UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOLOGIA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Caracterização Mineralógica, Física e Termobarométrica de Minérios de Grafita da Província Grafítica Bahia-Minas AUTOR: Juliane Belém ORIENTAÇÃO: Antônio Carlos Pedrosa Soares CO-ORIENTAÇÃO: Cristiane Castañeda BELO HORIZONTE DATA (27/06/06) Nº80 80 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOLOGIA Caracterização Mineralógica, Física e Termobarométrica de Minérios de Grafita da Província Grafítica Bahia-Minas Juliane Belém Dissertação de Mestrado apresentada ao corpo docente do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Geologia. Área de Concentração: Geologia Econômica Orientador: Antônio Carlos Pedrosa Soares Co-Orientadora: Cristiane Castañeda AGRADECIMENTOS Esta dissertação de mestrado foi realizada com recursos financeiros do projeto de pesquisa “Evolução e Metalogênese do Arco Magmático da Faixa Araçuaí: Modelo de Orógeno Confinado” (CNPq, processo 470144/01-7, coordenador A. C. Pedrosa Soares), do grant associado à bolsa de produtividade em pesquisa de A. C. Pedrosa-Soares (CNPq, processo 301430/1984-5) e do projeto de bolsa PRODOC-CAPES de Cristiane Castañeda. Apoio para trabalho de campo e laboratorial se deve ao CPMTC-IGC-UFMG, aos laboratórios de Difração de Raios X e Raman Laser do Depto de Física da UFMG, e ao Laboratório de Microanálises do Consórcio Física-Geologia-Química/UFMG– CDTN/CNEM. A Magnesita S.A. deu apoio financeiro e de campo para a obtenção de amostras de minérios de grafita e confecção de suas lâminas polidas. A bolsa de mestrado da autora foi concedida pelo CAPES. Gostaria de agradecer as seguintes a todos que apoiaram e incentivaram a realização deste trabalho, em especial: - Ao orientador Antônio Carlos Pedrosa Soares, Calota, pela atenção, dedicação, compreensão, preocupação e acima de tudo, amizade; - A co-orientadora e amiga Cristiane Castañeda, por sua disposição, pelas sugestões, horas de discussões e pelo companheirismo. Muito Obrigada! - Ao Centro de Pesquisa Manoel Teixeira da Costa (CPMTC), pela estrutura oferecida; - À Cia. Magnesita S.A., por todo apoio dado a este trabalho; - Ao Willian do laboratório de microssonda do Departamento de Física da UFMG; - Ao Garcia do laboratório de Mev do Departamento de Física da UFMG; - Ao Nivaldo do laboratório de Difração do Departamento de Física da UFMG; - Ao Marcos Pimenta do laboratório de Raman do Departamento de Física da UFMG; - Ao Luiz Gustavo Cançado do laboratório de Raman do Departamento de Física da UFMG, pela paciência durante nossas discussões, pelo aprendizado, disponibilidade, atenção e amizade. Muito Obrigada! - Ao geólogo Leonardo Figueiredo de Faria, Léo, pelo incentivo, amizade e por me deixar de herança as amostras de grafita; - Ao professor e grande amigo Romano, por toda atenção, amizade e ajuda; - À professora Lydia Lobato, pela disponibilidade e atenção durante o uso do microscópio; - Ao Luciano Cardoso, técnico de Mineração, e sua esposa Lurdinha, por toda a boa vontade durante minha estadia em Almenara. Muito obrigado por tudo. - Ao Geólogo Bruno Daconti pela atenção e amizade; - Aos funcionários da Magnesita em Almenara, Zé Dias (Botelho), Lau, Aldeir, Jardel, Zé Peí, e D.Branca, pela receptividade e amizade; - Aos meus amigos e companheiros. Em especial Camila,Vanessa, Cristiane Maia, Cristina, Junior e Dirceu; - Aos estagiários Tatiana, Daniel, Paulo, Tiago, Jorge, Luiz e Keciane pela colaboração e descontração! - A minha mãe por me apoiar e incentivar. Aos meus irmãos: Cris e Bruno por me incentivarem, mesmo achando que geologia não serve pra nada e que eu estudo muito para “catar” pedra, e Laninha que de tanto me ajudar a traduzir meus artigos já é quase uma geóloga; - A minha família; - Ao André, pelo amor, dedicação, companheirismo, amizade, disponibilidade e atenção, paciência, aprendizado. Em fim, por tudo. - Ao João, meu cachorro, por estar sempre ao meu lado, ou melhor, aos meus pés, durante as intermináveis horas de trabalho; A Deus! Dedico esta dissertação à minha mãe e minha avó Gaby. RESUMO Este trabalho apresenta um estudo de caracterização geotermobarométrica das rochas silicáticas associadas às rochas grafitosas, tendo em vista as condições de pressão (P) e temperatura (T) que condicionaram o metamorfismo dos depósitos de grafita, sua influência nos graus de cristalinidade das diversas amostras de minérios de grafita e a existência de defeitos, desordens ou moléculas não pertencentes à estrutura deste mineral. Uma vez que sua economicidade como minério relaciona-se, dentre outros fatores, ao tamanho e características originais dos cristais de grafita e à sua adequação aos processos de beneficiamento para a produção dos muitos tipos de concentrados com teor de carbono e granulometria diversos, demandados pela indústria. Do ponto de vista geológico, a grafita aparece em granulação maior apenas em rochas cristalizadas a temperaturas relativamente altas (minério do tipo grafita gnaisse) e em rochas de baixo grau metamórfico, fácies xisto verde, somente apresentam grafita muito fina ou apenas compostos carbonosos amorfos (minério do tipo grafita xisto). Neste sentido, a grafita é um mineral importante para a avaliação das temperaturas de cristalização das rochas e minérios que a contêm, devido ao fato de que a grafitização é um processo irreversível da matéria carbonosa. Neste contexto as temperaturas calculadas para a cristalização da grafita indicam que as amostras selecionadas pertencem ao intervalo de temperatura que vai de 705°C a 917°C. A menor temperatura (705°C) foi registrada para a região de Maiquinique, extremo nordeste de Minas Gerais e a maior temperatura (917°C) a região de Itamaraju, Sul da Bahia. Sendo assim as temperaturas calculadas para o metamorfismo regional indicam que as rochas adjacentes aos depósitos, jazidas ou ocorrências de grafita encontram-se na transição da fácies anfibolito para a fácies granulito. Nota-se que o minério do tipo grafita xisto possui maior tendência de cristais com morfologia do tipo farrapo, porém grande parte das palhetas apresenta-se em seções basais hexagonais. Por outro lado, o minério do tipo grafita gnaisse possui maior quantidade de cristais do tipo tabular ou tabular com pontas esfarrapadas. Em geral os cristais de grafita nos dois tipos de minério (xisto e gnaisse) apresentam-se lineares ou suavemente micro- dobrados (dobras abertas). Em cristais com morfologia do tipo tabular com pontas esfarrapadas ou farrapo é comum a presença de argilo-minerais (Arg), muscovita (Ms), fibrolita (Sill) e óxido de ferro (OxFe) no esfarrapamento. O minério rico em palhetas esfarrapadas mostra-se ao MEV como cristais de geometria externa do tipo semi-esférica com superfície botrioidal, quando este é classificado macroscopicamente como farrapo, e com superfície lisa ou micro-porosa quando é observado macroscopicamente em seção basal hexagonal. O minério rico em palhetas tabulares exibe geometria externa predominantemente sob forma semi-esférica ou esférica. Além disso, a superfície desses minérios é muito variável, podendo apresentar-se micro-porosa, fibrosa, lisa ou em agregados botrioidais. Porém, as bordas são freqüentemente dobradas. Em relação ao aspecto textural das amostras estudadas, nota-se que as amostras livres de grupos aniônicos e/ou moléculas do tipo C-H e FeO apresentam-se maciças e bem cristalizadas. Por outro lado, todas as amostras que apresentam maiores contribuições, principalmente de C-H, exibem hábito fibroso, ocorrem em agregados botrioidais ou apresentam superfícies porosas. AGRADECIMENTOS RESUMO 1. INTRODUÇÃO................................................................................................................................... 1.1. OBJETIVOS.................................................................................................................................... 1.2. LOCALIZAÇÃO............................................................................................................................... 1.3. METODOLOGIA.............................................................................................................................. Amostragem e Seleção das Amostras.......................................................................................... Técnicas Aplicadas...................................................................................................................... 2. GEOLOGIA REGIONAL................................................................................................................. 2.1. ESTRATIGRAFIA DA PROVINCIA GRAFÍTICA BAHIA-MINAS GERAIS.............................................. Grupo Macaúbas.......................................................................................................................... Complexo Paragnáissico Jequitinhonha...................................................................................... Suítes Granitóides........................................................................................................................ 3. GRAFITA............................................................................................................................................ 3.1. INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 3.2. PROPRIEDADES MINERALÓGICAS......................................................................................... 3.3. APLICAÇÕES DA GRAFITA...................................................................................................... 3.4. OCORRÊNCIA......................................................................................................................... 3.5. TIPOS DE DEPÓSITOS DE GRAFITA......................................................................................... 3.6. CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA AS GRAFITA.................................................................. 3.7. GRAFITA NA PROVÍNCIA GRAFÍTICA BAHIA-MINAS GERAIS.................................................. 4. PETROGRAFIA E QUÍMICA MINERAL..................................................................................... 4.1. GRAFITA XISTO E XISTOS PERALUMINOSO ASSOCIADO........................................................ 4.2. GRAFITA GNAISSE E GNAISSES PERALUMINOSOS ASSOCIADOS............................................. 4.3. QUÍMICA MINERAL DOS GNAISSES PERALUMINOSOS............................................................ Granada........................................................................................................................... Biotita.............................................................................................................................. Plagioclásio.................................................................................................................................. Cordierita...................................................................................................................................... 4.4. QUÍMICA MINERAL DO XISTO PERALUMINOSO...................................................................... Muscovita............................................................................................................ 01 01 02 05 05 07 15 16 16 18 19 21 21 22 23 25 25 26 27 30 30 33 38 38 42 44 44 45 45 Biotita........................................................................................................................................... Plagioclásio.................................................................................................................................. 4.5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS........................................................................................ 5. CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA, TEXTURAL, ESTRUTURAL E CRISTALOGRÁFICA DA GRAFITA................................................................................................. 5.1. MICROSCOPIA ÓTICA.............................................................................................................. 5.2. MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA......................................................................... 5.3. DIFRAÇÃO DE RAIOS X............................................................................................................ 5.4. ESPECTROSCOPIA RAMAN...................................................................................................... 5.5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS................................................................................................ 6. TERMOMETRIA DOS MINÉRIOS DE GRAFITA E SUAS APLICAÇÕES........................................................................................................................................ 6.1. TERMOMETRIA DA GRAFITA.................................................................................................. Calculo termométrico..................................................................................................... 6.2. CÁLCULO TERMOBAROMÉTRICO DAS ROCHAS SILICATADAS DE GRAFITA............................ 6.3. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS................................................................................................ 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................................. 8- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................................. 9- ANEXOS ............................................................................................................................................ 46 46 47 48 48 52 58 61 68 71 71 73 78 83 84 87 95 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1.1: Figura 1.2: Figura 1.3: Figura 1.4: Figura 1.5: Figura 1.6: Figura 1.7: Figura 1.8: Mapa de localização da província Grafítica Bahia-Minas............................................... Mapa de localização dos pontos amostrados no nordeste de MG e sul BA ................... Representação gráfica em diagrama PxT mostrando geotermômetros e geobarômetros.................................................................................................................. Exemplo de grade petrogenética................................................................................................... Representação gráfica das fácies metamórficas.............................................................. Sistemas NCKFMASH.................................................................................................... Exemplo de cálculo efetuado pelo THERMOCALC para os cálculos termodinâmicos....... Difratograma de Raios X................................................................................................. 02 03 07 08 08 09 10 12 Figura 1.9: Figura 2.1: Figura 2.2: Figura 3.1: Figura 3.2: Figura 3.3: Figura 4.1: Figura 4.2: Figura 4.3: Figura 4.4: Figura 4.5: Figura 4.6: Figura 4.7: Figura 4.8: Figura 4.9: Figura 4.10: Figura 4.11: Figura 4.12: Figura 4.13: Figura 4.14: Representação gráfica da evolução da temperatura versus o parâmetro c da grafita.................. Mapa geotectônico do Orógeno Araçuaí......................................................................... Unidades Estratigráficas do Orógeno Araçuaí................. .............................................. Diagrama de fases do carbono......................................................................................... Estrutura da Grafita.......................................................................................................... Configuração espacial do carbono híbrido em sp2........................................................... Afloramento de xistos grafitosos na mina de Pouso Alegre, Mineração Carbo Grafite, Maiquinique, sul da Bahia............................................................................................... Afloramento de fibrolita-grafita xisto da mina abandonada de Pedro Perdido............... Fotomicrografia de grafita xisto mostrando palhetas lamelares com pontas esfarrapadas..................................................................................................................... Fotomicrografia de grafita xisto mostrando palhetas lamelares de grafita...................... Fotografia de fibrolita-mica xisto do Grupo Macaúbas................................................... Fotomicrografia de grafita xisto mostrando palhetas lamelares de grafita ..................... Fotografia de grafita ganisse da Fazenda Pratinha, localidade de Santana............................................................................................................................. Fotomicrografia de grafita gnaisse evidenciando a foliação........................................... Fotomicrografia de grafita gnaisse.................................................................................. Fotomicrografia de grafita gnaisse mostrando palhetas lamelares de grafita............................................................................................................................... Fotografia de migmatização paralela à foliação e discordantes dela, em afloramento de gnaisse kinzigítico....................................................................................................... Fotografia de grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse nos arredores de Almenara.......................................................................................................................... Fotomicrografia da lamina J4 mostrando cristais de plagioclásio e cordierita................ Fotomicrografia da lamina J4 mostrando cristal de cordierita apresentando textura poiquiloblástica................................................................................................................ 13 15 17 21 22 23 30 31 31 31 32 33 34 34 34 35 35 35 36 36 Figura 4.15: Figura 4.16: Figura 4.17: Figura 4.18: Figura 4.19: Figura 4.20: Figura 4.21: Figura 4.22: Figura 4.23: Figura 4.24: Figura 4.25: Figura 4.26: Figura 4.27: Figura 4.28: Figura 5.1: Figura 5.2: Fotomicrografia da lamina J16 mostrando sillimanita fibrosa ao longo da foliação metamórfica..................................................................................................................... Variação das proporções moleculares de almandina em cristais de granada dos gnaisses peraluminosos.................................................................................................... Variação das proporções moleculares de piropo, grossularia e esperssatita em cristais de granada dos gnaisses peraluminosos........................................................................... Dispersaõ entre CaO + MnO e FeO + MgO, mostrando correlação negativa dos cristais de granada............................................................................................................ Correlação negativa entre os íons de Fe2+ e Mg2+ em cristais de granada............................................................................................................................. Correlação negativa entre (Ca2+ +Mn2+) e Mg2+ em cristais de granada............................................................................................................................. Dispersão entre Fe2+ e Mn2+ em cristais de granada........................................................ Zonamento químico interno em relação à razão Fe2+/Mg2+ para todos os cristais analisados de granada.......................................................................................................................................... Diagrama ternário para biotita mostranto a proprção entre os cátions de Fe2+, Mg2+ e Al2+......... Correlação negativa entre os íons de Fe2+ e Mg2+ em cristais de biotita............................................................................................................................... Variação do titânio nas amostras estudadas..................................................................... Variação na composição dos cristais de plagioclásio...................................................... Variação na composição dos cristais de biotita............................................................... Variação da composição do cristal de plagioclásio da mina de grafita xisto de Maiquinique..................................................................................................................... Fotomicrografia de grafita gnaisse mostrando palhetas tabulares e hexagonais............. Fotomicrografia de grafita xisto mostrando palhetas tabulares com pontas esfarrapadas..................................................................................................................... 37 39 39 40 40 40 41 42 42 43 43 44 46 46 49 49 Figura 5.3: Figura 5.4: Figura 5.5: Figura 5.6: Figura 5.7: Figura 5.8: Figura 5.9: Figura 5.10: Figura 5.11: Figura 5.12: Figura 5.13: Figura 5.14: Figura 5.15: Figura 5.16: Figura 5.17: Figura 5.18: Figura 5.19: Figura 5.20: Figura 5.21: Figura 5.22: Figura 5.23: Figura 5.24: Figura 5.25: Figura 5.26: Figura 6.1: Fotomicrografia de grafita xisto mostrando palhetas esfarrapadas................................. Distribuição das variações morfológicas nos tipos de minérios de grafita...................... Exemplos de feições observadas ao MEV em amostras de minérios de grafita.............. Feições observadas ao MEV para a grafita da região de Maiquinique............................ Feições observadas ao MEV para a grafita da região de Pedro Perdido......................... Feições observadas ao MEV para a grafita da região de Pedro Perdido......................... Feições observadas ao MEV para a grafita da região de Pedro Azul.............................. Feições observadas ao MEV para a grafita da região da Fazenda Lameiro.................... Feições observadas ao MEV para a grafita da região de Almenara................................ Feições observadas ao MEV para a grafita da Fazenda Pratinha.................................... Feições observadas ao MEV para a grafita da Fazenda Lameiro.................................... Feições observadas ao MEV para a grafita da Fazenda Lameiro.................................... Feições observadas ao MEV para a grafita da Fazenda Lameiro.................................... Feições observadas ao MEV para a grafita de Guaratinga.............................................. Feições observadas ao MEV para a grafita de Nova Alegria.......................................... Feições observadas ao MEV para a grafita de Itamaraju................................................ Relação entre o parâmetro a e c de cristais de grafita..................................................... Volume da célula unitária da grafita................................................................................ Espectro Raman de cristal de grafita ordenada................................................................ Espectro Raman de grafita desordenada.......................................................................... Posição da banda G sem desvio....................................................................................... Posição da banda G mostrando desvio............................................................................ Espectro Raman na região do C-H.................................................................................. Espectro Raman na região do FeO.................................................................................. Representação gráfica da evolução da temperatura versus o parâmentro c em grafita... 49 50 52 54 54 55 55 55 55 56 56 56 56 57 57 57 59 60 63 63 66 67 67 68 72 Figura 6.2: Figura 6.3: Figura 6.4: Figura 6.5: Figura 6.6: Figura 6.7: Figura 6.8: Exemplo de Difração de Raios X em amostras de grafita............................................... Cálculo da temperatura de cristalização da grafita pela representação gráfica de Shengelia et l.................................................................................................................... Relação entre a temperatura de cristalização da grafita e o parâmetro a......................... Representação gráfica para os diversos cálculos efetuados pelo TWEEQ...................... Distribuição da temperatura ao longo do perfil de amostragem...................................... Distribuição da pressão ao longo do perfil de amostragem............................................. Gráfico comparando as temperaturas obtidas para a cristalização da grafita com as temperaturas do metamorfismo regional......................................................................... 73 75 76 81 81 82 82 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1: Tabela 3.1: Tabela 4.1: Tabela 4.2: Tabela 4.3: Tabela 5.1: Tabela 5.2: Tabela 5.3: Tabela 5.4: Tabela 5.5: Tabela 6.1: Localização das amostras................................................................................................ Características mineralógicas da grafita.......................................................................... Percentuais das moléculas de esperssatita, almadina, piropo e grossulária em cristais de granada........................................................................................................................ Composição dos cristais de cordierita em termos dos percentuais de Mg e Fe............... Composição de muscovita em termos de percentuais..................................................... Avaliação da granulação, morfologia, aspectos deformacionais e inclusões apresentados pelos cristais de grafita............................................................................... Caracterização dos cristais de grafita e seus agregados segundo hábito, porosidade, tipo de superfície e geometria externa............................................................................. Parâmetros unitários a e c calculados experimentalmente por meio de Difração de Raios X em concentrados de grafita................................................................................ Números de ondas, intensidade das bandas do espectro Raman em concentrados de grafita............................................................................................................................... Caracterização das amostras de grafita estudadas em relação ao tamanho e porcentagem de carbono contido..................................................................................... Parâmetros da célula unitária da grafita e temperatura de cristalização calculada.......... 04 24 38 45 45 51 53 54 65 70 74 Tabela 6.2: Tabela 6.3: Valores de temperatura e pressão calculados para as rochas silicatadas portadoras de grafita............................................................................................................................... Reações independentes utilizadas no cálculo das temperaturas e pressões do THERMOCALC e parte do disgnóstico para as amostras das rochas silicatadas da região estudada................................................................................................................ 78 79 1 I – INTRODUÇÃO O objeto de estudo desta dissertação, a grafita, é de grande interesse para a mineração e indústria. A economicidade da grafita natural como minério relaciona-se, dentre outros fatores, ao tamanho e características originais dos cristais de grafita e à sua adequação aos processos de beneficiamento para a produção dos muitos tipos de concentrados com teor de carbono e granulometria diversos, demandados pela indústria. Do ponto de vista geológico, é fato notoriamente conhecido que a grafita aparece em granulação maior apenas em rochas cristalizadas a temperaturas relativamente altas, nas condições da fácies anfibolito para cima. Rochas cristalizadas em temperaturas relativamente baixas (fácies xisto verde) apresentam somente grafita muito fina ou apenas compostos carbonosos amorfos. Neste sentido, além de sua importância econômica, a grafita é um mineral importante para a avaliação das temperaturas de cristalização das rochas e minérios que a contêm, devido ao fato de que a grafitização é um processo irreversível da matéria carbonosa. A grafita, em particular a variedade denominada na indústria como grafita lamelar (flake graphite), ocorre em grandes depósitos no extremo nordeste de Minas Gerais e sul da Bahia, na Província Grafítica Bahia-Minas (Fig. 1.1) que é, atualmente, uma das maiores produtoras de grafita flake do mundo (Lobato & Pedrosa-Soares 1993; Pedrosa-Soares et al., 1999; Daconti 2004). Nesta província, os depósitos de grafita estão, essencialmente, em camadas de rochas do complexo kinzigítico e do Grupo Macaúbas (Fig. 1.2) e têm sido prospectados ou minerados por companhias diversas (Magnesita, Nacional de Grafite e outras). Nos últimos doze anos, membros da equipe coordenada por A. C. Pedrosa-Soares realizaram trabalhos de graduação e dissertações de mestrado, com apoio da Magnesita, com o objetivo de conhecer os controles geológicos das rochas grafitosas e características de seus minérios (Almeida et al. 1994, Faria 1997, Reis 1999, Guimarães 2000, Soares & Silva 2002, Daconti 2004 e Queiroga & Figueiredo 2004). A partir dos trabalhos anteriores da equipe, a presente dissertação aborda os estudos sistemáticos relativos à temperatura de cristalização da grafita e sua influência no tamanho e características das palhetas (flakes). I.1 - Objetivos O objetivo principal desta dissertação consiste na caracterização do minério de grafita do nordeste de Minas Gerais e sul da Bahia, além de tentar estabelecer relação com o tipo de minério e 2 as condições de P-T do metamorfismo, já que é dito que existe relação direta entre qualidade do minério (tamanho e cristalinidade dos grãos) com a temperatura de cristalização e, conseqüente, condições do metamorfismo. Para tal lançou-se mão do estudo geotermométrico da grafita e geotermobarométrico das rochas silicáticas associadas às rochas grafitosas, tendo em vista estabelecer quantitativamente as condições de pressão (P) e temperatura (T) que condicionaram o metamorfismo dos depósitos de grafita, sua influência nos graus de cristalinidade das diversas amostras de minérios de grafita e a possível existência de defeitos, desordens ou moléculas não pertencentes à estrutura deste mineral. Trabalhos anteriormente referidos demonstraram qualitativamente que o metamorfismo é o principal fator controlador do tamanho dos cristais de grafita (Faria et al. 1997, Reis 1999, Daconti 2004 e Queiroga & Figueiredo 2004). Por sua vez, como referido na Introdução, o tamanho e características internas destes cristais, genericamente chamados de palhetas ou lamelas (flakes), são fatores condicionantes da viabilidade econômica dos depósitos. Desta forma, a presente dissertação busca trazer dados quantitativos e qualitativos potencialmente importantes para a geologia econômica, prospecção e beneficiamento de grafita na Província Grafítica Bahia-Minas. I.2 – Localização da Amostragem Os locais selecionados para amostragem priorizaram os prospectos da Magnesita, minas em atividade e/ou suas vizinhanças e ocorrências, situadas nas regiões do extremo nordeste de Minas Gerais e sul da Bahia (Fig. 1.1 e 1.2). Foram amostradas rochas grafitosas e silicáticas associadas a depósitos e ocorrências de grafita situadas nos municípios de Almenara, Bandeira, Divisópolis, Jacinto, Jordânia, Mata Verde, Pedra Azul e Salto da Divisa, no extremo nordeste de Minas Gerais, e Guaratinga e Itamaraju, no sul da Bahia (Fig. 1.1 e 1.2 e Tabela 1.1). Figura 1.1: Localização da Província Grafítica Bahia-Minas. Província Grafítica Bahia–Minas 3 Figura 1.2: Mapa de localização dos pontos amostrados e estudados nesta dissertação. Modificado de Faria,1997. 4 Tabela 1.1: Localização das amostras. Número do Ponto UTM N UTM E Localização J23 8254633 356971 Mina Carbo-Grafite, Maiquinique J5 8244362 354288 Pedro Perdido, Jordânia J6 8244665 354287 Pedro Perdido, Jordânia J7 8244483 354332 Pedro Perdido, Jordânia J2 8244884 272635 Boqueirão da Salvação, Pedra Azul GU211 8240150 240330 Grota do Urubu, Chapada do Barbado GU212 8240151 240335 Grota do Urubu, Chapada do Barbado AM-RL 01 8202275 297270 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 02 8202275 297270 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 09 8202045 297109 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 14 8201894 297246 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 15 8197094 299110 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 21 8197133 299082 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 23 8200693 301616 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 24 8201503 301453 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 30 8201809 297622 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 36 8201550 297741 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 37 8200729 295724 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 38 8199463 299439 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 48 8200550 297729 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 49 8200655 297717 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara AM-RL 50 8200635 297687 Distrito de São José do Prata, 40 km a SW de Almenara J15 8200699 297687 Grota do Firmino, Fazenda Lameiro J16 8200741 297757 Grota do Domingos, Fazenda Lameiro J17 8201836 297576 Grota do Domingos, Fazenda Lameiro J18 8200741 297757 Grota do Martelo, Fazenda Lameiro J19 8201679 298280 Grota do Martelo, Fazenda Lameiro J20 8201679 297757 Grota do Martelo, Fazenda Lameiro J21 8209489 310564 Águas Belas, SW de Almenara J4 8213857 318696 Pedreira de Almenara, Almenara FSD-04 8229181 329413 São Domingos, Norte de Almenara FSD-05 8229271 329371 São Domingos, Norte de Almenara J12 8228955 329515 São Domingos, Norte de Almenara J13 8229235 329389 São Domingos, Norte de Almenara J14 8229184 329411 São Domingos, Norte de Almenara J9 8215629 335431 Fazenda Pratinha-Santana,W de Salto da Divisa J10 8220734 389265 Fazenda Pratinha-Santana,W de Salto da Divisa J11 8220422 389600 Fazenda Pratinha-Santana,W de Salto da Divisa L16 8161169 420420 Faz. Tuiuite, Barra Nova, Guaratinga L25 8154481 420913 Faz. Anatácio, Guaratinga J24 8164124 421744 Faz. Ademar Pinto-Barra Nova, Guaratinga J25 8155512 426761 Faz. Ademar Pinto-Barra Nova, Guaratinga L54 8093324 434043 Braço Norte do Rio Jucuruçu, Itamaraju L74 8099720 434978 Faz. Boa Aventura, Itamaraju J26 8100299 432335 Faz. Boa União, Itamaraju J27 8094823 431542 Faz. São Domingos, Itamaraju. J28 8099900 432750 Faz. Boa União, Itamaraju 5 I.3 – Metodologia Para o desenvolvimento deste estudo foi feita uma revisão bibliográfica dos trabalhos referentes à geologia regional, com ênfase nas características das rochas grafitosas, bem como na gênese dos depósitos e mineralizações de grafita. Além disso, foram revisados trabalhos sobre geotermometria da grafita e geotermobarometria de minerais silicatados que utilizam química mineral, por meio de microanálises, dos minerais da paragênese das rochas para cálculos de parâmetros termodinâmicos e, conseqüentemente, condições de P e T. Foram também reunidos artigos específicos envolvendo técnicas estruturais tais como Difração de Raios X e espectroscopia Micro-Raman, assim como microscopia eletrônica de varredura (MeV) com vistas a englobar um número maior de ferramentas para auxiliar na caracterização estrutural e textural da grafita. I.3.1 – Amostragem e seleção das amostras As amostras foram coletadas segundo seu posicionamento em relação aos depósitos e ocorrências de grafita (Tabela 1.1). Foram selecionadas amostras de material compacto ou semicompacto para confecção de lâmina delgada polida, visando caracterização petrográfica e química mineral, e de material friável para concentração de grafita por meio de flotação, visando caracterização estrutural e textural dos cristais. A caracterização petrográfica da grafita e dos litotipos associados aos depósitos e mineralizações foi feita com o objetivo de definir as paragêneses metamórficas e, conseqüentemente, a seleção de minerais em equilíbrio para cálculo das condições de pressão e temperatura. Foram realizadas análises químicas pontuais nos minerais em equilíbrio da paragênese por meio de microssonda eletrônica. As amostras submetidas ao processo de flotação, utilizado para concentrar a grafita, foram encaminhadas para análise nos laboratórios de Difração de Raios X, Espectroscopia Micro-Raman e Microscopia Eletrônica de Varredura (MeV) do Departamento de Física da UFMG. O difratograma de Raios X permite obter o parâmetro c da célula unitária da grafita, o qual será utilizado para cálculo termométrico. A espectroscopia Micro-Raman detecta a possível existência de defeitos pontuais, fenômenos de desordens e presença de moléculas não pertencentes à estrutura deste mineral. O microscópio eletrônico de varredura (MeV) foi utilizado como técnica complementar das anteriores, fornecendo uma minuciosa caracterização morfológica e textural por meio de imagens eletrônicas geradas por emissão de elétrons secundários. 6 I.3.2 – Técnicas Aplicadas As técnicas analíticas empregadas são, resumidamente, descritas adiante: Microssonda Eletrônica Para análises químicas pontuais quantitativas e qualitativas, comumente utilizadas na caracterização química das espécies minerais, a técnica mais utilizada é a microssonda eletrônica. Essa técnica baseia-se na detecção de Raios X característicos emitidos por amostra bombardeada por feixe de elétrons, o qual consegue excitar as linhas K, L ou M dos elementos presentes. O número de fótons e a correspondente energia dos Raios X emitidos são detectados por Espectrometria de Raios X por dispersão em energia (EDS) e Espectrometria de Raios X por dispersão em comprimento de onda (WDS). A Lei de Moseley é utilizada para identificar os elementos geradores da radiação por correlação entre energia e número atômico dos mesmos. A análise composicional é efetuada pela comparação da intensidade da linha de cada elemento na amostra desconhecida com a mesma linha em uma amostra padrão com composição conhecida. A química mineral de associações minerais em equilíbrio vem sendo utilizada para cálculos geotermobarometricos. No caso específico, a caracterização da associação mineral em equilíbrio das rochas silicatadas portadoras de grafita foi feita em lâmina delgada polida para seleção dos minerais a serem analisados e suas composições usadas para geotermobarometria. Essa seleção levou em consideração a disponibilidade mineralógica da rocha, a adequação à faixa de condições de P e T para as condições de P e T estimadas para a região e a possível coexistência de produtos de fusão parcial nas rochas de alto grau. Foram selecionados os minerais da paragênese, cordierita, granada, biotita, plagioclásio, feldspato potássico, quartzo, sillimanita, grafita, cujos grãos encontravam-se, preferencialmente, em contato no conjunto da associação mineral. Além disso, foram selecionados alguns pares granada-biotita rotineiramente utilizados como geotermômetros. Os dados químicos para cada cristal correspondem à análise de 6 a 12 pontos escolhidos uniformemente em cada cristal (borda externa do cristal, centro do cristal e borda interna do cristal). As análises pontuais foram efetuadas em microssonda eletrônica JEOL JXA-8900RL, em rotina no Laboratório de microanálises da UFMG, utilizando 15 kV de voltagem de aceleração e 20 nA de corrente. O programa de correção de dados empregado foi ZAF e o conteúdo de ferro obtido pela microssonda foi considerado como FeO. Foram analisados diferentes elementos e utilizados padrões diversos, de acordo com o mineral e o elemento analisado: em granada, almandina (Al), esperssatita (Mn), piropo (Si e Mg), olivina (Fe) e andradita (Ca). Em biotita, fluorita (F), olivina (Mn), albita (Si e Na), microclina (K), olivina (Fe e Mg), tugtupita (Cl), rutilo (Ti) e cianita (Al). Em cordierita, 7 albita (Si), cianita (Al), anortita (Ca), albita (Na), microclina (K), olivina (Fe, Mg e Mn), rutilo (Ti). Em plagioclásio, albita (Si), cianita (Al), anortita (Ca), albita (Na), microclina (K), olivina (Fe, Mg e Mn), rutilo (Ti). Termobarometria de Rochas Silicatadas Geotermobarometria é o nome dado para as técnicas que procuram estimar a temperatura e a pressão do metamorfismo através da sua dependência com a constante de equilíbrio (KD). O ponto central da termobarometria está no fato que o valor da constante de equilíbrio de uma reação pode ser determinado através da composição de minerais coexistentes em uma rocha, com a aplicação de modelos apropriados de atividade (a) (Spear, 1989). Os valores de temperatura e pressão podem ser determinados através da energia livre de Gibbs e envolvem as reações químicas entre os membros finais de cada fase em equilíbrio (Yardley, et al. 1989). A variação da energia de Gibbs (∆G°) nas reações dos membros finais de cada fase determina a constante de equilíbrio (KD) de acordo com a equação: 0=∆G° + Rt ln KD, onde R - constante dos gases T - temperatura KD - constante de equilíbrio determinada pela composição química dos minerais. A constante de equilíbrio é usada para estabelecer um diagrama de pressão (P) versus temperatura (T) em que o cruzamento destas duas linhas representa às condições do pico metamórfico (Fig. 1.3). Os minerais considerados bons geotermômetros trocam elementos com raios iônicos semelhantes e em sítios cristalográficos de mesma coordenação. Isto envolve grande variação de entropia (∆S) e pequena variação de volume (∆V≅0). Por outro lado os bons geobarômetros trocam elementos com raios iônicos muito diferentes e em sítios cristalográficos com configurações diferentes, envolvendo grande variação de volume. As duas reações de troca ocorrem em associações minerais que encontram o equilíbrio (Carswell & Harley, 1990). A B Figura 1.3: Representação gráfica em diagrama P-T mostrando: (a) geotermômetro e (b) geobarômetros (Spear 1989, 1995). 8 Um dos principais métodos utilizados para estimar a temperatura e pressão de metamorfismo é o estudo feito por meio de grades petrogenéticas (Fig. 1.4). Estes diagramas mostram os campos de estabilidade de grande parte dos principais minerais metamórficos ou de uma paragênese. As grades petrogenéticas mais utilizadas foram elaboradas por Spear & Cheney (1989) e Holland & Powell (1990). Ambas foram destinadas ao estudo de rochas pelíticas e abrangem, desde a fácies xisto verde até a fácies anfibolito alto (Fig. 1.5). É importante ressaltar que para se obter um geotermômetro ou um geobarômetro é necessário calibrar a reação metamórfica. Para tal, pode-se utilizar métodos experimentais, empíricos ou termodinâmicos. O programa THERMOCALC (Powell & Holland, 1994) foi utilizado para fornecer as condições de P e T das rochas portadoras de grafita. O cálculo das fases em equilíbrio efetuado pelo THERMOCALC (Powell & Holland, 1994) é feito com base em um banco de dados termodinâmicos internamente consistentes. Este programa Figura 1.4: Exemplo de grade petrogenética. Caderneta de Campo – ADIMB. Figura 1.5: Representação gráfica das fácies metamórficas. Caderneta de Campo – ADIMB. 9 usa estes dados termodinâmicos para gerar um conjunto de reações independentes que calculam as condições do pico do metamorfismo a que uma determinada rocha foi submetida. Grande parte dos modelos termodinâmicos não apresentam uma descrição completa da química de rochas metamórficas de composição pelitica, que em sua maioria pertencem a sistema modelo NCKFMASH (Na2O, CaO, K2O, FeO, MgO, AL2O3, SiO2, H2O), pois alguns minerais utilizados para geotermobarometria possuem mais de um sítio cristalográfico onde as substituições podem ocorrer de forma independente. Piroxênio, granada, anfibólio, espinélio, epidoto e micas estão entre eles. Cada sítio pode ser ocupado por mais de um cátion, gerando soluções sólidas complexas. Tais soluções sólidas não são levadas em consideração na maioria dos modelos termodinâmicos mas o banco de dados termodinâmicos do THERMOCALC (Powell & Holland, 1994) tem os resultados de calibrações experimentais de uma série de reações que podem ser combinados para a obtenção dos dados termodinâmicos de reações não calibradas e que estão “presentes” na rocha estudada e permite o cálculo do equilíbrio entre as fases do sistema NCKFMASH (Fig.1.6). Powell & Holland (1994) solucionaram também problemas relacionados com a fusão parcial nas condições da fácies anfibolito e granulito, pois estes autores adotaram um modelo termodinâmico para fusões silicatadas com adição de água, onde os membros finais usados são: albita (NaAlSi3O8), feldspato potássico (KAlSi3O8), anortita (CaAl2Si2O8), quartzo (SiO2) e sillimanita (Al2SiO5). Além dos membros finais forsterita (Mg4Si2O8) e fayalita (Fe4Si2O8) que são usados para introduzir o Mg e o Fe. Sendo assim, esse modelo termodinâmico calcula as condições P-T através de um conjunto de reações linearmente independentes (Fig. 1.7), usando todos os Figura 1.6: Sistema NCKFMASH. Powell et. al.,1998. 10 minerais em equilíbrio e não um par ou um grupo de três ou quatro minerais. Tornando possível calcular fases em equilíbrio com composições mais próximas das composições das rochas. O par granada-biotita geotermômetro foi utilizado, com restrições, em algumas amostras, e calculado no programa TWQ (Bermam R.G. 2007). Este termômetro é o mais usado em rochas pelíticas, isto é, rochas ricas em Al, que representam a recristalização de sedimentos com granulometria na fração argila. Baseia-se na troca Fe-Mg entre a granada e a biotita. Os modelos simulam a difusão Fe-Mg entre a granada e a biotita e assumem que a difusão Fe-Mg na biotita é rápida e que o volume de difusão da granada é limitado. Assim, os modelos de cinéticas de re- equilíbrio termométrico são controlados pela cinética de difusão da granada e assumem que com o aumento da temperatura, a granada cresce em equilíbrio químico com biotita. Para este par existem diversas calibrações empíricas e experimentais, dentre elas ressaltam-se as de Thompson (1976), Ferry & Spear (1978), Hodges & Spear (1982), Perchuk & Lavrent’eva (1983), Ganguly & Saxena (1984), Indares & Martignole (1985) e Hoinkes (1986). As primeiras calibrações de granada-biotita eram baseadas nos valores do coeficiente de distribuição entre granada e biotita, por exemplo: as calibrações de Thompson (1976) e Holdaway & Lee (1977) são para metapelitos com temperaturas variando entre 500 e 700°C. A primeira calibração experimental, de Ferry & Spear (1978) envolvia um sistema de KFMASH com biotita de baixo Al para um sistema entre 550-800°C. Hodges & Spear (1982) avaliaram o geotermômetro combinando a calibração de Ferry & Spear (1978) com o modelo ideal para biotita de Ganguly & Kennedy (1974). PerchuK & Lavrent'eva (1983) empreenderam uma calibração experimental usando minerais naturais e biotita de alto Al. A equação trabalha com os minerais naturais em sistemas entre 600 e 725°C e pressões de 6 kbar para associação pelítica com biotita, granada e cordierita. Porém, não levaram em consideração o Ca e Mn em granada e o Ti em biotita, uma vez que os minerais podem apresentar variação composicional. Ganguly & Saxena (1984) fizeram melhorias significantes no tratamento para granada. Indares & Martignole (1985) apontaram para a importância de corrigir a substituição de Al por Ti em rochas da fácies granulito, principalmente em temperaturas entre 750-850°C. n = p – c n – no de reações p – no de membros finais c – no de componentes n = 10 – 7 = 3 Figura 1.7: Exemplo do cálculo efetuado pelo THERMOCALC para os cálculos termodinâmicos. Apresentado em aula pelo Dr. Renato Moraes e baseado em Powell & Holland (1994) e American Mineralogist, 79:120-133 11 Difração de Raios X A Difração de Raios X é uma técnica bastante utilizada na caracterização e identificação dos minerais. A difração de Raios X pela estrutura cristalina resulta de um processo em que os Raios X são dispersos pelos elétrons dos átomos sem mudança de comprimento de onda. Ou seja, a dispersão é coerente e obedece a lei de Bragg: θ = sen (λ/2d). Desta maneira, a distância interplanar de um determinado mineral é característica e seu valor depende da dimensão da célula unitária, o que possibilita o estudo dos seus parâmetros, proporcionando portanto a identificação da presença ou não de desvios da estrutura cristalina. Em geral, os estudos por difração de Raios X são utilizados conjuntamente com outras técnicas, tais como a espectroscopia no infravermelho e Raman. A preparação de amostras para análise em difratômetro envolve alguns cuidados técnicos especiais. Sendo assim, as amostras de rochas grafitosas friáveis foram desagregadas manualmente para não alterar a química ou a estrutura do cristal. Posteriormente todo o material foi peneirado (40 mesh) e misturado em água com querosene e óleo de peroba. Para cada litro de água coloca-se 1.0 ml da seguinte mistura: 3 partes de querosene para cada parte de óleo de peroba. A amostra selecionada deve permanecer em decantação por algumas horas (aproximadamente 3 horas). Após o período de decantação a grafita sobrenadante foi recolhida e encaminhada para a secagem em estufa a uma temperatura aproximada de 100ºC. O concentrado de grafita resultante do processo descrito consiste em um material cinza escuro a preto, levemente oleoso, que foi montado em placas e estudado por Difração de Raios X. Os difratogramas de Raios X foram obtidos pelo método de pó, num difratômetro automatizado Rigaku, modelo Geigerflex na geometria Bragg-Bretano, que utiliza radiação Cu Kα, filtro de Cu em monocromador de grafita e condições de 40Kvolts e 30mA, em rotina do laboratório do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais. As amostras foram difratadas no modo 2θ-θ, com 2θ entre 4º e 140º em velocidade de 1 segundo por ponto. Foram utilizados dois valores de passo angular para a coleta de dados, em dois conjuntos de amostras, a saber: • amostras J2b, J5a1 e a2, J6, J5b: passo angular em 2θ de 0,02º; • amostras J12, J13a, J14, J15, J11, J17, J20, J23 GU211, GU212, L16, L25, L54, L74: passo angular em 2θ de 0,04º. Os parâmetros de rede foram obtidos fazendo-se refinamentos de estrutura empregando o método de Rietveld com o programa DBWS-9807 (Young et al., 1998). 12 Termometria da Grafita A termometria da grafita é realizada por meio da correlação entre o valor do parâmetro c da cela unitária com a temperatura (T) de cristalização da grafita, cuja relação é dada por uma função aproximadamente linear de c versus T. Esse método foi desenvolvido por Shengelia et al. (1977) e permite determinar a temperatura de cristalização de uma amostra de grafita uma vez que se tenha o valor do parâmetro c medido por difração de raios-X. Diversos estudos qualitativos (Faria, 1997; Reis, 1999; Daconti, 2004) e quantitativos (French, 1964) indicam que a transformação da matéria orgânica em grafita e o crescimento dos cristais de grafita são controlados pelo aumento da temperatura durante o metamorfismo progressivo. French (1964) examinou por difração de raios-X a matriz carbonosa da camada rica em matéria orgânica da formação ferrífera de Biwabik, nordeste de Minnesota, com o objetivo de determinar o grau de cristalinidade e detectar o possível desenvolvimento da grafita durante o metamorfismo. Resultou deste estudo a determinação dos diferentes graus de cristalinidade da matéria carbonosa, de acordo com as características (largura, ângulo de difração e intensidade) do pico de difração do carbono e definiu o pico da grafita cristalina (Fig. 1.8). A reflexão da grafita cristalina produz um pico que ocorre em 26,5°, com d002 igual a 3,36Å. Shengelia et al. (1977) propuseram o uso da difração de raios-X para o estudo da grafita em condições de temperatura e pressão altas (Fig. 1.9). Malisa (1998) aplicou este método para o estudo da grafita como geotermômetro em rochas metamórficas no nordeste da Tanzânia, cuja temperatura foi calculada usando a calibração gráfica medida por Shengelia et al. (1977), (Figura 1.9). d 002 0 20 40 60 80 100 120 140 160 0 5000 10000 15000 20000 25000 Amostra J2b U. A. Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado Figura 1.8: Difratograma de Raios X (observado em preto; calculado em vermelho) de grafita natural (amostra J2, região de Pedra Azul). 13 A representação gráfica é baseada no parâmetro c da célula unitária da grafita. Este parâmetro representa a distância entre as folhas de carbono ao longo do eixo c da célula unitária hexagonal da grafita. Uma vantagem deste método é a facilidade de determinação do parâmetro c pela difração de Raios X. Os estudos de Shengelia et. al. (1977) e Malisa (1998) também demonstram que o parâmetro c diminui com o aumento da temperatura (Fig. 1.9). Espectroscopia Micro-Raman A espectroscopia Micro-Raman é um dos métodos mais utilizados para estudar a grafita. Consiste na interação da radiação eletromagnética monocromática com a matéria a qual origina espalhamento inelástico da luz. A luz espalhada possui uma energia e, conseqüentemente, um comprimento de onda, diferente do da luz incidente. Em relação a fases cristalinas, essas diferenças correspondem às energias das vibrações moleculares e da rede cristalina. As energias destas vibrações estão, por sua vez, intrinsecamente relacionadas à simetria da estrutura cristalina ou à simetria das moléculas presentes no material. Uma vez que todo mineral possui uma rede cristalina com simetria bem definida, o espectro Raman permite uma identificação direta do material (Pimenta et al. 2000). Os espectros Raman em monocristais polarizados foram medidos no Laboratório de Micro- Raman no Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais em um espectrômetro DILOR X-Y. A linha 514nm de um laser de Ar foi usada na excitação. Os espectros, a temperatura ambiente, foram obtidos em geometria de backscattering. O raio laser foi focalizado em um diâmetro de 2 µm com objetiva Zeiss de 80X. A maioria dos espectros foram medidos com potência de 10,6x25 mW. Os espectros experimentais foram ajustados com linhas Lorensianas no programa Figura 1.9: Representação gráfica da evolução da temperatura versus parâmetro c em grafita (Shengelia et. al. 1977; Malisa, 1998). 14 peakfit sem nenhuma restrição. Foram verificadas as larguras a meia-altura das bandas ajustadas presentes em todas amostras. Microscopia Eletrônica de Varredura (MeV) A microscopia eletrônica de varredura é utilizada, normalmente, como análise complementar de outras técnicas de caracterização. O microscópio eletrônico utiliza elétrons para iluminar um objeto, conseqüentemente utiliza detector de energia dispersiva de Raios X (EDS). Como os elétrons têm um comprimento de onda muito menor do que o da luz, podem mostrar objetos muito menores. O comprimento de onda dos elétrons utilizado nos microscópios eletrônicos é de cerca de 0,5 angströms. Um dos resultados da técnica é o registro fotográfico da imagem eletrônica gerada no MeV por meio da detecção de elétrons secundários. Desta maneira, pode-se determinar as espécies minerais, percentuais de cada espécie, morfologia e tamanhos de partículas, aspectos texturais e de associações minerais. As imagens eletrônicas das palhetas de grafita foram efetuadas pelo laboratório de microscopia eletrônica do Departamento de Física da UFMG, em um microscópio JEOL. 15 II – GEOLOGIA REGIONAL Este capítulo apresenta uma síntese do conhecimento geológico sobre a Província Grafítica do Nordeste de Minas Gerais e Sul da Bahia (Província Bahia-Minas), focalizando as características que permitem compreender a distribuição regional de temperaturas à época de formação dos depósitos de grafita. A Província Bahia-Minas situa-se no extremo nordeste do Orógeno Araçuaí (Fig. 2.1), uma cadeia de montanhas edificada entre 630 e 500 Ma (Pedrosa-Soares & Wiedemann 2000, Pedrosa- Soares et al. 2001, 2005). O Orógeno Araçuaí subdivide-se em dois grandes domínios tectônicos (Pedrosa-Soares & Wiedemann 2000). O domínio externo (ocidental e extremo setentrional), caracterizado como faixa de dobramentos e empurrões, não tem interesse para a presente dissertação. A faixa de dobramentos e empurrões bordeja o limite oriental do Cráton do São Francisco. Nela estão esculpidos segmentos da Serra do Espinhaço e chapadas do norte-nordeste de Minas Gerais. Este é o domínio tectônico Figura 2.1: Mapa geotectônico do Orógeno Araçuaí, com a localização da Província Grafítica Bahia- Minas (Pedrosa-Soares et al. 2006). 16 externo do orógeno que se caracteriza por transporte tectônico para oeste, metamorfismo da fácies xisto verde a anfibolito baixo nas rochas supracrustais e ausência de magmatismo orogênico. O domínio tectônico interno do orógeno é seu núcleo metamórfico-anatético, rico em rochas graníticas e rochas metamórficas de fácies anfibolito e granulito. Este domínio inclui também restos oceânicos neoproterozóicos, o arco magmático pré-colisional e todo o restante do magmatismo orogênico, desde os granitos sincolisionais ao plutonismo pós-colisional. Na parte ocidental do domínio interno predomina transporte tectônico para sudeste, mas na sua região oriental registra-se transporte para leste, carcterizando uma típica zona de tranporte tectônico centrífugo (Pedrosa- Soares & Wiedemann 2000). Os setores norte e nordeste do Orógeno Araçuaí apresentam uma saliência, com concavidade voltada para sul. Esta saliência contém segmentos dos dois domínios tectônicos, sendo que o domínio externo situa-se a norte e o domínio interno, na saliência, situa-se a sul. A saliência setentrional é o compartimento tectônico caracterizado pela grande curvatura do Orógeno Araçuaí, onde os traços estruturais infletem da direção norte-sul para leste. Nesta saliência, as condições de P e T aumentam para sul, desde a fácies xisto-verde, na zona limítrofe com o Cráton São Francisco, até a fácies anfibolito alto, no núcleo metamórfico-anatético. O extremo norte da saliência desemboca no Aulacógeno Paramirim e se caracteriza por empurrões com transporte para norte. O ramo oriental da saliência é caracterizado por zonas oblíquas a transcorrentes, sinistrais, de direção NW-SE, com componentes de empurrão para leste (e.g., zona de cisalhamento de Salto da Divisa). A província grafítica ocupa todo o ramo oriental desta saliência (Fig. 2.1, Pedrosa-Soares et al. 2006). II.1- Estratigrafia da Província Grafítica Bahia-Minas Gerais As unidades estratigráficas do Orógeno Araçuaí estão representadas na Figura 2.2. Serão aqui abordadas apenas as unidades que interessam diretamente à província grafítica (Fig. 1.2). II.1.1- Grupo Macaúbas Na Província Grafítica Bahia-Minas (Pedrosa-Soares & Wiedemann 2000, Pedrosa- Soares et al. 2001, 2005) o Grupo Macaúbas constitui uma faixa de direção NE, onde está representado por uma sucessão rica em metadiamictitos glácio-marinhos (Formação Chapada Acauã), superposta por extensa e espessa sucessão de micaxistos, com intercalações de grafita xisto e rocha cálcio- silicática, atribuídos à Formação Ribeirão da Folha (Fig. 2.2, Almeida et al. 1978, Pedrosa-Soares et al. 2005). 17 As paragêneses metamórficas dos micaxistos do Grupo Macaúbas, na saliência setentrional do Orógeno Araçuaí, indicam temperaturas metamórficas aumentam no sentido sul, desde a zona da granada, no extremo norte, passando pela zona da estaurolita + cianita, na porção mediana do grupo, até a zona da sillimanita, próximo ao contato com o complexo paragnáissico (Almeida et al., 1978). É justamente na zona da sillimanita, onde se verifica migmatização expressiva, que ocorrem depósitos econômicos de grafita xisto no Grupo Macaúbas, a exemplo da jazida de Pouso Alegre, a sul de Maiquinique (Fig. 1.2, ponto J23). O grafita xisto desta unidade será descrito em detalhe no capítulo 4. Figura 2.2: Unidades estratigráficas do Orógeno Araçuaí, com a localização da Província Grafítica Bahia-Minas (Pedrosa-Soares et al. 2001). 18 II.1.2 - Complexo Paragnáissico Jequitinhonha O Complexo Jequitinhonha (ou complexo paragnáissico, Fig. 1.2 e 2.2) é a unidade que ocupa maior área na Província Grafítica Bahia-Minas e que contêm grande número de depósitos, com minas em atividade, e ocorrências de grafita lamelar (flake). Seus contatos com os metassedimentos do Grupo Macaúbas são tectônicos, por meio de zonas de cisalhamento oblíquas. Intrusões granitóides diversas são freqüentes. Sedimentos do Grupo Barreiras recobrem esta unidade discordantemente. O Complexo Jequitinhonha, originalmente denominado por Almeida & Litwinski (1984), é uma sucessão de biotita paragnaisses bandados, variavelmente enriquecidos em granada e/ou cordierita e/ou sillimanita, com espessas intercalações de grafita gnaisse e quartzito, e lentes de granulito cálcio-silicático (e.g., Pedrosa-Soares & Wiedemann-Leonardos 2000, Daconti 2004, Queiroga & Figueiredo 2004, Sampaio et al. 2004). A associação mineral associada que define a foliação dos paragnaisses (quartzo + biotita + plagioclásio + granada + cordierita + sillimanita + feldspato potássico), bem como os escassos dados geotermobarométricos quantitativos, evidenciam que a deformação regional ocorreu na transição de fácies anfibolito-granulito (Faria 1997, Uhlein et al. 1998, Daconti 2004). Faria (1997), Reis (1999) e Daconti (2004) abordam a relação regional dos depósitos de grafita com o Complexo Jequitinhonha, enfatizando que apenas a suíte kinzigítica deste complexo é a hospedeira dos depósitos de grafita flake. Esta suíte consiste de biotita gnaisse, granada-biotita gnaisse, cordierita-granada-biotita gnaisse, grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse (kinzigito s.s.) e grafita gnaisse, que indicam conteúdos crescentes de fração argila (silicatos peraluminosos) e de fração carbonosa (grafita) nos protólitos sedimentares. De fato, a química dos kinzigitos é caracterizada por uma ampla variação composicional (SiO2 entre 57 e76%) que reflete, mesmo com os efeitos do metamorfismo de alto grau, a mistura entre dois componentes sedimentares: areia quartzosa e argila. Os paragnaisses mais ricos em Al, Mg e Fe são mais pobres em SiO2 e caracterizam um protólito sedimentar mais argiloso. Os paragnaisses mais pobres em Al, Mg e Fe são mais ricos em SiO2 e caracterizam protólitos mais arenosos. O processo de migmatização encontra-se bem registrado regionalmente no Complexo Jequitinhonha. Caracteriza-se pela alternância de paleossoma gnáissico com neossoma granítico (leucossoma) e rico em biotita e granada (melanossoma). O leucossoma pode apresentar alguma grafita flake que tende à morfologia hexagonal. Corpos maiores de granito granatífero ocorrem onde a migmatização é mais acentuada em área e intensidade. A idade do Complexo Jequitinhonha é uma questão ainda em aberto. Celino (1999), Pedrosa- Soares & Wiedemann-Leonardos (2000) e Daconti (2004) apresentam idades-modelo Sm-Nd, entre 19 2 Ga e 1,5 Ga, que sugerem mistura de fontes de idades diversas, provavelmente paleoproterozóicas e neoproterozóicas, para os protólitos sedimentares do complexo. Noce et al. (2004) apresentam datações U-Pb (SHRIMP) de zircões detrítricos do complexo paragnáissico do norte do Espírito Santo. Estes dados indicam que, naquela região, os protólitos sedimentares deste paragnaisse se depositaram entre 630 e 585 Ma e seus protólitos englobaram sedimentos provenientes do arco magmático do Orógeno Araçuaí. Como o complexo paragnáissico do norte do Espírito Santo (Complexo Paraíba do Sul, Silva et al. 1987; ou Complexo Nova Venécia, Pedrosa-Soares et al. 2006) pode ser correlato do Complexo Jequitinhonha é possível que este também inclua sedimentos derivados do arco magmático do Orógeno Araçuaí. II.1.3 - Suítes Granitóides O grande número de corpos graníticos presentes na Província Bahia-Minas e vizinhanças denunciam o intenso magmatismo que teve lugar no domínio interno (núcleo metamórfico- anatético) do Orógeno Araçuaí. Os granitóides da Faixa Araçuaí (Fig. 4) foram agrupados em suítes regionais por Pedrosa- Soares et al. (2001, ver atualização em 2005). As suítes G1 e G2 são relacionadas aos estágios pré- e sincolisionais, respectivamente. A suíte G3 associa-se à fase tardi a pós-colisional. As suítes G4 e G5 são pós-colisionais. Uma descrição sucinta de cada suíte é apresentada a seguir: • Suíte G1 (tipo I): É composta por corpos predominantemente tonalíticos e granodioritos, com idades entre 630 e 585 Ma. Dados geoquímicos de vários plútons G1 apontam para magmas cálcio-alcalinos, metaluminosos a ligeiramente peraluminosos, formados em sistema de arco vulcânico de margem continental ativa. Esta suíte não ocorre na província grafítica. • Suíte G2 (tipo S): É composta por granitos foliados a milonitizados, de idade entre 585 e 560 Ma, que se originaram da fusão parcial de rochas metassedimentares. Esta suíte consiste principalmente de batólitos graníticos gnaissificados, peraluminosos, nos quais predominam granada-biotita granito com cordierita e/ou sillimanita freqüentes, e granito a duas micas. A granitogênese G2 relaciona-se à migmatização sincinemática à foliação regional, que ocorre generalizadamente no Complexo Jequitinhonha. • Suíte G3 (tipo S): Corresponde à refusão da Suíte G2 e dos gnaisses paraderivados. Consiste de leucogranito com cordierita e/ou granada e/ou sillimanita, livre da foliação regional. As 20 poucas idades U-Pb disponíveis sugerem intervalo entre 540 e 510 Ma, para esta granitogênese. • Suíte G4 (tipo S): Engloba intrusões graníticas peraluminosas a ligeiramente metaluminosas, em forma de balão. Estas intrusões são fontes de pegmatitos ricos em turmalina e minerais de Li. Zircões de uma das intrusões de granito G4 forneceram idade U-Pb de 500 Ma (Whittington et al., 2001). • Suíte G5 (tipo I): Engloba os plútons intrusivos compostos de biotita granito, geralmente porfirítico, com fácies charnockíticas e enderbíticas, freqüentes enclaves meso a melanocráticos e eventuais núcleos e bordas de composição básica. São cálcio-alcalinos, metaluminosos, de alto K e alto Fe. Datações U-Pb e Pb-Pb indicam cristalização magmática entre 520 e 500 Ma (Noce et al., 2000; Whittington et al., 2001; Martins et al., 2004), em ambiente pós-colisional relacionado ao colapso extensional do Orógeno Araçuaí (Pedrosa- Soares et al., 2001). 21 III – A GRAFITA III.1- Introdução O carbono, um elemento abundante na biosfera é conhecido desde tempos primordiais. A origem do nome é latina, da palavra carbo que significa carvão vegetal. Ele forma um enorme número de compostos, a maior parte dos quais constitui o grupo das substâncias orgânicas, ou seja, substâncias que contêm principalmente carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio. Conhecem-se milhões de compostos orgânicos. O carbono também forma um outro grupo, muito menos numeroso, de compostos inorgânicos naturais com sistema cristalino, no qual se encontra a grafita e, em menor quantidade, o diamante, que são os polimorfos mais comuns do carbono. Estes polimorfos, apesar de possuírem composição química idêntica (teoricamente, seria carbono puro), apresentam propriedades físicas, estruturais e cristaloquímicas completamente distintas, em função das diferentes condições de pressão e temperatura em que se cristalizam. A grafita é estável em temperatura e pressão relativamente baixas, quando comparada com o diamante. Sendo assim, a estrutura cristalina da grafita é menos densa que a do diamante. A estabilidade entre diamante, grafita, carbono III e carbono líquido, em um sistema composto apenas por carbono, pode ser exemplificada por meio do diagrama de fases do carbono (Fig. 3.1). Figura 3.1: Diagrama de fases do carbono (Klein & Hurlbut, 1995). 22 III.2- Propriedades Físicas A grafita se cristaliza no sistema hexagonal e é um mineral não metálico, inerte, composto essencialmente por carbono, que pode apresentar impurezas como sulfeto, óxido de ferro ou outras substâncias. Possui coloração preta a cinza metálico, peso especifico entre 2,1 e 2,3 g/cm3, dureza entre 1 e 2 na escala Mohs, e brilho semi-metálico. O hábito tabular reflete a estrutura cristalina hexagonal anisotrópica, com clivagem perfeita {0001}. A estrutura cristalina da grafita é representada por vários planos de átomos de carbono que se arranjam em uma rede com simetria hexagonal (Fig. 3.2). Nos planos, os átomos de carbono são unidos por ligações covalentes do tipo sp2. Trata-se de carbono "insaturado" com uma ligação dupla e duas ligações simples (três ligações do tipo sigma e uma do tipo pi). Sendo assim três elétrons encontram-se igualmente distribuídos em três orbitais híbridos degenerados e simétricos (ligações σ), e o quarto elétron no orbital ρ é capaz de formar uma ligação pi (p-p) com outro orbital ρ (Fig. 3.3). A configuração estrutural apresentada é do tipo trigonal plana (120°). A distância interplanar ao longo do eixo c é de 3,354 Å, entre dois planos de átomos de carbono cujas interações, entre os átomos de carbono de planos distintos, são feitas por forças de Van der Waals. Estas ligações fracas conferem a excepcional clivagem da grafita, que permite com suas folhas possam deslizar (na ausência de vácuo) umas sobre as outras, garantindo propriedades lubrificantes a este mineral (Feltre, 1994). Figura 3.2: Estrutura da grafita. Feltre, 1994) 23 A grafita natural é excelente condutora de calor e eletricidade (paralelamente aos planos de clivagem), altamente refratária (ponto de fusão em 3650ºC na presença de oxigênio), lubrificante, compressível e maleável, e tem grande resistência química, termal e à oxidação (Tab. 3.1). III.3- Aplicações da Grafita A grafita natural tem seu emprego na indústria em geral, em decorrência de suas propriedades físico-químicas como a clivagem, plasticidade, baixo coeficiente de atrito e alta temperatura de fusão (3.650 o C) grafita é utilizada considerando-se uma dessas propriedades ou uma combinação delas, tais como baixo coeficiente de expansão térmica, efeito lubrificante, boa condutividade elétrica e de calor, flexibilidade e ductibilidade sobre uma larga faixa de temperatura, por ser quimicamente inerte e não tóxica, e ser uma fonte de carbono (Harben & Bates, 1995). As principais utilizações da grafita são listadas a seguir: • Em cadinhos e outros refratários usados na fabricação de metais, devido a sua resistência ao ataque por reagentes químicos e elevado ponto de fusão e vaporização; • Como lubrificantes, ingredientes para tintas, e em revestimentos para fornos, devido ao baixo coeficiente de atrito e maciez ao tato; • Na fabricação de escovas de carbono para motores elétricos, devido à alta condutividade elétrica, maciez e propriedades lubrificantes; • Por sua condutividade, é utilizada na produção de baterias e eletrodos de carbono nas indústrias metalúrgica e química; • Na fabricação do aço é utilizada para aumentar o teor de carbono da liga; • Na fabricação de lápis, lonas de freio, explosivos, fitas magnéticas e fertilizantes. Figura 3.3: Configuração espacial do carbono híbrido em sp2 (trigonal plana). Feltre, 1994. 24 Tabela 3.1- Características mineralógicas da grafita. Sistema Cristalino Hexagonal Classe Dihexagonal dipiramidal (6/m 2/m 2/m) Eixos Cristalográficos Cristalografia Hábito Palhetas, lâminas e fibras Propriedades Físicas Clivagem: {0001} perfeita Cor: preto a cinza Traço: negro Brilho: sub-metálico Dureza: variando de 1 a 2 Mohs Densidade: 2,23 g/cm3 Propriedade Ótica: uniaxial negativo Anisotropia: forte Pleocroismo: forte (vermelho) Densidade Elétrica: ρelectron = 2,25 gm/cc Condutividade Térmica: 30 w.cm-1.k-1 Radioatividade: não é radioativa Ponto de Fusão: 3650°C Modo Raman mais intenso: 1581 cm-1 Composição Química Carbono (C), podendo conter impurezas como óxido de ferro, alumínio, argila, fósforo e sulfetos. Dimensões da Célula unitária a: 2,464; c: 6,736; z:4; v:35,42 Difração de Raios-x Intensidade (I/I0): 3,35(1), 1,675(0,8), 1,541(0,6) C -C a2 -a2 -a1 a1 a3 -a3 25 III.4- Ocorrência A grafita ocorre comumente em rochas metamórficas como xistos, gnaisses e mármores. Ela pode ser encontrada na forma de palhetas lamelares (flakes), disseminadas na rocha ou concentradas em bolsões e lentes. O termo flake é utilizado em referência ao hábito em forma de palheta ou lamela. Nestas rochas, a grafita é derivada de material carbonáceo de origem orgânica, que foi convertido em grafita durante o metamorfismo. A grafita também ocorre em veios hidrotermais, associada com quartzo, biotita, feldspatos, turmalina, apatita, pirita e titanita. Nestes veios, a grafita se cristaliza a partir de carbono hidrotermal derivado das rochas adjacentes, introduzido durante o metamorfismo regional. Grafita ocorre, ocasionalmente, como constituinte primário em rochas ígneas e também pode ser encontrada em alguns meteoritos na forma de nódulos carbonosos (Klein & Hurlbut, 1995). Os principais países produtores de grafita natural são China, Rússia, Madagascar, Coréa, Índia, México e Brasil, onde apenas os estados de Minas Gerais e Bahia possuem reservas significativas (99% das reservas nacionais). III.5- Tipos de Depósitos de Grafita Os trabalhos de Harben & Bates (1990), Kuzvart (1984), Weis et al. (1981), Dissanayake (1994), Frost et al. (1989), Faria (1997), Pedrosa-Soares et al. (1999), Reis (1999), Guimarães (2000) e Daconti (2004), destacam-se no que se refere ao estudo da gênese e controle dos depósitos de grafita. Harben & Bates (1990) concluem que a matéria orgânica existente nos sedimentos é transformada em grafita devido ao metamorfismo, seja ele regional ou de contato. Isto é, o material carbonoso da rocha se cristaliza como grafita à medida que o grau metamórfico evolui progressivamente (i.e., a temperatura aumenta) e atinge o tamanho de grafita flake em fácies anfibolito alto a granulito. Quatro tipos genéticos de depósitos de grafita, além daqueles que ocorrem em função do enriquecimento residual, são descritos por Kurzvart (1984, com modificações introduzidas por trabalhos acima citados), a saber: • Depósitos Magmáticos Primários - São depósitos extremamente raros, que apresentam material de alta qualidade, em que a grafita maciça predomina. Existem porções internas com ocorrência de grafita flake. O principal depósito é o de Botogol, na Rússia. • Depósitos do Tipo Contato-Metassomáticos (Skarnitos) - São depósitos que se desenvolvem no contato entre rochas carbonáticas e intrusões ígneas, seja devido à cristalização do carbono ou 26 pela redução do CO2. Normalmente, a grafita ocorre na forma de stocks ou disseminada em veios no skarnito. O principal exemplo é o depósito de Black Donald, no Canadá. • Depósitos de Grafita em Veio - São concentrações de grafita geradas por soluções pós- magmáticas ricas em elementos voláteis, principalmente CO2. Os depósitos ocorrem em forma de veios e lentes, e são confinados à zona de contato com a rocha encaixante. Depósitos descritos no Sri Lanka podem ser citados como os principais exemplos deste tipo, onde a grafita ocorre no contato de corpos ígneos com gnaisses, quartzitos e piroxenitos. • Depósitos Metamórficos - São gerados por concentração e cristalização do carbono durante processos metamórficos regionais. São formados em rochas sedimentares que contêm concentração anômala de carbono, resultando em camadas ou lentes ricas em cristais de grafita disseminada em filito, xisto, quartzito, mármore, gnaisse e granulito. Originam-se durante o metamorfismo regional, desde a transição de fácies xisto verde-anfibolito (ca. 480o C) até a fácies granulito (> 800o C). A grafita é fina e microcristalina (dust) nas rochas de baixo grau metamórfico (e.g., filito). A formação de grafita lamelar (flake) ocorreria a partir da fácies anfibolito intermediária (ca. 650o C). Os principais depósitos conhecidos de grafita flake são os de Sonora no México e os da Província Grafítica Bahia-Minas. As seguintes reações químicas acarretam a formação da grafita neste tipo de depósito: 1) Matéria orgânica + H2O → CO + H2 + resíduos 2) CO + H2 → C (grafita) + H2O III.6- Classificação e Nomenclatura da Grafita Dependendo do modo de ocorrência e cristalinidade, a grafita natural pode ser classificada em três tipos: (i) cristalina lamelar ou flake, (ii) cristalina maciça ou lump e (iii) "amorfa", microcristalina ou dust (Harben & Bates, 1990; Hand, 1996). O termo comercial “cristalina” lamelar ou flake é utilizado em referência a palhetas ou lamelas de grafita disseminadas em rochas metamórficas de origem sedimentar. Lamelas podem ocorrer homogeneamente distribuídas em todo o corpo de minério, ou concentradas em bolsões e lentes (Harben & Bates, 1995). A grafita tipo lump ocorre na forma de veios maciços, em rochas ígneas e metamórficas de alto grau. O tipo "amorfo" ou microcristalino (dust) refere-se a qualquer grafita de granulação muito fina, cuja cristalinidade é verificável somente ao microscópio ótico. A origem da grafita microcristalina se deve ao metamorfismo de baixo grau sobre seqüências sedimentares carbonosas (Harben & Bates, 1995). 27 III.7- Grafita na Província Grafítica Bahia-Minas Gerais A Província Grafítica Bahia-Minas Gerais engloba os depósitos de grafita situados nos municípios de Almenara, Bandeira, Guaratinga, Itamaraju, Jacinto, Jordânia, Maiquinique, Mata Verde, Pedra Azul, Salto da Divisa e Santa Maria do Salto, dentre outros que se localizam no nordeste de Minas Gerais e sul da Bahia (Fig. 1.2 e 2.2). Faria (1997) discriminou os tipos de mineralizações de grafita que denominou Tipo Pedra Azul (PAZ) e Tipo Salto da Divisa-Itamaraju (SAI). As mineralizações de grafita do tipo PAZ têm granulação relativamente fina (flake fino a microcristalina). Estes depósitos se encontram em pacotes de xisto pelítico com intercalações de quartzito, correlacionáveis ao Grupo Macaúbas ou com posição estratigráfica indeterminada, a exemplo das jazidas das localidades de Grafite e Chapada do Barbado (Pedra Azul), Pedro Perdido (Jordânia) e Pouso Alegre (Maiquinique). Nas mineralizações do tipo PAZ considera-se que o metamorfismo atingiu temperaturas entre 600°C e 700°C. A grafita tem granulação geralmente menor que 1 mm e as maiores concentrações ocorrem em fibrolita-grafita xisto e grafita-quartzo xisto, associados com grande quantidade de veios e bolsões (mobilizados) graníticos. As mineralizações de grafita do tipo SAI estão associadas à suíte kinzigítica do Complexo Jequitinhonha e foram separadas em três subtipos (Faria, 1997): • Subtipo A - É o mais comum e abrange desde gnaisses pobres em grafita até xistos grossos muito ricos neste mineral. A principal característica são os flakes que definem a foliação regional (Sn), exclusivamente ou em conjunto com biotita e fibrolita. Deste modo, os cristais de grafita crescem durante a formação da foliação Sn e quanto mais grafitosa é a rocha, maior é a deformação nos flakes e em sua matriz. A granulação da grafita varia entre 1 e 3 mm, em média. • Subtipo B - Ocorre em intercalações quartzo-feldspáticas portadoras de grafita, geradas por fusão parcial in situ no grafita gnaisse e grafita xisto da suíte kinzigítica. Estas fusões são concordantes com a foliação Sn. A grafita caracteriza-se por estar imersa em matriz de composição félsica, com textura ígnea preservada. Os flakes são maiores, atingindo 3 a 5 mm, em comparação com os cristais do subtipo SAI-A. • Subtipo C – Trata-se do grafita xisto da suíte kinzigítica e encontra-se normalmente associado ao subtipo SAI-B. O grafita xisto é melanocrático, por ser composto majoritariamente por grafita flake, e apresenta xistosidade muito penetrativa. 28 Pedrosa-Soares et al. (1999) e Reis (1999) englobam os tipos de minério de grafita em Tipo Gnaisse e Tipo Xisto. O primeiro tipo, Grafita Gnaisse, associa-se ao Complexo Jequitinhonha e tem como maior exemplo as faixas grafitosas descritas como Tipo SAI por Faria (1997). O tipo Grafita Xisto associa-se ao Grupo Macaúbas e se caracteriza pelo pequeno tamanho relativo dos cristais de grafita (sub-milimétrica), que ocorrem na forma de palhetas tabulares ou palhetas tabulares esfarrapadas, marcando a xistosidade da rocha. Daconti (2004) utilizou critérios geológicos, estruturais e, principalmente, o tipo de rocha hospedeira da mineralização de grafita para distinguir o Distrito Grafítico Almenara-Salto da Divisa (com minério do tipo grafita gnaisse) do Distrito Grafítico Pedra Azul-Bandeira (tipo grafita xisto). O Distrito Grafítico Almenara-Salto da Divisa, estende-se desde os arredores da cidade de Almenara até a divisa Minas-Bahia, a sudeste da cidade de Salto da Divisa. Situado principalmente nos domínios da suíte kinzigítica do Complexo Jequitinhonha e suítes graníticas neoproterozóicas, este distrito compreende os prospectos da Magnesita S.A. e ocorrências de grafita na região de Almenara, as ocorrências em torno do Granito Filinha (Reis, 1999) e a sucessão de afloramentos contendo grafita, alinhados na direção NW-SE, localizados nas proximidades da cidade de Salto da Divisa (Faria, 1997), com destaque para a Mina Fazenda Califórnia, pertencente a Cia. Nacional de Grafite Ltda. As principais características das zonas mineralizadas do Distrito Grafítico Almenara- Salto da Divisa são a predominância do litotipo grafita gnaisse em relação ao grafita xisto, a morfologia microscópica lamelar, subordinadamente esfarrapada, dos cristais de grafita, e palhetas (flakes) maiores que 1 milímetro. O Distrito Grafítico Pedra Azul-Bandeira (Daconti, 2004) ocupa uma área de aproximadamente 2.500 km2 e engloba parte dos municípios de Pedra Azul, Divisópolis, Mata Verde e Bandeira, a norte do paralelo 16°00’S. Os depósitos de grafita estão em rochas do Grupo Macaúbas e do Complexo Jequitinhonha, às vezes na região de contato entre essas unidades. De leste para oeste destacam-se cinco principais zonas mineralizadas em grafita: i) o prospecto Chapada do Barbado (explorado pela Magnesita); ii) as ocorrências de grafita à margem esquerda do Ribeirão São Francisco; iii) as jazidas do Boqueirão da Salvação (incluindo as minas da Paca e Paquinha lavradas pela Nacional de Grafite); iv) as ocorrências de grafita entre as cidades de Bandeira e Mata Verde; e v) a Jazida Pedro Perdido e a Mina de Grafite de Pouso Alegre (antiga Mamoré, atual Mineração Carbo Grafite). Nestas zonas mineralizadas, o litotipo grafita xisto é a rocha hospedeira e apresenta cristais de grafita principalmente sob a forma de farrapos (morfologia microscópica) e palhetas menores que 1 milímetro. A distribuição dos tipos de minérios e depósitos acima referidos, em termos da granulação da grafita, mostra boa correlação com o aumento de temperatura do metamorfismo regional no sentido sul. Os depósitos com grafita mais fina estão geralmente intercalados em sillimanita-biotita xisto, 29 cuja temperatura de cristalização é estimada em torno de 650° C. No seu conjunto, os depósitos de grafita relativamente mais fina situam-se na parte norte da província, onde ocorrem, com mais freqüência, os pacotes de sillimanita-biotita xisto do Grupo Macaúbas. Por outro lado, os depósitos de grafita gnaisse com granulação mais grossa estão intercalados na suíte kinzigítica do Complexo Jequitinhonha, cujas temperaturas metamórficas situam-se na transição de fácies anfibolito- granulito. 30 IV – PETROGRAFIA E QUÍMICA MINERAL Neste capítulo são descritos os minérios de grafita e as rochas peraluminosas associadas, estudados nesta dissertação. Os minérios de grafita coletados são dos tipos xisto e gnaisse, que se associam a xisto e paragnaisse, peraluminosos, respectivamente. A caracterização da grafita nas diversas amostras de minério é detalhadamente abordada no Capítulo V e os estudos termométricos sobre estas amostras estão no Capítulo VI. Os dados químicos de minerais das rochas peraluminosas são aqui apresentados, como base aos estudos geotermobarométricos sobre silicatos e sua comparação com os dados obtidos em grafita (Capítulo VI). A estrutura deste capítulo consiste em apresentar os dados primeiramente e posteriormente discuti-los e relaciona-los. IV.1- Grafita Xisto e Xisto Peraluminoso Associado Regionalmente, os xistos grafitosos, correlacionados ao Grupo Macaúbas, englobam grafita xisto, fibrolita-grafita xisto, grafita-quartzo xisto, grafita-quartzo-feldspato xisto e grafita-quartzo- feldspato-fibrolita xisto, que podem conter intercalações de quartzito grafitoso ou não. Estes xistos têm coloração cinza escura com tons prateados e granulação variando desde muito fina a média. Em geral, apresentam-se intensamente dobrados (Fig. 4.1 e 4.2). A textura dos xistos grafitosos é essencialmente lepidoblástica, com a foliação metamórfica marcada pela orientação de grafita e sillimanita fibrosa (fibrolita), e pelo quartzo alongado. Estas feições decritas acima e a forte lineação observada em campo sugerem que o quartzo está estirado. Figura 4.1: Afloramento de xistos grafitosos na mina de Pouso Alegre, Mineração Carbo Grafite, Maiquinique, sul da Bahia. Observar os corpos quartzo-feldspático-muscovíticos, de cor clara, que se intercalam com o xisto, denunciando os efeitos da fusão parcial sobre intercalações ricas em muscovita, mas pobres em grafita. 31 Sua composição mineralógica essencial consiste de quartzo, grafita, feldspato potássico, fibrolita e plagioclásio (Fig. 4.3). Os minerais acessórios são biotita (que pode estar presente em percentagem maior e se tornar mineral essencial), muscovita, zircão, rutilo, titanita, apatita, pirita, pirrotita e calcopirita. A mineralogia de alteração inclui carbonato, sericita, clorita e hidróxidos de ferro. A grafita associa-se aos sulfetos e a fibrolita e ocorre intercrescida com biotita e pirita. O intemperismo é marcado pela forte caulinização do feldspato. A grafita apresenta-se principalmente na forma de palhetas com extremidades esfarrapadas e minoritariamente, como palhetas lamelares (Fig. 4.3 e 4.4). Figura 4.2: Afloramento de fibrolita-grafita xisto da mina abandonada de Pedro Perdido, Jordânia, Minas Gerais. As vênulas e pequenos bolsões, brancos, são agregados quartzo-feldspáticos originados por fusão parcial localizada. Figura 4.3: Fotomicrografia de grafita xisto, mostrando palhetas de grafita lamelares com pontas esfarrapadas (amostra J2, Pedra Azul, luz transmitida, nicóis cruzados). O comprimento das palhetas varia entre 0,20 e 0,35mm. Figura 4.4: Fotomicrografia de grafita xisto, mostrando palhetas de grafita lamelares (amostra J7, Pedro Perdido, luz transmitida, nicóis cruzados). O comprimento médio das palhetas é entre 0,10 e 0,25mm. grf grf 0,35 mm 0,25 mm 32 O plagioclásio apresenta bordas de albitização. O feldspato potássico é pertítico e apresenta estrutura mirmequítica, além de maclas da microclina e de Carlsbad, deformadas. A sillimanita é fibrosa (fibrolita), distribui-se ao longo da foliação e pode formar agregados elipsoidais (novelos) ou estar inclusa, como feixes de fibras, nos cristais de feldspato. O xisto peraluminoso se associa às camadas de xisto grafitoso. Este xisto peraluminoso, na região de Jordânia-Bandeira-Maiquinique é um fibrolita-mica xisto (Fig. 4.5) de coloração amarelada com e granulação variando de média a grossa. As micas são biotita, majoritariamente, e muscovita. Os demais minerais essenciais são quartzo, feldspato potássico e plagioclásio. Os acessórios são granada, zircão, apatita e opacos. Na presente dissertação não se conseguiu coletar amostra deste xisto adequada para análise de química mineral. Aos xistos grafitosos e peraluminosos associam-se uma grande quantidade de intercalações quartzo-feldspático-muscovíticas, com formas de camadas, veios e bolsões, que denunciam a incidência de fusão parcial extensiva sobre rocha que teria sido provavelmente rica em muscovita, mas pobre em grafita. Esta interpretação faz alusão a camadas de pelito branco, muito pobres em ferro e que seriam depositadas entre as camadas ricas em matéria orgânica (responsáveis pelo ambiente redutor e conseqüente migração do ferro na forma de Fe2+). As camadas de pelito branco seriam progressivamente recristalizadas em muscovita xisto (Fig. 4.6), até se tornarem mais susceptíveis à fusão parcial extensiva do que as camadas ricas em grafita. A migração do ferro, por seu turno, deixaria toda a pilha empobrecida neste elemento, fato que é evidenciado pela escassez de biotita e granada. Figura 4.6: Fotomicrografia de grafita xisto, mostrando palhetas de grafita lamelares (amostra J23, Maiquinique, luz transmitida, nicóis cruzados). O comprimento das palhetas varia entre 0,20 e 0,30mm ms grf 0,30 mm Fig. 4.5: Fibrolita-mica xisto do Grupo Macaúbas na região de Jordânia-Bandeira-Maiquinique. A fibrolita forma novelos branco-amarelados, elipsoidais, estirados paralelamente à foliação regional marcada pelas micas. 33 No mesmo rumo pode-se interpretar a pequena quantidade de muscovita nos xistos grafitosos, uma vez que esta mica é um importante reagente das reações metamórficas em pelitos e pode ter sido quase inteiramente consumida, para dar origem à sillimanita mais a mistura quartzo-feldspática que se observa em vênulas e pequenos bolsões (Turner, 1981; Yardley, 1989). O metamorfismo dos xistos grafitosos é caracterizado pela associação mineral que materializa as foliações regionais, dadas por quartzo + feldspatos + sillimanita + biotita ± muscovita. Esta associação é indicadora da fácies anfibolito e sua relação com a presença dos mobilizados quartzo- feldspático-muscovíticos sugere temperatura da ordem da primeira isógrada da anatexia (ca. 650- 700° C), (Yardley, 1989). Esta avaliação qualitativa das condições do metamorfismo é condizente com a associação metamórfica do xisto peraluminoso que se associa às camadas de xisto grafitoso. IV.2- Grafita Gnaisse e Gnaisses Peraluminosos Associados Grafita gnaisse é a principal rocha portadora dos minérios de grafita do Complexo Jequitinhonha (Fig. 4.7). Esta rocha constitui camadas intercaladas com gnaisses peraluminosos que podem conter grafita em quantidades muito inferiores às do grafita gnaisse. Enfatiza-se, entretanto, que os depósitos de grafita economicamente relevantes são restritos às camadas ricas em grafita gnaisse que, por estarem semi-intemperizadas, são friáveis. O intemperismo torna a rocha grafitosa mais facilmente desagregável, facilitando a liberação dos cristais de grafita durante o beneficiamento, e contribui para aumentar a concentração do minério em decorrência da lixiviação de outros componentes. O grafita gnaisse possui coloração acinzentada e granulação variável de média a grossa, raramente fina. A textura é lepidoblástica e a estrutura é frequentemente dobrada (Fig. 4.8). Figura 4.7: Foto de amostra do grafita gnaisse da Fazenda Pratinha, localidade de Santana, localizada cerca de 18 km a oeste de Salto da Divisa. 2 cm 34 O grafita gnaisse consiste essencialmente de quartzo, grafita, feldspato potássico, plagioclásio e fibrolita isolada (Fig. 4.8) ou em novelos. Os minerais acessórios são cordierita, biotita, pirita, goethita, zircão, rutilo, titanita e apatita. Os processos de alteração são sericitização e saussuritização dos feldspatos, além de caulinização generalizada dos feldspatos e da fibrolita nas amostras de minério. A grafita associa-se a fibrolita e pode ocorrer intercrescida com biotita e pirita (Fig. 4.9). Apresenta-se na forma de palhetas lamelares (Fig. 4.10), com ou sem extremidades esfarrapadas. Descrições detalhadas das características da grafita serão apresentadas no Capítulo V. O plagioclásio está geralmente geminado com dupla macla (Albita/Carlsbad), apresenta estrutura mirmequítica e contém inclusões de fibrolita. O feldspato potássico é ortoclásio, geralmente pertítico, que raramente encontra-se maclado e quando geminado, a macla de Carlsbad está deformada. Contém inúmeras inclusões de fibrolita, grafita, quartzo, biotita e raramente de pequenos cristais de cordierita. Estas inclusões podem estar orientadas segundo a foliação. A sillimanita ocorre na forma de fibrolita (sillimanita fibrosa). Distribui-se ao longo da foliação, podendo formar novelos elipsoidais ou estar contida, como feixes de fibras, em feldspato potássico e plagioclásio. A cordierita, quando presente, ocorre como cristais de granulação predominantemente fina e livre de inclusões. Figura 4.8: Fotomicrografia de grafita gnaisse evidenciando a foliação. Foto em luz transmitida, com nicóis cruzados. Amostra FSD 04, São Domingos. sill 0,25 mm Figura 4.9: Fotomicrografia de grafita gnaisse. Foto em luz refletida, com nicóis cruzados. Amostra FSD 04, São Domingos. O comprimento médio das palhetas e de 1 a 3 mm. grf py 0,25 mm 35 Grande volume de corpos quartzo-feldspáticos com textura, com ou sem moscovita, de granulação grossa a pegmatítica, na forma de camadas, veios e bolsões, associam-se ao grafita gnaisse e evidenciam a intensa migmatização sofrida pelo Complexo Jequitinhonha. A exemplo dos mobilizados anatéticos associados ao grafita xisto, pelo menos parte destes corpos quartzo- feldspáticos representariam a extensiva fusão parcial de camadas ricas em moscovita, cujo protólito sedimentar seria pelito branco (i.e., livre de compostos ferríferos). Os gnaisses peraluminosos são grafita-sillimanita-granada-biotita gnaisse e cordierita-granada- biotita gnaisse (ou gnaisses kinzigíticos), e grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse (kinzigito stricto sensu). Estes gnaisses têm coloração cinza-azulada e granulação média a grossa (Fig. 4.11). A textura varia de lepidoblástica a granoblástica, na dependência da quantidade de biotita. Migmatização em intensidade variada impõe estruturas estromática, flebítica ou schöllen (Fig. 4.11 e 4.12). Fig. 4.11: Feições de migmatização paralela à foliação e discordantes dela, em afloramento de gnaisse kinzigítico, junto ao contato com o grafita gnaisse da Fazenda Pratinha, localidade de Santana, a oeste de Salto da Divisa. Figura 4.10: Fotomicrografia de grafita gnaisse, mostrando palhetas lamelares de grafita (amostra FSD 04, São Domigos, luz transmitida, nicóis descruzados). O comprimento médio das palhetas é 1 a 2,8 mm. grf 0,25 mm Figura 4.12: Grafita-sillimanita- cordierita-granada-biotita gnaisse ou kinzigíto s.s., em pedreira nos arredores de Almenara. No destaque, ilustra-se uma banda rica em mobilizado granítico com granada. cd gr 36 Observam-se agregados e orientados, compostos por plagioclásio, quartzo, cordierita, granada e feldspato potássico, associados à biotita, fibrolita e grafita, os quais podem ocorrer intercrescidos. Os gnaisses peraluminosos consistem essencialmente de quartzo, plagioclásio e biotita, com quantidades variáveis de granada, cordierita, sillimanita e feldspato potássico. Os minerais acessórios são apatita, zircão, rutilo, titanita, monazita, pirita, goethita e ilmenita. Os processos de alteração, incipientes, são saussuritização, sericitização e carbonatação de feldspatos, cloritização de biotita e pinitização de cordierita. O plagioclásio ocorre em cristais maclados (Albita/Carlsbad) ou não e apresenta bordas de albitização e antipertita. Suas inúmeras inclusões de quartzo, biotita, cordierita e fibrolita caracterizam textura poiquiloblástica (Fig. 4.13). O ortoclásio é geralmente pertítico e está raramente maclado. Quando geminado, a macla de Carlsbad está deformada. A cordierita ocorre principalmente orientada segundo a foliação regional. Grande número de inclusões de fibrolita e biotita concentram-se no centro dos cristais de cordierita, formando textura poiquiloblástica (Fig. 4.13 e 4.14). Esta textura é indicativa do processo da formação da fibrolita por reação de biotita, em que o excesso de ferro é consumido pela cordierita que sobrecresceu o mineral fibroso (Yardley, 1989). A cordierita também pode estar presente nesses litotipos em cristais de granulação predominantemente fina e livre de inclusões, preenchendo interstícios da rocha. Ocasionalmente, ocorre intercrescida com cristais de granada. Figura 4.13: Cristais de plagioclásio (pl) e de cordierita (cd) com inclusões de quartzo, biotita e fibrolita, em fotomicrografia da lâmina J4 (Almenara), com nicois cruzados. cd plg 0,25 mm Figura 4.14: Cristal de cordierita (cd) estirado, apresentando textura poiquiloblástica, em contato com granada, quartzo e biotita. Fotomicrografia da lâmina J4 (Almenara), com nicois cruzados. cd 0,25 mm 37 A granada encontra-se envolta pela foliação, geralmente rotacionada e com sombras de pressão, o que evidencia seu caráter sincinemático. Distinguem-se três gerações deste mineral: i) poiquiloblastos de granulação média a grossa, com inclusões de sillimanita, biotita e apatita, por vezes, orientadas segundo a foliação; ii) cristais de granulação fina, livres de inclusões; e iii) cristais de granulação fina a média, muito fraturados e livres de inclusões. A sillimanita ocorre principalmente na forma de fibrolita (sillimanita fibrosa). Distribui-se ao longo da foliação juntamente com a cordierita, biotita, grafita, e demais minerais estirados, mas também pode formar agregados (novelos) elipsoidais ou feixes de fibras no interior de poiquiloblastos de cordierita, granada e plagioclásio (Fig. 4.15). O metamorfismo progressivo dos gnaisses peraluminosos é caracterizado pela associação mineral: quartzo + biotita + granada + cordierita + plagioclásio + sillimanita ± feldspato potássico (Fig. 4.13 e 4.14), todos sincinemáticos à foliação regional. Esta associação é típica da transição da fácies anfibolito alto para granulito, zona da cordierita-granada-feldspato potássico (Yardley, 1989), embora nem sempre todos esses minerais ocorram necessariamente juntos. As associações resultam de reações tais como: - biotita + sillimanita + quartzo  K-feldspato + cordierita + fusão granítica - biotita + sillimanita + quartzo  K-feldspato + granada + fusão granítica Cd Figura 4.15: Sillimanita fibrosa ao longo da foliação metamórfica, em fotomicrografia com luz transmitida, nicóis descruzados, lâmina J16 localizada no alvo Fazenda Lameiro. 0,25 mm 38 IV.3- Química dos Minerais dos Gnaisses Peraluminosos Este item aborda a química mineral de granada, biotita, plagioclásio e cordierita, sincinemáticos à foliação regional de gnaisses do Complexo Jequitinhonha, tendo em vista a avaliação qualitativa e quantitativa das condições de pressão e temperatura nos gnaisses peraluminosos associados a depósitos e ocorrências de grafita (ver também Capítulo 6). As análises em microssonda eletrônica foram efetuadas sobre lâminas polidas de nove amostras coletadas nas regiões nordeste de Minas Gerais (J16, J21, J4, J13b, J10) e extremo sul da Bahia (J25, J26, J27, J28), cuja localização encontra-se na Figura 1.2 e Tabela 4.1. IV.3.1- Química da granada Nas nove lâminas de amostras de gnaisses do Complexo Jequitinhonha (J16, J21, J4, J13b, J10, J25, J26, J27, J28; Fig. 1.2), foram selecionados quatorze cristais para micro-análise (dados no Anexo 1). Em cada cristal foram efetuadas de três a dez análises pontuais. As proporções moleculares dos membros finais para cada cristal de granada, calculadas com base na média das análises obtidas, uma vez que todos os cristais analisados não apresentam zonação química, estão na Tabela 4.1. Tabela 4.1- Percentuais das moléculas de espessartita (spe), almandina (alm), piropo (py) e grossulária (gro) em cristais de granada de gnaisses do Complexo Jequitinhonha. Da primeira à última linha da tabela, as amostras estão organizadas conforme sua localização no terreno, de oeste para leste e de norte para sul, com o objetivo de se ter dados referenciados para avaliação do metamorfismo regional (vide Fig. 1.2). spe(Mn) alm(Fe) py(Mg) gro(Ca) Amostra Rocha / Localização 4,87 72,75 19,42 2,95 J16 Cordierita-granada-biotita gnaisse / Fazenda Lameiro, 35 km a W de Almenara, MG 14,79 64,06 16,23 4,92 J21 Granada-biotita gnaisse / Águas Belas, 10 km a W de Almenara, MG 9,36 77,53 11,07 2,03 J4 Grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse / Pedreira de rocha ornamental, 5 km a norte de Almenara, MG 15,90 66,78 13,13 4,20 J13 Grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse / São Domingos, 40 km a NNW de Almenara, MG 2,98 75,01 19,89 2,12 J10 Grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse / Fazenda Pratinha-Santana, 25 km a W de Salto da Divisa, MG 2,98 84,63 10,51 1,99 J25 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / 15 km a SE de Guaratinga, BA 2,98 83,66 11,18 2,18 J26 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / 15-20 km a SSW de Itamaraju, BA 2,37 77,01 18,31 2,31 J27 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / 15-20 km a SSW de Itamaraju, BA 5,04 83,07 9,51 2,38 J28 Granada-cordierita-biotita gnaisse / 15-20 km a SW de Itamaraju 39 A Tabela 4.1 mostra que todos os cristais de granada analisados são ricos na molécula de almandina (64 a 85%) e, à exceção da amostra J13 (67alm/16spe/13py/4gro), têm piropo (9 a 20%), espessartita (2 a 15%) e grossulária (2 a 5%) em ordem decrescente de termos minoritários. A distribuição das amostras na província grafítica (Fig. 1.2), cotejada com os dados dos cristais de granada (Tabela 4.1; Fig. 4.16 e 4.17), indicam que: - A proporção molecular de almandina aumenta de noroeste para sudeste, desde a região de Almenara (nordeste de Minas) para a região de Guaratinga-Itamaraju (extremo sul da Bahia). - As proporções moleculares de espessartita e grossulária decrescem no mesmo rumo. - A amostra J10, situada a meio caminho entre estas regiões, apresenta composição intermediária (75alm/3spe/20py/2gro) entre os dois conjuntos de cristais de granada e não foi incluída no cálculo dos conteúdos médios abaixo comentados. - O conteúdo médio da molécula de almandina na região de Almenara (70,3%) é significativamente inferior à média do extremo sul da Bahia (82%). - Ao contrário, os conteúdos médios de espessartita (11,2%) e grossulária (3,5%) são mais elevados na região de Almenara, em relação a Guaratinga-Itamaraju (3,3% e 2,2%, respectivamente). - O conteúdo médio da molécula de piropo varia muito, particularmente na região de Almenara cuja média (15%) supera o extremo sul da Bahia (12,4%). Os dados acima apresentados sugerem que os gnaisses peraluminosos do extremo sul da Bahia atingiram maior temperatura no metamorfismo regional em relação à região de Almenara. A composição intermediária da amostra J10, localizada entre estas regiões, levanta a possibilidade de aumento progressivo da temperatura de uma à outra região. Por outro lado, o menor conteúdo 0 5 10 15 20 25 30 J16 J21 J4 J13b J10 J25 J26 J27 J28 py(Mg) gro(Ca) spe(Mn) Molécula de Almandina 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 J16 J21 J4 J13b J10 J25 J26 J27 J28 alm(Fe) Figura 4.16: Variações das proporções moleculares de almandina em cristais de granada dos gnaisses peraluminosos. Figura 4.17: Variações das médias das proporções moleculares de piropo, grossulária e espessartita em cristais de granada dos gnaisses peraluminosos. 40 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 25,00 30,00 35,00 40,00 45,00 FeO + MgO M n O + Ca O J16 J21 J4 J13b J10 J25 J26 J27 J28 médio da molécula de piropo na granada, aliada ao predomínio de cordierita sobre granada, dos gnaisses de Guaratinga-Itamaraju, sugerem pressão baixa relativamente à região de Almenara. Entretanto, em decorrência do padrão centrípeto do aumento do metamorfismo regional rumo ao núcleo do Orógeno Araçuaí-Congo Ocidental (e.g., Pedrosa-Soares et al., 2001), o Complexo Jequitinhonha representa um setor crustal profundo, hoje exposto pela erosão cenozóica. Desta forma, é de se esperar que as variações de pressão e temperatura neste complexo sejam de pouca amplitude, salvo eventuais descobertas de novos fatos geológicos. Os diagramas químicos (Fig. 4.18, 4.19, 4.20 e 4.21) revelam dois agrupamentos de cristais de granada, relativamente bem definidos, que são: agrupamento 1, Águas Belas-São Domingos (J21, J13); e agrupamento 2, Guaratinga-Itamaraju (J25, J26, J27 e J28). As amostras J16, J4 e J10 (Fazenda Lameiro-Pedreira Almenara-Fazenda Pratinha) tendem a delinear um terceiro agrupamento, muito mais disperso que os outros dois. Figura 4.18: Dispersão entre CaO + MnO e FeO + MgO, mostrando a correlação negativa dos cristais de granada. Agrupamentos: 1, Águas Belas–São Domingos; 2, Guaratinga-Itamaraju. 1 2 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 0,80 1,50 1,75 2,00 2,25 2,50 Fe +2 M g + 2 J16 J21 J4 J13b J10 J25 J26 J27 J28 1 2 Figura 4.19: Correlações negativas entre Fe2+ e Mg2+, em cristais de granada. Agrupamentos: 1, Águas Belas-São Domingos; 2, Guaratinga-Itamaraju. 0,00 0,20 0,40 0,60 0,80 0,00 0,20 0,40 0,60 0,80 Ca2+ + Mn2+ M g 2+ J16 J21 J4 J13b J10 J25 J26 J27 J28 2 1 Figura 4.20: Correlações negativas entre (Ca2+ + Mn2+) e Mg2+ em cristais de granada. Agrupamentos: 1, Águas Belas-São Domingos; 2, Guaratinga-Itamaraju. 41 Em conjunto (Fig. 4.18), os cristais de granada mostram correlação negativa que evidencia o enriquecimento em Fe e Mg, contra o empobrecimento em Mn e Ca, a partir dos cristais da região de Almenara até o agrupamento Guaratinga-Itamaraju. Este diagrama (Fig. 4.18) também sugere que a região de Guaratinga-Itamaraju teria experimentado temperatura mais alta que a região de Almenara, durante o metamorfismo sincinemático à foliação regional. As correlações internas aos agrupamentos e a dispersão dos pontos analíticos de cada cristal são mais bem destacadas em diagramas catiônicos (Fig. 4.19, 4.20 e 4.21). As razões Fe2+/Mg2+, (Ca2++Mn2+)/Mg2+ e Fe2+/Mn2+ mostram variações mais ou menos marcantes em todos os agrupamentos e cristais, indicando que, em maior ou menor medida, todas as granadas analisadas apresentam dispersão catiônica. A maior variação da razão Fe2+/Mg2+ é dada pelo agrupamento 2 (Guaratinga-Itamaraju), particularmente em decorrência da amostra J27 que lhe impõe aparente enriquecimento em Mg. Sem a amostra J27, como também indica a Figura 4.18, o agrupamento Guaratinga-Itamaraju teria a maior razão Fe/Mg no conjunto das granadas analisadas. Como os gnaisses de Guaratinga-Itamaraju têm mais cordierita que granada, a alta razão Fe/Mg é mais um indício de cristalização à pressão mais baixa, em relação aos gnaisses da região de Almenara. Os dados representados nas figuras 4.18, 4.19, 4.20 e 4.21 evidenciam que os cristais de granada analisados mostram apresentam heterogeneidade química interna, em decorrência de zoneamento ou mudança progressiva de composição. Os cristais de granada heterogeneidade química interna mais acentuada são J16 (Lameiro), J10 (Pratinha), J13 (São Domingos) e J27 (Itamaraju), ao passo que os menos heterogêneos são J4 (Pedreira Almenara), J21 (Águas Belas), J25 (Guaratinga), J26 (Itamaraju) e J28 (Itamaraju). Todos os cristais de granada mostram, em maior ou menor proporção, enriquecimento em magnésio na borda do cristal e ferro no núcleo (Fig. 4.22), quando o cristal está em contato com a biotita. Ao mesmo passo, todos os cristais apresentam manganês e cálcio mais ou menos constantes. Sendo importante ressaltar que as amostras J16 e J10 são as que apresentam maiores variações 1,50 1,70 1,90 2,10 2,30 2,50 0,00 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 Mn 2+ Fe 2+ J16 J21 J4 J13 J10 J25 J26 J27 J28 1 2 Figura 4.21: Dispersão entre Fe2+ e Mn2+ em cristais de granada. Agrupamentos: 1, Águas Belas-São Domingos; 2, Guaratinga-Itamaraju. 42 composicionais, levando-se em consideração as diferenças entre bordas e centros dos cristais de granada. IV.3.2- Química da biotita Foram selecionados doze cristais para micro-análises, em lâminas polidas das amostras J16, J21, J4, J13b e J10, da região nordeste de Minas Gerais, e J25, J26, J27 e J28, do extremo sul da Bahia (Anexo 1), obtendo-se de três a dez análises pontuais em cada cristal. Os cristais de biotita analisados mostram composição intermediária na solução sólida biotita- flogopita (Fig. 4.23). 0,00 0,25 0,50 0,75 1,00 0,50 0,75 1,00 0,00 0,25 0,50 Mg Fe 2+ Figura 4.23: Proporção entre os cátions Fe2+, Mg2+ e Al3+ para cada amostra de mica negra analisada, pertencentes à série flogopita- biotita 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 0,55 0,60 0,65 0,70 0,75 1,75 2,00 2,25 2,50 Fe 2+ Mg 2+ Centro do cristal Borda do cristal J16 centro J16 borda J21 centro J21 borda J4 centro J4 borda J13 centro J13 borda J10 centro J10 borda J25 centro J25 borda J26 centro J26 borda J27 centro J27 borda J28 centro J28 borda 1 2 Figura 4.22: Zonamento químico interno em relação à razão Fe2+/Mg2+ para todos os cristais analisados de granada. 43 A variação nos conteúdos de ferro e magnésio mostra correlação negativa geral e substituições regulares entre os íons Fe2+ e Mg2+ (Fig. 4.24). Entretanto, não são observados os agrupamentos delineados pelos cristais de granada. As distribuições dos pontos analíticos dos cristais de biotita indicam inexistência de relação com as regiões amostradas. As amostras do extremo sul da Bahia estão distribuídas ao longo de toda a faixa de dispersão, mas apresentam as menores razões Fe/Mg, ou seja, no conjunto, são as mais magnesianas. O titânio sofre pequenas variações, mas mostra padrão regular para os gnaisses com cordierita, sillimanita e traços de grafita, do Complexo Jequitinhonha (Fig. 4.25). Entretanto, a escassez de titânio apresentada pela biotita da amostra J21 (Águas Belas) reforça a suspeita de que esta rocha não é um paragnaisse peraluminoso (Fig. 4.25). A amostra J21 é um granada-biotita gnaisse coletado na base de um furo de sonda, sem que se pudesse ter segurança das suas relações litológicas no terreno. O empobrecimento em titânio, comum nos granada-biotita granitos foliados (G2) da região norte do Orógeno Araçuaí (Celino 1999, Castañeda et al. 2006), aliado à ausência de sillimanita, cordierita e grafita, sugere que a amostra J21 seja, de fato, representante de um veio granítico foliado. Ou seja, um veio de granito peraluminoso, que representa fusão sin a tardi-cinemática em relação à foliação regional, tal como inúmeros outros encaixados no Complexo Jequitinhonha. 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 Mg2+ Fe 2+ J16 J21 J4 J13 J10 J25 J26 J27 J28 Figura 4.24: Correlação negativa entre Fe2+ e Mg2+ nos cristais de biotita provenientes de paragnaisses do Complexo Jequitinhonha. 0,00 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 J21 J4 J13 J10 J25 J26 J27 J28 TiO Figura 4.25: Variação do titânio. Comparação entre as amostras estudadas. Os óxidos presentes são ilmenita e rutilo. 44 IV.3.3- Química do plagioclásio Foram analisados sete cristais de plagioclásio de paragnaisses peraluminosos da região nordeste de Minas Gerais (J4 e J13b) e sul da Bahia (J25, J26, J27, J28). Foram obtidas de três a dez análises pontuais em cada cristal (Anexo 1). A variação de composição dos cristais de plagioclásio é ilustrada na Figura 4.26. A grande maioria dos cristais é oligoclásio e apresentam em média 23% de anortita e 77% em albita. , mas alguns são andesina e possuem em média 41% de anortita e 57% de albita. As análises revelam que os conteúdos de sódio, cálcio e potássio não apresentam variações significativas, mantendo-se constantes ao longo dos cristais. IV.3.4- Química da cordierita Foram selecionados nove cristais de cordierita nas lâminas das amostras J4, J13b e J10, do nordeste de Minas Gerais, e J25, J26, J27 e J28, do extremo sul da Bahia. Foram obtidas de três a dez análises pontuais em cada cristal (Anexo 1). Os cristais de cordierita analisados são classificados como ferro-magnesianos (Tabela 4.2). Os conteúdos de magnésio e ferro são praticamente constantes em todos os cristais. As concentrações de Al e Si são similares às de uma cordierita ferro-magnesiana e também invariáveis, distinguindo- se portanto somente um tendência geral. Em média, os cristais de cordierita dos paragnaisses da região de Almenara são mais pobres em magnésio (61%), em relação ao extremo sul da Bahia (65%). 0,00 0,25 0,50 0,75 1,00 0,75 1,00 0,00 0,25 NaAlSi3O8 CaAl2Si2O8 Figura 4.26: Variação da composição dos cristais de plagioclásio. 45 Tabela 4.2 - Composição dos cristais de cordierita, em termos de percentuais de Mg e Fe. As amostras estão listadas conforme sua localização no terreno, de oeste para leste e de norte para sul. XMg XFe Amostra Rocha/Localização 58,12 41,88 J4 Grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse / Pedreira de rocha ornamental, 5 km a norte de Almenara, MG 64,08 35,92 J13b Grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse / São Domingos, 40 km a NNW de Almenara 65,47 34,53 J10 Grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse / Fazenda Pratinha-Santana, 25 km a W de Salto da Divisa, MG 60,33 39,67 J25 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / 15 km a SE de Guaratinga, BA 65,21 34,79 J26 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / 15-20 km a SSW de Itamaraju, BA 71,54 28,46 J27 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / 15-20 km a SSW de Itamaraju, BA 62,72 37,28 J28 Granada-cordierita-biotita gnaisse / 15-20 km a SW de Itamaraju IV.4- Química Mineral do Xisto Peraluminoso Este item aborda a química mineral de muscovita, biotita e plagioclásio, tendo em vista a avaliação qualitativa e quantitativa das condições de pressão e temperatura nos xistos peraluminosos associados a depósitos e ocorrências de grafita (ver também Capítulo 6). As análises em microssonda eletrônica foram efetuadas sobre lâminas polidas amostra coletada na região nordeste de Minas Gerais (J23), cuja localização encontra-se na Figura 1.2. IV.4.1- Química da muscovita Foi selecionado um cristal de muscovita na lâmina da amostra J23, do nordeste de Minas Gerais, região da mina de Maiquinique. Foram obtidas de doze análises pontuais neste cristal (Anexo 1). A tabela 4.3 mostra a distribuição nos conteúdos de ferro, magnésio, manganês, cálcio, sódio e potássio neste cristal são praticamente constantes. Não são observados agrupamentos dos pontos analíticos no cristal de muscovita. Tabela 4.3: Composição da muscovita em termos de percentuais. A amostra foi coletada na mina de grafita Xisto da região de Maiquinique. FeO 0,73 0,60 0,53 0,71 0,63 0,58 0,55 0,58 0,64 0,63 0,65 0,58 MgO 1,20 1,11 1,01 1,06 0,98 0,97 1,05 1,03 1,03 1,02 0,99 1,03 MnO 0,00 0,04 0,02 0,00 0,00 0,10 0,00 0,00 0,04 0,09 0,00 0,15 CaO 0,00 0,01 0,03 0,01 0,00 0,00 0,01 0,02 0,01 0,00 0,02 0,02 Na2O 0,40 0,40 0,37 0,45 0,47 0,44 0,39 0,48 0,48 0,41 0,36 0,46 K2O 10,76 10,58 10,44 10,58 10,52 10,55 10,48 10,70 10,37 10,68 10,71 10,67 46 IV.4.1- Química da biotita Foi selecionado um cristal para micro-análise, em lâminas polidas das amostras J23 região nordeste de Minas Gerais (Anexo 1). Foram obtidas de quatro análises pontuais deste cristal. O cristal de biotita analisado mostra composição intermediária na solução sólida biotita- flogopita (Fig. 4.27). O titânio sofre pequenas variações, mas mostra padrão regular. IV.4.2- Química mineral do plagioclásio Foi analisado um cristal de plagioclásio de xisto peraluminoso da região nordeste de Minas Gerais (J23). Esta amostra foi obtida por sondagem na Mina de Maiquinique. Foram obtidas de oito análises pontuais (Anexo 1). A variação de composição dos cristais de plagioclásio é ilustrada na Figura 4.28 e mostra que este plagioclásio é quimicamente classificado como oligoclásio.. 0,00 0,25 0,50 0,75 1,00 0,75 1,00 0,00 0,25 NaAlSi3O8 CaAl2Si2O2 Figura 4.28: Variação da composição do cristal de plagioclásio da mina de Maiquinique. 0,00 0,25 0,50 0,75 1,00 0,50 0,75 1,00 0,00 0,25 0,50 Mg Fe2+ Figura 4.27: Proporção entre os cátions Fe2+ e Mg2+ para cada cristal de biotita analisado. 47 IV.5- Discussão dos Resultados As associações minerais de fácies granulito pertencem a gnaisses com microestruturas e associação mineral apontando para um metamorfismo progressivo, embora mostrem uma pequena evolução retrógrada evidenciada pela muscovitização e carbonatação. Entretanto, em geral, as aassociações minerais mostram uma variação química pequena, o que nos permite usar um modelo petrogenético construído para sistemas do tipo NCKFMASH (Powel et. al.,1998). As associações minerais de fácies anfibolito pertencem a xistos com microestruturas apontando para um metamorfismo retrógrado fraco e que mostram uma evolução progressiva marcada por uma associação mineral que sofre pouca variação química. Pelo mesmo motivo citado acima, pode-se então lançar mão de um modelo petrogenético construído para sistemas do tipo KCFMASH (Powell et. al.,1998) e interpretar as temperaturas mínimas de cristalização dos xistos e gnaisses peraluminosos. Sendo assim, a T mínima para os xistos seria próxima aos 650°C e os gnaisses em torno dos 750°C. A grafita apresenta caráter sincinemático formando a foliação juntamente com a sillimanita em ambas as rochas descritas acima. Sendo assim, pode-se concluir que este mineral seguiu o mesmo caminho metamórfico de suas rochas encaixantes e portanto experimentou as mesmas condições de temperatura e pressão destas. 48 V – CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA, TEXTURAL, ESTRUTURAL E CRISTALOGRÁFICA DA GRAFITA Este capítulo apresenta a caracterização da grafita, por meio de microscopia ótica, microscopia eletrônica de varredura (MEV), difração de Raios X e espectroscopia Raman, de amostras de minérios de diversas localidades da Província Grafítica Bahia-Minas. Estes estudos abordam análises morfológicas, texturais e da estrutura deformacional dos cristais e seus agregados, e a avaliação da estrutura cristalina para identificação de eventuais defeitos, desordens locais e impurezas. Tais estudos podem ser úteis para o entendimento de problemas referentes ao beneficiamento (flotação) da grafita e aplicações posteriores. Assim como o capítulo anterior, a estrutura deste capítulo consiste em apresentar os dados primeiramente para posteriormente discuti- los e relacioná-los. V.1 Microscopia Ótica Para a coleta dos grãos de grafita no campo foram selecionadas amostras em estado saprolítico proveniente de camadas com teor aparente de grafita mais alto em relação às adjacentes. Vinte amostras foram escolhidas pelo maior teor de grafita e maior distribuição espacial com base na observação a olho nu. Realizou-se a caracterização microscópica em lâmina polida orientada ortogonalmente à foliação em 41 amostras de minérios de grafita. Enfatizou-se a avaliação da granulação, morfologia, aspectos deformacionais apresentados pelos cristais de grafita e impurezas associadas, cujos resultados estão resumidos na Tabela 5.1. A avaliação granulométrica foi efetuada considerando-se dois parâmetros principais: a medida de maior dimensão da palheta e a espessura como a menor dimensão. Granulação fina a média predomina nos minérios do tipo grafita xisto enquanto, granulação média a grossa, nos do tipo grafita gnaisse. Morfologicamente, os flakes ou lamelas de grafita são classificados em três tipos: (i) palhetas tabulares (Fig 5.1), que em seções basais apresentam contornos hexagonais; (ii) palhetas tabulares com pontas esfarrapadas (Fig 5.2) e (iii) farrapos (Fig. 5.3). Palhetas tabulares caracterizam-se por formas retangulares bem delimitadas, extremidades preservadas e ausência de inclusões. As seções basais hexagonais são bem definidas. A palheta tabular com pontas esfarrapadas possui forma retangular, porém apresenta extremidades mal delimitadas, geralmente com intercalações descontínuas entre grafita e outros minerais. As palhetas em forma de farrapo não possuem formas definidas, são mal delimitadas e apresentam intensas intercalações descontínuas 49 entre grafita e outros minerais. Segundo Soares & Silva (2002) os dois últimos tipos morfológicos de grafita mostram problemas no aproveitamento do minério devido ao alto teor de impurezas. A Figura 5.4 mostra um diagnóstico das variações morfológicas apresentadas nas amostras estudadas. Quanto aos aspectos deformacionais ou microestruturais, os flakes ou lamelas foram classificados como cristais lineares (Fig. 5.1 e 5.2), cristais com dobramentos suaves ou dobras abertas (Fig. 5.3), cristais com dobramentos intensos ou dobras fechadas e cristais com crenulação. Além desses aspectos foram verificadas presenças de impurezas ou inclusões tais como sulfetos, micas, fibrolita, quartzo, material argiloso e hidróxidos de ferro e manganês. Nota-se que o minério do tipo grafita xisto apresenta maior tendência de cristais com morfologia do tipo farrapo, porém grande parte das palhetas apresenta-se em seções basais hexagonais. Por outro lado, o minério do tipo grafita gnaisse possui maior quantidade de cristais do tipo tabular ou Figura 5.1: Fotomicrografia da lâmina J11, Fazenda Pratinha. Grafita em palhetas tabulares e hexagonal. Cristais lineares Figura 5.2: Fotomicrografia da lâmina J7, Fazenda Pratinha. Grafita em palhetas tabulares com pontas esfarrapadas. Cristais lineares. Figura 5.3: Fotomicrografia da lâmina J2, Pedra Azul. Grafita em palhetas esfarrapadas. Cristais com dobramentos suaves. 3 mm 3 mm 1 mm 50 tabular com pontas esfarrapadas (Fig. 5.4). Em geral os cristais de grafita nos dois tipos de minério (xisto e gnaisse) apresentam-se lineares ou suavemente micro-dobrados (dobras abertas), com exceção da amostra J11 do tipo gnaisse (Fazenda Pratinha), que se mostra intensamente crenulado. Em cristais com morfologia do tipo tabular com pontas esfarrapadas ou farrapo é comum a presença de argilo-minerais (Arg), muscovita (Ms), fibrolita (Sill) e óxido de ferro (OxFe) no esfarrapamento. Figura 5.4: Distribuição das variações morfológicas nos tipos de minérios de grafita. 0% 20% 40% 60% 80% 100% Xisto Xisto Gnaisse Gnaisse Hexagonal Tabular Tabular com pontas esfarrapadas Farrapo 51 Tabela 5.1: Avaliação da granulação, morfologia, aspectos deformacionais e inclusões apresentados pelos cristais de grafita nos minério do tipo xisto e gnaisse. Amostra Localização Tipo de Minério Granulação Comprimento da palheta (mm) Largura da Palheta (mm) Morfologia (%) Aspectos Deformacionais Impurezas ou inclusões Seção basal hexagonal Tabular Tabular com pontas esfarrapadas Farrapo J23 Maiquinique Xisto Fin 0,2-0,3 0,1 0 95 5 0 Lineares Arg+Ms+Sill J5 Pedro Perdido Xisto Fino 0,2-1,0 0,1 0 5 10 85 Dobra aberta/Linear Arg+Sill+OxFe J6 Pedro Perdido Xisto Fino 0,2-1,0 0,1 0 5 10 85 Dobra aberta/Linear Arg+Sill+OxFe J2 Pedra Azul Xisto Fino 0,2-1,0 0,1 0 5 15 80 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+OxFe GU211* Faz. Lameiro Xisto Fino-Médio 0,2-0,80 0,5 - - - - Dobra aberta/Linear GU212* Faz. Lameiro Xisto Fino-Médio 0,5-0,80 0,3 - - - - Dobra aberta/Linear AM-RL 1 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,16-2,3 0,01-0,23 0 90 10 0 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+OxFe AM-RL 2 S. J. do Prata Xisto Fino 0,05-4,0 0,02-1,0 0 15 5 80 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 3 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,05-1,5 0,06-0,8 0 20 10 70 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 9 S. J. do Prata Xisto Médio 0,06-2,3 0,02-0,4 0 40 55 5 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 14 S. J. do Prata Xisto Fino 0,08-1,0 0,02-1,0 0 20 50 30 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 15 S. J. do Prata Xisto Médio 0,06-0,4 0,02-0,06 0 0 10 90 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 21 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,04-3,0 0,02-0,2 0 80 10 10 Dobra aberta/Linear - AM-RL 21 S. J. do Prata Xisto Fino 0,04-0,6 0,01-0,06 0 95 4 1 Dobra aberta/Linear - AM-RL 23 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,2-4,0 0,02-0,4 0 35 45 30 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 24 S. J. do Prata Xisto Médio 0,1-3,5 0,02-0,4 0 1 9 90 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 30 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,1-0,4 0,02-0,6 0 90 5 5 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 36 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,12-1,2 0,02-0,08 0 80 20 0 Dobra aberta/Linear - AM-RL 37 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,9-2,5 0,01-0,1 0 60 30 10 Dobra aberta/Linear - AM-RL 38 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,2-2,0 0,02-0,15 0 35 50 15 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 48 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,1-3,0 0,03-0,2 0 50 30 20 Dobra aberta/Linear - AM-RL 49 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,16-4,0 0,03-0,4 0 10 60 30 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill AM-RL 50 S. J. do Prata Xisto Fino-Médio 0,14-5,0 0,02-0,4 0 40 40 20 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill J15 Faz. Lameiro Gnaisse Fino-Médio 0,2-1,0 0,1 1 14 70 15 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill J17 Faz. Lameiro Gnaisse Fino-Médio 0,5-1,2 0,1 0 5 80 15 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill J20 Faz. Lameiro Gnaisse Fino-Médio 0,2-1,2 0,1 0 0 80 20 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill FSD04/16 São Domingos Gnaisse Médio 1,2-2,8 0,4 2 95 3 0 Dobra aberta/Linear - FSD04/17 São Domingos Gnaisse Médio 0,5-2,4 0,2 0 95 3 0 Dobra aberta/Linear - FSD04/18 São Domingos Gnaisse Médio 0,4-3,2 0,2 5 75 20 0 Dobra aberta/Linear Arg+Ms+Sill FSD05/19 São Domingos Gnaisse Médio 1,2-2,4 0,1 3 97 0 0 Dobra aberta/Linear - FSD05/20 São Domingos Gnaisse Médio 1,2-3,2 0,1 0 98 2 0 Dobra aberta/Linear - FSD05/21 São Domingos Gnaisse Fino-Médio 0,7-1,2 0,1 1 99 0 0 Dobra aberta/Linear Arg+Ms J12 São Domingos Gnaisse Médio-Grosso 0,4-3,2 0,2 1 95 5 0 Dobra aberta/Linear - J13 São Domingos Gnaisse Médio-Grosso 1,2-3,2 0,1 2 95 3 0 Dobra aberta/Linear - J14 São Domingos Gnaisse Médio-Grosso 0,4-3,2 0,3 2 97 1 0 Dobra aberta/Linear - J11 Faz. Pratinha Gnaisse Grosso 1,0-3,0 0,5 0 90 10 0 Crenulação Arg+Ms+Sill L25* Guaratinga Gnaisse Médio-Grosso 0,3-1,0 0,5 - - - - Dobra aberta/Linear L54* Itamaraju Lump Fino 0,1-0,3 0,1 - - - - Lineares L74* Itamaraju Gnaisse Grosso 0,5-1,5 0,6 - - - - Dobra aberta/Linear 52 V.2 Microscopia Eletrônica de Varredura Foram selecionadas 16 amostras de minérios de grafita a partir das amostras estudadas no item anterior e listadas na Tabela 5.1. A microscopia eletrônica de varredura (MEV) foi utilizada com o objetivo de caracterizar detalhadamente os cristais de grafita e seus agregados, levando em consideração aspectos tais como hábito, porosidade, tipo de superfície e geometria externa, tendo em vista correlações com demais informações obtidas nesta tese e constantes da literatura corrente. Os cristais de grafita observados ao MEV foram classificados conforme os seguintes critérios (Fig. 5.5): - i) Quanto ao hábito: grafita maciça, grafita fibrosa e agregado botrioidal; - ii) Quanto à geometria externa ou seção basal: grafita circular ou semi-circular e hexagonal; - iii) Quanto às feições da superfície do cristal: grafita micro-porosa ou porosa, lisa e recoberta por micro-agregado botrioidal. Ressalta-se que os cristais de grafita podem apresentar mais de uma dessas feições texturais, caracterizando-se como cristais mistos (Fig 5.5 F). Figura 5.5: Exemplos de feições observadas ao MEV em amostras de minérios de grafita (Tabela 5.2): (a) hábito maciço e superfície lisa, amostra J23; (b) hábito maciço com seção basal circular e superfície lisa, amostra L74; (c) hábito fibroso, amostra L54; (d) superfície micro-porosa, amostra Gu212; (e) superfície recomposta por micro-agregado botrioidal, amostra J5; (f) cristal misto, amostra J2. A B C D E F 53 Os resultados obtidos dos estudos ao MEV estão resumidos na Tabela 5.2. Tabela 5.2: Caracterização dos cristais de grafita e seus agregados segundo o hábito, porosidade, tipo de superfície e geometria externa. Amostra Localização Tipo de Minério Granulação Compri- mento da Palheta (mm) Largura da Palheta (mm) Espessura da Palheta (mm) Hábito Geometria Externa ou Seção Basal Feições da Superfície do Cristal Feições da Borda do Cristal Classificação da Textura Numéro da Figura J23 Maiquinique Xisto Fino 0,20-0,30 0,08-0,20 - Maciço Hexagonal Lisa - Maciça Figura 5.6 J5 Pedro Perdido Xisto Fino 0,10-0,25 0,10-0,20 0,01-0,03 Maciço Semi- circular Agregados Botrioidais - Mista Figura 5.7 J6 Pedro Perdido Xisto Fino 0,15-0,25 0,15-0,25 0,01 - Circular Agregados Botrioidais - Botrioidal Figura 5.8 J2 Pedra Azul Xisto Fino 0,20-0,35 0,15-0,30 0,03 Maciço Semi- circular Agregados Botrioidais Dobrada Mista Figura 5.9 GU212 Faz. Lameiro Xisto Fino-Grosso 0,20-0,80 0,15-0,50 0,05 Maciço Semi- circular Micro- porosa Dobrada Mista Figura 5.10 J15 Faz. Lameiro Gnaisse Médio-Grosso 0,30-0,55 0,20-0,35 0,04 Fibroso - Maciça- fibrosa Dobrada Mista Figura 5.13 J17 Faz. Lameiro Gnaisse Médio-grosso 0,55-0,74 0,30-0,45 0,25 Fibroso - Maciça- fibrosa Dobrada Mista Figura 5.14 J20 Faz. Lameiro Gnaisse Médio-Grosso 0,40-1,00 0,25-0,50 - Botriodal - Agregados Botrioidais Dobrada Mista Figura 5.15 J13 São Domingos Gnaisse Médio-Grosso 0,60-0,85 0,15-0,45 0,17 Maciço Semi- circular Lisa Dobrada Maciça Figura 5.11 J11 Faz. Pratinha Gnaisse Médio-Grosso 0,40-0,70 0,30-0,50 0,03 Maciço - Micro- porosa Dobrada Mista Figura 5.12 L25 Guaratinga Gnaisse Médio-Grosso 0,30-0,95 0,20-0,55 0,03 Maciço Circular Micro- porosa Dobrada Mista Figura 5.16 L54 Itamaraju Lump Fino 0,02-0,20 0,01-0,10 0,09 Fibroso - Porosa - Mista Figura 5.17 L74 Itamaraju Gnaisse Grosso 0,85-1,00 0,75-0,90 0,04 Maciço Circular Lisa Micro- porosa Maciça Figura 5.18 54 A grafita dos minérios de granulação fina, tais como Pouso Alegre e Pedro Perdido, apresentam em média, comprimentos variando entre 0,10 a 0,30 mm, com larguras entre 0,08 e 0,25 mm e espessura entre 0,01 e 0,05mm. A geometria externa dos cristais de grafita do tipo xisto, quando observados ao microscópio eletrônico de varredura é do tipo semi-circular ou hexagonal, apresentando, principalmente, a superfície recoberta por micro-agregados botrioidais, e, subordinadamente, lisa ou micro-porosa. Por outro lado, a grafita dos minérios de granulação mais grossa, tais como Itamaraju e Guaratinga, apresentam cristais com comprimentos variando entre 0,30 mm e 1,00 cm, com larguras entre 0,15 e 0,90 mm e espessura entre 0,03 e 0,25 mm. Quanto à geometria externa do cristal existe o predomínio da forma semi-esferoidal ou circular. Além disso, a superfície desses minérios é muito variável, podendo apresentar-se micro-porosa, fibrosa, lisa ou em agregados botrioidais. Na caracterização do tipo de borda dos minérios estudados, nota-se uma diferença marcante entre o minério do tipo gnaisse e o minério tipo grafita xisto. O tipo gnaisse apresenta-se com freqüência com as bordas dobradas, enquanto a grafita do tipo xisto não mostra este tipo de feição, apresentando essencialmente bordas retilíneas. Figura 5.6: Grafita da região de Maiquinique (amostra J23): (a) hábito maciço e seções circulares, (b) hábito maciço e seções hexagonais e (c) detalhe da borda maciça. A B C A B C Figura 5.7: Grafita da jazida de Pedro Perdido (amostra J5): (a) hábito maciço, (b) superfície mista e (c) detalhe do agregado botrioidal. 55 Figura 5.10: Grafita da região da Fazenda Lameiro (amostra GU212): (a) grafita microporosa, (b) grafita microporosa, (c) detalhe da borda microporosa. A B C Figura 5.13: Grafita da região da Fazenda Lameiro (amostra J15): (a) hábito maciço, (b) borda fibrosa, e (c) detalhe da borda fibrosa. A B C Figura 5.8: Grafita da região de Pedro Pedido (amostra J6): (a) seção basal semi-circular, (b) e (c) detalhe dos micro-agregados botrioidais sobre a superfície dos grãos. A B C Figura 5.9: Grafita da região de Pedra Azul (amostra J2): (a) seção basal semi-circular, (b) superfície mista (maciça e botrioidal) e (c) detalhe da superfície mista com marcas triangulares. 56 Figura 5.11: Grafita da região de Almenara (amostra J13): (a) hábito maciço, (b) detalhe de uma superfície lisa, (c) detalhe da borda mostrando micro-agregados esféricos. A B C Figura 5.12: Grafita da região da Fazenda Pratinha (amostra J11): (a) bordas dobradas, (b) hábito maciço e (c) detalhe da superfície. Figura 5.14: Grafita da região da Fazenda Lameiro (amostra J17): (a) borda fibrosa, (b) maciça no centro do cristal e (c) detalhe da borda fibrosa. Figura 5.15: Grafita da região da Fazenda Lameiro (amostra J20): (a) aspecto botrioidal da parte central do grão, (b) borda botrioidal, (c) detalhe da borda. A B C A B C A B C 57 Figura 5.16: Grafita da região de Guaratinga (amostra l25): (a) cristal com seção basal circular, (b) borda dobrada e (c) detalhe da borda. A B C Figura 5.17: Grafita da região de Nova Alegria (amostra L54): (a) e (b) grafita lump fibrosa, (c) detalhe da borda. A B C Figura 5.18: Grafita da região de Itamaraju (amostra L74): (a) seção esférica apresentando marcas triangulares, (b) seção esférica, (c) detalhe da borda microporosa. A B C 58 V.3 – Difração de Raios X A Difração de raios-X é utilizada na caracterização da estrutura cristalina e identificação dos minerais, uma vez que determina os parâmetros da célula unitária e as reflexões d (distância interplanar) dos cristais. À distância interplanar é característica para cada mineral, pois seu valor depende da dimensão da célula unitária. A célula unitária da grafita possui quatro dimensões ou quatro eixos cristalográficos (Bravis, 1851). Três desses eixos são designados de a1, a2 e a3 e, nesta dissertação, serão denominados simplesmente de a. Esses eixos cristalográficos são horizontais e fazem ângulos de 120° entre si. O quarto eixo é chamado de c e é vertical. Os parâmetros unitários a e c foram medidos em concentrados de grafita (Tabela 5.3), com a finalidade de avaliar e correlacionar suas dimensões nos diversos minérios amostrados. Levando em consideração a cela unitária da grafita, os valores determinados experimentalmente para os parâmetros a e c foram avaliados em um gráfico de dispersão (Tabela 5.3; Fig. 5.16) para averiguar uma provável relação entre estes parâmetros (a e c) e os tipos de minérios de grafita calculou-se o valor r2. Este valor pode ser interpretado como a proporção da variância em x (parâmetro a) que pode ser atribuída à variância em y (parâmetro c). Para tal, desconsiderou-se os dois valores discrepantes, o maior e o menor, as amostras J20 e J17 respectivamente. Sendo assim o valor r2 para os dois grupos de minérios: tipo grafita xisto e tipo grafita gnaisse foi calculado. O grupo do minério do tipo grafita gnaisse obteve valor para r2 de 0,131564 e o valor r2 para o grupo do minério do tipo grafita xisto foi de 0,731047. A figura 5.16 mostra uma correlação negativa entre estes parâmetros, a e c, na qual a maior variação é dada pelos valores do parâmetro c. Grosseiramente, verificam-se dois grupos com coeficientes de correlação distintos coincidindo com os dois tipos de grafita; tipo grafita xisto e tipo grafita gnaisse. A dispersão dos parâmetros dos cristais de grafita do tipo xisto é caracterizada pela maior variação dos valores de a, enquanto que a grafita do tipo gnaisse mostra maior dispersão do parâmetro c. Conseqüentemente, o volume da célula unitária das grafitas dos vários tipos de minérios (Fig. 5.19) apresenta, com poucas exceções, pequena variação, uma vez que esses parâmetros são inversamente proporcionais, existe portanto uma compensação. 59 Figura 5.20: Volume da célula unitária para os minérios de grafita. Grafita do tipo xisto Grafita do tipo gnaisse Volume da Célula Unitária 40,7589 40,7282 40,7230 40,6987 40,6568 40,7147 40,6576 40,6722 40,6821 40,4401 40,8047 40,7102 40,7073 40,7246 40,6786 40,6693 40,7365 40,7391 40,2000 40,3000 40,4000 40,5000 40,6000 40,7000 40,8000 40,9000 1 3 5 7 9 11 13 15 17 Figura 5.19: Relação entre o parâmetro c e a de cristais de grafita. Tipo Xisto: J23, J5a, J5b, J6, J2b, Gu211, Gu212. Tipo Gnaisse: J12, J13a, J14, J11, J15, L16, L25, L54 e L74. Parâmetro c versus Parâmetro a 6,708 6,7085 6,709 6,7095 6,71 6,7105 6,711 6,7115 6,712 6,7125 6,713 6,7135 2,46 2,461 2,462 2,463 2,464 2,465 2,466 Parâmetro a Pa râ m et ro c Tipo gnaisse Tipo xisto J23 J5a J5b J6 J2 Gu211 Gu212 J15 J12 J13a J14 J11 L16 L25 L54 L74(Å) (Å ) 60 Tabela 5.3: Parâmetros unitários a e c calculados experimentalmente por meio de difratogramas de raios-X em concentrados de grafita. Amostra Localização Tipo de Minério Granulação Parâmetro a Parâmetro c Volume da Célula Unitária J23 Mina Carbo-Grafite, Maiquinique Xisto Fino 2,4648 6,7089 40,7589 J5a Pedro Perdido, Jordânia Xisto Fino 2,4636 6,7105 40,7282 J5b Pedro Perdido, Jordânia Xisto Fino 2,4636 6,7095 40,7230 J6 Pedro Perdido, Jordânia Xisto Fino 2,4628 6,7100 40,6987 J2b Boqueirão da Salvação, Pedra Azul Xisto Fino 2,4610 6,7129 40,6568 GU211 Grota do Urubu, Chapada do Barbado Xisto Médio- Grosso 2,4631 6,7110 40,7147 GU212 Grota do Urubu, Chapada do Barbado Xisto Médio- Grosso 2,4614 6,7109 40,6576 J15 Grota do Firmino, Fazenda Lameiro Gnaisse Médio- Grosso 2,4656 6,7122 40,8047 J17 Grota do Domingos, Fazenda Lameiro Gnaisse Médio- Grosso 2,4630 6,7108 40,7102 J20 Grota do Martelo, Fazenda Lameiro Gnaisse Médio- Grosso 2,4633 6,7087 40,7073 J12 São Domingos, Norte de Almenara Gnaisse Médio- Grosso 2,4618 6,7111 40,6722 J13a São Domingos, Norte de Almenara Gnaisse Médio- Grosso 2,4625 6,7089 40,6821 J14 São Domingos, Norte de Almenara Gnaisse Médio- Grosso 2,4550 6,7098 40,4401 J11 Fazenda Pratinha- Santana,W de Salto Gnaisse Médio- Grosso 2,4637 6,7094 40,7246 L16 Barra Nova, Guaratinga Gnaisse Médio- Grosso 2,4623 6,7094 40,6786 L25 Faz. Anatácio, Guaratinga Gnaisse Médio- Grosso 2,4617 6,7111 40,6693 L54 Braço Norte do Rio Jucuruçu, Itamaraju Gnaisse Fino 2,4639 6,7102 40,7365 L74 Faz. Boa Aventura, Itamaraju Gnaisse Grosso 2,4640 6,7101 40,7391 61 V.2.1 – Espectroscopia Raman A espectroscopia Raman permite a identificação direta das espécies minerais além da caracterização de defeitos cristalinos, estruturas moleculares, níveis de energia e ligações químicas, uma vez que todo mineral possui uma rede cristalina com simetria bem definida. Neste contexto, a espectroscopia Raman foi utilizada para identificar grupos aniônicos incomuns à estrutura da grafita de minérios diversos, além de caracterizar defeitos e desordem estruturais (Tabela 5.4). O espectro de espalhamento Raman é apresentado como um conjunto de bandas que podem ser caracterizadas em relação a três parâmetros: i) posição (número de onda ou freqüência cm-1), ii) intensidade (muito fraca, fraca, média, forte e muito forte) e iii) forma (estreita ou larga). O espectro é o resultado de um espalhamento inelástico devido à interação da energia incidente da radiação eletromagnética sobre a amostra, o que aumenta a energia inicial. Um fóton de luz incidindo em uma molécula é espalhado por ela. Se a molécula espalhadora não se abalar, o espalhamento é elástico Rayleigh. Se o espalhamento de luz é inelástico, ou seja, a molécula absorve ou emite fônos, este espalhamento é chamado espalhamento Ramam. No espalhamento Ramam a luz espalhada possui novas freqüências v0 + v’ e v0 – v’, onde v’ e independe de vo. Esta nova freqüência é conhecida como desvio Ramam. Essas duas novas freqüências aparecem no espectro em posições simétricas com relação à linha de radiação excitante. São os Stokes (v – v’) e os Anti- Stokes (v + v’). Desta forma, o espalhamento Raman está fortemente relacionado com a natureza das ligações químicas e com as estruturas geométricas envolvidas (Sala, 1985; Dantas et al. 2000). Um espectro vibracional experimental consiste de um conjunto de picos ou sobreposição de bandas em função da freqüência, como explicado anteriormente. Para a maioria das aplicações da espectroscopia vibracional é necessário atribuir os tipos particulares de vibração atômica. A identificação das bandas com os modos vibracionais individuais é referida como atribuição de bandas e é usada nos estudos estruturais dos minerais nos quais os espectros vibracionais são interpretados para dar informações das propriedades estruturais tais como, comprimento de ligação e ângulos, número de coordenação, ambiente local, fenômenos de ordem e desordem, etc. Em muitos casos é possível usar a simetria do cristal para atribuir os espectros experimentais. Por exemplo, se apenas um modo vibracional aparece dentro de uma dada espécie, então os deslocamentos atômicos de tal modo são completamente constrangidos pela simetria e o espectro atribuído é único. Este é o caso da banda para o modo ativo no Raman do diamante, em que pode ser descrito como vibração de estiramento C-C com um carbono movimentando-se contra o outro. Para materiais cristalinos, os deslocamentos vibracionais de cada átomo sobre sua posição de equilíbrio são examinados em relação ao sitio de simetria do átomo dentro da cela unitária para obter as espécies de simetria das vibrações da rede cristalina. Se a espécie molecular pode ser 62 identificada dentro do cristal, as espécies de simetria das vibrações de cada grupo moleculares podem ser correlacionadas com aquelas da molécula livre para analisar o efeito do campo cristalino nas vibrações do grupo molecular. Os modos vibracionais ativos de redes cristalinas, ou seja, as bandas de espalhamento Raman presentes nos espectros de minerais, podem apresentar relações com fenômenos de ordem-desordem locais na estrutura cristalina das espécies, uma vez que se pode predeterminar a precisão dos espectros quanto ao número de modos vibracionais por meio da teoria de grupo (Fateley et al. 1972). Além disso, desvios das freqüências desses modos vibracionais podem, também, indicar perturbações do ambiente local. Nesta dissertação, a região espectral investigada envolve a região de vibração intramolecular entre 300 e 3000 cm-1. Nessa região foram observadas impurezas, além de identificar defeitos estruturais na estrutura da grafita, os quais podem interferir no ambiente local favorecendo uma desordem estrutural. O espectro Raman da grafita apresenta duas bandas: uma de freqüência bem baixa centrada em 40cm-1, devida às forças interplanares do tipo Van der Waals; e outra de freqüência alta centrada em 1580 cm-1 devida aos deslocamentos intraplanares, denominada banda G (Fig. 5.21). A banda G é a marca registrada do espectro Raman da grafita. As bandas denominadas G’1 e G’2 correspondem aos Stokes da banda G, são os espectros de segunda ordem desta banda. Outra banda pode ocorrer quando existe uma desordem ou defeito na estrutura da grafita. Esta banda é denominada banda D, ocorre centrada aproximadamente em 1350 cm-1 e é devida à quebra de simetria translacional da rede cristalina da grafita. Em se tratando de monocristais de tamanho finito (na ordem de dezenas, centenas ou milhares de ângstrons) esta quebra de simetria dá origem a uma banda de intensidade considerável no espectro da grafita (Fig. 5.22). Ela é usada para determinar o tamanho do monocristal de grafitas desordenadas (Tuinstra & Koening, 1970). A banda D’centrada aproximadamente em 1620 cm-1 é o Stokes da banda D, ou seja, seu espectro de segunda ordem. Tuinstra & Koening (1970) demonstraram que o tamanho médio do monocristal da grafita (La) é inversamente proporcional à razão entre as intensidades integradas das bandas G e D, multiplicado por uma constante de proporcionalidade k, obtida empiricamente, na forma da equação: La = k [ID/IG ]-1. Esta constante de proporcionalidade é resultado da comparação entre as medidas de monocristais (La) em difração de raios-X e a razão entre ID/IG obtida por espectroscopia Raman. Desta forma esta constante foi estimada em torno de 44Å. No caso da ausência da banda D, ou seja, ausência desta quebra de simetria translacional da rede cristalina e neste caso de uma grafita ordenada, o espectro Raman apresenta apenas a banda G, isto significa que o monocristal de grafita possui tamanho infinito (La: infinito) ou com tamanho superior ao limite detectável pelo Raman (5.20). 63 A Tabela 5.4 apresenta as atribuições das bandas dos espectros Raman das grafitas estudadas. Os espectros Raman de todas amostras estudadas encontram-se em anexo. De acordo com a presença das bandas G e D, as grafitas foram classificadas em grafitas ordenadas, pela presença somente da banda G, e grafitas desordenadas, pela banda D adicional. Foram também observadas bandas suplementares atribuídas à presença de grupos aniônicos e/ou moléculas do tipo C-H e de FeO. Nesta tabela foram considerados os seguintes aspectos e abreviaturas: Para a Grafita Cristalina e ordenada: Banda G: 1580 cm-1; Banda G1’: 2695 cm-1; Banda G2’: 2735 cm-1. Para a Grafita Cristalina e desordenada: Banda G: 1580 cm-1; Banda D: entre 1250 e 1400 Cm-1, em geral 1350 cm-1; Banda D’: aproximadamente 1620 cm-1. Ombro da banda D. Para todas as amostras de grafita: SA: sem análise. Muita luminescência. -: com análise, mas com resultado negativo. I: intensidade relativa das bandas: Forte: banda G sem a presença da banda D; Média: banda G acima de 1000 com banda D entre 50 e 100; Fraca: banda G abaixo de 1000 com banda D entre 50 e 100; Muito fraca: banda G abaixo de 1000 com banda D entre 100 e 500. Forma: em relação à largura do pico a meia altura Fino ou estreito: largura da banda G abaixo de 15 e sem a banda D; Figura 5.21: Espectro Raman de um cristal de grafita. Amostra J14 da região de Almenara. Espectro Raman em torno da banda G (1580 cm-1). 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 1580 Amostra J14 U. A. Cm-1 Observado CalculadoG1 1580 cm-1 Figura 5.22: Amostra J23 da região de Maiquinique. Espectro Raman de uma grafita desordenada na região em torno da banda G (1582 cm-1) e D (1356 cm-1). 1200 1300 1400 1500 1600 1700 0 2000 4000 6000 8000 Amostra J23 1582 1356 U. A. Cm-1 Observado CalculadoG1 D 1582 cm-1 1356 cm-1 64 Médio: largura da banda G abaixo de 15 e com a banda D apresentando uma largura abaixo 24; Larga: largura da banda G acima de 15 e com a banda D apresentando uma largura acima de 24. 65 Tabela 5.4: Número de ondas (cm-1), intensidades das bandas. F: forte, M: média, F: fraca e Fr: muito fraca e forma do pico. F: fino, L: largo. Grafita Ordenada (somente banda G) Grafita Desordenada (presença da banda D) J5a J5b J12 J13 J14 J11 centro J23 J6 Gu212 J17 J20 J11 borda L16 L25 L54 L74 borda/centro Tipo de Minério Xisto Xisto Gnaisse Gnaisse Gnaisse Gnaisse Xisto Xisto Xisto Gnaisse Gnaisse Gnaisse Gnaisse Gnaisse Gnaisse Gnaisse Granulometria F F M-G M-G M-G M-G F F M-G M-G M-G M-G M-G M-G F G G 1581 1584 1582 1584 1580 1583 1582 1567 1583 1583 1583 1582 1582 1580 1569 1581 D - - - - - - 1356 1358 1354 14xx 1355 1359 1353 1353 1349 1354 Intensidade F F F F F F Mf M M Fr M M M M M Forma F F F F F F L L M M L M M M L L G1’ 2675 2792 2674 2691 2675 2692 2677 2696 SA SA 2679 2702 - 2689 2677 2696 2679 2698 SA 2680 2700 2685 2665 2688 SA G2’ 2727 2730 2730 2729 SA SA 2723 2733 - 2731 2730 2730 SA 2728 2728 - SA D’ - - - - SA SA - 1600 - - - SA - - - SA Estiramento C-H - - - - - SA - - 2859 2877 2900 2930 2855 2875 2919 2855 2874 2900 2932 2962 SA - - - SA Vibrações de rede do C-H 788 650 - - 674 - - 840 - - 674 - - 687 762 864 644 FeO - - - - 530 408 - 540 - - 408 - - - 530 La (Å) ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ 398 63,34 1651 1619 2003 1432 1958 1801 764 875 66 Levando-se em consideração o comportamento espectral da banda G observa-se pequeno desvio da freqüência (Fig. 5.23 e 5.24), porém significativo, uma vez que esta banda possui caráter não dispersivo. Esse aspecto pode apontar fenômenos de desordem estrutural localizados em relação ao ambiente local dos átomos de carbono, provavelmente devido à presença das impurezas observadas. A presença de impurezas, tais como grupo aniônicos e/ou moléculas do tipo C-H, foram identificadas nas grafitas J5A, J11, J12, J11, L54, L74, J17, J20 e GU212 (Tab. 5.1). Nas seis primeiras foram identificadas as vibrações de rede do C-H, enquanto nas demais, foi observado o estiramento C- H. A Figura 5.24 apresenta o espectro Raman da amostra Gu 212 na região do estiramento C-H. Esse espectro foi ajustado com o uso de modelo com linhas Gaussianas e apresenta fator r2 ~ 0,999, sem restrição de ajuste. Foram identificadas quatro bandas relativas ao estiramento do C-H centradas próxima a 2900 cm-1 e caracterizadas pelas linhas coloridas Gaussianas relativas a bandas ajustadas (sub-espectros 2859, 2877, 2900 e 2930 cm-1). Em geral, as bandas referentes aos estiramentos do C-H apresentam-se largas e desdobradas (Ryberg, 1981). A Figura 5.24 mostra o espectro Raman da amostra Gu212 na região das vibrações de rede do C-H entre 1000 e 650 cm-. Tal comportamento espectral pode ser devido a presença de tipos diferentes de configurações de C-H. 1200 1300 1400 1500 1600 1700 0 2000 4000 6000 8000 Amostra J13A 1584 U. A. Cm-1 Observado Calculado Figura 5.24: Posição da banda G mostrando desvio (centrada 1584 cm-1). G1 1584 cm-1 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 1580 Amostra J14 U. A. Cm-1 Observado Calculado Figura 5.23: Posição da banda G sem desvio (centrada em 1580 cm-1). G1 1580 cm-1 67 Traços de óxido de ferro (FeO) foram diagnosticados pela presença das bandas em torno de 540 cm-1 e 390 cm-1 de acordo com as atribuições de Glotch, et. al. (2003) (Fig. 5.25). Essas bandas normalmente apresentam intensidade muito fraca. Nenhuma banda na região do estiramento O-H foi observada. Diante da apresentação dos dados espectrais foram observados dois comportamentos, um relativo à presença da banda D que caracteriza desordem estrutural e outro relativo à presença de impurezas, as quais podem desviar a simetria do ambiente local dos átomos de carbono, o que, também, indica um fenômeno de desordem, porém uma desordem local. Neste contexto as amostras de gnaisses apresentam maior desordem local em comparação às de xistos. Por outro lado ambas apresentam um certo grau de desordem estrutural. 2400 2500 2600 2700 2800 2900 3000 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 2930 2900 2877 2859 2448 2689 2731 Amostra Gu212 U. A cm-1 Observado Calculado C-H G1 ` G2` Figura 5.25: Amostra Gu 212 (Grota do Urubu). Região da banda do C-H Figura 5.26: Amostra Gu 212 (Grota do Urubu). Região da banda do FeO. 300 400 500 600 700 800 900 1000 0 200 400 600 840 540 Amostra Gu 212 U. A cm -1 FeO C-H 68 Nota-se que as maiores contribuições de grupos aniônicos e/ou moléculas do tipo C-H são observadas em amostras de grafita do tipo gnaisse refletindo maior desordem local. Este fenômeno parece estar relacionado também com o tamanho do monocristal de grafita, uma vez que estas amostras também mostram maior tamanho de palhetas lamelares ou flake. V.5 – Discussão dos Resultados Com a integração dos dados obtidos na caracterização morfológica, textural, estrutural e cristalográfica da grafita por meio das técnicas utilizadas e de dados complementares de carbono contido nas grafitas (Daconti, 2004) foi formulada a Tabela 5.2. De acordo com trabalhos anteriores (Faria 1997), Reis (1999), Guimarães (2000), Esper & França (2000), Silva & Soares (2002), Daconti (2004) e Queiroga & Figueiredo (2004), o tipo grafita xisto apresenta palhetas lamelares de grafita ou grafita flake com dimensões inferiores às do tipo grafita gnaisse. O estudo pela microscopia eletrônica de varredura (MEV) comprovou esta interpretação, além de demonstrá-la de modo mais preciso (Figuras 5.6 e 5.9 para o grafita xisto; 5.16 e 5.18 para o grafita gnaisse e Tabela 5.1). Sendo assim, o tipo grafita xisto apresenta comprimentos variando em média de 0,10mm a 0,30 mm, exceto no caso da grafita amostrada na Fazenda Lameiro – Grota do Urubu, que possui maior variação (entre 0,20mm e 0,80mm). As larguras desse tipo estão entre 0,10mm e 0,25mm. Da mesma forma, o tipo grafita gnaisse apresenta maior tamanho de palhetas lamelas de grafita ou grafita flake, os comprimentos variam, em média, de 0,30mm a 1,00mm com larguras variando entre 0,15mm e 0,90mm. O minério rico em palhetas esfarrapadas mostra-se ao MEV como cristais de geometria externa do tipo semi-circular com superfície botrioidal, quando este é classificado macroscopicamente como farrapo, e com superfície lisa ou micro-porosa quando é observado macroscopicamente em seção basal hexagonal. O minério rico em palhetas tabulares exibe geometria externa predominantemente sob forma semi-circular ou circular. Além disso, a superfície desses minérios é muito variável, podendo apresentar-se micro-porosa, fibrosa, lisa ou em agregados botrioidais. Porém, as bordas são freqüentemente dobradas. Em relação ao aspecto textural das amostras estudadas, nota-se que as amostras livres de grupos aniônicos e/ou moléculas do tipo C-H e FeO apresentam-se maciças e bem cristalizadas. Sendo o caso da amostra J23, da região de Maiquinique e J13, da região de Almenara. Por outro lado, todas as amostras que apresentam maiores contribuições, principalmente de C-H, exibem hábito fibroso, ocorrem em agregados botrioidais ou apresentam superfícies porosas. 69 Outro aspecto interessante é a relação entre o tamanho do monocristal (La), com o tamanho da palheta de grafita. O tamanho da palheta de grafita ou flake tende a refletir o tamanho do monocristal (La). Sendo assim o La dos minérios do tipo grafita xisto tende a ser menor que o La do tipo grafita gnaisse, que tende a ser maior. Isto influencia também quando pensamos na entrada de moléculas ou impurezas (FeO e C-H) nestes tipo de minérios. Em grafitas do tipo xisto (La menor) as moléculas tendem a ocupar o espaço entre as folhas de carbono, pois o parâmetro c é maior. Nos grafita gnaisse, o La é maior, portanto, estas moléculas tendem a ocupar este espaço. Existindo sempre uma compensação entre estes parâmetros. Quanto à presença destas impurezas e a banda D, nota-se que as grafitas desordenadas estruturalmente (banda D) são também as que apresentam moléculas de C-H e FeO. Por outro lado, as moléculas de C-H mostram apenas vibrações de estiramento, podendo ser específico de um tipo de grupo aniônico, molécula, ou configuração de CH específica. Quanto à temperatura, trabalhos anteriores demonstraram qualitativamente que a temperatura de metamorfismo é o principal fator controlador do tamanho dos cristais de grafita. Neste trabalho, pode- se observar que esta relação é incontestável e será discutida no próximo capítulo. 70 Tabela 5.5: Caracterização das amostras de grafita estudadas, relação de tamanho e porcentagem de carbono contido. O conteúdo de carbono foi retirado de Daconti (2004). Grafita Xisto Grafita Gnaisse J2 J5a J5b J23 Gu212 J11 J13 J14 J17 J20 L25 L54 (Lump) L74 Comprimento (mm) 0,20- 0,30 0,10- 0,25 0,15- 0,25 0,20- 0,30 0,20- 0,80 0,40- 0,70 0,60- 0,70 0,30- 0,55 0,55- 0,74 0,40- 1,00 0,30- 0,90 0,02- 0,20 0,75- 0,90 Largura (mm) 0,15- 0,30 0,10- 0,20 0,15- 0,25 0,08- 0,20 0,15- 0,50 0,30- 0,50 0,15- 0,45 0,20- 0,35 0,30- 0,45 0,25- 0,50 0,20- 0,55 0,01- 0,10 0,75- 0,90 Classificação M,B M,B B M P M,P M F F B M,P F M,P Ordem/Desordem SA O O D D D O O D D D D D Carbono contido SA 42% 42% SA 79% 91% 77% 77% 62% 62% 88% SA 89% La (Å) - - - 398 1651 1432 - - 1619 2003 1801 764 875 Nesta tabela foram considerados os seguintes aspectos e abreviaturas: M: Maciça B: Botrioidal P: Porosa ou Micro-porosa F: Fibrosa O: Grafita ordenada D: Grafita desordenada SA: Sem análise 71 VI – TERMOMETRIA DOS MINÉRIOS DE GRAFITA E SUAS IMPLICAÇÕES Este capítulo apresenta os resultados dos estudos quantitativos sobre termometria de minérios de grafita, aplicados pela primeira vez a depósitos de grafita no Brasil. Os resultados obtidos são cotejados com dados geotermobarométricos dos xistos e gnaisses ferro-aluminosos associados àqueles minérios, com o objetivo de investigar a possível existência de algum padrão de variação regional ou local e suas possíveis relações com a granulação dos minérios de grafita. A estrutura desde capítulo consiste em apresentar os dados primeiramente e posteriormente no item discussão dos resultados, correlacioná-los e interpretá-los. Shengelia (1977) propôs o uso da Difração de Raios-x para o estudo da grafita em condições de temperatura e pressão altas e Malisa (1998) aplicou este método para o estudo da grafita como geotermômetro em rochas metamórficas no nordeste da Tanzânia, cuja a temperatura foi calculada usando a calibração gráfica medida por Shengelia et al. (1977) ilustrada na figura 8. Os resultados obtidos por Malisa (1998) mostraram temperaturas entre 690°C e 715°C, sofrendo uma variação de 10°C a cada 12m, mostrando que o metamorfismo na área estudada por este autor, aumenta de leste para oeste. Pressões e temperaturas estimadas para gnaisses ferro-aluminosos granulitizados e/ou migmatizados portadores de grafita ou não, estão geralmente entre 6,5-8,5 Kbar e 800-900oC calculados por métodos termobarométricos convencionais (Spear 1993). Na região do complexo kinzigítico do leste mineiro, Uhlein et al. (1998) estimaram pressões entre 4-5 Kbar e temperaturas entre 715-790oC para essas rochas em áreas adjacentes ao plútom de Rubim. De acordo com a grade petrogenética (Powel et. al.,1998) apresentada no Capítulo 1 (Fig. 1.6) os xistos estudados nesta dissertação apresentam T mínima próxima aos 650°C e os gnaisses mostram temperatura mínima em torno dos 750°C. VI.1- Termometria da Grafita Em um trabalho pioneiro, Shengelia et al. (1977), por meio de dados experimentais, demonstraram a relação entre o parâmetro c da célula unitária da grafita e a temperatura de cristalização deste mineral (Fig. 6.1). Esses autores propuseram uma representação gráfica para cálculo da temperatura de cristalização da grafita a partir do conhecimento do valor do parâmetro c. Nessa relação, é evidente que o parâmetro c diminui com o aumento da temperatura o que corrobora com a correlação negativa entre os valores determinados para os parâmetros a e c da grafita 72 estudada neste trabalho que foram avaliados no capítulo anterior em um gráfico de dispersão (Fig. 5.16). VI.1.1- Cálculo Termométrico A grafita cristaliza-se na classe piramidal do sistema hexagonal (Bravis, 1851), cujo grupo espacial é representado por P63/mmc e apresenta como valores aproximados para os parâmetros a e c da célula unitária respectivamente 2,46Å e 6,74Å. Neste trabalho as dimensões da célula unitária da grafita foram calculadas por difração de raios- X. No difratograma o parâmetro unitário c aparece como um “pico” forte em 26,5 graus (Fig. 6.2) que corresponde à reflexão d002 (French, 1964). A Tabela 6.1 lista as amostras utilizadas, suas localizações e tipo de minério, os parâmetros da célula unitária e a temperatura de cristalização das grafitas analisadas. O parâmetro c estimado por meio da difração de raios-X foi utilizado no cálculo da temperatura de cristalização da grafita (Fig. 6.3), de acordo com a representação gráfica de Shengelia et al. (1977). É importante ressaltar que, para facilitar os cálculos das temperaturas, considerou-se como uma reta o pequeno intervalo do gráfico onde estão distribuídos os valores de c das amostras estudadas. Figura 6.1: Representação gráfica da evolução da temperatura versus parâmetro c em grafita (Shengelia et. al. 1977; Malisa, 1998). 73 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -10000 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 Amostra J5b U. A. Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 0 5000 10000 15000 20000 25000 Amostra J2b U. A. Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -10000 0 10000 20000 30000 40000 50000 Amostra J5a U. A. Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -500 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 Amostra J6 U. A. Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 0 5000 10000 15000 20000 Amostra J12 U. A. Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado Figura 6.2: Exemplo da Difração em amostras de grafita. A figura mostra 5 picos numerados de A a E. Onde A representa a amostra J2, B a amostra J5a, C a amostra J5b, D a amostra J6 e E a amostra J12. A D E B C 74 Tabela 6.1 – Parâmetros da cela unitárias da grafita dos diversos minérios estudados e a temperatura de cristalização estimada no gráfico de Shengelia et al. (1977). Amostra Localização Tipo de Minério Granulação Parâmetro a Parâmetro c Volume da Célula Unitária Temperatura calculada (oC) J23 Pouso Alegre, Maiquinique Xisto Fino 2,4648 6,7089 40,7589 683 J5a Pedro Perdido, Jordânia Xisto Fino 2,4636 6,7105 40,7282 686 J5b Pedro Perdido, Jordânia Xisto Fino 2,4636 6,7095 40,7230 697 J6 Pedro Perdido, Jordânia Xisto Fino 2,4628 6,7100 40,6987 692 J2b Boqueirão da Salvação, Pedra Azul Xisto Fino 2,4610 6,7129 40,6568 704 GU211 Grota do Urubu, Chapada do Barbado Xisto Médio- Grosso 2,4631 6,7110 40,7147 689 GU212 Grota do Urubu, Chapada do Barbado Xisto Médio- Grosso 2,4614 6,7109 40,6576 690 J12 São Domingos, Norte de Almenara Gnaisse Médio- Grosso 2,4618 6,7111 40,6722 680 J13a São Domingos, Norte de Almenara Gnaisse Médio- Grosso 2,4625 6,7089 40,6821 682 J14 São Domingos, Norte de Almenara Gnaisse Médio- Grosso 2,4550 6,7098 40,4401 680 J15 Grota do Firmino, Fazenda Lameiro Gnaisse Médio- Grosso 2,4656 6,7122 40,8047 704 J17 Grota do Domingos, Fazenda Lameiro Gnaisse Médio- Grosso 2,4630 6,7108 40,7102 694 J20 Grota do Martelo, Fazenda Lameiro Gnaisse Médio- Grosso 2,4633 6,7087 40,7073 667 J11 Fazenda Pratinha-Santana,W de Salto Gnaisse Médio- Grosso 2,4637 6,7094 40,7246 659 L16 Barra Nova-Guaratinga Gnaisse Médio- Grosso 2,4623 6,7094 40,6786 706 L25 Guaratinga Gnaisse Médio-Grosso 2,4617 6,7111 40,6693 699 L54 Itamaraju Gnaisse Fino 2,4639 6,7102 40,7365 698 L74 Itamaraju Gnaisse Grosso 2,4640 6,7101 40,7391 679 75 Figura 6.3: Cálculo da temperatura de cristalização da grafita pela representação gráfica de Shengelia et al.(1977). As cruzes em azul indicam as temperaturas calculadas para as amostras de grafita do tipo gnaisse e as cruzes em vermelho indicam as temperaturas calculadas para as amostras de grafita do tipo xisto. 660 670 680 690 700 710 6.708 6.709 6.710 6.711 6.712 6.713 Pa râ m et ro c (A ) Temperatura (°C) Calculo da temperatura para as amostras de grafita 300 400 500 600 700 800 900 6.69 6.70 6.71 6.72 6.73 6.74 6.75 Pa râ m er o c (A ) Temperatura (C°) Shengelia et al., 1977 Observado J23 J5a J6 GU212 J17 L54 J2b J12 J5b J11 J20 J13a L74 GU211 L25 J15 L16 J14 76 De acordo com os cálculos efetuados mostram que as temperaturas obtidas para os grãos de grafitas do tipo gnaisse variam de 659 A 706oC (vide Tabela 6.1), obtendo uma variação em torno de 50oC. Já nos minérios do tipo xisto essa variação diminui para 20 oC (683 e 704oC). Segundo Riley (1945) e Simmons (1965), a estrutura cristalina da grafita sofre expansão induzida por variações de temperatura. Esta expansão é denominada coeficiente termal de expansão (CTE). Seguindo este raciocínio e tendo em vista os resultados obtidos para a temperatura, relacionou-se o parâmetro a (calculado no capítulo 5) com a temperatura de cristalização da grafita obtida. A figura 6.4 mostra essa relação a qual apresenta uma correlação positiva entre o parâmetro a e a temperatura de cristalização da grafita. Analogamente à figura 5.15 do capítulo anterior, dois grupos podem ser distinguidos: um referente aos cristais de grafita do tipo gnaisse, que apresentam dispersão entre 2,461 a 2,463 Å do parâmetro a em relação ao intervalo de temperatura de cristalização entre 659 e 706oC; e os cristais de grafita do tipo xisto, que apresentam valores de a maior que 2,463 Å e intervalo de temperatura entre 683 e 704oC. Ou seja, quanto maior a temperatura de cristalização da grafita, maior será o valor do parâmetro a e menor será sua dispersão. Tsang et. al. (2005), mostram que o coeficiente termal de expansão (CTE) aumenta proporcionalmente ao intervalo de temperatura. Sendo assim, seria esperado que a grafita do tipo gnaisse apresentasse maior CTE, o que corrobora com os dados apresentados acima. Os resultados Temperatura x Parâmetro a 650 660 670 680 690 700 710 2,46 2,461 2,462 2,463 2,464 2,465 2,466 Parâmetro a (A) Te m pe ra tu ra (°C ) Figura 6.4: Temperatura de cristalização da grafita e o parâmetro unitário a. Grafita do tipo xisto Grafita do tipo gnaisse J23 J5a J5b J6 J2 Gu211 Gu212 J15 J12 J13 J14 J11 L16 L25 L54 L74 77 obtidos corroboram, também, a proposição de expansão da estrutura cristalina da grafita segundo as hipóteses dos autores citados anteriormente. Entretanto, esta expansão ou coeficiente termal de expansão (CTE) tende a ocorrer na direção do parâmetro a, ao longo dos três eixos designados de a1, a2 e a3, uma vez que esta expansão não foi observada o entre o parâmetro c e a temperatura de cristalização da grafita. O parâmetro c como observado na figura 5.15, em que a grafita do tipo gnaisse apresenta grande variação. Esta variação poderia ser devida à incorporação de moleculas durante a cristalização. Esta suposição será verificada durante este trabalho e discutida no item 5.5 deste capítulo. VI.1.1- Cálculo Termobarométrico das rochas silicatadas portadoras de grafita. O programa THERMOCALC versão 3.1 (Powell & Holland,1994) foi utilizado para fornecer as condições de P e T das rochas silicatadas portadoras de grafita. De maneira alternativa, o geotermômetro granada-biotita foi utilizado, com restrições, em algumas amostras, e a temperatura foi calculada no programa TWEEQU (Berman, 2007), o qual utiliza sete calibrações (Thompson, 1976; Holdaway & Lee, 1977; Ferry & Spear, 1978; Perchuk & Lavrent’eva, 1983). Para a escolha das análises químicas usadas nos cálculos de P e T e o entendimento da química dos minerais foram efetuados vários pontos de analise ao longo de todo o mineral. Destas analises pontuais foram escolhidas para os cálculos P-T as que melhor representavam a química mineral, em geral pontos próximos ao centro, e concomitantemente as que apresentavam balanço estequiométrico perfeito. Para efetuar os cálculos termodinâmicos do THEMOCALC foram consideradas pressões entre 5,5-6,5 Kbar e temperatura de 800 ou 850°C para os cálculos das atividades de cada membro final integrante das soluções sólidas presentes na paragênese dos gnaisses, enquanto que para os xistos foram consideradas pressão de 4 Kbar e temperatura de 600°C. Os valores considerados são condizentes com as condições da fácies granulito e anfibolito inferior, respectivamente vigente na região estudada. A composição do fluido (XH2O e XCO2) foi considerada nos cálculos de acordo com a predominância do Fe-aluminossilicato. Para amostras portadoras essencialmente de granada, foi utilizado um valor de XH2O igual a 0,50, enquanto que para amostras com predomínio de cordierita, um valor de 0,20 foi escolhido nos cálculos (XH2O=0,2 e XCO2=0,8). Estes valores foram inicialmente idealizados e posteriormente testados e comparados a outras razões de H2O e CO2 com o objetivo de obter números que melhor expressassem a composição dos fluidos destas rochas. Os valores calculados para as temperaturas e pressões encontram-se na Tabela 6.2. 78 Tabela 6.2: Valores de temperatura e pressão calculados para as rochas silicatadas portadoras de grafita da região estudada. Amostra Rocha/Localização Método Usado Temperatura (°C) Pressão (kbar) J23 Grafita-quartzo-feldspato-fibrolita xisto THERMOCALC 705 - J16 Cordierita-granada-biotita gnaisse / Fazenda Lameiro, 35 km a W de Almenara, MG TWEEQU 860 - J21 Granada-biotita gnaisse / Águas Belas, 10 km a W de Almenara, MG TWEEQU 630 - J4 Grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse / Pedreira de rocha ornamental, 5 km a norte de Almenara, MG a THERMOCALC 791 ±42 4,98 ±0,45 J13b Grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse / São Domingos, 40 km a NNW de Almenara, MG THERMOCALC 800 ±47 5,20 ±0,48 J10 Grafita-sillimanita-cordierita-granada-biotita gnaisse / Fazenda Pratinha-Santana, 25 km a W de Salto da Divisa, MG TWEEQU 850 - J24 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / Barra Nova-Guaratinga, BA. THERMOCALC 831 ±42 5,94 ±0,47 J25 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / 15 km a SE de Guaratinga, BA THERMOCALC 841 ±46 6,56 ±0,52 J26 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / 15-20 km a SSW de Itamaraju, BA THERMOCALC 917 ±52 7,35 ±0,61 J27 Grafita-sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse / 15-20 km a SSW de Itamaraju, BA THERMOCALC 893 ±52 6,66 ±0,56 J28 Granada-cordierita-biotita gnaisse / 15-20 km a SW de Itamaraju THERMOCALC 824 ±46 5,38 ±0,49 Para o cálculo termobarométrico usando o THERMOCALC foram estabelecidas, no mínimo, cinco reações independentes para cada temperatura e pressão calculadas. Estas reações independentes encontram-se listadas na Tabela 6.3 abaixo. Para a avaliação da qualidade dos cálculos, e principalmente, investigar a influência dos dados químicos escolhidos, os parâmetros de diagnósticos foram levados em consideração para a escolha do resultado. Foram considerados valores de menor desvio padrão, melhor ajuste, a influência do membro final e o grau de incertezas das atividades dos membros medidas (Powell & Holland, 1994). 79 Tabela 6.3: Reações independentes utilizadas no cálculo das temperaturas e pressões do THERMOCALC e parte do seu diagnóstico para as amostras das rochas silicatadas da região estudada. Amostra Reações Independentes para Temperatura Diagnóstico Reações Independentes para Pressão Diagnóstico J23 1) mu + 2phl + 2sill = 3east + 5q 2) 2pa + 3cel = 2mu + phl + 2ab + 3q + 2H2O 3) 2pa + 2cel = mu + east + 2ab + 3q + 2H2O av sd fit 705 15 0.88 - - J4 1) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 2) 2phl + 4sill = 2east + crd + q 3) py + 2gr + 3east + 6q = 3phl + 6an 4) 8alm + 15phl + 36sill = 5py + 15east + 12fcrd 5) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 791 42 0.80 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2py + 5q + 4sill = 3crd 3) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 4) py + east + 3q = phl + crd 5) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 4.98 0.45 0.85 J13 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 3) 2py + 3mncrd = 2spss + 3crd 4) py + 2gr + 3east + 6q = 3phl + 6an 5) py + ann = alm + phl 6) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 824 48 0.90 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2py + 5q + 4sill = 3crd 3) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 4) 2spss + 5q + 4sill = 3mncrd 5) py + east + 3q = phl + crd 6) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 5.48 0.50 0.99 J24 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 3) 2py + 3fcrd = 2alm + 3crd 4) py + phl + 6an = 2gr + east + 2crd 5) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 831 42 0.84 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2py + 5q + 4sill = 3crd 3) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 4) py + east + 3q = phl + crd 5) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 5.94 0.47 0.85 J25 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 3) 2py + 3fcrd = 2alm + 3crd 4) 2phl + 4sill = 2east + crd + q 5) py + ann = alm + phl av sd fit 841 46 0.89 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2py + 5q + 4sill = 3crd 3) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 4) py + east + 3q = phl + crd 5) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 6.56 0.52 0.95 J26 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 3) 2py + 3fcrd = 2alm + 3crd 4) py + 5phl + 12sill = 5east + 4crd 5) py + ann = alm + phl av sd fit 917 52 0.55 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2py + 5q + 4sill = 3crd 3) 5gr + 3fcrd + 6sill = 2alm + 15an 4) py + east + 3q = phl + crd 5) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 7.35 0.61 0.63 J27 1) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 2) 5gr + 3crd + 6sill = 2py + 15an 3) 2py + 3fcrd = 2alm + 3crd 4) 2phl + 4sill = 2east + crd + q 5) py + ann = alm + phl av sd fit 893 52 0.97 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2py + 5q + 4sill = 3crd 3) 5gr + 3fcrd + 6sill = 2alm + 15an 4) py + east + 3q = phl + crd 5) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 6.66 0.56 0.76 J28 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 3) 2phl + 4sill = 2east + crd + q 4) py + 2gr + 3east + 6q = 3phl + 6an 5) py + ann = alm + phl av sd fit 824 46 0.87 1) gr + q + 2sill = 3an 2) 2py + 5q + 4sill = 3crd 3) 2alm + 5q + 4sill = 3fcrd 4) py + 5phl + 12sill = 5east + 4crd 5) alm + east + 3q = ann + crd av sd fit 5.38 0.49 0.94 80 O xisto peraluminoso associado ao minério do tipo grafita xisto apresenta associação mineral característica da fácies metamórfica anfibolito. Estas rochas são ricas em quartzo e sillimanita e que possuem uma associação mineral do tipo: biotita, muscovita, plagioclásio e quartzo. As reações abaixo mostram que a temperatura é controlada pelas reações: mu + 2phl + 2sill = 3east + 5q, 2pa + 3cel = 2mu + phl + 2ab + 3q + 2H2O, 2pa + 2cel = mu + east + 2ab + 3q + 2H2O. As reações que controlam a pressão não foram calculadas. Os gnaisses peraluminossos associados ao minério do tipo grafita gnaisse apresentam uma associação mineral característica de alta temperatura e, portanto, da fácies metamórfica granulito. Os minerais que formam esta associação mineral (cordierita-granada-biotita-feldspato potássico- plagioclásio e quartzo) ocorrem em praticamente todas as amostras selecionadas, exceto na amostra J21 (Água Belas) que será explicada a diante. Nos gnaisses migmatíticos a foliação metamórfica é marcada pela biotita, sillimanita e grafita. Esta foliação é anastomosada entre os níveis de quartzo, feldspato potássico micropertítico e plagioclásio antipertítico, definindo uma matriz, de onde sobressaem porfiroblastos de granada e cordierita. Estes porfiroblastos ocorrem em todas as amostras estudadas. A cordierita tende a ser quimicamente homogênea e não apresenta evidências texturais que indiquem reações de reabsorção significativas, já a granada encontra-se zonada. Esta rochas são ricas em quartzo e sillimanita, sendo que esta ultima ocorre freqüentemente como inclusão em granada e cordierita e muito pouco na matriz das rochas. As amostras J24 e J28 (Itamaraju-Sul da Bahia), discordam das condições de P-T regionais, uma explicação seria uma geração de cordierita diferente, mostrando um caminho de descompressão. Nestas amostras existe grande ocorrência de leucossomas. O leucossoma pode sugerir um caminho isotermal do tipo decompressional, ou seja, a pressão diminui mais rápido que o resfriamento. Pode ser o caso do sul da Bahia. As características do percurso metamórfico retrogressivo podem ser analisadas sob a perspectiva do esquema petrogenético representado na Figura 1.5 (Cap. 1), onde o intercrescimentos de cordierita + sillimanita e os porfiroblastos de granada ± cordierita em leucossomas, indicam que o processo retrogressivo foi condicionado predominantemente pelas reações abaixo, com envolvimento de descompressão inicial (Munhá et al., 2005). 1) cordierita + biotita = granada + Kfeldspato + liquido 2) cordierita + Kfeldspato = granada + sillimanita + liquido A amostra J21 (Águas Belas) apresenta empobrecimento em titânio e ausência de sillimanita, cordierita e grafita. Como explicado anteriormente no capítulo 4, representa um veio granítico foliado peraluminoso. Trata-se de fusão sin a tardi-cinemática, muito comum no Complexo Jequitinhonha. A temperatura 630°C calculada corrobora perfeitamente com a paragênese observada pela microcopia ótica e análise química. 81 Para todas as amostras onde a temperatura foi calculada pelo TWEEQU, é apresentada grande discrepância para as diversas calibrações, porém esta discrepância se mostra constante em todos os cálculos. Ou seja, em todos os casos a calibração de Hodges & Spear, 1982, mostra os valores mais elevados de temperatura, sendo as que mais se aproximam dos valores de temperaturas calculados com o THERMOCALC (Fig. 6.5). Os cálculos termométricos mostram um aumento gradativo da temperatura de oeste para leste da área estudada. Alem disso, é possível notar dois grupos distintos de pressões, um formado pelas amostras selecionadas na região de Almenara nordeste de Minas Gerais, com pressões em torno dos 5,0 e temperaturas em torno dos 800°C. E outro formado pelas amostras do sul da Bahia com pressões entre 6,5 e 7,5 kbar e temperaturas entre 850°C e 900°C (Fig. 6.5 e 6.6). As amostra J24 e J28, selecionadas também no sul da Bahia, região de Guaratinga e Itamaraju, respectivamente, formam um grupo a parte, devido aos fatores explicados acima. Termômetro Granada-Biotita 400 500 600 700 800 900 1000 RS - 11 2 BM S- 45 BM S- 47 B J4 c J9 (1 ) b c J1 3b (1 ) b c J1 6 c J1 8 c J2 1 (2 ) c J2 5( 1) pc J2 6( 1) pc J2 7( 2) pc T (C ) Bhatt-HW Bhatt-GS Hodges/Spear Thompson Figura 6.5: Representação gráfica para os diversos cálculos efetuados pelo TWEEQ Figura 6.6: Distribuição da temperatura ao longo do perfil de amostragem. 600 650 700 750 800 850 900 950 J21 J16 J4 J13b J10 J24 J25 J26 J27 J28 To C SE NW 82 VI.2.4- Discussão dos resultados As temperaturas calculadas para a cristalização da grafita indicam que as amostras selecionadas pertencem ao intervalo de temperatura que vai de 659°C a 706°C. Estas temperaturas mostram uma cristalização na fácies metamórfica anfibolito e se encontra no intervalo esperado para este setor do Orógeno Araçuaí. Trabalhos anteriores demonstraram qualitativamente que a temperatura de metamorfismo é o principal fator controlador do tamanho dos cristais de grafita. Neste trabalho, pode-se observar que esta relação é incontestável. A grafita provavelmente experimentou temperaturas tão elevadas quanto às do metamorfismo regional, porem não registrou a temperatura do pico metamórfico e sim a temperatura pós-pico metamórfico. Mas, por outro lado, esta grande variação da temperatura facilitaria a expansão da estrutura cristalina deste mineral, facilitando a entrada de moléculas como o FeO, por exemplo, na estrutura da grafita, uma vez que o coeficiente termal de expansão aumenta proporcionalmente ao intervalo de temperatura (Tsang et al., 2005). Desta forma, quanto maiores forem às palhetas, mais desordenadas elas tendem a ser e com maior quantidade de impurezas. Um exemplo seria a amostra Gu 212, que por se tratar de um minério de tipo xisto, apresenta dimensões bastante elevadas, podendo alcançar até 0,80 mm de comprimento e 0,05 mm de largura. Dimensões compatíveis ao minério do tipo gnaisse. Mostrando-se desordenada quando analisada ao Raman, com impurezas de FeO e C-H (Fig. 5.24 e 5.25 e Tabela 5.5). As temperaturas calculadas para os gnaisses peraluminosos associados aos depósitos e ocorrências de minério de grafita do tipo gnaisse encontram-se no intervalo de 790°C a 917°C. A menor temperatura (790°C) foi registrada para a amostra J4, pertencente à região da Almenara, nordeste de Minas Gerais e a maior temperatura (917°C) para a amostra J26, pertencente à região de Itamaraju, Sul da Bahia. Sendo assim as temperaturas calculadas para o metamorfismo regional indicam que as rochas adjacentes aos depósitos, jazidas ou ocorrências de grafita encontram-se na Figura 6.7: Distribuição da pressão ao longo do perfil de amostragem. 4 4.5 5 5.5 6 6.5 7 7.5 8 780 800 820 840 860 880 900 920 940 ToC P Kb ar J4 J13b J24 J25 J26 J27 J28 NW SE 83 fácies granulito, com temperaturas variando de 790°C a 917°C e fusões peraluminosas em 630°C, representadas por granada-biotita gnaisse. Estas temperaturas corroboram com os setores norte e nordeste do Orógeno Araçuaí apresentam uma saliência, com concavidade voltada para sul onde o metamorfismo cresce de norte para sul, e de oeste para leste (Fig. 6.5), desde a fácies xisto-verde, na zona limítrofe com o Cráton São Francisco, até a fácies anfibolito alto a granulito, no núcleo metamórfico-anatético. Nota-se que quando se compara a temperaturas obtidas para a cristalização grafita com as temperaturas das rochas granulíticas, estas são mais baixas. (Fig. 6.11), embora os padrões de variação das temperaturas sejam semelhantes. Quando se compara a temperaturas esperadas para as rochas xistosas com as temperaturas de cristalização da grafita (fácies anfibolito – zona da sillimanita, amostra J23 – Maiquinique, 705°C) percebe-se que estas encontram-se dentro do intervalo esperado. A temperatura calculada para o xisto peraluminosos associados aos depósitos e ocorrências de minério de grafita do tipo xisto é de 705°C e esta dentro do intervalo esperado para a fácies metamórfica anfibolito. Uma hipótese seria a possibilidade do termômetro grafita não ser eficiente para temperaturas elevadas, outra seria o possível registro das temperaturas após o pico metamórfico. Porém, o fato da grafita do leste mineiro e do sul da Bahia estar presente em rochas metamórficas as quais variam desde a fácies anfibolito inferior (xistos) a granulitos (kinzigitos) corrobora com os dados obtidos para o cálculo da temperatura da grafita. Figura 6.8: Gráfico comparando algumas temperaturas obtidas para a cristalização grafita com as temperaturas do metamorfismo regional. Temperatura de Metamorfismo X Temperatura de Cristalização da Grafita 500 600 700 800 900 1000 J4 J13b J16 J25 J26 J27 Temp. de Metamorfismo Temp. de Cristalização da Grafita 84 VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS Um dos objetivos principais desta dissertação consistiu no estudo geotermométrico da grafita e geotermobarométrico das rochas silicáticas (ganisses e xistos) associadas às rochas grafitosas tendo em vista estabelecer quantitativamente as condições de P e T que condicionaram o metamorfismo dos depósitos de grafita. As temperaturas calculadas para a cristalização da grafita indicam que as amostras selecionadas pertencem ao intervalo de temperatura que vai de 659°C a 706°C. Estas temperaturas mostram uma cristalização na fácies metamórfica anfibolito e se encontra no intervalo esperado para este setor do Orógeno Araçuaí. Já as temperaturas calculadas para o metamorfismo regional (gnaisses e xistos) peraluminosos associados aos depósitos e ocorrências de minério de grafita encontram-se no intervalo de 705°C a 917°C. A menor temperatura (705°C) foi registrada para a amostra J23, pertencente à região de Maiquinique, extremo nordeste de Minas Gerais e a maior temperatura (917°C) para a amostra J26, pertencente à região de Itamaraju, Sul da Bahia. Sendo assim as temperaturas calculadas para o metamorfismo regional indicam que as rochas adjacentes aos depósitos, jazidas ou ocorrências de grafita encontram-se na transição da fácies anfibolito para a fácies granulito, com temperaturas variando de 705°C a 917°C e fusões peraluminosas em 630°C, representadas por granada-biotita gnaisse. Estas temperaturas corroboram com os setores norte e nordeste do Orógeno Araçuaí apresentam uma saliência, com concavidade voltada para sul onde o metamorfismo cresce de norte para sul, e de oeste para leste (Fig. 6.5), desde a fácies xisto-verde, na zona limítrofe com o Cráton São Francisco, até a fácies anfibolito alto a granulito, no núcleo metamórfico-anatético. Levando em consideração o caráter sincinemático da grafita em relação à foliação regional e portanto, às paragêneses silicatadas não seria esperado temperaturas divergentes entre a grafita e suas rochas encaixantes. Mas quando comparamos as temperaturas das rochas granulíticas com as temperaturas obtidas pelo termômetro grafita notamos que são bastante. Ou seja, as temperaturas calculadas para os gnaisses peraluminosos associados à grafita tipo gnaisse são mais elevadas que as temperaturas calculadas para a grafita do tipo gnaisse. O mesmo não ocorre quando se compara às temperaturas de cristalização da grafita do tipo xisto com as temperaturas esperadas para as rochas xistosas (fácies anfibolito – zona da sillimanita), estas se encontram dentro do intervalo esperado. Este fato poderia ser explicado de duas formas, uma seria a possibilidade do termômetro grafita não ser eficiente para temperaturas elevadas, outra seria o possível registro das temperaturas após o pico metamórfico. Outro objetivo desta dissertação consistia na caracterização mineralógica e física de minérios de grafita. Neste contexto o minério rico em palhetas esfarrapadas mostra-se ao MEV como cristais de geometria externa do tipo semi-esférica com superfície botrioidal, quando 85 este é classificado macroscopicamente como farrapo, e com superfície lisa ou micro-porosa quando é observado macroscopicamente em seção basal hexagonal. O minério rico em palhetas tabulares exibe geometria externa predominantemente sob forma semi-esférica ou esférica. Além disso, a superfície desses minérios é muito variável, podendo apresentar-se micro-porosa, fibrosa, lisa ou em agregados botrioidais. Porém, as bordas são freqüentemente dobradas. Em relação ao aspecto textural das amostras estudadas, nota-se que as amostras livres de grupos aniônicos e/ou moléculas do tipo C-H e FeO apresentam-se maciças e bem cristalizadas. Sendo o caso da amostra J23, da região de Maiquinique e J13, da região de Almenara. Por outro lado, todas as amostras que apresentam maiores contribuições, principalmente de C-H, exibem habitus fibroso, ocorrem em agregados botrioidais ou apresentam superfícies porosas. Outro aspecto interessante é a relação entre o tamanho do monocristal (La), com o tamanho da palheta de grafita. O tamanho da palheta de grafita ou flake tende a refletir o tamanho do monocristal (La). Sendo assim o La dos minérios do tipo grafita xisto tende a ser menor que o La do tipo grafita gnaisse, que tende a ser maior. Isto influencia também quando pensamos na entrada de moléculas ou impurezas (FeO e C-H) nestes tipo de minérios. Em grafitas do tipo xisto (La menor) as moléculas tendem a ocupar o espaço entre as folhas de carbono, pois o parâmetro c é maior. Nos grafita gnaisse, o La é maior, portanto o parâmetro a é maior, estas moléculas tendem a ocupar este espaço. Existindo sempre uma compensação entre estes parâmetros. Quanto à presença destas impurezas e a banda D, nota-se que as grafitas desordenadas estruturalmente (banda D) são também as que apresentam moléculas de C-H e FeO. Por outro lado, as moléculas de C-H mostram apenas vibrações de estiramento, podendo ser específico de um tipo de grupo aniônico, molécula, ou configuração de CH específica. Quanto à temperatura, trabalhos anteriores demonstraram qualitativamente que a temperatura de metamorfismo é o principal fator controlador do tamanho dos cristais de grafita. Neste trabalho, pode-se observar que esta relação é incontestável. A grafita provavelmente experimentou temperaturas tão elevadas quanto às do metamorfismo regional, porem não registrou a temperatura do pico metamórfico e sim a temperatura pós-pico metamórfico. Mas, por outro lado, esta grande variação da temperatura facilitaria a expansão da estrutura cristalina deste mineral, facilitando a entrada de moléculas como o FeO, por exemplo, na estrutura da grafita, uma vez que o coeficiente termal de expansão aumenta proporcionalmente ao intervalo de temperatura (Tsang et al., 2005). Desta forma, quanto maiores forem às palhetas, mais desordenadas elas tendem a ser e com maior quantidade de impurezas. Um exemplo seria a amostra Gu 212, que por se tratar de um minério de tipo xisto, apresenta dimensões bastante elevadas, podendo alcançar até 0,80 mm de comprimento e 0,05 mm de largura. Dimensões compatíveis ao minério do tipo gnaisse. Mostrando-se desordenada quando analisada ao Raman, com impurezas de FeO e C-H. 86 VIII– REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Alkmim F.F & Martins-Neto M.A. 2001. A Bacia Intracratônica do São Francisco: Arcabouço Estrutural e Cenários Evolutivos. In: C.P. Pinto & M.A. Martins-Neto (eds.) 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Difratogramas............................................................................................................... 148 10.6. Análises de Micro-Raman........................................................................................... 152 96 Anexo IX.1.1- Análises de Granada Porcentagem em óxidos J4 bcd J4 bcd J4 bcd J4 bcd J4 c J4 c J4 c J4 bbt 1 2 3 4 5 6 7 8 SiO2 37.16 36.84 37.31 36.87 36.42 37.16 37.04 36.88 Al2O3 21.10 21.15 20.98 20.94 21.02 21.03 21.03 20.91 FeO 34.78 34.82 33.87 34.09 34.91 34.14 33.80 34.35 MnO 4.26 4.22 3.97 3.95 3.95 3.81 3.98 4.11 MgO 2.44 2.72 2.96 2.67 2.92 3.27 3.08 2.67 CaO 0.71 0.68 0.72 0.68 0.70 0.74 0.70 0.71 Total 100.45 100.44 99.82 99.20 99.91 100.14 99.63 99.63 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.62 0.61 0.62 0.61 0.61 0.62 0.62 0.61 Al2O3 0.41 0.42 0.41 0.41 0.41 0.41 0.41 0.41 FeO 0.48 0.49 0.47 0.47 0.49 0.48 0.47 0.48 MnO 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.05 0.06 0.06 MgO 0.06 0.07 0.07 0.07 0.07 0.08 0.08 0.07 CaO 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 3.00 2.98 3.01 3.00 2.96 2.99 3.00 3.00 AlIV 0.00 0.02 0.00 0.00 0.04 0.01 0.00 0.00 AlVI 2.01 1.99 2.00 2.01 1.97 1.99 2.00 2.00 Fe2+ 2.35 2.35 2.29 2.32 2.37 2.30 2.29 2.34 Mn 0.29 0.29 0.27 0.27 0.27 0.26 0.27 0.28 Mg 0.29 0.33 0.36 0.32 0.35 0.39 0.37 0.32 Ca 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 Soma íons 2.99 3.03 2.98 2.98 3.06 3.02 2.99 3.00 Total Si 3.00 2.98 3.01 3.00 2.96 2.99 3.00 3.00 Total Al 2.01 1.99 2.00 2.01 1.97 1.99 2.00 2.00 alm(Fe) 78.45 77.71 76.82 77.99 77.59 76.27 76.46 77.75 spe(Mn) 9.72 9.54 9.12 9.14 8.87 8.61 9.12 9.41 py(Mg) 9.78 10.80 11.97 10.88 11.54 13.01 12.40 10.78 gro(Ca) 2.05 1.95 2.09 1.98 2.00 2.11 2.02 2.06 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 97 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J4 bbt J4 bbt J4 bbt J10(1) bcd J10(1) bcd J10(1) bcd J10 (1) c J10 (1) c 9 10 11 12 13 14 15 16 SiO2 37.25 36.91 37.80 37.26 37.97 37.50 37.02 37.98 Al2O3 20.86 21.10 20.88 21.18 21.39 21.41 21.49 21.28 FeO 33.98 34.44 34.30 34.11 34.30 34.61 34.05 33.46 MnO 4.17 4.32 4.30 1.42 1.36 1.42 1.37 1.32 MgO 2.53 2.61 2.43 4.53 4.68 4.32 5.44 5.33 CaO 0.71 0.73 0.66 0.72 0.75 0.74 0.76 0.73 Total 99.50 100.10 100.36 99.23 100.44 99.99 100.12 100.10 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.62 0.61 0.63 0.62 0.63 0.62 0.62 0.63 Al2O3 0.41 0.41 0.41 0.42 0.42 0.42 0.42 0.42 FeO 0.47 0.48 0.48 0.48 0.48 0.48 0.47 0.47 MnO 0.06 0.06 0.06 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 MgO 0.06 0.06 0.06 0.11 0.12 0.11 0.13 0.13 CaO 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 3.02 2.99 3.04 3.00 3.01 3.00 2.95 3.01 AlIV 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 0.05 0.00 AlVI 1.99 2.00 1.98 2.00 2.00 2.01 1.97 1.99 Fe2+ 2.31 2.33 2.31 2.30 2.28 2.31 2.27 2.22 Mn 0.29 0.30 0.29 0.10 0.09 0.10 0.09 0.09 Mg 0.31 0.31 0.29 0.54 0.55 0.51 0.65 0.63 Ca 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 Soma íons 2.96 3.01 2.95 3.00 2.98 2.99 3.07 3.00 Total Si 3.02 2.99 3.04 3.00 3.01 3.00 2.95 3.01 Total Al 1.99 2.00 1.98 2.00 2.00 2.01 1.97 1.99 alm(Fe) 77.93 77.58 78.28 76.58 76.27 77.47 73.89 73.98 spe(Mn) 9.67 9.84 9.92 3.22 3.06 3.21 3.00 2.95 py(Mg) 10.31 10.47 9.88 18.13 18.53 17.21 21.01 21.00 gro(Ca) 2.08 2.10 1.92 2.07 2.14 2.11 2.10 2.06 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 98 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J10 (1) c J10(1) bpl J10(1) bpl J10(1) bcd J10(2) bpl J10(2) bcd J10(2) bcd J10(2) c 17 18 19 20 21 22 23 24 SiO2 38.52 38.25 37.08 36.56 37.63 38.34 38.29 38.86 Al2O3 21.22 21.43 21.53 21.44 21.34 21.35 21.39 21.09 FeO 34.17 33.24 33.87 33.88 33.99 33.43 34.78 33.87 MnO 1.39 1.31 1.32 1.30 1.31 1.10 1.43 1.10 MgO 5.16 5.45 5.36 5.32 5.21 5.61 4.21 5.51 CaO 0.74 0.75 0.74 0.77 0.78 0.80 0.76 0.77 Total 101.19 100.43 99.89 99.27 100.26 100.63 100.85 101.20 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.64 0.64 0.62 0.61 0.63 0.64 0.64 0.65 Al2O3 0.42 0.42 0.42 0.42 0.42 0.42 0.42 0.41 FeO 0.48 0.46 0.47 0.47 0.47 0.47 0.48 0.47 MnO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 MgO 0.13 0.14 0.13 0.13 0.13 0.14 0.10 0.14 CaO 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 3.02 3.01 2.96 2.94 2.99 3.02 3.03 3.04 AlIV 0.00 0.00 0.04 0.06 0.01 0.00 0.00 0.00 AlVI 1.96 1.99 1.98 1.97 1.98 1.98 1.99 1.95 Fe2+ 2.25 2.19 2.26 2.28 2.26 2.20 2.30 2.22 Mn 0.09 0.09 0.09 0.09 0.09 0.07 0.10 0.07 Mg 0.60 0.64 0.64 0.64 0.62 0.66 0.50 0.64 Ca 0.06 0.06 0.06 0.07 0.07 0.07 0.06 0.06 Soma íons 3.00 2.98 3.05 3.07 3.03 3.00 2.96 3.00 Total Si 3.02 3.01 2.96 2.94 2.99 3.02 3.03 3.04 Total Al 1.96 1.99 1.98 1.97 1.98 1.98 1.99 1.95 alm(Fe) 74.76 73.48 74.13 74.22 74.54 73.37 77.83 73.98 spe(Mn) 3.09 2.92 2.92 2.87 2.91 2.45 3.23 2.43 py(Mg) 20.09 21.47 20.88 20.76 20.36 21.92 16.76 21.44 gro(Ca) 2.06 2.13 2.07 2.15 2.19 2.26 2.18 2.14 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 99 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J10(2) c J10 (2) c J10(2) bcd J10(2) bcd J10(2) bcd J13b (1) bcd J13b (1) bcd J13b (1) bcd 25 26 27 28 29 30 31 32 SiO2 37.87 38.22 37.33 36.64 36.74 36.74 37.46 37.07 Al2O3 21.36 21.46 21.26 21.17 21.20 21.00 20.99 21.09 FeO 33.31 33.25 34.69 34.18 34.55 29.68 29.85 29.83 MnO 1.31 1.28 1.50 1.28 1.50 7.01 6.90 7.25 MgO 5.80 5.50 4.41 4.87 4.46 2.94 3.16 2.96 CaO 0.74 0.74 0.75 0.74 0.76 1.31 1.34 1.28 Total 100.38 100.45 99.94 98.87 99.21 98.68 99.69 99.50 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.63 0.64 0.62 0.61 0.61 0.61 0.62 0.62 Al2O3 0.42 0.42 0.42 0.42 0.42 0.41 0.41 0.41 FeO 0.46 0.46 0.48 0.48 0.48 0.41 0.42 0.42 MnO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.10 0.10 0.10 MgO 0.14 0.14 0.11 0.12 0.11 0.07 0.08 0.07 CaO 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.02 0.02 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.99 3.01 2.99 2.96 2.97 3.00 3.02 3.00 AlIV 0.01 0.00 0.01 0.04 0.03 0.00 0.00 0.00 AlVI 1.98 1.99 1.99 1.98 1.98 2.01 1.99 2.01 Fe2+ 2.20 2.19 2.32 2.31 2.33 2.03 2.01 2.02 Mn 0.09 0.09 0.10 0.09 0.10 0.48 0.47 0.50 Mg 0.68 0.65 0.53 0.59 0.54 0.36 0.38 0.36 Ca 0.06 0.06 0.06 0.06 0.07 0.11 0.12 0.11 Soma íons 3.03 2.99 3.02 3.05 3.04 2.98 2.98 2.98 Total Si 2.99 3.01 2.99 2.96 2.97 3.00 3.02 3.00 Total Al 1.98 1.99 1.99 1.98 1.98 2.01 1.99 2.01 alm(Fe) 72.56 73.41 77.05 75.81 76.81 67.93 67.59 67.66 spe(Mn) 2.89 2.86 3.36 2.88 3.38 16.24 15.81 16.65 py(Mg) 22.48 21.63 17.45 19.22 17.64 11.98 12.73 11.97 gro(Ca) 2.07 2.10 2.14 2.09 2.17 3.85 3.87 3.72 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J13b (1) bcd J13b (1) c J13b (1) c J13b (1) bcd J13b (1) bcd J13b (2) bcd J13b (2) bcd J13b (2) bpl 33 34 35 36 37 38 39 40 SiO2 36.59 36.12 37.84 36.90 37.52 38.23 36.41 36.65 Al2O3 20.79 21.06 20.94 20.92 20.74 20.94 21.09 21.13 FeO 29.92 29.85 29.59 29.40 29.86 29.86 29.66 29.86 MnO 7.16 6.55 6.62 6.57 6.82 7.24 7.31 7.14 MgO 2.79 3.75 3.65 3.40 3.17 3.20 2.85 3.21 CaO 1.27 1.29 1.43 1.30 1.27 1.62 1.26 1.34 Total 98.51 98.62 100.06 98.49 99.38 101.09 98.58 99.33 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.61 0.60 0.63 0.61 0.62 0.64 0.61 0.61 Al2O3 0.41 0.41 0.41 0.41 0.41 0.41 0.41 0.41 FeO 0.42 0.42 0.41 0.41 0.42 0.42 0.41 0.42 MnO 0.10 0.09 0.09 0.09 0.10 0.10 0.10 0.10 MgO 0.07 0.09 0.09 0.08 0.08 0.08 0.07 0.08 CaO 0.02 0.02 0.03 0.02 0.02 0.03 0.02 0.02 Si 3.00 2.95 3.03 3.00 3.03 3.04 2.98 2.97 AlIV 0.00 0.05 0.00 0.00 0.00 0.00 0.02 0.03 AlVI 2.00 1.98 1.97 2.01 1.97 1.96 2.01 1.99 Fe2+ 2.05 2.04 1.98 2.00 2.02 1.98 2.03 2.03 Mn 0.50 0.45 0.45 0.45 0.47 0.49 0.51 0.49 Mg 0.34 0.46 0.43 0.41 0.38 0.38 0.35 0.39 Ca 0.11 0.11 0.12 0.11 0.11 0.14 0.11 0.12 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Soma íons 3.00 3.06 2.99 2.98 2.98 2.99 3.00 3.02 Total Si 3.00 2.95 3.03 3.00 3.03 3.04 2.98 2.97 Total Al 2.00 1.98 1.97 2.01 1.97 1.96 2.01 1.99 alm(Fe) 68.40 66.61 66.33 67.18 67.81 66.44 67.78 67.08 spe(Mn) 16.56 14.80 15.02 15.19 15.68 16.30 16.91 16.23 py(Mg) 11.34 14.90 14.56 13.83 12.82 12.66 11.61 12.83 gro(Ca) 3.70 3.69 4.10 3.80 3.69 4.60 3.69 3.87 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 101 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J13b (2) c J13b (2) c J13b (2) bcd J13b (2) bcd J13b (2) bcd J16 bbt J16 bbt J16 bbt 41 42 43 44 45 46 47 48 SiO2 39.01 38.78 37.80 36.79 36.91 37.13 38.44 38.26 Al2O3 21.18 21.13 21.26 21.11 21.08 21.15 21.04 21.24 FeO 28.96 28.58 29.36 29.87 30.21 33.75 33.68 34.19 MnO 6.46 6.34 7.19 7.50 7.52 2.55 2.45 2.68 MgO 4.54 4.09 3.10 2.81 2.85 4.19 4.19 3.76 CaO 1.61 2.56 1.32 1.64 1.52 0.82 1.01 1.12 Total 101.75 101.47 100.03 99.71 100.08 99.59 100.81 101.25 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.65 0.65 0.63 0.61 0.61 0.62 0.64 0.64 Al2O3 0.42 0.41 0.42 0.41 0.41 0.42 0.41 0.42 FeO 0.40 0.40 0.41 0.42 0.42 0.47 0.47 0.48 MnO 0.09 0.09 0.10 0.11 0.11 0.04 0.03 0.04 MgO 0.11 0.10 0.08 0.07 0.07 0.10 0.10 0.09 CaO 0.03 0.05 0.02 0.03 0.03 0.01 0.02 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 3.05 3.04 3.03 2.98 2.98 2.99 3.04 3.02 AlIV 0.00 0.00 0.00 0.02 0.02 0.01 0.00 0.00 AlVI 1.95 1.95 2.01 1.99 1.99 1.99 1.96 1.98 Fe2+ 1.89 1.88 1.97 2.02 2.04 2.27 2.23 2.26 Mn 0.43 0.42 0.49 0.51 0.51 0.17 0.16 0.18 Mg 0.53 0.48 0.37 0.34 0.34 0.50 0.49 0.44 Ca 0.13 0.22 0.11 0.14 0.13 0.07 0.09 0.09 Soma íons 2.98 2.99 2.94 3.02 3.03 3.02 2.97 2.98 Total Si 3.05 3.04 3.03 2.98 2.98 2.99 3.04 3.02 Total Al 1.95 1.95 2.01 1.99 1.99 1.99 1.96 1.98 alm(Fe) 63.46 62.74 66.98 67.04 67.38 75.26 74.99 75.91 spe(Mn) 14.32 14.09 16.59 17.03 16.97 5.76 5.53 6.03 py(Mg) 17.70 15.98 12.57 11.22 11.31 16.63 16.60 14.87 gro(Ca) 4.52 7.20 3.86 4.70 4.34 2.35 2.89 3.19 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 102 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J16 c J16 c J16 c J18 bbt J18 bbt J18 bbt J18 bbt J18 bbt 49 50 51 52 53 54 55 56 SiO2 38.19 37.73 37.69 37.79 38.20 37.92 38.00 38.08 Al2O3 21.47 21.40 21.41 20.85 21.02 20.48 20.47 21.15 FeO 32.01 31.66 31.84 26.58 27.07 26.57 26.60 27.97 MnO 1.62 1.59 1.67 9.86 10.17 9.95 10.25 9.53 MgO 6.12 6.26 6.14 2.78 2.27 2.50 2.42 2.48 CaO 1.30 1.29 0.96 1.55 1.26 1.53 1.42 0.96 Total 100.71 99.93 99.71 99.40 99.99 98.95 99.16 100.17 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.64 0.63 0.63 0.63 0.64 0.63 0.63 0.63 Al2O3 0.42 0.42 0.42 0.41 0.41 0.40 0.40 0.41 FeO 0.45 0.44 0.44 0.37 0.38 0.37 0.37 0.39 MnO 0.02 0.02 0.02 0.14 0.14 0.14 0.14 0.13 MgO 0.15 0.16 0.15 0.07 0.06 0.06 0.06 0.06 CaO 0.02 0.02 0.02 0.03 0.02 0.03 0.03 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.99 2.98 2.99 3.05 3.06 3.07 3.08 3.05 AlIV 0.01 0.02 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 AlVI 1.98 1.98 2.00 1.98 1.99 1.96 1.95 2.00 Fe2+ 2.10 2.09 2.11 1.79 1.82 1.80 1.80 1.88 Mn 0.11 0.11 0.11 0.67 0.69 0.68 0.70 0.65 Mg 0.71 0.74 0.72 0.33 0.27 0.30 0.29 0.30 Ca 0.11 0.11 0.08 0.13 0.11 0.13 0.12 0.08 Soma íons 3.03 3.05 3.03 2.93 2.89 2.92 2.92 2.90 Total Si 2.99 2.98 2.99 3.05 3.06 3.07 3.08 3.05 Total Al 1.98 1.98 2.00 1.98 1.99 1.96 1.95 2.00 alm(Fe) 69.28 68.73 69.70 61.13 62.94 61.72 61.72 64.66 spe(Mn) 3.55 3.50 3.71 22.94 23.93 23.41 24.07 22.30 py(Mg) 23.57 24.19 23.92 11.37 9.38 10.32 9.99 10.21 gro(Ca) 3.60 3.58 2.68 4.56 3.75 4.55 4.22 2.84 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 103 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J18 c J18 c J19 (1) bbt J19 (1) bbt J19 (1) bbt J19 (1) bbt J19 (1) c J19 (1) bbt 57 58 59 60 61 62 63 64 SiO2 37.26 37.32 38.64 37.90 38.91 38.57 38.63 38.60 Al2O3 21.08 21.10 20.09 20.29 20.59 20.01 20.19 20.53 FeO 27.32 27.59 23.11 23.75 24.37 25.35 28.92 29.15 MnO 8.15 7.86 10.11 9.68 9.74 8.22 6.67 6.82 MgO 3.98 3.98 0.38 0.42 0.48 0.55 0.83 0.91 CaO 1.37 1.66 8.17 7.80 6.49 7.16 4.92 4.89 Total 99.16 99.50 100.50 99.84 100.57 99.87 100.16 100.90 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.62 0.62 0.64 0.63 0.65 0.64 0.64 0.64 Al2O3 0.41 0.41 0.39 0.40 0.40 0.39 0.40 0.40 FeO 0.38 0.38 0.32 0.33 0.34 0.35 0.40 0.41 MnO 0.11 0.11 0.14 0.14 0.14 0.12 0.09 0.10 MgO 0.10 0.10 0.01 0.01 0.01 0.01 0.02 0.02 CaO 0.02 0.03 0.15 0.14 0.12 0.13 0.09 0.09 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 3.00 3.00 3.09 3.06 3.10 3.10 3.10 3.08 AlIV 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 AlVI 2.00 1.99 1.89 1.93 1.94 1.90 1.91 1.93 Fe2+ 1.84 1.85 1.55 1.60 1.63 1.71 1.95 1.95 Mn 0.56 0.53 0.68 0.66 0.66 0.56 0.45 0.46 Mg 0.48 0.48 0.05 0.05 0.06 0.07 0.10 0.11 Ca 0.12 0.14 0.70 0.67 0.55 0.62 0.42 0.42 Soma íons 2.99 3.01 2.98 2.99 2.89 2.95 2.92 2.94 Total Si 3.00 3.00 3.09 3.06 3.10 3.10 3.10 3.08 Total Al 2.00 1.99 1.89 1.93 1.94 1.90 1.91 1.93 alm(Fe) 61.53 61.63 51.95 53.63 56.18 57.85 66.57 66.34 spe(Mn) 18.57 17.78 23.01 22.13 22.72 18.98 15.53 15.71 py(Mg) 15.96 15.85 1.52 1.69 1.96 2.23 3.41 3.69 gro(Ca) 3.94 4.74 23.52 22.55 19.15 20.93 14.50 14.26 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 104 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J19 (1) bbt J19 (1) bbt J19 (1) bbt J19 (1) bbt J19 (1) bbt J19 (1) bbt J19 (1) bbt J21 (1) c 65 66 67 68 69 70 71 72 SiO2 37.44 36.89 37.64 37.78 36.91 37.58 37.34 37.16 Al2O3 20.06 20.03 20.11 20.88 21.21 21.21 21.17 21.02 FeO 22.19 22.17 22.20 28.68 28.71 28.75 28.43 28.71 MnO 10.19 10.50 10.16 7.29 7.66 7.26 7.42 6.68 MgO 0.37 0.36 0.37 3.34 3.36 3.44 3.50 3.93 CaO 8.97 8.97 8.89 1.68 1.73 1.64 1.61 1.73 Total 99.22 98.92 99.37 99.64 99.58 99.89 99.48 99.22 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.62 0.61 0.63 0.63 0.61 0.63 0.62 0.62 Al2O3 0.39 0.39 0.39 0.41 0.42 0.42 0.42 0.41 FeO 0.31 0.31 0.31 0.40 0.40 0.40 0.40 0.40 MnO 0.14 0.15 0.14 0.10 0.11 0.10 0.10 0.09 MgO 0.01 0.01 0.01 0.08 0.08 0.09 0.09 0.10 CaO 0.16 0.16 0.16 0.03 0.03 0.03 0.03 0.03 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 3.04 3.02 3.05 3.03 2.98 3.01 3.00 2.99 AlIV 0.00 0.00 0.00 0.00 0.02 0.00 0.00 0.01 AlVI 1.92 1.93 1.92 1.98 2.00 2.00 2.01 1.99 Fe2+ 1.51 1.52 1.51 1.93 1.94 1.93 1.91 1.94 Mn 0.70 0.73 0.70 0.50 0.52 0.49 0.51 0.46 Mg 0.04 0.04 0.04 0.40 0.40 0.41 0.42 0.47 Ca 0.78 0.79 0.77 0.14 0.15 0.14 0.14 0.15 Soma íons 3.03 3.07 3.02 2.97 3.02 2.97 2.98 3.01 Total Si 3.04 3.02 3.05 3.03 2.98 3.01 3.00 2.99 Total Al 1.92 1.93 1.92 1.98 2.00 2.00 2.01 1.99 alm(Fe) 49.70 49.35 49.88 64.96 64.28 64.86 64.26 64.25 spe(Mn) 23.11 23.66 23.11 16.70 17.35 16.57 16.98 15.13 py(Mg) 1.46 1.43 1.46 13.48 13.41 13.82 14.10 15.66 gro(Ca) 25.73 25.56 25.55 4.86 4.96 4.75 4.66 4.95 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 105 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J21 (1) c J21 (1) bpl J21 (1) bpl J21 (2) bbt J21 (2) bbt J21 (2) bbt J21 (2) bbt J21 (2) bbt 73 74 75 76 77 78 79 80 SiO2 37.96 37.78 37.71 37.62 38.37 35.97 36.99 37.29 Al2O3 21.08 21.09 20.98 21.00 21.13 21.41 21.02 21.15 FeO 28.54 28.53 28.33 29.18 27.85 28.91 28.86 28.61 MnO 6.86 6.86 7.09 7.51 7.36 7.49 7.48 7.56 MgO 4.11 3.91 3.81 3.41 3.39 3.33 3.28 3.29 CaO 1.69 1.69 1.76 1.78 1.66 1.71 1.71 1.67 Total 100.24 99.86 99.67 100.50 99.76 98.82 99.33 99.57 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.63 0.63 0.63 0.63 0.64 0.60 0.62 0.62 Al2O3 0.41 0.41 0.41 0.41 0.41 0.42 0.41 0.41 FeO 0.40 0.40 0.39 0.41 0.39 0.40 0.40 0.40 MnO 0.10 0.10 0.10 0.11 0.10 0.11 0.11 0.11 MgO 0.10 0.10 0.09 0.08 0.08 0.08 0.08 0.08 CaO 0.03 0.03 0.03 0.03 0.03 0.03 0.03 0.03 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 3.02 3.02 3.02 3.01 3.06 2.93 2.99 3.00 AlIV 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.07 0.01 0.00 AlVI 1.98 1.99 1.98 1.98 1.99 1.99 2.00 2.01 Fe2+ 1.90 1.91 1.90 1.95 1.86 1.97 1.95 1.93 Mn 0.46 0.46 0.48 0.51 0.50 0.52 0.51 0.52 Mg 0.49 0.47 0.45 0.41 0.40 0.40 0.40 0.40 Ca 0.14 0.14 0.15 0.15 0.14 0.15 0.15 0.14 Soma íons 2.99 2.98 2.99 3.02 2.90 3.04 3.01 2.98 Total Si 3.02 3.02 3.02 3.01 3.06 2.93 2.99 3.00 Total Al 1.98 1.99 1.98 1.98 1.99 1.99 2.00 2.01 alm(Fe) 63.47 63.97 63.61 64.66 64.07 64.81 64.92 64.64 spe(Mn) 15.44 15.57 16.11 16.83 17.14 17.00 17.04 17.29 py(Mg) 16.27 15.61 15.23 13.46 13.90 13.29 13.13 13.25 gro(Ca) 4.81 4.85 5.05 5.05 4.90 4.90 4.91 4.83 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 106 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J21 (2) c J21 (2) c J21 (2) c J21 (2) bpl J21 (2) bpl J25(1)bbt J25(1)bbt J25(1)bbt 81 82 83 84 85 86 87 88 SiO2 37.27 37.48 37.46 38.25 37.29 37.62 37.35 37.20 Al2O3 21.09 21.22 21.21 21.30 21.12 21.12 21.12 20.95 FeO 28.21 28.52 28.45 28.08 28.47 34.80 36.13 35.69 MnO 7.19 7.26 6.82 6.90 6.89 1.24 1.38 1.29 MgO 3.64 3.71 4.00 4.04 3.95 3.86 3.62 3.81 CaO 1.70 1.73 1.69 1.71 1.72 0.80 0.80 0.82 Total 99.10 99.91 99.63 100.27 99.42 99.44 100.39 99.76 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.62 0.62 0.62 0.64 0.62 0.63 0.62 0.62 Al2O3 0.41 0.42 0.42 0.42 0.41 0.70 0.70 0.70 FeO 0.39 0.40 0.40 0.39 0.40 0.58 0.60 0.59 MnO 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.02 0.02 0.02 MgO 0.09 0.09 0.10 0.10 0.10 0.06 0.06 0.06 CaO 0.03 0.03 0.03 0.03 0.03 0.01 0.01 0.01 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 3.01 3.00 3.00 3.03 3.00 2.52 2.49 2.50 AlIV 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.48 0.51 0.50 AlVI 2.01 2.00 2.00 1.99 2.00 2.35 2.31 2.31 Fe2+ 1.90 1.91 1.91 1.86 1.91 2.33 2.41 2.39 Mn 0.49 0.49 0.46 0.46 0.47 0.08 0.09 0.09 Mg 0.44 0.44 0.48 0.48 0.47 0.26 0.24 0.26 Ca 0.15 0.15 0.15 0.14 0.15 0.05 0.05 0.06 Soma íons 2.98 2.99 2.99 2.95 3.01 2.72 2.79 2.79 Total Si 3.01 3.00 3.00 3.03 3.00 2.52 2.49 2.50 Total Al 2.01 2.00 2.00 1.99 2.00 2.35 2.31 2.31 alm(Fe) 63.92 63.82 63.73 63.20 63.72 85.50 86.19 85.76 spe(Mn) 16.49 16.45 15.46 15.71 15.60 3.04 3.28 3.11 py(Mg) 14.67 14.78 15.96 16.17 15.75 9.49 8.63 9.16 gro(Ca) 4.93 4.95 4.85 4.91 4.93 1.96 1.90 1.97 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 107 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J25(1) bbt J25(1) bbt J25(1) bbt J25(1) pbbt J25(1) pbbt J25(1) pbbt J25(1) bbt J25(1) pc 89 90 91 92 93 94 95 96 SiO2 37.74 37.80 37.45 37.50 37.57 37.78 37.09 37.70 Al2O3 21.14 21.18 21.32 21.13 21.02 21.34 21.02 21.23 FeO 35.47 36.07 35.74 35.99 35.16 35.16 35.35 34.41 MnO 1.34 1.27 1.24 1.28 1.17 1.22 1.17 1.11 MgO 3.86 4.26 3.71 3.62 4.56 4.97 3.91 4.70 CaO 0.85 0.86 0.85 0.85 0.84 0.84 0.84 0.84 Total 100.41 101.44 100.30 100.38 100.33 101.30 99.38 99.99 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.63 0.63 0.62 0.62 0.63 0.63 0.62 0.63 Al2O3 0.70 0.71 0.71 0.70 0.70 0.71 0.70 0.71 FeO 0.59 0.60 0.59 0.60 0.59 0.59 0.59 0.57 MnO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 MgO 0.06 0.07 0.06 0.06 0.08 0.08 0.07 0.08 CaO 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.51 2.50 2.49 2.50 2.51 2.49 2.49 2.51 AlIV 0.49 0.50 0.51 0.50 0.49 0.51 0.51 0.49 AlVI 2.32 2.30 2.33 2.31 2.31 2.31 2.32 2.34 Fe2+ 2.36 2.38 2.38 2.40 2.34 2.32 2.38 2.29 Mn 0.09 0.08 0.08 0.09 0.08 0.08 0.08 0.07 Mg 0.26 0.28 0.25 0.24 0.30 0.33 0.26 0.31 Ca 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 Soma íons 2.76 2.81 2.76 2.78 2.78 2.79 2.77 2.73 Total Si 2.51 2.50 2.49 2.50 2.51 2.49 2.49 2.51 Total Al 2.32 2.30 2.33 2.31 2.31 2.31 2.32 2.34 alm(Fe) 85.43 84.96 86.05 86.22 84.24 83.34 85.64 83.81 spe(Mn) 3.23 2.98 2.99 3.07 2.81 2.89 2.84 2.70 py(Mg) 9.30 10.04 8.92 8.68 10.93 11.77 9.48 11.45 gro(Ca) 2.04 2.02 2.04 2.02 2.01 1.99 2.03 2.04 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 108 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J25(1)c J25(1)c J25(1)pc J25(1)pc J25(1)pcd J25(1)bcd J26(1)bbt J26(1)bbt 97 98 99 100 101 102 103 104 SiO2 37.72 37.69 37.74 37.89 37.77 37.69 37.90 37.83 Al2O3 21.23 21.36 21.36 21.42 21.34 21.10 21.61 21.57 FeO 34.01 34.54 35.19 34.43 35.22 34.32 34.78 35.10 MnO 1.17 0.97 1.08 1.13 1.14 1.07 1.30 1.29 MgO 5.04 4.93 4.91 4.77 4.35 4.83 4.38 4.67 CaO 0.81 0.84 0.82 0.77 0.82 0.84 0.83 0.92 Total 99.99 100.31 101.10 100.40 100.66 99.85 100.81 101.37 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.63 0.63 0.63 0.63 0.63 0.63 0.63 0.63 Al2O3 0.71 0.71 0.71 0.71 0.71 0.70 0.72 0.72 FeO 0.57 0.57 0.59 0.57 0.59 0.57 0.58 0.58 MnO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 MgO 0.08 0.08 0.08 0.08 0.07 0.08 0.07 0.08 CaO 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.51 2.50 2.49 2.51 2.50 2.52 2.50 2.49 AlIV 0.49 0.50 0.51 0.49 0.50 0.48 0.50 0.51 AlVI 2.34 2.34 2.32 2.35 2.33 2.33 2.35 2.33 Fe2+ 2.27 2.29 2.33 2.28 2.33 2.29 2.29 2.31 Mn 0.08 0.06 0.07 0.08 0.08 0.07 0.09 0.08 Mg 0.34 0.33 0.32 0.32 0.29 0.32 0.29 0.31 Ca 0.05 0.06 0.05 0.05 0.05 0.06 0.06 0.06 Soma íons 2.73 2.74 2.78 2.72 2.75 2.74 2.72 2.76 Total Si 2.51 2.50 2.49 2.51 2.50 2.52 2.50 2.49 Total Al 2.34 2.34 2.32 2.35 2.33 2.33 2.35 2.33 alm(Fe) 82.88 83.69 83.78 83.77 84.79 83.58 84.22 83.63 spe(Mn) 2.85 2.35 2.57 2.76 2.75 2.61 3.15 3.07 py(Mg) 12.29 11.94 11.70 11.60 10.48 11.77 10.62 11.13 gro(Ca) 1.97 2.02 1.95 1.87 1.98 2.03 2.02 2.18 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 109 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J26(1)bcd J26(1)bcd J26(1)bcd J26(1)bcd J26(1) bcd J26(1)bcd J26(1)bbt J26(1)c 105 106 107 108 109 110 111 112 SiO2 37.55 37.70 37.52 37.35 38.20 38.02 37.63 37.84 Al2O3 21.37 21.38 21.45 21.01 21.64 21.47 21.35 21.48 FeO 34.67 35.11 34.57 35.54 34.19 33.72 34.46 34.21 MnO 1.28 1.29 1.14 1.34 1.11 1.04 1.16 1.03 MgO 4.53 4.67 4.89 3.57 5.28 5.43 4.59 5.29 CaO 0.94 0.89 0.91 0.89 0.86 0.97 0.99 1.00 Total 100.34 101.03 100.48 99.70 101.28 100.65 100.18 100.85 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.62 0.63 0.62 0.62 0.64 0.63 0.63 0.63 Al2O3 0.71 0.71 0.71 0.70 0.72 0.71 0.71 0.71 FeO 0.58 0.58 0.58 0.59 0.57 0.56 0.57 0.57 MnO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 MgO 0.08 0.08 0.08 0.06 0.09 0.09 0.08 0.09 CaO 0.02 0.01 0.02 0.01 0.01 0.02 0.02 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.49 2.49 2.49 2.50 2.51 2.51 2.50 2.50 AlIV 0.51 0.51 0.51 0.50 0.49 0.49 0.50 0.50 AlVI 2.33 2.32 2.34 2.32 2.35 2.35 2.34 2.34 Fe2+ 2.30 2.32 2.29 2.38 2.24 2.23 2.29 2.26 Mn 0.09 0.09 0.08 0.09 0.07 0.07 0.08 0.07 Mg 0.30 0.31 0.32 0.24 0.35 0.36 0.31 0.35 Ca 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.07 0.07 Soma íons 2.75 2.77 2.75 2.77 2.72 2.72 2.74 2.74 Total Si 2.49 2.49 2.49 2.50 2.51 2.51 2.50 2.50 Total Al 2.33 2.32 2.34 2.32 2.35 2.35 2.34 2.34 alm(Fe) 83.70 83.69 83.30 85.96 82.50 81.92 83.64 82.36 spe(Mn) 3.10 3.07 2.74 3.25 2.68 2.53 2.81 2.48 py(Mg) 10.95 11.13 11.77 8.63 12.75 13.19 11.15 12.74 gro(Ca) 2.26 2.12 2.19 2.16 2.08 2.36 2.41 2.42 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 110 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J26(1)c JJ26(1)c J26(1)pc J26(1)pc J26(1)pc J26(1)bcd J26(1)bbt J26(1)bbt 113 114 115 116 117 118 119 120 SiO2 37.82 37.59 37.30 37.67 37.70 37.73 37.64 36.92 Al2O3 21.67 21.29 21.14 21.59 21.53 21.47 21.48 21.18 FeO 33.62 34.98 35.66 34.08 34.27 35.14 35.42 35.29 MnO 1.11 1.29 1.55 1.01 1.27 1.34 1.47 1.19 MgO 5.45 4.43 3.84 5.27 4.72 4.05 4.45 4.11 CaO 0.93 0.97 0.94 0.97 0.88 0.84 0.86 0.81 Total 100.59 100.55 100.43 100.59 100.37 100.56 101.32 99.49 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.63 0.63 0.62 0.63 0.63 0.63 0.63 0.61 Al2O3 0.72 0.71 0.70 0.72 0.72 0.71 0.71 0.70 FeO 0.56 0.58 0.59 0.57 0.57 0.58 0.59 0.59 MnO 0.02 0.02 0.03 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 MgO 0.09 0.07 0.06 0.09 0.08 0.07 0.07 0.07 CaO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.01 0.01 0.01 0.01 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.50 2.50 2.49 2.49 2.50 2.50 2.48 2.48 AlIV 0.50 0.50 0.51 0.51 0.50 0.50 0.52 0.52 AlVI 2.36 2.32 2.30 2.35 2.35 2.34 2.32 2.32 Fe2+ 2.22 2.32 2.38 2.25 2.27 2.33 2.34 2.37 Mn 0.07 0.09 0.10 0.07 0.08 0.09 0.10 0.08 Mg 0.36 0.29 0.26 0.35 0.31 0.27 0.29 0.28 Ca 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.05 Soma íons 2.71 2.77 2.80 2.73 2.73 2.74 2.78 2.78 Total Si 2.50 2.50 2.49 2.49 2.50 2.50 2.48 2.48 Total Al 2.36 2.32 2.30 2.35 2.35 2.34 2.32 2.32 alm(Fe) 81.80 83.95 84.91 82.43 83.32 84.95 83.93 85.25 spe(Mn) 2.69 3.09 3.69 2.45 3.08 3.23 3.49 2.87 py(Mg) 13.25 10.64 9.15 12.76 11.48 9.78 10.55 9.93 gro(Ca) 2.26 2.32 2.24 2.35 2.13 2.04 2.03 1.95 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 111 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J26(1)bbt J27(1)bcd J27(1)bcd J27(1)bcd J27(1)bcd J27(1)bcd J27(1)bcd J27(1)pc 121 122 123 124 125 126 127 128 SiO2 37.39 38.26 38.22 38.31 38.69 38.44 38.65 38.72 Al2O3 21.49 21.64 21.81 21.85 21.88 21.82 21.87 21.92 FeO 35.70 32.27 31.78 30.84 31.06 30.27 29.33 29.62 MnO 1.31 1.07 0.91 1.01 0.82 0.96 0.73 0.88 MgO 4.62 6.42 6.75 7.23 7.90 7.69 8.66 8.79 CaO 0.79 0.98 0.92 0.91 0.91 0.92 0.90 0.93 Total 101.30 100.64 100.38 100.16 101.27 100.10 100.15 100.87 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.62 0.64 0.64 0.64 0.64 0.64 0.64 0.64 Al2O3 0.72 0.72 0.73 0.73 0.73 0.73 0.73 0.73 FeO 0.59 0.54 0.53 0.51 0.52 0.50 0.49 0.49 MnO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.01 0.02 0.01 0.01 MgO 0.08 0.11 0.11 0.12 0.13 0.13 0.14 0.15 CaO 0.01 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.47 2.52 2.52 2.52 2.53 2.53 2.54 2.53 AlIV 0.53 0.48 0.48 0.48 0.47 0.47 0.46 0.47 AlVI 2.31 2.37 2.39 2.40 2.39 2.41 2.42 2.40 Fe2+ 2.36 2.13 2.09 2.03 2.03 1.99 1.93 1.94 Mn 0.09 0.07 0.06 0.07 0.05 0.06 0.05 0.06 Mg 0.31 0.42 0.44 0.48 0.52 0.51 0.57 0.58 Ca 0.05 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 Soma íons 2.80 2.68 2.66 2.63 2.66 2.62 2.60 2.63 Total Si 2.47 2.52 2.52 2.52 2.53 2.53 2.54 2.53 Total Al 2.31 2.37 2.39 2.40 2.39 2.41 2.42 2.40 alm(Fe) 84.17 79.22 78.75 77.11 76.33 75.99 74.03 73.65 spe(Mn) 3.08 2.62 2.26 2.52 2.02 2.41 1.83 2.20 py(Mg) 10.89 15.75 16.72 18.09 19.41 19.30 21.86 21.85 gro(Ca) 1.86 2.41 2.27 2.28 2.24 2.30 2.28 2.30 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 112 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J27(1)bcd J27(1)bcd J27(1)c J27(1)bcd J27(1)bcd J27(1)pc J27(1)bcd J27(1)bcd 129 130 131 132 133 134 135 136 SiO2 38.40 38.95 38.86 38.69 39.03 38.77 37.97 38.08 Al2O3 21.64 21.85 21.95 21.82 21.87 21.95 21.66 21.72 FeO 31.76 28.85 29.03 28.73 29.58 28.97 30.72 30.63 MnO 0.89 0.83 0.78 0.81 0.77 0.79 0.94 0.83 MgO 6.86 8.66 8.96 8.88 8.75 9.10 7.09 7.59 CaO 0.95 0.95 0.93 0.89 0.98 0.89 0.96 0.91 Total 100.49 100.07 100.51 99.81 100.97 100.47 99.34 99.76 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.64 0.65 0.65 0.64 0.65 0.65 0.63 0.63 Al2O3 0.72 0.73 0.73 0.73 0.73 0.73 0.72 0.72 FeO 0.53 0.48 0.48 0.48 0.49 0.48 0.51 0.51 MnO 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.02 0.01 MgO 0.11 0.14 0.15 0.15 0.15 0.15 0.12 0.13 CaO 0.02 0.02 0.02 0.01 0.02 0.01 0.02 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.53 2.56 2.54 2.55 2.55 2.54 2.52 2.52 AlIV 0.47 0.44 0.46 0.45 0.45 0.46 0.48 0.48 AlVI 2.38 2.43 2.42 2.42 2.41 2.42 2.40 2.40 Fe2+ 2.09 1.89 1.90 1.89 1.93 1.90 2.04 2.03 Mn 0.06 0.05 0.05 0.05 0.05 0.05 0.06 0.06 Mg 0.45 0.57 0.59 0.58 0.57 0.60 0.47 0.50 Ca 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 Soma íons 2.66 2.58 2.60 2.59 2.62 2.60 2.64 2.64 Total Si 2.53 2.56 2.54 2.55 2.55 2.54 2.52 2.52 Total Al 2.38 2.43 2.42 2.42 2.41 2.42 2.40 2.40 alm(Fe) 78.51 73.44 73.14 73.11 73.82 72.88 77.36 76.65 spe(Mn) 2.20 2.10 1.96 2.05 1.91 1.98 2.37 2.08 py(Mg) 16.95 22.05 22.57 22.59 21.84 22.90 17.86 18.99 gro(Ca) 2.35 2.41 2.33 2.25 2.43 2.24 2.40 2.28 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 113 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J27(1)bcd J27(1)bcd J27(2)bcd J27(2)bbt J27(2)bbt J27(2)bcd J27(2)- bbt J27(2)bcd 137 138 139 140 141 142 143 144 SiO2 39.02 38.74 38.33 38.12 38.48 38.38 38.21 38.03 Al2O3 21.81 21.80 21.56 21.60 21.52 21.55 21.59 21.48 FeO 30.57 29.63 32.03 32.07 32.13 32.64 32.39 31.97 MnO 0.81 0.76 1.13 1.20 1.21 1.13 1.02 1.03 MgO 8.27 8.56 6.48 6.21 6.40 6.13 6.44 6.09 CaO 0.89 0.95 0.98 0.92 0.97 0.90 0.90 0.91 Total 101.36 100.43 100.50 100.12 100.71 100.74 100.55 99.51 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.65 0.64 0.64 0.63 0.64 0.64 0.64 0.63 Al2O3 0.73 0.73 0.72 0.72 0.72 0.72 0.72 0.71 FeO 0.51 0.49 0.53 0.53 0.53 0.54 0.54 0.53 MnO 0.01 0.01 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 MgO 0.14 0.14 0.11 0.10 0.11 0.10 0.11 0.10 CaO 0.01 0.02 0.02 0.02 0.02 0.01 0.01 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.54 2.54 2.53 2.52 2.53 2.53 2.52 2.53 AlIV 0.46 0.46 0.47 0.48 0.47 0.47 0.48 0.47 AlVI 2.39 2.41 2.37 2.38 2.37 2.37 2.37 2.38 Fe2+ 1.99 1.95 2.11 2.12 2.12 2.15 2.14 2.13 Mn 0.05 0.05 0.07 0.08 0.08 0.07 0.07 0.07 Mg 0.54 0.56 0.43 0.41 0.42 0.40 0.42 0.40 Ca 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 Soma íons 2.64 2.62 2.68 2.67 2.68 2.69 2.69 2.66 Total Si 2.54 2.54 2.53 2.52 2.53 2.53 2.52 2.53 Total Al 2.39 2.41 2.37 2.38 2.37 2.37 2.37 2.38 alm(Fe) 75.41 74.27 78.86 79.39 78.91 80.00 79.49 79.92 spe(Mn) 2.00 1.89 2.78 2.97 2.98 2.77 2.50 2.57 py(Mg) 20.39 21.45 15.94 15.37 15.72 15.03 15.81 15.22 gro(Ca) 2.20 2.39 2.42 2.27 2.39 2.21 2.20 2.28 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 114 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J27(2)pc J27(2)c J27(2)pc J27(2)bcd J27(2)bcd J27(2)bcd J27(2)bcd J27(2)bcd 145 146 147 148 149 150 151 152 SiO2 38.31 38.27 38.31 38.20 38.22 38.62 37.88 38.10 Al2O3 21.53 21.55 21.48 21.50 21.74 21.61 21.47 21.42 FeO 30.95 30.99 31.11 33.03 31.42 30.37 33.43 31.81 MnO 1.02 1.03 0.98 1.16 1.04 0.98 1.11 1.06 MgO 7.38 7.03 6.64 5.95 7.00 7.49 5.54 6.00 CaO 0.91 0.96 0.97 0.95 0.92 0.93 0.92 0.96 Total 100.10 99.83 99.49 100.80 100.34 100.01 100.36 99.34 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.64 0.64 0.64 0.64 0.64 0.64 0.63 0.63 Al2O3 0.72 0.72 0.71 0.72 0.72 0.72 0.71 0.71 FeO 0.51 0.52 0.52 0.55 0.52 0.51 0.56 0.53 MnO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 MgO 0.12 0.12 0.11 0.10 0.12 0.12 0.09 0.10 CaO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.53 2.53 2.54 2.52 2.52 2.55 2.51 2.54 AlIV 0.47 0.47 0.46 0.48 0.48 0.45 0.49 0.46 AlVI 2.38 2.39 2.40 2.35 2.39 2.40 2.35 2.39 Fe2+ 2.05 2.05 2.07 2.18 2.07 2.00 2.21 2.12 Mn 0.07 0.07 0.06 0.08 0.07 0.06 0.07 0.07 Mg 0.49 0.47 0.44 0.39 0.46 0.49 0.37 0.40 Ca 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 0.06 Soma íons 2.66 2.65 2.64 2.71 2.66 2.62 2.72 2.65 Total Si 2.53 2.53 2.54 2.52 2.52 2.55 2.51 2.54 Total Al 2.38 2.39 2.40 2.35 2.39 2.40 2.35 2.39 alm(Fe) 76.88 77.46 78.37 80.38 77.82 76.36 81.54 79.87 spe(Mn) 2.54 2.57 2.46 2.83 2.57 2.47 2.70 2.65 py(Mg) 18.33 17.57 16.72 14.48 17.33 18.83 13.52 15.06 gro(Ca) 2.26 2.40 2.45 2.31 2.28 2.33 2.25 2.42 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 115 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J28(1)bpl J28(1)bpl J28(1)bcd J28(1)bcd J28(1)bcd J28(1)bcd J28(1)c J28(1)bpl 153 154 155 156 157 158 159 160 SiO2 37.66 37.90 37.65 37.63 37.76 37.51 37.85 37.89 Al2O3 21.32 21.27 21.41 21.42 21.20 21.48 21.36 21.49 FeO 33.95 33.62 34.45 33.80 34.62 35.13 34.09 34.29 MnO 2.10 2.04 2.19 2.03 2.18 2.04 1.93 1.96 MgO 3.93 4.12 3.82 4.03 3.68 3.83 4.23 4.37 CaO 1.00 0.92 1.00 1.00 0.96 1.00 0.94 0.99 Total 99.95 99.87 100.52 99.91 100.39 100.99 100.40 100.99 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.63 0.63 0.63 0.63 0.63 0.62 0.63 0.63 Al2O3 0.71 0.71 0.71 0.71 0.71 0.71 0.71 0.72 FeO 0.57 0.56 0.57 0.56 0.58 0.58 0.57 0.57 MnO 0.03 0.03 0.04 0.03 0.04 0.03 0.03 0.03 MgO 0.07 0.07 0.06 0.07 0.06 0.06 0.07 0.07 CaO 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.51 2.52 2.50 2.50 2.51 2.48 2.51 2.50 AlIV 0.49 0.48 0.50 0.50 0.49 0.52 0.49 0.50 AlVI 2.35 2.35 2.34 2.35 2.33 2.32 2.34 2.34 Fe2+ 2.26 2.24 2.28 2.25 2.30 2.32 2.26 2.26 Mn 0.14 0.14 0.14 0.14 0.14 0.13 0.13 0.13 Mg 0.26 0.27 0.25 0.27 0.24 0.25 0.28 0.29 Ca 0.07 0.06 0.07 0.07 0.06 0.07 0.06 0.07 Soma íons 2.73 2.71 2.75 2.72 2.75 2.78 2.73 2.75 Total Si 2.51 2.52 2.50 2.50 2.51 2.48 2.51 2.50 Total Al 2.35 2.35 2.34 2.35 2.33 2.32 2.34 2.34 alm(Fe) 82.85 82.60 83.10 82.73 83.56 83.65 82.78 82.41 spe(Mn) 5.11 5.01 5.27 4.97 5.26 4.85 4.68 4.72 py(Mg) 9.60 10.13 9.21 9.86 8.88 9.12 10.27 10.50 gro(Ca) 2.44 2.26 2.42 2.44 2.31 2.39 2.27 2.37 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 100.00 116 Anexo IX.1.1- Continuação das Análises de Granada Porcentagem em óxidos J28(1)bpl J28(1)bpl J28(1)bpl J28(1)bpl 161 162 163 164 SiO2 37.50 37.96 37.58 37.64 Al2O3 21.30 21.26 21.23 21.38 FeO 34.08 34.83 33.79 33.88 MnO 2.22 2.14 2.07 2.05 MgO 3.47 3.53 3.82 3.90 CaO 1.00 0.98 0.99 0.98 Total 99.56 100.70 99.47 99.82 Número de cátions normalizados para 12 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 0.62 0.63 0.63 0.63 Al2O3 0.71 0.71 0.71 0.71 FeO 0.57 0.58 0.56 0.56 MnO 0.04 0.04 0.03 0.03 MgO 0.06 0.06 0.06 0.06 CaO 0.02 0.02 0.02 0.02 Número de íons com base em 12 oxigênios por unidade de fórmula Si 2.50 2.51 2.51 2.51 AlIV 0.50 0.49 0.49 0.49 AlVI 2.35 2.33 2.35 2.35 Fe2+ 2.28 2.31 2.26 2.26 Mn 0.15 0.14 0.14 0.14 Mg 0.23 0.23 0.26 0.26 Ca 0.07 0.06 0.07 0.07 Soma íons 2.72 2.75 2.72 2.72 Total Si 2.50 2.51 2.51 2.51 Total Al 2.35 2.33 2.35 2.35 alm(Fe) 83.60 83.97 83.09 83.02 spe(Mn) 5.45 5.15 5.09 5.02 py(Mg) 8.50 8.52 9.39 9.54 gro(Ca) 2.45 2.36 2.44 2.41 Soma 100.00 100.00 100.00 100.00 117 Anexo IX.1.2- Análises de Mica Porcentagem em óxidos J4 bgd J4 bgd J4 bgd J4 c J4 c J4 c J4 bcd J4 bcd 1 2 3 4 5 6 7 8 SiO2 36.77 36.48 35.48 35.87 35.77 34.86 35.24 36.56 TiO2 3.64 3.61 3.63 3.76 3.82 3.70 3.60 3.14 Al2O3 18.40 18.07 18.64 18.58 18.42 18.75 17.94 19.84 FeO 20.45 20.06 20.32 20.03 20.37 19.50 20.93 19.37 MnO 0.07 0.03 0.04 0.11 0.12 0.09 0.01 0.06 MgO 8.28 8.47 8.11 8.24 8.16 8.10 8.21 8.12 CaO 0.02 0.03 0.07 0.01 0.01 0.01 0.01 0.05 Na2O 0.19 0.19 0.17 0.20 0.22 0.21 0.15 0.23 K2O 8.52 8.52 8.50 8.51 8.67 8.77 8.50 8.69 F 0.17 0.20 0.22 0.38 0.38 0.39 0.34 0.38 Cl 0.01 0.02 0.00 0.01 0.00 0.00 0.01 0.00 O=F 0.07 0.08 0.09 0.16 0.16 0.16 0.14 0.16 O=Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 H2O+ 4.17 4.12 4.08 4.01 4.01 3.95 3.98 4.06 Total 100.62 99.71 99.15 99.53 99.78 98.17 98.77 100.35 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.18 5.19 5.08 5.13 5.12 5.05 5.10 5.16 TiO2 0.39 0.39 0.39 0.40 0.41 0.40 0.39 0.33 Al2O3 3.06 3.03 3.15 3.13 3.11 3.21 3.06 3.30 FeO 2.41 2.39 2.44 2.40 2.44 2.37 2.53 2.29 MnO 0.01 0.00 0.00 0.01 0.01 0.01 0.00 0.01 MgO 1.74 1.79 1.73 1.76 1.74 1.75 1.77 1.71 CaO 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 Na2O 0.05 0.05 0.05 0.05 0.06 0.06 0.04 0.06 K2O 1.53 1.55 1.55 1.55 1.58 1.62 1.57 1.57 H2O 3.92 3.91 3.90 3.83 3.83 3.82 3.84 3.83 F 0.07 0.09 0.10 0.17 0.17 0.18 0.16 0.17 Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 %H2O 4.17 4.12 4.08 4.01 4.01 3.95 3.98 4.06 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.59 1.60 1.61 1.61 1.64 1.68 1.61 1.64 Y 4.16 4.18 4.17 4.17 4.19 4.13 4.30 4.01 AlZ(iv) 2.82 2.81 2.92 2.87 2.88 2.95 2.90 2.84 AlY 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 TY 4.55 4.57 4.56 4.57 4.60 4.53 4.70 4.34 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 4.16 4.18 4.17 4.17 4.19 4.13 4.30 4.01 M2 0.39 0.39 0.39 0.40 0.41 0.40 0.39 0.33 Classificação Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita 118 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J10(1) c J10(1) bgd J10(1) bgd J13b bcd J13b c J16 bbt J16 bbt J16 bbt 9 10 11 12 13 14 15 16 SiO2 35.69 36.77 35.49 35.30 35.71 37.04 35.75 36.36 TiO2 3.80 3.67 3.65 3.62 3.79 2.85 2.78 2.79 Al2O3 18.72 18.40 18.34 17.95 18.70 18.08 18.24 18.33 FeO 20.35 20.42 18.32 20.84 20.35 17.83 18.71 18.93 MnO 0.12 0.07 0.11 0.02 0.12 0.06 0.02 0.03 MgO 8.17 8.25 10.51 8.26 8.17 10.67 10.63 10.38 CaO 0.01 0.02 0.06 0.02 0.01 0.05 0.06 0.08 Na2O 0.22 0.19 0.15 0.17 0.22 0.15 0.10 0.14 K2O 8.67 8.52 9.05 8.81 8.67 8.66 8.65 8.57 F 0.38 0.17 0.08 0.37 0.38 0.04 0.14 0.12 Cl 0.00 0.01 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 O=F 0.16 0.07 0.03 0.16 0.16 0.02 0.06 0.05 O=Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 H2O+ 4.02 4.17 4.20 3.97 4.02 4.25 4.14 4.19 Total 99.99 100.59 99.92 99.18 99.98 99.65 99.15 99.84 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.10 5.19 5.02 5.10 5.10 5.20 5.09 5.13 TiO2 0.41 0.39 0.39 0.39 0.41 0.30 0.30 0.30 Al2O3 3.15 3.06 3.06 3.06 3.15 2.99 3.06 3.05 FeO 2.43 2.41 2.17 2.52 2.43 2.10 2.23 2.24 MnO 0.01 0.01 0.01 0.00 0.01 0.01 0.00 0.00 MgO 1.74 1.73 2.22 1.78 1.74 2.23 2.25 2.18 CaO 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 0.01 0.01 0.01 Na2O 0.06 0.05 0.04 0.05 0.06 0.04 0.03 0.04 K2O 1.58 1.53 1.63 1.62 1.58 1.55 1.57 1.54 H2O 3.83 3.92 3.97 3.83 3.83 3.98 3.94 3.95 F 0.17 0.07 0.03 0.17 0.17 0.02 0.06 0.05 Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 %H2O 4.02 4.17 4.20 3.97 4.02 4.25 4.14 4.19 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.64 1.59 1.68 1.67 1.64 1.60 1.61 1.59 Y 4.18 4.15 4.40 4.30 4.18 4.34 4.48 4.42 AlZ(iv) 2.90 2.81 2.98 2.90 2.90 2.80 2.91 2.87 AlY 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 TY 4.59 4.54 4.78 4.69 4.59 4.64 4.78 4.72 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 4.18 4.15 4.40 4.30 4.18 4.34 4.48 4.42 M2 0.41 0.39 0.39 0.39 0.41 0.30 0.30 0.30 Classificação Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita 119 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J16 bbt J16 c J16 c J16 c J16 bpl J16 bpl J18 bbt J18 bbt 17 18 19 20 21 22 23 24 SiO2 36.59 36.65 35.03 34.67 35.68 35.75 35.29 36.39 TiO2 2.90 3.53 3.49 3.48 2.63 3.38 1.25 1.02 Al2O3 18.39 18.40 17.96 18.28 18.12 18.33 19.48 19.75 FeO 17.98 18.32 18.40 18.32 17.97 18.42 16.75 16.05 MnO 0.01 0.06 0.00 0.11 0.08 0.11 0.07 0.25 MgO 10.48 10.40 10.31 10.51 11.21 10.48 12.26 12.82 CaO 0.05 0.03 0.06 0.06 0.06 0.08 0.03 0.05 Na2O 0.08 0.11 0.14 0.15 0.19 0.21 0.25 0.25 K2O 9.14 9.10 8.99 9.05 8.56 8.83 8.92 8.34 F 0.09 0.21 0.24 0.08 0.10 0.16 0.79 0.97 Cl 0.01 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 0.21 0.20 O=F 0.04 0.09 0.10 0.03 0.04 0.07 0.33 0.41 O=Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.05 0.05 H2O+ 4.21 4.18 4.06 4.15 4.16 4.16 3.73 3.69 Total 99.87 100.91 98.57 98.82 98.71 99.82 98.66 99.33 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.15 5.13 5.03 4.96 5.08 5.06 5.09 5.19 TiO2 0.31 0.37 0.38 0.37 0.28 0.36 0.14 0.11 Al2O3 3.05 3.04 3.04 3.08 3.04 3.06 3.31 3.32 FeO 2.12 2.15 2.21 2.19 2.14 2.18 2.02 1.92 MnO 0.00 0.01 0.00 0.01 0.01 0.01 0.01 0.03 MgO 2.20 2.17 2.21 2.24 2.38 2.21 2.64 2.72 CaO 0.01 0.00 0.01 0.01 0.01 0.01 0.00 0.01 Na2O 0.02 0.03 0.04 0.04 0.05 0.06 0.07 0.07 K2O 1.64 1.63 1.65 1.65 1.55 1.59 1.64 1.52 H2O 3.96 3.91 3.89 3.97 3.96 3.93 3.59 3.51 F 0.04 0.09 0.11 0.03 0.04 0.07 0.36 0.44 Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.05 0.05 %H2O 4.21 4.18 4.06 4.15 4.16 4.16 3.73 3.69 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.67 1.66 1.70 1.70 1.61 1.66 1.72 1.60 Y 4.32 4.33 4.42 4.45 4.53 4.40 4.67 4.67 AlZ(iv) 2.85 2.87 2.97 3.04 2.92 2.94 2.91 2.81 AlY 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 TY 4.63 4.70 4.80 4.82 4.81 4.76 4.80 4.78 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 4.32 4.33 4.42 4.45 4.53 4.40 4.67 4.67 M2 0.31 0.37 0.38 0.37 0.28 0.36 0.14 0.11 Classificação Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita 120 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J19(1) bgd J19(1) bgd J19(1) bgd J19 (1) c J19(1) c J21 (2) bgd J21 (2) bgd J21 (2) bgd 25 26 27 28 29 30 31 32 SiO2 35.46 35.33 35.48 35.89 34.84 34.96 35.72 36.37 TiO2 4.41 4.08 5.11 4.49 4.74 1.30 1.27 1.20 Al2O3 14.79 15.28 14.70 14.51 15.05 20.61 20.19 20.43 FeO 28.00 29.49 26.92 28.76 27.92 16.34 16.48 16.26 MnO 0.31 0.25 0.29 0.33 0.29 0.13 0.25 0.04 MgO 4.01 4.24 3.81 4.02 4.03 12.49 12.36 12.46 CaO 0.09 0.04 0.03 0.03 0.03 0.04 0.04 0.04 Na2O 0.05 0.06 0.07 0.07 0.04 0.15 0.11 0.14 K2O 8.19 7.24 8.87 8.75 8.86 9.15 9.10 9.13 F 0.30 0.27 0.11 0.28 0.32 0.38 0.18 0.05 Cl 0.02 0.04 0.05 0.01 0.03 0.00 0.01 0.00 O=F 0.13 0.11 0.05 0.12 0.13 0.16 0.08 0.02 O=Cl 0.01 0.01 0.01 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 H2O+ 3.89 3.93 3.99 3.94 3.88 4.05 4.18 4.29 Total 99.39 100.11 99.37 100.96 99.88 99.45 99.80 100.40 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.26 5.21 5.24 5.27 5.17 4.95 5.02 5.05 TiO2 0.49 0.45 0.57 0.50 0.53 0.14 0.13 0.13 Al2O3 2.59 2.65 2.56 2.51 2.63 3.44 3.34 3.35 FeO 3.48 3.64 3.33 3.54 3.47 1.94 1.94 1.89 MnO 0.04 0.03 0.04 0.04 0.04 0.02 0.03 0.00 MgO 0.89 0.93 0.84 0.88 0.89 2.63 2.59 2.58 CaO 0.01 0.01 0.00 0.00 0.00 0.01 0.01 0.01 Na2O 0.01 0.02 0.02 0.02 0.01 0.04 0.03 0.04 K2O 1.55 1.36 1.67 1.64 1.68 1.65 1.63 1.62 H2O 3.85 3.86 3.94 3.87 3.84 3.83 3.92 3.98 F 0.14 0.13 0.05 0.13 0.15 0.17 0.08 0.02 Cl 0.01 0.01 0.01 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 %H2O 3.89 3.93 3.99 3.94 3.88 4.05 4.18 4.29 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.58 1.38 1.70 1.67 1.69 1.70 1.66 1.66 Y 4.40 4.60 4.20 4.46 4.39 4.58 4.55 4.47 AlZ(iv) 2.74 2.79 2.76 2.73 2.83 3.05 2.98 2.95 AlY 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 TY 4.89 5.05 4.77 4.95 4.92 4.72 4.69 4.60 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 4.40 4.60 4.20 4.46 4.39 4.58 4.55 4.47 M2 0.49 0.45 0.57 0.50 0.53 0.14 0.13 0.13 Classificação Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita 121 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J21 (2) bgd J21 (2) bgd J21 (2) c J21 (2) c J21 (2) bpl J21(2) bpl J21 (1) bgd J21 (1) bgd 33 34 35 36 37 38 39 40 SiO2 36.57 35.53 37.07 37.38 36.33 36.90 36.05 37.72 TiO2 1.23 1.24 1.51 1.44 1.65 1.62 1.58 1.54 Al2O3 20.25 20.25 19.87 20.13 19.39 20.00 19.51 20.17 FeO 15.74 15.93 16.51 15.93 16.25 16.34 16.94 16.83 MnO 0.12 0.21 0.09 0.06 0.02 0.09 0.18 0.22 MgO 12.49 12.37 11.77 11.86 11.36 11.95 11.91 12.06 CaO 0.05 0.04 0.04 0.05 0.08 0.05 0.07 0.03 Na2O 0.13 0.13 0.16 0.17 0.15 0.11 0.08 0.12 K2O 9.03 9.01 9.11 9.20 8.99 9.12 8.15 9.23 F 0.28 0.21 0.12 0.33 0.36 0.21 0.15 0.37 Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.02 0.02 0.00 0.00 O=F 0.12 0.09 0.05 0.14 0.15 0.09 0.06 0.15 O=Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 H2O+ 4.16 4.14 4.25 4.16 4.04 4.20 4.17 2.98 Total 99.93 98.96 100.45 100.56 98.47 100.53 98.74 101.11 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.11 5.02 5.15 5.20 5.16 5.13 5.09 5.37 TiO2 0.13 0.13 0.16 0.15 0.18 0.17 0.17 0.17 Al2O3 3.33 3.37 3.26 3.30 3.25 3.28 3.25 3.39 FeO 1.84 1.88 1.92 1.85 1.93 1.90 2.00 2.01 MnO 0.01 0.02 0.01 0.01 0.00 0.01 0.02 0.03 MgO 2.60 2.60 2.44 2.46 2.41 2.48 2.51 2.56 CaO 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.00 Na2O 0.03 0.04 0.04 0.05 0.04 0.03 0.02 0.03 K2O 1.61 1.62 1.62 1.63 1.63 1.62 1.47 1.68 H2O 3.88 3.91 3.95 3.86 3.84 3.90 3.93 2.83 F 0.12 0.09 0.05 0.14 0.16 0.09 0.07 0.16 Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 %H2O 4.16 4.14 4.25 4.16 4.04 4.20 4.17 2.98 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 3.00 X 1.65 1.66 1.66 1.68 1.68 1.66 1.50 1.71 Y 4.46 4.51 4.37 4.32 4.34 4.39 4.53 4.59 AlZ(iv) 2.89 2.98 2.85 2.80 2.84 2.87 2.91 2.63 AlY 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 TY 4.59 4.64 4.53 4.47 4.52 4.56 4.70 4.76 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 4.46 4.51 4.37 4.32 4.34 4.39 4.53 4.59 M2 0.13 0.13 0.16 0.15 0.18 0.17 0.17 0.17 Classificação Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita 122 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J21 (1) bgd J21 (1) bgd J21 (1) c J23 bpl J23 c J23 c J23 bms J23 bbt 41 42 43 44 45 46 47 48 SiO2 37.47 37.19 36.94 38.09 38.45 38.42 39.46 46.66 TiO2 1.48 1.53 1.57 1.61 1.55 1.56 1.51 0.76 Al2O3 19.86 20.12 19.92 19.41 19.52 19.80 20.89 35.39 FeO 16.93 17.00 16.49 7.91 7.97 7.79 7.76 0.73 MnO 0.13 0.02 0.09 0.28 0.23 0.23 0.27 0.00 MgO 11.99 12.09 11.73 16.38 16.58 16.55 15.83 1.20 CaO 0.04 0.03 0.06 0.04 0.03 0.06 0.07 0.00 Na2O 0.16 0.15 0.16 0.13 0.13 0.13 0.10 0.40 K2O 9.07 9.22 9.35 10.08 9.91 9.71 9.45 10.76 F 0.20 0.19 0.17 0.87 0.90 0.98 0.91 0.11 Cl 0.01 0.00 0.00 0.11 0.11 0.11 0.11 0.11 O=F 0.08 0.08 0.07 0.37 0.38 0.41 0.38 0.04 O=Cl 0.00 0.00 0.00 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 H2O+ 4.24 4.25 4.23 3.85 3.86 3.82 3.92 4.67 Total 101.50 101.70 100.62 98.35 98.83 98.71 99.87 100.71 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.17 5.13 5.14 5.32 5.34 5.34 5.39 5.89 TiO2 0.15 0.16 0.16 0.17 0.16 0.16 0.16 0.07 Al2O3 3.23 3.27 3.27 3.20 3.20 3.24 3.37 5.26 FeO 1.96 1.96 1.92 0.92 0.93 0.91 0.89 0.08 MnO 0.01 0.00 0.01 0.03 0.03 0.03 0.03 0.00 MgO 2.47 2.48 2.43 3.41 3.43 3.43 3.22 0.23 CaO 0.01 0.00 0.01 0.01 0.00 0.01 0.01 0.00 Na2O 0.04 0.04 0.04 0.03 0.03 0.03 0.03 0.10 K2O 1.60 1.62 1.66 1.80 1.76 1.72 1.65 1.73 H2O 3.91 3.92 3.93 3.59 3.58 3.54 3.58 3.93 F 0.09 0.08 0.07 0.39 0.39 0.43 0.40 0.04 Cl 0.00 0.00 0.00 0.03 0.03 0.03 0.03 0.02 %H2O 4.24 4.25 4.23 3.85 3.86 3.82 3.92 4.67 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.65 1.67 1.71 1.84 1.79 1.77 1.68 1.83 Y 4.44 4.45 4.36 4.37 4.39 4.36 4.14 0.30 AlZ(iv) 2.83 2.87 2.86 2.68 2.66 2.66 2.61 2.11 AlY 0.00 0.00 0.00 0.51 0.54 0.58 0.76 3.15 TY 4.59 4.61 4.53 5.05 5.08 5.10 5.06 3.53 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 4.44 4.45 4.36 4.37 4.39 4.36 4.14 0.30 M2 0.15 0.16 0.16 0.68 0.70 0.75 0.91 3.22 Classificação Biotita Biotita Biotita Mg- biotita Mg- biotita Mg- biotita Mg- biotita Muscovita 123 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J23 bbt J23 c J23 c J23 c J23 bpl J23 bpl J23 bbt J23 bbt 49 50 51 52 53 54 55 56 SiO2 46.41 46.74 46.60 46.70 46.31 46.93 46.66 46.96 TiO2 1.08 1.05 0.79 0.27 0.26 0.43 0.26 0.15 Al2O3 34.95 35.20 35.23 35.71 36.11 35.78 35.82 36.43 FeO 0.60 0.53 0.71 0.63 0.58 0.55 0.58 0.64 MnO 0.04 0.02 0.00 0.00 0.10 0.00 0.00 0.04 MgO 1.11 1.01 1.06 0.98 0.97 1.05 1.03 1.03 CaO 0.01 0.03 0.01 0.00 0.00 0.01 0.02 0.01 Na2O 0.40 0.37 0.45 0.47 0.44 0.39 0.48 0.48 K2O 10.58 10.44 10.58 10.52 10.55 10.48 10.70 10.37 F 0.27 0.01 0.14 0.09 0.05 0.03 0.12 0.05 Cl 0.11 0.11 0.11 0.11 0.11 0.11 0.11 0.11 O=F 0.11 0.00 0.06 0.04 0.02 0.01 0.05 0.02 O=Cl 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 H2O+ 4.55 4.72 4.63 4.67 4.69 4.71 4.65 4.73 Total 99.98 100.19 100.22 100.07 100.12 100.44 100.36 100.95 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.91 5.90 5.90 5.91 5.86 5.91 5.90 5.89 TiO2 0.10 0.10 0.08 0.03 0.02 0.04 0.02 0.01 Al2O3 5.24 5.24 5.26 5.33 5.39 5.31 5.34 5.38 FeO 0.06 0.06 0.08 0.07 0.06 0.06 0.06 0.07 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 MgO 0.21 0.19 0.20 0.18 0.18 0.20 0.19 0.19 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.10 0.09 0.11 0.11 0.11 0.09 0.12 0.12 K2O 1.72 1.68 1.71 1.70 1.70 1.68 1.73 1.66 H2O 3.87 3.97 3.92 3.94 3.96 3.96 3.93 3.96 F 0.11 0.00 0.06 0.03 0.02 0.01 0.05 0.02 Cl 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 %H2O 4.55 4.72 4.63 4.67 4.69 4.71 4.65 4.73 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.82 1.78 1.82 1.81 1.81 1.78 1.85 1.78 Y 0.28 0.25 0.28 0.25 0.25 0.25 0.25 0.26 AlZ(iv) 2.09 2.10 2.10 2.09 2.14 2.09 2.10 2.11 AlY 3.15 3.14 3.16 3.24 3.24 3.22 3.24 3.27 TY 3.53 3.48 3.51 3.51 3.52 3.52 3.52 3.55 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 0.28 0.25 0.28 0.25 0.25 0.25 0.25 0.26 M2 3.25 3.24 3.24 3.26 3.27 3.26 3.26 3.28 Classificação Muscovita Muscovita Muscovita Muscovita Muscovita Muscovita Muscovita Muscovita 124 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J23 bqz J23 bqz J23 bqz J25(1)bgd J25(1)bpl J 25(1)bpl J26(1)bgd J26(1)bgd 57 58 59 60 61 62 63 64 SiO2 47.29 46.69 46.46 37.13 37.16 37.22 35.63 36.87 TiO2 0.42 0.57 0.24 4.10 4.14 3.61 4.51 4.93 Al2O3 36.24 36.07 35.88 17.12 16.76 17.02 16.81 17.09 FeO 0.63 0.65 0.58 17.90 17.76 17.31 17.57 18.04 MnO 0.09 0.00 0.15 0.04 0.00 0.01 0.01 0.13 MgO 1.02 0.99 1.03 11.47 11.78 12.47 10.69 10.60 CaO 0.00 0.02 0.02 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.41 0.36 0.46 0.14 0.13 0.09 0.13 0.20 K2O 10.68 10.71 10.67 9.30 9.55 9.27 9.49 9.68 F 0.22 0.03 0.12 0.80 0.94 0.98 0.54 0.38 Cl 0.11 0.11 0.11 0.06 0.09 0.05 0.09 0.11 O=F 0.09 0.01 0.05 0.33 0.40 0.41 0.23 0.16 O=Cl 0.02 0.02 0.02 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 H2O+ 4.66 4.73 4.65 3.87 3.79 3.78 3.91 4.10 Total 101.64 100.88 100.30 101.59 101.70 101.39 99.15 101.98 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.92 5.87 5.88 5.23 5.25 5.26 5.13 5.16 TiO2 0.04 0.05 0.02 0.43 0.44 0.38 0.49 0.52 Al2O3 5.35 5.34 5.35 2.84 2.79 2.83 2.85 2.82 FeO 0.07 0.07 0.06 2.11 2.10 2.05 2.12 2.11 MnO 0.01 0.00 0.02 0.00 0.00 0.00 0.00 0.02 MgO 0.19 0.18 0.20 2.41 2.48 2.62 2.29 2.21 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.10 0.09 0.11 0.04 0.04 0.02 0.03 0.05 K2O 1.70 1.72 1.72 1.67 1.72 1.67 1.74 1.73 H2O 3.89 3.97 3.93 3.65 3.58 3.56 3.75 3.83 F 0.09 0.01 0.05 0.35 0.42 0.44 0.25 0.17 Cl 0.02 0.02 0.02 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 %H2O 4.66 4.73 4.65 3.87 3.79 3.78 3.91 4.10 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.80 1.81 1.84 1.71 1.76 1.70 1.78 1.78 Y 0.27 0.25 0.27 4.53 4.58 4.67 4.41 4.34 AlZ(iv) 2.08 2.13 2.12 2.77 2.75 2.74 2.87 2.84 AlY 3.26 3.21 3.23 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 TY 3.57 3.52 3.53 4.96 5.02 5.06 4.90 4.86 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 0.27 0.25 0.27 4.53 4.58 4.67 4.41 4.34 M2 3.30 3.26 3.26 0.43 0.44 0.38 0.49 0.52 Classificação Muscovita Muscovita Muscovita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita 125 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J26(1)bgd J26(1)c J26(1)c J26(1)bbt J26(1)bbt J27(1)bgd J27(1)c J27(1)bqz 65 66 67 68 69 70 71 72 SiO2 36.20 36.44 35.93 36.42 36.25 38.41 38.44 38.40 TiO2 4.86 4.97 4.82 4.93 5.07 3.13 3.21 2.86 Al2O3 17.08 17.35 17.16 17.18 17.31 16.69 16.99 17.02 FeO 18.54 17.39 17.84 17.70 18.35 11.64 11.37 11.50 MnO 0.00 0.00 0.07 0.10 0.05 0.02 0.06 0.03 MgO 10.60 10.54 10.45 10.67 10.69 16.51 16.53 16.87 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.14 0.21 0.19 0.19 0.21 0.13 0.12 0.10 K2O 9.54 9.51 9.39 9.77 9.65 9.40 9.64 9.42 F 0.71 0.42 0.51 0.57 0.47 1.43 1.49 1.46 Cl 0.10 0.13 0.09 0.13 0.09 0.08 0.05 0.03 O=F 0.30 0.18 0.21 0.24 0.20 0.60 0.63 0.62 O=Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 H2O+ 3.88 4.04 3.96 3.97 4.04 3.59 3.58 3.59 Total 101.36 100.83 100.19 101.39 101.98 100.42 100.84 100.67 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.14 5.14 5.12 5.15 5.09 5.39 5.38 5.38 TiO2 0.52 0.53 0.52 0.52 0.54 0.33 0.34 0.30 Al2O3 2.86 2.89 2.88 2.86 2.87 2.76 2.80 2.81 FeO 2.20 2.05 2.13 2.09 2.16 1.37 1.33 1.35 MnO 0.00 0.00 0.01 0.01 0.01 0.00 0.01 0.00 MgO 2.24 2.22 2.22 2.25 2.24 3.46 3.45 3.52 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.04 0.06 0.05 0.05 0.06 0.04 0.03 0.03 K2O 1.73 1.71 1.71 1.76 1.73 1.68 1.72 1.68 H2O 3.68 3.81 3.77 3.74 3.79 3.36 3.34 3.35 F 0.32 0.19 0.23 0.26 0.21 0.64 0.66 0.65 Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 %H2O 3.88 4.04 3.96 3.97 4.04 3.59 3.58 3.59 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.77 1.77 1.76 1.81 1.79 1.72 1.75 1.71 Y 4.45 4.27 4.35 4.35 4.40 4.83 4.79 4.87 AlZ(iv) 2.86 2.86 2.88 2.85 2.91 2.61 2.62 2.62 AlY 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 TY 4.96 4.80 4.87 4.88 4.94 5.16 5.12 5.17 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 4.45 4.27 4.35 4.35 4.40 4.83 4.79 4.87 M2 0.52 0.53 0.52 0.52 0.54 0.33 0.34 0.30 Classificação Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita 126 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J27(1)bgd J27(1)bgd J27(1)c J27(1)bqz J27(2)bcd J27(2)bcd J27(2)c J27(2)bpl 73 74 75 76 77 78 79 80 SiO2 38.54 38.63 37.89 38.40 37.45 37.83 37.81 38.28 TiO2 3.21 3.29 3.63 3.29 5.47 5.24 5.46 5.05 Al2O3 17.15 17.01 17.09 16.81 16.48 16.61 16.50 16.77 FeO 12.47 12.35 12.92 11.85 14.64 14.91 15.28 15.58 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.04 0.00 0.01 0.01 MgO 16.02 15.83 15.21 15.96 12.58 12.52 12.54 12.62 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.13 0.12 0.14 0.16 0.14 0.16 0.18 0.18 K2O 9.51 9.84 9.97 9.74 9.73 9.67 9.68 9.75 F 1.15 1.44 0.98 1.28 0.95 0.87 0.76 0.51 Cl 0.06 0.08 0.08 0.06 0.10 0.08 0.10 0.10 O=F 0.49 0.61 0.41 0.54 0.40 0.37 0.32 0.22 O=Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 H2O+ 3.77 3.61 3.84 3.67 3.81 3.87 3.94 4.11 Total 101.52 101.59 101.32 100.68 100.97 101.37 101.93 102.72 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.34 5.39 5.28 5.38 5.27 5.29 5.27 5.27 TiO2 0.34 0.35 0.38 0.35 0.58 0.55 0.57 0.52 Al2O3 2.80 2.80 2.81 2.78 2.73 2.74 2.71 2.72 FeO 1.45 1.44 1.51 1.39 1.72 1.75 1.78 1.80 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 MgO 3.31 3.29 3.16 3.33 2.64 2.61 2.60 2.59 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.03 0.03 0.04 0.04 0.04 0.04 0.05 0.05 K2O 1.68 1.75 1.77 1.74 1.75 1.73 1.72 1.71 H2O 3.49 3.36 3.57 3.43 3.58 3.61 3.66 3.78 F 0.51 0.64 0.43 0.57 0.42 0.39 0.34 0.22 Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 %H2O 3.77 3.61 3.84 3.67 3.81 3.87 3.94 4.11 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.72 1.79 1.81 1.78 1.78 1.77 1.77 1.76 Y 4.76 4.74 4.66 4.72 4.37 4.36 4.39 4.39 AlZ(iv) 2.66 2.61 2.72 2.62 2.73 2.71 2.73 2.73 AlY 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 TY 5.09 5.08 5.04 5.06 4.95 4.91 4.96 4.91 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 4.76 4.74 4.66 4.72 4.37 4.36 4.39 4.39 M2 0.34 0.35 0.38 0.35 0.58 0.55 0.57 0.52 Classificação Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita 127 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J27(2)bgd J27(2)cd J28(1)bcd J28(1)bcd J28(1)bcd J28(1)bbt J28(1)bcd J28(1)bcd 81 82 83 84 85 86 87 88 SiO2 37.34 37.03 36.57 37.28 36.71 37.11 37.08 36.96 TiO2 4.88 4.75 5.67 5.30 5.10 4.97 4.61 4.00 Al2O3 15.89 16.27 17.15 17.78 17.61 17.16 17.45 17.82 FeO 15.33 15.88 19.07 18.51 18.58 18.96 18.72 18.72 MnO 0.06 0.15 0.17 0.04 0.06 0.09 0.11 0.14 MgO 11.84 12.97 8.88 8.99 9.14 9.22 9.60 9.79 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.13 0.23 0.16 0.10 0.11 0.12 0.16 0.11 K2O 9.43 9.33 9.64 9.22 9.61 9.74 9.69 9.50 F 0.49 0.83 0.42 0.59 0.68 0.64 0.79 0.67 Cl 0.11 0.05 0.07 0.07 0.09 0.09 0.09 0.04 O=F 0.21 0.35 0.18 0.25 0.28 0.27 0.33 0.28 O=Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 H2O+ 3.99 3.85 4.05 3.99 3.91 3.94 3.86 3.92 Total 99.27 101.00 101.67 101.62 101.30 101.77 101.83 101.40 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.30 5.22 5.16 5.23 5.20 5.24 5.24 5.22 TiO2 0.52 0.50 0.60 0.56 0.54 0.53 0.49 0.42 Al2O3 2.66 2.70 2.85 2.94 2.94 2.86 2.91 2.97 FeO 1.82 1.87 2.25 2.17 2.20 2.24 2.21 2.21 MnO 0.01 0.02 0.02 0.00 0.01 0.01 0.01 0.02 MgO 2.50 2.73 1.87 1.88 1.93 1.94 2.02 2.06 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.03 0.06 0.04 0.03 0.03 0.03 0.04 0.03 K2O 1.71 1.68 1.73 1.65 1.74 1.76 1.75 1.71 H2O 3.78 3.63 3.81 3.74 3.70 3.72 3.65 3.70 F 0.22 0.37 0.19 0.26 0.30 0.28 0.35 0.30 Cl 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 %H2O 3.99 3.85 4.05 3.99 3.91 3.94 3.86 3.92 TOH 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 4.00 X 1.74 1.74 1.78 1.68 1.77 1.79 1.79 1.74 Y 4.33 4.62 4.14 4.06 4.14 4.19 4.25 4.29 AlZ(iv) 2.70 2.78 2.84 2.77 2.80 2.76 2.76 2.78 AlY 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 TY 4.85 5.12 4.74 4.62 4.68 4.72 4.74 4.72 TZ 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 M1 4.33 4.62 4.14 4.06 4.14 4.19 4.25 4.29 M2 0.52 0.50 0.60 0.56 0.54 0.53 0.49 0.42 Classificação Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita Biotita 128 Anexo IX.1.2- Continuação das Análises de Mica Porcentagem em óxidos J28(1) pc 89 SiO2 38.24 TiO2 1.35 Al2O3 20.14 FeO 13.30 MnO 0.33 MgO 13.75 CaO 0.00 Na2O 0.11 K2O 9.80 F 0.26 Cl 0.03 O=F 0.11 O=Cl 0.00 H2O+ 4.26 Total 101.44 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 5.23 TiO2 0.14 Al2O3 3.25 FeO 1.52 MnO 0.04 MgO 2.80 CaO 0.00 Na2O 0.03 K2O 1.71 H2O 3.89 F 0.11 Cl 0.00 %H2O 4.26 TOH 4.00 X 1.74 Y 4.36 AlZ(iv) 2.77 AlY 0.00 TY 4.50 TZ 8.00 M1 4.36 M2 0.14 Classificação Biotita 129 Anexo IX.1.3- Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J4 (1) bgd J4 (1) bgd J4 (1) bgd J4 (1) bgd J4 (1) c J4 (1) c J4 (2) bpl J4 (2) bpl 1 2 3 4 5 6 7 8 SiO2 48.45 48.48 48.17 47.77 48.18 48.25 48.06 47.94 TiO2 0.02 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 33.19 33.19 33.13 33.25 33.09 32.97 33.64 33.85 FeO 9.14 9.88 9.86 10.31 10.04 10.15 9.36 9.44 MnO 0.02 0.33 0.30 0.30 0.29 0.03 0.33 0.32 MgO 7.50 7.40 7.48 7.38 7.34 7.35 7.67 7.72 CaO 0.14 0.03 0.02 0.03 0.03 0.04 0.03 0.02 Na2O 0.14 0.12 0.11 0.07 0.15 0.16 0.15 0.14 K2O 0.01 0.00 0.01 0.00 0.00 0.01 0.02 0.01 Total 98.63 99.43 99.08 99.12 99.11 98.96 99.25 99.42 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.99 4.98 4.96 4.93 4.97 4.98 4.93 4.92 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 4.03 4.02 4.02 4.05 4.02 4.01 4.07 4.09 FeO 0.79 0.85 0.85 0.89 0.87 0.88 0.80 0.81 MnO 0.00 0.03 0.03 0.03 0.02 0.00 0.03 0.03 MgO 1.15 1.13 1.15 1.14 1.13 1.13 1.17 1.18 CaO 0.02 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.03 0.02 0.02 0.01 0.03 0.03 0.03 0.03 K2O 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Si 4.99 4.98 4.96 4.93 4.97 4.98 4.93 4.92 AlIV 1.01 1.02 1.04 1.07 1.03 1.02 1.07 1.08 Tring 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 AlIV link 3.02 2.99 2.99 2.98 2.99 2.99 3.01 3.01 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg2+ 1.15 1.13 1.15 1.14 1.13 1.13 1.17 1.18 Fe2+ 0.79 0.85 0.85 0.89 0.87 0.88 0.80 0.81 Mn2+ 0.00 0.03 0.03 0.03 0.02 0.00 0.03 0.03 TVI 1.94 2.01 2.02 2.05 2.02 2.01 2.01 2.02 Ca2+ 0.02 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na+ 0.03 0.02 0.02 0.01 0.03 0.03 0.03 0.03 K+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.04 0.03 0.03 0.02 0.03 0.04 0.04 0.03 XMg 59.38 57.15 57.46 56.05 56.56 56.34 59.33 59.29 XFe 40.62 42.85 42.54 43.95 43.44 43.66 40.67 40.71 130 Anexo IX.1.3- Continuação das Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J4 (2) bpl J4 (2) bpl J4 (2) c J4 (2) c J4 (2) bbt J10 (1) bgd J10 (1) bgd J10 (1) bgd 9 10 11 12 13 14 15 16 SiO2 47.31 48.10 47.75 47.71 48.27 48.30 47.99 47.91 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.01 0.01 0.01 0.00 0.00 Al2O3 33.66 33.68 33.81 33.63 33.65 33.73 34.00 34.03 FeO 9.70 9.81 9.70 9.53 9.39 7.68 8.16 8.24 MnO 0.32 0.21 0.31 0.34 0.33 0.03 0.13 0.03 MgO 7.78 7.74 7.74 7.65 7.66 9.00 8.92 8.92 CaO 0.02 0.01 0.02 0.01 0.02 0.03 0.02 0.02 Na2O 0.16 0.18 0.12 0.12 0.14 0.11 0.06 0.13 K2O 0.00 0.01 0.02 0.00 0.02 0.01 0.00 0.00 Total 98.96 99.74 99.45 99.00 99.49 98.89 99.27 99.27 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.89 4.92 4.90 4.92 4.94 4.93 4.90 4.89 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 4.10 4.06 4.09 4.09 4.06 4.06 4.09 4.10 FeO 0.84 0.84 0.83 0.82 0.80 0.66 0.70 0.70 MnO 0.03 0.02 0.03 0.03 0.03 0.00 0.01 0.00 MgO 1.20 1.18 1.18 1.18 1.17 1.37 1.36 1.36 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.03 0.03 0.02 0.02 0.03 0.02 0.01 0.02 K2O 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Si 4.89 4.92 4.90 4.92 4.94 4.93 4.90 4.89 AlIV 1.11 1.08 1.10 1.08 1.06 1.07 1.10 1.11 Tring 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 AlIV link 2.98 2.99 2.99 3.00 3.01 2.99 2.99 2.98 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg2+ 1.20 1.18 1.18 1.18 1.17 1.37 1.36 1.36 Fe2+ 0.84 0.84 0.83 0.82 0.80 0.66 0.70 0.70 Mn2+ 0.03 0.02 0.03 0.03 0.03 0.00 0.01 0.00 TVI 2.06 2.04 2.04 2.03 2.00 2.03 2.06 2.06 Ca2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na+ 0.03 0.03 0.02 0.02 0.03 0.02 0.01 0.02 K+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.04 0.04 0.03 0.02 0.03 0.03 0.01 0.03 XMg 58.83 58.40 58.69 58.86 59.23 67.60 66.04 65.86 XFe 41.17 41.60 41.31 41.14 40.77 32.40 33.96 34.14 131 Anexo IX.1.3- Continuação das Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J10 (1) c J10 (1) c J10(2) bgd J10(2) bgd J10(2) bgd J10(2) bgd J13b(1) bgd J13b(1) bgd 17 18 19 20 21 22 23 24 SiO2 48.00 47.71 47.82 48.34 47.81 48.30 48.44 48.45 TiO2 0.00 0.00 0.01 0.01 0.03 0.00 0.00 0.00 Al2O3 33.80 33.72 34.23 33.84 33.86 34.02 33.91 34.15 FeO 8.27 8.91 8.13 7.62 8.25 8.52 8.36 8.10 MnO 0.12 0.01 0.06 0.15 0.01 0.06 0.59 0.47 MgO 8.50 8.16 8.76 9.02 8.40 8.88 8.37 8.50 CaO 0.02 0.01 0.01 0.01 0.01 0.02 0.00 0.05 Na2O 0.10 0.07 0.07 0.09 0.09 0.13 0.12 0.14 K2O 0.00 0.01 0.00 0.01 0.00 0.01 0.00 0.00 Total 98.81 98.72 99.10 99.08 98.46 99.94 99.80 99.85 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.92 4.91 4.89 4.93 4.92 4.90 4.93 4.92 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 4.08 4.09 4.12 4.07 4.10 4.07 4.07 4.09 FeO 0.71 0.77 0.69 0.65 0.71 0.72 0.71 0.69 MnO 0.01 0.00 0.00 0.01 0.00 0.01 0.05 0.04 MgO 1.30 1.25 1.33 1.37 1.29 1.34 1.27 1.29 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 Na2O 0.02 0.01 0.01 0.02 0.02 0.03 0.02 0.03 K2O 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Si 4.92 4.91 4.89 4.93 4.92 4.90 4.93 4.92 AlIV 1.08 1.09 1.11 1.07 1.08 1.10 1.07 1.08 Tring 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 AlIV link 3.01 3.01 3.01 2.99 3.02 2.97 2.99 3.01 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg2+ 1.30 1.25 1.33 1.37 1.29 1.34 1.27 1.29 Fe2+ 0.71 0.77 0.69 0.65 0.71 0.72 0.71 0.69 Mn2+ 0.01 0.00 0.00 0.01 0.00 0.01 0.05 0.04 TVI 2.02 2.02 2.03 2.03 2.00 2.07 2.03 2.01 Ca2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 Na+ 0.02 0.01 0.01 0.02 0.02 0.03 0.02 0.03 K+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.03 0.03 0.03 XMg 64.65 62.00 65.76 67.83 64.47 64.99 64.06 65.14 XFe 35.35 38.00 34.24 32.17 35.53 35.01 35.94 34.86 132 Anexo IX.1.3- Continuação das Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J13b(1) bgd J13b(1) bgd J13b(1) c J13b(1) c J13b(2) bgd J13b(2) bgd J13b(2) bgd J13b(2) bgd 25 26 27 28 29 30 31 32 SiO2 48.57 47.89 48.08 48.43 48.64 48.53 47.89 49.11 TiO2 0.00 0.03 0.02 0.01 0.02 0.02 0.01 0.02 Al2O3 33.82 33.97 33.58 33.97 33.88 33.78 33.53 33.99 FeO 8.52 8.36 8.54 8.40 8.01 8.29 8.14 8.55 MnO 0.58 0.60 0.50 0.58 0.50 0.54 0.48 0.40 MgO 8.25 8.49 8.27 8.20 8.61 8.44 8.15 8.52 CaO 0.01 0.02 0.02 0.03 0.01 0.00 0.06 0.02 Na2O 0.13 0.01 0.17 0.17 0.10 0.11 0.09 0.08 K2O 0.01 0.01 0.00 0.01 0.00 0.01 0.01 0.00 Total 99.89 99.47 99.18 99.79 99.77 99.71 98.36 100.68 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.94 4.90 4.93 4.93 4.94 4.94 4.94 4.95 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 4.05 4.09 4.06 4.08 4.05 4.05 4.08 4.04 FeO 0.73 0.72 0.73 0.72 0.68 0.71 0.70 0.72 MnO 0.05 0.05 0.04 0.05 0.04 0.05 0.04 0.03 MgO 1.25 1.29 1.26 1.24 1.30 1.28 1.25 1.28 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 Na2O 0.03 0.00 0.03 0.03 0.02 0.02 0.02 0.02 K2O 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Si 4.94 4.90 4.93 4.93 4.94 4.94 4.94 4.95 AlIV 1.06 1.10 1.07 1.07 1.06 1.06 1.06 1.05 Tring 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 AlIV link 2.99 2.99 2.98 3.00 2.99 2.99 3.01 2.99 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg2+ 1.25 1.29 1.26 1.24 1.30 1.28 1.25 1.28 Fe2+ 0.73 0.72 0.73 0.72 0.68 0.71 0.70 0.72 Mn2+ 0.05 0.05 0.04 0.05 0.04 0.05 0.04 0.03 TVI 2.02 2.06 2.04 2.01 2.03 2.03 2.00 2.03 Ca2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 Na+ 0.03 0.00 0.03 0.03 0.02 0.02 0.02 0.02 K+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.03 0.00 0.04 0.04 0.02 0.02 0.03 0.02 XMg 63.29 64.39 63.28 63.48 65.67 64.43 64.07 63.97 XFe 36.71 35.61 36.72 36.52 34.33 35.57 35.93 36.03 133 Anexo IX.1.3- Continuação das Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J13b(2) bgd J13b(2) bpl J13b(2) bpl J13b(2) bpl J13b(2) bpl J25(1)bbt J25(1)pc J25(1)c 33 34 35 36 37 38 39 40 SiO2 47.55 47.80 48.03 47.78 47.83 48.36 48.60 48.12 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.02 0.00 0.00 Al2O3 34.05 33.91 33.60 33.97 34.16 33.45 33.84 33.21 FeO 8.56 8.34 8.21 8.15 8.47 8.84 9.14 9.06 MnO 0.44 0.58 0.64 0.60 0.50 0.12 0.14 0.12 MgO 8.42 8.24 8.24 8.29 8.27 7.70 8.01 7.68 CaO 0.02 0.03 0.01 0.04 0.03 0.00 0.02 0.01 Na2O 0.10 0.12 0.10 0.12 0.09 0.09 0.10 0.09 K2O 0.00 0.01 0.01 0.00 0.02 0.00 0.01 0.01 Total 99.15 99.02 98.84 98.94 99.36 98.57 99.85 98.29 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.88 4.90 4.93 4.90 4.89 4.98 4.95 4.97 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 4.12 4.10 4.07 4.11 4.12 4.06 4.06 4.05 FeO 0.74 0.72 0.71 0.70 0.72 0.76 0.78 0.78 MnO 0.04 0.05 0.06 0.05 0.04 0.01 0.01 0.01 MgO 1.29 1.26 1.26 1.27 1.26 1.18 1.22 1.18 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 K2O 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Si 4.88 4.90 4.93 4.90 4.89 4.98 4.95 4.97 AlIV 1.12 1.10 1.07 1.10 1.11 1.02 1.05 1.03 Tring 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 AlIV link 2.99 3.00 3.00 3.01 3.01 3.03 3.01 3.02 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg2+ 1.29 1.26 1.26 1.27 1.26 1.18 1.22 1.18 Fe2+ 0.74 0.72 0.71 0.70 0.72 0.76 0.78 0.78 Mn2+ 0.04 0.05 0.06 0.05 0.04 0.01 0.01 0.01 TVI 2.06 2.03 2.02 2.02 2.03 1.95 2.01 1.98 Ca2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na+ 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 K+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.02 0.03 0.02 0.03 0.02 0.02 0.02 0.02 XMg 63.65 63.76 64.11 64.42 63.49 60.80 60.97 60.16 XFe 36.35 36.24 35.89 35.58 36.51 39.20 39.03 39.84 134 Anexo IX.1.3- Continuação das Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J25(1)bbt J25(1)pc J25(1)c J25(1)bqz J25(1)pc J25(1)c J25(1)bbt J26(1)bgd 41 42 43 44 45 46 47 48 SiO2 47.98 47.93 48.10 48.24 48.49 47.76 48.05 48.37 TiO2 0.03 0.00 0.01 0.00 0.01 0.01 0.00 0.00 Al2O3 33.49 33.30 33.37 33.45 33.70 33.41 33.18 33.66 FeO 9.81 8.90 8.61 9.02 9.22 8.92 8.98 7.96 MnO 0.13 0.10 0.09 0.03 0.12 0.09 0.13 0.09 MgO 7.62 7.63 7.86 7.70 7.68 7.68 7.70 8.45 CaO 0.00 0.02 0.00 0.02 0.00 0.01 0.00 0.04 Na2O 0.02 0.06 0.05 0.01 0.05 0.06 0.04 0.11 K2O 0.02 0.00 0.00 0.00 0.01 0.01 0.01 0.02 Total 99.09 97.92 98.09 98.47 99.29 97.92 98.10 98.70 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.94 4.97 4.97 4.97 4.96 4.95 4.97 4.95 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 4.06 4.07 4.06 4.06 4.07 4.08 4.05 4.06 FeO 0.84 0.77 0.74 0.78 0.79 0.77 0.78 0.68 MnO 0.01 0.01 0.01 0.00 0.01 0.01 0.01 0.01 MgO 1.17 1.18 1.21 1.18 1.17 1.19 1.19 1.29 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.00 0.01 0.01 0.00 0.01 0.01 0.01 0.02 K2O 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Si 4.94 4.97 4.97 4.97 4.96 4.95 4.97 4.95 AlIV 1.06 1.03 1.03 1.03 1.04 1.05 1.03 1.05 Tring 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 AlIV link 3.00 3.03 3.03 3.03 3.03 3.03 3.02 3.02 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg2+ 1.17 1.18 1.21 1.18 1.17 1.19 1.19 1.29 Fe2+ 0.84 0.77 0.74 0.78 0.79 0.77 0.78 0.68 Mn2+ 0.01 0.01 0.01 0.00 0.01 0.01 0.01 0.01 TVI 2.02 1.96 1.96 1.96 1.97 1.97 1.98 1.98 Ca2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na+ 0.00 0.01 0.01 0.00 0.01 0.01 0.01 0.02 K+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.01 0.01 0.01 0.00 0.01 0.01 0.01 0.03 XMg 58.03 60.41 61.91 60.33 59.71 60.53 60.43 65.38 XFe 41.97 39.59 38.09 39.67 40.29 39.47 39.57 34.62 135 Anexo IX.1.3- Continuação das Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J26(1)bgd J26(1)bgd J26(1)bgd J26(1)pc J26(1)c J26(1)bbt J27(1)bbt J27(1)bgd 49 50 51 52 53 54 55 56 SiO2 48.17 48.24 48.38 48.47 48.22 48.71 48.81 48.71 TiO2 0.00 0.03 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 Al2O3 33.76 33.62 33.61 33.40 33.33 33.68 33.77 33.98 FeO 7.42 8.01 8.12 8.03 7.85 8.17 6.28 6.31 MnO 0.08 0.13 0.03 0.16 0.01 0.13 0.00 0.03 MgO 8.71 8.51 8.27 8.01 8.14 8.42 9.00 9.16 CaO 0.04 0.01 0.02 0.03 0.02 0.01 0.02 0.00 Na2O 0.08 0.10 0.13 0.10 0.14 0.09 0.08 0.09 K2O 0.00 0.01 0.01 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 Total 98.26 98.65 98.56 98.20 97.70 99.20 97.96 98.28 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.94 4.95 4.96 4.99 4.98 4.97 4.99 4.97 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 4.08 4.06 4.06 4.05 4.06 4.05 4.07 4.08 FeO 0.64 0.69 0.70 0.69 0.68 0.70 0.54 0.54 MnO 0.01 0.01 0.00 0.01 0.00 0.01 0.00 0.00 MgO 1.33 1.30 1.26 1.23 1.25 1.28 1.37 1.39 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.02 0.02 0.03 0.02 0.03 0.02 0.02 0.02 K2O 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Si 4.94 4.95 4.96 4.99 4.98 4.97 4.99 4.97 AlIV 1.06 1.05 1.04 1.01 1.02 1.03 1.01 1.03 Tring 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 AlIV link 3.03 3.01 3.03 3.04 3.04 3.01 3.06 3.05 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg2+ 1.33 1.30 1.26 1.23 1.25 1.28 1.37 1.39 Fe2+ 0.64 0.69 0.70 0.69 0.68 0.70 0.54 0.54 Mn2+ 0.01 0.01 0.00 0.01 0.00 0.01 0.00 0.00 TVI 1.98 2.00 1.96 1.93 1.93 1.99 1.91 1.93 Ca2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na+ 0.02 0.02 0.03 0.02 0.03 0.02 0.02 0.02 K+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.02 0.02 0.03 0.02 0.03 0.02 0.02 0.02 XMg 67.62 65.41 64.46 64.00 64.87 64.73 71.86 72.10 XFe 32.38 34.59 35.54 36.00 35.13 35.27 28.14 27.90 136 Anexo IX.1.3- Continuação das Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J27(1)bgd J27(1)bgd J27(1)bgd J27(1)pc J27(1)c J27(1)c J27(1)bbt J27(2)bgd 57 58 59 60 61 62 63 64 SiO2 48.75 48.47 48.35 48.76 48.47 48.27 48.51 48.20 TiO2 0.02 0.02 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.03 Al2O3 34.05 33.73 33.76 33.75 33.57 33.67 33.54 33.53 FeO 6.42 6.96 7.07 6.91 6.68 6.54 6.70 6.15 MnO 0.06 0.03 0.03 0.03 0.03 0.05 0.07 0.03 MgO 9.41 8.76 8.76 8.98 8.78 9.19 9.16 9.27 CaO 0.00 0.03 0.03 0.00 0.02 0.02 0.02 0.02 Na2O 0.08 0.07 0.07 0.07 0.09 0.05 0.06 0.11 K2O 0.00 0.00 0.01 0.01 0.01 0.00 0.00 0.01 Total 98.78 98.07 98.08 98.51 97.64 97.78 98.04 97.33 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.95 4.97 4.96 4.97 4.98 4.95 4.97 4.96 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 4.08 4.08 4.08 4.06 4.07 4.07 4.05 4.07 FeO 0.55 0.60 0.61 0.59 0.57 0.56 0.57 0.53 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 MgO 1.42 1.34 1.34 1.37 1.34 1.41 1.40 1.42 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.01 0.01 0.01 0.01 0.02 0.01 0.01 0.02 K2O 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Si 4.95 4.97 4.96 4.97 4.98 4.95 4.97 4.96 AlIV 1.05 1.03 1.04 1.03 1.02 1.05 1.03 1.04 Tring 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 AlIV link 3.03 3.04 3.04 3.03 3.05 3.03 3.02 3.03 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg2+ 1.42 1.34 1.34 1.37 1.34 1.41 1.40 1.42 Fe2+ 0.55 0.60 0.61 0.59 0.57 0.56 0.57 0.53 Mn2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 TVI 1.97 1.94 1.95 1.96 1.92 1.97 1.98 1.95 Ca2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na+ 0.01 0.01 0.01 0.01 0.02 0.01 0.01 0.02 K+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.01 0.02 0.02 0.01 0.02 0.01 0.01 0.03 XMg 72.32 69.16 68.81 69.84 70.05 71.44 70.90 72.86 XFe 27.68 30.84 31.19 30.16 29.95 28.56 29.10 27.14 137 Anexo IX.1.3- Continuação das Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J27(2)bgd J27(2)bbt J27(2)bqz J27(2)c J27(2)bgd J28(2)bgd J28(2)bgd J28(2)bgd 65 66 67 68 69 70 71 72 SiO2 48.35 47.81 47.92 47.82 47.76 47.66 47.88 47.50 TiO2 0.00 0.01 0.00 0.00 0.01 0.02 0.01 0.02 Al2O3 33.67 33.44 33.75 33.61 33.51 33.54 33.29 33.63 FeO 6.03 6.26 6.13 6.04 6.05 7.62 8.53 8.82 MnO 0.06 0.07 0.00 0.02 0.04 0.22 0.11 0.20 MgO 9.32 8.94 9.22 9.29 8.99 8.31 7.80 7.93 CaO 0.02 0.03 0.02 0.01 0.03 0.02 0.01 0.03 Na2O 0.10 0.11 0.10 0.09 0.06 0.08 0.09 0.07 K2O 0.00 0.00 0.01 0.02 0.00 0.01 0.01 0.01 Total 97.54 96.66 97.16 96.89 96.45 97.47 97.73 98.19 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.96 4.96 4.94 4.94 4.96 4.94 4.96 4.92 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 4.08 4.09 4.10 4.10 4.10 4.10 4.07 4.10 FeO 0.52 0.54 0.53 0.52 0.53 0.66 0.74 0.76 MnO 0.01 0.01 0.00 0.00 0.00 0.02 0.01 0.02 MgO 1.43 1.38 1.42 1.43 1.39 1.28 1.20 1.22 CaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.02 0.02 0.02 0.02 0.01 0.02 0.02 0.01 K2O 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Si 4.96 4.96 4.94 4.94 4.96 4.94 4.96 4.92 AlIV 1.04 1.04 1.06 1.06 1.04 1.06 1.04 1.08 Tring 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 AlIV link 3.04 3.05 3.05 3.04 3.06 3.04 3.03 3.02 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg2+ 1.43 1.38 1.42 1.43 1.39 1.28 1.20 1.22 Fe2+ 0.52 0.54 0.53 0.52 0.53 0.66 0.74 0.76 Mn2+ 0.01 0.01 0.00 0.00 0.00 0.02 0.01 0.02 TVI 1.95 1.93 1.95 1.96 1.92 1.96 1.95 2.00 Ca2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Na+ 0.02 0.02 0.02 0.02 0.01 0.02 0.02 0.01 K+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 0.02 XMg 73.33 71.78 72.81 73.25 72.57 66.02 61.94 61.57 XFe 26.67 28.22 27.19 26.75 27.43 33.98 38.06 38.43 138 Anexo IX.1.3- Continuação das Análises de Cordierita Porcentagem em óxidos J28(2)pc J28(2)c J28(2)bpl 74 75 76 SiO2 47.98 47.54 47.37 TiO2 0.13 0.00 0.00 Al2O3 33.74 33.26 33.58 FeO 8.19 8.90 8.68 MnO 0.19 0.18 0.14 MgO 8.12 7.75 7.78 CaO 0.00 0.01 0.01 Na2O 0.05 0.09 0.14 K2O 0.01 0.02 0.00 Total 98.41 97.77 97.70 Número de íons normalizados para 24 oxigênios por unidade de fórmula SiO2 4.94 4.94 4.92 TiO2 0.01 0.00 0.00 Al2O3 4.09 4.08 4.11 FeO 0.70 0.77 0.76 MnO 0.02 0.02 0.01 MgO 1.24 1.20 1.20 CaO 0.00 0.00 0.00 Na2O 0.01 0.02 0.03 K2O 0.00 0.00 0.00 Si 4.94 4.94 4.92 AlIV 1.06 1.06 1.08 Tring 6.00 6.00 6.00 AlIV link 3.03 3.02 3.03 Ti 0.01 0.00 0.00 Mg2+ 1.24 1.20 1.20 Fe2+ 0.70 0.77 0.76 Mn2+ 0.02 0.02 0.01 TVI 1.97 1.99 1.97 Ca2+ 0.00 0.00 0.00 Na+ 0.01 0.02 0.03 K+ 0.00 0.00 0.00 T alcalis 0.01 0.02 0.03 XMg 63.85 60.80 61.47 XFe 36.15 39.20 38.53 139 Anexo IX.1.4- Análises de Plagioclásio Porcentagem em óxidos J4(2) bcd J4(2) bcd J4(2) bcd J4(2) bcd J4 (2) c J4 (2) c J13b(2) bcd J13b(2) bcd 1 2 3 4 5 6 7 8 SiO2 62.88 62.32 62.93 62.88 62.32 62.93 62.14 63.30 TiO2 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 Al2O3 23.89 23.35 23.57 23.89 23.35 23.57 23.45 23.32 FeO 0.21 0.34 0.21 0.18 0.02 0.00 0.05 0.08 MnO 0.00 0.00 0.00 0.05 0.04 0.00 0.02 0.04 MgO 0.00 0.16 0.08 0.12 0.00 0.00 0.00 0.01 CaO 4.35 4.16 4.21 4.20 4.06 3.70 8.15 8.42 Na2O 8.81 8.59 8.81 8.82 9.05 9.14 6.79 6.52 K2O 0.08 0.11 0.08 0.10 0.17 0.16 0.10 0.11 BaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Total 100.23 99.03 99.88 99.05 99.96 99.26 99.95 99.99 Número de íons normalizados com base em 32 oxigênios por unidade de fórmula Si 11.09 9.59 9.60 9.55 9.59 9.61 9.48 9.57 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al 4.97 7.19 7.19 7.26 7.19 7.20 7.16 7.05 Fe2+ 0.03 0.05 0.03 0.03 0.00 0.00 0.01 0.01 Mn 0.00 0.00 0.00 0.01 0.01 0.00 0.00 0.00 Mg 0.00 0.04 0.02 0.03 0.00 0.00 0.00 0.00 Ca 0.82 0.64 0.64 0.64 0.62 0.57 1.24 1.27 Na 3.01 2.65 2.69 2.68 2.78 2.79 2.07 1.97 K 0.02 0.03 0.02 0.03 0.05 0.05 0.03 0.03 Ba 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 X=1 0.97 0.85 0.85 0.85 0.87 0.85 0.84 0.82 Z=4 4.01 4.20 4.20 4.20 4.19 4.20 4.16 4.15 Xca=Ano 21.33 19.28 19.14 19.08 18.03 16.62 37.20 38.84 Xna=Ab 78.21 79.72 80.15 80.05 80.44 81.98 61.94 60.14 XK=Or 0.47 1.00 0.71 0.87 1.53 1.40 0.87 1.02 140 Anexo IX.1.4- Continuação das Análises de Plagioclásio Porcentagem em óxidos J13b (2) bcd J13b (2) bcd J13b (2) bgd J13b (2) c J13b (2) bgd J13b (2) bgd J19 (1) ban J19 (1) ban 9 10 11 12 13 14 15 16 SiO2 63.27 57.93 57.75 58.19 58.25 58.16 57.88 57.91 TiO2 0.04 0.02 0.01 0.01 0.02 0.03 0.00 0.00 Al2O3 22.98 26.91 27.07 26.94 26.88 27.03 26.99 26.96 FeO 0.09 0.04 0.04 0.06 0.11 0.01 0.19 0.42 MnO 0.00 0.00 0.00 0.10 0.00 0.04 0.00 0.00 MgO 0.01 0.00 0.00 0.00 0.01 0.01 0.00 0.00 CaO 8.31 8.24 8.22 8.37 8.35 8.29 4.69 4.51 Na2O 6.88 6.75 6.58 6.55 6.62 6.58 8.99 8.89 K2O 0.11 0.12 0.12 0.14 0.06 0.13 0.17 0.17 BaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.03 0.02 Total 100.55 100.29 100.15 100.10 100.03 99.76 100.59 99.68 Número de íons normalizados com base em 32 oxigênios por unidade de fórmula Si 9.60 8.76 8.73 8.77 8.78 8.76 8.79 8.79 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al 6.98 8.13 8.19 8.12 8.10 8.14 8.19 8.19 Fe2+ 0.01 0.01 0.01 0.01 0.02 0.00 0.03 0.06 Mn 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 0.01 0.00 0.00 Mg 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Ca 1.26 1.25 1.24 1.26 1.26 1.25 0.71 0.69 Na 2.09 2.04 1.99 1.98 2.00 1.98 2.73 2.70 K 0.03 0.04 0.04 0.04 0.02 0.04 0.05 0.05 Ba 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 X=1 0.85 0.83 0.82 0.83 0.82 0.82 0.88 0.88 Z=4 4.14 4.22 4.23 4.22 4.22 4.23 4.25 4.25 Xca=Ano 37.29 37.51 38.02 38.46 38.43 38.19 20.38 19.94 Xna=Ab 61.74 61.40 60.85 60.24 61.00 60.63 78.18 78.58 XK=Or 0.97 1.09 1.13 1.31 0.57 1.18 1.43 1.48 141 Anexo IX.1.4- Continuação das Análises de Plagioclásio Porcentagem em óxidos J19 (1) ban J19 (1) ban J19 (1) ban J19 (1) c J19 (1) c J19 (2) ban J19 (2) ban J19 (2) ban 17 18 19 20 21 22 23 24 SiO2 57.90 61.99 61.20 61.26 60.68 60.99 60.94 61.12 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 26.78 24.75 24.95 24.83 24.77 25.00 24.76 24.59 FeO 0.14 0.24 0.21 0.09 0.42 0.14 0.08 0.19 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 MgO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 CaO 4.55 4.22 4.70 4.69 4.59 4.83 4.51 4.78 Na2O 9.11 8.90 8.94 8.72 8.47 8.69 8.74 8.70 K2O 0.16 0.26 0.13 0.22 0.30 0.18 0.17 0.14 BaO 0.04 0.00 0.05 0.07 0.11 0.02 0.04 0.00 Total 100.59 100.36 100.16 99.88 99.33 99.84 99.24 99.52 Número de íons normalizados com base em 32 oxigênios por unidade de fórmula Si 8.82 9.36 9.27 9.30 9.27 9.26 9.30 9.32 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al 8.16 7.48 7.56 7.54 7.57 7.59 7.56 7.50 Fe2+ 0.02 0.04 0.03 0.01 0.06 0.02 0.01 0.03 Mn 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Ca 0.69 0.64 0.71 0.71 0.70 0.73 0.69 0.73 Na 2.78 2.69 2.71 2.65 2.59 2.64 2.67 2.65 K 0.05 0.08 0.04 0.07 0.09 0.05 0.05 0.04 Ba 0.01 0.00 0.01 0.01 0.02 0.00 0.01 0.00 X=1 0.89 0.86 0.87 0.86 0.86 0.86 0.86 0.86 Z=4 4.24 4.21 4.21 4.21 4.21 4.21 4.21 4.21 Xca=Ano 19.71 18.75 20.60 20.78 20.74 21.40 20.21 21.28 Xna=Ab 78.91 78.96 78.31 77.24 76.54 77.01 78.31 77.47 XK=Or 1.38 2.29 1.10 1.98 2.72 1.60 1.48 1.25 142 Anexo IX.1.4- Continuação das Análises de Plagioclásio Porcentagem em óxidos J19 (2) ban J19 (2) ban J19 (2) ban J19 (2) ban J19 (2) c J19 (2) c J23bbt J23bbt 25 26 27 28 29 30 31 32 SiO2 60.49 60.11 60.42 60.87 60.83 60.81 62.84 61.88 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 25.52 25.63 25.27 25.00 24.91 24.70 22.92 23.84 FeO 0.35 0.25 0.24 0.22 0.04 0.10 0.00 0.00 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 MgO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 CaO 4.85 4.84 4.81 4.10 4.88 4.84 4.47 4.96 Na2O 8.58 8.57 8.72 8.51 8.53 8.41 9.40 9.06 K2O 0.13 0.26 0.10 0.64 0.18 0.23 0.01 0.01 BaO 0.00 0.01 0.00 0.06 0.05 0.06 0.00 0.00 Total 99.92 99.67 99.56 99.41 99.42 99.15 99.63 99.75 Número de íons normalizados com base em 32 oxigênios por unidade de fórmula Si 9.15 9.11 9.18 9.26 9.27 9.30 11.17 11.00 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al 7.72 7.77 7.68 7.61 7.59 7.55 4.80 5.00 Fe2+ 0.05 0.04 0.04 0.03 0.01 0.01 0.00 0.00 Mn 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Ca 0.73 0.73 0.73 0.62 0.74 0.74 0.85 0.94 Na 2.60 2.60 2.65 2.59 2.60 2.57 3.24 3.12 K 0.04 0.08 0.03 0.20 0.05 0.07 0.00 0.00 Ba 0.00 0.00 0.00 0.01 0.01 0.01 0.00 0.00 X=1 0.86 0.86 0.86 0.86 0.85 0.85 1.02 1.02 Z=4 4.22 4.22 4.22 4.22 4.21 4.21 3.99 4.00 Xca=Ano 21.77 21.53 21.41 18.31 21.90 21.87 20.78 23.20 Xna=Ab 77.06 76.20 77.66 75.94 76.53 76.05 79.17 76.72 XK=Or 1.18 2.27 0.93 5.75 1.57 2.08 0.05 0.08 143 Anexo IX.1.4- Continuação das Análises de Plagioclásio Porcentagem em óxidos J23c J23c J23bms J23bms J23bms J23bms J25(2)bbt J25(2)bbt 33 34 35 36 37 38 39 40 SiO2 62.69 61.04 62.13 61.60 61.57 62.14 62.54 61.91 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 23.27 23.84 23.66 23.82 24.45 24.37 24.00 23.93 FeO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.14 0.17 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 MgO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 CaO 4.27 5.14 4.59 4.98 5.27 5.21 4.77 4.70 Na2O 9.20 9.07 9.33 9.01 9.05 8.96 9.07 9.08 K2O 0.01 0.00 0.02 0.00 0.02 0.00 0.11 0.16 BaO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 Total 99.44 99.10 99.74 99.41 100.35 100.67 100.63 99.96 Número de íons normalizados com base em 32 oxigênios por unidade de fórmula Si 11.14 10.94 11.04 10.99 10.90 10.95 9.48 9.45 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al 4.88 5.04 4.96 5.01 5.10 5.06 7.27 7.30 Fe2+ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.02 0.03 Mn 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Ca 0.81 0.99 0.87 0.95 1.00 0.98 0.72 0.72 Na 3.17 3.15 3.22 3.12 3.10 3.06 2.75 2.77 K 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 0.03 0.05 Ba 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 X=1 1.00 1.03 1.02 1.02 1.03 1.01 0.88 0.89 Z=4 4.00 3.99 4.00 4.00 4.00 4.00 4.19 4.19 Xca=Ano 20.41 23.84 21.35 23.40 24.35 24.33 20.64 20.27 Xna=Ab 79.55 76.16 78.51 76.60 75.57 75.67 78.43 78.36 XK=Or 0.03 0.00 0.13 0.00 0.09 0.00 0.93 1.37 144 Anexo IX.1.4- Continuação das Análises de Plagioclásio Porcentagem em óxidos J25(2)bbt J25(2)c J25(2)bqz J25(2)bbt J25(2)bbt J27(1)pc J27(1)bgd J27(1)bbt 41 42 43 44 45 46 47 48 SiO2 62.24 62.81 61.82 62.21 62.41 62.10 62.16 62.42 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 24.19 23.72 23.64 23.92 23.90 24.68 24.69 24.59 FeO 0.15 0.05 0.13 0.13 0.00 0.22 0.12 0.01 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 MgO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 CaO 4.92 4.39 4.83 4.63 4.62 5.72 5.75 5.71 Na2O 8.98 9.12 9.13 8.99 9.07 8.41 8.16 8.58 K2O 0.15 0.33 0.18 0.21 0.28 0.24 0.29 0.16 BaO 0.00 0.00 0.02 0.00 0.11 0.03 0.02 0.00 Total 100.63 100.42 99.75 100.11 100.39 101.39 101.19 101.46 Número de íons normalizados com base em 32 oxigênios por unidade de fórmula Si 9.43 9.54 9.47 9.47 9.48 9.34 9.35 9.37 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al 7.33 7.21 7.25 7.28 7.26 7.42 7.43 7.39 Fe2+ 0.02 0.01 0.02 0.02 0.00 0.03 0.02 0.00 Mn 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Ca 0.75 0.67 0.74 0.71 0.70 0.86 0.86 0.86 Na 2.72 2.77 2.80 2.74 2.76 2.53 2.46 2.58 K 0.05 0.10 0.05 0.07 0.09 0.07 0.09 0.05 Ba 0.00 0.00 0.00 0.00 0.02 0.00 0.00 0.00 X=1 0.88 0.89 0.90 0.88 0.89 0.87 0.86 0.87 Z=4 4.19 4.19 4.18 4.19 4.19 4.19 4.19 4.19 Xca=Ano 21.24 18.88 20.62 20.10 19.79 24.84 25.37 24.64 Xna=Ab 77.46 78.32 77.87 78.05 77.78 73.07 72.05 74.02 XK=Or 1.29 2.80 1.52 1.86 2.43 2.09 2.59 1.34 145 Anexo IX.1.4- Continuação das Análises de Plagioclásio Porcentagem em óxidos J27(1)bbt J27(1)c J27(1)bgd J27(1)bbt J27(1)c J27(1)bcd J28(1)bbt J28(1)bcd 49 50 51 52 53 54 55 56 SiO2 62.33 61.79 62.29 62.13 62.26 61.46 61.56 61.52 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 24.84 24.54 24.82 24.66 24.63 25.21 24.94 24.96 FeO 0.18 0.00 0.04 0.00 0.08 0.21 0.08 0.09 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 MgO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 CaO 5.65 5.70 5.84 5.53 5.65 5.91 5.77 5.86 Na2O 8.40 8.30 8.07 8.36 8.25 8.12 8.22 8.24 K2O 0.16 0.12 0.16 0.26 0.29 0.11 0.23 0.17 BaO 0.00 0.04 0.05 0.00 0.01 0.00 0.01 0.04 Total 101.56 100.49 101.26 100.94 101.17 101.01 100.81 100.86 Número de íons normalizados com base em 32 oxigênios por unidade de fórmula Si 9.34 9.35 9.35 9.36 9.37 9.24 9.28 9.27 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al 7.44 7.43 7.45 7.43 7.41 7.58 7.52 7.52 Fe2+ 0.03 0.00 0.01 0.00 0.01 0.03 0.01 0.01 Mn 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Ca 0.85 0.86 0.88 0.83 0.85 0.89 0.87 0.88 Na 2.52 2.51 2.42 2.52 2.48 2.44 2.48 2.48 K 0.05 0.04 0.05 0.08 0.09 0.03 0.07 0.05 Ba 0.00 0.01 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 0.01 X=1 0.86 0.85 0.84 0.86 0.86 0.85 0.86 0.86 Z=4 4.20 4.20 4.20 4.20 4.19 4.20 4.20 4.20 Xca=Ano 24.79 25.28 26.20 24.30 24.86 26.41 25.44 25.84 Xna=Ab 73.82 73.62 72.40 73.39 72.58 72.63 72.50 72.69 XK=Or 1.39 1.10 1.40 2.31 2.56 0.96 2.06 1.46 146 Anexo IX.1.4- Continuação das Análises de Plagioclásio Porcentagem em óxidos J28(1)c J28(1)bbt J28(1)bbt J28(1)bcd J26(1)bbt J26(1)bbt J26(1)bbt J26(1)bkfd 57 58 59 60 61 62 63 64 SiO2 61.20 61.61 61.32 61.14 60.98 61.89 61.16 61.72 TiO2 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al2O3 24.54 24.75 24.61 24.69 24.17 24.05 23.80 23.96 FeO 0.05 0.09 0.06 0.01 0.17 0.06 0.20 0.14 MnO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 MgO 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 CaO 5.57 5.62 5.70 5.82 4.81 4.76 5.05 4.68 Na2O 8.14 8.38 8.42 8.30 9.12 9.31 9.02 9.11 K2O 0.28 0.24 0.18 0.21 0.16 0.17 0.13 0.20 BaO 0.00 0.01 0.04 0.02 0.00 0.02 0.00 0.00 Total 99.79 100.70 100.32 100.19 99.41 100.25 99.35 99.81 Número de íons normalizados com base em 32 oxigênios por unidade de fórmula Si 9.32 9.31 9.31 9.29 9.35 9.42 9.40 9.43 Ti 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Al 7.48 7.48 7.47 7.50 7.41 7.32 7.32 7.32 Fe2+ 0.01 0.01 0.01 0.00 0.03 0.01 0.03 0.02 Mn 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Mg 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Ca 0.85 0.85 0.87 0.88 0.74 0.72 0.78 0.72 Na 2.48 2.53 2.55 2.52 2.80 2.83 2.77 2.78 K 0.09 0.07 0.05 0.06 0.05 0.05 0.04 0.06 Ba 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 X=1 0.86 0.87 0.87 0.87 0.90 0.91 0.90 0.89 Z=4 4.20 4.20 4.19 4.20 4.19 4.19 4.18 4.19 Xca=Ano 24.87 24.58 24.91 25.48 20.57 20.08 21.65 20.10 Xna=Ab 72.61 73.28 73.52 72.69 78.06 78.52 77.28 78.21 XK=Or 2.53 2.13 1.57 1.83 1.37 1.39 1.07 1.69 147 Anexo IX.1.4- Continuação das Análises de Plagioclásio Porcentagem em óxidos J26(1)bkfd J26(1)bbt 65 66 SiO2 61.56 61.66 TiO2 0.00 0.00 Al2O3 23.60 23.97 FeO 0.01 0.13 MnO 0.00 0.00 MgO 0.00 0.00 CaO 4.67 4.94 Na2O 9.13 8.81 K2O 0.15 0.13 BaO 0.00 0.00 Total 99.12 99.64 Número de íons normalizados com base em 32 oxigênios por unidade de fórmula Si 9.48 9.43 Ti 0.00 0.00 Al 7.27 7.33 Fe2+ 0.00 0.02 Mn 0.00 0.00 Mg 0.00 0.00 Ca 0.72 0.76 Na 2.81 2.69 K 0.05 0.04 Ba 0.00 0.00 X=1 0.89 0.88 Z=4 4.19 4.19 Xca=Ano 20.11 21.65 Xna=Ab 78.60 77.21 XK=Or 1.29 1.14 148 0 20 40 60 80 100 120 140 160 0 5000 10000 15000 20000 25000 Amostra J2b U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -10000 -5000 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 35000 40000 45000 Amostra J5a U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -10000 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 Amostra J5b U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -500 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 Amostra J6 U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado Difraçao de Raios X 149 0 20 40 60 80 100 120 140 160 0 5000 10000 15000 20000 Amostra J12 U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 Amostra J12b U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 Amostra J14 Y A x i s T i t l e Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 0 5000 10000 15000 20000 25000 Amostra J15 U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 150 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 Amostra J17 U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 Amostra J20 U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -20000 0 20000 40000 60000 80000 100000 120000 Amostra L16 U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -20000 0 20000 40000 60000 80000 100000 Amostra L25 U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 151 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -20000 0 20000 40000 60000 80000 100000 120000 140000 160000 180000 Amostra L74 U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -20000 0 20000 40000 60000 80000 100000 120000 Amostra Gu211 U . A . Ângulo 2θ (Graus) Observado Calculado 0 20 40 60 80 100 120 140 160 -10000 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 Amostra Gu212 U . A . Ângulo 2θ (graus) Observado Calculado 152 1000 1100 1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 Amostra J05A 1581 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2300 2400 2500 2600 2700 2800 2900 -1000 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 Amostra J5a 2443 2675 2692 2727 U . A cm-1 Observado Calculado Análise Micro-Raman Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 11639.1238 1581.62084 15.2109565 100.00 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 397.703431 2443.18619 22.5923440 3.20094877 2 Lorentz Amp 1075.57791 2674.77478 28.1201198 11.1134500 3 Lorentz Amp 1309.10055 2691.93791 30.3474536 14.5415904 4 Lorentz Amp 6314.45445 2727.29815 30.9134296 71.1440408 153 1200 1300 1400 1500 1600 1700 0 2000 4000 6000 8000 10000 Amostra J5B 1584 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2300 2400 2500 2600 2700 2800 2900 0 1000 2000 3000 4000 5000 2448 2674 2691 2730 Amostra J5b U . A cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 8411.55054 1583.65593 15.3362684 100.000000 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 278.661071 2447.48530 24.8763580 3.3191982 2 Lorentz Amp 429.980542 2673.78648 26.0916993 5.6425148 3 Lorentz Amp 1202.51014 2690.86646 32.9993739 19.760895 4 Lorentz Amp 4658.43274 2730.16105 30.7336348 71.2346698 154 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 1582 1359 Amostra J11 U . A . Cm-1 Observado Calculado 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 18000 20000 Amostra J11 1583 U . A . Cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 305.430503 1358.95407 23.8560217 2.98076289 2 Lorentz Amp 14698.2405 1582.39837 15.8503147 97.0192371 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 17840.9092 1583.00214 15.9420463 100.000000 155 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 Amostra J12 1582 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2400 2500 2600 2700 2800 2900 -1000 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Amostra J12 2445 2675 2692 2730 U . A cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 12745.7992 1582.32958 15.4613254 100.000000 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 442.926270 2445.39965 24.9252315 3.39900439 2 Lorentz Amp 777.615753 2674.89273 25.2061577 6.59131397 3 Lorentz Amp 1669.91540 2691.65264 33.0182974 18.3335210 4 Lorentz Amp 7069.79038 2730.02888 30.4851833 71.6761060 156 1200 1300 1400 1500 1600 1700 0 2000 4000 6000 8000 Amostra J13A 1584 U . A . Cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 8179.53739 1583.62170 15.1958475 100.000000 157 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 1440 Amostra J17 1583 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2400 2500 2600 2700 2800 2900 3000 -1000 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 Amostra J17 2919 2875 2855 2730 2698 2677 2441 U . A . Cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 544.838296 1439.44088 41.7633002 10.1547367 2 Lorentz Amp 10665.6246 1582.75201 18.4802361 89.8452633 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 508.896249 2441.49496 33.6418486 4.53149397 2 Lorentz Amp 1484.69307 2677.50519 28.0866694 12.3955048 3 Lorentz Amp 1276.25661 2698.18227 17.5300928 6.72948751 4 Lorentz Amp 6600.07357 2730.12056 28.7273916 56.3014130 5 Lorentz Amp 739.392814 2855.46612 11.7584060 2.61748841 6 Lorentz Amp 887.403496 2874.96040 25.3268471 6.59095545 7 Lorentz Amp 847.705887 2919.59696 47.2692480 10.8336569 158 1200 1300 1400 1500 1600 1700 0 2000 4000 6000 8000 10000 Amostra J20 1583 149913551302 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2300 2400 2500 2600 2700 2800 2900 3000 -1000 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 Amostra J20 2962 2932 2900 28742855 2730 2698 2679 2446 U . A . Cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 171.867648 1302.97517 31.1524030 2.92764898 2 Lorentz Amp 139.194682 1355.18153 25.2987959 1.97191105 3 Lorentz Amp 394.647330 1449.00193 23.9300972 5.32738050 4 Lorentz Amp 9805.33832 1583.15103 16.2004461 89.7730595 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 362.275902 2445.50403 23.2101932 2.33911545 2 Lorentz Amp 1186.67271 2679.10707 24.8363721 8.52788134 3 Lorentz Amp 1213.58969 2698.50382 22.0553292 7.76759407 4 Lorentz Amp 5710.66696 2730.58420 28.4013925 46.7082631 5 Lorentz Amp 1325.48315 2855.57454 12.7470079 4.91879713 6 Lorentz Amp 1388.30245 2873.88574 20.9555729 8.32022165 7 Lorentz Amp 1016.54149 2900.29934 29.5729336 8.34117436 8 Lorentz Amp 1343.72781 2931.64179 36.6421645 12.8404310 9 Lorentz Amp 50.6919296 2962.58112 18.4414767 0.23652190 159 1200 1300 1400 1500 1600 1700 0 2000 4000 6000 8000 Amostra J23 1582 1356 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2400 2500 2600 2700 2800 2900 0 1000 2000 3000 4000 Amostra J23 2733 2723 2702 2679 2448 U . A . Cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 506.274063 1355.69818 30.5919758 9.95409054 2 Lorentz Amp 8245.84511 1582.21948 16.7090350 90.0459095 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 222.382947 2447.68145 24.5699931 2.74125224 2 Lorentz Amp 1153.24414 2679.53017 39.1230217 23.5458968 3 Lorentz Amp 1197.08790 2702.20857 29.9585424 18.9240474 4 Lorentz Amp 2486.60942 2723.47982 21.7400478 28.8095531 5 Lorentz Amp 1598.54220 2733.34002 19.2564952 16.4505027 6 Lorentz Amp 871.188781 2747.23298 20.5355924 9.52874777 160 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 18000 20000 Amostra L16 1582 1353 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2400 2500 2600 2700 2800 2900 0 2000 4000 6000 8000 10000 Amostra L16 2728 2700 2680 2446 U . A . Cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 295.869650 1353.18133 20.9818734 2.19753879 2 Lorentz Amp 17985.1476 1581.95619 15.2990212 97.8024612 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 608.953582 2445.78351 23.5028026 3.49210193 2 Lorentz Amp 2256.64578 2680.21574 31.7313946 18.3876809 3 Lorentz Amp 1817.01673 2700.19196 26.0114739 12.2185779 4 Lorentz Amp 9032.47654 2727.87067 24.0397949 56.1711643 5 Lorentz Amp 1918.45149 2746.08467 19.5110981 9.73047502 161 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 Amostra L25 1580 1353 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2400 2500 2600 2700 2800 2900 0 2000 4000 6000 8000 10000 2445 2685 2728 Amostra L25 U . A cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 253.706499 1352.72194 22.4243726 2.38477369 2 Lorentz Amp 15348.1562 1580.25610 15.0653642 97.6152263 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 510.056059 2444.69604 20.9104854 2.93238688 2 Lorentz Amp 2435.40731 2685.45612 37.6433041 25.9725223 3 Lorentz Amp 8205.25989 2728.24551 30.3965366 71.0950908 162 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 Amostra L54 1569 1349 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2300 2400 2500 2600 2700 2800 2900 -1000 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 Amostra L54 2710 2688 2665 2429 U . A . Cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 485.943923 1349.27525 28.2235303 5.44328058 2 Lorentz Amp 14558.1698 1569.44954 16.0911765 94.5567194 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 294.853075 2428.73776 23.1918758 2.08834466 2 Lorentz Amp 1804.70746 2664.60488 44.1521365 25.0820068 3 Lorentz Amp 1466.76235 2687.89142 36.9205403 17.1854736 4 Lorentz Amp 4521.31661 2710.45765 38.9730074 55.6441750 163 1100 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 Amostra L74 1581 1354 U . A . Cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 441.816580 1353.83946 32.6408392 6.17932765 2 Lorentz Amp 13498.0393 1581.37484 15.8757873 93.8206723 164 1200 1300 1400 1500 1600 1700 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 Amostra Gu212 1449 1583 U . A . Cm-1 Observado Calculado 2400 2500 2600 2700 2800 2900 3000 -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 2930 2900 2877 2859 2448 2689 2731 Amostra Gu212 U . A cm-1 Observado Calculado Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 319.738087 1448.95449 19.6468697 2.59475899 2 Lorentz Amp 15390.7027 1583.12624 15.3519710 97.4052410 Peak Type Amplitude Center FWHM % Area 1 Lorentz Amp 544.950941 2447.66338 29.5011108 3.21657434 2 Lorentz Amp 2582.37127 2689.27468 38.7104604 21.3533972 3 Lorentz Amp 8932.68995 2731.43190 27.8543936 53.7686543 4 Lorentz Amp 1062.39701 2858.94218 15.9721357 3.68990483 5 Lorentz Amp 898.246220 2876.83709 24.1349925 4.63698195 6 Lorentz Amp 721.036306 2899.45945 35.9869409 5.37871965 7 Lorentz Amp 1056.36793 2930.14499 37.4924049 7.95576775 165