UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Escola de Educação Básica e Profissional Centro Pedagógico Curso de Especialização em Tecnologias Digitais e Educação 3.0 Jaqueline Alves Silva Soares SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS, DIVERSIDADE E PROTAGONISMO INFANTIL: uma proposta de uso das tecnologias digitais na escola Belo Horizonte 2019 Jaqueline Alves Silva Soares SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS, DIVERSIDADE E PROTAGONISMO INFANTIL: uma proposta de uso das tecnologias digitais na escola Versão final Monografia de especialização apresentada à Escola de Educação Básica e Profissional, Centro Pedagógico, como requisito parcial à obtenção do título de Especialista em Tecnologias Ditais e Educação 3.0. Orientador: Santer Alvares de Matos Belo Horizonte 2019 CIP – Catalogação na publicação S676s Soares, Jaqueline Alves Silva Sequências didáticas, diversidade e protagonismo infantil: uma proposta de uso das tecnologias digitais na escola / Jaqueline Alves Silva Soares - Belo Horizonte, 2019. 84 f. il. color.; enc. Monografia (Especialização): Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Educação Básica e Profissional, Centro Pedagógico, Belo Horizonte, 2019. Orientador: Santer Alvares de Matos Inclui bibliografia. 1. Tecnologias digitais. 2. Sequências didáticas – Material didático. 3. Inclusão em educação. I. Título. II. Matos, Santer Alvares de. III. Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Educação Básica e Profissional, Centro Pedagógico. CDD: 371.334 CDU: 37.02 Elaborada por: Biblioteca do Centro Pedagógico/EBAP/UFMG Danielle Teixeira de Oliveira – CRB-6: 3516 Aos meus anjos, Miguel e Gabriel, por me inspirarem a alcançar meus sonhos. A Daniel, meu esposo e cúmplice de todas as minhas realizações. AGRADECIMENTOS À tutora Eliane Silvestre Oliveira e ao professor Santer Alvares de Matos, agradeço pela orientação e por todos os ensinamentos que contribuíram para meu crescimento acadêmico. Um agradecimento especial ao professor Ernane Duarte Nunes que tem me acompanhado nesta trajetória desde o Ensino Médio e que me incentivou nesta jornada, sempre acreditando no meu potencial. Agradeço especialmente ao meu esposo Daniel, que sempre esteve me apoiando em tudo e aos meus pais, Wanda e Adalberto, por sempre celebrarem minhas conquistas. Nas pessoas de Dayse Regina da Silva Militão e Fabiane de Araújo Teixeira Diniz, agradeço a todos meus colegas de profissão, com os quais pude compartilhar um pouco do que aprendi nesta formação. RESUMO Sob a perspectiva de uma educação que privilegie o protagonismo da criança na construção do conhecimento, o presente trabalho propõe o uso da sequência didática como forma de ensino e aprendizagem na abordagem da diversidade e inclusão, permeada pelo uso da linguagem digital e das metodologias ativas. Através de diversos recursos digitais, como apresentações, áudio, imagem, vídeo, animações e uso de rede social, procurou-se desenvolver os conteúdos curriculares propiciando maior envolvimento dos estudantes e o desenvolvimento das competências socioemocionais. As metodologias ativas trazem o aluno para o centro da aprendizagem, permitindo sua participação e a construção coletiva do conhecimento baseada numa pedagogia da escuta, atenta aos interesses e necessidades do educando e acreditando no seu potencial. Não é possível que a escola ainda ignore a influência da cultura digital influência na cultura dos alunos. O professor precisa estar munido de conhecimento e interesse para aprender a lidar com as novas tecnologias, superando assim seus medos e dificuldades e, por que não, aprender com quem tem pouca idade, mas tem mais afinidade com estas inovações. Palavras-chave: Sequências Didáticas. Cultura digital. Tecnologias digitais. Metodologias ativas. Protagonismo infantil. Diversidade e inclusão. ABSTRACT Under the perspective of an education which privileges the protagonism of the child in the construction of knowledge, the present work proposes the use of the didactic sequence as a way of teaching and learning in the approach of diversity and inclusion, permeated by the use of digital language and active methodologies. Through various digital resources, such as presentations, audio, image, video, animations and the use of social networks, we have tried to develop the curricular contents by providing greater involvement of students and the development of socio- emotional skills. The active methodologies bring the student to the center of learning, allowing their participation and the collective construction of knowledge based on a pedagogy of listening, attentive to the interests and needs of the student and believing in their potential. It is not possible that the school still ignores the influence of digital culture influence on the students' culture. The teacher needs to be equipped with knowledge and interest to learn how to deal with new technologies, thus overcoming his fears and difficulties and, why not, learn from those who are young but have more affinity with these innovations. Keywords: Didactic Sequences. Digital culture. Digital technologies. Active methodologies. Child protagonism. Diversity and inclusion. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 09 2. MEMORIAL 12 3. SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS 19 3.1 Mesmo diferentes, somos todos iguais 19 3.2 A beleza de ser negro 29 3.3 Quem conta um conto... 38 3.4 Criando animações de cadeias alimentares 52 3.5 Meninas na História 64 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 82 REFERÊNCIAS 84 9 1 INTRODUÇÃO O professor da atualidade lida com diversos desafios, dentre eles as exigências de um currículo cada vez mais complexo, a diversidade de culturas e níveis de aprendizagem dentro de uma sala de aula, sem falar da pouca valorização dada à carreira e a necessidade de se atualizar sempre, diante dos avanços tecnológicos que cada vez se tornam mais atraentes aos olhos das crianças e jovens. Difícil competir com tantas tecnologias. Na verdade, impossível, diante de uma geração de nativos digitais1 que utilizam no seu dia a dia as tecnologias digitais como a internet, smartfones e computadores, aplicativos diversos e jogos eletrônicos. O professor do século XXI é, mais do que nunca, um eterno aprendiz. Não há outro caminho a percorrer. Do contrário, seremos todos engolidos por este mundo repleto de informações regido por uma sociedade líquida2. Participar de uma formação que permita o aprofundamento sobre a educação e as tecnologias digitais é uma oportunidade ímpar de romper com muitos paradigmas que ainda hoje cerceiam e enrijecem o fazer pedagógico. Não é possível inovar sem romper com estes paradigmas. Não há como ignorar o que está diante dos nossos olhos: as tecnologias digitais chegaram a todos de alguma forma e vêm modificando nossa forma de viver. Acreditar que a escola pode ainda sobreviver sem a influência dessas tecnologias é ignorar que ela é uma instituição parte da sociedade, que sofre os impactos de quaisquer mudanças que venham a ocorrer no seu entorno. Duvidar do potencial dos estudantes e de sua capacidade de fazer bom uso de seus smartfones e outros recursos digitais para fins acadêmicos é ignorar sua capacidade de aprender e de formar-se cidadão. Para isso, antes de tudo é preciso repensar quais nossas concepções de criança/jovem, de educar e de escola. 1 O termo “nativos digitais” é apresentado por Prensky (2001), definindo assim as pessoas que “nasceram e cresceram junto com o desenvolvimento e expansão das tecnologias”, utilizando a internet e outras tecnologias de forma natural e tendo uma vida social também no ciberespaço. Esta cultura digital define a forma com que estas pessoas veem e se relacionam com o mundo. (GEWEHR, 2016). 2 Sociedade líquida é o termo utilizado pelo polonês Zygmunt Bauman para definir a sociedade atual, caracterizada pelas constantes mudanças e pela volubilidade do conhecimento. (BAUMAN, 2007, apud GEWEHR, 2016). 10 Ao longo desta formação, várias foram as oportunidades de rever conceitos e de conhecer diversos estudos sobre o tema, ampliando o conhecimento sobre o uso de tecnologias digitais na escola com reflexões teóricas importantes aliadas à prática. Isto me proporcionou um pensar e um fazer diferente, com respaldo teórico que me permitiu compartilhar alguns conhecimentos com a equipe. As ideias colocadas em prática geraram interesse por parte dos alunos e colegas de trabalho. Os recursos que conheci e experimentei no curso como aplicativos, vídeos, softwares, sites, foram sugeridos às colegas professoras e aplicados nos planejamentos das aulas no laboratório de informática, gerando mais aprendizagem e motivação. Posso dizer que, além de minhas experiências pessoais com o uso das tecnologias digitais neste curso de especialização, pude vivenciar o uso de alguns destes recursos pelos alunos, dentro da escola, de uma forma bem positiva e surpreendente. E foi possível compreender que, mesmo muitos tendo à mão um smartfone com diversos recursos, é possível afirmar que boa parte desconhece as suas diversas funcionalidades e não têm a dimensão da utilidade desta ferramenta ou de um computador em sua vida escolar. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz a nós esta nova responsabilidade, de inserir no currículo a linguagem digital de forma que os alunos compreendam, utilizem e criem “tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais”, tornando-se protagonistas na vida pessoal e coletiva. (BRASIL. Ministério da Educação, 2018, p.9). Só é possível desenvolver estas competências mediante muito estudo e vontade de inovar, rompendo com a ideia equivocada de que as mídias digitais são apenas formas diferentes de se fazer o mesmo. Faz-se necessário pensar neste aluno como alguém capaz de criar e se expressar por meio delas. Por meio da metodologia de sequências didáticas, pretende-se percorrer um caminho entre conteúdos escolares e o uso das tecnologias digitais para promover uma aprendizagem ativa e reflexiva, que tenha significado para o estudante. De acordo com o Glossário Ceale, o termo “sequência didática” se refere a um “conjunto de atividades articuladas que são planejadas com a intenção de atingir determinado objetivo didático”, sendo organizada em torno de um gênero textual ou de um conteúdo específico, podendo envolver diferentes áreas do conhecimento através da interdisciplinaridade. (PESSOA, 2014, on-line). A proposta de utilizar a sequência didática como forma de ensino e aprendizagem permitiu traçar um 11 percurso entre os conteúdos e o uso de recursos digitais diversos, como apresentações, áudio, imagem, vídeo, animações e redes sociais. As metodologias ativas propiciam maior envolvimento dos estudantes e geram mais conhecimento e desenvolvimento das competências socioemocionais. Aliadas ao uso das tecnologias digitais é possível promover uma aprendizagem mais personalizada, colaborativa e orientada pelo professor, que é parte essencial neste processo. (MORAN, 2013). Este Portfólio não almeja ser um compilado de “receitas prontas”, mas uma pequena coletânea de sequências didáticas construídas ao longo desta formação, envolvendo o uso de diferentes tecnologias digitais, considerando, logicamente, o contexto em que atuo (educação infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental) e componentes curriculares que tenho mais afinidade. Não foram todas aplicadas, mas todas construídas com base no trabalho já exercido junto às professoras regentes nas aulas de informática educativa, pensando em crianças de diversas realidades presentes na escola pública. Podem ser facilmente adaptadas e servem como sugestões aplicáveis à sala de aula, para diversos conteúdos. Espera-se que este trabalho contribua com a prática dos docentes da educação infantil e séries iniciais, permitindo maior participação, autonomia e motivação dos alunos na construção do conhecimento, apropriando-se das tecnologias digitais da comunicação e informação para exercerem seu direito de aprender, de se expressar e de criar. 12 2 MEMORIAL Minha história com a Tecnologia e a Educação Falar da minha trajetória pessoal e profissional passa pelo contato com a evolução das tecnologias, pois elas transformaram a minha forma de ser e estar no mundo. Aos meus 36 anos, posso afirmar que diante de tantas mudanças da passagem do século XX para XXI, não há como perceber as mudanças na minha própria maneira de ser e me perceber, pois, junto com os reluzentes espaços e utensílios que a contemporaneidade tem dado à luz, disseminam-se outras formas de edificar a própria subjetividade e, também, novas maneiras de se relacionar com os outros e de se posicionar ou atuar no mundo. (SIBILIA, 2012, p.203). Sou Jaqueline, tenho 36 anos e nasci em Caetanópolis, no ano de 1983, década em que muitos avanços tecnológicos surgiram e passaram a fazer parte da nossa vida. Meu pai, formado em um curso por correspondência em técnico em eletrônica, desde meu nascimento, trabalhava com consertos de aparelhos eletrônicos, como televisores de tubo e rádios diversos. Eu cresci em meio a peças, fios de cobre, placas, transistores… sem saber direito como funcionavam, sem ser seduzida por aquelas parafernálias. Isto porque aquelas “coisas” saíam da sua oficina e chegavam à nossa casa, sem pedir licença. E minha mãe, ficava uma “pilha”, por ver aquelas TVs enormes e aqueles rádios tomando conta de casa… E o pior, quando a gente começava a curtir uma TV, pensando ser nossa, logo ela desaparecia, sendo vendida ou trocada por outro eletrodoméstico. Assim foi com o som, com o videogame, com o órgão eletrônico que fazia som de ventilador, com os gravadores portáteis. Foi com um gravador que acredito ter começado minha paixão pelas tecnologias... Tinha uns 9 anos quando fui apresentada a um daqueles walkmans amarelos, quando na casa da minha avó, num dia de domingo, meu tio começou a nos fazer perguntas como se fosse uma entrevista, sem sabermos que estávamos sendo gravados. E qual foi minha surpresa ao ouvir minha própria voz no gravador! Naquele dia experimentei aquele objeto, realizando entrevistas com primos, tios e minha saudosa avó Eni. Aquela fita foi ouvida várias vezes pela família. Brincar de 13 rádio foi algo que fez parte da minha infância, e a “Rádio Boa-Esperança” rendeu muitas fitas gravadas, algumas na casa de primos e até de uma vizinha. Era realmente uma diversão, a ponto de passarmos boa parte do dia gravando. Quando comecei a trabalhar com meus 14 anos, a primeira aquisição foi um som portátil com toca fita e CD, e depois um walkman. Aquilo era o meu sonho de consumo. Eu também manuseava com frequência o aparelho de som da minha tia, ouvindo os discos, CDs e fitas cassetes da sua coleção (eu era a única sobrinha que ela permitia mexer). E ainda copiava do CD para a fita, fazendo isso com maestria. O videogame também foi minha paixão. Não era nenhuma fanática, até porque como disse anteriormente, era comum aparecer um Atari que meu pai tinha negociado com alguém, e depois aparecer uma proposta de venda. Assim, ia embora nossa alegria de reunir os vizinhos e primos para ficar o sábado inteiro jogando aqueles joguinhos. Depois, meu primo ganhou um Mega Drive, que foi a sensação, e adorava ir para sua casa jogar Sonic e Mortal Kombat. Mas o vídeo era algo que me intrigava. Passei boa parte da minha infância frente a TV, e quando o programa da Xuxa terminava, lá estava eu chorando. Um belo dia, eu devia ter uns 5 anos, meu pai me perguntou se eu queria entrar na televisão para ir ao “Xou da Xuxa”. E eu, toda ingênua, fui para trás da estante, esperando que a magia fosse realmente acontecer, porque meu pai tinha superpoderes, ele sabia consertar uma TV, logo poderia colocar-me lá dentro… A filmadora foi algo muito distante da minha realidade (era coisa de rico), e quando me vi numa gravação caseira de uma festa de aniversário de uma vizinha da minha avó, achei uma coisa muito estranha mesmo. Então, quando me casei, tive meu primeiro celular que fazia vídeos, um Nokia Startac, não perdi a oportunidade. Gravava tudo que podia: meu cachorro, momentos com a família e cada fase do meu filho. Meu contato com o computador se deu uma década antes, quando aos meus 15 anos iniciei um curso de informática no Sesi. Ah, como eu adorava, depois de subir aquele morro de bicicleta, num calor escaldante, chegar naquela sala com ar condicionado e, ao som dos Backstreet Boys que o instrutor colocava, aprender o básico naquelas máquinas com Windows 95, como abrir pastas, fechar janelas, digitar textos e formatar documentos. Mal sabia eu que anos depois passaria a depender desta ferramenta no trabalho e nos estudos, até eu ganhar meu primeiro computador, herdado do meu irmão, quando ele saiu de casa para fazer sua faculdade de Engenharia Química. Aquela máquina era um “dinossauro”, mas me 14 serviu nos primeiros anos da faculdade, até que meu esposo me comprou um notebook, vendo meu drama com os estudos e a necessidade de ter um computador que facilitasse minha vida acadêmica. Falando em vida acadêmica e relembrando meu percurso escolar, entre os anos de 1989 e 2000, estudei em uma única escola, estadual, próxima à minha casa. Lá concluí o ensino médio, e, mesmo estando no final do século XX, as tecnologias como o computador chegaram bem lentamente. Não tínhamos laboratório de Ciências, e o laboratório de informática, recém-inaugurado quando eu estava no ensino médio, não era acessível a nós nos horários de aula, demonstrando uma falta de conexão com a Proposta Pedagógica da escola. Cheguei a participar de um projeto de aulas de informática, que funcionava aos domingos, sendo realizadas pelo professor de física, que tinha muito conhecimento na área da computação. Os conteúdos ministrados eram conhecimentos básicos sobre o funcionamento do computador e modos de utilizá-lo, sem nenhuma relação com os conteúdos escolares. Durante este meu percurso na educação básica, pouco contato tivemos com estes recursos tecnológicos. Os professores utilizavam o rádio para trabalharem alguma música em algum conteúdo, e o professor de Geografia utilizava a TV para passar algumas fitas da TV escola. A fotografia era utilizada em momentos muito especiais da escola, e não tínhamos acesso às fotos. E as atividades na maior parte do tempo que passei nesta escola eram reproduzidas no mimeógrafo, até que, no ensino médio, alguns professores utilizavam cópias xerografadas, que imprimiam em casa ou na secretaria da escola. No mesmo ano em que formei, iniciei o curso de Magistério em uma escola particular. Parte da mensalidade era uma bolsa oferecida pela prefeitura, e éramos a última turma do magistério pós-médio. Lá também não era diferente, não tínhamos acesso a computadores e nem me recordo de usarem o retroprojetor. Este meu primeiro contato com a escola como estagiária e posteriormente como professora na educação infantil me permitiu no máximo o uso de músicas nas aulas. O mimeógrafo era o meio disponível para reproduzir as atividades, e modéstia parte eu sabia preparar as matrizes antes mesmo de começar a exercer a profissão, porque na quarta série minha professora me pedia para fazer os desenhos nas matrizes que ela utilizava conosco nas aulas. Mas no meu percurso profissional a escola não foi meu primeiro ambiente de trabalho. Antes de concluir o ensino médio, antes mesmo de iniciá-lo, meu primeiro 15 emprego foi na loja de artigos para presentes da minha tia, aos 14 anos. Lá eu trabalhei até os 21, depois, trabalhei como vendedora em uma loja maior de confecções, e como secretária no escritório de uma serraria de ardósia. Foi quando me casei, em 2005, e meses depois fui aprovada em um processo seletivo para trabalhar como agente comunitária de saúde, tornando-me uma funcionária da prefeitura municipal. Até que, um ano depois, eu fui convidada pelo Secretário de Saúde e pelo Prefeito a assumir um cargo de chefia na Secretaria de Saúde da minha cidade. Lá, o computador foi minha ferramenta de trabalho, lidando com sistemas de informação, redigindo ofícios, realizando prestações de contas. Atuando junto a pessoa com formação superior, como médicos, enfermeiras e relacionando- me com pessoas que trabalhavam na Gerência Regional de Saúde, fui, de certa forma, impulsionada a buscar uma formação superior. Mas eu sabia que a área de saúde não era bem a minha “praia”. A educação era algo que estava latente em mim, e tudo que se relacionava a ela me interessava. Então, sete anos depois de ter concluído o Magistério, estava eu de volta à sala de aula. Consegui uma bolsa do ProUni e iniciei meu curso de Pedagogia, na Unifemm. O curso era presencial e eu estava grávida, de 5 meses. Foi desafiador e, ao mesmo tempo, uma grande alegria. Fazer faculdade, este foi certamente um marco em minha vida. Ser estudante de pedagogia me permitiu compreender e vivenciar de perto o uso das tecnologias digitais que promoviam mais que a inclusão social, caminhos para uma aprendizagem mais criativa e motivadora. Era comum o uso de vídeos pelos professores, slides e músicas. Tínhamos acesso ao laboratório de informática, que era bem equipado e funcionando adequadamente. Além disso, a plataforma da Universidade nos permitia um acesso restrito às notas dos trabalhos e avaliações, solicitação de documentos, dentre outras facilidades. A Biblioteca era informatizada e as pesquisas no acervo eram facilmente realizadas. Havia um departamento de xerox dentro da faculdade, que tirava rapidamente as cópias em frente e verso, em máquinas modernas e eficientes. Este mundo novo me foi apresentado durante os anos de 2008 a 2011, quando cursei a licenciatura. Neste tempo, começava a utilizar de forma mais constante a internet, o e-mail e as redes sociais Messenger e Facebook. Vi o quanto a tecnologia facilitava a nossa vida, otimizando o tempo e encurtando distâncias. Mas, ao me deparar com a realidade escolar, confesso ter sentido uma frustração. Quando comecei a atuar como professora na educação infantil, em 2010, 16 eu tinha latente este desejo de inovar, de aproximar os conteúdos à realidade e interesse das crianças, e é claro que isso perpassava pelo uso das tecnologias e dos diversos recursos disponíveis. A escola dispunha de poucos recursos, então eu levava meu notebook para a sala quando queria passar um vídeo, aprendi a baixar conteúdos, porque não tínhamos internet acessível às salas de aula. Levava histórias, desenhos animados, músicas diversas, e utilizava a câmera fotográfica para registrar muitos momentos com as crianças. Isso passou a ser parte da minha prática, juntamente com a escola que começou com um blog a divulgar o trabalho realizado. Minha pesquisa se deu em torno da música na educação infantil, sendo aplicado um projeto na minha turma e para isso os registros de fotos e vídeos foram também muito importantes. Atuando em 2012 como professora de apoio de um aluno com paralisia cerebral, vi nas tecnologias digitais um importante recurso para facilitar a vida escolar no meu aluno, que cursava na época o 2º ano do ensino médio. A escola não possuía laboratório de informática em bom funcionamento, mas me possibilitava o uso do computador com meu aluno. Para evitar as cópias desgastantes, eu realizava adaptações nas atividades e explorava com ele o uso do computador nos trabalhos escolares. Quando assumi meu cargo na escola estadual de séries iniciais em 2013, me deparei com uma realidade triste: o laboratório de informática tinha poucos computadores, e poucos deles funcionavam. Era difícil desenvolver um trabalho com a informática educativa, pois quase sempre o que se propunha a realizar não era possível. Era comum chegar com os alunos na sala e os computadores não funcionarem, o que causava uma grande ansiedade por parte dos alunos e uma frustração enorme. Havia uma cultura equivocada quanto ao uso dos computadores, pois os alunos chegavam e iam logo mexendo e jogando o que queriam, sem qualquer planejamento. Até que foi retirado o horário da informática da grade curricular, e o laboratório desativado. Com a mudança de gestão, em 2015, foram adquiridos 20 notebooks novos da Positivo e aí, engajamos num projeto de desenvolver semanalmente a informática educativa, como forma de explorar os conteúdos curriculares, tendo duas professoras de biblioteca responsáveis pela montagem da sala e suporte nas atividades. Havia a preocupação em preservar os equipamentos, evitando mau uso e atos de vandalismo. Tem sido até o momento uma experiência exitosa, que tem rendido bons frutos. Como professora responsável no turno matutino, todas as terças-feiras, monto os notebooks, deixo-os ligados e dou o suporte às professoras regentes para desenvolverem suas atividades, dentro 17 do planejamento semanal, sugerindo jogos, vídeos, simulações, sites e softwares. E os alunos amam as aulas, sabem como se comportar, respeitam as regras e têm usufruído bem das aulas no laboratório de informática. Percebo também que as professoras aderiram bem à proposta e estão mais autônomas em relação ao uso dos recursos digitais, acatando as sugestões e incorporando-as ao planejamento. Até o ano passado, tudo o que eu sabia sobre tecnologias digitais e educação era fruto da minha curiosidade e prática pedagógica. Como mãe, vi meu filho crescer fazendo parte desta geração de nativos digitais3, atraído pelas tecnologias como o celular, o computador, tablet e jogos eletrônicos. Foi então que surgiu a oportunidade de fazer um curso de Desenvolvedor de Jogos Eletrônicos pela Universidade Aberta do Brasil, no polo de Sete Lagoas, em 2017. No final da minha segunda gravidez, me aventurei com meu esposo Daniel a conhecer um pouco deste mundo fascinante da programação. Foi o suficiente para nos encantarmos e experimentarmos as possibilidades que a programação pode promover na escola. Ao mesmo tempo, a escola em que atuo no ensino fundamental começou um projeto de iniciação à programação com uma turma piloto utilizando o Scratch, uma iniciativa de um engenheiro e funcionário da Uol, nascido na nossa cidade, que desejava partilhar com nossos alunos um pouco do conhecimento que mudou a sua vida. Até que surgiu esta oportunidade de eu fazer uma pós-graduação na UFMG, um sonho que parecia ser um tanto distante para mim. Quando recebi o edital por e- mail fiquei muito interessada e comecei a vislumbrar esta possibilidade. Entrei de cabeça no processo seletivo, estudei, li os textos propostos, fui encorajada pelo meu esposo e fui aprovada com ótima colocação. E cá estou, participando desta formação que tem acrescentado muito à minha prática escolar e junto à minha equipe, na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental. Já pude compartilhar com professores da educação infantil às séries finais alguns conhecimentos obtidos no curso, e meu desejo é ampliar a visão dos educadores quanto ao uso das tecnologias digitais para uma educação mais libertadora, mais dinâmica e mais inovadora. Acredito na educação como uma forma de transformar realidades, pois ela tem transformado a minha. Por isso, além de aplicar, pretendo multiplicar o que tenho aprendido nesta pós-graduação e ao longo da minha vida, 3 Termo utilizado por Prensky (2001) para designar a geração que nasceu e cresceu “junto com o desenvolvimento e expansão das tecnologias, especialmente a Internet”, convivendo diariamente no chamado “ciberespaço”. (GEWEHR, 2016). 18 pois, como diz Paulo Freire (2002, p. 115), “ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo”. 19 3 SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS 3.1 Mesmo diferentes, somos todos iguais Contexto de utilização A educação infantil, primeira etapa da educação básica, é onde a criança passa a ampliar sua visão de mundo, tendo o convívio maior com outras crianças de sua faixa etária. A criança pequena, que está saindo da visão egocêntrica, própria da idade, começa a perceber que ela própria se diferencia dos demais e começa a reconhecer no outro características próprias que envolvem não só a aparência física, mas a própria maneira de pensar e agir, diferenças de temperamentos e culturas familiares distintas. Desta forma, é também o papel das instituições de educação infantil, proporcionar à criança vivências e reflexões que a permitam, por meio da interação e brincadeira _ eixos estruturantes das práticas pedagógicas nesta etapa_ conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se, assegurando a ela os direitos de aprendizagem e desenvolvimento, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O Brasil, um país com tamanha diversidade cultural e racial, que teve na formação do seu povo uma miscigenação de culturas (principalmente indígena- africana-europeia), tem essa diversidade presente também nas instituições de educação infantil públicas, principalmente devido à obrigatoriedade do ensino a partir dos 4 anos de idade. Assim, estes espaços se tornam ricos em oportunidades de uma educação voltada para a diversidade étnico-racial, devendo ser o ambiente escolar um “espaço fundamental no combate ao racismo e à discriminação racial.” (BRASIL. Ministério da Educação, 2006, p.14). Cada vez se faz mais necessária uma educação inclusiva e que respeite as diferenças de cada indivíduo, atendendo suas necessidades, compreendendo suas limitações e valorizando suas potencialidades. Nesta perspectiva, “reconhecer as diferenças é um passo fundamental para a promoção da igualdade, sem a qual a diferença poderá vir a se transformar em desigualdade.” (BRASIL. Ministério da Educação, 2006, p.32). De acordo com as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na 20 Perspectiva da Educação Inclusiva, para desenvolver as bases necessárias para o desenvolvimento global do aluno, é necessário compreender que: o lúdico, o acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. (BRASIL. Ministério da Educação 2008, p. 16). Independentemente do grupo social e/ou étnico-racial atendido, as instituições de Educação Infantil devem reconhecer o seu papel e função social, procurando atender às necessidades das crianças, “constituindo-se em espaço de socialização, de convivência entre iguais e diferentes e suas formas de pertencimento”, permitindo-as explorar o mundo, e vivenciar novas experiências. (BRASIL. Ministério da Educação, 2008, p.37). Assim, é proposta esta sequência didática, de forma a contribuir com a formação pessoal e social da criança, bem como a valorização de sua identidade. Objetivos Após a realização da sequência didática, tem-se a expectativa que os alunos sejam capazes de: • Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir. • Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. • Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. • Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. • Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive. • Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais. • Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. 21 Conteúdo • Diversidade étnica e cultural, atitudes de respeito e cooperação. • Oralidade, leitura, produção escrita • Apreciação musical • Artes visuais: leitura de imagem, desenho, pintura, colagem • Informática educativa – produção individual (ilustração) e coletiva (texto) Ano 1º Período – crianças de 4 anos. Tempo estimado 5 aulas de aproximadamente 1 hora cada, considerando o tempo flexível que deve ser na educação infantil, com intervalos entre uma e outra atividade. Previsão de materiais e recursos Os materiais e recursos necessários para realização da sequência didática são: • Lousa e giz; • Livro: “O mundinho sem bullying”, de Ingrid Biesemeyer Bellinghausen; • Atividades impressas; • Imagens impressas de crianças com diferentes características físicas; • Mural de TNT ou varal com pregadores; • Letras em E.V.A; • Cartolina; • Pincel atômico, canetinhas, lápis de cor; • Tesoura; • Cola; • Retalhos de tecido, lantejoulas, lã; • Tinta guache e pincel; • Aparelho de som; 22 • Data show e notebook; • Computadores (laboratório de informática educativa); • Impressora; • Papel A4; • Clipe em mp4: “A diferença é que nos une” – Mundo Bita • Música em mp3: “Somos todos iguais” – Cristina Mel Desenvolvimento Aula 1 A partir da leitura do livro “O Mundinho sem Bullying”, a professora dará às crianças a oportunidade de se expressarem na roda de conversa, falando sobre suas impressões sobre o livro e suas vivências. A professora então promoverá o diálogo sobre as diferenças físicas existentes dentro da turma, levando as crianças a se observarem no espelho, citando suas características, como os cabelos, o tom de pele, cor dos olhos, altura, etc. Logo após, será proposto que cada criança faça seu autorretrato, que comporá um mural da turma. Pode-se conduzir, a partir daí, uma produção coletiva de uma frase que resuma a conclusão das crianças sobre suas diferenças para se colocar no mural, tendo a professora como escriba. Figura 1 - Livro “O mundinho sem bullying”. Fonte: EDITORA DCL, 2012.4 4 Capa do livro "O mundinho sem bullying" retirado da editora DCL. Disponível em: https://www.amazon.com.br/Mundinho-Bullying-Ingrid-Biesemeyer-Bellinghausen/dp/8536815256. Acesso em: 20 ago. 2018. https://www.amazon.com.br/Mundinho-Bullying-Ingrid-Biesemeyer-Bellinghausen/dp/8536815256 23 Aula 2 A professora retomará brevemente a história lida na aula anterior com as crianças, e apresentará uma canção que será apreciada pelas crianças: “A diferença é que nos une” – Mundo Bita (vídeo). Após assistirem ao vídeo, será dada a oportunidade à turma de falar sobre o que observaram na canção, as características das crianças do vídeo, fazendo um paralelo sobre a realidade (por exemplo, se conhecem alguma criança com alguma deficiência). Numa conversa, a professora poderá mostrar algumas imagens de crianças com alguma deficiência (apenas mostrando o rosto), pedindo às crianças que observem as imagens e imaginem do que cada criança gosta de brincar, como ela vai para a escola, etc. Só após as falas das crianças, a professora poderá mostrar imagem da criança por completo, informando aos alunos como cada uma vive, brinca, estuda. A professora apresentará então a palavra “PRECONCEITO”, perguntando se as crianças conhecem esta palavra e o que ela pode significar. Depois, fará as devidas intervenções, dando exemplos práticos, como o que possivelmente pode ter acontecido ao imaginar a vida das crianças nas imagens apresentadas. Logo após, as crianças realizarão uma atividade de registro. 24 Sugestão de atividade de registro – 2ª aula NOME: APÓS OUVIR A HISTÓRIA E A MÚSICA, VAMOS DISCUTIR O TEMA. TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO SÃO IGUAIS? SIM NÃO QUAL A SUA COR PREFERIDA? RESPONDA COLORINDO O TRIÂNGULO ABAIXO COM ESSA COR. RESPEITAR O AMIGO É MUITO IMPORTANTE PARA QUE TODOS SEJAM FELIZES. PORÉM, NA HISTÓRIA, UM DIA ISSO NÃO ACONTECEU. UMA CRIANÇA DO LIVRO “O MUNDINHO SEM BULLYING” FICOU MUITO TRISTE PORQUE... TODOS BRINCAVAM COM ELA. PORQUE ALGUNS AMIGOS RIAM L O E COLOCAVAM APELIDOS. COLOCAR APELIDOS NOS COLEGAS, EMPURRAR, XINGAR, AGREDIR NÃO SÃO ATITUDES CORRETAS. ISSO DEIXA O AMIGUINHO TRISTE E NÃO É LEGAL. DESENHE UMA CRIANÇA TRISTE PORQUE SOFREU PRECONCEITO. Fonte: Elaborado pela autora. MESMO DIFERENTES, SOMOS TODOS IGUAIS 25 Aula 3 Retomando o significado da palavra “PRECONCEITO”, a professora apresentará a palavra “RESPEITO”, perguntando às crianças se conhecem seu significado. Discutindo na rodinha, será dada a elas a oportunidade de pensar em situações de “falta de respeito” que podem acontecer dentro da escola, entre elas. Feito isso, a professora proporá que juntos, confeccionem um mural na sala com atitudes respeitosas que podemos ter uns com os outros, utilizando as falas e ilustrações das crianças. Aula 4 Será apresentada uma música para apreciação das crianças: “Somos todos iguais” (Cristina Mel). A professora pedirá que as crianças ouçam com atenção a letra da música. Elas terão a oportunidade de identificar os diferentes tipos de características físicas mencionados na letra da canção e, na segunda audição, terão a oportunidade de pintar o boneco nas cores que desejarem, utilizando tinta guache e pincel. Cada criança receberá um boneco de papel (previamente recortada a silhueta em cartolina) para realizarem a pintura. Depois de seca a pintura serão distribuídos diferentes materiais (retalhos de tecidos de diversas cores e estampas, lã, lantejoulas, etc.) para que livremente cada criança adorne seu boneco de papel. As atividades serão expostas num varal, onde a professora colocará a frase “Mesmo diferentes, somos todos iguais”. Figura 2 - Silhueta para imprimir e recortar. Fonte: PRINTEREST, 2018.5 5 Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/472526185902743805/. Acesso em: 18 ago. 20 https://br.pinterest.com/pin/472526185902743805/ 26 Aula 5 No laboratório de informática, as crianças terão a oportunidade de criarem seu “boneco de papel”, representando a diversidade que existe na escola e no mundo. Para isto, será utilizado o jogo “Bonecos de papel”; Disponível em : http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=11874 (é necessário permitir a execução do plugin). Realizadas as produções, cada desenho será salvo em printscreen com o nome de cada criança e depois impresso para apreciação da turma. Finalizando a aula, será produzido um texto coletivo com a participação das crianças e digitação feita pela professora (de preferência reproduzida em Datashow para que elas acompanhem o processo) sobre o que aprenderam ao longo da semana. Figura 3 - Imagem do jogo “Bonecos de Papel”. Fonte: ATIVIDADES EDUCATIVAS, 2018. 6 Sugestão de produto final Após a finalização do projeto, a professora pode reunir as produções das crianças (atividades, texto coletivo, fotos das atividades, letras das músicas trabalhadas, etc.), para compor um álbum da turma, que visitará as famílias. 6 Disponível em: http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=11874. Acesso em: 20 set. 2018. http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=11874 http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=11874 27 Avaliação A avaliação dar-se-á no decorrer do processo, por meio da observação da participação dos alunos e envolvimento nas atividades propostas. Nas interações cotidianas em sala e nos momentos de lazer, serão observadas as atitudes de cooperação e respeito entre as crianças, bem como na mediação de conflitos. Também serão avaliadas as produções individuais e coletivas das crianças durante as atividades. Recursos como fotos, gravações, registros de falas das crianças na roda de conversa serão utilizados como suportes da avaliação do trabalho. Abaixo, uma sugestão de tabela para avaliação. Aluno(a): Aula 1 Participou ativamente da roda de conversa, contribuindo com o grupo? SIM PARC NÃO Realizou seu autorretrato, observando suas características físicas? Aula 2 Demonstrou interesse pelo tema, participando do diálogo? Demonstrou compreensão sobre o que é preconceito? Aula 3 Participou oralmente, contribuindo com suas ideias? Ilustrou alguma atitude respeitosa, demonstrando compreensão sobre o que significa respeito? Aula 4 Ouviu atentamente à canção? Explorou diferentes materiais em sua produção artística? Aula 5 Representou, utilizando software, a diversidade étnica? Participou da produção de texto coletiva? Semana Demonstra no dia-a-dia, atitudes de respeito e cooperação na interação com outras crianças? 28 Referências Para o professor ATIVIDADES EDUCATIVAS. Bonecos de papel. 2013. Disponível em: http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=11874. Acesso em: 30 ago. 2018. BELLINGHAUSEN, Ingrid Biesemeyer. O Mundinho sem Bullying. 1. ed. São Paulo: DCL, 2012, 24p. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular para a Educação Infantil. Versão final. Brasília, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#infantil. Acesso em: 29 ago. 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, 2008. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 30 ago. 2018. BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico- Raciais. Brasília, 2006. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/orientacoes_etnicoraciais.pdf. Acesso em: 29 ago. 2018. MEL, Cristina. Somos todos iguais. Rio de Janeiro: MK Music, 2010. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/cristina-mel/somos-todos-iguais.html. Acesso em: 02 set. 2018. MUNDO BITA. A diferença é que nos une. Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=eLtzvypcurE. Acesso em: 28 ago. 2018. Para o estudante ATIVIDADES EDUCATIVAS. Bonecos de papel. 2013. Disponível em: http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=11874. Acesso em: 30 ago. 2018. BELLINGHAUSEN, Ingrid Biesemeyer. O Mundinho sem Bullying. 1. ed. São Paulo: DCL, 2012, 24p. MEL, Cristina. Somos todos iguais. Rio de janeiro: MK Music, 2010. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/cristina-mel/somos-todos-iguais.html. Acesso em: 02 set. 2018. MUNDO BITA. A diferença é que nos une. 02 set. 2016. Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=eLtzvypcurE. Acesso em: 28 ago. 2018 http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#infantil https://www.vagalume.com.br/cristina-mel/somos-todos-iguais.html https://www.youtube.com/watch?v=eLtzvypcurE https://www.vagalume.com.br/cristina-mel/somos-todos-iguais.html https://www.youtube.com/watch?v=eLtzvypcurE 29 3.2 A beleza de ser negro Contexto de utilização O Brasil, um país com tamanha diversidade cultural e racial, que teve na formação do seu povo uma miscigenação de culturas (principalmente indígena- africana-europeia), tem essa diversidade presente também nas instituições de educação públicas. Assim, estes espaços se tornam ricos em oportunidades de uma educação voltada para a diversidade étnico-racial, devendo ser o ambiente escolar um “espaço fundamental no combate ao racismo e à discriminação racial.” (BRASIL. Ministério da Educação, 2006, p.14). Sabemos da importância em se valorizar no ambiente escolar as contribuições dos africanos e afrodescendentes na cultura brasileira, especialmente dando visibilidade a cultura negro-africana por uma perspectiva que valorize os diversos saberes, costumes e identidades presentes nas escolas. Esta prática não deve ser pautada em datas comemorativas, sendo realizada de forma esporádica e descontextualizada. E necessário repensar a forma como alguns estereótipos do negro e sua cultura são apresentados na escola, direcionando para uma educação antirracista, que reconheça e valorize o povo negro, sua cultura e sua história. Como educadores, não podemos admitir que nos acervos literários da escola não haja livros que abordem a cultura e história dos povos africanos, que nos materiais didáticos o negro apareça de forma estereotipada ou que seja privilegiada a presença de crianças brancas nas ilustrações. Pensar numa escola democrática perpassa desde a reelaboração do currículo e proposta pedagógica até a aquisição de recursos pedagógicos adequados: ... a escola que deseja se construir democrática, respeitando todos os segmentos da sociedade, pode ter como meta a aquisição de recursos adequados para o trato das questões étnico-raciais, como, por exemplo, munindo a biblioteca de acervo compatível, folhetos, gravuras e outros materiais que contemplem a dimensão étnico-racial, videoteca com filmes que abordem a temática e brinquedoteca com bonecos (as) negros (as), jogos que valorizem a cultura negra e decoração multiétnica. (BRASIL. Ministério da Educação, 2006, p.68). E, não somente uma mudança de postura, é necessário também promover espaços de discussão das temáticas envolvendo a discriminação racial e negação 30 de direitos que ainda hoje perduram no nosso país, conforme explicita o documento, Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais: O silêncio da escola sobre as dinâmicas das relações raciais tem permitido que seja transmitida aos (as) alunos(as) uma pretensa superioridade branca, sem que haja questionamento desse problema por parte dos profissionais da educação e envolvendo o cotidiano escolar em práticas prejudiciais ao grupo negro. Silenciar-se diante do problema não apaga magicamente as diferenças, e ao contrário, permite que cada um construa, a seu modo, um entendimento muitas vezes estereotipado do outro que lhe é diferente. Esse entendimento acaba sendo pautado pelas vivências sociais de modo acrítico, conformando a divisão e a hierarquização raciais. (BRASIL. Ministério da Educação, 2006, p.23). Com a finalidade de promover a formação pessoal e cidadã dos educandos das series iniciais do ensino fundamental, é proposta esta sequência didática interdisciplinar, utilizando as tecnologias digitais como fontes de informação e meios para construção coletiva de conhecimentos. Objetivos Após a realização da sequência didática, tem-se a expectativa que os alunos sejam capazes de: Língua Portuguesa: • Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. • Produzir releitura em quadrinhos de texto literário, observando as características do gênero textual, como a presença de discurso direto, relação de imagem e palavras e recursos gráficos (balões, tipos de letras e onomatopeias). • Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital. 31 • Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis. • Explorar, com a mediação do professor, textos informativos de diferentes ambientes digitais de pesquisa, conhecendo suas possibilidades. • Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. • Argumentar oralmente sobre acontecimentos de interesse social, com base em conhecimentos sobre fatos divulgados em TV, rádio, mídia impressa e digital, respeitando pontos de vista diferentes. Arte: • Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade. • Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana. • Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes africanas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas. • Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais nos processos de criação artística. História: • Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos. • Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo presente, por meio do acesso a diferentes fontes. 32 • Valorizar a diversidade étnica e cultural presente na sociedade, compreendendo a importância da cultura africana na identidade do povo brasileiro. Conteúdo • Diversidade étnica e cultural, atitudes de respeito e cooperação. • Oralidade, leitura, produção escrita • Artes visuais e música • História: povos e culturas africanas e afrodescendentes • Informática educativa – produção individual (ilustração) e coletiva (texto) Ano 4º e 5º anos do Ensino Fundamental. Tempo estimado O tempo estimado para esta sequência é de 8 aulas de 50 minutos, distribuídas em 4 semanas (duas aulas por semana). Previsão de materiais e recursos Os materiais e recursos necessários para realização da sequência didática são: • Lousa e giz; • Cadernos, lápis, borracha. • Livros literários do FNDE com temática de consciência negra (cultura afro) • Livros didáticos de várias disciplinas • Esquemas e roteiros impressos • Mural de TNT ou varal com pregadores; • Letras em E.V.A; • Aparelho de som e pen drive; • Computadores (laboratório de informática educativa); 33 • Jogos de consciência negra instalados nos computadores • Impressora colorida; • Papel A4; • Música em mp3: “Olhos coloridos” – Sandra de Sá; • Letra de música impressa; • Reportagens impressas. • Máquina e material de encadernação Desenvolvimento Aula 1 No laboratório de informática educativa, os alunos experimentarão alguns jogos, disponíveis no site: http://www.alfabeclicando.com.br/blog/category/jogos- consciencia/. Estes jogos deverão ser baixados previamente em uma pasta no computador. Após experimentarem cada jogo, a professora trará para a turma a seguinte discussão: “Vocês observam, no dia a dia, a presença da cultura e identidade africana nos jogos, nos textos literários, nos heróis ou princesas dos filmes, nos programas de televisão?” A professora, então proporá que os alunos façam uma breve análise dos materiais didáticos utilizados por eles, além de percorrer espaços da escola a fim de analisar os biótipos apresentados nos cartazes e murais. Após apresentarem suas observações, será dada como tarefa de casa a realização de uma pesquisa sobre personalidades negras na política, na literatura, na moda, na música, no esporte, etc. Aula 2 Dividindo a turma em grupos por tema, os alunos unirão as pesquisas realizadas previamente para montarem uma apresentação em Power Point com imagens e textos sobre cada personalidade. Para isso, após realizarem os grifos necessários em cada pesquisa, utilizarão os computadores para montarem a apresentação, que posteriormente será mostrada à classe. Serão disponibilizados alguns livros literários infantis, como “As tranças de Bintou”, “O cabelo de Lelê”, “Bruna e a galinha d’angola”, “Canção dos povos africanos”, “As panquecas de http://www.alfabeclicando.com.br/blog/category/jogos-consciencia/ http://www.alfabeclicando.com.br/blog/category/jogos-consciencia/ 34 Mama Panya”, “Obax”, entre outros, para leitura em casa. Cada aluno receberá como tarefa de casa um esquema para montar uma história em quadrinhos como releitura do texto literário. Aulas 3 e 4 Nestas aulas, com o esquema da HQ do texto lido em mãos, cada aluno criará sua história em quadrinhos. Como pré-requisito, será solicitado que a história contenha diálogos. Os alunos montarão a HQ no laboratório de informática, utilizando o programa PIXTON, disponível em https://www.pixton.com/br/. Posteriormente, após correção dos textos, a professora realizará a impressão das HQs, que serão colocadas em um mural no pátio da escola para apreciação de outros estudantes. Aula 5 Será apresentada a música “Olhos coloridos”, da cantora Sandra de Sá. Após ouvirem a música, será proposta a análise da letra da canção. A reportagem impressa disponível em http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/11/autor-de- olhos-coloridos-conta-que-musica-surgiu-de-caso-de-racismo.html, será lida e debatida com os alunos, que depois registrarão em forma de texto discursivo sua opinião em relação à discriminação racial existente na sociedade. Como base para a produção de texto, será disponibilizado o roteiro, com algumas perguntas: 1. O que é discriminação racial? 2. Você já presenciou ou vivenciou algum tipo de discriminação racial? 3. Como você reagiria, sofrendo discriminação por causa da cor de pele, tipo de cabelo ou forma de se vestir? 4. Você acha que negros e brancos tem as mesmas oportunidades (de emprego, estudo, de melhorar suas condições de vida)? 5. Para você, existe alguma forma de acabar com o preconceito e o racismo? 6. O que a escola pode fazer para criar uma cultura de respeito e valorização da diversidade étnica e cultural? Após o término da produção textual, a professora utilizará estratégias de revisão textual, podendo ser em duplas, com textos trocados entre os alunos. https://www.pixton.com/br/ http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/11/autor-de-olhos-coloridos-conta-que-musica-surgiu-de-caso-de-racismo.html http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/11/autor-de-olhos-coloridos-conta-que-musica-surgiu-de-caso-de-racismo.html 35 Aula 6 Cada aluno digitará o seu texto no Word ou Libre Office Writer, sendo orientado a formatar e salvar o documento para ser impresso posteriormente, compondo um álbum, que será encadernado e enviado às famílias. Aula 7 No laboratório de informática, os alunos acessarão o link https://educacaointegral.org.br/reportagens/estudante-recria-versao-negra- personagens-famosos/, lendo a reportagem sobre Maria Freitas, uma estudante que recriou alguns personagens famosos na versão negra. Logo após, serão incentivados a criar um herói ou negro dos quadrinhos, que pode ser uma criação original ou uma releitura, novamente utilizando o site PIXTON. Os heróis comporão uma galeria, que será impressa e anexada ao álbum da turma. Aula 8 Cada grupo apresentará os slides produzidos sobre as personalidades negras e suas contribuições para a nossa cultura. Logo após, os alunos poderão apreciar o mural que compuseram com as histórias em quadrinhos criadas com base nos livros literários. Produto Final Após a finalização do projeto, a professora pode reunir as produções dos alunos (slides sobre personalidades, histórias em quadrinhos, textos discursivos, galeria de personagens) para compor um álbum da turma, que visitará as famílias. Dentro do álbum, na última página, será colado um envelope onde as famílias poderão enviar uma carta à turma com considerações sobre as atividades realizadas. Avaliação A avaliação ocorrerá no decorrer do processo, por meio da observação da participação dos alunos e envolvimento nas atividades propostas. Serão avaliadas as produções individuais e coletivas dos alunos, levando em consideração a criatividade, coerência e coesão textual. https://educacaointegral.org.br/reportagens/estudante-recria-versao-negra-personagens-famosos/ https://educacaointegral.org.br/reportagens/estudante-recria-versao-negra-personagens-famosos/ 36 Abaixo, uma sugestão de tabela para avaliação. Aluno(a): Aula 1 Participou ativamente da roda de conversa, contribuindo com o grupo? SIM PARC NÃO Demonstrou interesse em experimentar todos os jogos? Aula 2 Realizou a pesquisa sobre uma personalidade negra? Colaborou com o grupo na montagem do Power Point sobre as personalidades pesquisadas? Aulas Realizou o esquema de HQ, demonstrando ter lido o livro indicado? 3 e 4 Conseguiu utilizar os recursos do programa PIXTON para criar sua HQ de forma coerente e obedecendo às convenções de escrita para o gênero? Aula 5 Ouviu atentamente à canção? Respondeu ao roteiro e produziu o texto com base nas repostas, com ortografia e pontuação? Aula 6 Digitou e formatou seu texto adequadamente? Aula 7 Demonstrou criatividade ao explorar os recursos do PIXTON na criação de um herói negro? Aula 8 O slide produzido como grupo retratou a importância dos negros para a nossa cultura? Foram explorados recursos como fotos, textos, fontes pano de fundo ou animações nos slides? O aluno participou oralmente da apresentação junto ao grupo? Referências Para o professor BASÍLIO, Ana Luíza. Estudante recria versão negra de personagens famosos. 15 abr. 2016. Centro de Referências em Educação Integral. Disponível em: https://educacaointegral.org.br/reportagens/estudante-recria-versao-negra- personagens-famosos/. Acesso em: 12 out. 2018. BOECKEL, Cristina. Autor de 'Olhos coloridos' conta que música surgiu de caso de racismo. 20 nov. 2015. Portal G1. Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de- janeiro/noticia/2015/11/autor-de-olhos-coloridos-conta-que-musica-surgiu-de-caso- de-racismo.html. Acesso em: 12 out. 2018. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular para a Educação Infantil. Versão final. Brasília, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#fundamental. Acesso em: 11 out. 2018. BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico- Raciais. Brasília: SECAD, 2006. Disponível em: 37 http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/orientacoes_etnicoraciais.pdf. Acesso em: 10 out. 2018. MACAU. Olhos coloridos. Rio de janeiro: Som Livre, 1995. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OQ3yhCVZqec. Acesso em: 12 out. 2018. UOL. Abolicionistas, premiados e artistas; veja personalidades negras marcantes. 20 nov. 2016. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/listas/veja- personalidades-negras-que-marcaram-a-historia-do-brasil-e-do-mundo.htm. Acesso em: 15 out. 2018. VALES, Luciene. Jogos de consciência negra. 18 nov. 2013. Blog Alfabeclicando. Disponível em: http://www.alfabeclicando.com.br/blog/category/jogos-consciencia/. Acesso em: 12 out. 2018. Para o estudante BASÍLIO, Ana Luíza. Estudante recria versão negra de personagens famosos. 15 abr. 2016. Centro de Referências em Educação Integral. Disponível em: https://educacaointegral.org.br/reportagens/estudante-recria-versao-negra- personagens-famosos/. Acesso em: 12 out. 2018. BEZERRA, Juliana. Personalidades Negras Brasileiras. 2018. Toda Matéria. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/personalidades-negras-brasileiras/. Acesso em: 15 out. 2018. BOECKEL, Cristina. Autor de 'Olhos coloridos' conta que música surgiu de caso de racismo. 20 nov. 2015. Portal G1. Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de- janeiro/noticia/2015/11/autor-de-olhos-coloridos-conta-que-musica-surgiu-de-caso- de-racismo.html. Acesso em: 12 out. 2018. COSTA, Guilherme; REBELLO, Helena. Consciência negra: representatividade no esporte cresce, mas racismo ainda fere. 20 nov. 2017. Globo Esporte. Disponível em: https://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/consciencia-negra- representatividade-no-esporte-cresce-mas-racismo-ainda-fere.ghtml. Acesso em: 15 out. 2018. UOL. Abolicionistas, premiados e artistas; veja personalidades negras marcantes. 20 nov. 2016. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/listas/veja- personalidades-negras-que-marcaram-a-historia-do-brasil-e-do-mundo.htm. Acesso em: 15 out. 2018. VALES, Luciene. Jogos de consciência negra. 18 nov. 2013. Blog Alfabeclicando. Disponível em: http://www.alfabeclicando.com.br/blog/category/jogos-consciencia/. Acesso em: 12 out. 2018. 38 3.3 Quem conta um conto... Contexto de utilização Contar histórias é uma arte fascinante, que existe desde os tempos mais remotos, pois narrar é uma das necessidades essenciais da comunicação humana. Ainda na pré-história, o homem já utilizava de meios para contar histórias, quer seja pela comunicação oral em seu grupo, quanto pela pictórica, vista nas imagens rupestres. A necessidade de o ser humano registrar suas memórias e repassá-las a outros perdura ainda hoje, o que podemos comprovar pela criação de recursos tecnológicos que exercem a função de guardar memórias e contar histórias, como álbuns, linhas do tempo, status, stories, todos estes presentes em redes sociais, como Facebook, WhatsApp, Instagram, dentre outros. No passado, as histórias eram criadas e contadas especialmente para ensinar e transmitir valores morais às crianças, como os contos clássicos dos irmãos Grim e de Hans Christian Andersen, ao mesmo passo que as fábulas de Esopo e de La Fontaine. Estas histórias provocaram fascínio em muitas crianças, e talvez por estes elementos atraentes (personagens cativantes e vilões cruéis, cenário que aguça a imaginação e a fantasia, enredo que provoca suspense e emoção, finais felizes ou inesperados), tal fascínio perdura nos dias de hoje entre crianças e adultos, fato este comprovado pelo número de filmes e releituras produzidos deste gênero. A emoção é a primeira forma de afetividade tendo ativação orgânica, não controlada pela razão, e, para Wallon, este sentimento possui caráter cognitivo e é a manifestação mais expressiva de afetividade (OLIVEIRA; COSTA, 2016). Por despertarem as emoções, as histórias contribuem para o desenvolvimento cognitivo e auxiliam na aprendizagem, conferindo ao sujeito mais significado, à medida que ele se apropria dos conceitos nela abordados. De acordo com Máximo-Esteves (1998, p. 125 apud LAZIER, 2010), “o prazer que a criança tem de ouvir e contar histórias é um claro indicador de que a fantasia e a imaginação são muito importantes para ela conhecer e compreender.” Mesmo os conteúdos mais formais podem ser facilmente trabalhados por meio de uma história. E hoje é possível ampliar a forma de contar histórias com o apoio da tecnologia através do Storytelling, que, segundo Cogo (2016, p.72 apud OLIVEIRA et al., 2018) “são narrativas interativas que comunicam, fornecem e 39 transmitem informações capazes de fascinar e atrair o público de forma inovadora.” Domingos, Domingues e Bispo (2012, p.4) afirmam que “o Storytelling, é de autoria mais coletiva do que individual” e que “é preciso acreditar no poder do Storytelling, já que ele está mais vivo do que nunca”, considerando o atual cenário em que as tecnologias digitais da comunicação se fazem tão presentes. Sendo “uma narrativa efetivamente aberta afeita a intromissões e modificações”, o Storytelling possui como característica um modo de narrar mais interativo e sujeito a adaptações (DOMINGOS; DOMINGUES; BISPO, 2012, p.5), promovendo a colaboração entre emissor e receptor e cedendo espaço para uma comunicação mais linear e democrática. A escola deve procurar se apropriar desta metodologia, dando cada vez mais voz aos alunos que, como protagonistas e autores, possuem condições de criar e participar das narrativas, utilizando para isso as tecnologias da comunicação e informação, cada vez mais presentes no seu cotidiano. Walter Benjamin (1993, apud BRASIL, 2016, p.22), aponta que “a experiência pode ser narrada, e a narrativa é uma importante forma de intercambiar experiências e de criar elos de coletividade.” Assim, uma das oportunidades de se explorar o Storytelling é dar liberdade aos alunos para estes criem suas próprias histórias ou recriem com base em algo já conhecido, podendo ser de diversas maneiras, como vídeos, HQs, animações, slides, livros, diários ou álbuns digitais, utilizando diversas ferramentas da web. As narrativas criadas, desta forma, permitem aos alunos elaborar conceitos, trabalhar a expressão da linguagem (oral, gestual, icônica, midiática, etc.). Todas estas alternativas propõem uma participação ativa dos alunos, motivando-os a criar, a aprender na coletividade e a apropriar-se da arte de narrar histórias de uma forma mais original e significativa. A proposta desta sequência didática é de, além de conhecer outras versões dos contos clássicos, como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Rapunzel, Branca de Neve, dentre outros, é discutir um pouco sobre o papel feminino apresentado nestas histórias e de fomentar a criatividade, permitindo que os alunos “extrapolem” a forma tradicional de narrar, para que não sejam meros consumidores de cultura, mas também produtores de boas histórias. 40 Objetivos Após a realização da sequência didática, tem-se a expectativa que os alunos sejam capazes de: • Ler e compreender, com certa autonomia, textos literários, de gêneros variados, desenvolvendo o gosto pela leitura. • Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler, apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos. • Localizar informações explícitas em textos. • Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. • Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. • Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. • Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis. • Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. • Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens. 41 • Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade. • Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo presente, por meio do acesso a diferentes fontes, incluindo orais, refletindo sobre os estereótipos criados nos contos tradicionais, especialmente a representação frágil da figura feminina. Conteúdo • Estratégia de leitura • Planejamento de texto • Revisão textual • Edição de textos • Utilização de tecnologia digital • Leitura colaborativa e autônoma • Compreensão em leitura • Escrita colaborativa • Imagens analíticas em textos • Leitura multissemiótica • As tradições orais e a valorização da memória • As fases da vida e a ideia de temporalidade Ano 4º e 5º ano do Ensino Fundamental – séries iniciais. Tempo estimado Esta sequência didática tem a duração prevista para 10 aulas de 50 minutos. 42 Previsão de materiais e recursos Os materiais e recursos necessários para realização da sequência didática são: • Livro literário: “A revolta das Princesas”, de Céline Lamour-Crochet e Lisbeth Renardy • Filme em DVD ou no YouTube: “Shrek Terceiro”, dublado em Português • Lousa e giz; • Cadernos, lápis, borracha; • Roteiros impressos; • Computadores com acesso à internet (laboratório de informática educativa); • Datashow; • Pen drive; • Celular com app Story Telling Cubes; • Cubos (dados confeccionados em papel impresso) para criar histórias; • Plataforma PREZI e POWTOON; • Programas de editor de texto (Microsoft Word ou libre Office Writer); • Impressora colorida; • Papel A4; • Mural de TNT; • Fita crepe ou fita adesiva larga; • Atividades impressas (tarefa de casa, fichas de leitura e de autoavaliação). Desenvolvimento Aula 1 Será apresentado aos alunos o livro “A revolta das Princesas”, de Céline Lamour-Crochet e Lisbeth Renardy, traduzido por Clara A. Colotto. Com base na capa do livro, será dada aos alunos a oportunidade de falarem suas hipóteses sobre o conteúdo do texto. Provavelmente, os alunos identificarão que se trata de um conto de fadas, com base no repertório que já possuem sobre o gênero. A professora, então, contará a história utilizando o livro apresentado e depois poderá pedir que os alunos exponham suas impressões sobre a narrativa. Poderá, 43 também, propor uma reflexão sobre as desigualdades existentes entre homens e mulheres, e os estereótipos aparentes nos contos clássicos. Figura 4 - Livro “A revolta das Princesas”. Fonte: EDITORA SABER E LER, 2015.7 Após a história, será proposto que, na biblioteca, os alunos escolham um livro de contos clássicos para realizar uma atividade de leitura e a produção de uma ficha, conforme o modelo. Fonte: Elaborada pela autora. 7 Disponível em: https://www.amazon.com.br/Revolta-das-Princesas-C%C3%A9line-Lamour- Crochet/dp/8566428072. Acesso em: 14 abr. 2019. OFICINA LITERÁRIA ALUNO(A): _____________________________________________________________ Nome do livro: ______________________________________________________________________ Autor: ___________________________________ Ilustrador: _________________________________ Que sensações a história lhe trouxe? ( )ALEGRIA ( ) TRISTEZA ( )MEDO ( ) SURPRESA Personagens principais:________________________________________________________________ Onde a história se passa: ______________________________________________________________ Personagem protagonista:______________________________________________________________ Personagem antagonista: ______________________________________________________________ Conflito ou complicação: _______________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ Data: ___/___/___ https://www.amazon.com.br/Revolta-das-Princesas-C%C3%A9line-Lamour-Crochet/dp/8566428072 https://www.amazon.com.br/Revolta-das-Princesas-C%C3%A9line-Lamour-Crochet/dp/8566428072 44 Aula 2 Nesta aula, os alunos assistirão ao filme “Shrek Terceiro”, que mostra as princesas dos contos de fada de uma maneira inusitada. Caso não tenha disponível o filme em DVD, o mesmo poderá ser reproduzido no YouTube, sendo necessário para isso uma boa conexão de internet. Após o filme, será proposta a realização um resumo da história, utilizando os computadores na sala de informática. Figura 5 – Wallpaper do filme Shrek The Third. Fonte: NAÇÃO DA MÚSICA, 2017.8 Aula 3 Para esta aula, será utilizado o aplicativo Storytelling Cubes (disponível no Google Play ou Play Store), instalado no celular da professora, que será projetado em Datashow. Figura 6 - Imagem do aplicativo Storytelling Cubes. Fonte: Foto do aplicativo tirada pela autora. 8 Disponível em: https://i3.wp.com/br.nacaodamusica.com/wp- content/uploads/2017/01/Shrek_3_Wallpaper_1024.jpg. Acesso em: 14 abr. 2019. https://i3.wp.com/br.nacaodamusica.com/wp-content/uploads/2017/01/Shrek_3_Wallpaper_1024.jpg https://i3.wp.com/br.nacaodamusica.com/wp-content/uploads/2017/01/Shrek_3_Wallpaper_1024.jpg 45 A professora então fará uma demonstração do aplicativo, sorteando alguns cubos e apresentando a proposta de atividade: os alunos deverão criar, com os cubos sorteados, uma releitura do conto clássico escolhido na primeira aula, utilizando as imagens sorteadas, que deverão aparecer na narrativa. A produção escrita, a princípio, será realizada em uma folha pautada, para depois ser revisada e posteriormente digitada em editor de texto na sala de informática. Caso seja impossível a realização da atividade com o aplicativo, podem-se confeccionar antes os cubos para produção textual, com vários modelos disponíveis na internet. Aula 4 Neste momento, tendo em mãos os textos já lidos pela professora e marcados com os ícones de revisão textual, cada aluno realizará a reescrita de seu texto, com as devidas correções, em editor de texto no computador (Word ou Libre Office Writer). A tabela a seguir apresenta exemplos de ícones de revisão textual, que permitem que o aluno reflita sobre o processo da escrita. O texto produzido pelo aluno é um rico material para exploração de itens relacionados à produção de um bom texto e a correção textual é uma oportunidade de aprendizagem para o aluno, pois, “ao receber o texto pontuado, o próprio aluno percebe quais pontos precisa melhorar, ou seja, os códigos da tabela servem como um referencial para que o aluno reflita sobre que pontos estão impróprios no seu texto. ” (VERONEZI, 2003). TABELA PARA REESTRUTURAÇÃO TEXTUAL - Rogéria Ap. Breda Veronezi 1- Use ponto final 2- Use vírgula 3- Verifique a ortografia 4- Cuidado com a separação silábica 5- Retire a vírgula 6- Use dois pontos 7- Use ponto e vírgula 8- Use ponto de interrogação 9- Use ponto de exclamação 10- Use parênteses 11- Retire os parênteses 12- Use aspas 13- Retire as aspas 14- Use discurso direto 15- Use letra minúscula 16- Use letra maiúscula 17- Inicie um novo parágrafo 18- Faça maior marcação de parágrafo 19- Colocação confusa. Reescreva o fragmento sublinhado 46 20- Termo vago 21- Verifique a concordância verbal 22- Verifique a concordância nominal 23- Termo incorreto. Substitua-o. 24- Termo repetitivo. Substitua-o por um sinônimo ou palavra correspondente. 25- Termo desnecessário. Retire-o. 26- Falta algum termo. 27- Transfira este termo para o local indicado. 28- Incoerência textual: 1ª e 3ª pessoas 29- Use crase 30- Retire o ponto final 31- Incoerência verbal Aula 5 Também na sala de informática e tendo em mãos as releituras criadas dos contos clássicos, será proposto aos alunos que transformem a história criada em uma apresentação no Prezi. Os alunos, orientados pela professora, selecionarão antes as imagens a serem utilizadas na apresentação no Google Imagens, salvando em uma pasta no computador. Logo após, acessando o site https://prezi.com/login/, logados, iniciarão as primeiras experimentações no programa, explorando modelos e recursos, com a orientação da professora. Como é necessário cadastro para login, considerando que são crianças entre 9 e 10 anos, sugere-se que a professora crie um e-mail da turma para estas atividades, comunicando aos pais com antecedência. Atividades como a criação de título, escolha do modelo e tema serão realizadas nesta aula. Aula 6 No laboratório de informática, os alunos continuarão a criar a apresentação da narrativa elaborada, colocando os textos e imagens anteriormente pesquisadas. Após o término da atividade, será proposto que os colegas troquem de lugar, a fim de conhecer a narrativa criada pelo colega, podendo também opinar sobre melhorias no arranjo da apresentação. Sugestão: Depois de criadas as histórias, já corrigidas e finalizadas, as produções poderão ser compartilhadas na página da escola, e, por bilhete, a escola poderá informar aos pais sobre o acesso para conhecerem as narrativas criadas pelos alunos. Caso a turma possua um grupo de WhatsApp, os links para acesso às narrativas poderão ser disponibilizados na rede social. https://prezi.com/login/ 47 Aula 7 Nesta aula a professora, já tendo selecionado algumas narrativas criadas no Prezi, apresentará em Datashow a projeção das mesmas à turma. Durante a apresentação, a professora poderá intervir junto aos alunos, caso seja necessária alguma melhoria no texto, realizando, assim, uma intervenção em tempo real e de forma coletiva. Como tarefa de casa, será dado um roteiro frases a serem completadas. Neste roteiro, os alunos deverão responder, com a ajuda da família, perguntas sobre sua história de vida e preferências, criando uma autobiografia. Esta tarefa será muito importante para a realização da próxima atividade em sala. Aulas 8 e 9 Na sala de informática, a professora trará a seguinte proposta: que os alunos conheçam e experimentem a ferramenta Powtoon, disponível no site: 48 https://www.powtoon.com/home/?. A professora poderá apresentar um modelo criado por ela mesma de sua autobiografia. É importante que os alunos já tenham conhecimento do que seja uma autobiografia, que já tenham contato com este gênero textual. Neste software de criação de apresentações animadas, os alunos poderão experimentar a criação de uma apresentação com base nos modelos disponíveis. Após explorarem os recursos, será proposto que cada aluno crie no site uma apresentação de sua autobiografia, com base no roteiro dado como tarefa de casa. A professora orientará quando à duração dos slides, pedindo que os alunos observem se o tempo delimitado é adequado para a leitura das frases. Durante o processo, os alunos devem executar o vídeo para realizar os ajustes necessários. Aula 10 Neste dia, será realizada a apresentação em Datashow das autobiografias dos “autores”, que pode ser para a turma ou estendida para toda a escola, também convidando os pais dos alunos autores. A professora poderá montar um mural com fotos e produções dos alunos, expondo os trabalhos realizados. Para as atividades realizadas no Prezi e Powtoon, poderá ser tirado um print da tela e impressa a página inicial. Avaliação A avaliação será de caráter processual e formativo, pela observação dos alunos na participação das atividades propostas e tendo como base os textos produzidos, a criatividade nas apresentações elaboradas, as dificuldades de estruturação do texto e de ortografia apresentadas por cada aluno. A seguir, uma sugestão de tabela para avaliação. Aluno(a): Aula 1 Participou atentamente da leitura realizada pela professora? SIM PARC NÃO Realizou a atividade da ficha literária, demonstrado compreensão do texto lido? Aula 2 Assistiu atentamente ao filme? Aulas 3 e 4 Produziu, com criatividade, a releitura de conto clássico, com apoio das imagens do Storytelling Cubes? O texto produzido atendeu às convenções da escrita, com coerência, ortografia e pontuação adequadas? https://www.powtoon.com/home/? 49 Aula 5 Conseguiu selecionar e salvar as imagens para sua apresentação? Demonstrou interesse em explorar os recursos do Prezi, iniciando sua apresentação? Aula 6 Conseguiu organizar sua apresentação, inserindo imagens e textos e explorando efeitos do Prezi? Aula 7 Participou ativamente da revisão coletiva das apresentações criadas? Aulas Respondeu ao roteiro de autobiografia? 8 e 9 Explorou os recursos do Powtoon para criar sua apresentação, seguindo o roteiro de autobiografia? Apresentou texto conciso, com ortografia, pontuação, com visual atraente e imagens/áudio coerentes com o conteúdo? Aula 10 Participou da apreciação dos trabalhos, demonstrando interesse por suas produções e dos colegas? Também será realizada uma autoavaliação do processo, para que os alunos manifestem quais foram suas dificuldades e o que mais despertou o interesse nas aulas. FICHA DE AUTOAVALIAÇÃO Aluno(a): _____________________________________________________________ Professora: _______________________ Turma: ______________________________ Marque, para cada pergunta, uma alternativa. Não existem respostas corretas ou erradas. 1. Que atividade lhe trouxe mais satisfação em realizar? ( ) leitura e ficha do conto de fadas. ( ) criar minha releitura do conto de fadas. ( ) criar a apresentação da minha história no Prezi ( ) criar minha autobiografia no Powtoon 2. Na produção do texto escrito, quais foram as maiores dificuldades? ( ) criar a história com começo, meio e fim. ( ) organizar minhas ideias no papel. ( ) escrever corretamente, com ortografia e pontuação. 3. O que você sentiu ao ver as pessoas assistindo sua apresentação no Powtoon? ( ) satisfação de ter cumprido esta tarefa ( ) vergonha e medo de não gostarem da minha apresentação. ( ) orgulho de ter criado uma boa apresentação. 4. Escreva o que aprendeu com as atividades realizadas: ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 50 Referências Para o professor BLOGOVIN. Daus per crear històries. 29 nov. 2014. Disponível em: https://www.bloglovin.com/blogs/a-dins-de-l-aula-6693309/daus-per-crear-histories- 3835719659. Acesso em: 21 abr. 2019. BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica. Crianças como leitoras e autoras. Coleção leitura e escrita na educação infantil. 1.ed. Brasília: MEC/SEB, 2016. DOMINGOS, A. A.; DOMINGUES, A. S. O. L.; BISPO, K. S.. Storytelling midiático: a arte de narrar a vida como ferramenta para a educação. In: VI COLÓQUIO INTERNACIONAL EDUCAÇÃO E CONTEMPORANEIDADE. São Cristóvão, 2012. Disponível em: http://educonse.com.br/2012/eixo_08/PDF/78.pdf. Acesso em: 17 mar. 2019. DANIEDUCAR. História criativa em cubo. Disponível em: https://danieducar.com.br/arquivos/4932. Acesso em: 21 abr. 2019. LAMOUR-CROCHET, Céline. RENARDY, Lisbeth. A revolta das princesas. São Paulo: Saber e Ler, 2015. LAZIER, Joceli de Fátima Cerqueira. Desenvolvimento do conceito de Meio Ambiente com crianças por meio da contação de histórias: uma contribuição à Educação Ambiental. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação. Faculdade de Ciências Humanas. Universidade Metodista de Piracicaba. p. 43-55, Piracicaba, São Paulo, 2010. Disponível em: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/pdfs/2006/AFRPKNMKRULS.pdf. Acesso em: 16 mar. 2019. OLIVEIRA, Caíque et al. Storytelling e hipertexto: as novas dimensões da narrativa no ciberespaço. In Revista, São Paulo, n.10, p. 71-84, 2018. Disponível em: http://revistas.unaerp.br/inrevista/article/view/1384/1219. Acesso em: 17 mar. 2019. OLIVEIRA, Denise Ferreira Silva de; COSTA, Michel da. Contação de histórias na escola: construção de conhecimentos e desenvolvimento da afetividade. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP, 13., 2016, Guarujá. Anais... São Paulo: Unaerp, 2012. p. 1 - 12. Disponível em: https://www.unaerp.br/sici-unaerp/edicoes-anteriores/2016/sessao-01/2465- contacao-de-historias-na-escola-construcao-de-conhecimentos-e-desenvolvimento- da-afetividade/file. Acesso em: 18 mar. 2019. POWTOON. Draw my life. 29 jan. 2019. Disponível em: https://www.powtoon.com/blog/help-your-students-save-the-world-with-these-31- glorious-draw-my-life-video-lessons-%EF%BB%BF/. Acesso em: 20 mar. 2019. 51 SHREEK Terceiro (Shrek the Third). Direção: Chris Miller (LX), Raman Hui. Produção: Jeffrey Katzenberg. EUA: DreamWorks Animation, 2007. 1 DVD (1h 33min). VERONEZI, Rogéria Aparecida Breda. Correção textual: uma prática abrangente. In: SEMINÁRIO SOBRE ENSINO DE LÍNGUA E LITERATURA, 3., 2003, São Paulo, Anais... São Paulo: Associação de Professores de Língua e Literatura, 2003. Disponível em: http://alb.org.br/arquivomorto/edicoes_anteriores/anais14/Sem13/C13056.doc. Acesso em: 20 abr. 2019. Para o estudante APRENDA a usar o Prezi em seis minutos (tutorial passo a passo). Youtube, 12 jul. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Ov2lYRMky6E. Acesso em: 20 abr. 2019. DIANA, Daniela. Biografia. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/biografia/. Acesso em: 20 abr.2019. ESCOLA KIDS. Características do conto. Disponível em: https://escolakids.uol.com.br/portugues/conhecendo-as-caracteristicas-do-conto.htm. Acesso em: 20 abr. 2019. LAMOUR-CROCHET, Céline. RENARDY, Lisbeth. A revolta das princesas. São Paulo: Saber e Ler, 2015. NESPOL. Criar vídeos animados com Powtoon - Tutorial Completo. Youtube, 19 out. 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ED4NeXcwf3g. Acesso em: 20 abr. 2019. RESUMO ESCOLAR. Protagonista e antagonista. Disponível em: https://www.resumoescolar.com.br/portugues/protagonista-e-antagonista/. Acesso em: 20 abr. 2019. SCHUTT, Diego. Como transformar suas ideias em histórias? 08 ago. 2010. Disponível em: https://ficcao.emtopicos.com/escrever/desenvolvendo-ideias/. Acesso em: 20 abr. 2019. SHREEK Terceiro (Shrek the Third). Direção: Chris Miller (LX), Raman Hui. Produção: Jeffrey Katzenberg. EUA: DreamWorks Animation, 2007. 1 DVD (1h 33min). UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS. Secretaria Geral de Educação a Distância. Tutorial Powtoon: Criando vídeos animados. 2018. Disponível em: https://inovaeh.sead.ufscar.br/wp-content/uploads/2019/04/Tutorial-PowToon.pdf Acesso em: 20 abr. 2019. 52 3.4 Criando animações de cadeias alimentares Contexto de utilização O ensino de ciências, de acordo com o Currículo Referência de Minas Gerais, deve valorizar vivências, saberes, interesses e curiosidades dos estudantes sobre o mundo natural e tecnológico, com o intuito de que “possam vivenciar momentos de investigação que lhes possibilitem exercitar e ampliar sua curiosidade, aperfeiçoar sua capacidade de observação, de raciocínio lógico e de criação”; de uma forma mais colaborativa e investigativa. (SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS, 2019, p.739). Ensinar Ciências, assim, deve ser de uma forma motivadora que instigue os alunos a investigarem, a partir de suas hipóteses, e construam o conhecimento com base nas próprias experiências e observações, com a mediação do professor. O trabalho a partir da modelização constitui uma prática eficiente no ensino de Ciências, pois através da criação de modelos é possível compreender melhor o mundo. Fazendo uso de maquetes, esquemas, gráficos, simulações, etc., o professor busca fortalecer “explicações de um determinado conceito, proporcionando assim, uma maior compreensão da realidade por parte dos alunos” (OLIVEIRA et al., 2003, p.3). Nos anos iniciais, a unidade Temática Vida e Evolução, proposta no currículo mineiro, propõe o ensino através “das ideias, representações, disposições emocionais e afetivas que os alunos trazem para a escola”, saberes estes que contribuem para a compreensão dos seres vivos e das relações nutricionais estabelecidas entre eles no ambiente natural. Desta forma, procura-se estudar não apenas os seres vivos, mas a relação entre eles e o ambiente, considerando os fatores que interferem direta e indiretamente no equilíbrio ambiental, incluindo aí a ação humana. Oliveira et al. (2003, p.6), afirmam que cada vez se faz mais necessário o trabalho com modelos no ensino de ciências naturais e suas tecnologias, pois “a construção coletiva de uma cadeia alimentar a partir de organismos conhecidos pelos alunos se constitui numa oportunidade de experiência onde a modelização aparece como atividade criadora.” Entendendo que modelos não são realidades, mas as representam, o professor pode utilizar desta metodologia para auxiliar na 53 construção de um saber científico em que os alunos estabelecem relações com os conhecimentos prévios e formulando novas perguntas a partir dos modelos construídos. Lidamos hoje em nossas escolas com uma geração que acompanhou a chegada do YouTube e que se apropria com facilidade das linguagens audiovisuais, como consumidora e produtora em potencial. Estas linguagens, presentes e constantes na vida social das crianças, necessitam ser mais utilizadas no ambiente escolar, sobretudo de uma forma que lhes permita criar e representar suas ideias. Moran destaca que, através do vídeo “experienciamos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos”, pois esta linguagem multissensorial responde “à sensibilidade dos jovens e da grande maioria da população adulta”, dirigindo-se antes à afetividade do que à razão. (MORAN, 1995, on line.) O autor ainda afirma que, dentre as várias possibilidades do uso de vídeos na escola, o vídeo como expressão deve ser incentivado o máximo possível, pois ele tem uma dimensão moderna e lúdica, integrando linguagens e permitindo uma comunicação mais sensível e envolvente, para crianças e adultos. Milliet (2014) traz uma reflexão importante sobre as narrativas na atualidade: Se a arte de narrar é cada vez mais rara por falta de condições de realização da transmissão da experiência, ligada a um trabalho e tempo compartilhados, podemos pensar que ações como essa de realizar animação fazem da escola um lugar onde a experiência e a narrativa ainda são possíveis na atualidade. (MILLIET, 2014, p.112) Partindo destes pressupostos, propõe-se aqui o trabalho com a cadeia alimentar com alunos do 4º ano do ensino fundamental, explorando as tecnologias digitais e as metodologias ativas como meio de envolver os alunos e motivá-los a construir o conhecimento, de forma mais criativa e colaborativa. A tecnologia proposta é a criação de animações, produzidas pelos próprios alunos, com a técnica do stop motion, que permite a criação de vídeos de animação quadro a quadro. Objetivos Após a realização da sequência didática, tem-se a expectativa que os alunos sejam capazes de: 54 • Construir cadeias alimentares simples, reconhecendo a posição ocupada pelos seres vivos nessas cadeias e o papel do Sol como fonte primária de energia na produção de alimentos. • Analisar cadeias alimentares simples, reconhecendo a posição ocupada pelos seres vivos nessas cadeias e o papel do Sol como fonte primária de energia na produção de alimento e compreender que a interferência humana nas cadeias alimentares pode levar ao desequilíbrio ambiental. • Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. • Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística. Conteúdo • Cadeia alimentar • Meio ambiente • Materialidades e técnicas artísticas • Arte e tecnologia Ano 4º ano do ensino fundamental – séries iniciais. Tempo estimado Esta sequência didática tem a duração prevista para 7 aulas de 50 minutos. Previsão de materiais e recursos Os materiais e recursos necessários para realização da sequência didática são: 55 • Lousa, giz ou pincel • Papel 60 kg • Pincéis atômicos • Lápis de cor, giz de cera • Tesoura • Retalhos em E.V.A (emborrachado) • Massinha de modelar (cores variadas) • Celular (smartfone) com aplicativo Stop Motion Studio • Suporte para câmera, tripé ou suporte improvisado • Computadores • Software Muan • Acesso à internet • Atividades impressas sobre o conteúdo Cadeia Alimentar • Imagens impressas de animais para montagem de cadeias alimentares • Desenho animado “Aventuras com os Kratts: A cadeia alimentar” (acesso pelo Youtube) • Datashow • Bilhete e convite impresso Desenvolvimento Aula 1 Como introdução ao tema, será apresentado aos alunos o episódio 30 do desenho animado “Aventuras com os Kratts: A cadeia alimentar”, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=pyZ6YSFI3Wg. Após o desenho, será questionado aos alunos o que é cadeia e teia alimentar, pedindo que deem exemplos. Com base nas respostas dos alunos, a professora registrará em um cartaz um esquema, no modelo de mapa mental, intitulado “Cadeia e Teia Alimentar – o que sabemos.” https://www.youtube.com/watch?v=pyZ6YSFI3Wg 56 Figura 7 - Exemplo de mapa mental de cadeia alimentar. Fonte: BRASIL ESCOLA, 2018.9 Feito o esquema, a professora tirará uma fotografia do cartaz para que na aula seguinte os alunos tenham uma cópia impressa em seu caderno, como registro inicial. Será dada como tarefa de casa que os alunos acessem o site Brasil Escola, pelo link https://brasilescola.uol.com.br/biologia/cadeia-teia-alimentar.htm, realizando a leitura da matéria Cadeia e teia alimentar, para responder à atividade: 9 Disponível em: https://s1.static.brasilescola.uol.com.br/img/2018/12/cadeia-teia-alimentar_be.jpeg. Acesso em: 30 maio 2019. ATIVIDADE DE CIÊNCIAS ALUNO(A): _____________________________________________________________ 1. Com base na leitura, explique a diferença entre cadeia alimentar e teia alimentar. 2. Quais são os níveis tróficos presentes numa cadeia alimentar? Explique cada um, dando exemplos. 3. Crie uma cadeia alimentar utilizando imagens ou ilustrações, identificando o lugar de cada um na cadeia (níveis tróficos). 4. Explique qual a importância do sol nas cadeias alimentares. Data: ___/___/___ https://brasilescola.uol.com.br/biologia/cadeia-teia-alimentar.htm https://s1.static.brasilescola.uol.com.br/img/2018/12/cadeia-teia-alimentar_be.jpeg 57 Aula 2 No laboratório de informática, os alunos acessarão o simulador de cadeias alimentares, no portal Dia a dia Educação (SEE do Paraná), disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mydownloads_08/singlefile.php?ci d=5&lid=1616. Após esta atividade, será proposto que joguem o jogo on line “Quem come o quê?”, disponível em: http://www.gameseducativos.com/quem-come-o-que/ciencias . Também é interessante que acessem o Jogo de cadeia alimentar no site https://www.cokitos.pt/jogo-de-cadeia-alimentar/play/. Apesar de estar em inglês, é possível que os alunos compreendam o conteúdo, pois esta atividade contém dois exemplos, sendo um da cadeia alimentar na floresta e outro da cadeia alimentar com seres vivos do norte, incluindo o sol como fator importante. De volta à sala de aula, cada aluno irá receber um kit de imagens previamente recortadas, a fim de compor uma cadeia alimentar, identificando os níveis tróficos de cada elemento (produtores, consumidores e decompositores). Abaixo, alguns exemplos de cadeias alimentares, cujas figuras devem estar recortadas para que os próprios alunos montem na ficha a seguir. http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mydownloads_08/singlefile.php?cid=5&lid=1616 http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mydownloads_08/singlefile.php?cid=5&lid=1616 http://www.gameseducativos.com/quem-come-o-que/ciencias https://www.cokitos.pt/jogo-de-cadeia-alimentar/play/ 58 Fonte: 123RF, 2019.10 Exemplo de ficha para atividade de cadeia alimentar (aula 2). Fonte: Elaborada pela autora. 10 Disponível em: https://www.123rf.com/clipart-vector/food_chain.html?sti=nhdw7gs9crupqetggh|. Acesso em: 30 maio 2019. COMPONDO UMA CADEIA ALIMENTAR Aluno(a): _____________________________________________________________ Professora: _______________________ Turma: ______________________________ Ambiente: _________________________________________________________________ Utilize as imagens recebidas para montar a cadeia alimentar. Identifique cada elemento da cadeia como: decompositor, produtor, consumidor (primário, secundário, terciário, quando houver). 59 Para aferir a aprendizagem sobre o conteúdo, como tarefa de casa os alunos poderão realizar o Jogo Trívia Cadeia A