimensio SIMPLES 114 Riacho Conceição, da LP Antropo SIMPLES 115 Lagoa Contendas, das LP Animo SIMPLES 340 No DeHlp, tem-se: “área de mato cuja vegetação foi roçada e/ou queimada para cultivo ou outros fins, e que se está renovando”. Ainda no DeHlp: do “tupi ko'pwera, de ko 'roça' + pwera 'que já foi'”. 341 No DeHlp, do “tupi *karu'ara 'corrimento que afeta as articulações; mau-olhado'”. 210 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 116 Riacho Contrato, do LP Animo SIMPLES 117 Riacho Coqueiro, do LP Fito SIMPLES 118 Riacho Cordeiro, do LP Antropo SIMPLES 119 Riacho Cornichas, das LP n/c SIMPLES 120 Riacho Corredeira LP Hidro SIMPLES 121 Rio Corrente LP Hidro SIMPLES 122 Riacho Coruja, da LP Zoo SIMPLES 123 Lagoa Covas, das LP n/c SIMPLES 124 Riacho Croata LT Fito SIMPLES 125 Lagoa Cruz, da LP Hiero SIMPLES 126 Riacho Cruz, da LP Hiero SIMPLES 127 Riacho Curimatá LT Zoo SIMPLES 128 Rio Curimatá LT Zoo SIMPLES 129 Lagoa Curral, do LP Socio SIMPLES 130 Brejo Damásio, do LP Antropo SIMPLES 131 Lagoa Damásio, do LP Antropo SIMPLES 132 Lagoa Dé LP n/c SIMPLES 133 Lagoa Dentro, de LP Cardino SIMPLES 134 Lagoa Descoberta, da LP Animo SIMPLES 135 Lagoa Diolino, do LP Antropo SIMPLES 136 Lagoa Dionisinho, do LP Antropo SIMPLES 137 Lagoa Duas Passagens LP Hodo por quant. COMPOSTO 138 Lagoa Entrada, da LP Hodo SIMPLES 139 Córrego Entranha, da LP n/c SIMPLES 140 Lagoa Entroncamento, do LP Hodo SIMPLES 141 Córrego Escuro LP Hidro-cromo SIMPLES 142 Riacho Escuro LP Hidro-cromo SIMPLES 143 Lagoa Espinheiro, do LP Fito SIMPLES 144 Riacho Espinho LP Fito SIMPLES 145 Riacho Espinho, do LP Fito SIMPLES 146 Córrego Estrepe LP n/c SIMPLES 147 Lagoa Estribeira 342 , da LP Ergo SIMPLES 148 Lagoa Estribeirinha, da LP Ergo SIMPLES 149 Lagoa Extrema, da LP Cardino SIMPLES 150 Lagoa Falsa LP Animo SIMPLES 151 Brejo Faveira LP Fito SIMPLES 152 Lagoa Feia LP Animo SIMPLES 342 No DeHlp, significa: “estribo us. quando se monta à gineta”. 211 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 153 Lagoa Felipe, do LP Antropo SIMPLES 154 Riacho Fervedouro 343 , do LP Hidro SIMPLES 155 Lagoa Figueirão, do LP Antropo SIMPLES 156 Lagoa Flor de Seda, da LP Fito COMPOSTO 157 Lagoa Fora, de LP Cardino SIMPLES 158 Lagoa Formosa, da LP Animo SIMPLES 159 Lagoinha Formosa, da LP Animo SIMPLES 160 Brejo Forquilha, da LP Fito SIMPLES 161 Riacho Fresco LP Hidro-termo SIMPLES 162 Riacho Frio LP Hidro-termo SIMPLES 163 Lagoa Funda LP Dimensio SIMPLES 164 Riacho Fundo LP Dimensio SIMPLES 165 Rio Fundo LP Dimensio SIMPLES 166 Lagoa Fundo da Vargem, do LP Dimensio COMPOSTO 167 Rio Fundo de Cima LP Dimensio COMPOSTO 168 Lagoa Gabriel, do LP Antropo SIMPLES 169 Lagoa Gado Bravo, do LP Zoo COMPOSTO 170 Riacho Gameleira LP Fito SIMPLES 171 Lagoa Garça, da LP Zoo SIMPLES 172 Lagoa Gato, do LP Zoo SIMPLES 173 Riacho Gentil LP Animo SIMPLES 174 Riacho Gericó 344 , do LP Fito SIMPLES 175 Lagoa Germano, do LP Antropo SIMPLES 176 Riacho Golfos, dos LP n/c SIMPLES 177 Lagoa Grajaú, do LT Ergo SIMPLES 178 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES 179 Riacho Grande LP Dimensio SIMPLES 180 Rio Grande LP Dimensio SIMPLES 181 Riacho Grota do Corredor LP Geomorfo COMPOSTO 182 Riacho Grota do Sabão LP Geomorfo COMPOSTO 183 Rio Gurgueia LJ Etno SIMPLES 343 Em Souza (2004, p. 150), tem-se: “(...) Em Goiás, segundo informe do prof. Alcide Jubé, chamam fervidor a uma queda d’água no meio de um rio formando com algumas pedras um poço muito perigoso, mercê dos movimentos das águas”. 344 No DeHlp, tem-se Jericó, que significa: “1 Rubrica: pteridófitas. planta multicaule (Selaginella convoluta) da fam. das selagineláceas, nativa do Brasil (PE, BA), de raiz fibrosa e folhas eretas e rígidas; é tida como diurética e afrodisíaca; pé-de-papagaio, ressurreição; 2 Rubrica: angiospermas. m.q. caçaú (Aristolochia brasiliensis); 3 Rubrica: angiospermas. m.q. jarrinha-do-nordeste (Aristolochia papillaris)”. 212 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 184 Lagoa Ibiraba, da n/e n/c SIMPLES 185 Lagoa Ilha, da LP Geomorfo SIMPLES 186 Lagoa Imburana 345 , da LT Fito SIMPLES 187 Lagoa Inferno, do LP Animo SIMPLES 188 Córrego Inhuma LT Zoo SIMPLES 189 Lagoa Isidoro, do LP Antropo SIMPLES 190 Lagoa Jacaré, do LT Zoo SIMPLES 191 Riacho Jataí 346 de Cima LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 192 Lagoa Jatobá, do LT Fito SIMPLES 193 Lagoa Jenipapeiro, do LT Fito SIMPLES 194 Lagoa João Canabrava, do LP Antropo COMPOSTO 195 Riacho João Ferreira LP Antropo COMPOSTO 196 Lagoa João Mãozinha, do LP Antropo COMPOSTO 197 Lagoa Joaquim Manoel, do LP Antropo COMPOSTO 198 Lagoa Juá, do LT Fito SIMPLES 199 Lagoa Junco, do LP Fito SIMPLES 200 Lagoa Jurema, da LT Fito SIMPLES 201 Brejo Lagoa LP Hidro SIMPLES 202 Brejo Lagoa, da LP Hidro SIMPLES 203 Riacho Lagoa, da LP Hidro SIMPLES 204 Riacho Lagoa do Mato, da LP Hidro COMPOSTO 205 Brejo Lagoinha LP Hidro SIMPLES 206 - Lagoinha LP Hidro SIMPLES 207 Riacho Lajeiro, do LP Lito SIMPLES 208 Riacho Lapa, da LP Lito SIMPLES 209 Lagoa Largo, do LP Dimensio SIMPLES 210 Riacho Lavra, da LP Socio SIMPLES 211 Lagoa Leandro, do LP Antropo SIMPLES 212 Lagoa Leite, do LP n/c SIMPLES 213 Riacho Limoeiro LP Fito SIMPLES 214 Riacho Limoeiro, do LP Fito SIMPLES 345 No DeHlp, tem-se: “árvore de até 6 m (Bursera leptophloeos) da fam. das burseráceas, nativa da América do Sul, de madeira branca, rija, folhas compostas, flores em racemos axilares e frutos comestíveis, com sementes de que se extrai óleo medicinal; aroeira-do-sertão, emburana, imburana-vaqueira, jamburana, umburana”. Ainda no DeHlp: do “tupi ï'mbu 'umbu' + tupi 'rana 'semelhante a'”. 346 No DeHlp, o mesmo que Jatobá. 213 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 215 Rio Livramento, do LP Animo SIMPLES 216 Córrego Lourenço LP Antropo SIMPLES 217 Lagoa Machado, do LP Antropo SIMPLES 218 Riacho Malhada Grande, da LP Geomorfo COMPOSTO 219 Riacho Malícia, da LP Fito SIMPLES 220 Lagoa Maltês LP n/c SIMPLES 221 Riacho Mamoneira, da LA Fito SIMPLES 222 Lagoa Mandacaru, do LT Fito SIMPLES 223 Lagoa Manezinho, do LP Antropo SIMPLES 224 Riacho Manguari347, do LT Zoo SIMPLES 225 Riacho Marimbondo LA Zoo SIMPLES 226 Lagoa Marreca, da LP Fito SIMPLES 227 Lagoa Mata da Caraibinha, da LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 228 Lagoa Mato, do LP Fito SIMPLES 229 Lagoa Matões, dos LP Fito SIMPLES 230 Lagoa Mazombo348, do LA Etno SIMPLES 231 Brejo Meio, do LP Cardino SIMPLES 232 Lagoa Meio, do LP Cardino SIMPLES 233 Riacho Meio, do LP Cardino SIMPLES 234 Lagoa Mel, do LP n/c SIMPLES 235 Riacho Melado, do LP Ergo SIMPLES 236 Riacho Melancia LP Fito SIMPLES 237 Lagoa Milagres, dos LP Animo SIMPLES 238 Riacho Milagres, dos LP Animo SIMPLES 239 Riacho Mimoso LP Fito SIMPLES 240 Brejo Miroró, do LT Fito SIMPLES 241 Lagoa Missão, da LP Animo SIMPLES 242 Riacho Mocambinho LA Eco SIMPLES 243 Riacho Mocinhas, das LP n/c SIMPLES 244 Riacho Mondubim n/e n/c SIMPLES 245 Lagoa Monrovia n/e n/c SIMPLES 246 Riacho Morcego, do LP Zoo SIMPLES 247 Lagoa Morro Velho, do LP Geomorfo por qualif. COMPOSTO 248 Lagoa Morros, dos LP Geomorfo SIMPLES 347 No DeHlp, tem-se o étimo tupi (“tupi magwa'ri 'ave branco-acinzentada de pescoço longo, ordem dos ciconiiformes'”), com o significado comum de, sob a rubrica da ornitologia: “m.q. socó-grande (Ardea cocoi)”. 348 No DeHlp, tem-se: “filho de pais estrangeiros, sobretudo de portugueses, que nasce no Brasil”. 214 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 249 Riacho Muquém, do LT Ergo SIMPLES 250 Riacho Negros, dos LP Etno SIMPLES 251 Lagoa Nova LP Crono SIMPLES 252 Riacho Novo Acordo LP Animo por qualif. COMPOSTO 253 Córrego Oco, do LP n/c SIMPLES 254 Riacho Oco, do LP n/c SIMPLES 255 Riacho Olaria, da LP Socio SIMPLES 256 Riacho Olho d’água LP Hidro COMPOSTO 257 Riacho Olho d’água, do LP Hidro COMPOSTO 258 Riacho Olho d’água da Onça LP Hidro COMPOSTO 259 Lagoa Onça, da LP Zoo SIMPLES 260 Brejo Ouro, do LP Lito SIMPLES 261 Lagoa Padre, do LP Socio SIMPLES 262 Lagoa Pajeú, do LT Ergo SIMPLES 263 Rio Palmeiras LP Fito SIMPLES 264 Lagoa Palmeirinha, da LP Fito SIMPLES 265 Rio Paraim LT Hidro SIMPLES 266 Riacho Parida, da LP n/c SIMPLES 267 Lagoa Parnaguá, do LT Geomorfo SIMPLES 268 Lagoa Pássaros, dos LP Zoo SIMPLES 269 Riacho Pastores, dos LP Socio SIMPLES 270 Lagoa Patos, dos LP Zoo SIMPLES 271 Lagoa Paturi349, do LT Zoo SIMPLES 272 Lagoa Pau d’arco, do LP Fito COMPOSTO 273 Riacho Pau d’arco350 LP Fito COMPOSTO 274 Riacho Pau-Ferro, do LP Fito COMPOSTO 275 Lagoa Paulinho, do LP Antropo SIMPLES 276 Lagoa Paulino, do LP Antropo SIMPLES 277 Brejo Paus, dos LP Fito SIMPLES 278 Riacho Pé da Chapada 351 LP Cardino COMPOSTO 349 No DeHlp, tem-se: “1 Regionalismo: Brasil. m.q. irerê (Dendrocygna viduata); 2 Regionalismo: Brasil. m.q. bico-roxo (Nomonyx dominicus); 3 Regionalismo: Minas Gerais, Mato Grosso. m.q. pato-de-crista (Sarkidiornis melanotos)”. Ainda no DeHlp: do “tupi poti'rï 'ave, espécie de marreca', tb. adp. ao port. poteri, potiri”. 350 No DeHlp, tem-se: “design. comum a várias árvores e arbustos da fam. das bignoniáceas, esp. do gên. Tabebuia, muito cultivados como ornamentais e pelas madeiras de qualidade”. 351 Observe-se que de 278 a 281, nos quais se têm lexias compostas, a opção por classificá-los como Somatotopônimo, na proposta de Dick, obscurecer-lhes-ia as significações possíveis, inerentes à estrutura composta. 215 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 279 Lagoa Pé de Buriti, do LP + LT Fito COMPOSTO HÍBRIDO 280 Lagoa Pé-de-Ema 352 , do LP Fito COMPOSTO 281 Lagoa Pé-de-Serra, do LP Cardino COMPOSTO 282 Lagoa Pedra, da LP Lito SIMPLES 283 Lagoa Pedra Bonita, da LP Lito COMPOSTO 284 Lagoinha Pedra Bonita, da LP Lito COMPOSTO 285 Lagoa Pedra Branca, da LP Lito COMPOSTO 286 Riacho Pedra Branca LP Lito COMPOSTO 287 Rio Pedra de Amolar LP Lito COMPOSTO 288 Riacho Pedra Furada, da LP Lito COMPOSTO 289 Lagoa Pedra Grande LP Lito COMPOSTO 290 Lagoa Pedras, das LP Lito SIMPLES 291 Lagoa Pedreiras, das LP Lito SIMPLES 292 Lagoa Pedrinhas, das LP Lito SIMPLES 293 Lagoa Peixe, do LP Zoo SIMPLES 294 Riacho Pequi, do LT Fito SIMPLES 295 Riacho Pequi Grande LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 296 Lagoa Piaçava, da LT Fito SIMPLES 297 Córrego Pindaíba, da LT Fito SIMPLES 298 Riacho Pintada, da LP n/c SIMPLES 299 Lagoa Pintada, da LP n/c SIMPLES 300 Riacho Pinto LP Antropo SIMPLES 301 Lagoa Piripiri, do LT Fito SIMPLES 302 Riacho Poção LP Hidro SIMPLES 303 Riacho Poço Comprido, do LP Hidro COMPOSTO 304 Riacho Poções LP Hidro SIMPLES 305 Lagoa Podói 353 , do LP Fito SIMPLES 352 No site http://rodriguesia.jbrj.gov.br/Rodrig55_85/MILW-B.PDF, acessado em 26 de fevereiro de 2012, tem- se tal exemplar como pertencente à espécie Passiflora tricuspis Mast. Quanto à distribuição geográfica, tem-se que “Apresenta ampla distribuição na América do Sul, ocorrendo no Peru, Bolívia, Brasil e Paraguai. No Brasil: Amazonas, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”. (grifo nosso). Ainda no mesmo site, há os seguintes nomes vulgares: “Maracujá-borboleta (ES), maracujá-do-mato (MG), pé-de-ema (MG), maracujá (Pio-Côrrea 1984). 216 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 306 Córrego Pombas, das LP Zoo SIMPLES 307 Lagoa Porco, do LP Zoo SIMPLES 308 Lagoa Porcos, dos LP Zoo SIMPLES 309 Lagoa Porta, da LP Ergo SIMPLES 310 Lagoa Porta dos Golfos, da LP Ergo COMPOSTO 311 Lagoa Porteiras, das LP Ergo SIMPLES 312 Riacho Pote, do LP Ergo SIMPLES 313 Brejo Prata, da LP Lito SIMPLES 314 Riacho Prata, da LP Lito SIMPLES 315 Lagoa Preferência, da LP Animo SIMPLES 316 Riacho Projeto, do LP Animo SIMPLES 317 Lagoa Quixaba 354 , da LT Fito SIMPLES 318 Riacho Ramalho, do LP Antropo SIMPLES 319 Riacho Rancharia, da LP Eco SIMPLES 320 Lagoa Rancho, do LP Eco SIMPLES 321 Riacho Rangel LP Antropo SIMPLES 322 Lagoa Rapador 355 , do LP Geomorfo SIMPLES 323 Riacho Recantilhado, do LP n/c SIMPLES 324 Lagoa Recanto, do LP Animo SIMPLES 325 Lagoa Redonda LP Morfo SIMPLES 326 Lagoa Rego, do LP Antropo SIMPLES 327 Riacho Retiro, do LP Eco SIMPLES 328 - Riachão LP Hidro SIMPLES 329 - Riachinho LP Hidro SIMPLES 330 Lagoa Riacho do Meio, do LP Hidro COMPOSTO 331 Riacho Rodrigues, do LP Antropo SIMPLES 353 Em Lorenzi (2008, p. 132), têm-se os seguintes nomes populares para a espécie Copaifera langsdorffii Desf.: “copaíba, óleo de copaíba, copaíba-vermelha, bálsamo, oleiro, copaíba-da-várzea (AM), copaibeira-de-minas, copaúba, cupiúva, óleo-vermelho, pau-de-óleo (MG), podoi (PI, CE) (grifo nosso). Castro (1994, p. 121), dentre as espécies florísticas amostradas e amostráveis encontradas na Fazenda Piloto Chapada Grande-PI, menciona, para as espécies Copaifera coriacea C. Martius e Copaifera martii Hayne, Paudóia, que, segundo hipótese aqui aventada, pode ter dado Podói, haja vista, em comum, todas serem espécies de copaíba, árvore bastante conhecida por seu óleo de uso medicinal. Admitindo que, dentre as designações possíveis, uma de largo uso talvez seja a que retrate essa característica da espécie (óleo de uso medicinal). A partir disso, pode-se admitir que de Pau-de-óleo se tenha chegado a Podói por sucessivas mudanças fonéticas. Eis a seguir uma proposta: Pau-de- óleo > Paudoleo > Paudoeo* > Paudóia > Paudói > Padói > Podói. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 354 No DeHlp, tem-se: “1 o fruto da quixabeira; 2 m.q. quixabeira (Sideroxylon obtusifolium)”. Em Sampaio (1987, p. 308), tem-se: “QUIÇABA corr. Keçaba. O ninho, o lugar de dormir. Alt. Quixaba, Quixá”. 355 Em Souza (2004, p. 271), tem-se a forma Rapadouro, que significa: “termo mais ou menos de uso em todo o país e que significa um campo sem pastagem para o gado, que está como que rapado”. 217 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 332 Riacho Rução, do LP Antropo SIMPLES 333 Brejo Saco, do LP Geomorfo SIMPLES 334 Lagoa Saco, do LP Geomorfo SIMPLES 335 Riacho Saco, do LP Geomorfo SIMPLES 336 Riacho Saco do Buriti LP + LT Geomorfo COMPOSTO HÍBRIDO 337 Riacho Saco Grande LP Geomorfo COMPOSTO 338 Riacho Salgado LP Hidro-halo SIMPLES 339 Riacho Salgueiro 356 , Do LP Fito SIMPLES 340 Lagoa Salina, da LP Lito SIMPLES 341 Riacho Salina, da LP Lito SIMPLES 342 Córrego Salobro LP Hidro-halo SIMPLES 343 Lagoa Salobro, do LP Lito SIMPLES 344 Brejo Sambaíba, da LT Fito SIMPLES 345 Córrego Sant’Ana LP Antropo SIMPLES 346 Riacho Santa Marta LP Hagio COMPOSTO 347 Brejo Santa Rosa LP Hagio COMPOSTO 348 Lagoa Santana, de LP Antropo SIMPLES 349 Riacho Santo Antônio LP Hagio COMPOSTO 350 Lagoa São João, de LP Hagio COMPOSTO 351 Riacho São José LP Hagio COMPOSTO 352 Rio São José LP Hagio COMPOSTO 353 Brejo São Luís LP Hagio COMPOSTO 354 Riacho Saquinho, do LP Geomorfo SIMPLES 355 Lagoa Seca LP Hidro-hipo SIMPLES 356 Lagoa Seca do Curral LP Hidro-hipo COMPOSTO 357 Lagoa Seca do Rancho LP Hidro-hipo COMPOSTO 358 Córrego Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 359 Riacho Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 360 Lagoa Senhorinha, da LP Axio SIMPLES 361 Riacho Serra, da LP Geomorfo SIMPLES 362 Lagoa Simões, do LP Antropo SIMPLES 363 Lago Sítio, do LP Eco SIMPLES 364 Riacho Sítio, do LP Eco SIMPLES 365 Riacho Sítio do Mocambinho, LP + LA Eco COMPOSTO HÍBRIDO 356 No DeHlp, tem-se: “design. comum às árvores e arbustos do gên. Salix, da fam. das salicáceas, ger. cultivadas como ornamentais ou pelas madeiras”. 218 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. do 366 Riacho Socorro LP Animo SIMPLES 367 Riacho Sossego LP Animo SIMPLES 368 Riacho Sossego, do LP Animo SIMPLES 369 Lagoa Suçuapara LT Zoo SIMPLES 370 Riacho Suçuapara LT Zoo SIMPLES 371 Córrego Suçuarana LT Zoo SIMPLES 372 Brejo Sumidor LP Hidro SIMPLES 373 Rio Surucuju LT Zoo SIMPLES 374 Lagoa Taboca, da LT Fito SIMPLES 375 Riacho Taboca, da LT Fito SIMPLES 376 Riacho Tabocal, do LT Fito SIMPLES 377 Riacho Tabocas, das LT Fito SIMPLES 378 Lagoa Taboleiro Grande LP Geomorfo COMPOSTO 379 Lagoa Tábua, da LP Ergo SIMPLES 380 Riacho Tábua, da LP Ergo SIMPLES 381 Lagoa Tanque, do LP Hidro SIMPLES 382 Lagoa Tassiano, do LP Antropo SIMPLES 383 Riacho Tataíra 357 , da LT Zoo SIMPLES 384 Lagoa Teima, da LP Animo SIMPLES 385 Lagoa Teiú 358 , do LT Zoo SIMPLES 386 Riacho Teixeira, do LP Antropo SIMPLES 387 Lagoa Teófilo, do LP Antropo SIMPLES 388 Riacho Timbó, do LT Fito SIMPLES 389 Brejo Tomaz, do LP Antropo SIMPLES 390 Lagoa Torrões 359 , dos LP Geomorfo SIMPLES 391 Riacho Touro, do LP Zoo SIMPLES 392 Lagoa Trás-da-Serra, de LP Cardino COMPOSTO 393 Riacho Três Barras LP Geomorfo por quant. COMPOSTO 357 No DeHlp, tem-se: “abelha social (Oxytrigona tataira), da subfam. dos meliponíneos, com cerca de 5,5 mm de comprimento, cabeça e abdome ferrugíneos e o restante do corpo preto; abelha-caga-fogo, abelha-de-fogo, barra-fogo, bota-fogo, caga-fogo, mija-fogo [É sp. agressiva; quando pica, segrega um líquido cáustico.]”. Ainda no DeHlp: do “tupi tatae'ira 'espécie de abelha da fam. dos meliponídeos', de ta'ta 'fogo' + e'ira 'mel'”. 358 No DeHlp, tem-se: “lagarto terrícola da fam. dos teiídeos (Tupinambis teguixin), encontrado do Norte do Brasil ao Norte da Argentina; apresenta coloração dorsal marmoreada de cinzento e preto, com faixas e manchas pretas ou brancas e ventre claro, com barras transversais pretas, e seu corpo atinge cerca de 50 cm de comprimento; lagarto, teiú-açu, tejo, teju, tejuaçu, tejuguaçu, tiú [É onívoro e mora em tocas.]”. Ainda no DeHlp: do “tupi te'yu 'designação genérica do lagarto, entre os indígenas'”. 359 No DeHlp, tem-se: “1 pedaço de terra aglutinada, mais ou menos endurecida; 2 gleba, terreno, solo próprio para cultura; 3 território, extensão considerável de terra”. 219 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 394 Lagoa Tuntum, do n/e n/c SIMPLES 395 Lagoa “U”, do LP n/c SIMPLES 396 Lagoa União, da LP Animo SIMPLES 397 Brejo Ursa, da LP Zoo SIMPLES 398 Lagoa Urubu, do LT Zoo SIMPLES 399 Rio Uruçui LT Hidro SIMPLES 400 Lagoa Vaca Preta, da LP Zoo COMPOSTO 401 Lagoa Valentim, do LP Antropo SIMPLES 402 Lagoa Vargem da Pedra, da LP Geomorfo COMPOSTO 403 Riacho Vargem Grande LP Geomorfo COMPOSTO 404 Córrego Varginha, da LP Geomorfo SIMPLES 405 Riacho Várzea da Cruz LP Geomorfo COMPOSTO 406 Lagoa Várzea Grande, da LP Geomorfo COMPOSTO 407 Lagoa Veados, dos LP Zoo SIMPLES 408 Lagoa Velha LP Crono SIMPLES 409 Lagoa Velhaca, da LP Animo SIMPLES 410 Brejo Vereda LP Geomorfo SIMPLES 411 Riachão Vereda LP Geomorfo SIMPLES 412 Riacho Vereda, da LP Geomorfo SIMPLES 413 Brejo Vereda Comprida LP Geomorfo COMPOSTO 414 Riacho Vereda Comprida LP Geomorfo COMPOSTO 415 Lagoa Vermelha LP Hidro-cromo SIMPLES 416 Riacho Vermelho LP Hidro-cromo SIMPLES 417 Lagoa Zé do Mel, do LP Antropo COMPOSTO 418 Lagoa Zuza, do LP Antropo SIMPLES 4.3.4.2 Dados da Ficha Quadro 44: Percentual das taxes da Microrregião das Chapadas do extremo sul Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 28 6,7 Eco 11 2,6 Lito 27 6,4 Antropo 40 9,6 Ergo 14 3,3 Meteoro 0 0 Astro 0 0 Etno 3 0,7 Mito 0 0 220 Axio 1 0,2 Fito 88 21 Morfo 1 0,2 Cardino 15 3,6 Geomorfo 38 9 Numero 0 0 Coro 1 0,2 Hagio 7 1,7 Polio 0 0 Cromo 0 0 Hidro 51 12,2 Socio 5 1,2 Crono 2 0,5 Hiero 3 0,7 Somato 0 0 Dimensio 10 2,4 Historio 0 0 Zoo 39 9,3 Dirremato 1 0,2 Hodo 4 0,9 n/c 29 6,9 Quadro 45: Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião das Chapadas do extremo sul Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 5 1,2 LAR 0 0 LC 0 0 LE 0 0 LIT 0 0 LJ 1 0,2 LP 337 80,6 LP + LA 1 0,2 LP + LT 5 1,2 LT 55 13,1 LT+ LP 7 1,7 não encontrada 7 1,7 4.3.5 Microrregião de Floriano (12 municípios) Município 1: Canavieira Município 2: Flores do Piauí Município 3: Floriano Município 4: Guadalupe Município 5: Itaueira Município 6: Jerumenha Município 7: Nazaré do Piauí Município 8: Pavussu Município 9: Rio Grande do Piauí Município 10: São Francisco do Piauí Município 11: São José do Peixe Município 12: São Miguel do Fidalgo 221 4.3.5.1 Hidrônimos da Microrregião de Floriano Quadro 46: Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de Floriano Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Riacho Agrestão LP Fito SIMPLES 02 Riacho Água Boa LP Hidro COMPOSTO 03 Lagoa Água Doce, da LP Hidro COMPOSTO 04 Riacho Aldeia, da LP Polio SIMPLES 05 Riacho Alegre, do LP Animo SIMPLES 06 Lagoa Algodão, do LP Fito SIMPLES 07 Riacho Angelim LP Fito SIMPLES 08 Riacho Angical LP Fito SIMPLES 09 Riacho Angico, do LP Fito SIMPLES 10 Lagoa Aprazível, do LP Animo SIMPLES 11 Riacho Areia, da LP Lito SIMPLES 12 Riacho Aroeira LP Fito SIMPLES 13 Riacho Atalho, do LP Hodo SIMPLES 14 Riacho Baixa, da LP Geomorfo SIMPLES 15 Lagoa Bandeira, da LP Ergo SIMPLES 16 Riacho Barra do Rancho LP Geomorfo COMPOSTO 18 Riacho Barro Preto, do LP Lito COMPOSTO 17 Lagoa Barro, de LP Lito SIMPLES 19 Riacho Bebedouro360 LP Hidro SIMPLES 20 Riacho Bezerro LP Zoo SIMPLES 21 Lagoa Bichinho, do LP Zoo SIMPLES 22 Lagoa Bicho, do LP Zoo SIMPLES 23 Riacho Boa Vista, da LP Animo COMPOSTO 24 Lagoa Boa Vista, da LP Animo COMPOSTO 25 Lagoa Boi, do LP Zoo SIMPLES 26 Riacho Boi, do LP Zoo SIMPLES 27 Riacho Bois, dos LP Zoo SIMPLES 28 Riacho Boqueirão, do LP Geomorfo SIMPLES 29 Riacho Brejinho, do LP Hidro SIMPLES 30 Riacho Buriti LT Fito SIMPLES 32 Riacho Buriti Grande LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 31 Riacho Buriti, do LT Fito SIMPLES 33 Riacho Buritizinho LT Fito SIMPLES 360 Segundo o DeHlp, BEBEDOURO é um regionalismo do Norte e Nordeste do Brasil e significa “aguada, na parte rasa de rios, açudes, lagoas, igarapés, em cacimbas abertas nos leitos dos rios secos ou onde o lençol de água é pouco profundo, na qual bebem os animais”. 222 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 34 Riacho Buritizinho, do LT Fito SIMPLES 35 Riacho Cabeceira, da LP Hidro SIMPLES 36 Brejo Cágados, dos LP Zoo SIMPLES 37 Lagoa Cajazeiro, do LT Fito SIMPLES 38 Riacho Cajueiro, do LT Fito SIMPLES 39 Riacho Caldeirão, do LP Hidro SIMPLES 40 Lagoa Calumbi, do LT Fito SIMPLES 41 Lagoa Canabrava LP Fito SIMPLES 42 Riacho Canavieira, da LP Fito SIMPLES 44 Lagoa Canto da Volta LP Cardino COMPOSTO 43 Lagoa Canto, do LP Cardino SIMPLES 45 Riacho Capim Grosso LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 46 Riacho Capim Grosso, do LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 47 Riacho Capitão do Campo LP Fito COMPOSTO 48 Lagoa Capivara, da LT Zoo SIMPLES 49 Riacho Capivara, da LT Zoo SIMPLES 50 Lagoa Caraíbas, das LT Fito SIMPLES 51 Riacho Cardoso, do LP Antropo SIMPLES 52 Lagoa Carnaíba LT Fito SIMPLES 53 Lagoa Carnaíbas, das LT Fito SIMPLES 54 Riacho Caroá LT Fito SIMPLES 55 Riacho Carreiras, das LP Hodo SIMPLES 56 Lagoa Carro, do LP Ergo SIMPLES 57 Lagoa Castelo, do LP Eco SIMPLES 58 Riacho Catinga Branca LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 59 Lagoa Cavalos, dos LP Zoo SIMPLES 61 Riacho Chapada Grande LP Geomorfo COMPOSTO 60 Lagoa Chapada, da LP Geomorfo SIMPLES 62 Riacho Cidreira LP Fito SIMPLES 63 Lagoa Cima, de LP Cardino SIMPLES 64 Riacho Cocal, do LP Fito SIMPLES 65 Riacho Côco, do LP Fito SIMPLES 66 Riacho Cocos, dos LP Fito SIMPLES 67 Lagoa Comprida LP Dimensio SIMPLES 68 Riacho Comprido LP Dimensio SIMPLES 69 Lagoa Conceição, da LP Antropo SIMPLES 70 Riacho Coqueiro LP Fito SIMPLES 223 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 71 Riacho Coqueiro, do LP Fito SIMPLES 72 Riacho Coroatá LT Fito SIMPLES 73 Rio Corrente LP Hidro SIMPLES 75 Riacho Corrente, da LP n/c SIMPLES 74 Riacho Corrente, do LP n/c SIMPLES 76 Riacho Croata, do LT Fito SIMPLES 77 Riacho Cruz, da LP Hiero SIMPLES 78 Riacho Curralinho, do LP Socio SIMPLES 79 Lagoa D’anta LP Zoo SIMPLES 80 Riacho Damião LP Antropo SIMPLES 81 Riacho Damião, do LP Antropo SIMPLES 82 Lagoa Dentro, de LP Cardino SIMPLES 83 Lagoa Detrás do Cercado LP Cardino COMPOSTO 84 Riacho Engano, do LP Animo SIMPLES 85 Riacho Engongo, do n/e n/c SIMPLES 86 Riacho Enseada361, do LP Hidro SIMPLES 87 Riacho Escondido, do LP Animo SIMPLES 88 Riacho Escorrega LP Animo SIMPLES 89 Riacho Esfolado LP Animo SIMPLES 90 Riacho Espingarda LP Ergo SIMPLES 91 Lagoa Estropiado, do LP Animo SIMPLES 92 Riacho Expedição LP Animo SIMPLES 93 Riacho Extrema, da LP Cardino SIMPLES 94 Lagoa Exú, do LA Hiero SIMPLES 95 Riacho Facão, do LP Ergo SIMPLES 96 Lagoa Fazenda Velha LP Eco por qualif. COMPOSTO 97 Lagoa Feitoria, da LP Socio SIMPLES 98 Rio Fidalgo LP Axio SIMPLES 99 Riacho Fome, da LP Animo SIMPLES 100 Riacho Formosa LP Animo SIMPLES 101 Riacho Forquilha, da LP Fito SIMPLES 102 Riacho Fortes, dos LP Antropo SIMPLES 103 Riacho Fundo LP Dimensio SIMPLES 104 Riacho Galinhas, das LP Zoo SIMPLES 105 Riacho Gamelas, das LP Ergo SIMPLES 106 Riacho Gameleira LP Fito SIMPLES 107 Lagoa Gato, do LP Zoo SIMPLES 361 Segundo o DeHlp: “pequena baía ou recôncavo na costa de mar, lago ou rio, que serve de porto a embarcações; angra”. 224 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 108 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES 109 Riacho Grilo, do LP Zoo SIMPLES 110 Riacho Grota Funda, da LP Geomorfo COMPOSTO 111 Riacho Grotão, do LP Geomorfo SIMPLES 112 Rio Gurgueia LJ Etno SIMPLES 115 Riacho Inhame, do LP Fito SIMPLES 116 Riacho Inhuma LT Zoo SIMPLES 117 Lagoa Inhuma, do LT Zoo SIMPLES 118 Rio Itaueira LT Lito SIMPLES 119 Riacho Jacaré, do LT Zoo SIMPLES 120 Lagoa Jacaré, do LT Zoo SIMPLES 121 Lagoa Jordão, do LP Antropo SIMPLES 122 Lagoa Juá, do LT Fito SIMPLES 123 Riacho Junco, do LP Fito SIMPLES 124 Lagoa Junco, do LP Fito SIMPLES 125 - Lagoinha LP Hidro SIMPLES 126 Riacho Lajes, das LP Lito SIMPLES 127 Riacho Lança, da LP Ergo SIMPLES 128 Riacho Lavandeira, da LP Socio SIMPLES 129 Lagoa Limão, do LP Fito SIMPLES 130 Riacho Macacos, dos LA Zoo SIMPLES 131 Lagoa Macário, do LP Antropo SIMPLES 132 Riacho Macaúbas LT Fito SIMPLES 133 Riacho Malhada Grande LP Geomorfo COMPOSTO 134 Riacho Mandacaru LT Fito SIMPLES 135 Riacho Mandacaru, do LT Fito SIMPLES 136 Lagoa Maravilha, da LP Animo SIMPLES 137 Riacho Mato, do LP Fito SIMPLES 138 Lagoa Mato, do LP Fito SIMPLES 139 Riacho Meio, do LP Cardino SIMPLES 140 Lagoa Meio, do LP Cardino SIMPLES 141 Riachão Meio, do LP Cardino SIMPLES 142 Riacho Mel, do LP n/c SIMPLES 143 Riacho Melancia, da LP Fito SIMPLES 144 Riacho Melancias, das LP Fito SIMPLES 145 Riacho Mendes, do LP Antropo SIMPLES 146 Riacho Milagroso LP Animo SIMPLES 147 Riacho Mimoso LP Fito SIMPLES 148 Lagoa Mirindiba, da LT Fito SIMPLES 149 Lagoa Mocambo, do LA Eco SIMPLES 225 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 150 Riacho Moreira, do LP Antropo SIMPLES 151 Riacho Morrinhos, dos LP Geomorfo SIMPLES 152 Lagoa Morros, dos LP Geomorfo SIMPLES 153 Riacho Mosele LP Antropo SIMPLES 154 Riacho Mosquito, do LP Zoo SIMPLES 156 Rio Mucaitá n/e n/c SIMPLES 155 Riacho Mucaitá, do n/e n/c SIMPLES 157 Lagoa Muquém, do LT Ergo SIMPLES 158 Lagoa Mutuca362, da LT Zoo SIMPLES 159 Lagoa Nazaré, de LP Antropo SIMPLES 160 Riacho Nega, da LP Etno SIMPLES 161 Lagoa Nova LP Crono SIMPLES 162 Riacho Papagaio LP Zoo SIMPLES 163 Riacho Paracati n/e n/c SIMPLES 164 Rio Parnaíba LT Coro SIMPLES 165 Lagoa Patos, dos LP Zoo SIMPLES 166 Lagoa Pedra, da LP Lito SIMPLES 167 Lagoa Peixe, do LP Zoo SIMPLES 168 Riacho Pequeno LP Dimensio SIMPLES 169 Lagoa Periquito, do LP Zoo SIMPLES 170 Rio Piauí LT Hidro SIMPLES 171 Riacho Pinto, do LP Antropo SIMPLES 172 Lagoa Pipirizinho, do LT Fito SIMPLES 173 Riacho Pires, do LP Antropo SIMPLES 174 Lagoa Piripiri, do LT Fito SIMPLES 175 Riacho Poço d’Água LP Hidro COMPOSTO 176 Riacho Poço do Negro LP Hidro COMPOSTO 177 Riacho Porcos, dos LP Zoo SIMPLES 178 Lagoa Porta, da LP Ergo SIMPLES 179 Riacho Prata, da LP Lito SIMPLES 180 Riacho Rancho, do LP Eco SIMPLES 181 Riacho Rapadura, da LP Ergo SIMPLES 182 Lagoa Rasa LP Dimensio SIMPLES 183 Riacho Recanto, do LP Animo SIMPLES 184 Lagoa Redonda LP Morfo SIMPLES 185 - Riachão LP Hidro SIMPLES 186 Lagoa Riacho, do LP Hidro SIMPLES 362 Segundo o DeHlp: “design. comum a todos os insetos dípteros da fam. dos tabanídeos, de corpo robusto e de tamanho médio a grande, sendo apenas as fêmeas hematófagas; butuca, moscardo, motuca, tavão [São incômodas ao gado e ao homem, devido às suas picadas dolorosas.]”. Ainda no DeHlp: do “tupi mu'tuka 'mosca da fam. dos tabanídeos’”. 226 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 187 Riacho Roncador363, do LP Zoo SIMPLES 188 Lagoa Sal, do LP Lito SIMPLES 189 Lagoa Salina, da LP Lito SIMPLES 190 Rio Salinas LP Lito SIMPLES 191 Riacho Salobro LP Hidro-halo SIMPLES 192 Riacho Salto da Pedra LP Hidro COMPOSTO 193 Lagoa Sambaíba, da LT Fito SIMPLES 194 Riacho Santa Cruz LP Hagio COMPOSTO 195 Riacho Santo Antônio LP Hagio COMPOSTO 196 Riacho São Domingos LP Hagio COMPOSTO 197 Lagoa São Francisco LP Hagio COMPOSTO 198 Riacho São José LP Hagio COMPOSTO 199 Riacho São Lourenço LP Hagio COMPOSTO 200 Riacho São Paulo LP Hagio COMPOSTO 201 Riacho Sapê LT Fito SIMPLES 202 Riacho Saquinho, do LP Geomorfo SIMPLES 203 Brejo Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 204 Lagoa Serra, da LP Geomorfo SIMPLES 205 Riacho Socorro, do LP Animo SIMPLES 206 Riacho Surdo, do LP n/c SIMPLES 207 Riacho Sussuapara LT Zoo SIMPLES 208 Lagoa Taboa LP Fito SIMPLES 209 Riacho Taboca, da LT Fito SIMPLES 210 Riacho Tabocado, do LT Fito SIMPLES 211 Lagoa Tabuleiro, do LP Geomorfo SIMPLES 212 Lagoa Talos, dos LP Fito SIMPLES 213 Riacho Tamboril, do LT Fito SIMPLES 214 Lagoa Tamboril, do LT Fito SIMPLES 216 Lagoa Tapera LT Eco SIMPLES 215 Riacho Tapera, da LT Eco SIMPLES 217 Lagoa Tapera, da LT Eco SIMPLES 218 Riacho Tapuio, do LT Etno SIMPLES 113 Lagoa Teiú, do LT Zoo SIMPLES 363 Segundo o DeHlp: “3 Rubrica: ictiologia. Regionalismo: Brasil. peixe teleósteo perciforme da fam. dos hemulídeos (Conodon nobilis), encontrado no Atlântico ocidental, do Texas ao Sul do Brasil; possui cerca de 30 cm de comprimento, é amarelado com oito faixas transversais escuras, apresenta dentes faríngeos, ligados à bexiga natatória, e emite roncos quando capturado; canarinho, coró, coroque, ferreiro, maria-luísa, pargo-branco [Espécie com pouco valor comercial.]; 4 Rubrica: ictiologia. Regionalismo: Brasil. m.q. cangoá (Stellifer rastrifer); 5 Rubrica: ictiologia. Regionalismo: Brasil. m.q. corcoroca (Pomadasys corvinaeformis); 6 Rubrica: ictiologia. Regionalismo: Brasil. m.q. castanha (Umbrina coroides); 7 Rubrica: ictiologia. Regionalismo: Brasil. m.q. maria-luísa (Paralonchurus brasiliensis); 8 Rubrica: ictiologia. Regionalismo: Brasil. m.q. cangauá (Bairdiella ronchus); 9 Rubrica: ictiologia. Regionalismo: Brasil (região do São Francisco). m.q. cascudo- preto (Rhinelepis aspera)”. 227 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 114 Riacho Teiú, do LT Zoo SIMPLES 219 Riacho Terra Nova LP Coro por qualif. COMPOSTO 220 Riacho Tigre, do LP Zoo SIMPLES 221 Riacho Tinguis, dos LT Fito SIMPLES 222 Riacho Trovoada, da LP Meteoro SIMPLES 223 Rio Uíca n/e n/c SIMPLES 224 Lagoa Uíca, da n/e n/c SIMPLES 225 Riacho Vaquejador, do LP Hodo SIMPLES 226 Lagoa Várzea Grande, da LP Geomorfo COMPOSTO 227 Lagoa Vasco, do LP Antropo SIMPLES 228 Lagoa Veados, dos LP Zoo SIMPLES 229 Lagoa Velha, da LP Antropo SIMPLES 230 Lagoa Velho Raimundo, do LP Antropo por qualif. COMPOSTO 231 Lagoa Vento, do LP Meteoro SIMPLES 233 Riacho Vereda Grande LP Geomorfo COMPOSTO 232 Riacho Vereda, da LP Geomorfo SIMPLES 234 Lagoa Vermelha LP Hidro- Cromo SIMPLES 235 Riacho Volta, da LP Geomorfo SIMPLES 236 Lagoa Volta, da LP Geomorfo SIMPLES 4.3.5.2 Dados da Ficha Quadro 47: Percentual das taxes da Microrregião de Floriano Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 16 6,8 Eco 07 3,0 Lito 10 4,2 Antropo 16 6,8 Ergo 09 3,8 Meteoro 02 0,8 Astro 00 00 Etno 03 1,3 Mito 00 00 Axio 01 0,4 Fito 59 25 Morfo 01 0,4 Cardino 09 3,8 Geomorfo 18 7,6 Numero 00 00 Coro 02 0,8 Hagio 07 3,0 Polio 01 0,4 Cromo 00 00 Hidro 18 7,6 Socio 03 1,3 Crono 01 0,4 Hiero 02 0,8 Somato 00 00 Dimensio 06 2,5 Historio 00 00 Zoo 32 13,5 228 Dirremato 00 00 Hodo 03 1,3 n/c 10 4,2 Quadro 48: Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de Floriano Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 03 1,3 LAR 00 00 LC 00 00 LE 00 00 LIT 00 00 LJ 01 0,4 LP 177 75 LP + LA 00 00 LP + LT 00 00 LT 45 19 LT+ LP 04 1,7 não encontrada 06 2,5 4.3.6 Microrregião de São Raimundo Nonato (17 municípios) Município 1: Anísio de Abreu Município 2: Bonfim do Piauí Município 3: Brejo do Piauí Município 4: Canto do Buriti Município 5: Caracol Município 6: Coronel José Dias Município 7: Dirceu Arcoverde Município 8: Dom Inocêncio Município 9: Fartura do Piauí Município 10: Guaribas Município 11: Jurema Município 12: Pajeu do Piauí Município 13: São Braz do Piauí Município 14: São Lourenço do Piauí Município 15: São Raimundo Nonato Município 16: Tamboril do Piauí Município 17: Várzea Branca 229 4.3.6.1 Hidrônimos da microrregião de São Raimundo Nonato Quadro 49: Classificação Taxionômica dos Hidrônimos da Microrregião de São Raimundo Nonato Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 01 Lagoa Alegre LP Animo SIMPLES 02 Riacho Alegre, do LP Animo SIMPLES 03 Riacho Algodão, do LP Fito SIMPLES 04 Riacho Almas, das LP Animo SIMPLES 05 Lagoa Alto, do LP Cardino SIMPLES 06 Lagoa Amaro, do LP Antropo SIMPLES 07 Riacho América LP Coro SIMPLES 08 Riacho Amolar, do LP n/c SIMPLES 09 Lagoa Anadia, da LP Antropo SIMPLES 10 Riacho Anda Só LP Dirremato COMPOSTO 11 Riacho Andreza LP Antropo SIMPLES 12 Riacho Antas, das LP Zoo SIMPLES 13 Lagoa Antoninho, do LP Antropo SIMPLES 14 Riacho Apolinário, do LP Antropo SIMPLES 15 Riacho Araçá, do LT Fito SIMPLES 16 Riacho Arara, da LT Zoo SIMPLES 17 Riachinho Areia, da LP Lito SIMPLES 18 Riacho Areia, da LP Lito SIMPLES 19 Lagoa Arroz, do LP Fito SIMPLES 20 Lagoa Artur, do LP Antropo SIMPLES 21 Lagoa Baixa, da LP Geomorfo SIMPLES 22 Riacho Baixa da Lima LP Geomorfo COMPOSTO 23 Riacho Baixa do Girau LP + LT Geomorfo COMPOSTO HÍBRIDO 24 Riacho Baixa Funda, da LP Geomorfo COMPOSTO 25 Riacho Baixa Verde, da LP Geomorfo COMPOSTO 26 Lagoa Baixão, do LP Geomorfo SIMPLES 27 Riacho Baixão, do LP Geomorfo SIMPLES 28 Riacho Baixão da Vereda LP Geomorfo COMPOSTO 29 Riacho Baixão dos Veados LP Geomorfo COMPOSTO 30 Riacho Baraúna, da LT Fito SIMPLES 230 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 31 Lagoa Barra, da LP Geomorfo SIMPLES 32 Riacho Barragem, da LP Hidro SIMPLES 33 Riacho Barranca do Padre LP Geomorfo COMPOSTO 34 Lagoa Barras, das LP Geomorfo SIMPLES 35 Lagoa Barreiro, do LP Lito SIMPLES 36 Riacho Barriguda, da LP Fito SIMPLES 37 Lagoa Barrinha, da LP Geomorfo SIMPLES 38 Lagoa Barro, do LP Lito SIMPLES 39 Riacho Barrocão LP Lito SIMPLES 40 Lagoa Batista, do LP Antropo SIMPLES 41 Lagoa Bela LP Animo SIMPLES 42 Riacho Belmonte, do LP Animo SIMPLES 43 Lagoa Berto, do LP Antropo SIMPLES 44 Lagoa Besouro, do LP Zoo SIMPLES 45 Lagoa Bezerra, do LP Antropo SIMPLES 46 Riacho Boa Vista LP Animo COMPOSTO 47 Riacho Boa Vista, da LP Animo COMPOSTO 48 Riacho Bocaína LP Geomorfo SIMPLES 49 Lagoa Bode, do LP Zoo SIMPLES 50 Lagoa Boi, do LP Zoo SIMPLES 51 Lagoa Bois, dos LP Zoo SIMPLES 52 Riacho Bois, dos LP Zoo SIMPLES 53 Riacho Bom Jardim LP Fito COMPOSTO 54 Riacho Bom Jesus LP Hiero COMPOSTO 55 Lagoa Bonita LP Animo SIMPLES 56 Lagoa Bonita, da LP Animo SIMPLES 57 Riacho Bonito, do LP Animo SIMPLES 58 Lagoa Bonsucesso, do LP Animo SIMPLES 59 Riacho Boqueirão, do LP Geomorfo SIMPLES 60 Lagoa Brás, do LP Antropo SIMPLES 61 Riacho Brejinho, do LP Hidro SIMPLES 62 Riacho Brejo, do LP Hidro SIMPLES 63 Lagoa Brejo, do LP Hidro SIMPLES 64 Riacho Brejo da Salina LP Hidro COMPOSTO 65 Lagoa Buraco, do LP Geomorfo SIMPLES 66 Riacho Buriti, do LT Fito SIMPLES 67 Riacho Cabana, da LP Eco SIMPLES 231 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 68 Riacho Cabelo de Cuia, do LP + LT Somato COMPOSTO HÍBRIDO 69 Lagoa Caboclo, do LT Etno SIMPLES 70 Riacho Caboclo, do LT Etno SIMPLES 71 Lagoa Cabras, das LP Zoo SIMPLES 72 Lagoa Cabrita, da LP Zoo SIMPLES 73 Lagoa Cachorra, da LP Zoo SIMPLES 74 Lagoa Cachorro, do LP Zoo SIMPLES 75 Riacho Cacimbas LA Hidro SIMPLES 76 Riacho Cacimbas, das LA Hidro SIMPLES 77 Lagoa Caiçara, da LT Ergo SIMPLES 78 Riacho Caiçara LT Ergo SIMPLES 79 Riacho Cajazeira LT Fito SIMPLES 80 Riacho Cajazeiras LT Fito SIMPLES 81 Lagoinha Cajus, dos LT Fito SIMPLES 82 Riacho Calango 364 , do LA Zoo SIMPLES 83 Lagoa Caldeirão, do LP Hidro SIMPLES 84 Lagoa Caldeirões, dos LP Hidro SIMPLES 85 Lagoa Calumbi, do LT Fito SIMPLES 86 Lagoa Camaleãozinho, do LP Zoo SIMPLES 87 Lagoa Camarada LP Animo SIMPLES 88 Lagoa Caminho Salgado, do LP Hodo COMPOSTO 89 Lagoa Campo, do LP Geomorfo SIMPLES 90 Lagoa Campo Largo, do LP Geomorfo COMPOSTO 91 Riacho Canas, do LP Fito SIMPLES 92 Lagoa Canoa 365 , da LAR Ergo SIMPLES 93 Riacho Cantinho, do LP Cardino SIMPLES 94 Lagoa Canto, do LP Cardino SIMPLES 95 Riacho Canto Alegre, do LP Cardino COMPOSTO 96 Lagoa Canudos 366 , dos LP Fito SIMPLES 364 No DeHlp, tem-se: “design. comum a diversos lagartos de pequeno porte, esp. da fam. dos teiídeos”. Ainda no DeHlp: do “quimb. kalanga 'lagarto'”. 365 Para Cardoso (1961, p. 386), “do aruaco canauá, canoa”. 232 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 97 Lagoa Capim, do LT Fito SIMPLES 98 Lagoa Capim Grosso LT + LP Fito COMPOSTO HÍBRIDO 99 Riacho Capitão do Campo LP Fito COMPOSTO 100 Lagoa Capivara, da LT Zoo SIMPLES 101 Lagoa Capoeiras, das LT Fito SIMPLES 102 Lagoa Capote 367 , do LP Zoo SIMPLES 103 Lagoa Caracol, do LP Coro SIMPLES 104 Lagoa Caraíba, da LT Fito SIMPLES 105 Lagoa Caraíba, do LT Fito SIMPLES 106 Lagoa Caraíbas, das LT Fito SIMPLES 107 Riacho Caraíbas, das LT Fito SIMPLES 108 Riacho Cardoso LP Antropo SIMPLES 109 Lagoa Carnaíba, da LT Fito SIMPLES 110 Riacho Carnaíba, da LT Fito SIMPLES 111 Lagoa Carnaúba, da LT Fito SIMPLES 112 Lagoa Carnaubeira LT Fito SIMPLES 113 Lagoa Caroá, do LT Fito SIMPLES 114 Riacho Carrapichos, dos LP Fito SIMPLES 115 Lagoa Casca, da LP Fito SIMPLES 116 Lagoa Cascas, das LP Fito SIMPLES 117 Riacho Castelo, do LP Eco SIMPLES 118 Riacho Cavaleiro LP Socio SIMPLES 119 Lagoa Cavalos, dos LP Zoo SIMPLES 120 Lagoa Cerca, da LP Ergo SIMPLES 121 Lagoa Cercada LP n/c SIMPLES 366 Para Souza (2004, p. 82), o termo liga-se ao contexto da mineração, o que inviabiliza, dada a baixa representatividade piauiense nesta seara, a aplicação desta acepção. No DeHlp, como um regionalismo do Nordeste brasileiro, pode significar o mesmo que iraxim, que, por sua vez, refere-se à “abelha social (Lestrimelitta limao) da subfam. dos meliponíneos, amplamente distribuída no Brasil, com cerca de 7 mm de comprimento, corpo ligeiramente alongado e coloração pardo-escura; constrói um grande ninho de barro, preso entre os galhos e com entrada tubiforme; abelha-limão, arancim, aratim, canudo, iratim, limão, limão-canudo, sete-portas [Exala um notável cheiro de limão, produz mel suave, porém ger. tóxico.]”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), no entanto, na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 367 No DeHlp, tem-se: “m.q. galinha-d'angola (Numida meleagris)”. Apesar de haver outras acepções para o lema Capote, no contexto piauiense, decerto, a acepção mais comum é a que se refere ao animal. 233 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 122 Riacho Cercadinho, do LP Ergo SIMPLES 123 Lagoa Certo, do LP Animo SIMPLES 124 Lagoa Chapada, da LP Geomorfo SIMPLES 125 Lagoa Chapéu, do LP Ergo SIMPLES 126 Lagoa Chico Félix, do LP Antropo COMPOSTO 127 Lagoa Cima, de LP Cardino SIMPLES 128 Lagoa Cima da Serra, de LP Cardino COMPOSTO 129 Lagoa Cipó, do LT Fito SIMPLES 130 Lagoa Cobra, da LP Zoo SIMPLES 131 Riacho Cocos, dos LP Fito SIMPLES 132 Lagoa Comprida LP Dimensio SIMPLES 133 Riacho Conceição, da LP Antropo SIMPLES 134 Riacho Correia LP Antropo SIMPLES 135 Riacho Corrente, do LP n/c SIMPLES 136 Lagoa Cruz, da LP Hiero SIMPLES 137 Lagoa Cubículo, do LP n/c SIMPLES 138 Lagoa Cuias, das LT Fito SIMPLES 139 Lagoa Cumbe, do LA n/c SIMPLES 140 Lagoa Cupins 368 , dos LT Zoo SIMPLES 141 Lagoa Currais, dos LP Socio SIMPLES 142 Lagoa D’anta LP Zoo SIMPLES 143 Lagoa Dentro, de LP Cardino SIMPLES 144 Riacho Deserto, do LP Geomorfo SIMPLES 145 Lagoa Domingo, do LP n/c SIMPLES 146 Lagoa Ema, da LP Zoo SIMPLES 147 Lagoa Encanto, do LP Animo SIMPLES 148 Riacho Engongo, do n/e n/c SIMPLES 149 Riacho Espaduada, da LP n/c SIMPLES 150 Lagoa Espinheiro, do LP Fito SIMPLES 368 No DeHlp, tem-se: “design. comum aos insetos da ordem dos isópteros, com cerca de 2.200 spp. reconhecidas, esp. abundantes nos trópicos; são sociais, construindo ninhos ger. bem visíveis e se alimenteando de madeira ou outras matérias vegetais; cupi, itapecuim, itapicuim, punilha, tapuru, térmita, térmite”. Ainda no DeHlp: do tupi kupi'i 'id.'”. 234 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 151 Lagoa Espírito Santo, do LP Hiero COMPOSTO 152 Lagoa Estrada, da LP Hodo SIMPLES 153 Lagoa Extremas, das LP Cardino SIMPLES 154 Riacho Feijão, do LP Fito SIMPLES 155 Lagoa Ferreira, do LP Antropo SIMPLES 156 Lagoa Firmeza, da LP Animo SIMPLES 157 Lagoa Flores, das LP Fito SIMPLES 158 Riacho Floresta, da LP Fito SIMPLES 159 Lagoa Fogo, do LP n/c SIMPLES 160 Lagoa Fora, de LP Cardino SIMPLES 161 Lagoa Formosa, da LP Animo SIMPLES 162 Riacho Forte LP Hidro-hiper SIMPLES 163 Lagoa Fria LP Hidro-termo SIMPLES 164 Lagoa Funda LP Dimensio SIMPLES 165 Riacho Fundo LP Dimensio SIMPLES 166 Lagoa Gambá, do LT Zoo SIMPLES 167 Riacho Gamelas, das LP Ergo SIMPLES 168 Lagoa Gameleira, da LP Fito SIMPLES 169 Riacho Gameleira LP Fito SIMPLES 170 Riacho Gameleira, da LP Fito SIMPLES 171 Lagoa Gangorra, da LP Socio SIMPLES 172 Lagoas Garapas, das LP n/c SIMPLES 173 Lagoa Gato, do LP Zoo SIMPLES 174 Lagoa Germano, do LP Antropo SIMPLES 175 Riacho Graça, da LP Antropo SIMPLES 176 Lagoa Grande LP Dimensio SIMPLES 177 Riacho Grande LP Dimensio SIMPLES 178 Riacho Grotão, do LP Geomorfo SIMPLES 179 Lagoa Guariba, do LT Zoo SIMPLES 180 Rio Gurgueia LJ Etno SIMPLES 181 Lagoa Inácio, do LP Antropo SIMPLES 182 Riacho Imburana, da LP Fito SIMPLES 183 Lagoa Ipueira, da LT Hidro SIMPLES 235 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 184 Lagoa Isabel, da LP Antropo SIMPLES 185 Riacho Itacoatiara LT Lito SIMPLES 186 Rio Itaueira LT Lito SIMPLES 187 Riacho Jatobá LT Fito SIMPLES 188 Lagoa Jerônimo, do LP Antropo SIMPLES 189 Rio Jibóia LT Zoo SIMPLES 190 Riacho Jirau 369 , do LT Ergo SIMPLES 191 Lagoa João, do LP Antropo SIMPLES 192 Riacho João Soares, do LP Antropo COMPOSTO 193 Lagoa Joãozinho, do LP Antropo SIMPLES 194 Lagoa Joaquim, do LP Antropo SIMPLES 195 Lagoinha Joaquim Gomes, do LP Antropo COMPOSTO 196 Lagoa Juá, do LT Fito SIMPLES 197 Riacho Juazeiro, do LT Fito SIMPLES 198 Lagoa Jurema, da LT Fito SIMPLES 199 - Lagoa LP Hidro SIMPLES 200 Riacho Lagoa Falsa, da LP Hidro COMPOSTO 201 - Lagoinha LP Hidro SIMPLES 202 Riacho Lagoinha, da LP Hidro SIMPLES 203 Riacho Lajeiro 370 LP Lito SIMPLES 204 Lagoa Lajes, das LP Lito SIMPLES 205 Riacho Lajes, das LP Lito SIMPLES 206 Lagoa Lama, da LP Lito SIMPLES 207 Lagoa Lameirão LP Lito SIMPLES 208 Lagoa Laranjo 371 , do LP Zoo SIMPLES 209 Riacho Lavarim n/e n/c SIMPLES 210 Lagoa Leandro, do LP Antropo SIMPLES 211 Lagoa Leite, do LP n/c SIMPLES 212 Riacho Lima, da LP Fito SIMPLES 213 Riacho Limoeiro, do LP Fito SIMPLES 214 Lagoa Lopes, dos LP Antropo SIMPLES 369 No DeHlp, tem-se: “armação de madeira semelhante a estrado ou palanque, que pode ser us. como cama, depósito de utensílios domésticos, secador de frutas ou, quando posta em cima de um fogão, como fumeiro de carne, toucinho, peixe etc”. Ainda no DeHlp: do “tupi yu'ra 'espécie de plataforma'”. 370 Souza (2004, p.185) diz ser um regionalismo de Pernambuco, que significa “vasto afloramento de rocha mais ou menos plano”. 371 No DeHlp, tem-se: “que tem essa cor (diz-se de animal vacum)”. 236 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 215 Lagoa Luís, do LP Antropo SIMPLES 216 Riacho Macacos, dos LA Zoo SIMPLES 217 Lagoa Macacos, dos LA Zoo SIMPLES 218 Riacho Macário, do LP Antropo SIMPLES 219 Lagoinha Macários, dos LP Antropo SIMPLES 220 Lagoa Magalhães, dos LP Antropo SIMPLES 221 Riacho Malhada, da LP Geomorfo SIMPLES 222 Lagoa Mandacaru, do LT Fito SIMPLES 223 Lagoa Manoel, do LP Antropo SIMPLES 224 Lagoa Manoelzinho, do LP Antropo SIMPLES 225 Riacho Mansinho LP Animo SIMPLES 226 Riacho Mansinho, do LP Animo SIMPLES 227 Lagoa Marmeleiro, do LP Fito SIMPLES 228 Lagoa Marrecas, das LP Fito SIMPLES 229 Riacho Marrecas, das LP Fito SIMPLES 230 Lagoa Martins, dos LP Antropo SIMPLES 231 Lagoa Mato, do LP Fito SIMPLES 232 Lagoinha Mato, do LP Fito SIMPLES 233 Riacho Meio, do LP Cardino SIMPLES 234 Lagoa Meio dos Balduínos, do LP Cardino COMPOSTO 235 Lagoa Meio dos Batistas, do LP Cardino COMPOSTO 236 Lagoa Mel, do LP n/c SIMPLES 237 Lagoa Melancias, das LP Fito SIMPLES 238 Lagoa Meninos, dos LP n/c SIMPLES 239 Lagoa Merela, da n/e n/c SIMPLES 240 Riacho Minador, do LP Hidro SIMPLES 241 Lagoa Mira, da LP n/c SIMPLES 242 Lagoa Mocambo, do LA Eco SIMPLES 243 Lagoa Mocó 372 , do LT Zoo SIMPLES 244 Lagoa Mocós, dos LT Zoo SIMPLES 372 No DeHlp, tem-se: “roedor da fam. dos caviídeos (Kerodon rupestris), encontrado em áreas pedregosas do Leste do Brasil (do PI até MG), do tamanho aproximado de um preá (Cavia), ger. um pouco maior, cauda ausente ou vestigial, e pelagem cinzenta [É us. como alimento, esp. no Nordeste.]”. Ainda no DeHlp, do “tupi mo'ko 'roedor'”. 237 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 245 Lagoa Monteiro, do LP Antropo SIMPLES 246 Riacho Moreira, do LP Antropo SIMPLES 247 Riacho Morrinhos LP Geomorfo SIMPLES 248 Lagoa Morro do Chapéu, do LP Geomorfo COMPOSTO 249 Riacho Morro do Zabumba, do LP Geomorfo COMPOSTO 250 Riacho do Mucaitá n/e n/c SIMPLES 251 Lagoa do Mulungu LA Fito SIMPLES 252 Riacho Mulungu, do LA Fito SIMPLES 253 Riacho Mundico, do LP Antropo SIMPLES 254 Lagoa Mundo Novo, do LP Coro por qualif. COMPOSTO 255 Lagoa Nambí 373 , do LT Somato SIMPLES 256 Lagoa Nascimento, do LP Antropo SIMPLES 257 Lagoinha Nascimento, do LP Antropo SIMPLES 258 Lagoa Ne, do LP n/c SIMPLES 259 Lagoa Neco, do LP Antropo SIMPLES 260 Lagoa Negros, dos LP Etno SIMPLES 261 Lagoa Nova LP Crono SIMPLES 262 Riacho Nova Olinda LP Coro por qualif. COMPOSTO 263 Lagoa Odoro, do LP Animo SIMPLES 264 Riacho Oiteiro, do LP Geomorfo SIMPLES 265 Riacho Olho d´Água LP Hidro COMPOSTO 266 Riacho Olho d´Água, do LP Hidro COMPOSTO 267 Lagoa Onça, da LP Zoo SIMPLES 268 Riacho Onça, da LP Zoo SIMPLES 269 Riacho Ouricuri 374 , do LT Fito SIMPLES 270 Lagoa Outra Banda, de LP Dirremato COMPOSTO 373 Sampaio (1987, p. 288) traz: “NAMBYS corr. Na-mbí, as orelhas”. No DeHlp, encontram-se as seguintes acepções: “substantivo masculino 1 orelha animal ou humana; adjetivo de dois gêneros 2 que não tem orelhas ou tem apenas uma; 3 que tem uma ou as duas orelhas caídas (diz-se de cavalo); 4 que não tem ou não usa brinco; 5 que não tem rabo”. 374 No DeHlp, tem-se: “palmeira de até 10 m (Syagrus coronata), nativa do Brasil (PI, PE a MG), de estipe com cicatrizes dos pecíolos em espiral e de cuja medula se produz farinha, folhas penatífidas, que servem como cobertura e para extração de fibras us. em chapéus, e frutos globosos, de tom ocre-escuro, comestíveis, us. como ração, para extrair cera e o óleo da semente, que cura feridas produzidas por arraias”. Ainda no DeHlp, do “tupi uriku'ri ou uliku'ri 'fruto da urucuriiba'”. Em Baptista (1981, pp. 328 a 340), na “RELAÇÃO DAS PLANTAS NATIVAS DO PIAUÍ”, consta o nome de tal exemplar. 238 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 271 Lagoa Patola, da LP n/c SIMPLES 272 Lagoa Patos, dos LP Zoo SIMPLES 273 Lagoa Paturi 375 , do LT Zoo SIMPLES 274 Riacho Pau Seco, do LP Fito COMPOSTO 275 Lagoa Pavuçu n/e n/c SIMPLES 276 Lagoa Peba 376 , do LT Zoo SIMPLES 277 Lagoa Pedra, da LP Lito SIMPLES 278 Riacho Pedra Branca LP Lito COMPOSTO 279 Lagoa Pedra Vermelha, da LP Lito COMPOSTO 280 Lagoa Pedras, das LP Lito SIMPLES 281 Lagoinha Pedras, das LP Lito SIMPLES 282 Riacho Pedregulho, do LP Lito SIMPLES 283 Lagoa Pedrinha, da LP Lito SIMPLES 284 Lagoa Peixe, do LP Zoo SIMPLES 285 Lagoa Pelado, do LP Animo SIMPLES 286 Rio Piauí LT Hidro SIMPLES 287 Riacho Pilões, dos LP Ergo SIMPLES 288 Lagoa Pique, do LP n/c SIMPLES 289 Riacho Poção, do LP Hidro SIMPLES 290 Riacho Poço, do LP Hidro SIMPLES 291 Riacho Poço da Pedra, do LP Hidro COMPOSTO 292 Riacho Poço do Angico LP Hidro COMPOSTO 293 Riacho Poço do Canto, do LP Hidro COMPOSTO 294 Riacho Poço dos Cavalos LP Hidro COMPOSTO 295 Lagoa Pombas, das LP Zoo SIMPLES 296 Lagoa Pompílio, do LP Antropo SIMPLES 297 Riacho Ponta da Serra, LP Cardino COMPOSTO 375 No DeHlp, há, sob a rubrica da ornitologia, as seguintes acepções: “Regionalismo: Brasil. m.q. irerê (Dendrocygna viduata); 2 Regionalismo: Brasil. m.q. bico-roxo (Nomonyx dominicus); 3 Regionalismo: Minas Gerais, Mato Grosso. m.q. pato-de-crista (Sarkidiornis melanotos)”. Ainda no DeHlp, do “tupi poti'rï 'ave, espécie de marreca', tb. adp. ao port. poteri, potiri”. 376 No DeHlp, redução de Tatupeba, que se trata de “tatu encontrado do Suriname ao Norte da Argentina (Euphractus sexcinctus), de coloração amarronzada, carapaça provida de pelos esparsos, com seis ou oito cintas de placas móveis e cabeça cônica e achatada”. Ainda no DeHlp, do “tupi tatu'pewa, formado de ta'tu 'tatu' + 'pewa 'chato'”. 239 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. da 298 Lagoa Porco, do LP Zoo SIMPLES 299 Lagoa Porcos, dos LP Zoo SIMPLES 300 Lagoa Porroto, do n/e n/c SIMPLES 301 Lagoa Porta, da LP Ergo SIMPLES 302 Lagoa Porteira, da LP Ergo SIMPLES 303 Riacho Porteira, da LP Ergo SIMPLES 304 Lagoa Porteiras, das LP Ergo SIMPLES 305 Lagoa Prazeres, dos LP Animo SIMPLES 306 Lagoa Queimadas LP n/c SIMPLES 307 Lagoa Queimadas, das LP n/c SIMPLES 308 Lagoa Raimundo, do LP Antropo SIMPLES 309 Lagoa Rasa LP Dimensio SIMPLES 310 Riacho Redenção LP Animo SIMPLES 311 Lagoa Redonda LP Morfo SIMPLES 312 Riacho Retiro, do LP Eco SIMPLES 313 - Riachinho LP Hidro SIMPLES 314 Lagoa Riacho, do LP Hidro SIMPLES 315 Riacho Roça, da LP Geomorfo SIMPLES 316 Lagoa Roça Velha LP Geomorfo por qualif. COMPOSTO 317 Riacho Rodrigues, do LP Antropo SIMPLES 318 Riacho Roncador, do LP Zoo SIMPLES 319 Lagoa Ruim LP Animo SIMPLES 320 Lagoa Sabiá 377 , do LT Zoo SIMPLES 321 Lagoa Saçapara 378 LT Zoo SIMPLES 322 Lagoa Sal, do LP Lito SIMPLES 323 Riachinho Salgada, da LP Lito SIMPLES 324 Lagoa Salina, da LP Lito SIMPLES 325 Riacho Salinas LP Lito SIMPLES 326 Riacho Santa Luzia LP Hagio COMPOSTO 327 Riacho Santa Maria LP Hagio COMPOSTO 328 Riacho Santa Tereza LP Hagio COMPOSTO 377 No DeHlp, tem-se: “design. comum às aves passeriformes, da fam. dos muscicapídeos, subfam. dos turdídeos, cosmopolitas, que possuem plumagem de colorido simples, ger. marrom, cinza ou preta, com as partes inferiores lisas ou manchadas; tordo [São muito apreciados pela beleza do canto.]”. Ainda no DeHlp, do “tupi sawi'a 'sabiá, pássaro da fam. dos turdídeos'”. 378 Talvez uma forma proveniente de Suçuapara, donde: Suçuapara > Suçapara* > Saçapara. 240 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 329 Riacho Santana, de LP Antropo SIMPLES 330 Lagoa Santo Antônio, de LP Hagio COMPOSTO 331 Riacho Santo Antônio LP Hagio COMPOSTO 332 Lagoa São Bento, do LP Hagio COMPOSTO 333 Riacho São José LP Hagio COMPOSTO 334 Riacho São Lourenço LP Hagio COMPOSTO 335 Riacho São Paulo LP Hagio COMPOSTO 336 Lagoa São Romão LP Hagio COMPOSTO 337 Riacho Sariema, da LT Zoo SIMPLES 338 Lagoa Seca LP Hidro-hipo SIMPLES 339 Riacho Seco LP Hidro-hipo SIMPLES 340 Lagoa Serra, da LP Geomorfo SIMPLES 341 Riacho Serra, da LP Geomorfo SIMPLES 342 Lagoa Serrote, do LP Geomorfo SIMPLES 343 Lagoa Silvéria, da LP Antropo SIMPLES 344 Lagoa Silvério, do LP Antropo SIMPLES 345 Lagoa Sinhozinho, do LP Axio SIMPLES 346 Riacho Sítio, do LP Eco SIMPLES 347 Lagoa Soares, do LP Antropo SIMPLES 348 Riacho Sossego, do LP Animo SIMPLES 349 Riacho Sumidouro, do LP Hidro SIMPLES 350 Lagoa Sussuapara, da LT Zoo SIMPLES 351 Riacho Sussuarana, da LT Zoo SIMPLES 352 Lagoa Sussurana, da LT Zoo SIMPLES 353 Lagoa Tabão, do LP n/c SIMPLES 354 Lagoa Taboa, da LP Fito SIMPLES 355 Riacho Tabocas, das LT Fito SIMPLES 356 Riacho Tabua, da LP Fito SIMPLES 357 Lagoa Tabuleiro, do LP Geomorfo SIMPLES 241 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 358 Lagoa Tamanduá 379 , do LT Zoo SIMPLES 359 Lagoa Tamboril, do LT Fito SIMPLES 360 Riacho Tanque, do LP Hidro SIMPLES 361 Riacho Tanque Novo LP Hidro por qualif. COMPOSTO 362 Riacho Tanque Real LP Hidro COMPOSTO 363 Lagoa Tapagem, da LP Hidro SIMPLES 364 Lagoa Tapera LT Eco SIMPLES 365 Lagoa Tapuio, do LT Etno SIMPLES 366 Lagoa Tarde, da LP n/c SIMPLES 367 Lagoa Teodoro, do LP Antropo SIMPLES 368 Lagoa Tintinha, da LP Antropo SIMPLES 369 Riacho Toca da Onça LP n/c COMPOSTO 370 Lagoa Torrões, dos LP Geomorfo SIMPLES 371 Riacho Traíras, das LT Zoo SIMPLES 372 Lagoa Tranqueira, da LP Fito SIMPLES 373 Riacho Tranqueira, da LP Fito SIMPLES 374 Lagoa Travessão 380 , do LP Ergo SIMPLES 375 Riacho Três Tanques, dos LP Hidro por quant. COMPOSTO 376 Riacho Trindade, da LP Antropo SIMPLES 377 Riacho Umburana LT Fito SIMPLES 378 Riacho Umbuzeiro, do LT Fito SIMPLES 379 Lagoa Vaca, da LP Zoo SIMPLES 380 Lagoa Vacas, das LP Zoo SIMPLES 381 Lagoa Vacas dos Assis, das LP Zoo COMPOSTO 382 Lagoa Vaquejador, do LP Hodo SIMPLES 383 Lagoa Vargem, da LP Geomorfo SIMPLES 384 Lagoa Várzea, da LP Geomorfo SIMPLES 379 No DeHlp, tem-se: “design. comum aos mamíferos xenartros, da fam. dos mirmecofagídeos, com quatro spp., encontradas do México à Argentina; têm focinho longo e tubular, dentes ausentes, língua longa e pegajosa, e grandes garras nas patas anteriores, us. principalmente para abrir formigueiros e cupinzeiros; papa-formigas, urso-formigueiro (P)”. Ainda no DeHlp, do “tupi tamandu'a 'tipo de mamífero desdentado''”. 380 Em Souza (2004, p 322), tem-se: “(...) Na Bahia, e Estados vizinhos, chama-se travessão a uma cerca que separa os terrenos de criação dos de lavoura, a fim de impedir a invasão do gado nas plantações”. 242 Nº Elemento Geográfico Topônimo Origem Taxionomia Estr. Morf. 385 Riacho Várzea, da LP Geomorfo SIMPLES 386 Lagoa Veados, dos LP Zoo SIMPLES 387 Lagoa Velha LP Crono SIMPLES 388 Lagoa Velho, do LP Antropo SIMPLES 389 Lagoa Venância, da LP Antropo SIMPLES 390 Lagoa Vento, do LP Meteoro SIMPLES 391 Lagoa Verde LP Hidro-cromo SIMPLES 392 Riacho Vereda, da LP Geomorfo SIMPLES 393 Riacho Veredão LP Geomorfo SIMPLES 394 Lagoa Volta, da LP Geomorfo SIMPLES 395 Riacho Volta, da LP Geomorfo SIMPLES 396 Riacho Volta do Boi LP Geomorfo COMPOSTO 397 Lagoa Zezinho, do LP Antropo SIMPLES 4.3.6.2 Dados da Ficha Quadro 50: Percentual das taxes da Microrregião de São Raimundo Nonato Percentual das taxes Taxe Nº % Taxe Nº % Taxe Nº % Animo 24 6 Eco 06 1,5 Lito 23 5,8 Antropo 53 13,4 Ergo 14 3,5 Meteoro 01 0,3 Astro 00 00 Etno 05 1,3 Mito 00 00 Axio 01 0,3 Fito 65 16,4 Morfo 01 0,3 Cardino 13 3,3 Geomorfo 41 10,3 Numero 00 00 Coro 04 1 Hagio 10 2,5 Polio 00 00 Cromo 00 00 Hidro 37 9,3 Socio 03 0,8 Crono 02 0,5 Hiero 03 0,8 Somato 02 0,5 Dimensio 06 1,5 Historio 00 00 Zoo 51 12,8 Dirremato 02 0,5 Hodo 03 0,8 n/c 27 6,8 243 Quadro 51: Percentual das origens dos Hidrônimos da Microrregião de São Raimundo Nonato Percentual das origens dos Hidrônimos Origem Nº % LA 09 2,3 LAR 01 0,3 LC 00 00 LE 00 00 LIT 00 00 LJ 01 0,3 LP 317 79,8 LP + LA 00 00 LP + LT 02 0,5 LT 60 15,1 LT+ LP 01 0,3 não encontrada 06 1,5 Após a Apresentação dos dados pretéritos e contemporâneos, passa-se, no capítulo a seguir, à Análise dos Dados. CAPÍTULO 5 – ANÁLISE DOS DADOS As Análises que ora se farão serão apresentadas nas três seções que se seguem e nas suas respectivas subseções, com o intuito de dar maior clareza e organicidade à discussão. 5.1 Cartas e mapa antigos A Análise dos Dados consistirá, em um primeiro momento, na discussão dos dados referentes à Descrição, às três cartas e ao mapa antigos. O recorte temporal compreendido por tais fontes vai do século XVII (com a Descrição do Sertão do Piauí, de Miguel de Carvalho, 1697); passando pelos séculos XVIII (com a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes, de Henrique Antonio Galúcio, de 1760) e XIX (com a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil, de Martius e Schwarzmann, de 1828; e com a Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará, sem autoria, de 1855); chegando ao século XX (com o mapa Estado do Piauhy, de autoria do Ministério da Aviação e das Obras, de 1913). O procedimento de Análise será o seguinte: inicialmente serão feitas considerações acerca de cada fonte em particular, procurando, assim, uma visão, por meio da predominância de determinadas taxes, do painel onomástico-toponímico para cada século, para, posteriormente, intentar-se uma visão mais geral, levando-se em conta, para isso, todas as fontes tomadas em conjunto, a fim de perceber um possível padrão motivacional, com base em todos os dados pretéritos. 5.1.1 a Descrição do Sertão do Piauí, de Miguel de Carvalho (1697) Neste primeiro documento sobre o Piauí, há a relação de 35 elementos geográficos, distribuídos entre rios, riachos e lagoas. A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Zoo (17,1%); Fito e Lito (11,4%, cada); Geomorfo e Hidro (8,6%, cada). As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram: Hagio com (14,3%) e Animo, Coro, Eco, Ergo, Etno e Somato, que apresentaram percentual de (2,8%, cada). As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (11,4%). 245 Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes em a Descrição podem ser visualizados no gráfico abaixo: Gráfico 1: Percentuais das taxes de Natureza Física em a Descrição (1697) Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: Gráfico 2: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em a Descrição (1697) 246 Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 57,2%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somaram, juntas, 31,2%. Não foram classificados 11, 4% dos Hidrônimos constantes em tal documento. No que toca à origem dos Topônimos analisados em a Descrição, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 3: Percentuais da Origem dos Topônimos em a Descrição (1697) No gráfico 3, o percentual de topônimos de origem portuguesa 45,7% foi superior ao de línguas indígenas. Ressalta-se, no entanto, que, mesmo havendo a predominância de Hidrônimos de origem portuguesa, os de origem indígena, quando somados, chegaram a um percentual de 37,1%, bastante significativo do ponto de vista quantitativo. Os percentuais foram os mesmos para os Topônimos de origem africana, jê e composta (LP +LT). Não foi encontrada a origem para 11,4% dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes em a Descrição, teve-se a prevalência de nomes simples (25 ocorrências, o que equivale a 71,4%); seguidos de nomes compostos (09 ocorrências, o que equivale a 25,7%) e nomes compostos híbridos (01 ocorrência, o que equivale a 2,9%). 247 5.1.2 a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes, de Henrique Antonio Galúcio (1760) Nesta segunda fonte antiga sobre o Piauí, há a relação de 39 elementos geográficos, distribuídos entre rios e riachos. A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as que se seguem: Hidro (25,6%); Zoo (15,4%); Fito; Dimensio e Lito (5,1%, cada). As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as seguintes: Axio, Crono e Hodo, que apresentaram percentual de (2,6%, cada); Animo e Coro, que apresentaram percentual de (5,1%, cada) e Hagio e Etno com (7,7%, cada). As taxes não classificadas perfizeram um percentual de 10,3%. Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes podem ser visualizados no gráfico abaixo: Gráfico 4: Percentuais das taxes de Natureza Física em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes (1760) Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: 248 Gráfico 5: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes (1760) Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, perfizeram um total de 56,3%. As de Natureza Antropocultural, por sua vez, chegaram a 33,4%. As não classificadas perfizeram um total de 10,3%. No que tange à origem dos Topônimos analisados em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 6: Percentuais da Origem dos Topônimos em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes (1760) 249 Em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes, os percentuais de Topônimos de origem indígena 35,9%, quando somados, mantiveram-se, assim como o percentual de Topônimos de origem portuguesa 51,3%, próximos daqueles encontrados em a Descrição. Não foi encontrada a origem para 12,8% dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes, teve-se a prevalência de nomes simples (36 ocorrências, o que equivale a 92,3%); seguidos de nomes compostos (3 ocorrências, o que equivale a 7,7%). 5.1.3 a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (1828) Na terceira fonte pretérita sobre o Estado do Piauí, a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil, há a relação de 34 elementos geográficos, distribuídos entre rios, lagoas e brejos. A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Hidro (29,4%); Zoo (17,6%); Fito (11,8%); Dimensio (8,8%); Lito (5,9%). As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as seguintes: Axio, Crono e Hagio, que apresentaram percentual de (3%, cada) e Coro e Etno, que apresentaram percentual de (5,9%, cada). As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (5,9%). Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes em a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil podem ser visualizados no gráfico abaixo: Gráfico 7: Percentuais das taxes de Natureza Física em Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (1828) 250 Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por sua vez, constam no gráfico abaixo: Gráfico 8: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (1828) No que diz respeito à origem dos Topônimos analisados em a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 9: Percentuais da Origem dos Topônimos em a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (1828) 251 Em a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil, os percentuais de Topônimos de origem indígena (44,1%), quando somados, tiveram um aumento significativo, ficando próximo do percentual de Topônimos de origem portuguesa (50%), e também maior do que os percentuais encontrados tanto em a Descrição, quanto na Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes. Não foi encontrada a origem para 3% dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes em a Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil, teve-se a prevalência de nomes simples (33 ocorrências, o que equivale a 97%); seguidos de nomes compostos (01 ocorrência, o que equivale a 3%). 5.1.4 Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará (1855) Na quarta fonte pretérita sobre o Estado do Piauí, a Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará, há a relação de 21 elementos geográficos, distribuídos entre rios. A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Zoo (23,8%); Hidro (14,3%); Fito (14,3%); Dimensio (4,8%); Lito (4,8%). As taxes de Natureza Antropocultural foram as seguintes: Axio e Etno, que apresentaram percentual de (9,5%, cada) e, Coro, que apresentou percentual de (4,8%). As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (14,3%). Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes em a Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará podem ser visualizados no gráfico abaixo: 252 Gráfico 10: Percentuais das taxes de Natureza Física em Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará (1855) Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por sua vez, constam no gráfico abaixo: Gráfico 11: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará (1855) 253 No que diz respeito à origem dos Topônimos analisados em a Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 12: Percentuais da Origem dos Topônimos em a Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará (1855) Em a Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará, o percentual de Topônimos de origem indígena (52,3%) superou bastante o percentual de Topônimos de origem portuguesa (33,3%), ao contrário do que havia ocorrido em: a Descrição; na Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes. Mister se faz observar que, na Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil, fonte também do século XIX, houve um significativo aumento na frequência de Hidrônimos de origem indígena, mas que não chegou a superar os de origem portuguesa. Não foi encontrada a origem para 14,3% dos Topônimos. Levando-se em conta que, nos três primeiros documentos, o percentual de Topônimos de origem portuguesa foi sempre maior do que os de origem indígena (mesmo já havendo um acréscimo considerável de Topônimos de origem indígena no terceiro documento), é razoável conjecturar que, no caso da Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará, isso talvez tenha ocorrido pelo fato de que os autores de tal carta (anônimos, é bom que se diga) talvez tenham feito um levantamento pouco exaustivo dos elementos geográficos (rios, lagos, lagos etc.), o que se confirma tanto 254 pelo fato de eles terem elencado somente os rios 381 e, mesmo assim, em número inferior (21 elementos geográficos) àquele encontrado nas outras fontes. Mesmo com esta observação, há que se insistir, com base nas duas fontes consultadas para os Oitocentos (Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil e Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará), que o percentual de Hidrônimos de origem indígena teve um substancial aumento, ultrapassando, inclusive, no caso desta segunda fonte, os de origem portuguesa. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes em a Carta Corográfica das províncias do Maranhão e Piauhy e partes das do Pará, Goyáz, Bahia, Pernambuco e Ceará, teve-se a prevalência de nomes simples (20 ocorrências, o que equivale a 95,2%); seguidos de nomes compostos (01 ocorrência, o que equivale a 4,8%). 5.1.5 mapa do Estado do Piauhy (1913) Na quinta e última fonte pretérita sobre o Estado do Piauí, o mapa do Estado do Piauhy, há a relação de 47 elementos geográficos que foram possíveis de serem identificados, os quais estão distribuídos entre rios, riachos e lagoas. A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Zoo (21,3%); Hidro (17%); Geomorfo (8,5%); Fito (8,5%); Dimensio (4,3%); Cardino e Lito (2,1%, cada). As taxes de Natureza Antropocultural foram as seguintes: Hagio com (6,4%); Etno com (8,5%); Animo, Antropo e Coro, que apresentaram percentual de (4,3%, cada); Crono, Axio e Ergo, que apresentaram percentual de (2,1%, cada). As taxes não classificadas perfizeram um percentual de 2,1%. Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes no mapa do Estado do Piauhy podem ser visualizados no gráfico abaixo: 381 Nesta fonte antiga só constam nomes de rios, o que pode indicar, ainda, a preferência, no caso desses grandes cursos d’água, por nomes de origem indígena. 255 Gráfico 13: Percentuais das taxes de Natureza Física em o mapa do Estado do Piauhy (1913) Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por sua vez, constam no gráfico abaixo: Gráfico 14: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural em o mapa do Estado do Piauhy (1913) No que diz respeito à origem dos Topônimos analisados em o mapa do Estado do Piauhy (1913), veja-se o gráfico que se segue: 256 Gráfico 15: Percentuais da Origem dos Topônimos em o mapa do Estado do Piauhy (1913) Em o mapa do Estado do Piauhy, o percentual de Topônimos de origem indígena (42,6%) manteve-se, assim como percentual de Topônimos de origem portuguesa (53,2%), relativamente próximo daqueles percentuais encontrados em a Descrição e na Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes; e mais próximo ainda dos percentuais encontrados na Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil. Não foi encontrada a origem para 4,3% dos Topônimos. Quanto à estrutura dos topônimos constantes em o mapa do Estado do Piauhy, teve-se a prevalência de nomes simples (41 ocorrências, o que equivale a 87,2%); seguidos de nomes compostos (06 ocorrências, o que equivale a 12,8%). 5.1.6 Considerações sobre as fontes do passado Em a Descrição (1697), a grande diferença de percentual entre as taxes de Natureza Física e Antropocultural pode indicar que, no primeiro século de colonização do Estado do Piauí, a força do elemento natural (flora, fauna, relevo etc.) teve, de modo geral, e como era de se esperar, muito mais impacto no ânimo do denominador do que os elementos antrópicos. Ao fim dos Seiscentos, pois, há uma prevalência significativa de taxes de Natureza Física, mas chama a atenção, de início (posto não seguir o padrão geral de maior ocorrência, 257 no caso das Taxes de Natureza Física, da taxe Fito 382 , no Brasil como um todo), a maior ocorrência da taxe Zoo, o que talvez se explique pelo fato de o século XVII ser o século da efetiva colonização do Estado do Piauí, a qual se dera sob os auspícios da empresa de criação de gado, donde talvez se possa sentir a força do mundo zoológico e todas as suas possíveis repercussões na nomeação dos Hidrônimos constantes em tal fonte. Chama a atenção, no caso específico das taxes de Natureza Antropocultural, o significativo percentual da taxe Hagio. Para o esclarecimento desta, não se deve olvidar que, se de um lado, a colonização estadual é feita pelos bandeirantes, que adentram os sertões com o intuito de prear índios e de criar gado; de outro, e, paralelamente e a contra gosto daqueles, estão os padres, suas missões jesuíticas, e seus aldeamentos, com o fim mesmo de catequizar e obter mão de obra que pudesse ser usada em tais aldeamentos. Não se pode negligenciar que a predominância de determinada taxe possa ter a ver, de algum modo, com a origem mesma da fonte, de sorte que, como assinala Baptista (1994, p. 40): Colonizadores, religiosos, aventureiros, predadores, todos queriam mostrar o que lhes desse vantagens – e esconder erros. Assim, as informações se tornaram imprecisas, precárias e confusas. Afirmavam terem aldeados tribos e mais tribos; inventaram até seus nomes. Apareciam tribos diferentes com nomenclatura igual e a mesma era batizada de outra forma, conforme os interesses ocasionais. (grifos nossos) Feita essa ressalva, eis, pois, as duas grandes forças (a atividade econômica e a Igreja) que impulsionaram não só a colonização, como possivelmente, podem, de certa forma, justificar a prevalência das taxes Zoo/Hidro e Hagio. No caso destas duas primeiras, há alternância entre elas, em termos de prevalência, da segunda à última fonte antiga. A taxe dos Hagio, dentre as Taxes de Natureza Antropocultural, tem evidente destaque nas duas primeiras fontes, as mais antigas, mas já com decréscimo a partir da segunda fonte. Ainda sobre a influência da atividade econômica piauiense do período colonial nos nomes de lugares, cumpre observar Diegues Júnior (1960, p. 146), pois, para ele: a pecuária foi o grande fator que possibilitou a penetração das correntes de ocupação humana para o interior, povoando o mediterrâneo do Nordeste, a chamada região sertaneja. O seu papel ainda hoje repercute através das sobrevivências populares do culto ao boi, revelado em folguedos, danças 382 Estudos recentes, realizados em diversas regiões do Brasil, como os de (ANDRADE, 2006; MOREIRA, 2006; PEREIRA, 2009; MENDES, 2009; CARVALHO, 2010; só para citar alguns), têm evidenciado, no caso das Taxes de Natureza Física, a predominância da taxe Fito. 258 e cantos, que constituem a essência da mística do boi, e, também, no nome de rios, de localidades, de apelidos de pessoas ou dos simbolismos dos fatos. (grifos nossos) Em a Carta Geografica da Capitania do Piauhi, e partes adjacentes (1760), particularmente sobre as taxes de Natureza Física, percebe-se, assim como ocorrera em a Descrição (de uma fonte para a outra se passam mais de sessenta anos), que a taxe Fito continua não sendo a mais prevalente em termos quantitativos. No caso da primeira carta do Piauí, continua-se com um alto percentual da taxe dos Zoo e há um aumento substancial, tomando como parâmetro novamente o documento de Miguel de Carvalho, da taxe dos Hidro. Entende-se tal prevalência, sobretudo porque, nos Setecentos, uma vez que colonização está em curso, a atividade econômica do período colonial (criação de gado) é totalmente dependente dos pequenos e grandes cursos d’água, donde se extrai a importância destes. Eis, com a prevalência destas duas taxes (Hidro e Zoo), mais uma vez, a importância do mundo animal na cosmovisão do denominador, e, somado a este, o mundo das águas, ligados, ambos, à atividade econômica preponderante no Piauí colonial. Quanto às taxes de Natureza Antropocultural, vale registrar o decréscimo da classe dos Hagio, já a partir da segunda fonte antiga. Sobre isto, é importante destacar que, nos Setecentos, com as medidas pombalinas, efetivadas em meados da década de cinquenta do referido século, uma das consequências é a extinção do poder dos padres jesuítas. A tentativa de suplantar o poder da Igreja pode ter deixado rastros na onomástica local, o que pode justificar, de alguma forma, o decréscimo da taxe dos Hagio. No sentido de tornar mais clara a correlação entre as fontes antigas, pode-se esquematizar da seguinte forma as taxes mais prevalentes, em ordem decrescente, em cada fonte: Descrição (1697) (Zoo e Hagio); Carta Geografica (1760) (Hidro; Zoo e Hagio); Carte Geographique (1828) (Hidro e Zoo); Carta Corográfica (1855) (Zoo e Hidro); mapa do Piauhy (1913) (Zoo e Hidro). Em suma, pois, o quadro geral para as fontes antigas parece mesmo sobrelevar a influência, em alternância, dos elementos zoológicos e hidrológicos no ato de batismo da 259 hidronímia piauiense e também dos elementos hagiológicos no caso das duas primeiras fontes. Cumpre, então, verificar, a seguir, o padrão motivacional das fontes contemporâneas para verificar se houve ou não mudança nesse painel geral. Antes de passar às fontes contemporâneas, no entanto, cumpre discutir, ainda, alguns pontos acerca das origens dos Topônimos nas fontes pretéritas. Sobre as origens, pode destacar-se que, no caso do percentual Tupi, e, levando-se em conta as próprias formas linguísticas encontradas (boroty, caninde, corimataim, goribas, inhinhinga, itagoera, itaim asu, itaim merim, mocaitã, peauhy, pernagoa etc.), essa significativa ocorrência de Topônimos, mormente porque se trata de fonte pretérita, deve-se mesmo à Língua Geral de base Tupi dos bandeirantes que povoaram os sertões do Piauí, deixando, na Toponímia local, inegáveis marcas de sua presença, em detrimento dos topônimos da família linguística Jê, família original da maioria dos indígenas do Piauí. Neste caso, sobraram pouquíssimos testemunhos linguísticos sobre os quais pouco ou nada se pode dizer acerca da significação do Topônimo (Gurgueia, Longa, Jaicó), a não ser que se trata de nomes de povos do Piauí. Os exemplares linguísticos indígenas e outros não indígenas encontrados nas fontes antigas, além de atestar, no caso daqueles, a presença da Língua Geral, podem ser separados nos seguintes grupos: 1) aqueles em que parece haver tão somente variação ortográfica entre a forma atual e a do passado; 2) aqueles em que ocorrem modificações fonéticas de fato; 3) aqueles em que um dos vocábulos indígenas desaparece e 4) aqueles que já não ocorrem nas fontes contemporâneas. 1) Boroty; Corimataim; Goriba; Peauhy; Itahim; Parahim; Piauhi; Piracuruça; Urussuhi; Parnahyba; Sorobim; 2) Itagoera; Inhinhinga; Maratanhaim; Murataham; Pernagoa; Gorogueia; Gorguea; Sambito; 3) Itaim Asu; Itaim Merim; Urussuhymirim; Urussuhyaçu de Farinha; 4) Mocaitã; Jacarihi; Pacoty; Paranamirim; Inhuçú; Taquarussú. 260 5.2 Mapas contemporâneos No que concerne aos mapas contemporâneos, como já teve a oportunidade de mencionar, trata-se de Mapas Municipais Estatísticos, todos em escala de 1:100000, e todos de 2007, de autoria do IBGE. O procedimento de Análise, neste caso, será o seguinte: inicialmente, serão feitas considerações a respeito de cada microrregião das duas mesorregiões (Sudeste e Sudoeste), procurando, assim, uma visão, por meio da predominância de determinadas taxes, do painel onomástico-toponímico por microrregiões, para, posteriormente, intentar-se uma visão mais geral, levando-se em conta as duas mesorregiões contempladas neste estudo. 5.2.1 Microrregião de Picos (mesorregião Sudeste) Na microrregião de Picos, há a relação de 187 elementos geográficos, distribuídos entre rios, arroios, córregos, ribeiras, brejo, lagoas e riachos (com predomínio quantitativo destes dois últimos). A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Cardino 4,3%; Dimensio 3,8%; Fito 22%; Geomorfo 7,5%; Hidro 10,2%; Lito 5,3%; Morfo 0,5%; Zoo 11,2%. As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as que se seguem: Animo 5,9%; Antropo 4,9%; Coro 1,1%; Crono 0,5%; Eco 3,8%; Ergo 4,3; Etno 0,5%; Hagio 1,1%; Hodo 1,1%; Polio 1,1%; Socio 2,2% e Somato 0,5%. As não classificadas perfizeram total de 8,6%. Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes na microrregião de Picos podem ser visualizados no gráfico abaixo: 261 Gráfico 16: Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de Picos Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: Gráfico 17: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de Picos 262 Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 64,6%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somaram, juntas, 27%. Não foram classificados 8,4% dos Hidrônimos constantes nos mapas da microrregião de Picos. No que toca à origem dos Topônimos analisados na microrregião de Picos, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 18: Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de Picos No gráfico 18, o percentual de Topônimos de origem portuguesa (77%) foi superior ao de língua Tupi (16,6%), único estrato indígena encontrado. O percentual de Topônimos de origem africana foi de 3,2%; o de compostos híbridos foi de 1,6% e o dos que não foram encontrados foi de 1,6%. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes na microrregião de Picos, teve-se a prevalência de nomes simples (163 ocorrências, o que equivale a 87,2%); seguidos de nomes compostos (23 ocorrências, o que equivale a 12,3%) e nomes compostos híbridos (01 ocorrência, o que equivale a 0,5%). 263 5.2.2 Microrregião de Pio IX (mesorregião Sudeste) Na microrregião de Pio IX, há a relação de 137 elementos geográficos, distribuídos entre rios, córregos, lagoas e riachos (com predomínio quantitativo destes dois últimos). A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1 As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Cardino 2,2%; Dimensio 1,5%; Fito 21,9%; Geomorfo 8,8%; Hidro 11%; Lito 2,9%; Morfo 0,7%; Zoo 11,7%. As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as que se seguem: Animo 5,8%; Antropo 8,8%; Coro 0,7%; Eco 2,2%; Ergo 6,6; Hagio 3,6%; Hiero 2,9%; Historio 0,7%; Hodo 0,7% e Socio 2,2%. As não classificadas perfizeram total de 5,1%. Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes na microrregião de Pio IX podem ser visualizados no gráfico abaixo: Gráfico 19: Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de Pio IX Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: 264 Gráfico 20: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de Pio IX Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 60,7%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somaram, juntas, 34,2%. Não foram classificados 5,1% dos Hidrônimos constantes em tal documento. No que toca à origem dos Topônimos analisados na microrregião de Pio IX, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 21: Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de Pio IX 265 No gráfico 21, o percentual de Topônimos de origem portuguesa (77,4%) foi superior ao de línguas indígenas (LT e LJ), com 16,8%. Além destes, foram encontrados os seguintes percentuais: LA 1,5%; LC 0,7% e LE 0,7%. Não foi encontrada a origem de 2,9% dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes na microrregião de Pio IX, teve-se a prevalência de nomes simples (110 ocorrências, o que equivale a 80, 3%) e nomes compostos (27 ocorrências, o que equivale a 19,7%). 5.2.3 Microrregião do Alto Médio Canindé (mesorregião Sudeste) Na microrregião do Alto Médio Canindé, há a relação de 356 elementos geográficos, distribuídos entre rios, córregos, ribeiras, lagoas e riachos (com predomínio quantitativo destes dois últimos). A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Cardino 3,4%; Dimensio 2%; Fito 18,8%; Geomorfo 13,2%; Hidro 12%; Lito 7%; Morfo 0,3% e Zoo 8,7%. As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as que se seguem: Animo 6,2%; Antropo 7,3% Axio 0,6%; Coro 0,6%; Crono 0,6%; Eco 2,8%; Ergo 3,4%; Etno 1,2%; Hagio 2%; Hiero 0,6%; Hodo 0,3%; Mito 0,3% e Socio 3,9%. As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (5,2%). Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes na microrregião do Alto Médio Canindé podem ser visualizados no gráfico abaixo: Gráfico 22: Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião do Alto Médio Canindé 266 Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: Gráfico 23: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião do Alto Médio Canindé Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 65,3%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somaram, juntas, 29,7%. Não foram classificados 5,2% dos Hidrônimos constantes em tal documento. No que toca à origem dos Topônimos analisados na microrregião do Alto Médio Canindé, veja-se o gráfico que se segue: 267 Gráfico 24: Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião do Alto Médio Canindé No gráfico 24, o percentual de Topônimos de origem portuguesa (79,5%) foi superior ao de línguas indígenas (LT e LJ), com 16%. Além destes, foram encontrados os seguintes percentuais: LA 2,8%; LC 0,3%; LP + LT 0,6% e LT + LP 0,3%. Não foi encontrada a origem de 0,6 % dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes na microrregião do Alto Médio Canindé, teve-se a prevalência de nomes simples (285 ocorrências, o que equivale a 80,5%); seguidos de nomes compostos (69 ocorrências, o que equivale a 19%) e nomes compostos híbridos (02 ocorrências, o que equivale a 0,5%). 5.2.4 Considerações sobre as três microrregiões da mesorregião Sudeste Sobre as três microrregiões da mesorregião Sudeste do Piauí, pode-se mencionar, de início, o fato de, em todas elas, predominar a ocorrência da taxe Fito, que apresentou, na mesma sequência das microrregiões acima, os seguintes percentuais: 22%; 21,9% e 18,8%. Outras taxes de Natureza Física de considerável percentual foram Zoo, Hidro e Geomorfo. Nas microrregiões de Picos e Pio IX, a ordem da maior para a menor ocorrência é justamente esta: Zoo, Hidro e Geomorfo. Na microrregião do Alto Médio Canindé, a taxe dos Geomorfo passa a ser a segunda em termos quantitativos e a Zoo, a quarta. Há que se tentar entender essa maior frequência da taxe dos Geomorfo (13,2%), na microrregião do Alto Médio Canindé, haja vista ser bem maior do que o percentual das outras duas (Picos, 7,5% e 268 Pio IX, 8,8%), a partir da observação de que, entre as três microrregiões da mesorregião Sudeste, a do Médio Canindé é a que, geograficamente, está na porção mais austral, o que não se pode ignorar, pois “Na porção Sul do Estado, o relevo é cortado por amplos vales de fundo chato e vertentes íngremes, como, por exemplo, os vales dos rios Parnaíba, Uruçui Preto e Gurguéia”. (CEPRO, 1992, p. 15). Quanto às taxes de Natureza Antropocultural mais prevalentes nas três microrregiões da mesorregião Sudeste, pode-se mencionar que, na microrregião de Picos, sobressaíram-se, da maior para a menor, as taxes Animo (5,9%); Antropo (4,9%); Ergo (4,3%) e Eco (3,8%). Na microrregião de Pio IX, por sua vez, sobressaíram-se, as taxes Antropo (8,8%); Ergo (6,6%); Animo (5,8%) e Hagio (3,6%). Na microrregião do Alto Médio Canindé, sobressaíram-se as taxes Antropo (7,3%); Animo (6,2%); Socio (3,9%) e Ergo (3,4%). Observe-se que, mesmo variando a prevalência de uma para outra microrregião, há, dentre as quatro mais frequentes, três taxes em comum, a saber: Animo; Antropo e Ergo. Por fim, sobre os percentuais quanto às origens e quanto às estruturas morfológicas, pode-se destacar, no primeiro caso, que os percentuais mais significativos foram dos de língua portuguesa e os de línguas indígenas (LT; LJ e LC), invarialvelmente, nesta ordem, e no segundo caso, que os percentuais mais significativos foram os de nomes SIMPLES, seguidos, invariavelmente, de nomes COMPOSTOS. Na microrregião de Picos, prevaleceram, quanto à origem, os seguintes percentuais: LP (77%); LT (16,6%); e quanto à estrutura morfológica, prevaleceram os seguintes percentuais: SIMPLES (87,2%) COMPOSTO (12,3%). Na microrregião de Pio IX, prevaleceram, quanto à origem, os seguintes percentuais: LP (77,4%); LT (15,3%); LJ (1,5%) e LC (0,7%); e quanto à estrutura morfológica, prevaleceram os seguintes percentuais: SIMPLES (80,3%) COMPOSTO (19,3%). Na microrregião do Alto Médio Canindé, prevaleceram, quanto à origem, os seguintes percentuais: LP (79,5%); LT (15,4%); LJ (0,6%) e LC (0,3%); e quanto à estrutura morfológica, prevaleceram os seguintes percentuais: SIMPLES (80,5%) COMPOSTO (19%). Uma vez feitos os comentários sobre os dados das três microrregiões da mesorregião Sudeste, passe-se ao comentário dos dados concernentes às seis microrregiões da mesorregião Sudoeste, o que fará no próximo tópico. 269 5.2.5 Microrregião do Alto Médio Gurgueia (mesorregião Sudoeste) Na microrregião do Alto Médio Gurgueia, há a relação de 442 elementos geográficos, distribuídos entre rios, córregos, ribeiras, lagoas e riachos (com predomínio quantitativo destes dois últimos). A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Cardino 2,3%; Dimensio 2,5%; Fito 22%; Geomorfo 9,3%; Hidro 13,1%; Lito 6,1%; Meteoro 0,2%; Morfo 0,2% e Zoo 9,3%. As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as que se seguem: Animo 4,5%; Antropo 8,1%; Axio 0,2%; Coro 1,8%; Crono 0,4%; Dirremato 0,9%; Eco 2%; Ergo 5,2%; Etno 1,4%; Hagio 2,7%; Hiero 0,4%; Hodo 0,2%; Mito 0,2%; Polio 0,4%; Socio 1,1% e Somato 0,4%. As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (4,7%). Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes na microrregião do Alto Médio Gurgueia podem ser visualizados no gráfico abaixo: Gráfico 25: Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião do Alto Médio Gurgueia Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: 270 Gráfico 26: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião do Alto Médio Gurgueia Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 65,3%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somam, juntas, 30%. Não foram classificados 4,7% dos Hidrônimos constantes em tal documento. No que toca à origem dos Topônimos analisados na microrregião do Alto Médio Gurgueia, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 27: Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião do Alto Médio Gurgueia 271 No gráfico 27, o percentual de Topônimos de origem portuguesa (78%) foi superior ao de línguas indígenas (LT e LJ), com 16,2%. Além destes, foram encontrados os seguintes percentuais: LA 1,4%; LIT 0,2%; LP + LT 1,1% e LT + LP 2,7%. Não foi encontrada a origem de 0,4 % dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes na microrregião do Alto Médio Gurgueia, teve-se a prevalência de nomes simples (346 ocorrências, o que equivale a 78,2%); seguidos de nomes compostos (79 ocorrências, o que equivale a 17,9%) e nomes compostos híbridos (17 ocorrências, o que equivale a 3,8%). 5.2.6 Microrregião do Alto Parnaíba Piauiense (mesorregião Sudoeste) Na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense, há a relação de 342 elementos geográficos, distribuídos entre rios, córregos, ribeiras, lagoas e riachos (com predomínio quantitativo destes dois últimos). A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Cardino 1,5%; Dimensio 1,7%; Fito 21%; Geomorfo 10,2%; Hidro 14%; Lito 4% e Zoo 12%. As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as que se seguem: Animo 5,3%; Antropo 7%; Axio 0,3%; Coro 0,9%; Crono 0,3%; Dirremato 0,9%; Eco 0,9%; Ergo 6,7%; Etno 1,2%; Hagio 3,8%; Hiero 0,3%; Hodo 0,3%; Polio 0,3%; Socio 1,2% e Somato 0,6%. As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (5,5%). Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense podem ser visualizados no gráfico abaixo: 272 Gráfico 28: Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: Gráfico 29: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 64,5%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somam, juntas, 30%. Não foram classificados 5,5% dos Hidrônimos constantes em tal documento. 273 No que toca à origem dos Topônimos analisados na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 30: Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense No gráfico 30, o percentual de Topônimos de origem portuguesa (77,2%) foi superior ao de línguas indígenas (LT), com 19%. Além destes, foram encontrados os seguintes percentuais: LA 1,5%; LIT 0,3%; e LT + LP 0,3%. Não foi encontrada a origem de 1,7 % dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes na microrregião do Alto Parnaíba Piauiense, tem-se a prevalência de nomes simples (290 ocorrências, o que equivale a 84,8%); seguidos de nomes compostos (49 ocorrências, o que equivale a 14,3%) e nomes compostos híbridos (03 ocorrências, o que equivale a 0,9%). 5.2.7 Microrregião de Bertolínia (mesorregião Sudoeste) Na microrregião de Bertolínia, há a relação de 190 elementos geográficos, distribuídos entre rios, córregos, ribeiras, lagoas e riachos (com predomínio quantitativo destes dois últimos). A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Cardino 2,6%; Dimensio 2,6%; Fito 28,4%; Geomorfo 8,4%; Hidro 8,9%; Lito 5,8% e Zoo 13,2%. As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as que se seguem: Animo 6,3%; Antropo 6,3%; Eco 1%; Ergo 3,2%; Etno 274 1%; Hagio 2,6%; Hodo 0,5%; Mito 0,5%; Socio 0,5% e Somato 1%. As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (6,8%). Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes na microrregião de Bertolínia podem ser visualizados no gráfico abaixo: Gráfico 31: Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de Bertolínia Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: Gráfico 32: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de Bertolínia 275 Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 70%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somam, juntas, 23%. Não foram classificados 6,8% dos Hidrônimos constantes em tal documento. No que toca à origem dos Topônimos analisados na microrregião de Bertolínia, veja- se o gráfico que se segue: Gráfico 33: Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de Bertolínia No gráfico 33, o percentual de Topônimos de origem portuguesa (72,6%) foi superior ao de línguas indígenas (LT e LJ), com 21,5%. Além destes, foram encontrados os seguintes percentuais: LA 2,1%; LP + LT 0,5% e LT + LP 1%. Não foi encontrada a origem de 2,1% dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes na microrregião de Bertolínia, tem-se a prevalência de nomes simples (167 ocorrências, o que equivale a 87,9%); seguidos de nomes compostos (20 ocorrências, o que equivale a 10,5%) e nomes compostos híbridos (03 ocorrências, o que equivale a 1,6%). 5.2.8 Microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense (mesorregião Sudoeste) Na microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense, há a relação de 418 elementos geográficos, distribuídos entre rios, córregos, ribeiras, lagoas e riachos (com 276 predomínio quantitativo destes dois últimos). A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Cardino 3,6%; Dimensio 2,4%; Fito 21%; Geomorfo 9%; Hidro 12,2%; Lito 6,4%; Morfo 0,2% e Zoo 9,3%. As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as que se seguem: Animo 6,7%; Antropo 9,6% Axio 0,2%; Coro 0,2%; Crono 0,5%; Dirremato 0,2%; Eco 2,6%; Ergo 3,3%; Etno 0,7%; Hagio 1,7%; Hiero 0,7%; Hodo 0,9% e Socio 1,2. As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (7%). Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes na microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense podem ser visualizados no gráfico abaixo: Gráfico 34: Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: 277 Gráfico 35: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 64,3%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somam, juntas, 28,3%. Não foram classificados 7% dos Hidrônimos constantes em tal documento. No que toca à origem dos Topônimos analisados na microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 36: Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião das Chapadas do Extremo Sul Piauiense 278 No gráfico 36, o percentual de Topônimos de origem portuguesa (80,6%) foi superior ao de línguas indígenas (LT e LJ), com 13,3%. Além destes, foram encontrados os seguintes percentuais: LA 1,2%; LP + LA 0,2%; LP + LT 1,2% e LT + LP 1,7%. Não foi encontrada a origem de 1,7 % dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes na microrregião do Alto Médio Gurgueia, teve-se a prevalência de nomes simples (326 ocorrências, o que equivale a 78%); seguidos de nomes compostos (78 ocorrências, o que equivale a 18,6%) e nomes compostos híbridos (14 ocorrências, o que equivale a 3,4%). 5.2.9 Microrregião de Floriano (mesorregião Sudoeste) Na microrregião de Floriano, há a relação de 236 elementos geográficos, distribuídos entre rios, córregos, ribeiras, lagoas e riachos (com predomínio quantitativo destes dois últimos). A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Cardino 3,8%; Dimensio 2,5%; Fito 25%; Geomorfo 7,6%; Hidro 7,6%; Lito 4,2%; Meteoro 0,8%; Morfo 0,4%; e Zoo 13,5%. As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as que se seguem: Animo 6,8%; Antropo 6,8%; Axio 0,4%; Coro 0,8%; Crono 0,4%; Eco 3,0%; Ergo 3,8%; Etno 1,3%; Hagio 3,0%; Hiero 0,8%; Hodo 1,3%; Polio 0,4% e Socio 1,3%. As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (4,2%). Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes na microrregião de Floriano podem ser visualizados no gráfico abaixo: 279 Gráfico 37: Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de Floriano Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: Gráfico 38: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de Floriano 280 Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 65,4%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somam, juntas, 30,1%. Não foram classificados 4,2% dos Hidrônimos constantes em tal documento. No que toca à origem dos Topônimos analisados na microrregião de Floriano, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 39: Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de Floriano No gráfico 39, o percentual de Topônimos de origem portuguesa (75%) foi superior ao de línguas indígenas (LT e LJ), com 19,4%. Além destes, foram encontrados os seguintes percentuais: LA 1,3% e LT + LP 1,7%. Não foi encontrada a origem de 2,5% dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes na microrregião do Alto Médio Gurgueia, teve-se a prevalência de nomes simples (205 ocorrências, o que equivale a 86,8%); seguidos de nomes compostos (27 ocorrências, o que equivale a 11,4 %) e nomes compostos híbridos (04 ocorrências, o que equivale a 1,7%). 5.2.10 Microrregião de São Raimundo Nonato (mesorregião Sudoeste) Na microrregião de São Raimundo Nonato, há a relação de 397 elementos geográficos, distribuídos entre rios, córregos, ribeiras, lagoas e riachos (com predomínio quantitativo destes dois últimos). A classificação destes, em taxes, fora apresentada na seção 4.1. As taxes 281 de Natureza Física encontradas foram as seguintes: Cardino 3,3%; Dimensio 1,5%; Fito 16,4%; Geomorfo 10,3%; Hidro 9,3%; Lito 5,8%; Meteoro 0,3%; Morfo 0,3% e Zoo 12,8%. As taxes de Natureza Antropocultural encontradas foram as que se seguem: Animo 6%;Antropo 13,4%; Axio 0,3%; Coro 1%; Crono 0,5%; Dirremato 0,5%; Eco 1,5%; Ergo 3,5%; Etno 1,3%; Hagio 2,5%; Hiero 0,8%; Hodo 0,8%; Socio 0,8% e Somato 0,5%. As taxes não classificadas perfizeram um percentual de (6,8%). Os percentuais das taxes de Natureza Física ocorrentes na microrregião de São Raimundo Nonato podem ser visualizados no gráfico abaixo: Gráfico 40: Percentuais das taxes de Natureza Física na microrregião de São Raimundo Nonato Os percentuais das taxes de Natureza Antropocultural, por seu turno, constam no gráfico abaixo: 282 Gráfico 41: Percentuais das taxes de Natureza Antropocultural na microrregião de São Raimundo Nonato Observe-se que as taxes de Natureza Física, quando somadas, alcançaram um percentual de 60%, enquanto que as de Natureza Antropocultural somam, juntas, 33,2%. Não foram classificados 6,8% dos Hidrônimos constantes em tal documento. No que toca à origem dos Topônimos analisados na microrregião de São Raimundo Nonato, veja-se o gráfico que se segue: Gráfico 42: Percentuais da Origem dos Topônimos na microrregião de São Raimundo Nonato 283 No gráfico 42, o percentual de Topônimos de origem portuguesa (79,8%) foi superior ao de línguas indígenas (LAR, LT e LJ), com 15,7%. Além destes, foram encontrados os seguintes percentuais: LA 2,3%; LP + LT 0,5 % e LT + LP 0,3%. Não foi encontrada a origem de 1,5% dos Topônimos. Quanto à estrutura dos Topônimos constantes na microrregião do Alto Médio Gurgueia, teve-se a prevalência de nomes simples (338 ocorrências, o que equivale a 85,1%); seguidos de nomes compostos (56 ocorrências, o que equivale a 14,1%) e nomes compostos híbridos (03 ocorrências, o que equivale a 0,8%). 5.2.11 Considerações sobre as seis microrregiões da mesorregião Sudoeste No que diz respeito à mesorregião Sudoeste, é possível tecer alguns comentários quanto às maiores ocorrências de algumas taxes, tanto as de Natureza Física quanto as de Natureza Antropocultural. Em todas as seis microrregiões da mesorregião Sudoeste, a taxe de Natureza Física mais prevalente é, invariavelmente, a taxe Fito, com percentuais que variam de 16,4% a 25%. As outras taxes de Natureza Física mais frequentes, e que são comuns a todas as seis microrregiões, só que com diferenças quanto à prevalência, são: Zoo; Hidro e Geomorfo. A Taxe Zoo, por exemplo, figura como a segunda mais representativa, nas microrregiões de Bertolínia, Floriano e São Raimundo Nonato. Nestas três microrregiões, as taxes Hidro e Geomorfo apresentam percentuais muito próximos e às vezes até iguais. Quanto às taxes de Natureza Antropocultural, é possível perceber a recorrência das taxes Animo e Antropo, com os maiores percentuais nas três microrregiões citadas. Além destas taxes, são recorrentes ainda: Ergo, Eco e Hagio. Chama a atenção o alto percentual, na microrregião de São Raimundo Nonato, da taxe Antropo (13,4%). Este alto percentual da taxe Antropo passa a fazer mais sentido se se leva em conta o que será discutido no tópico 5.5.3, a seguir, pois, é justamente a microrregião de São Raimundo Nonato a que apresenta, dentre todas as outras, o maior percentual (18%) de sintagmas toponímicos preposicionados em que há a indicação de ‘posse’, o que, via de regra, ocorre quando o Topônimo propriamente dito é um nome próprio de pessoa. A observação de natureza histórica (conflitos agrários), feita à frente, tem a finalidade justificar esse alto percentual. As microrregiões de Bertolínia, Floriano e São Raimundo Nonato apresentam, pois, comportamento parecido no que tange à ocorrência das taxes mais prevalentes, tanto as de Natureza Física quanto as de natureza Antropocultural. Geograficamente, estas três 284 microrregiões são aquelas que se localizam na porção mais setentrional da mesorregião Sudoeste. Quanto às origens, os percentuais de Topônimos de origem portuguesa, para as três microrregiões retromencionadas, são: 72,6% (Bertolínia); 75% (Floriano) e 79,8% (São Raimundo Nonato); os de origem indígena são: 21,5% (Bertolínia); 19,4% (Floriano) e 15,7% (São Raimundo Nonato). Quanto à estrutura morfológica, prevalecem os nomes simples, seguidos dos compostos e compostos híbridos: a) Floriano (SIMPLES: 86,8%; COMPOSTO: 11,4% e COMPOSTO HÍBRIDO: 1,7%); b) Bertolínia (SIMPLES: 87,9%; COMPOSTO: 10,5% e COMPOSTO HÍBRIDO: 1,6%) e São Raimundo Nonato (SIMPLES: 85,1%; COMPOSTO: 14,1% e COMPOSTO HÍBRIDO: 0,8%). As microrregiões das Chapadas do Extremo Sul, do Alto Parnaíba e do Médio Gurgueia, por sua vez, apresentam em comum com as outras três microrregiões, no caso das taxes de Natureza, as mesmas taxes (Fito, Hidro, Geomorfo e Zoo), só que em ordem de prevalência diferente, principalmente para a taxe Hidro. Esta passa, no caso destas três microrregiões, à segunda em frequência. Quanto às taxes de Natureza Antropocultural, a mais prevalente, nos três casos, é a taxe Antropo. Quanto às origens, os percentuais de Topônimos de origem portuguesa, para as três microrregiões retromencionadas, são: 78% (Alto Médio Gurgueia); 77,2% (Alto Parnaíba) e 80,6% (Chapadas do Extremo Sul); os de origem indígena são: 16,2% (Alto Médio Gurgueia); 19% (Alto Parnaíba) e 13,3% (Chapadas do Extremo Sul). Quanto à estrutura morfológica, prevalecem os nomes simples, seguidos dos compostos e compostos híbridos: a) Alto Médio Gurgueia (SIMPLES: 78,2%; COMPOSTO: 17,9% e COMPOSTO HÍBRIDO: 3,8%); b) Alto Parnaíba (SIMPLES: 84,8%; COMPOSTO: 14,3% e COMPOSTO HÍBRIDO: 0,9%) e Chapadas do Extremo Sul (SIMPLES: 78%; COMPOSTO: 18,6% e COMPOSTO HÍBRIDO: 3,4%). Com o exposto, fica claro que, mesmo entre as seis microrregiões da mesorregião Sudoeste, há algumas diferenças que merecem ser comentadas e explicadas. Sobre as microrregiões de Bertolínia, Floriano e São Raimundo Nonato, já se mencionou a contiguidade geográfica entre elas, o que talvez explique o padrão de ocorrência das taxes, que se mostra, se comparado com o das microrregiões das Chapadas do Extremo Sul, do Alto Parnaíba e do Alto Médio Gurgueia, diferente, principalmente no que toca à maior frequência da taxe Hidro, a qual, nestas três últimas, figura sempre como a de segundo maior percentual. A razão para essa maior ocorrência deve-se mesmo à influência dos dois maiores cursos d’águas (Gurgueia e Parnaíba) e seus afluentes no quadro onomástico destas três microrregiões. Observe-se, ainda, agora no caso da taxe Antropo, a de maior percentual nas microrregiões Chapadas do Extremo Sul, do Alto Parnaíba e do Alto Médio Gurgueia, que é 285 ela também que figura isoladamente como a de maior frequência em São Raimundo Nonato, que é a microrregião mais ao sul das três mais setentrionais, o que talvez possa sugerir um continuum entre a mesorregião Sudeste e Sudoeste, em que a microrregião de São Raimundo Nonato talvez figure como que numa transição entre as microrregiões das duas mesorregiões. Essa ideia de continuum será revisitada no tópico de comparação entre as mesorregiões Sudeste e Sudoeste. Uma vez feitos os comentários sobre os dados das seis microrregiões da mesorregião Sudoeste, passe-se ao comentário de aspectos relevantes quando da comparação entre as duas mesorregiões. 5.2.12 Considerações sobre as mesorregiões Sudeste e Sudoeste As três microrregiões da mesorregião Sudeste do Piauí apresentam, como taxes mais prevalentes, as Zoo, Hidro e Geomorfo. Observe-se que este padrão é bastante semelhante àquele encontrado para as microrregiões de Bertolínia, Floriano e São Raimundo Nonato (Sudoeste), ou seja, as três microrregiões da mesorregião Sudeste tem, quanto à ocorrência destas taxes, inclusive quanto à ordem de prevalência, comportamento análogo ao das três microrregiões da mesorregião Sudoeste citadas, o que permite ensejar a ideia de continuum, que vai das três microrregiões da mesorregião Sudeste, na qual a taxe Hidro não figura como a segunda mais frequente, passando pelas microrregiões de Bertolínia, Floriano e São Raimundo Nonato, nas quais a taxe Hidro também não figura como a segunda mais frequente, chegando às microrregiões do Alto Médio Parnaíba, das Chapadas do Extremo Sul e Alto Médio Gurgueia, nas quais a taxe Hidro passa a ser a segunda mais frequente, em razão do que já se explicou oportunamente. Aceita esta assertiva, parece evidente a influência do meio (presença e influência dos grandes cursos d’água no caso das microrregiões do Alto Médio Parnaíba, das Chapadas do Extremo Sul e do Alto Médio Gurgueia) no painel onomástico diferenciado das duas mesorregiões no tange à ocorrência da taxe Hidro. Não se deve olvidar que tem papel preponderante na ocorrência diferenciada da taxe Hidro na mesorregião Sudeste e parte da Sudoeste (Bertolínia, Floriano e São Raimundo Nonato) o fato de elas estarem sob o regime climático do tipo semiárido em sua quase totalidade. Sobre isto, deve acresentar que é possível, ainda, traçar um outro paralelo entre as duas mesorregiões com base, então, no tipo climático e no bioma predominante em cada uma 286 delas. Este outro paralelo pode permitir que se trace uma correlação entre área toponímica e área geográfica, uma vez que a mesorregião Sudeste está, predominantemente, sob o regime climático semiárido e inserida no bioma caatinga, e a mesorregião Sudoeste está, mais sobejamente, sob a influência do regime climático tropical e inserida no bioma cerrado. A fim de buscar tal correlação, e, a partir do que se constatou como representativo no corpus, elegeu-se o item florístico Buriti, que é exemplar para diferenciação das duas mesorregiões, haja vista que essa palmeira é mais facilmente encontrada em ambientes com abudante presença de água, donde, pelo que já se expôs, se pode imaginar que a frequência de ocorrência talvez seja maior na mesorregião Sudoeste, tanto pelo regime climático, quanto pela presença dos maiores cursos d’água e pela predominância do bioma cerrado. Na mesorregião Sudeste, pois, foram encontradas as seguintes ocorrências para Buriti: a) Microrregião de Picos: Riacho do Buriti do Meio; Riacho do Buriti Grande; Riacho Buriti Redondo; b) Microrregião de Pio IX: nenhuma ocorrência; b) Microrregião do Alto Médio Canindé: Lagoa do Buriti. Na mesorregião Sudoeste, por seu turno, foram encontradas as seguintes ocorrências para Buriti: a) Microrregião de Bertolínia: Riacho do Buriti; Riacho do Buriti Grande; Riacho do Buritizinho; b) Microrregião de Floriano: Riacho Buriti; Riacho Buriti Grande; Riacho do Buriti; Riacho Buritizinho; Riacho do Buritizinho e c) Microrregião de São Raimundo Nonato: Riacho do Buriti. Nas três últimas microrregiões da mesorregião Sudoeste, foram encontradas as seguintes ocorrências para Buriti: a) Microrregião do Alto Médio Gurgueia: Brejo Buriti; Lagoa do Buriti; Brejo do Buriti Bravo; Riacho do Buriti Bravo; Riacho Buriti do Meio; Riacho do Buriti Escuro; Brejo Buriti Grande; Riacho Buriti Grande; Riacho do Buriti Grande; Riacho Buritizinho; Riacho do Buritizinho; b) Microrregião do Alto Parnaíba: Riacho Buriti; Riacho do Buriti Grande; Riacho da Buritirana; Riacho do Buritizinho e c) Microrregião das Chapadas do Extremo Sul: Brejo Buriti; Córrego do Buriti; Brejo Buriti do Meio; Riacho Buriti do Meio; Riacho Buriti Grande; Brejo Buritizal Grande; Córrego Buritizinho; Riacho Buritizinho. A simples listagem que se fez permite visualizar a maior ocorrência do Topônimo Buriti, à medida que se avança em direção ao sul do Estado, ou dito de outro modo, na parte em que o regime climático é predominantemente do tipo semiárido e o bioma é a caatinga (mesorregião Sudeste), a frequência com que o ocorre o Topônimo é bem reduzida, chegando, inclusive, a não ocorrer. Observe-se que ocorrência na mesorregião Sudoeste se dá de modo diferenciado, ou seja, para as microrregiões de Bertolínia, Floriano e São Raimundo Nonato a 287 ocorrência de Buriti é bem menos sentida do que nas microrregiões do Alto Médio Gurgueia, das Chapadas do Extremo Sul e do Alto Parnaíba. Essa diferença, mesmo entre as microrregiões da mesorregião Sudoeste, corroba a tese do continuum, já aventada para a ocorrência da taxe Hidro. Nas microrregiões de Bertolínia, de Floriano e de São Raimundo Nonato, pois, parece estar em uma faixa de transição entre as microrregiões da mesorregião Sudeste e as outras três da mesorregião Sudoeste. Após os comentários sobre dos dados de todas as microrregiões das mesorregiões Sudeste e Sudoeste do Piauí, busca-se, no próximo tópico, estabelecer possíveis comparações entre dados pretéritos e contemporâneos. 5.3 Dados pretéritos e presentes: algumas comparações possíveis Nesta seção, serão comparados os resultados das seções anteriores, de modo a se estabelecer possíveis relações e diálogos entre os dados como um todo. O painel geral para as fontes antigas, como já se teve a oportunidade de discutir, é, por assim, de caráter zoológico e hidrológico, o que se dá por meio da prevalência das taxes dos Zootopônimos e dos Hidrotopônimos, respectivamente. No caso das fontes contemporâneas, prevalece a índole vegetal, por meio da alta frequência da taxe dos Fitotopônimos. Outra observação geral diz respeito à distribuição das taxes, que se dá de modo mais irregular porque concentrada em poucas taxes, nas fontes antigas, e mais regular, porque mais distribuída entre várias taxes, no caso das fontes contemporâneas. Para além dessas constatações gerais, chamou a atenção, como dado novo, no caso dos dados contemporâneos, se comparados com os dados pretéritos, a alta frequência, nesta pesquisa, da estrutura sintagmática do tipo: elemento Geográfico + prep. DE + Topônimo. Essa alta frequência, por si só, motivou a discussão destes casos. Por essa razão, passa-se, de agora em diante, a tecer algumas considerações sobre este tipo de estrutura em particular, buscando correlacioná-la a papéis semânticos depreendidos da Análise, uma vez que tais papéis parecem ter uma importante função na configuração de grupos semânticos nos quais se tenha a preposição em tela. 288 5.3.1 O Sintagma Toponímico Preposicionado (DE) e alguns papéis semânticos Da análise do corpus, mormente ao se comparar os dados pretéritos com os contemporâneos, como já se disse, chamou a atenção, no caso destes últimos, a frequência significativa de sintagmas toponímicos com a seguinte: estrutura elemento geográfico + prep. DE + Topônimo (Lagoa do Gavião; Riacho da Gameleira; Riacho do Maurício, só para citar alguns). Tal fato motivou a discussão destes casos, o que, por sua vez, leva à breve discussão de alguns valores semânticos expressos pela preposição ‘de’. Sobre isso, Neves (2000, p. 653) afirma que “O sintagma formado pela preposição DE + sintagma nominal é um dos argumentos do nome valencial (predicador) e, assim, pode exercer vários papéis semânticos em relação ao nome predicador” (grifos nossos). Sobre esses papéis semânticos, tornou-se consensual que os estudos linguísticos interessados no tema ainda não esgotaram as possibilidades de ocorrência e denominação de tais papéis. Esta ressalva autorizará, a seguir, a proposição, nesta pesquisa, de um papel semântico em particular. Neves (2000, pp. 660 a 665) apresenta, para o caso do sintagma formado pela preposição ‘de’, uma subclassificação (“A preposição DE estabelece relações semânticas no sintagma nominal (adjunto adnominal): nome avalente + DE + sintagma nominal”) que interessa a esta pesquisa. Dos casos arrolados, podem-se mencionar os seguintes, com exemplos da própria autora: 1) Relação de posse (ex.: “E o gado DO senhor, bem ‘empastado’ como é. (BS)”). Para esta pesquisa, aos casos análogos ao do exemplo acima será atribuído o papel semântico de ‘posse’, conjuntamente ao papel semântico ‘denominação’, abaixo discutido. Note-se que a relação de posse, ainda com Neves, é de outra ordem da relação de pertença. Sobre esta, veja-se: 2) Relação de pertença (ex.: “Olha dentro dos olhos DE Hans. (P)”) Outro papel semântico que interessa a esta pesquisa, e no qual se enquadra a totalidade Topônimos, pela própria função destes, é o de ‘denominação’, exemplificado, abaixo: 3) Denominação (ex.: “Há cinqüenta e seis anos penso bem do excelente velho, cada vez que passo à porta do consultório: era no Largo DA Carioca. (CF)”) 289 Um último papel semântico que se pode mencionar, para os fins desta pesquisa, ainda com Neves, é: 4) Localização espacial (ex.: José sentava-se à mesa DO fundo (CE)) A partir de 1, 3 e 4, serão propostos os grupos A, C e D. O grupo B, além do papel semântico geral de ‘denominação’, receberá outro, a saber: o de ‘presencialidade’/ ‘existencialidade’. O grupo A é o grupo em que só é possível cotejar o papel semântico geral de ‘denominação’. No grupo B, enquadram-se os casos em que se têm tanto o papel comum de ‘denominação’ quanto o de ‘presencialidade’/ ‘existencialidade’ (este papel, se assim pode ser chamado, não encontra guarita na proposta de Neves, de modo a ser uma proposição do autor desta pesquisa), mas, entende-se, aqui, que os casos dispostos nesta categoria, satisfazem à fórmula: Lugar (Rio, Riacho, Lagoa etc.) onde está ou pode estar ‘presente’ (ou ter estado presente) ou onde ‘existe’ ou pode existir (ou pode ter existido) algo ou alguma coisa. No grupo C, estão os caos de sintagmas toponímicos que indicam tanto ‘denominação’ quanto ‘espacialidade’. No grupo D, estão os casos de sintagmas toponímicos que indicam tanto ‘denominação’ quanto ‘posse’. A fórmula para estes caos é: Lugar (Rio, Riacho, Lagoa etc.) que é da ‘posse’ de alguém. O agrupamento que se propõe não se pretende conclusivo, haja vista, sobretudo, não haver ainda, nos estudos toponímicos, uma tentativa mais sistematizada de correlacionar as estruturas sintagmáticas com papéis semânticos, de modo que o que se segue é tão somente uma primeira tentativa de correlação e, por isso mesmo, mais propensa a críticas e reformulações. Pela própria função denominativa de um Topônimo, adianta-se que todos os Topônimos, com estrutura preposicionada ou não, receberam, de antemão, a atribuição do papel semântico ‘denominação’ e, cumulativamente, outro papel semântico qualquer que se possa depreender da análise, como os acima descritos. Nas fontes pretéritas a estrutura sintagmática com preposição DE, assim se distribui: 290 5.4 Fontes Pretéritas 5.4.1 Em a Descrição, de Miguel de Carvalho (1697) Nos 35 (trinta e cinco) elementos geográficos catalogados, não há uma ocorrência sequer com a estrutura preposicionada mencionada. 5.4.2 Na Carta Geografica da capitania do Piauhi (1760) Nos 39 (trinta e nove) elementos geográficos catalogados, há 07 (sete) ocorrências, distribuídas, conforme a proposta acima, nos seguintes grupos: A) Rio de São João; Rio de São José383. Rio do Fasto384 B) Rio da Onça; Riacho do Pasto; Rio da Prata. C) Rio do Gentio. Percentualmente, as ocorrências em que figura a preposição DE perfizeram um total de 17,9%, distribuídas nos três grupos acima. 5.4.3 Na Carte Geographique de Piauhy, province de I’Empire du Bresil (...) (1828) Nos 34 (trinta e quatro) elementos geográficos catalogados, há 03 (três) ocorrências, distribuídas, conforme a proposta acima, nos seguintes grupos: A) Rio do Mijo B) Rio da Onça; Rio da Prata Percentualmente, as ocorrências em que figura a preposição DE perfizeram um total de 8,8%. 383 Os nomes de santos serão classificados no grupo A, no qual figura tão somente o papel semântico de ‘denominação’, em razão de não se vislumbrar, nestes casos, tanto a atribuição de ‘presencialidade’ quanto a de ‘posse’. 384 Uma variante de fausto, que no DeHlp, significa: “grande pompa, luxo, ostentação”. 291 5.4.4 Na Carta Corográfica das Províncias do Maranhão e Piauhy (...) (1855) Nos 21 (vinte e um) elementos geográficos catalogados, há 01 (uma) ocorrência, distribuída, conforme a proposta acima, no seguinte grupo: B) Rio da Prata Percentualmente, as ocorrências em que figura a preposição DE perfizeram um total de 4,8%. 5.4.5 No mapa Estado do Piauhy (1913) Nos 47 (quarenta e sete) elementos geográficos catalogados, há 05 (cinco) ocorrências, distribuídas, conforme a proposta acima, nos seguintes grupos: B) Rio do Boi Pintado; Riacho das Guaribas; Lagoa da Onça; Riacho de Parnaguá C) Riacho do Meio Percentualmente, as ocorrências em que figura a preposição DE perfizeram um total de 10,6%. Com relação aos dados contemporâneos, segue a lista, por microrregião, de sintagmas toponímicos com a estrutura supracitada, separados nos quatro grupos propostos. 5.5 Fontes Contemporâneas 5.5.1 Mesorregião Sudeste 5.5.1.1 Microrregião de Picos Do total geral de 187 (cento e oitenta e sete) elementos geográficos catalogados, seguem-se as ocorrências dos sintagmas toponímicos com preposição DE, as quais estão separadas de acordo com os quatro grupos propostos: 292 A) Riacho do Aceno; Riacho da Boa Vista; Riacho da Cacunda; Riacho do Cansado; Riacho do Consolo; Riacho do Corrente; Riacho da Corrente; Riacho do Engano; Lagoa do Forte; Riacho do Governo; Riacho do Inferno; Riacho do Matinado; Riacho do Pobre. B) Riacho do Angico Branco; Riacho da Areia; Riacho do Arraial; Riacho da Baixa; Riacho da Baixa Velha; Riacho da Bananeira; Lagoa dos Banguês; Riacho da Barrinha; Lagoa do Barro; Riacho da Bica; Riacho do Brejo; Riacho do Buriti do Meio; Riacho do Buriti Grande; Riacho das Cabaças, Riacho da Cabra; Riacho da Cajazeira; Riacho do Caju; Lagoa do Cajueiro; Lagoa do Caldeirão; Lagoa do Carcará; Riacho do Carcará; Lagoa da Carnaíba; Riacho do Carnaúba; Riacho das Carreiras; Riacho da Casa Nova; Riacho do Cercado; Riacho do Cocal; Riacho do Coco; Lagoa das Craíbas; Riacho do Croata; Lagoa do Currais; Lagoa da Estrada; Riacho do Estreito; Lagoa da Feitoria; Lago da Flor; Lagoa da Flor; Riacho da Formiga; Riacho do Gado Bravo; Riacho da Gameleira; Riacho do Grotão; Lagoa do Jacaré; Riacho do Juá; Lagoa do Junco; Riacho das Lajes; Riacho dos Macacos; Lagoa da Marreca; Lagoa do Mato; Riacho da Melancia; Lagoa dos Mirorós; Riacho do Mocambo; Lagoa do Mocambo; Riacho da Mocha; Riacho dos Patos; Riacho das Pedras; Lagoa das Pedras; Lagoa do Pilões; Riacho da Pinga; Riacho do Porco; Lagoa da Porta; Riacho da Prata; Riacho do Quartel; Riacho da Queimada; Riacho do Riachão; Riacho do Saco; Riacho das Salinas; Riacho do Salitre; Riacho da Serra; Lagoa do Sítio; Riacho das Tabocas; Lagoa do Tabuleiro; Riacho do Tanque; Riacho da Tapera; Ribeira da Tranqueira; Lagoa da Tranqueira; Brejo do Tucano; Riacho do Umbuzeiro; Riacho do Urucu; Lagoa da Vacaria; Lagoa dos Veados; Riacho da Vereda. C) Lagoa do Canto; Riacho do Canto; Lagoa de Dentro; Lagoa de Fora; Lagoa do Meio; Riachão do Meio. D) Lagoa do Damião; Lagoas dos Marcelinos; Riacho da Margarida; Lagoa dos Pereiras; Riacho do Pinto; Riacho do Pires; Riacho do Prado; Riacho do Choupeiro385; Riacho do Mulato; Lagoa do Vigário. 385 A indicação de posse parece mais evidente no caso em que o topônimo é um nome próprio de pessoa (traço semântico + agentivo). Por essa razão, preferir-se-á atribuir papel semântico de ‘posse’ principalmente para os casos em que se tenham nomes próprios de pessoa, alcunhas, apelidos etc. ou para outros casos em que os nomes podem apresentar traço semântico + agentivo. 293 Dos 187 elementos geográficos catalogados, 109, ou 58,3%, apresentam estrutura sintagmática com preposição DE. A distribuição percentual por grupo é a seguinte: grupo A (13 ocorrências, ou, 11,9%); grupo B (80 ocorrências, ou, 73,4%); grupo C (06 ocorrências, ou, 5,5%) e grupo D (10 ocorrências, ou, 9,2%). 5.5.1.2 Microrregião de Pio IX Do total geral de 137 (cento e trinta e sete) elementos geográficos catalogados, seguem-se as ocorrências dos sintagmas toponímicos com preposição DE, as quais estão separadas de acordo com os quatro grupos propostos: A) Riacho do Alegre; Riacho do Carrancudo; Lagoa do Encanto; Lagoa do Espírito Santo; Riacho do Exu; Riacho do Gurgueia; Lagoa do Macapá; Lagoa do Pão Preto; Lagoa da Perdição; Riacho da Salamanca; Riacho de São João. B) Riacho da Água Branca; Lagoa do Alagadiço; Riacho do Angico; Lagoa do Arroz; Riacho da Braúna; Riacho da Baraúna; Riacho da Barauninha; Lagoa do Boi; Riacho do Boi; Riacho da Cabana; Riacho da Cachoeira Grande; Lagoa do Cachorro; Riacho da Caiçara; Lagoa do Cajueiro; Lagoa da Carnaúba; Riacho da Catingueira; Riacho do Catolé; Lagoa do Cedro; Riacho do Coco; Riacho dos Cocos; Riacho das Contas; Riacho do Cordão; Lagoa da Coroa; Riacho da Cruz; Lagoa da Ema; Riacho das Favelas; Lagoa da Gameleira; Riacho da Garapa; Riacho da Garganta; Lagoa do Gavião; Riacho do Graúno; Riacho da Ilha; Riacho do Inharé; Lagoa da Jiquitaia; Riacho da Lagoa do Rocha; Riacho do Lambedor; Riacho das Latadas; Riacho da Madeira Cortada; Lagoa do Mato; Riacho do Miroró; Riacho do Mulungu; Lagoa do Pau Ferro; Lagoa do Pau-de-Ferro; Lagoa da Pedra; Lagoa das Pedras; Riacho da Picada; Riacho da Pitombeira; Riacho do Poço Escuro; Lagoa das Pombas; Lagoa do Pombo; Riacho da Raposa; Riacho do Recanto; Riacho do Retiro; Riacho do Riachão; Riacho do Saco; Riacho da Samambaia; Riacho do Salgado; Riacho da Salina; Lagoa da Seriema; Riacho da Serragem; Riacho da Taboca; Riacho do Tanque; Riacho do Tanque Novo; Riacho da Tapagem; Riacho do Tigre; Riacho do Umbuzeiro; Lagoa do Xique-Xique. C) Lagoa do Canto; Lagoa de Dentro; Lagoa do Meio. 294 D) Lagoa dos Agostinhos; Riacho do Bandeira; Riacho do Choupeiro; Riacho do Empregado; Riacho do Mandu; Riacho do Maurício; Riacho do Mercador; Riacho do Pai João; Lagoa dos Pedros; Riacho do Silveira; Riacho da Soledade. Dos 137 elementos geográficos catalogados, 92, ou 67,1%, apresentam estrutura sintagmática com preposição DE. A distribuição percentual por grupo é a seguinte: grupo A (11 ocorrências, ou, 12%); grupo B (67 ocorrências, ou, 73,6%); grupo C (03 ocorrências, ou, 3,3%) e grupo D (11 ocorrências, ou, 12%). 5.5.1.3 Microrregião do Alto Médio Canindé Do total geral de 356 (trezentos e cinquenta e seis) elementos geográficos catalogados, seguem-se as ocorrências dos sintagmas toponímicos com preposição DE, as quais estão separadas de acordo com os quatro grupos propostos: A) Riacho da Boa Vista; Riacho do Bonito; Riacho do Cachê; Riacho da Caipora; Riacho dos Canutos; Lagoa dos Canutos; Riacho do Condado; Riacho da Corimã; Lagoa do Encanto; Lagoa do Espaduado; Lagoa do Exu; Lagoa da Fome; Riacho da Fome; Lagoa do Guarani; Riacho do Inferno; Lagoa de Jaicós; Lagoa do Macapá; Riacho do Mancinho; Riacho da Mineração; Lagoa do Odoro; Lagoa da Perdição; Riacho da Salgadinha; Riacho do Salgado; Riacho de Santa Rita; Riacho de São Domingos; Riacho de São João; Riacho do Socorro. B) Riacho da Água Suja; Lagoa do Aguapé; Lagoa do Alagadiço; Lagoa do Alagadiço Grande; Lagoa do Alagadiço Pequeno; Riacho do Angico; Riacho do Araçá; Riacho da Arara; Lagoa da Areia; Lagoa do Arroz; Lagoa da Baixa; Riacho da Baixa; Riacho do Baixio; Lagoa da Bananeira; Riacho da Barranca do Padre; Lagoa da Barrinha; Lagoa do Barro; Riacho do Barro; Lagoa do Barro Branco; Lagoa do Barro do Piauí; Lagoa do Barro Duro; Lagoa do Boi; Lagoa do Boi Velho; Lagoa da Boiada; Lagoa do Boqueirão; Riacho do Boqueirão; Riacho das Braúnas; Riacho do Brejo; Lagoa do Buriti; Riacho da Cachoeira; Riacho da Cachoeira Grande; Lagoa do Cachorro; Riacho das Cacimbas; Lagoa da Caiçara; Lagoa do Cajazeiro; Lagoa do Campo Largo; Lagoa da Canafístula; Riacho das Canas; Lagoa do Capim; Riacho 295 da Capivara; Riacho das Caraíbas; Lagoa da Carnaíba; Riacho do Carnaíba; Lagoa da Carnaúba; Lagoa do Castanheiro; Riacho da Catingueira; Riacho do Catolé; Lagoa dos Cavalos; Lagoa da Chapada; Lagoa da Colina; Riacho do Cipoal; Riacho da Corda; Lagoa do Currais; Lagoa do Curral Queimado; Lagoa do Curral Velho; Lagoa do Curralinho; Lagoa do Espinheiro; Riacho das Favelas; Lagoa do Feijão; Lagoa do Fogo; Riacho da Gambá; Riacho da Gameleira; Riacho da Gangorra; Riacho do Garrote; Lagoa do Gavião; Riacho do Gavião; Riacho do Grajaú; Riacho do Graúno; Riacho do Gravatá; Riacho do Iguatu; Riacho do Imbuzeiro; Lagoa da Ipueira; Riacho do Jacu; Lagoa do Jatobá; Lagoa da Jiquitaia; Riacho do Juazeiro; Riacho do Junco; Riacho das Lajes; Lagoa do Leite; Riacho do Lambedor; Riacho da Lima; Lagoa da Língua de Vaca; Lagoas do Macacão; Riacho dos Macacos; Lagoa da Madeira Cortada; Riacho da Manga; Lagoa da Marreca; Lagoa das Marrecas; Lagoa do Mato; Lagoa da Melancia; Riacho do Minador; Lagoa do Mocambo; Riacho do Mocambo; Lagoa dos Morrinhos; Lagoa do Morro; Lagoa do Morro do Chapéu; Lagoa do Morro do Zamumba; Riacho do Morro Laranja; Riacho do Oiteiro; Riacho do Olho d’Água; Riacho da Onça; Riacho das Panelas; Lagoa de Pedra; Lagoa da Pedra; Riacho da Pedra Pintada; Lagoa das Pedras; Lagoa da Pedrinha; Lagoa do Peixe; Riacho do Peixe; Riacho dos Pereiros; Rio dos Pilões; Riacho das Pipocas; Riacho da Pitombeira; Riacho do Poção; Riacho do Poço Barreiro; Riacho do Poço Negro; Riacho das Pombas; Lagoa do Pombo; Riacho do Pontal; Lagoa da Porta; Lagoa das Queimadas; Riacho da Rancharia; Riacho da Raposa; Riacho do Riachão; Riacho do Recanto; Lagoa do Riacho de Baixo; Riacho da Roça Velha; Riacho do Saco; Lagoa da Samambaia; Lagoa da Seriema; Lagoa da Serra; Riacho da Serra; Riacho da Serrinha; Lagoa do Serrote; Riacho do Sítio; Riacho do Sobradinho; Riacho do Sobrado; Riacho da Solta; Riacho do Sumidouro; Riacho das Tabocas; Lagoa dos Talos; Riacho do Tanque; Lagoa da Tapagem; Riacho do Tigre; Lagoa do Touro; Ribeira da Tranqueira; Lagoa da Vargem; Riacho da Vargem; Riacho da Várzea; Lagoa da Várzea Grande; Riacho da Vazante; Lagoa dos Veados; Lagoa da Vereda; Riacho da Vereda Velha; Lagoa das Veredas; Lagoa da Volta; Riacho da Volta C) Lagoa de Baixo; Riacho do Cantinho; Riacho do Canto; Lagoa de Cima; Riacho do Cume; Lagoa de Dentro; Lagoa das Extremas; Lagoa de Fora; Lagoa do Meio; Riacho da Ponta da Serra. 296 D) Lagoa do Alexandre; Rio do Anselmo; Riacho do Bandeira; Riacho do Caboclo; Riacho do Choupeiro; Lagoa do Ferreira; Riacho do Fidalgo; Riacho do Fraga; Lagoa do Fraga; Lagoa do Izídio; Riacho do Jorge; Lagoa da Laura; Riacho do Luís Calado; Riacho do Macário; Riacho do Magrinho; Lagoa da Maria Preta; Riacho do Mercador; Riacho do Mundico; Lagoa dos Negros; Riacho do Padre; Lagoa da Russinha; Lagoa do Sabino; Lagoa do Tapuio. Dos 356 elementos geográficos catalogados, 216, ou 60,7%, apresentam estrutura sintagmática com preposição DE. A distribuição percentual por grupo é a seguinte: grupo A (27 ocorrências, ou 12,5%); grupo B (156 ocorrências, ou 72,2%); grupo C (10 ocorrências, ou 4,6%) e grupo D (23 ocorrências, ou 10,6%). 5.5.2 Mesorregião Sudoeste 5.5.2.1 Microrregião do Alto Médio Gurgueia Do total geral de 442 (quatrocentos e quarenta e dois) elementos geográficos catalogados, seguem-se as ocorrências dos sintagmas toponímicos com preposição DE, as quais estão separadas de acordo com os quatro grupos propostos: A) Riacho do Lavarinto; Riacho da Marmelada; Riacho do Marmelada; Lagoa do Alegre; Lagoa da Altamira; Riacho do Amolar; Brejo do Arcanjo; Riacho do Baião; Riacho Boa da Vista; Riacho do Búzio; Riacho do Cabelo de Cuia; Lagoa do Cala-Boca; Riacho do Cocho; Riacho das Cornichas; Riacho do Contrato; Lagoa do Engano; Brejo da Escaramuça; Riacho da Espaduada; Riacho do Estirinho; Brejo do Forte; Riacho do Forte; Riacho do Melado; Riacho do Mija Cachorro; Riacho da Nova Olinda; Riacho do Oco; Riacho da Palestina; Riacho do Paquetá, Riacho do Pará; Riacho da Parida; Brejo da Pendenga; Riacho da Pintada; Riacho dos Prazeres; Riacho do Quilombo; Riacho do Projeto; Riacho do Recantilhado; Riacho do Sossego; Riacho da Saudade; Riacho de Santa Luz; Riacho da Santa Maria; Lagoa da Santa Rosa; Riacho do São Francisco; Riacho do São Gonçalo; Riacho do São José; Riacho do Trovoada; Riacho da Veneza; Riacho do Xingu. 297 B) Brejão dos Aipins; Riacho dos Aipins; Lagoa do Alagadiço; Brejo do Angelim; Riacho do Angelim; Brejo do Angical; Brejo da Arapuca; Brejão das Araras; Lagoa da Areia; Riacho da Areia; Riacho de Areia; Riacho do Areia; Lagoa do Arraial; Brejo do Arroz; Lagoa do Arroz; Brejo do Atoleiro; Riacho da Baixa Verde; Riacho do Bamburral; Riacho da Barriguda; Lagoa do Barro; Riacho do Barro Alto; Riacho do Barro Preto; Lagoa do Barro Preto; Riacho do Barrocão; Lagoa do Boi; Brejo dos Bois; Riacho dos Bois; Lagoa do Boqueirão; Riacho do Boqueirão; Riacho do Boqueirão da Enseada; Riacho do Brejão; Riacho do Brejão dos Aipins; Lagoa do Brejo; Riacho do Brejo; Lagoa do Buriti; Brejo do Buriti Bravo; Riacho do Buriti Bravo; Riacho do Buriti Escuro; Riacho do Buriti Grande; Riacho do Buritizinho; Riacho da Caatinga; Riacho do Cachorro; Lagoa do Caçuá; Riacho do Caititu; Riacho da Cajazeira; Riacho dos Calhaus; Lagoa do Calumbi; Brejo das Canas; Lagoa das Caraíbas; Riacho do Castelo; Brejo dos Cavalos; Riacho dos Cavalos; Riacho do Cedro; Riacho da Cerca; Riacho do Cercadinho; Riacho do Cercado; Riacho dos Cocos; Riacho da Colher; Riacho da Coruja, Riacho do Couve; Riacho da Cruz; Brejo da Curicaca; Rio da Curicaca; Riacho dos Currais; Riacho do Deserto; Brejo da Ema; Riacho da Ema; Brejo da Estiva; Riacho da Estiva; Riacho do Estivado; Riacho do Estreito; Brejo do Fervente; Brejo das Flores; Riacho das Flores; Brejo da Forquilha; Brejo de Forquilha; Lagoa do Funil; Brejo do Gado; Brejo da Gameleira; Riacho da Gameleira; Riacho do Grotão; Brejo da Gruta; Lagoa da Ilha; Lagoa do Ilha; Riacho da Ingazeira; Lagoa das Itans; Riacho do Jacu; Riacho do Jatobá; Lagoa do Jenipapo; Riacho do Lago; Brejo da Lago; Riacho da Lagoa; Riacho da Lagoa Falsa; Riacho da Lagoa Grande; Brejo da Laje; Riacho da Lapa; Riacho das Laranjeiras; Riacho do Largo; Richo da Lavra; Riacho do Limoeiro; Brejo das Lontras; Rio das Lontras; Brejo dos Macacos; Riacho dos Macacos; Brejo do Madeiro; Riacho da Malhada Alta; Riacho da Malhada Grande; Riacho da Mamoneira; Lagoa do Mato; Riacho do Mato; Riacho dos Matões; Riacho do Mocambinho; Lagoa do Mocambinho; Riacho do Monte Alegre; Brejo da Onça; Riacho do Olho d’Água; Riacho do Olho d’Água Grande; Brejo da Orelha; Brejo do Ouro; Riacho da Palmeira; Riacho do Pandeiro; Riacho do Papagaio; Lagoa dos Patos; Brejo da Pedra Furada; Lagoa do Pé do Buriti; Brejo dos Paus; Lagoa da Pedra Furada; Riacho da Pedra Furada; Riacho das Pedras; Riacho das Pedrinhas; Lagoa do Peixe; Rio do Peixe; Riacho do Pequi; Brejo da Pindaíba; Riacho da Pindaíba; Riacho do Pindaíba; Riacho do Pirajá; Riacho do Pirajazinho; Riacho do Piripiri; Riacho do Poço; Riacho de Piripiri; Riacho do Poço 298 Comprido; Riacho do Poço do Canto; Lagoa dos Porcos; Lagoa da Porta; Riacho da Porta; Riacho da Porteira; Riacho das Porteiras; Brejo da Prata; Riacho da Prata; Brejo do Puçá; Riacho do Riachinho; Brejo da Raposa; Lagoa da Raposa; Riacho do Retiro; Brejo do Sucuriú; Riacho do Sucuriú; Riacho do Tabocas; Lagoa da Suçuapara; Lagoa da Sucupira; Riacho da Sucupira; Riacho da Solta; Riacho do Sítio; Riacho da Serra; Riacho da Serrinha; Riacho do Simbaíba; Riacho do Salto; Brejo da Sambaíba; Riacho da Sambaíba; Riacho do Saquinho; Riacho do Salto; Brejo do Saco; Riacho do Saco; Riacho do Saco Grande; Riacho da Salina; Lagoa do Saltão; Riacho do Saltão; Riacho da Traíra; Brejo da Torre; Brejo do Timbó; Brejo da Tiririca; Lagoa da Tijuca; Riacho do Terçado; Riacho da Telha; Lagoa do Terçado; Riacho da Tapera; Lagoa do Tabuleiro; Brejo do Tamboril; Riacho do Tamboril; Lagoa da Tabua; Riacho da Tábua; Lagoa da Taboca; Riacho das Tabocas; Riacho do Urucuzal; Riacho do Umbuzeiro; Brejo da Ursa; Brejo da Volta; Lagoa da Vereda Grande; Riacho da Vereda Comprida; Lagoa do Velame; Brejo do Vau; Riacho da Vargem Grande; Riacho da Vaca Morta. C) Brejo do Meio; Riacho dos Meios; Lagoa de Baixo; Riacho do Canto; Riacho do Canto de Baixo; Lagoa de Cima; Riacho de Dentro; Brejo da Extrema; Riacho do Fundo; Brejo do Pé do Morro. D) Rio da Glória; Riacho do Gregório; Brejo do João Pinto; Riacho da Lara; Lagoa dos Lúcios; Lagoa do Martim; Lagoa do Altino; Riacho do Apolinário; Riacho do Azevedo; Brejo do Bandeira; Lagoa do Bandeira; Riacho dos Caboclos; Riacho dos Capitães; Brejo do Casado; Ribeirão dos Castros; Riacho do Cativo; Riacho da Conceição; Riacho do Correia; Riacho das Cunhas; Riacho do Zé Magro; Riacho dos Negros; Lagoa do Tomás; Brejo do Souza; Riacho do Soares; Riacho de Santana; Brejo do Ribeiro; Riacho do Rodrigues; Brejo do Rogério; Riacho do Rangel; Brejo do Russinho; Lagoa da Mesquita; Riacho do Paulino; Riacho das Parteiras; Riacho dos Pastores; Brejo do Tapuio; Riacho do Tapuio. Dos 442 elementos geográficos catalogados, 249, ou 56,3%, apresentam estrutura sintagmática com preposição DE. A distribuição percentual por grupo é a seguinte: grupo A (47 ocorrências, ou 18,9%); grupo B (156 ocorrências, ou 63%); grupo C (10 ocorrências, ou 4%) e grupo D (36 ocorrências, ou 14,5%). 299 5.5.2.2 Microrregião do Alto Parnaíba Piauiense Do total geral de 342 (trezentos e quarenta e dois) elementos geográficos catalogados, seguem-se as ocorrências dos sintagmas toponímicos com preposição DE, as quais estão separadas de acordo com os quatro grupos propostos: A) Riacho do Alegre; Riacho da Altamira; Riacho da Arábia; Riacho da Boa Esperança; Riacho da Carniça; Riacho da Certeza; Brejo da Consulta; Riacho do Chupé; Ribeirão do Corrente; Riacho do Engano; Ribeirão do Espaduado; Brejo da Fadiga; Riacho do Inferno; Riacho da Limpeza; Lagoa da Parnaíba; Riacho da Pintada; Riacho das Pintadas; Lagoa da Posse; Riacho do Quilombo; Riacho do Sangue; Lagoa de São Domingos; Brejo de São José; Riacho do Sossego. B) Brejo da Abóbora; Riacho da Água Boa; Riacho da Aldeia; Riacho do Algodão; Riacho das Almécegas; Riacho da Almescla; Riacho do Angelim; Riacho do Angical; Riacho do Angico; Brejo da Arara; Riacho da Areia; Brejo da Areia; Ribeirão da Babilônia; Riacho da Babiloninha; Riacho da Bacaba; Riacho do Bacabal; Brejo do Badejo; Riacho do Baixão; Rio das Balsas; Riacho da Bananeira; Brejo da Bandeira; Riacho do Barro Alto; Lagoa do Boi; Riacho do Boi; Brejo dos Bois; Riacho da Bolota; Riacho do Boqueirão; Brejo do Boqueirão; Riacho do Bote; Riacho do Brejão; Riacho do Brejo; Riacho do Brejo da Roça; Riacho do Buriti Grande; Riacho da Buritirana; Riacho do Buritizinho; Riacho da Cascavel; Riacho da Cachoeira; Brejo da Cachorra; Riacho da Cacimba; Brejo dos Cágados; Riacho do Caititu; Brejo do Caititu; Brejo do Caldeirão; Riacho da Cambaúba; Brejo da Campeira; Riacho da Cana Brava; Riacho da Canafístula; Riacho das Caraíbas; Brejo dos Cavalos; Riacho do Cedro; Riacho do Cercado; Riacho do Cipó; Riacho dos Cocos; Riacho da Coivara; Riacho da Colher; Riacho do Coqueiro; Riacho das Corujas; Riacho do Couro; Riacho da Cruz; Brejo dos Currais; Brejo do Deserto; Brejo das Éguas; Riacho da Estiva; Riacho da Estivinha; Riacho do Estreito; Brejo do Facão; Riacho da Faveira; Brejo da Ferrugem; Riacho da Flecha; Brejo da Forquilha; Riacho da Galeota; Riacho do Galheiro; Brejo do Garrafão; Riacho do Garrote; Riacho do Gravatá; Riacho do Grotão; Riacho das Guaribas; Riacho da Ilha; Riacho da Inhuma; Riacho das Itans; Riacho do Jacaré; Riacho do Jacu; Lagoa do Jenipapo; Riacho da Jibóia; Riacho do 300 Jenipapo; Riacho do Juá; Brejo da Lagoa; Riacho da Lagoa; Riacho da Lagoa Grande; Brejo do Lajedo; Ribeirão das Lajes; Brejo da Lavrinha; Brejo da Malhada; Ribeirão da Malhada; Riacho da Mangueira; Brejo do Marimbondo; Riacho da Mata; Ribeirão do Mateiro; Riacho do Mato Verde; Riacho dos Matões; Riacho do Mimoso; Riacho dos Morrinhos; Riacho do Morro Vermelho; Brejo do Morro Vermelho; Riacho dos Morros; Brejo do Mosquito; Riacho do Olho d’Água; Brejo da Onça; Brejo do Orobó; Riacho do Ouro; Rio do Ouro; Riacho da Palmeira; Brejo do Pandeiro; Riacho do Pau Seco; Riacho da Pedra de Fogo; Riacho das Pedras; Riacho da Piaçava; Riacho da Picada; Riacho da Pindaíba; Brejo da Pindaíba; Ribeirão da Pindaíba; Riacho do Poço; Brejo da Porteira; Riacho da Pistola; Riacho dos Porcos; Brejo dos Porcos; Brejo da Porta; Riacho da Porta; Riacho da Prata Brejo da Prata; Riacho da Pratinha; Riacho do Quati; Brejo da Raiz; Brejo da Rapadura; Riacho da Raposa; Brejo da Roça; Riacho do Remanso; Riacho do Saco; Riacho do Salobro; Riacho do Salto; Lagoa da Sambaíba; Riacho da Sambaíba; Riacho do Sapé; Brejo do Sapé; Riacho da Serra; Riacho do Sítio; Riacho da Solta; Brejo da Solta; Lagoa da Suçuapara; Brejo da Suçuapara; Brejo do Sucuriú; Riacho da Suçuapara; Riacho do Surubim; Riacho do Sumidouro; Brejo do Sumidouro; Lagoa do Tabuleiro; Brejo do Tamboril; Riacho do Terçado; Lagoa do Terçado; Riacho dos Tinguis; Brejo do Tinguizeiro; Riacho do Umbuzeiro; Riacho do Urucu; Riacho das Valas; Riacho da Vargem; Brejo da Várzea; Brejo da Vereda Comprida; Riachão do Veredão; Lagoa do Veredão; Riacho do Veredão; Riacho da Volta. C) Lagoa do Canto; Lagoa Riacho da Extrema; Riacho de Fora; Brejo do Meio. D) Riacho do Ambrósio; Ribeirão do Cândido; Riacho do Bonfim; Brejo do Caetano; Riacho do Cardoso; Riachão dos Castros; Ribeirão dos Castros; Brejo do Euzébio; Brejo do João Pinto; Riacho da Leandra; Riacho do Manoel; Riacho do Maurício; Brejo das Meninas; Riacho do Miguel; Brejo do Miranda; Brejo do Nogueira; Brejo da Negra; Brejo do Negro; Riachão do Paulo; Riachão dos Paulos; Riacho do Soares; Ribeirão do Tapuio; Brejo do Tapuio; Riacho do Valente; Riacho do Tomazinho; Riacho da Trindade; Lagoa da Velha. Dos 342 elementos geográficos catalogados, 225, ou 65,8%, apresentam estrutura sintagmática com preposição DE. A distribuição percentual por grupo é a seguinte: grupo A (23 ocorrências, ou 10,2%); grupo B (171 ocorrências, ou 76%); grupo C (04 ocorrências, ou 1,7%) e grupo D (27 ocorrências, ou 12%). 301 5.5.2.3 Microrregião de Bertolínia Do total geral de 190 (cento e noventa) elementos geográficos catalogados, seguem-se as ocorrências dos sintagmas toponímicos com preposição DE, as quais estão separadas de acordo com os quatro grupos propostos: A) Riacho do Amolar; Lagoa do Aprazível; Lagoa do Bonito; Riacho da Cagateira; Riacho do Caxingó; Lagoa do Choro; Riacho do Corrente; Riacho do Engano; Riacho do Escondido; Riacho do Inferno; Riacho da Mangabu; Riacho da Pintada; Riacho do Renegado; Riacho do Sangue; Lagoa da Santa Rosa; Brejo do Serapião. B) Riacho da Água Boa; Lagoa da Água Doce; Lagoa do Alagadiço; Riacho do Angico; Riacho da Areia; Lagoa do Arroz; Riacho do Baixão; Riacho da Bananeira; Lagoa da Barra; Lagoa do Bichinho; Lagoa do Bicho; Riacho do Boi; Lagoa dos Bois; Riacho dos Bois; Lagoa do Bom Jardim; Riacho do Braço; Riacho do Brejinho; Riacho do Brejo; Riacho dos Buracos; Riacho do Buriti; Riacho do Buritizinho; Riacho da Cabeceira; Riacho do Cajueiro; Riacho do Caldeirão; Lagoa do Calumbi; Riacho da Cana Brava; Lagoa da Canabrava; Riacho da Canavieira; Riacho das Canavieiras; Lagoa da Capivara; Riacho do Carnaubal; Riacho da Cascavel; Riacho do Castelo; Riacho da Catinga Branca; Riacho do Cocal; Riacho do Coqueiro; Riacho da Estiva; Riacho da Forquilha; Riacho das Gamelas; Riacho da Gameleira; Riacho do Gravatá; Riacho da Grota Funda; Riacho do Grotão; Riacho do Imburuçu; Riacho do Inhame; Lagoa da Inhuma; Riacho da Inhuma; Lagoa das Itans; Riacho da Jibóia; Riacho do Junco; Riacho das Lajes; Riacho da Lança; Lagoa do Limão; Riacho da Macaúba; Riacho da Malhada; Lagoa da Malícia; Riacho do Mandacaru; Riacho do Matão; Riacho do Mato; Riacho da Melancia; Lagoa da Mirindiba; Riacho do Mocó; Riacho dos Morrinhos; Riacho dos Morros; Lagos dos Patos; Riacho do Pau Seco; Lagoa das Pedras; Riacho das Pedras; Riacho das Pedrinhas; Lagoa do Piripiri; Riacho do Pocinho; Riacho dos Pombos; Lagoa dos Porcos; Riacho dos Porcos; Riacho da Porta; Riacho da Prata; Lagoa da Raposa; Riacho do Recanto; Riacho do Saco; Lagoa da Salina; Riacho do Salobro; Lagoa da Sambaíba; Riacho da Taboca; Riacho da Taboquinha; Lagoa do Tabuleiro; Riacho dos Tinguis; Lagoa dos Tocos; Riacho do Urubu; Riacho do Urucu; Riacho das Vacas; Riacho do Vaquejador; Riacho da Vargem Grande; Riacho da Vereda. 302 C) Lagoa de Baixo; Riacho da Extrema; Lagoa do Meio; Riacho do Meio; Riacho da Ponta da Serra; Lagoa de Dentro. D) Riacho do Ambrósio; Riacho do Cardoso; Lagoa da Conceição; Riacho do Fortes; Riacho da Lavadeira; Riacho do Mendes; Riacho do Miguel; Riacho dos Reis; Riacho do Tapuio. Dos 190 elementos geográficos catalogados, 124, ou 65,3%, apresentam estrutura sintagmática com preposição DE. A distribuição percentual por grupo é a seguinte: grupo A (16 ocorrências, ou 12,9%); grupo B (93 ocorrências, ou 75%); grupo C (06 ocorrências, ou 4,8%) e grupo D (09 ocorrências, ou 7,3%). 5.5.2.4 Microrregião das Chapadas do extremo sul piauiense Do total geral de 418 (quatrocentos e dezoito) elementos geográficos catalogados, seguem-se as ocorrências dos sintagmas toponímicos com preposição DE, as quais estão separadas de acordo com os quatro grupos propostos: A) Riacho Lagoa do Alegre; Lagoa da Ambição; Riacho da América Dourada; Brejo da Batalhinha; Lagoa do Bom Jesus; Lagoa das Bravas; Lagoa do Cala-Boca; Lagoa da Caruara; Riacho do Contrato; Lagoa da Descoberta; Córrego da Entranha; Lagoa da Formosa; Lagoinha da Formosa; Riacho das Cornichas; Lagoa do Inferno; Lagoa do Leite; Rio do Livramento; Lagoa do Mazombo; Riacho dos Milagres; Lagoa dos Milagres; Lagoa da Missão; Córrego do Oco; Riacho do Oco; Riacho da Parida; Lagoa da Preferência; Riacho do Projeto; Lagoa de São João; Riacho do Sossego; Lagoa do U; Lagoa das Contendas; Riacho do Recantilhado; Lagoa da Teima; Lagoa do Tuntum; Lagoa da União. B) Riacho da Abóbora; Córrego da Água Branca; Lagoa da Água Branca; Lagoa do Alecrim; Riacho do Angical; Lagoa do Angico; Riacho do Araçá; Brejo das Araras; Riachinho de Areia; Riacho da Areia; Riacho das Aroeiras; Riacho do Bacupari; Riacho do Baixão; Lagoa do Baixão Velho; Lagoa do Bamburral; Riacho do Bamburral; Riacho do Banguê; Riacho do Barreiro; Riacho do Barrocão; Riacho da Bica das Pedras; Riacho do Boi Morto; Brejo dos Bois; Lagoa dos Bois; Riacho dos Bois; Riacho do Boqueirão; Riacho do Boqueirão da Esmeralda; Riacho do Brejão; Riacho do Brejo; Lagoa do Buraco; Lagoa dos Buracos; Lagoa do Bureré; Córrego do 303 Buriti; Lagoa da Burra; Lagoa das Cabaças; Lagoa do Cabeceiro; Córrego do Cadoz; Lagoa do Cadoz; Lagoa da Canabrava; Lagoas das Capoeiras; Riacho do Caracol; Lagoa da Caraíba; Lagoa das Caraíbas; Lagoa do Carnaubal; Lagoa do Caroá; Lagoa da Casa Velha; Lagoa do Cavalo; Riacho dos Cavalos; Lagoa do Cercado; Lagoa da Chapada; Riacho dos Cocos; Riacho do Coqueiro; Riacho da Coruja; Lagoa das Covas; Lagoa da Cruz; Riacho da Cruz; Lagoa do Curral; Lagoa da Entrada; Lagoa do Entroncamento; Lagoa do Espinheiro; Riacho do Espinho; Lagoa da Estribeira; Lagoa da Estribeirinha; Riacho do Fervedouro; Lagoa da Flor de Seda; Brejo da Forquilha; Lagoa do Gado Bravo; Lagoa da Garça; Lagoa do Gato; Riacho do Gericó; Riacho dos Golfos; Lagoa do Grajaú; Lagoa da Ibiraba; Lagoa da Ilha; Lagoa da Imburana; Lagoa do Jacaré; Lagoa do Jatobá; Lagoa do Jenipapeiro; Lagoa do Juá; Lagoa do Junco; Lagoa da Jurema; Brejo da Lagoa; Riacho da Lagoa; Riacho da Lagoa do Mato; Riacho do Lajeiro; Riacho da Lapa; Lagoa do Largo; Riacho da Lavra; Riacho do Limoeiro; Riacho da Malícia; Riacho da Malhada Grande; Riacho da Mamoneira; Lagoa do Mandacaru; Riacho do Manguari; Lagoa da Marreca; Lagoa da Mata da Caraibinha; Lagoa do Mato; Lagoa dos Matões; Lagoa do Mel; Riacho do Melado; Brejo do Miroró; Riacho do Morcego; Lagoa do Morro Velho; Lagoa dos Morros; Riacho do Muquém; Riacho da Olaria; Riacho do Olho d’água; Lagoa da Onça; Brejo do Ouro; Lagoa do Padre; Lagoa do Pajeú; Lagoa da Palmeirinha; Lagoa do Parnaguá; Lagoa dos Pássaros; Lagoa dos Patos; Lagoa do Paturi; Lagoa do Pau d’arco; Riacho do Pau-Ferro; Brejo dos Paus; Lagoa do Pé de Buriti; Lagoa do Pé-de-Ema; Lagoa do Pé-de-Serra; Lagoa da Pedra; Lagoa da Pedra Bonita; Lagoinha da Pedra Bonita; Lagoa da Pedra Branca; Riacho da Pedra Furada; Lagoa das Pedras; Lagoa das Pedreiras; Lagoa das Pedrinhas; Lagoa do Peixe; Riacho do Pequi; Lagoa da Piaçava; Córrego da Pindaíba; Riacho da Pintada; Lagoa da Pintada; Lagoa do Piripiri; Riacho do Poço Comprido; Lagoa do Podói; Córrego das Pombas; Lagoa do Porco; Lagoa dos Porcos; Lagoa da Porta; Lagoa da Porta dos Golfos; Lagoa das Porteiras; Riacho do Pote; Brejo da Prata; Riacho da Prata; Lagoa da Quixaba; Riacho da Rancharia; Lagoa do Rancho; Lagoa do Rapador; Lagoa do Recanto; Riacho do Retiro; Lagoa do Riacho do Meio; Brejo do Saco; Lagoa do Saco; Riacho do Saco; Riacho do Salgueiro; Lagoa da Salina; Riacho da Salina; Lagoa do Salobro; Brejo da Sambaíba; Riacho do Saquinho; Riacho da Serra; Lago do Sítio; Riacho do Sítio; Riacho do Sítio do Mocambinho; Lagoa da Taboca; Riacho da Taboca; Riacho do Tabocal; Riacho das Tabocas; Lagoa da Tábua; Riacho da Tábua; Lagoa do Tanque; Riacho da Tataíra; 304 Lagoa do Teiú; Riacho do Timbó; Lagoa dos Torrões; Riacho do Touro; Brejo da Ursa; Lagoa do Urubu; Lagoa da Vaca Preta; Lagoa da Vargem da Pedra; Córrego da Varginha; Lagoa da Várzea Grande; Lagoa dos Veados; Riacho da Vereda. C) Lagoa de Baixo; Lagoa do Canto; Riacho do Canto; Lagoa do Canto do Angico; Lagoa de Cima; Lagoa da Extrema; Lagoa de Fora; Lagoa do Fundo da Vargem; Brejo do Meio; Lagoa do Meio; Riacho do Meio; Lagoa de Trás-da-Serra. D) Lagoa do Aleixo; Lagoa do Candinho; Riacho do Cordeiro; Lagoa do Cesário; Riacho da Conceição; Brejo do Damásio; Lagoa do Damásio; Lagoa do Diolino; Lagoa do Dionisinho; Lagoa do Felipe; Lagoa do Figueirão; Lagoa do Gabriel; Lagoa do Germano; Lagoa do Isidoro; Lagoa do João Canabrava; Lagoa do João Mãozinha; Lagoa do Manezinho; Lagoa do Joaquim Manoel; Lagoa do Leandro; Lagoa do Machado; Riacho das Mocinhas; Riacho dos Negros; Lagoa do Padre; Riacho dos Pastores; Lagoa do Paulinho; Lagoa do Paulino; Riacho do Ramalho; Lagoa do Rego; Riacho do Rodrigues; Riacho do Rução; Lagoa de Santana; Lagoa da Senhorinha; Lagoa do Simões; Lagoa do Tassiano; Riacho do Teixeira; Lagoa do Teófilo; Brejo do Tomaz; Lagoa da Velhaca; Lagoa do Valentim; Lagoa do Zé do Mel; Lagoa do Zuza. Dos 418 elementos geográficos catalogados, 273, ou 65,3%, apresentam estrutura sintagmática com preposição DE. A distribuição percentual por grupo é a seguinte: grupo A (34 ocorrências, ou 12,5%); grupo B (186 ocorrências, ou 68,1%); grupo C (12 ocorrências, ou 4,4%) e grupo D (41 ocorrências, ou 15%). 5.5.2.5 Microrregião de Floriano Do total geral de 236 (duzentos e trinta e seis) elementos geográficos catalogados, seguem-se as ocorrências dos sintagmas toponímicos com preposição DE, as quais estão separadas de acordo com os quatro grupos propostos: A) Lagoa do Aprazível; Riacho do Alegre; Riacho da Boa Vista; Lagoa da Boa Vista; Riacho do Corrente; Riacho da Corrente; Lagoa do Exú; Riacho do Engano; Riacho do Engongo; Riacho do Escondido; Lagoa do Estropiado; Riacho da Fome; Lagoa da Maravilha; Lagoa de Nazaré; Riacho do Socorro; Lagoa do Vasco. B) Lagoa da Água Doce; Riacho da Aldeia; Lagoa do Algodão; Riacho do Angico; Riacho da Areia; Riacho do Atalho; Riacho da Baixa; Lagoa da Bandeira; Lagoa de 305 Barro; Riacho do Barro Preto; Lagoa do Bichinho; Lagoa do Bicho; Lagoa do Boi; Riacho do Boi; Riacho dos Bois; Riacho do Boqueirão; Riacho do Brejinho; Riacho do Buriti; Riacho do Buritizinho; Riacho da Cabeceira; Brejo dos Cágados; Lagoa do Cajazeiro; Riacho do Cajueiro; Riacho do Caldeirão; Lagoa do Calumbi; Riacho da Canavieira; Riacho do Capim Grosso; Lagoa da Capivara; Riacho da Capivara; Lagoa das Caraíbas; Lagoa das Carnaíbas; Riacho das Carreiras; Lagoa do Carro; Lagoa do Castelo; Lagoa dos Cavalos; Lagoa da Chapada; Riacho do Cocal; Riacho do Côco; Riacho dos Cocos; Riacho do Coqueiro; Riacho do Croata; Riacho da Cruz; Riacho do Curralinho; Riacho da Enseada; Riacho do Facão; Lagoa da Feitoria; Riacho da Forquilha; Riacho das Galinhas; Riacho das Gamelas; Lagoa do Gato; Riacho do Grilo; Riacho da Grota Funda; Riacho do Grotão; Riacho do Inhame; Lagoa do Inhuma; Riacho do Jacaré; Lagoa do Jacaré; Lagoa do Juá; Riacho do Junco; Lagoa do Junco; Riacho das Lajes; Riacho da Lança; Lagoa do Limão; Riacho dos Macacos; Riacho do Mandacaru; Riacho do Mato; Lagoa do Mato; Riacho do Mel; Riacho da Melancia; Riacho das Melancias; Lagoa da Mirindiba; Lagoa do Mocambo; Riacho dos Morrinhos; Lagoa dos Morros; Riacho do Mosquito; Riacho do Mucaitá; Lagoa do Muquém; Lagoa da Mutuca; Lagoa dos Patos; Lagoa da Pedra; Lagoa do Peixe; Lagoa do Periquito; Lagoa do Pipirizinho; Lagoa do Piripiri; Riacho dos Porcos; Lagoa da Porta; Riacho da Prata; Riacho do Rancho; Riacho da Rapadura; Riacho do Recanto; Lagoa do Riacho; Riacho do Roncador; Lagoa do Sal; Lagoa da Salina; Lagoa da Sambaíba; Riacho do Saquinho; Lagoa da Serra; Riacho da Taboca; Riacho do Tabocado; Lagoa do Tabuleiro; Lagoa dos Talos; Riacho do Tamboril; Lagoa do Tamboril; Riacho da Tapera; Lagoa da Tapera; Lagoa do Teiú; Riacho do Teiú; Riacho do Tigre; Riacho dos Tinguis; Riacho da Trovoada; Lagoa da Uíca; Riacho do Vaquejador; Lagoa da Várzea Grande; Lagoa dos Veados; Lagoa do Vento; Riacho da Vereda; Riacho da Volta; Lagoa da Volta. C) Lagoa do Canto; Lagoa de Cima; Lago de Dentro; Riacho da Extrema; Riacho do Meio; Lagoa do Meio; Riachão do Meio. D) Riacho do Cardoso; Riacho do Damião; Riacho dos Fortes; Lagoa da Conceição; Lagoa do Jordão; Riacho da Lavandeira; Lagoa do Macário; Riacho do Mendes; Riacho do Moreira; Riacho do Pinto; Riacho do Pires; Riacho da Nega; Riacho do Surdo; Riacho do Tapuio; Lagoa da Velha; Lagoa do Velho Raimundo. 306 Dos 236 elementos geográficos catalogados, 157, ou 66,5%, apresentam estrutura sintagmática com preposição DE. A distribuição percentual por grupo é a seguinte: grupo A (16 ocorrências, ou 10,2%); grupo B (118 ocorrências, ou 75,2%); grupo C (07 ocorrências, ou 4,5%) e grupo D (16 ocorrências, ou 10,2%). 5.5.2.6 Microrregião de São Raimundo Nonato Do total geral de 397 (trezentos e noventa e sete) elementos geográficos catalogados, seguem-se as ocorrências dos sintagmas toponímicos com preposição DE, as quais estão separadas de acordo com os quatro grupos propostos: A) Riacho do Alegre; Riacho das Almas; Riacho do Amolar; Riacho da Boa Vista; Riacho do Belmonte; Lagoa da Bonita; Riacho do Bonito; Lagoa do Bonsucesso; Riacho do Cabelo de Cuia; Lagoa do Certo; Riacho do Corrente; Lagoa do Encanto; Riacho do Engongo; Riacho da Espaduada; Lagoa do Espírito Santo; Lagoa da Firmeza; Lagoa da Formosa; Riacho do Mansinho; Lagoa da Merela; Lagoa da Mira; Lago do Mundo Novo; Lagoa do Odoro; Lagoa do Pelado; Lagoa do Porroto; Lagoa dos Prazeres; Lagoa das Queimadas; Lagoa de Santo Antônio; Lagoa do São Bento; Riacho do Sossego; Lagoa da Tarde; Lagoa da Tintinha. B) Riacho do Algodão; Riacho das Antas; Riacho do Araçá; Riacho da Arara; Riachinho da Areia; Riacho da Areia; Lagoa do Arroz; Lagoa da Baixa; Riacho da Baixa Funda; Riacho da Baixa Verde; Lagoa do Baixão; Riacho do Baixão; Riacho da Baraúna; Lagoa da Barra; Riacho da Barragem; Lagoa das Barras; Lagoa Barreiro; Riacho da Barriguda; Lagoa da Barrinha; Lagoa do Barro; Lagoa do Besouro; Lagoa da Bezerra; Lagoa do Bode; Lagoa do Boi; Lagoa dos Bois; Riacho dos Bois; Riacho do Boqueirão; Riacho do Brejinho; Riacho do Brejo; Lago do Brejo; Lagoa do Buraco; Riacho do Buriti; Riacho da Cabana; Lagoa das Cabras; Lagoa da Cabrita; Lagoa da Cachorra; Lagoa do Cachorro; Riacho das Cacimbas; Lagoa da Caiçara; Lagoinha dos Cajus; Riacho do Calango; Lagoa do Caldeirão; Lagoa dos Caldeirões; Lagoa do Calumbi; Lagoa do Camaleãozinho; Lagoa do Caminho Salgado; Lagoa do Campo; Lagoa do Campo Largo; Riacho do Canas; Lagoa da Canoa; Lagoa dos Canudos; Lagoa do Capim; Lagoa da Capivara; Lagoa das Capoeiras; Lagoa do Capote; Lagoa do Caracol; Lagoa da Caraíba; Lagoa do Caraíba; Lagoa das Caraíbas; 307 Riacho das Caraíbas; Lagoa da Carnaíba; Riacho da Carnaíba; Lagoa da Carnaúba; Lagoa do Caroá; Riacho dos Carrapichos; Lagoa da Casca; Lagoa das Cascas; Riacho do Castelo; Lagoa dos Cavalos; Lagoa da Cerca; Riacho do Cercadinho; Lagoa da Chapada; Lagoa do Chapéu; Lagoa do Cipó; Lagoa da Cobra; Riacho dos Cocos; Lagoa da Cruz; Lagoa do Cubículo; Lagoa das Cuias; Lagoa do Cumbe; Lagoa dos Cupins; Lagoa dos Currais; Riacho do Deserto; Lagoa da Ema; Lagoa do Espinheiro; Lagoa da Estrada; Riacho do Feijão; Lagoa das Flores; Riacho da Floresta; Lagoa do Fogo; Lagoa do Gambá; Riacho das Gamelas; Lagoa da Gameleira; Riacho da Gameleira; Lagoa da Gangorra; Lagoas das Garapas; Lagoa do Gato; Riacho do Grotão; Lagoa do Guariba; Riacho da Imburana; Lagoa da Ipueira; Riacho do Jirau; Lagoa do Juá; Riacho do Juazeiro; Lagoa da Jurema; Riacho da Lagoa Falsa; Riacho da Lagoinha; Lagoa das Lajes; Riacho das Lajes; Lagoa da Lama; Lagoa do Laranjo; Lagoa do Leite; Riacho da Lima; Riacho do Limoeiro; Riacho dos Macacos; Lagoa dos Macacos; Riacho da Malhada; Lagoa do Mandacaru; Lagoa do Marmeleiro; Lagoa das Marrecas; Riacho das Marrecas; Lagoa do Mato; Lagoinha do Mato; Lagoa do Mel; Lagoa das Melancias; Riacho do Minador; Lagoa do Mocambo; Lagoa do Mocó; Lagoa dos Mocós; Lagoa do Morro do Chapéu; Riacho do Morro do Zabumba; Riacho do Mulungu; Lagoa do Nambí; Riacho do Oiteiro; Riacho do Olho d´Água; Lagoa da Onça; Riacho da Onça; Riacho do Ouricuri; Lagoa de Outra Banda; Lagoa da Patola; Lagoa dos Patos; Lagoa do Paturi; Riacho do Pau Seco; Lagoa do Peba; Lagoa da Pedra, Lagoa da Pedra Vermelha; Lagoa das Pedras; Lagoinha das Pedras; Riacho do Pedregulho; Lagoa da Pedrinha; Lagoa do Peixe; Riacho dos Pilões; Lagoa do Pique; Riacho do Poção; Riacho do Poço; Riacho do Poço da Pedra; Riacho do Poço do Canto; Lagoa das Pombas; Lagoa do Porco; Lagoa dos Porcos; Lagoa da Porta; Lagoa da Porteira; Riacho da Porteira; Lagoa das Porteiras; Riacho do Retiro; Lagoa do Riacho; Riacho da Roça; Riacho do Roncador; Lagoa do Sabiá; Riachinho da Salgada; Lagoa da Salina; Riacho da Sariema; Lagoa da Serra; Riacho da Serra; Lagoa do Serrote; Riacho do Sítio; Riacho do Sumidouro; Lagoa da Sussuapara; Riacho da Sussuarana; Lagoa da Sussurana; Lagoa do Tabão; Lagoa da Taboa; Riacho das Tabocas; Riacho da Tabua; Lagoa do Tabuleiro; Lagoa do Tamanduá; Lagoa do Tamboril; Riacho do Tanque; Lagoa da Tapagem; Lagoa dos Torrões; Riacho das Traíras; Lagoa da Tranqueira; Riacho da Tranqueira; Lagoa do Travessão; Riacho dos Três Tanques; Riacho do Umbuzeiro; Lagoa da Vaca; Lagoa das Vacas; Lagoa das Vacas dos Assis; Lagoa do Vaquejador; Lagoa da Vargem; Lago da Várzea; Riacho da 308 Várzea; Lagoa dos Veados; Lagoa do Vento; Riacho da Vereda; Lagoa da Volta; Riacho da Volta. C) Lagoa do Alto; Riacho do Cantinho; Lagoa do Canto; Riacho do Canto Alegre; Lagoa de Cima; Lagoa de Cima da Serra; Lagoa de Dentro; Lagoa das Extremas; Lagoa de Fora; Riacho do Meio; Lagoa do Meio dos Balduínos; Lagoa do Meio dos Batistas; Riacho da Ponta da Serra. D) Lagoa do Amaro; Lagoa da Anadia; Lagoa do Antoninho; Riacho do Apolinário; Lagoa do Artur; Lagoa do Batista; Lagoa do Berto; Lagoa do Brás; Lagoa do Caboclo; Lagoa do Chico Félix; Riacho da Conceição; Lagoa do Domingo; Lagoa do Ferreira; Lagoa do Germano; Riacho da Graça; Lagoa do Inácio; Lagoa da Isabel; Lagoa do Jerônimo; Lagoa do João; Riacho do João Soares; Lagoa do Joãozinho; Lagoa do Joaquim; Lagoinha do Joaquim Gomes; Lagoa do Leandro; Lagoa dos Lopes; Lagoa do Luís; Lagoinha dos Macários; Lagoa dos Magalhães; Lagoa do Manoel; Lagoa do Manoelzinho; Riacho do Macário; Lagoa dos Martins; Lagoa dos Meninos; Lagoa do Monteiro; Riacho do Moreira; Riacho do Mundico; Lagoa do Nascimento; Lagoinha do Nascimento; Lagoa do Ne; Lagoa do Neco; Lagoa dos Negros; Lagoa do Pompílio; Lagoa do Raimundo; Riacho do Rodrigues; Riacho de Santana; Lagoa da Silvéria; Lagoa do Silvério; Lagoa do Sinhozinho; Lagoa do Soares; Lagoa do Tapuio; Lagoa do Teodoro; Riacho da Trindade; Lagoa do Velho; Lagoa da Venância; Lagoa do Zezinho. Dos 397 elementos geográficos catalogados, 307, ou 77,3%, apresentam estrutura sintagmática com preposição DE. A distribuição percentual por grupo é a seguinte: grupo A (31 ocorrências, ou 10,1%); grupo B (208 ocorrências, ou 67,8%); grupo C (13 ocorrências, ou 4,2%) e grupo D (55 ocorrências, ou 18%). 5.5.3 Considerações sobre o Sintagma preposicionado No que toca à Análise dos dados antigos, observe-se que os percentuais variam de 0% (nenhuma ocorrência) a 17,9% (07 ocorrências), passando por percentuais intermediários de 8,8% (03 ocorrências), de 4,8% (01 ocorrência) e de 10,6% (05 ocorrências). Estas ocorrências, sem regularidade na distribuição pelos grupos, apresentam, em comum, apenas a 309 presença, em todas as fontes antigas, do grupo B, o dos nomes indicadores de ‘denominação’ e de uma possível ‘presencialidade/existencialidade’ do Topônimo. Os dados contemporâneos, com relação ao total geral de Topônimos catalogados, apresentam, se comparados aos dados pretéritos, alta frequência da estrutura preposicionada (prep. DE), o que, per se, justifica a discussão dessa estrutura, como já se disse. Tal frequência se materializa em percentuais que variam do mínimo de 56,3% ao máximo de 77,3%, números bastante elevados, mormente se se leva em conta que o maior percentual das fontes antigas é de 17,9%. Ainda sobre os dados contemporâneos, há que se mencionar os percentuais por meso e microrregiões, o que se faz a seguir. Na mesorregião Sudeste, com as microrregiões de Picos, de Pio IX e do Alto Médio Canindé, os percentuais para cada uma destas, por grupo, são, respectivamente: grupo A (11,9%; 12% e 12,5%); grupo B (73,4%; 73,6% e 72,5%); grupo C (5,5%; 3,3% e 4,6%) e grupo D (9,2%; 12% e 10,6%). Tais percentuais são, como se vê, muito próximos por grupos, ou ainda, as variações de um grupo ao outro não permitem que se chegue a nenhuma conclusão mais pontual sobre os dados dessas microrregiões entre si, a não ser a uma de caráter mais geral, a de que predomina o grupo B, fato que se manterá em todas as outras microrregiões das duas mesorregiões. Tem-se, assim, pois, uma predominância em ordem decrescente do grupo B, A, D e C. Na mesorregião Sudoeste, com as microrregiões do Alto Médio Gurgueia, do Alto Parnaíba Piauiense; de Bertolínia; das Chapadas do extremo sul piauiense; de Floriano e de São Raimundo Nonato, os percentuais para cada uma destas, por grupo, são, respectivamente: grupo A (18,9%; 10,2%; 12,9%; 12,5%, 10,2% e 10,1%); grupo B (63%; 76%; 75%; 68,1%, 75,2% e 67,8%); grupo C (4%; 1,7%; 4,8%; 4,4%, 4,5% e 4,2%); e grupo D (14,2%; 12%; 7,3%; 15%, 10,2% e 18%); Tais percentuais apresentam maior variação entre si e uma ordem de prevalência diferente daquela encontrada para as microrregiões da mesorregião Sudeste. Tem-se, assim, pois, uma predominância em ordem decrescente do grupo B, D, A e C. Quanto ao grupo A da microrregião do Alto Médio Gurgueia, chama atenção o percentual de 18,9% para os Topônimos em que se evidenciam o simples ato de nomeação, donde sobressai o papel semântico de ‘denominação’. Sobre o grupo B, é possível perceber dois grupos de percentuais próximos entre si (63%; 68,1%, e 67,8%) e (76%; 75%; 75,2%). O primeiro grupo compreende, respectivamente, as microrregiões de do Alto Médio Gurgueia; das Chapadas do extremo 310 sul piauiense e de São Raimundo Nonato. Interessante observar que estas três microrregiões são as que se encontram na porção mais sudoeste da mesorregião Sudoeste piauiense, o que parece indicar, como constatação global, um padrão geral descritivo-objetivo, que, dentre todos os outros, apresenta os menores percentuais. O segundo grupo, por sua vez, compreende as microrregiões do Alto Parnaíba Piauiense; de Bertolínia e de Floriano, as quais se localizam na parte mais noroeste da mesorregião Sudoeste piauiense, o que também pode indicar o mesmo padrão geral, um pouco mais descritivo-objetivo do que o primeiro, assim como nas três microrregiões da mesorregião Sudeste (ambos os casos com percentual acima de 70%). Não se pode ignorar, pois, sobre estes dois grupos percentuais, nos quais um é marcadamente menos descritivo-objetivo (o primeiro), que, neste mesmo grupo, sobressai, especificamente para a microrregião do Alto Médio Gurgueia, o percentual de 18,9% para o grupo A, que é justamente o grupo em que se evidencia o traço semântico + subjetividade. Sobre o grupo C, no qual sobressaem os papéis semânticos de ‘denominação’ e ‘espacialidade’, percebe-se que este recurso denominativo é o menos frequente em todas as microrregiões das duas mesorregiões pesquisadas. Sobre o grupo D, no qual sobressaem os papéis semânticos de ‘denominação’ e ‘posse’, cumpre discutir algumas ocorrências da mesorregião Sudoeste, pois é nesta em que se encontram os maiores percentuais, mormente nas microrregiões do Alto Médio Gurgueia; das Chapadas do extremo sul piauiense e de São Raimundo Nonato. Mais uma vez, têm-se microrregiões próximas entre si (na porção mais sudoeste da mesorregião Sudoeste piauiense), o que pode indicar outro possível padrão, agora com a indicação de ‘posse’. Sobre isto, parece oportuno mencionar a observação que Machado (2002, p. 17) faz acerca dos conflitos agrários a partir do século XX: A partir da sexta década do século XX, a ocorrência de conflitos agrários disseminou-se em todo o território piauiense em decorrência do confronto de interesses entre trabalhadores rurais e sem terra e latifundiários ou grupos empresariais, que se apresentam, atualmente, como proprietários de imóveis rurais de origens legítimas. No entanto, a verdade é que, na maioria das vezes, tais imóveis rurais, por ele adquiridos, não passam de extensas áreas de terras públicas devolutas, integrantes do patrimônio imobiliário estadual, incorporadas aos seus patrimônios privados por meio de fraudes e falsificações de documentos, principalmente quando o espaço dos conflitos agrários são os dos municípios das regiões Sul, Sudeste e Sudoeste do Estado do Piauí. (grifos no original) 311 Interessante destacar, antes de mais nada, que tais conflitos agrários são conflitos que visam, em última análise, à posse de fato da terra e, porque não dizer, dos cursos d’águas que margeiam essas terras. Assim sendo, e, levando-se em conta que, nas fontes pretéritas (a última fonte antiga é de 1913), rareiam as estruturas preposicionadas em geral e aquelas indicadoras de posse em particular, talvez seja pertinente levar em consideração a menção feita por Machado ao tempo (sexta década do século XX) e ao espaço (dos municípios das regiões Sul, Sudeste e Sudoeste do Estado do Piauí), pois, no caso do aspecto temporal, talvez seja lícito conjecturar que a preferência pela estrutura preposicionada, dado o baixo percentual nas fontes pretéritas, tenha se dado no lapso de tempo que vai da década de vinte do século passado a década de 60, esta, segundo Machado, a década em que tais conflitos se intensificaram. O aspecto espacial parece corroborar essa preferência pelos sintagmas preposicionados nos quais há indicação de posse, sobretudo porque as três microrregiões com maiores percentuais estão compreendidas no que Machado chama de “regiões Sul, Sudeste e Sudoeste do Estado do Piauí”. Ainda sobre isto, não se deve olvidar que a posse da terra, mormente, nesta parte do Estado, é a posse de poucos, porque o lugar dos grandes latifúndios estaduais, e isso talvez explique o fato de o grupo D não ser nunca o de maior ocorrência entre os quatro grupos propostos. Por fim, e como constatação geral, em relação aos quatro grupos propostos, há uma destruição irregular por eles, de modo que no B está o maior número de ocorrência em todas as microrregiões e no C, o menor número de ocorrências. Em outras palavras, no grupo B, o dos nomes indicadores de ‘denominação’ e de uma possível ‘presencialidade/existencialidade’, os percentuais variam do mínimo de 63% ao máximo de 76%, o que indica que a denominação, feita a partir da estrutura preposicionada, tende a sugerir uma possível presença ou existência (ainda atestada ou não) de elementos físicos (plantas, animais, relevo etc.) ou antrópicos (construções, objetos da cultura material etc.), os quais são expressos nos nomes de lugares (nos Hidrônimos). 314 CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta pesquisa, trabalhou-se com um corpus total de 2881 Hidrônimos, os quais foram divididos em dois tipos de fontes, as pretéritas (de 1697 a 1913) com 176 Hidrônimos; e as contemporâneas (2007) com 2705 Hidrônimos. De posse desse corpus, passou-se, com base em Dick (1992a e 2004), a classificar, em Fichas Toponímicas, tais Hidrônimos, de modo a se buscar um possível painel onomástico para as fontes antigas e as do presente. A fim de direcionar esse objetivo geral, foram estabelecidos outros específicos, dentres os quais, o de verificar a possível correspondência entre áreas fitogeográficas e áreas toponímicas, a partir da ocorrência de alguns Topônimos que pudessem evidenciar biomas e tipos climáticos específicos; o de levantar, com base na cartografia estadual do presente e do passado, formas linguísticas constantes nestas cartas e mapas para, posteriormente, verificar, por exemplo, os casos de variação ortográfica, de mudança fonética, de desparecimento parcial ou total do Topônimo e, por fim, propor ampliação da classificação da taxe dos hidrotopônimos e a revisão da taxe dos numerotopônimos e dos cronotopônimos. Além disso, dada a alta frequência de sintagmas toponímicos com preposição DE, nos dados contemporâneos, buscou-se discutir tais estruturas em correlação com a atribuição de papéis semânticos, o que, por sua vez, permitiu alguns diálogos com a história social. No que toca ao objetivo geral, foi possível constatar que, no caso das fontes pretéritas, as taxes de Natureza Física mais recorrentes, foram a Zoo e Hidro, o que sugere um padrão zoológico e hidrológico para estas primeiras fontes. Na primeira e na segunda fonte do passado, mas já com decréscimo na segunda, foi possível constatar, no caso das taxes de Natureza Antropocultural, a frequência significativa da taxe Hagio. No caso das fontes contemporâneas, predominou, no caso das taxes de Natureza Física, para todas as microrregiões das suas mesorregiões, a taxe Fito, donde já se vê uma mudança de um padrão zoológico e hidrológico das fontes pretéritas para um padrão fitológico das fontes atuais. Ainda sobre as fontes atuais, o comportamento quanto à ocorrência da taxe Hidro, por exemplo, deu-se de modo diverso nas duas mesorregiões e também na mesma mesorregião (Sudoeste). Nesta mesorregião, parece haver dois grupos que se diferem, principalmente quanto à ocorrência da taxe Hidro, ou seja, nas microrregiões mais austriais (Alto Médio Gurgueia, Alto Parnaíba e Chapadas do Extremo Sul), ou ainda, naquelas em que tanto a presença dos grandes cursos d’água é sentida de modo mais marcante, mormente na primeira 313 e na segunda, quanto o regime climático predominante é diverso daquele encontrado na mesorregião Sudeste, a ocorrência da taxe Hidro figura sempre como a segunda mais frequente. Já nas outras três microrregiões da mesorregião Sudoeste (Floriano, Bertolínia e São Raimundo Nonato), a ocorrência da taxe Hidro se assemelha muito mais ao que fora encontrado para as três microrregiões da mesorregião Sudeste (Picos, Pio IX e Alto Médio Canindé), de modo que as microrregiões de Floriano, Bertolínia e São Raimundo Nonato parecem estar em um continuum onomástico, no qual elas estariam como que na transição, entre a mesorregião Sudeste, inserida, predominantemente, no regime do semiárido e no bioma caatinga, e a mesorregião Sudoeste, sobejamente, sob o regime tropical e no bioma cerrado. A ideia de continuum parece ser corroborada ao se tentar a correlação entre área toponímica e área geográfica, o que pôde ser feito justamente pela diversidade de tipos climáticos e biomas das duas mesorregiões. Neste sentido, observou-se a frequência do Topônimo Buriti nas duas mesorregiões estudadas. A observação levou a concluir que, na mesorregião Sudeste, a frequência do Topônimo Buriti é bem menor do que na Sudoeste, na qual, por sua vez, a ocorrência se deu de modo desigual, porque com menor ocorrência nas microrregiões de Floriano, Bertolínia e São Raimundo Nonato (mais próximas geograficamente e toponicamente das três microrregiões da mesorregião Sudeste) do que das microrregiões do Alto Médio Gurgueia, Alto Parnaíba e Chapadas do Extremo Sul, nas quais se econtraram o maior de número de Topônimos com a palavra Buriti. Quanto às formas linguísticas, principalmente as indígenas, que puderam servir de mote para a observação de possíveis variações ortográficas, de mudanças fonéticas, de desparecimento parcial ou total do Topônimo, fez-se uma separação em quatro grupos, aqui de novo reproduzidos: 1) Boroty; Corimataim; Goriba; Peauhy; Itahim; Parahim; Piauhi; Piracuruça;Urussuhi; Parnahyba; Sorobim (variação ortográfica) 2) Itagoera; Inhinhinga; Maratanhaim; Murataham; Pernagoa; Gorogueia; Gorguea; Sambito; (mudança fonética) 3) Itaim Asu; Itaim Merim; Urussuhymirim; Urussuhyaçu de Farinha; (desaparecimento parcial) 4) Mocaitã; Jacarihi; Pacoty; Paranamirim; Inhuçú; Taquarussú (desaparecimento total) 314 Quanto à proposta de ampliação da taxe dos Hidrotopônimos, buscou-se uma subdivisão em subtaxes que permitisse abarcar os casos em que figura, como Topônimo, um adjetivo qualificador, o qual, para ser enquadrado nas subtaxes propostas, deveria indicar, como qualificadores da água, elementos como cromaticidade, salinidade, termalidade, aspectualidade, volume excessivo, volume reduzido, de modo que, assim, foram propostas as seis subtaxes seguintes: 1) Hidro-cromo-topônimo; 2) Hidro-hiper-topônimo; 3) Hidro- hipo-topônimo ; 4) Hidro-termo-topônimo; 5) Hidro-halo-topônimo; 6) Hidro-aspecto- topônimo. Além desta ampliação, propôs-se a revisão das taxes numerotopônimo e cronotopônimo. Adverte-se, no entanto, que tal ampliação e tal revisão são ainda incipientes, o que significa dizer que há a necessidade de se buscar, tanto quanto possível, por meio das pesquisas vindouras, um desejado refinamento classificatório, a fim de que se possa ter um instrumento de classificação sempre o mais confiável possível, o que só se conseguirá, obviamente, a partir de imperativo da revisão e da proposição. Por fim, podem-se mencionar, ainda como proposição desta pesquisa, que se deu a partir da alta frequência do sintagma toponímico preposicionado (DE), os quatro grupos sugeridos para a classificação, com base na atribuição de papéis semânticos, dessas estruturas. Eis os grupos: grupo A (papel semântico de ‘denominação’); grupo B (papéis semânticos de ‘denominação’ e de ‘presencialidade’/ ‘existencialidade’); grupo C (papéis semânticos de ‘denominação’ e de ‘espacialidade’); grupo D (papéis semânticos de ‘denominação’ de ‘posse’). A partir desta proposição, foi possível, por exemplo, conjecturar que a alta frequência de sintagmas toponímicos indicadores de ‘posse’, sobretudo nas microrregiões do Alto Médio Gurgueia; das Chapadas do extremo sul piauiense e de São Raimundo Nonato, talvez tenha correlação com o fato histórico de disputas pela posse das terras, mormente na parte sul do Estado do Piauí, o que, por sua vez, denuncia aspectos ideológicos inerentes a tal disputa e posse. Levando-se em conta as considerações advindas da Análise, tanto dos dados pretéritos quanto dos contemporâneos, faz-se necessário reiterar a importância dos estudos toponímicos para a recuperação e manutenção do modus vivendi de povos que gravaram, nos acidentes físicos e humanos, sua peculiar mundividência/cosmovisão. Tal cosmovisão, sobretudo a partir da Análise de cartas/mapa antigos e mapas contemporâneos, pode ser percebida pela distribuição das taxes de Natureza Física e Antropocultural, as quais podem configurar determinados padrões motivacionais em determinada época, e estes, à luz da História Social, podem sobrelevar aspectos históricos e ideológicos importantes, quando da nomeação dos lugares. Além disso, reitera-se a relevância de estudos regionais como este para o futuro 315 mapeamento onomástico-toponímico do território brasileiro, em suas diversas manifestações regionais e locais. 316 REFERÊNCIAS ABREU, Capistrano de. Caminhos antigos e povoamento do Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. Sociedade Capistrano de Abreu / Liv. Briguet, 1960. AGUILERA, Vanderci de Andrade (org.). A geolingüística no Brasil: caminhos e perspectivas. Londrina: UEL, 1998. ALINEI, Mario. Lingua e dialetti: struttura, storia e geografia. Bologna: Ed. Il Mulino, 1984, pp. 13-21. ALVES, Ieda Maria (org.). A constituição da normalização terminológica no Brasil. São Paulo: USP, 1996. ALVES, Ieda Maria. Neologismo: criação lexical. São Paulo: Ática, 1994. ALVES, Ieda Maria. Questões Epistemológicas e Metodológicas em Terminologia. In: Anais do 1º Encontro Nacional do GT de Lexicologia, Lexicografia e Terminologia da ANPOLL: Recife, 1998. AMARAL, Amadeu. O dialeto caipira. São Paulo: Hucitec, 1976. ANDRADE, Karylleila dos Santos. Atlas toponímico de origem indígena do estado do Tocantis – Projeto ATITO. Tese de Doutorado. USP, 2006. ANJOS, Marcelo Alessandro Limeira dos. A homonímia e a polissemia no dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Dissertação de Mestrado. UFPI, 2006. ANJOS, Marcelo Alessandro Limeira dos. A hidronímia da região sudeste piauiense: primeiras impressões. In: Pelos caminhos da linguagem: diálogos possíveis. Brasília: Ícone Gráfica e Editora, 2010. ANJOS, Marcelo Alessandro Limeira dos e SÁ, Samarina Soares de. As primeiras fazendas de gado do Piauí: um retrato onomástico-toponímico. Disponível em: http://www.revistaicarahy.uff.br/revista/html/numeros/5/dlingua/MARCELO_E_SAMIRA.pd f. Acesso em 19 de janeiro de 2012. ARAGÃO, Maria do Socorro S. A situação da Geografia Lingüística no Brasil. In: Pesquisas lingüísticas em Portugal e no Brasil. Eberhard Gärtner (ed.). Frankfrut am Mam: Vervuert; Madrid: Ibero americana, 1997. ARAÚJO, José Luis Lopes et alii. Atlas escolar do Piauí: geo-histórico e cultural. João Pessoa, PB: Editora Grafset, 2006. ARAÚJO, Joseph Ildefonso de. Atlas linguístico rural da zona da mata de Minas Gerais- Brasil: nomes de doenças agropecuárias e hortaliças. Disponível em: http://www.filologia.org.br/revista/artigo/4(10)9-21. html. Acesso em: 15 jan. 2008. ARNAULD, Antoine e LANCELOT, Claude. Gramática de Port-Royal. Tradução Bruno Fregni Basseto e Henrique Graciano Murachco. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001. BALDINGER, K. Semasiologia e Onomasiologia, in Alfa, 9, FFCL de Marília, 1966, p. 7-36. BALDINGER, K. Teoria Semântica. Madrid, 1970. BAPTISTA, João Gabriel. Geografia física do Piauí. Teresina: CODEPI, 1981. BAPTISTA, João Gabriel. Mapas geohistóricos. Teresina: Projeto Petrônio Portela, 1986. BAPTISTA, João Gabriel. Etnohistória indígena piauiense. Teresina: EDUFPI; APL, 1994. BARBOSA, Maria Aparecida. Lexicologia, lexicografia, terminologia, terminografia: objeto, método, campos de atuação e cooperação. In: Anais do XXXIX Seminário do GEL. Franca, UNIFRAN, p. 182-189, 1991. BARBOSA, Maria Aparecida. Relações de significação nas unidades lexicais. In: Anais do 1º Encontro Nacional do GT de Lexicologia, Lexicografia e Terminologia da ANPOLL. Recife: UFPE, 1998. BASSETO, Bruno Fregni. Elementos de filologia românica: história externa das línguas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001. 317 BENISTE, José. Dicionário Yorubá-Português. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. BENVENISTE, Émile. Problemas de lingüística geral I. São Paulo: Pontes, 2005. BEZERRA, Maria Auxiliadora. A constituição do léxico como objeto de conhecimento. Revista do Gelne, Piauí, v. 11, n. 1, 2009. BÍBLIA SAGRADA. Contendo o Velho e o Novo testamento. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995. BIDERMAN, M.T.C. A Estrutura Mental do Léxico. In: Estudos de Filologia e Lingüística. São Paulo: EDUSP, 1981. BIDERMAN, M.T.C. Dimensões da palavra. In: Filologia e linguística LP. N. 2, São Paulo: Humanitas, FFLCH/USP, 1998. BIDERMAN, M.T.C. Teoria Lingüística: teoria lexical e lingüísitica computacional. São Paulo: Martins Fontes, 2001. BIZZOCCHI, Aldo. Léxico e ideologia na Europa Ocidental. São Paulo: Annablume, 1997. BLIKSTEIN, Izidoro. Kaspar Hauser ou a fabricação da realidade. 9 ed. São Paulo: Cultrix, 2003. BLOOMFIELD, L. A set of postulates for the science of language. In: Language. Nova York: Ronehart and Winston, 1961. 2, 1926, 153-154. BRANDÃO, Tanya Maria Pires. A elite colonial piauiense: família e poder. Teresina: Fundação Cultural Monsenhor Chaves, 1995. BRANDÃO, Wilson. Formação Social. In: Piauí: Formação, Desenvolvimento, Perspectivas. Teresina – PI: Editora FUNDAPI, 1998. BRÉAL, Michel. Ensaio de semântica: ciência das significações. Tradução de Aída Ferras, Eduardo Guimarães, Eleni Jacques Martins e Pedro de Souza. São Paulo: EDUC/Pontes, 1992. BYNON, Theodora. Historical Linguistics. London: CUP, 1977. BYNON, Theodora. Can there Ever be a Prehistorical Linguistics? In:Cambridge Archaeological Journal 5:2. London, 1995, pp.261-265. CABRÉ, M. Tereza. La Terminologia – teoría, metodología y aplicaciones. Barcelona: Editorial Antártida / Empúries, 1993.. CALMON, Pedro. História da civilização brasileira. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1940. CALMON, Pedro. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. CAMARA, J. Mattoso. História e estrutura da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Padrão, 1976. CAMARA, J. Mattoso. Dicionário de lingüística e gramática. Petrópolis: Vozes, 1985. CAMARA, J. Mattoso. Estrutura da língua portuguesa. 37ª ed. Petrópolis: Vozes, 2005. CARDOSO, Armando Levy. Toponímia brasílica. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editôra, 1961. CARDOSO, S. M. A dialectologia no Brasil: perspectivas. In: Lingüistica, ALFAL. São Paulo, UNICAMP, 1999. p.251-272. CARDOSO, Suzana Alice Marcelino. O atlas linguístico do Brasil: uma questão política. Disponível em: http://www.ufpa.br/alipa/atlas_brasil.htm. Acesso em: 10 fev. 2008. CARNEIRO, João Paulo Jeannine Andrade. A morada dos Wapixana: atlas toponímico da região indígena da Serra da Lua – RR. Dissertação de Mestrado. USP, 2007. CARVALHINHOS, Patrícia de Jesus. Onomástica e lexicologia: o léxico toponímico como catalisador e fundo de memória. Estudo de caso: os sociotopônimos de Aveiro (Portugal). REVISTA USP, São Paulo, n. 56, p. 172-179, dezembro/fevereiro 2002-2003. CARVALHINHOS, P. J. Caminho das águas: os hidrotopônimos em Portugal. Revista Estudos Linguísticos XXXII, CC66, 2003. ISSN 14130939. CD ROM. 318 CARVALHINHOS, Patrícia de Jesus. Arcaísmos morfológicos na toponímia de Portugal. Disponível em: http://www.filologia.org.br/xicnlf/4/03.htm. Acesso em 20 de maio de 2009. CARVALHINHOS, Patrícia de Jesus. Estudos de onomástica em língua portuguesa no Brasil: perspectivas para inserção mundial. Disponível em: http://www.fflch.usp.br/dlcv/lport/pdf/slp14/01.pdf. Acesso em 20 de abril de 2011. CARVALHO, Amadeu Ferraz de. Da actual feição da antroponímia portuguesa. In: Biblos: Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1927. CARVALHO, João Renôr F. de. Resistência indígena no Piauí colonial (1718-1774). Imperatriz: Ética, 2005. CARVALHO, Maria Aparecida de. Contribuição para o atlas toponímico do estado de Mato Grosso – Mesorregião Sudeste Mato-grossense. Dissertação de Mestrado. USP, 2010. CARVALHO, Mônica Emmanuelle Ferreira de. Língua e cultura do norte de Minas: a toponímia do município de Montes Claros. Dissertação de Mestrado. FALE/UFMG, 2010. CARVALHO, Mônica Emmanuelle Ferreira de. Língua e cultura no norte de Minas: a toponímia do município de Montes Claros. Dissertação de Mestrado. UFMG, 2010. CARVALHO, Pe. Miguel de. Descrição do sertão piauiense. Teresina: APL; FUNDAC; DETRAN, 2009. CASARES, Julio. Introducción a la lexicografía moderna. Madri: 1969. CASTILHO, Ataliba T. de (coordenação geral); ILARI, Rodolfo e NEVES, Maria Helena de Moura (organizadores). Gramática do português culto falado no Brasil. Campinas: Editora da UNICAMP, 2008. CASTRO, Antônio Alberto Jorge Farias. Comparação florístico-geográfica (Brasil) e fitossociológica (Piauí-São Paulo) de amostras de cerrado. Tese de Doutorado. UFPI, 1994. CHAVES, Joaquim Raimundo Ferreira. O índio no solo piauiense. 3ª ed. F.C.M.C, 1995. COHEN, Maria Antonieta A. Mendonça. A língua do século XVII e a língua contemporânea. In: Anais do XI Encontro Internacional da ALFAL. Las Palmas (Gram Canária): 1996. COHEN, Maria Antonieta A. M. et alii. Filologia Bandeirante. In: Filologia e Lingüística portuguesa. São Paulo: Humanitas Publicações - FFLCH/USP, 1997, p.79-94. COHEN, M. Antonieta A. M., SEABRA, M.C.T.C., MENDES, S.T.P. BTLH – Banco de textos para pesquisa em lingüística história – dados de Barra Longa - MG. In: Filologia Bandeirante. São Paulo: Humanitas Publicações - FFLCH/USP, 1998, p.119-142. COHEN, M. Antonieta A. M. A língua portuguesa no território mineiro: variação lingüística. In: Português: Língua pátria, fator de identidade e resistência. Coleção Lições de Minas. Vol. VIII, Belo Horizonte: Secretaria de Educação de Minas Gerais, 2000. p.45-51. COROMINAS, J. Diccionario crítico etimológico de la lengua castellana. V.II. Madrid: Editorial Gredos, 1990. COSERIU, Eugenio. Tradición y novedad en la ciencia del lenguaje: estudios de historia de la lingüística. Madri: Gredos, 1977. COSERIU, Eugenio. O plural dos nomes próprios. In: Teoria da Linguagem e Lingüística Geral: cinco estudos. Rio de Janeiro: Presença, 1979. p.193-208. COSERIU, Eugenio. El Hombre y su Lenguaje. Madrid: Editorial Gredos,1991. COSERIU, Eugenio. Competencia Lingüística. Madrid: Editorial Gredos, 1998. COSERIU, Eugenio. Lições de Lingüística Geral. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 2004. CUNHA, Antônio Geraldo da. Dicionário histórico das palavras portuguesas de origem Tupi. São Paulo: Melhoramentos, 1999. CUNHA, Antônio Geraldo da. Dicionário etimológico nova fronteira da língua portuguesa. 2 a . ed. 14ª impressão Rio de Janeiro: 2001. CUNHA, Celso F. Língua portuguesa e realidade brasileira. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976. DAUZAT, A. La géographie linguistique. Paris: Flammarion, 1922. 319 DAUZAT, A. La toponymie française.Paris: Payot,1939. DAUZAT, A. Les noms de lieux. Paris: Delagrave,1939. DAUZAT, A. Dictionnaire Étymologique des noms de famille et prénoms de france. Paris: Larousse, 1951. DIAS, Claudete Maria Miranda Dias. Povoamento e despovoamento (da Pré-História à Sociedade Escravista colonial). In: História e Historiografia. Recife – PE: Editora Bagaço, 2006. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Aspectos genéricos da toponímia indígena Brasileira e sua Distribuição Lingüística. In.: Boletim Bibliográfico da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo: v.42, p.45-58, 1981. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Origens históricas da toponímia brasileira. Os Nomes Transplantados. In.: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros. São Paulo: v.24, p.75- 96, 1982. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A Litotoponímia no Brasil. In.: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros. São Paulo: v. 26, p.65-72, 1986. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Toponímia e Cultura. In.: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros. São Paulo: 1987. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Toponímia e Imigração no Brasil. In.: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros. São Paulo: v.29, p.83-92, 1988. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A Motivação Toponímica e a Realidade Brasileira. São Paulo: Governo do Estado de São Paulo. Edições Arquivo do Estado, 1990a. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A Motivação Toponímica: Princípios teóricos e Modelos Taxionômicos. São Paulo: FFLCH/USP, 1990b. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A morfologia do signo toponímico. In.: XLIII Reunião Anual da SBPC, Rio de Janeiro: p. 370-371, 1991. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Toponímia e Antroponímia no Brasil: coletânea de Estudos. 2. ed. São Paulo: FFLCH/USP, 1992a. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A Documentação em Toponímia. In.: Grupo de Estudos Lingüísticos, Anais dos Seminários do GEL. Jaú: v.1, p.44-51,1992b. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Memória Paulistana: os Antropônimos Quinhentistas na Vila de São Paulo do Campo. In.: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo: USP, v.33, p.112-113, 1992c. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. O Léxico Toponímico: Marcadores e Recorrências Lingüísticas. Um Estudo de Caso: a Toponímia do Maranhão. In.: Revista Brasileira de Lingüística, 8/1, p.59-67, 1995. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Atlas Toponímico: Um Estudo de Caso. In: Acta Semiótica et Linguistca. SBPL-SP: Editora Plêiade, v.6, p.27-43, 1996a. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A Dinâmica dos Nomes na Cidade de São Paulo: 1554-1897. São Paulo: Annablume, 1996b. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A Projeção Léxico-Cultural na Onomástica Brasileira. In.: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo: p. 161-173, 1996c. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A Construção do Texto Onomástico: Escritura e Oralidade. São Paulo. In.: Anais da XLVIII Reunião Anual da SBPC, p.158-159, 1997. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Significação Hiperonímica e Hiponímica nas Práticas Onomásticas. In.: Anais do I Encontro Nacional do GT de Lexicologia, Lexicografia e Terminologia da ANPOLL. Recife, Faculdade de Letras, UFPE, p. 41-61, 1998a. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. O Sistema Onomástico: Bases Lexicais e Terminológicas, Produção e Freqüência. In: As Ciências do Léxico: Lexicologia, Lexicografia, Terminologia. Campo Grande: Ed. UFMS, p.77-88, 1998b. 320 DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Atlas Toponímico: um Estudo Dialetológico. In.: Revista Philologus. Rio de Janeiro: v.10, p.61-69, 1998c. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Os Nomes como Marcadores Ideológicos. In: Acta Semiótica et Lingvistca. SBPL-SP, Editora Plêiade, v.7, p.97-122, 1998d. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Métodos e Questões Terminológicas na Onomástica. Estudo de caso: O Atlas Toponímico do Estado de São Paulo. In: Investigações Lingüísticas e Teoria Literária. Recife, UFPE: v.9, p.119-148, 1999. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Interrelação Léxico e Cultura na América Indígena: Estudo de Caso. In.: Acta Semiótica et Lingüística (SBPL). São Paulo, v. 8, Ed. Plêiade, p.295-309, 2000a. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. A Investigação Lingüística na Onomástica Brasileira. In.: Estudos de Gramática portuguesa III. Frankfurt am Main, v. III, p.217-239, 2000b. DICK, Maria Vicentina de P. A., SEABRA, Maria Cândida T. C. Caminho das Águas, Povos dos Rios: Uma Visão Etnolingüística da Toponímia Brasileira. In: Anais do V Congresso Nacional de Lingüística e Filologia. Rio de Janeiro: v.5, UERJ, p.64-91, 2002. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Rede de conhecimento e campo lexical: Hidrônimos e Hidrotopônimos na onomástica brasileira. In: As Ciências do Léxico: Lexicologia, Lexicografia, Terminologia. Campo Grande: Ed. UFMS, p.121-130, 2004. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Aspectos de etnolinguística: a toponímia carioca e paulistana contrastes e confrontos. Disponível em: http://www.filologia.org.br/anais/anais%20iv/civ10_123-141. html. Acesso em: 10 fev. 2008a. DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral. Atlas toponímico do Brasil: teoria e prática II. Paraná, 2007. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/trama/article/view/965. Acesso em: 10 fev. 2008b. DIEGUES JÚNIOR, Manuel. Regiões Culturais do Brasil. Rio de Janeiro: Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, 1960. DRUMOND, Carlos. Contribuição do bororo à toponímia brasílica. São Paulo: 1965. DUBOIS, J. et alii. Dicionário de Linguística. São Paulo. 10 a . ed. Trad. Frederico Pessoa de Barros, Gesuína Domenica Ferretti, Dr. John Robert Schmitz, Dra. Scliar Cabral, Maria Elizabeth Leuba Salum, Valter Khedi. 1998. DURANTI, Alessandro. Antropología Linguística. Madrid: Cambridge University Press, 2000. ECO, Umberto. Obra aberta. São Paulo: Perspectiva, 1968. ECO, Umberto. A busca da língua perfeita. São Paulo: EDUSC, 2002. ELIA, Sílvio. A unidade lingüística no Brasil. Rio de Janeiro: Padrão, 1979. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2000. FAZZIO, Gisela Felix de. Estudo toponímico do município de Promissão (SP): a cidade e as ruas. Dissertação de Mestrado. USP: 2008. FERNANDES, Xavier. Topónimos e gentílicos. Primeiro Volume. Porto: EDITÔRA EDUCAÇÃO NACIONAL, L. DA , 1941. FERREIRA, A. B. de H. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, Versão 5.0, Curitiba: Editora Positivo, 2004. FERREIRA, Carlota et alii. Diversidade do português do Brasil: estudos de dialectologia rural e outros. Salvador: CED da UFBA, 1988. FERRONHA, António Luís (org.). Atlas da Língua portuguesa na história e no mundo. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1992. FRANCHETTO, Bruna e LEITE, Yonne. Origens da linguagem. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. 321 FRANCISQUINI, I. de A. O nome e o lugar: uma proposta de estudos toponímicos da microrregião de Paranaval. Londrina, 1998. Dissertação (Mestrado) - UEL. FRANCO, Francisco de Assis Carvalho. Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil. São Paulo: Comissão do IV Centenário da Cidade de São Paulo, 1953. FREIRE, Laudelino. Grande e novíssimo dicionário da língua portuguesa. Porto Alegre: Livraria José Olympio Editora, 1954. FUNDAÇÃO MUSEU DO HOMEM AMERICANO. Disponível em: http://www.fumdham.org.br/parque.asp. Acesso em: 05 de maio de 2011. FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2004. GARMADI, Juliette. Introdução à socio-lingüística. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1983. GECKELER, Horst. Semántica Estrutural y Teoría del Campo Léxico. Madrid, Editorial Gredos,1994. GONÇALVES, Rodrigo Tadeu e CONTO, de Luana. Prisciano e a história da gramática: considerações acerca da sintaxe e da morfologia. REVISTA ELETRÔNICA ANTIGUIDADE ISSN 1983 7614 – Nº 005/Semestre I/ 2010/pp. 85-99. GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ. SECRETARIA DE PLANEJAMENTO. FUNDAÇÃO CENTRO DE PESQUISAS ECONÔMICAS E SOCIAIS DO PIAUÍ (CEPRO). Piauí visão sumária. 5ª edição, Teresina, 1992. GREGÓRIO, José. Contribuição indígena do Brasil: lendas e tradições – usos e costumes – fauna e flora – língua – raízes – toponímia – vocabulário. Vol. I. Belo Horizonte: UNIÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO E ENSINO: s/d. GREGÓRIO, José. Contribuição indígena do Brasil: lendas e tradições – usos e costumes – fauna e flora – língua – raízes – toponímia – vocabulário. Vol. II. Belo Horizonte: UNIÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO E ENSINO: s/d. GREGÓRIO, José. Contribuição indígena do Brasil: lendas e tradições – usos e costumes – fauna e flora – língua – raízes – toponímia – vocabulário. Vol. III. Belo Horizonte: UNIÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO E ENSINO: s/d. GUÉRIOS, Rosário Farâni Mansur. Dicionário etimológico de nomes e sobrenomes. São Paulo: EDITORA AVE MARIA LTDA, 1981. GUERRA, Antônio Teixeira e GUERRA, Antônio José Teixeira. Novo dicionário geológico- geomorfológico. - 9ª ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. GUIRAUD, Pierre. A semântica. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1972. HENRIQUES, Claudio Cezar e PEREIRA, Maria Teresa Gonçalves (orgs.). Língua e transdisciplinaridade: rumos, conexões, sentidos. São Paulo: Contexto, 2002. HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. Estudo e Tradução de Jaa Torrano. 3ª edição. Biblioteca Pólen, 1995. HEYWOOD, Linda M (org.). Diáspora negra no Brasil.São Paulo: Contexto: 2008. HJELMSLEV, Louis. Prolegômenos a uma teoria da linguagem. São Paulo: Editora Perspectiva, 1975. HOLANDA, Sérgio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira. 7. ed. São Paulo: Difel, 1985. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995a. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995b. HOLANDA FERREIRA, Aurélio Buarque. Novo Dicionário. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. HOUAISS, Antônio. O português no Brasil. Rio de Janeiro: Revan, 1992. 322 HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles e MELLO, Francisco Manoel de. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2002. HYMES, Dell. Language in Culture and Society. A Reader in Linguistics and Anthropology. New York: Harper and Row, 1964. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/. Acesso em: 20 de janeiro de 2010. IORDAN, Iorgu. Introdução à lingüística românica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1982. ISQUERDO, Aparecida Negri. O fato lingüístico como recorte da realidade sócio-cultural. São Paulo: 1996. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista. ISQUERDO, Aparecida Negri e KRIEGER, Maria da Graça (org.). As ciências do léxico: lexicologia, lexicografia, terminologia. Volume II. Campo Grande (MS): Ed. UFMS: 2004. ISQUERDO, Aparecida Negri e ALVES, Ieda Maria (org.). As ciências do léxico: lexicologia, lexicografia, terminologia. Volume III. Campo Grande (MS): Ed. UFMS; São Paulo: Humanitas, 2007. ISQUERDO, Aparecida Negri. Estudos gelinguísticos e dialetais sobre o português: Brasil- Portugal. Campo Grande (MS): Ed. UFMS, 2008. ISQUERDO, Aparecida Negri e FINATTO, Maria José Bocorny (org.). As ciências do léxico: lexicologia, lexicografia, terminologia. Volume IV. Campo Grande (MS): Ed. UFMS; Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2010. ISQUERDO, APARECIDA NEGRI e SEABRA, Maria Cândida Trindade Costa de. Apontamentos sobre hidronímia e hidrotoponímia na fronteira entre os estados de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. In: Aparecida Negri Isquerdo; Lídia Almeida Barros. (Orgs.). As Ciências do Léxico: lexicologia, Lexicografia e Terminologia. 1 ed. Campo Grande - MS: EDUFMS, 2010, v. V, p. 79-99. LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 2000. LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 24 ed., [reimpr.]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009. LEITE DE VASCONCELLOS, J. Antroponímia portuguesa. Lisboa: Imprensa Nacional, 1928b. LEITE DE VASCONCELLOS, J. Estudos de Philologia Mirandesa. Lisboa: Imprensa Nacional, 1901. LEITE DE VASCONCELLOS, J. Opúsculos. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1928a. LÉVI-STRAUSS, Claude. Structural Anthropology. Nova York: Basic Books, 1963. LEVY CARDOSO, Armando. Toponímia brasílica. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1961. LILLO, Mario Bernales. Em busca de los nombres: toponímia indigena e hispánica. Temuco: Ediciones Universidad de la Frontera, 2002. LIMA, I. A. de. A motivação religiosa dos topônimos paranaenses. In: Estudos linguísticos – XLV Seminário do GEL. Campinas: UNICAMP,1997. LIMA, Edilene Coffaci de. A onomástica katukina é pano?. Rev. Antropol. [online]. 1997, vol.40, n.2, pp. 07-30. ISSN 0034-7701. doi: 10.1590/S0034-77011997000200001. LOPES, Divenia Maria. São João Batista do Glória: estudo dos topônimos das regiões, microrregiões e da zona rural. Dissertação de Mestrado. USP: 2008. LOPES, Edward. Fundamentos da lingüística contemporânea. São Paulo: Cultrix, 1975. LORENZI, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Vol. 1. 5. Ed. São Paulo: Instituto Plantarum, 2008. LYONS, J. Semântica. Lisboa: Editorial Presença/ Martins Fontes, 1977. LYONS, John. Introdução à lingüística teórica. São Paulo: EDUSP, 1979. LYONS, John. Língua(gem) e lingüística: uma introdução. Rio de Janeiro: LTC, 1987. 323 MACHADO Paulo Henrique Couto. As trilhas da morte: extermínio e espoliação das nações indígenas na região da bacia hidrográfica parnaibana piauiense. Teresina: Corisco, 2002. MAGALHÃES, Basílio de. Expansão geográfica do Brasil colonial. São Paulo: CNL, 1935. MAPAS DOS MUNICÍPIOS PIAUIENSES. Disponível em: ftp://geoftp.ibge.gov.br/MME2007/PI/. Acesso em 15 de maio de 2010. MARTINET, A. Elementos de linguística geral. Lisboa: Sá da Costa, 1963. MARTINS, Agenor de Sousa. Piauí: evolução, realidade e desenvolvimento. Teresina: Fundação CEPRO, 2002. MATORÉ, G. La méthode en lexicologie. Domaine français. Paris: Didier, 1953. MATTOS, Regiane Augusto de. História e cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2007. MENDES, Letícia Rodrigues Guimarães. Hidronímia da região do Rio das Velhas: de Ouro Preto ao Sumidouro. Dissertação de Mestrado. FALE/UFMG, 2009. MENEZES, Joara Maria de Campos. O léxico toponímico nos domínios de Dona Joaquina de Pompéu. Dissertação de Mestrado. FALE/UFMG, 2009. MOREIRA, Hélio Costa. A toponímia paranaense na rota dos tropeiros: caminho das missões e estrada de Palmas. Dissertação de Mestrado. UEL, 2006. MOTT, Luiz. Piauí Colonial: população, economia e sociedade. Teresina: FUNDAC - Coleção Grandes Textos, 2010. MOUNIN, Georges. Historia de la lingüística: desde los orígenes al siglo XX. Madri: Editorial Gredos, 1968. NEVES, Maria Helena de Moura. Gramática de usos do português. São Paulo: Editora UNESP, 2000. NOLL, Volker e DIETRICH, Wolf (orgs.). O português e o tupi no Brasil. São Paulo: Contexto, 2010. NOLL, Volker. O português brasileiro: formação e contrastes. Tradução de Mário Eduardo Viaro. São Paulo: Globo, 2008. NUNES, Célis Portella e ABREU, Irlane Gonçalves de. In.: Piauí: Formação, Desenvolvimento, Perspectivas. Teresina – PI: Editora FUNDAPI, 1998. NUNES, Odilon. Pesquisas para a história do Piauí. Volume I. Teresina: FUNDAPI, Fund. Mons. Chaves, 2007. O ATLAS DAS LÍNGUAS : a origem e a evolução das Línguas no Mundo. Lisboa : Editorial Estampa, 2002. OLIVEIRA, A. M. P. P. e ISQUERDO, Aparecida Negri. (org.). As ciências do léxico: lexicologia, lexicografia, terminologia. 2 ed. Campo Grande (MS): Ed. UFMS, 2001. OLIVEIRA, Carlos Eduardo de. Iconicidade toponímica na Chapada Diamantina: estudo de caso. Dissertação de Mestrado. USP, 2008. OLIVEIRA, Fernão de. Gramática da Lingoagem portuguesa (1536). Lisboa: Academia de Ciências Humanas, 2000. PENA, S.D.J. (org.) Homo Brasilis: aspectos genéticos, lingüísticos, históricos e socioantropológicos da formação do povo brasileiro. São Paulo: FUNPEC, 2002. PEREIRA, Maria Teresa G. (org.). Língua e linguagem em questão. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1997. PEREIRA, Renato Rodrigues. A toponímia de Goiás: em busca da descrição de nomes de lugares de municípios do sul goiano. Dissertação de Mestrado. UFMS, 2009. PESSOA DE CASTRO, Y. Falares africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro. Rio de Janeiro: Topbooks, 2001. PETTER, Margarida. Linguagem, língua e linguística. In: FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à linguística teórica – I. objetos teóricos. 5 ed. São Paulo: Contexto, 2006, pp. 11- 24. 324 PIQUÉ, Jorge Ferro. Linguagem e realidade: uma análise do Crátilo de Platão. Revista Letras, nº 46, 1996. p. 171 – 182. PLATÃO. Crátilo. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: Editora da Universidade Federal do Pará, 1988. PLATÃO. Crátilo. Tradução de Maria José Figueiredo. Lisboa: INSTITUTO PIAGET, 2001. RAIMUNDO, Jacques. Influência do tupi no português. Rio de Janeiro: MENDONÇA, MACHADO & C. Editores: 1926. RAIMUNDO, Jacques. O elemento afro-negro na língua portuguesa. Rio de Janeiro: Renascença Editora: 1933. RAMOS, Jânia Martins e ALKMIM, Mônica A. (orgs.). Para a história do português brasileiro. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2007. Vol. V.. RIBEIRO, Berta. O índio na história do Brasil. São Paulo: Global, 2009. RIBEIRO, Gisele Aparecida. O vocabulário rural de Passos/MG: um estudo linguístico nos Sertões do Jacuhy. Dissertação de Mestrado. FALE/UFMG, 2010. ROBINS, R.H. Pequena história da lingüística. Rio de janeiro: Ao livro técnico, 1983. RODRIGUES, Aryon Dall’igna. Línguas brasileiras: para o conhecimento das línguas indígenas. São Paulo: Edições Loyola, 2002. RODRIGUES, Joselina Lima Pereira. Geografia e história do Piauí: estudos regionais. Editora: Halley, 2007. SAID ALI, M. Gramática histórica da língua portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 2001. SAMPAIO, Teodoro. O tupi na geografia nacional. 5. ed. São Paulo, 1987. SANTOS NETO, Antônio Fonseca dos. A organização universitária e suas interfaces com as estruturas de poder no Piauí. Dissertação de Mestrado. UFPI, 1998. SANTOS, Florisvaldo Fernandes dos. Estudo toponímico do município de Barra das Garças, microrregião do Médio Araguaia, Mato Grosso: contribuição para o atlas toponímico de Mato Grosso. Dissertação de Mestrado. USP, 2005. SAPIR, E. Língua e ambiente. Trad. J. Mattoso Camara Jr. Linguística como ciência: ensaios. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica, 1969. SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de lingüística geral. 12. ed. São Paulo: Cultrix, 1972. SEABRA, Maria Cândida Trindade Costa de. A língua portuguesa em território mineiro: contribuição do clero. In.: XII Congresso Internacional da ALFAL. Santiago (Chile): 1999. SEABRA, Maria Cândida Trindade Costa de. A rota das bandeiras no Estado de Minas Gerais: a região do Carmo. In: Filologia Bandeirante. Estudos 1. São Paulo, Humanitas, 2000a, p.107-112. SEABRA, Maria Cândida Trindade Costa de. Arquivos culturais: a importância do mundo da escrita. In: Caderno de Resumos do I Simpósio de Língua e Literatura da UFV. Viçosa, 2000b, p.32. SEABRA, Maria Cândida Trindade Costa de, GUIMARÃES, M. Nazaré S. S. Léxico e subjetividade: uma análise da linguagem jornalística. In: Livro de Resumos do VI Congresso Brasileiro de Lingüística Aplicada. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2001, p.195. SEABRA, Maria Cândida Trindade Costa de. Filologia Bandeirante em Minas Gerais: Questões sócio-históricas da região de Barra Longa. In: Livro de Resumos, II Congresso Internacional da ABRALIN. Fortaleza: UFC, 2001. p.333. SEABRA, Maria Cândida T. C. de. A formação e a fixação da língua portuguesa em Minas Gerais: a Toponímia da Região do Carmo. Tese de Doutorado. FALE/UFMG, 2004. SEABRA, Maria Cândida Trindade Costa de. (org.). Estudos do léxico. FALE/UFMG, 2006, v.1.64. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2001. SILVEIRA BUENO, F. Vocabulário Tupi-Guarani Português. São Paulo: Brasilivros, 1984. 325 SOUSA, Alexandre Melo de. Projeto atlas toponímico da amazônia ocidental brasileira: notícias. Disponível em: http://www.scribd.com/doc/464462/PROJETO-ATLAS- TOPONIMICO-DA AMAZONIA-OCIDENTAL-BRASILEIRA-NOTICIAS. Acesso em: 25 de fev. 2008. SOUZA, Álvaro José de. Geografia Lingüística: dominação e liberdade. São Paulo: Contexto, 1991. SOUZA, Bernardino José de Souza. Dicionário da terra e da gente do Brasil. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2004. SOUZA, Vander Lúcio de. Caminho do boi, caminho do homem: o léxico de águas vermelhas – Norte de Minas. Dissertação de Mestrado. FALE/UFMG, 2008. SPINA, S. História da língua portuguesa. Segunda metade do séc. XVI e séc. XVII. São Paulo: Ática, 1987. SPINA, Segismundo (org.). História da língua portuguesa. São Paulo: Ateliê Editorial, 2008. TAVARES, Marineide Cassuci. Estudo toponímico da região centro-norte de Mato Grosso do Sul: o desvendar de uma história. Dissertação de Mestrado. UFMS, 2005. TIZIO, Iberê Luiz de. Santo André. A causa toponímica na denominação dos seus bairros. Tese de Doutorado. USP, 2009. ULLMANN, Stephen. Semântica: uma introdução à ciência do significado. Tradução de J.A. Osório Mateus. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1964. VASCONCELOS, José Leite de. Antroponímia Portuguesa. Lisboa: Imprensa Nacional, 1928. VIARO, Mário Eduardo. Etimologia. São Paulo: Contexto, 2011. VIDOS, B.E. Manual de lingüística românica. Rio de Janeiro: Eduerj, 1996. VIEIRA, Zara Peixoto. O reflexo da memória social na toponímia: o espontâneo e o popular. Disponível em: http://www.filologia.org.br/vcnlf/anais%20v/civ2_13.htm. Acesso em: 25 de fev. 2008. VILELA, Mário. Estudos de lexicologia do português. Coimbra: Almedina, 1994. WARTBURG, Walther Von. Problemas e métodos da lingüística. Tradução de Maria Elisa Mascarenhas da versão francesa de Pierre Maillard. São Paulo: DIFEL, 1975. WEHLING, Arno e WEHLING, Maria José C.M. Formação do Brasil colonial. 2 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. WEINREICH, Uriel; LABOV, William e HERZOG, Marvin I. Fundamentos empíricos para uma teoria da mudança linguística. Tradução Marcos Bagno; revisão técnica Carlos Alberto Faraco. São Paulo: Parábola Editorial, 2006. ZAMARIANO, Márcia. Estudo toponímico no espaço geográfico das mesorregiões paranaenses: metropolitana de Curitiba, centro-oriental e norte pioneiro. Tese de Doutorado. UEL, 2010. ZANOTTO, Normelio. Estrutura mórfica da língua portuguesa. 5. ed. rev. Rio de Janeiro: Lucerna; Caxias do Sul: Educs, 2006. 326 ÍNDICE DE NOMES A Alinei (1984) pp. 54/55/56 Araújo et alii (2006) pp. 83/84/94/95 Arnauld e Lancelot (2001) p. 58 B Baptista (1981) pp. 92/129/144/145/146/147/149/150/151/152/165/171/173/180/181/184/187/188/192/196/200/2 01/202/207/215/231/237 Baptista (1986) pp. 124/125/126/127/129 Baptista (1994) pp. 107/108/109/110/152/257 Basseto (2001) p. 43 Beniste (2011) p. 117 Benveniste (2005) p. 49 Bezerra (2009) p. 71 Biderman (1981) p. 74 Biderman (1998) p. 54/73 Biderman (2001) pp. 41/72/73 Blikstein (2003) pp. 51/52/53 Bloomfield (1961) p. 72 Brandão (1995) p. 97 Brandão (1998) pp. 96/98/100 Bréal (1992) p. 37/58 327 C Camara Júnior (2005) p. 72 Cardoso (1961) p. 47/117/151/231 Carvalhinhos (2002/2003) pp. 41/42 Carvalhinhos (2011) p. 44 Carvalho (2009) p. 29/109 Casares (1969) p. 70 Castro (1994) p. 215 Chaves (1995) pp. 81/105/106 Coseriu (2004) p. 36 Cunha (1999) pp. 116/117 Cunha (2001) pp. 39/43/91 D Dauzat (1939) pp. 44/62/95/96 Dick (1990a) pp. 56/65/67 Dick (1992a) pp. 28/29/31/47/60/61/63/64/68/69/70/91/112/113/312 Dick (1998d) p. 122 Dick (1999) p. 40 Dick (2004) pp. 31/91/115/312 Dick (2007) p. 67 Dick (2008b) p. 112 Dick e Seabra (2002) p. 57 Diegues Júnior (1960) pp. 70/75/76/77/257 Drumond (1965) p. 47/117 328 Dubois et alii (1998) p. 40 Duranti (2000) pp. 70/74 E Eco (2002) p. 34 F Fernandes (1941) pp. 45/46/91 Ferreira (2004) p. 91 Fiorin (2006) p. 50 Francheto e Leite (2004) p. 34 Francisquini (1998) p. 64 Franco (1953) p. 105 Furtado (2004) p. 96 G Gonçalves e Conto (2010) p. 58 Guiraud (1972) pp. 50/51/54 H Hesíodo (1995) p. 33 Hjelmslev (1975) pp. 49/50 Holanda (1995a) p. 103 Houaiss (1992) p. 104/116 329 I Iordan (1982) p. 38 Isquerdo (1996) p. 64 Isquerdo e Seabra (2010) p. 92 J Jacques Raimundo (1926) p. 117/140 Jacques Raimundo (1933) p. 117/185 L Lillo (2002) p. 46 Lima (1997) p. 38/64 Lopes (1975) p. 71 Lorenzi (2008) pp. 152/159/215 M Machado (2002) pp. 99/101/107/310 Martinet (1963) p. 72 Martins (2002) p. 97 Matoré (1953)pp. 70/74 Mott (2010) p. 97 Mounin (1968) pp. 35/36 330 N Neves (2000) p. 61 Nunes e Abreu (1998) p. 97 P Petter (2006) p. 35 Platão (1988/2001) pp. 35/36 R Ribeiro (2009) pp. 102/106 Robins (1983) p. 37 Rodrigues (2002) p. 118 S Sampaio (1987) pp. 47/103/129/130/132/137/156/159/162/173/176/179/180/190/201/237 Santos Neto (1998) pp. 98/100 Sapir (1969) p. 73 Saussure (1972) p. 49 Seabra (2004) pp. 39/40/72/187 Silveira Bueno (1984) pp. 79/102/117/129/138/145/201 Souza (2004) pp. 132/137/140/141/142/143/146/147/151/154/157/158/161/167/168/175/176/185/194/197/204/ 210/216/231/235/241 U Ullmann (1964) p. 58 331 V Vasconcelos (1928) p. 45 Viaro (2011) p. 127 w Wehling e Wehling (1999) p. 103 z Zamariano (2010) pp. 57/58 Zanotto (2006) p. 119