Caracterização das preceptoras da Residência em Enfermagem Obstétrica em um hospital universitário de Minas Gerais
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Primeiro orientador
Membros da banca
por Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá
Walkiria Fernandes Camilo Ferreira
Walkiria Fernandes Camilo Ferreira
Resumo
Introdução: A mortalidade materna permanece um desafio crítico para a saúde pública brasileira, evidenciando disparidades raciais e sociais. Nesse contexto, a atuação da enfermagem obstétrica, fortalecida por programas de formação em serviço como a Residência em Enfermagem Obstétrica, surge como estratégia para a humanização do parto e redução de desfechos negativos. Contudo, a eficácia dessa formação depende diretamente da qualidade da preceptoria, que muitas vezes carece de suporte pedagógico formal. Objetivo: Caracterizar o perfil sociodemográfico, de formação e atuação profissional da preceptoria de uma Residência em Enfermagem Obstétrica em um hospital universitário de Minas Gerais. Metodologia: Estudo descritivo, transversal, de abordagem quantitativa, realizado com 13 enfermeiras preceptoras. A coleta de dados ocorreu via plataforma REDCap e os resultados foram analisados por estatística descritiva (frequência simples e percentual). Resultados: Houve predominância do gênero feminino, faixa etária entre 35 e 44 anos e autodeclaração de raça/cor pretos e pardos. Quanto à formação, 84,6% possuem mais de 10 anos de graduados e obtiveram o título de especialista via curso de especialização convencional. Verificou-se alto investimento em educação continuada, porém baixa inserção em atividades docentes formais e em associações profissionais. A maioria possui vínculo único e atua na preceptoria há mais de 6 anos. Discussão: O perfil indica profissionais com sólida experiência assistencial e estabilidade laboral, o que favorece a transmissão de competências clínicas. Entretanto, a predominância de títulos de pós-graduação tradicionais em detrimento da modalidade residência, somada à baixa participação em instâncias pedagógicas e políticas, sugere que a preceptoria ainda é exercida de forma empírica e subordinada às demandas assistenciais, carecendo de institucionalização como prática educativa. Considerações Finais: O estudo aponta que a preceptoria é sustentada pela maturidade profissional dos enfermeiros, mas enfrenta limites estruturais. Conclui-se ser necessária a implementação de estratégias de qualificação pedagógica e valorização do papel do preceptor para fortalecer o papel formativo e a potência desses profissionais no âmbito do SUS.
Abstract
Assunto
Estudos Transversais, Preceptoria, Corpo Docente de Enfermagem, Educação de Pós-Graduação em Enfermagem, Enfermeiras e Enfermeiros, Enfermagem Obstétrica, Educação em Enfermagem, Inquéritos e Questionários, Internato e Residência, Competência Clínica, Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde, Sistema Único de Saúde, Estudantes de Enfermagem, Quartos de Pacientes
Palavras-chave
Enfermagem Obstétrica, Preceptoria, Educação em Saúde, Residência em Enfermagem, Recursos Humanos em Saúde