UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
UFMG
PRODUÇÃO CIENTIFICA DE ENFERMAGEM NO
TRANSPLANTE
JUCÉLIA SCHITTINI DA SILVA
BELO HORIZONTE
2011
JUCÉLIA SCHITTINI DA SILVA
PRODUÇÃO CIENTIFICA DE ENFERMAGEM NO
TRANSPLANTE
Monografia apresentada ao curso de
Especialização em Enfermagem Hospitalar da
escola de enfermagem da UFMG, como requisito
parcial para obtenção do titulo de Especialista em
enfermagem.
Área de concentração-Transplante
Profª Orientadora: Dra Selme Silqueira de Matos
BELO HORIZONTE
2011
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO......................................................................................................10
2. OBJETIVO ...........................................................................................................12
2.1. Objetivo Geral ....................................................................................................12
2.2. Objetivos Específicos .........................................................................................12
3. CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA.......................................................................13
3.1 A pesquisa em enfermagem................................................................................13
3.2.Histórico do transplante e assistência de enfermagem........................................15
3.3.Transplantes Realizados nos últimos anos..........................................................16
3.4. Assistência de Enfermagem ..............................................................................18
4. PERCURSO METODOLOGICO ...........................................................................20
5. RESULTADOS......................................................................................................22
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS.......................................................................27
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................29
REFERÊNCIAS..........................................................................................................30
LISTA DE SIGLAS
ABEN – Associação Brasileira de Enfermagem
ABTO- Associação Brasileira de Transplante de Órgãos
BVS- Biblioteca Virtual de Saúde
CAPS- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
CEPEn Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem
CNCDO- Central Nacional de Captação e Distribuição de Órgãos.
COFEN- Conselho Federal de Enfermagem
FEPPEN- Federação Pan-americana de Profissionais de Enfermagem
OPAS - Organização Pan-Amerina de Saúde
SAE – Sistematização da Assistência de Enfermagem
UFMG- Universidade Federal de Minas Gerais
UFRJ- Universidade Federal do Rio de Janeiro
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte
UNIORIO- RJ- Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro
USP- Universidade de São Paulo
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Quadro 1: evolução anual de transplante..................................................................17
Mapa 1: regionais brasileiras divididas pelo número de centro transplantador por
estado .......................................................................................................................17
Tabela 1: trabalhos cientificos DE enfermagem EM transplantes SEGUNDO O ANO
DE PUBLICAÇÃO .....................................................................................................22
Mapa 2: mapeamento das regionais segundo o número de publicações.................23
Tabela 2: produção cientifica DE enfermagem EM transplante POR TEMA AUTOR E
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL ............................................................................23
Gráfico 1: qualificação profissional do autor principal ...............................................25
Tabela 4: trabalhos cientificos de enfermagem em transplante segundo a instituição
de ensino...................................................................................................................26
RESUMO
A enfermagem como ciência busca descobrir as diferentes formas de inter-relação
entre homem – meio ambiente. O desenvolvimento cientifico é considerado um fator
primordial para alcançar o bem estar social, fazendo com que as pesquisas
cientificas impactuem diretamente nas implicações da atividade humana. O presente
trabalho tem como foco identificar o perfil das produções cientificas de Enfermagem
no transplante. Por intermédio da pesquisa bibliométrica, selecionou-se vinte e um
trabalhos científicos, buscados nas bases de dados da BVS e no CEPEn, utilizando
o método por palavras. Após a realização do estudo, pode-se observar uma maior
concentração das produções de enfermagem na região sudeste, sendo a maior
parte realizada por enfermeiros mestres em instituições federais. Conclui-se que os
perfis das produções estão voltados para o transplante hepático e renal, visto que
são os órgãos com maior índice de transplantação segundo dados estatísticos da
Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos.
Palavras- Chave: Enfermagem; Enfermeiro; Transplante; Transplantado.
ABSTRAT
Nursing as a science seeks to discover the different forms of interrelation between
man-environment. Scientific development is considered a primary factor for achieving
welfare, causing the impacted scientific research directly the implications of human
activity.This work focuses on identifying the profile of scientific productions in
transplant nursing. Through the search bibliometrics, selected-if twenty-one scientific
papers, fetched in the databases of the VHL and CEPEn, using the method for
words. After completion of the study, one can observe a greater concentration of
productions of nursing in the Southeast, most performed by nurses masters in federal
institutions. It is concluded that the profiles of the productions are aimed at the renal
and liver transplantation, since they are bodies with greater index transplantation
second statistical data of the Brazilian Association of organ transplants.
Key-words: Nursing; Nurse; Transplantation; Transplanted.
O presente trabalho tem como foco identificar o perfil das produções cientificas de Enfermagem no
transplante.
Por intermédio da pesquisa bibliométrica, selecionou-se vinte e um trabalhos científicos, buscados
nas bases de dados da BVS e no CEPEn, utilizando o método por palavras: (enferm$) and
(transplant$).
Após a realização do estudo, pode-se observar uma maior concentração das produções de
enfermagem na região sudeste, sendo a maior parte realizada por enfermeiros mestres em
instituições federais.
Conclui-se que os perfis das produções estão voltados para o transplante hepático e renal, visto que
são os órgãos com maior índice de transplantação.
Palavras- Chave:
(enferm$) and (transplant$)
“Transplante não é cura…
“Curar não é restaurar uma normalidade ilusória (transplantando órgãos), mas
sim criar condições de superar limites (dor) na busca por uma completude
inatingível que transcende a medicina e esta no imaginário, na arte e no amor.”
(Autor desconhecido).
AGRADECIMENTOS
A Deus pela sua presença constante em minha vida, e por tornar
tudo possível.
Aos meus familiares pelo carinho, incentivo e compreensão nos
momentos de ausência.
A Profª. Dra. Selme Silqueira pela dedicação, presteza, e por ter
dispensado seus conhecimentos resultando na segurança para
realização deste estudo.
Aos Mestres no decorrer da especialização que puderam repartir
seus saberes em prol do meu crescimento profissional.
A Daniela Morais, pelo apoio e incentivo na minha trajetória
acadêmica.
A todos que participaram, mesmo em pensamento desta
realização, a minha gratidão.
10
1 INTRODUÇÃO
A Enfermagem vem crescendo como profissão e gradativamente o enfermeiro assume
sua atuação não só na assistência, bem como de forma coerente e alicerçada no
campo da pesquisa. (ANGERAMI, 1993).
No Brasil, vivemos a maturidade da transplantação. Diversas facetas da prática dos
transplantes, que no início foram puramente improvisadas e cuja viabilidade só se
manteve graças ao determinismo dos pioneiros, hoje estão regulamentadas,
implementadas e operacionalizadas. Tal procedimento dispõe de legislação adequada
para todas as etapas da transplantação: organizações de captação, distribuição e
implantação de órgãos em quase todos os estados brasileiros. Evidencia-se também.
para o avanço das técnicas de transplantes, a atuação de equipes bem treinadas, bem
como a gratuidade das drogas necessárias para a manutenção dos órgãos de todos os
pacientes. (PEREIRA, 2004).
O sucesso deste procedimento está relacionado à atuação da equipe multiprofissional.
A disponibilidade de novas campos e incorporação de novas técnicas diagnósticas e
terapêuticas tiveram um impacto imenso na área dos transplantes, melhorando de
forma extraordinariamente positiva os seus resultados. O enfermeiro como membro da
equipe multidisciplinar, tem papel primordial na assistência ao paciente transplantado e
para tanto, faz-se ímpar sua capacitação teórico-científica em constante dinamismo.
(BAGGIO; CARVALHO 2009).
A vasta literatura indica um crescendo das produções científicas em enfermagem, o que
torna apropriado os questionamentos sobre a pesquisa de enfermagem voltada
diretamente à transplantação, uma vez evidenciado a dimensão das abordagens acerca
do transplante. Assim, Enfermeiro que propõe desenvolver seu trabalho nesta área com
qualidade e excelência, necessita analisar minuciosamente o conteúdo das publicações
de enfermagem voltadas para o transplante e assim contribuir para o crescimento das
pesquisas em enfermagem.
11
Pretende-se com este estudo elucidar o que os enfermeiros estão pesquisando em
relação ao transplante e onde há carência de pesquisas no que tange ao tema em
questão. Espera-se, também, levantar a chama da motivação dos enfermeiros à
investigação, desenvolvimento e divulgação de estudos científicos em transplante, com
vistas a melhoraria da assistência.
Objetivando promover, manter e recuperar a saúde de seus clientes, a idéia de cuidado
está totalmente relacionada à enfermagem, uma vez que a assistência é representada
por atividades que devem ser prestadas com a qualidade que se espera de um bom
profissional, não apenas do ponto de vista ético e humanístico, como também do ponto
de vista técnico-científico. (BAGGIO; CARVALHO 2009).
A assistência de enfermagem na unidade de transplante deve ser prestada de maneira
precisa e rotineira, visto a complexidade de tal procedimento. Para tanto, com este
estudo oportuniza-se o delinear das produções cientificas de enfermagem voltada para
a área do transplante.
12
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
Analisar o perfil da produção cientifica da Enfermagem em Transplante, por meio de
uma revisão bibliométrica.
2.2 Objetivos Específicos
− Quantificar os trabalhos científicos de Enfermagem em transplante segundo o
ano de publicação;
− Especificar as instituições de ensino de cada trabalho;
− Levantar a distribuição de produção cientifica por estado de publicação;
− Identificar a qualificação profissional do autor principal;
− Demonstrar o tema abordado em cada trabalho de forma quantitativa.
13
3 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA
3.1 A pesquisa em Enfermagem
A ciência como processo dinâmico de produção do conhecimento, busca descobrir as
diferentes formas de inter-relação homem/meio ambiente. O desenvolvimento científico
tornou-se um fator crucial para o bem estar social fazendo com que as pesquisas
científicas impactuem diretamente nas implicações da atividade humana.
Diante do atual contexto e considerando-se que a divulgação dos resultados das
pesquisas é apenas uma das etapas do processo de produção do conhecimento,
estratégias devem ser implementadas na área da enfermagem no Brasil, com vistas à
formação do profissional/pesquisador, à produção e divulgação de pesquisas
cientificamente elaboradas. ( MARZIALE, 2005).
O processo de produção do conhecimento busca consolidar suas bases científicas e
formar recursos humanos capacitados para desenvolver a prática do saber, utilizando
das várias metodologias, cada vez mais aprimoradas. Um objetivo primaz no sistema de
formação é habilitar pesquisadores que tenham domínio metodológico e capacidade
para testá-los. Esses gerenciadores da busca do conhecimento devem ter a capacidade
de originar questões coerentes e atualizadas com a estruturação de linhas de pesquisa
dentro de seus domínios e/ou disponibilidade de investimento na área desse saber,
tornando-se multiplicadores na formação de novos pesquisadores e cuja produção
científica vista-se com devido referencial no contexto nacional e internacional.
(MARZIALE, 2005).
A enfermagem como ciência se faz importante no desenvolvimento de investigação
científica a tecer considerações acerca de seus caminhos metodológicos demonstrando
o acompanhamento da profissão nos anais técnico-científicos. O produto e o processo
da atividade científica em enfermagem são dependentes do trabalho e entendimento do
pesquisador em desenvolver um saber alicerçado nas teorias de enfermagem, abrindo
novos campos de investigação e impulsionando novas pesquisas.
14
A partir da década de 70 surgem buscas referentes às metodologias qualitativas na
enfermagem, relacionadas à vivência diária do enfermeiro no que tange aos
sentimentos de empatia, simpatia, solidariedade (relacionados ao enfermeiro e
clientela) e conflitos (relacionados à autonomia dos enfermeiros e hegemonia médica).
Em retrospecto na história da enfermagem, observa-se a introdução dos estudos de
casos clínicos pelos enfermeiros, ficando ainda mais evidenciado a inegável
necessidade de um referencial teórico para suporte científico a essa profissão. Até os
anos 60 a fundamentação teórica da enfermagem possibilitava apenas uma abordagem
quantitativa. Isto abastava uma visão parcial dos processos dinâmicos vivenciados na
profissão. As lacunas deixadas pelo método científico tradicional levaram muitos
pesquisadores da área da enfermagem a buscar metodologias alternativas de pesquisa
na vertente qualitativa. (BOEMER; ROCHA, 1996).
As autoras também evidenciam um redirecionamento no campo de investigação em
enfermagem, que possibilita relações entre fatos estatisticamente significantes. Surge
então a pesquisa qualitativa em enfermagem como forma de clarear tópicos de ordem
metodológica para suas investigações.
No Brasil, a exemplo do cenário mundial, houve um período em que o método científico
tradicional era o único referencial para o delineamento das pesquisas. A partir desse
primeiro corpo de conhecimentos científicos, e de sua interposição aos avanços das
ciências e tecnologias, novos objetos foram se apresentando aos enfermeiros como
carentes de investigação. Inserindo-se em um movimento que reconhece a suma
importância da ciência em dinamismo constante, a enfermagem vai incorporando novas
temáticas como objeto de estudo. Muitos pesquisadores voltam-se para a compreensão
do papel do enfermeiro nas instituições, suas atividades multiprofissionais e adequação
do ensino de enfermagem com o mercado de trabalho. Novos horizontes se abrem para
o conhecimento em enfermagem que possibilita ao enfermeiro ir além da quantificação
e da observância de sinais e sintomas, para um cuidado real e racional.
Parece-nos oportuno uma reflexão acerca dessa nova forma de referencial
metodológico, uma vez constatada sua apropriação pelos enfermeiros. A principio, a
pesquisa qualitativa é um empreendimento mais abrangente, com variedade de
procedimentos metodológicos e que estão sendo desenvolvidos por pesquisadores com
15
o intuito de contemplar os aspectos qualitativos dos fenômenos pesquisados. Várias
são as modalidades da pesquisa qualitativa que estão intimamente relacionados à idéia
ou tipo de conhecimento que se deseja obter, os quais desenharão o trajeto da busca
de bases que fundamentam as respostas desejadas. Nessas diferentes modalidades
percebe-se a relação com seus pressupostos, o papel do observador e suas técnicas
de coleta de dados, os métodos utilizados e o delineamento da pesquisa.
Cabe mencionar que as modalidades de pesquisa qualitativa guardam conceitos que
expressam a visão de um mundo, contida numa liberdade criadora e responsável ao
resguardar a coerência nos pilares científicos.
Outra consideração para o avanço das pesquisas em enfermagem refere-se ao advento
dos cursos de pós-graduação que contribuem para a ampliação no campo da
investigação. Constituiu-se aos enfermeiros o habito científico, mediante a
concentração dos esforços individuais no sentido de realizar uma atividade de pesquisa
como requisito necessário à obtenção da titulação requerida, caracterizando, assim o
estreito vínculo entre pós graduação e o desenvolvimento da pesquisa de enfermagem
no Brasil. A pesquisa foi ganhando condensação e concentração não só na
metodologia quantitativa, mas e com grande impulso, na abordagem qualitativa do
saber em enfermagem (SANTOS; GOMES, 2007).
Com toda essa perspectiva favorável, o tempo e o cultivo da própria investigação
científica vão certamente definir os rumos da pesquisa para a enfermagem brasileira.
3.2 Histórico do transplante e assistência de enfermagem.
A transplantação no Brasil iniciou no inicio da década de 60, onde foi realizado o
primeiro transplante renal inter-vivo no estado do Rio de Janeiro.
Segundo Baggio; Carvalho (2009), “... 1968 foi realizado o primeiro transplante cardíaco
em São Paulo e em 1989 foi realizado o primeiro transplante de pulmão e o primeiro
transplante duplo pâncreas rim....” (p.39).
Por muitas vezes os resultados dos transplantes eram desencorajados devido às vastas
intercorrências, muitas vezes pela realização das cirurgias que eram realizadas em
locais mal equipados para atender a tal complexidade do procedimento, os cuidados
16
pós- transplantes e os fenômenos de rejeição que ainda passava por pesquisas pelos
pioneiros do transplante. (PEREIRA, 2004).
O autor salienta que desde o inicio da transplantação no Brasil, não existia legislação
especifica sobre o tema, os médicos se embasavam pelos critérios do doador em morte
encefálica. E tinham como parâmetros os aspectos éticos, científicos e morais da
profissão. Em agosto de 1968 foi sancionada a lei 5.479 pelo presidente Costa e Silva,
criando dispositivos sobre a retirada e transplante de tecidos, órgãos e partes de
cadáver para finalidade terapêutica e cientifica. Devido a varias mutações esta lei foi
revogada e substituída pela lei 9.434 de 1997, que prevê:
“A política Nacional de Transplantes de órgãos e tecidos está fundamentada na
Legislação (Lei nº 9.434/1997 e Lei nº 10.211/2001), tendo como diretrizes a
gratuidade da doação, a beneficência em relação aos receptores e não
maleficência em relação aos doadores vivos. Estabelece também garantias e
direitos aos pacientes que necessitam destes procedimentos e regula toda a
rede assistencial através de autorizações e reautorizações de funcionamento de
equipes e instituições. Toda a política de transplante está em sintonia com as
Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, que regem o funcionamento do SUS”.
(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).
3.3 Transplantes realizados nos últimos anos.
O Brasil é um país habilitado a fazer múltiplos transplantes, sendo classificados em
celular o de medula óssea; tecido: córneas, ossos, pele e válvula cardíaca e de órgão
como os transplantes cardíaco, pulmonar, hepático, pancreático, renal e intestinal.
Segundo Associação Brasileira de Transplante de órgãos (2010), de Janeiro a
setembro de 2010 foram realizados 34.790 transplantes, sendo 4.829 de órgãos, 1.129
celular e 28.832 tecidual.
17
QUADRO 1 - Evolução Anual de Transplantes de Órgãos
Fonte: http://www.abto.org.br – Registro Brasileiro de Transplantes Ano XVI – nº 2 - Janeiro/Setembro
2010.
Evidencia-se também na ABTO, 34 Centrais de Notificação, captação e distribuição de
órgãos (CNCDO), tendo cinco na região norte centro-oeste, seis na região sul, nove na
região sudeste e nordeste, dispondo de 334 centros transplantadores, sendo a maioria
concentrada na região sudeste (Mapa I).
Mapa 1: Regionais Brasileiras divididas pelo número de Centro Transplantador por estado.
Fonte: http://www.abto.org.br/abtov02/portugues/populacao/home/popResultBusc. aspx?Estado
ÓRGÃOS 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Coração 121 131 150 174 203 181 148 159 200 201 131
Fígado 485 564 671 816 959 949 1037 1006 1176 1334 1059
Intestino 1 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0
Pâncreas 46 119 193 217 254 176 187 162 174 159 108
Pulmão 25 23 34 42 46 45 49 48 53 59 52
Rim 2913 3115 3045 3184 3484 3360 3278 3455 3312 4288 3479
18
3.4 Assistência de Enfermagem
Conforme a resolução do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) 292/2004, o
enfermeiro tem papel impar na atuação com as equipes transplantadoras sendo
primordiais a notificação as Centrais de Notificação Captação e Distribuição de Órgãos
(CNCDO), da existência de potenciais doadores, abordagem dos responsáveis legais
dos doadores, ser mediador no fornecimento de informações sobre o processo de
doação de órgãos e aplicação da sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)
nos receptores.
A Enfermagem, que possui meios que possibilitam exercer a função administrativa com
competência, porque tem o saber e o desenvolvimento de habilidades e atitudes
necessárias a esse fazer como parte de sua formação, desempenha papel relevante na
implementação dos transplantes, principalmente no que se refere ao suporte
administrativo para que esses ocorram em condições seguras para todos os atores
envolvidos no processo.
O transplante enfatiza a importância da capacitação e da qualificação dos enfermeiros
que prestam assistência nesta área, e os demais integrantes da equipe. E para que
haja uma assistência de enfermagem de qualidade, é imprescindível que alem do
domínio técnico, exista sistematização de suas ações. Estabelecendo e reavaliando o
diagnóstico de enfermagem, conforme a evolução do paciente. (PEREIRA, 2004).
A atuação do enfermeiro no transplante inicia-se no pré, trans-operatório e pós
operatório.
No pré- operatório o enfermeiro realiza um trabalho fundamental que são as consultas
ambulatoriais, onde é realizada uma avaliação global de enfermagem, com objetivo de
identificar as doenças de base, historia heredo familiar, condições socioeconômicas,
estado de consciência e emocional entre outros. (PEREIRA, 2004).
Na fase transoperatória o enfermeiro é responsável pela organização de materiais e
equipamentos para o procedimento, além de monitorizar e controlar o estado emocional
do paciente até o momento de sedação. (PEREIRA, 2004).
19
Na fase pós operatório, deverá ser elaborada um plano de cuidados individualizado que
objetiva avaliar, detectar, antecipar e intervir nas potenciais complicações que se
seguem ao transplante.
No entanto evidencia-se a atuação do enfermeiro na transplantação nos aspectos de
organização, gerenciamento, execução e controle dos processos.
20
4 PERCURSOS METODOLOGICO
Trata-se de uma pesquisa, descritiva, retrospectiva de revisão bibliográfica.
Neste estudo buscou-se conhecer o perfil e as características das produções
cientificas brasileira com a temática enfermagem / transplante através da mensuração
de dados bibliomêtricos.
A bibliometria foi o método de tratamento dos dados escolhido porque segundo Guedes
e Borschiver (2005) ela possui a capacidade de estabelecer os fundamentos teóricos de
uma ciência e cria possibilidades para sua gestão, também utilizada para quantificar o
processo de comunicação escrita, e o emprego de indicadores para medir a produção
cientifica.
A coleta de dados se deu através de trabalhos científicos de Enfermagem indexados
nas seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual de Saúde – (BVS), por sua
especificidade e alta representatividade que ela possui da produção cientifica em saúde
e por seus modelos de gestão da informação basearem-se na Organização Pan-
Amerina de Saúde (OPAS), que preza pela democratizando a informação, de modo
compatível com bases de dados internacionais.
Também foi utilizado dissertações de mestrado e tese de programas de pós-graduação
em enfermagem que se encontram no Catálogo de Informações sobre Pesquisa e
Pesquisadores de Enfermagem do Centro de Estudo de Pesquisa em Enfermagem da
Associação Brasileira de Enfermagem (CEPEn/ABEn). A ABEn tem como finalidade
promover, estimular e divulgar (noticias, pesquisas, trabalhos e estudos) da área de
enfermagem por meio de publicações oficiais, periódicas e em revista própria, a fim de
promover o desenvolvimento do trabalho da enfermagem como um todo. Em julho de
1971 a ABEn criou o CEPEn (Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem) para o
desenvolvimento da divulgação das pesquisas de enfermagem. Este, atualmente
dispõe de um acervo com mais de 4.000 trabalhos registrados, possuindo o maior
banco de teses e dissertações na área de enfermagem no Brasil (ABEn, 2010). A
CEPEn/ABEn foi uma das bases de dados utilizadas por ser um órgão oficial de
divulgação da ABEn, tendo como finalidade divulgar a produção científica de
enfermagem, visando o desenvolvimento técnico-científico e cultural da profissão. É
21
uma entidade de âmbito nacional reconhecida como de utilidade pública, conforme
Decreto Federal nº 31.417/52, publicado no Diário Oficial da União de 11 de setembro
de 1952. É filiada à Federação Pan-americana de Profissionais de Enfermagem
(FEPPEN) desde 1970, junto à qual representa a enfermagem brasileira (CEPEn/ABEn,
2010).
A amostra deste estudo compreendeu todos os artigos nacionais que abordassem
enfermagem e transplante e estivessem indexados em uma das bases de dados da
BVS e CEPEn e atendessem aos critérios de inclusão determinados para esta
pesquisa. Utilizando pesquisas que tivessem sido publicadas no Brasil e contivessem
no seu título: Enfermagem e transplante, enfermeiros e transplante, enfermagem e
transplantação. Artigos que estavam indexados em mais de uma das bases de dados
foram utilizados somente uma vez.
Na coleta de dados optou-se pelo método por palavras da BVS, utilizando o seguinte
comando de busca: (enferm$) and ((transplant$) com o objetivo de impor que para
inclusão de um artigo no resultado de busca este deveria conter enfermagem/
transplante, ou suas variações, no seu titulo, tornando a pesquisa mais especifica a
temática deste estudo.
Para apresentação dos resultados considerou-se como variável a quantidade de artigos
produzidos segundo o ano de publicação, a região geográfica na qual foram produzidos
os artigos, a qualificação profissional do autor, as instituições de ensino e o tema
abordado em cada estudo.
Quanto à qualificação profissional considerou-se somente o primeiro autor citado nos
trabalhos científicos.
Os dados foram analisados em números absolutos e armazenados e tratados no Excel
e a apresentação dos resultados foi feita em mapeamento, gráficos e tabelas.
22
5 RESULTADOS
Através da amostra coletada, constata-se na tabela I, maior número de publicações nos
anos de 2007 e 2010, em contrapartida em 1998, 2002 e 2003 não houve registros de
estudos com a temática abordada. De forma geral, verifica-se uma média de duas
publicações anuais no período descrito.
Tabela 1 - TRABALHOS CIENTÍFICOS DE ENFERMAGEM EM TRANSPLANTES SEGUNDO O ANO E
ESTADO DE PUBLICAÇÃO.
ANO PUBLICAÇÃO ESTADO
1997 01 São Paulo
1998 00 -----------------------------------------------------
1999 01 São Paulo
2000 02 São Paulo
2001 02 Rio de Janeiro – São Paulo
2002 00 ---------------------------------------------------
2003 00 ---------------------------------------------------
2004 02 Rio de Janeiro
2005 02 Ceará – São Paulo
2006 02 Rio de Janeiro – São Paulo
2007 02 Minas Gerais - Rio de Janeiro
2008 02 Paraná – São Paulo
2009 02 Ceará - Paraná
2010 03 São Paulo – Rio Grande do Norte
TOTAL 21
Fonte: Dados do estudo
A observação do mapeamento (MAPA 2), relacionado à divulgação cientifica acerca
dos transplantes, demonstra um maior número de publicações na região sudeste,
evidenciando São Paulo como o estado que lidera os níveis estatísticos de divulgação
com 08 estudos. A região Nordeste do país aparece representada pelos estados do
Ceará e Rio Grande do Norte onde evidencia-se a publicação de 03 e 02 estudos
23
respectivamente. A região norte propicia a contribuição de 02 estudos identificados no
estado do Paraná.
Mapa 2- Mapeamento das Regionais segundo o número de Publicações.
Tabela 2- Produção Cientifica – Enfermagem em Transplante por tema, autor e qualificação profissional.
TEMA ABORDADO AUTOR QUALIFICAÇÃO
Pacientes Transplantados Renais:
analise de associações dos diagnósticos
de enfermagem
LIRA, Ana Luisa Brandão de Carvalho Doutora
Diagnósticos de enfermagem identificados em
pacientes transplantados renais de um hospital
de ensino.
SILVA, Michelle Soares Josinoda
Acadêmica
Doação e transplante de órgãos: produção
cientifica da enfermagem brasileira
CICOLO, Emilia Aparecida
Mestre
Enfermagem em transplante de células tronco
hematopoiéticas: produção cientifica de 1997 a
2007.
MERCÊS, Nen Nalú Alves das Doutora
Fatores preditivos de diagnósticos de
enfermagem em pacientes submetidos ao
transplante renal
ALBUQUERQUE, Jaqueline Galdino Mestre
Consulta de Enfermagem ao paciente
transplantado cardíaco– impacto das ações
educativas em saúde
SANTOS, Zélia Maria de Sousa Araújo
Doutora
24
Dimensionamento de Enfermagem em uma
unidade especializada em transplante de fígado.
Comparação do real com preconizado
TANOS, Maria Aparecida de Abreu Graduada
Diagnóstico de enfermagem de pacientes em
pós- operatório de transplante hepático por
cirrose etílica e não etílica
CARVALHO, Daclé Vilma
Doutora
Laboratório de transplante celular: novo cenário
de atuação do enfermeiro
CORRADIL, Maria Inês Doutora
Pós-operatório de transplante renal: avaliando o
cuidado e o registro do cuidado
de enfermagem
ROQUE, keroulay Estebanez Mestre
Um perfil da produção científica de enfermagem
em
Hematologia, Hemoterapia e Transplante de
medula óssea
ARAÚJO, Kizi Mendonça de
Graduada
Transformações na administração em
enfermagem no suporte aos transplantes no
Brasil
CINTRA, Vivian Graduada
O vivencial dos enfermeiros no programa de
transplante de fígado de um hospital público
MASSAROLLO, Maria Cristina Komatsu
Braga
Doutora
Transplante de medula óssea: Proposta de
dimensionamento dos recursos humanos para a
assistência de Enfermagem no centro de
Transplante de Medula óssea do instituto
nacional do câncer
TORRES, Rita de Cássia Machado Mestre
Aspectos éticos e legais das anotações de
enfermagem nos procedimentos de doação de
órgãos para transplante
DALRI, Maria Célia Barcelos Doutora
Contribuição à organização de serviços de
transplante de medula óssea e atuação do
enfermeiro
RIUl, Sueli
Mestre
Impacto da legislação dos transplantes de órgãos
sobre médicos e enfermeiros de uma
comunidade universitária
ROZA, Bartira de Aguiar
Mestre
Análise do cotidiano e do cuidado de
enfermagem ofertado ao paciente submetido ao
transplante de medula óssea.
GONZALEZ, George Raphael Reis
Mestre
Diagnósticos de enfermagem em pacientes
transplantados renais de um hospital universitário
LIRA, Ana Luisa Brandão de Carvalho
Mestre
Transplante de fígado: evidências para o cuidado
de enfermagem.
MENDES, Karina Dal Sasso
Mestre
Conhecimento do cliente em pré-transplante renal
sobre o auto cuidado: Desafios para enfermagem
no desenvolvimento da consciência critica
CARNEIRO, Rafaela Lanzelotti
Mestre
Total – 21
Fonte: Dados do estudo
25
A partir da analise dos temas desenvolvidos por cada autor, evidencia-se uma
prevalência dos relacionados ao transplante renal (07 estudos), bem como uma
abordagem mais ampla deste. Quantifica-se, também outros como: transplante hepático
(05 estudos), medula (04 estudos), aspectos diversos sobre doação (02 estudos),
processo de enfermagem/transplante (02 estudos) e 01 estudo relacionado ao
transplante de células tronco.
Gráfico 1- Qualificação Profissional do autor principal.
Fonte: Dados do estudo
Tendo em vista que a produção dos trabalhos que foram realizados por enfermeiros,
pode-se observar que 48% (10) dos estudos realizados foram desenvolvidos por
mestres, considerando suas teses de dissertação. Ressalta-se que os doutores que
contribuem para esta estatística indicam 33% (7) das produções, e, após os
26
enfermeiros graduados com 14% (3), os acadêmicos corroboram com 5% (1) da
produção.
Tabela 4 - Trabalhos científicos de Enfermagem em Transplante segundo instituições.
INSTITUIÇÕES PUBLICAÇÕES
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) 01
Universidade Estadual do Ceará 01
Universidade Federal de São Paulo. 01
Universidade Federal de Santa Catarina 01
Universidade Federal de Pernambuco 01
Hospital de Messejana – Fortaleza 01
Hospital Universitário da USP 01
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-Universidade de São
Paulo
02
Pontifícia Universitária Católica do Paraná 01
Universidade Federal de Minas Gerais 01
Escola de Enfermagem- -Alfredo Pinto- UNIRIO-RJ
01
Universidade Federal do Rio de Janeiro 03
Universidade Federal de Santo Amaro 01
Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo 01
Fundação Oswaldo Cruz- Escola Nacional de Saúde Pública
01
Hospital universitário de Ribeirão preto 01
Escola Paulista de Medicina
01
Hospital Universitário de Fortaleza 01
Fonte: Dados do estudo
Na tabela III, pode-se identificar 18 instituições divididas em ensino e hospitalares.
Tendo maiores publicações as instituições Federais, com sete trabalhos da
amostragem. Verifica-se também uma maior concentração das publicações na região
sudeste no estado de São Paulo, seguidamente pelo estado do Rio de Janeiro.
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6 Discussão dos Resultados
Para o presente estudo a amostra foi constituída de 21 trabalhos científicos que se
encontravam disponíveis no banco de dados virtual e que atingissem as limitações
propostas na coleta de dados.
Apesar do numero inexpressivo de estudos relacionados à temática, observa-se um
crescendo nas publicações de enfermagem, juntamente com a estatística de
transplantes realizados, considerando os anos de publicações.
O estudo nos mostra a concentração das produções cientificas na região sudeste, onde
é liderado pelo estado de São Paulo que apresenta 08 estudos publicados.
Subentende-se por ser a regional com maior centro transplantador do país, dispondo de
142 unidades. Vale ressaltar a região norte, comparada as outras regionais é a menor
possuindo apenas 16 centros transplantadores e contribui com dois trabalhos.
Visto que atualmente no Brasil dispomos de 35 centros de Pós- graduação, sendo 28
cursos de mestrado, dois de mestrado profissionalizante e 15 de doutorado (CAPES,
evidenciamos neste estudo o maior numero de publicações realizadas nos cursos de
mestrado atingindo 48% da amostra, caracterizando o perfil das produções de
enfermagem em transplante, sendo a maior parte realizada em instituições de ensino
federal. E os temas abordados pelos autores se limitaram em transplante renal com 07
estudos, transplante hepático cinco, de medula 04, doação de órgãos 02 processos
gerais de enfermagem 02 e 1 de células tronco.
É passível de inferir que um dos motivos pela amostra pequena, se da pela deficiência
na formação do graduando quanto à temática abordada onde evidenciamos apenas 5%
da amostra coletada, e pelo corte realizado, visto que foram utilizadas apenas banco de
dados on-line.
Os dados apresentados demonstram uma pequena inserção do enfermeiro na pesquisa
em transplantes dispostos. Tendo em vista que a assistência de enfermagem esta
alicerçada no conhecimento técnico e cientifico, infere-se que a discreta produção se
faz pela falta de conhecimentos metodológicos pouco incentivo que se estende desde
28
as bases acadêmicas até as instituições de saúde, ou até mesmo pela gama de
processos que o enfermeiro é responsável na transplantação.
29
7- CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após a realização do presente estudo, fica clara a relevância do incentivo das
pesquisas em transplante a principio em níveis acadêmicos, onde foi observada uma
lacuna considerável em relação à temática abordada.
Pode-se observar também que o perfil das produções de enfermagem estão voltadas
ao transplante renal e hepático, visto que são os dois órgãos mais transplantados
segundo dados estatísticos da ABTO.
O transplante é uma área onde o enfermeiro está inserido, e é responsável pelo
gerenciamento da assistência prestada para os pacientes, familiares e demais membros
da equipe de multiprofissional que atuam nesta área.
Considera-se em suma a importância do envolvimento dos enfermeiros inseridos na
transplantação quanto aos assuntos de pesquisa para fundamentar-se nos resultados
alcançados para então oferecer uma assistência fundamentada, integrada e qualificada
para seus clientes, visto que é uma área complexa e necessita de amplos cuidados.
Espero que com os dados apresentados consiga motivar os colegas enfermeiros
inseridos no transplante, e aumentar as estatísticas de produções cientifica nesta área
concomitante adequar assistência de enfermagem prestada na transplantação.
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REFERÊNCIAS
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