UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE ENFERMAGEM Pós-Graduação em Enfermagem Melissa Luciana de Araújo REPERCUSSÃO DA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL SOBRE O CONSUMO DE FRUTAS E HORTALIÇAS Belo Horizonte 2016 MELISSA LUCIANA DE ARAÚJO REPERCUSSÃO DA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL SOBRE O CONSUMO DE FRUTAS E HORTALIÇAS Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Enfermagem. Área de concentração: Saúde e Enfermagem Linha de Pesquisa: Promoção da Saúde, Prevenção e Controle de Agravos Orientadora: Prof.a Dr.a Aline Cristine Souza Lopes Belo Horizonte 2016 Este trabalho é vinculado ao Grupo de Pesquisa de Intervenções em Nutrição (GIN) do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais. Dedicatória Dedico este trabalho a todos os professores que foram, são e serão meus mestres, de vida e conhecimento. Pelos belos momentos de diálogos capazes de mover minhas inquietudes ao aprendizado, na busca de um olhar reflexivo e uma escuta mais humana sobre as iniquidades. Agradecimentos Á força divina que nos impulsiona ao crescimento humano através das várias formas de conhecimento. Á minha orientadora Aline que me acolheu, escutou e acreditou nas minhas inquietudes. E, me possibilitou nova caminhada profissional, na área da pesquisa, essenciais para o meu crescimento. Eterna gratidão! Ao professor Divino, que me ofereceu a possibilidade de conviver com as atividades e excelentes discussão do COMUSAN (Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional), e assim ampliar os meus conhecimentos na segurança alimentar e nutricional. Muito obrigada! Á minha amada mãe, força maior de vida, que me impulsiona na busca dos meus sonhos. Exemplo de dedicação e amor. Ao meu pai, pelo ensinamento da importância do trabalho e conquista de ideais. E aos queridos irmãos Lú (in memorian) e Léo, querido sempre irmão na extensão da palavra. A Narizinho e Maricota, minhas queridas sobrinhas, pelos momentos de alegria, brincadeiras sem fim, que fazem a vida bela e com desejo de ser vivida em sua plenitude. A Túlia, querida cunhada, pelo carinho de sempre. Amo vocês, essenciais no meu viver! Aos familiares e amigos, por compreenderem meus momentos de ausência e por fazerem a vida mais colorida. Ás queridas amigas da UFMG, Bruna pela acolhida no Green, pelo exemplo de dedicação e atenção. A Quel, pela amizade, prontidão de resposta e disponibilidade em ensinar, a estatística ficou mais leve ao seu lado. Á Mari Lopes, querida colega de mestrado, a caminhada ao seu lado foi mais alegre. E as queridas Larissa, Márcia, Mari Carvalho, Clesiane, Simone, Paty, Rayane, pelo carinho, momentos e distração, discussões intelectualizadas e conhecimentos partilhados. Aos amigos de GIN (Grupo de Pesquisa de Intervenções em Nutrição) e GREEN (Grupo de Estudos em Epidemiologia Nutricional), pelas discussões, capacitações e troca de saberes, essenciais para o meu amadurecimento enquanto pesquisadora. Ás alunas de iniciação científica, Raniere Gomes, Mariana Nunes, Letícia Roriz e Diana Rodrigues, obrigada pelas belas e profícuas discussões sobre a SAN e pela partilha de conhecimento. E a toda equipe do projeto frutas e hortaliças pelo trabalho incansável de coleta e entrada de dados. Vocês me fazem nutrir o amor à pesquisa. Aos queridos irmãos de dança do Contempeople, obrigada pelos leves momentos vividos, pela alegria da dança e por compreenderem e me acolherem quando cansada e exausta. A vida com vocês tem outro significado. Á Universidade Federal de Minas Gerais, e aos professores, técnicos, amigos e colegas da Escola de Enfermagem e do Departamento de Nutrição que me acolheram durante o mestrado. Aos queridos amigos do COMUSAN e SMASAN (Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional), que me receberam alegremente, pelas discussões profícuas e fundamentais para formação e aproximação com a SAN. À Secretaria Municipal de Saúde, usuários e funcionários dos polos do PAS (Programa Academia da Saúde) onde realizamos a coleta de dados, sem vocês este trabalho não seria possível! À FAPEMIG (Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais) e CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa) pelo financiamento do projeto. “Antes acreditar do que duvidar, Que o que vale na vida, Não é o ponto de partida e sim a nossa caminhada” Cora Coralina RESUMO ARAÚJO, M. L. DE. Repercussão da segurança alimentar e nutricional sobre o consumo de frutas e hortaliças. 126f. 2016. Dissertação (Mestrado em Saúde e Enfermagem) – Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016. Introdução: Mudanças alimentares vivenciadas no Brasil, nas últimas décadas, contribuíram para a construção e o fortalecimento da política de segurança alimentar e nutricional (SAN). Entretanto, ainda se faz necessário conhecer, em diferentes grupos populacionais, questões relativas à segurança alimentar no contexto familiar e individual e a sua influência sobre o consumo de alimentos, como de frutas e hortaliças (FH). Objetivo: Verificar a influência da insegurança alimentar sobre o consumo de FH. Métodos: Estudo transversal com usuários com 20 anos ou mais do Programa Academia da Saúde (PAS) de Belo Horizonte, Minas Gerais. Utilizou- se questionário pré-testado, incluindo dados socioeconômicos, de saúde, consumo alimentar e Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Realizou-se regressão linear múltipla para verificar a influência da insegurança alimentar sobre o consumo de FH. Resultados: Foram avaliados 2.817 domicílios, representados pelos usuários do PAS, sendo a maioria mulheres (90,6%), adultos (56,9±11,2 anos) e com mediana de 7,0 (4,0-11,0) anos de estudo. Dos entrevistados, 61,9% relataram estarem casado/união consensual e terem o homem como chefe de família (59,6%). A mediana de escolaridade do chefe de família foi de 8,0 (4,0-11) anos de estudo e da renda per capita de R$ 678,00 (423,75-1.000,00), sendo que a maioria dos usuários não recebiam benefícios do governo (95,0%). Quanto à ocupação, 36,9% eram aposentados e/ou pensionista e 29,9% do lar. Na maior parte dos domicílios estava presente 1 a 3 moradores (60,6%), 67,8% não possuíam residentes menores de 18 anos e 55,5% apresentavam de 1 a 3 moradores idosos (> 60 anos). Em relação à saúde, 63,7% apresentavam excesso de peso, 16,7% diabetes, 53,2% hipertensão arterial e 44,3% dislipidemias. Os participantes apresentavam média de consumo diário de FH de 375,9±183,7 gramas, sendo que mais de 70,0% relataram adquirir estes alimentos em sacolões privados, seguido de sacolões municipais/feiras-livres (frutas: 35,1% e hortaliças: 34,5%), pelo menos uma vez/semana (frutas: 58,0% e hortaliças: 54,8%). Quanto à SAN, das famílias com menores de 18 anos, 59,0% (n=528) estavam em situação de segurança alimentar e 41,0% (n=367) em insegurança alimentar, enquanto que nas demais famílias este valor foi de 73,6% (n=1.414) e 26,4% (n=508), respectivamente. A análise linear multivariada, ajustada por sexo e idade, revelou a influência negativa da situação de insegurança alimentar sobre o consumo de FH, tanto em famílias com menores de 18 anos (-51,18; IC 95%: -74,45; -27,91) quanto entre aquelas sem menores de 18 anos (-61,16; IC 95%: -79,96; -42,37). Conclusão: A insegurança alimentar influenciou negativamente o consumo de FH dos usuários do PAS. Tais resultados denotam a necessidade do desenvolvimento de ações, em parceria com o setor público e a sociedade civil, no intuito de reverter iniquidades e promover o consumo de alimentos saudáveis visando uma melhor qualidade de vida e saúde da população. Palavras-chave: Segurança alimentar e nutricional. Consumo de alimentos. Alimentos integrais. Frutas. Verduras. Atenção Primária à Saúde. ABSTRACT ARAÚJO, M. L. DE. Repercussion of food and nutrition security on fruit and vegetable intake. 126f. 2016. Dissertation (Master‟s program in health and nursing) – School of Nursing, Federal University of Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016. Introduction: The dietary changes that occurred in Brazil in the last decades helped to build and strengthen the food and nutrition security policy. Yet, more knowledge is required about food security-related issues of individuals and households of different population groups and their repercussion on specific food intake, such fruits and vegetables (FV). Objective: To verify the effect of food insecurity on FV intake. Methods: This cross-sectional study included individuals aged 20 years or more enrolled in the Program Academia da Saúde (PAS, Health Gym Program) in Belo Horizonte, Minas Gerais. A pretested questionnaire and the Brazilian Food Insecurity Scale (EBIA) collected socioeconomic, health, and food intake data. The multiple linear regression analysis verified the repercussion of food insecurity on FV intake. Results: A total of 2,817 households of PAS users were assessed. The users had a mean age of 56.9±11.2 years, a median formal education of 7.0 years (4.0-11.0), and most were females (90.6%). Most participants (61.9%) were married or had a partner, and 59.6% of the households were headed by a male. The median education level of the household head was 8.0 years (4.0-11), and the median per capita income was R$ 678.00 (423.75-1,000.00). Most users were not enrolled in welfare programs (95.0%). Some (36.9%) participants were retirees or pensioners, and 29.9% were homemakers. Most households had 1 to 3 dwellers (60.6%), 67.8% did not have dwellers aged less than 18 years, and 55.5% had from one to three individuals aged 60 years or more. The prevalence of excess weight, diabetes, high blood pressure, and dyslipidemia were 63.7%, 16.7%, 53.2%, and 44.3%, respectively. The mean daily FV intake was 374.9 ± 183.7 grams, and more than 70.0% of the sample reported acquiring these items in privately owned produce stores followed by municipal stores/farmers‟ markets (fruits: 35.1% and vegetables: 34.5%) at least once a week (fruits: 58.0% and vegetables: 54.8%). As for the SAN, families with individuals aged less than 18 years 59.0% (n=528) were in food security situation and 41,0% (n=367) were food insecurity, while in other households this value was 73,6 (n=1.414) and 26.4% (n=508), respectively. Adjusted multiple linear regression, adjusted for gender and age showed a negative influence on the situation of food insecurity and FV intake, both in households with individuals aged less 18 years (-51.18; 95%CI: -74.45; -27.91) and among those without individuals aged less 18 years (-61.16; 95%CI: -79.96; -42.37). Conclusion: Food insecurity negatively affected on the fruit and vegetable intake of PAS users. These results show the need to develop actions partnership with the public sector and civil society to correct inequities and promote the intake of healthy foods in order to improve the population‟s quality of life and health. Keywords: Food and nutrition security. Food consumption. Whole foods. Fruits. Vegetables. Primary Health Care. LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Proporção da inseguraça alimentar dos domícilios dos usuários do Programa Academia da Saúde, pelo critério EBIA (N=2.817). Belo Horizonte – MG, 2013-2014 ................................................................................................................. 61 Gráfico 2 - Proporção da Inseguraça alimentar dos domícilios dos usuários do Programa Academia da Saúde, pelo critério EBIA (N=2.817). Belo Horizonte – MG, 2013-2014 ................................................................................................................. 61 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Escore final da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) ....... 51 Quadro 2 - Categorização de variáveis sociodemográficas ..................................... 52 Quadro 3 - Classificação do estado nutricional de adultos (20-59 anos), segundo o Índice de Massa Corporal (IMC) ................................................................................ 52 Quadro 4 - Classificação do estado nutricional de idosos (≥ 60 anos), segundo Índice de Massa Corporal (IMC) ................................................................................ 53 Quadro 5 – Variáveis analisadas no estudo ............................................................. 54 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Consequências potenciais da insegurança alimentar (acesso ao alimento) no domicílio e indivíduo ............................................................................................. 28 Figura 2 - Fluxograma do Projeto "Consumo de Frutas e Hortaliças em Serviços de Promoção da Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais: Fatores associados e intervenções nutricionais", 2012-2016 ....................................................................... 42 Figura 3 - Polos do Programa Academia da Saúde amostrados por regional. Belo Horizonte, Minas Gerais 2012 ................................................................................... 46 Figura 4 - Usuários elegíveis ao estudo "Repercussão da SAN sobre o consumo de FH ............................................................................................................................. 57 LISTA DE TABELAS Tabela 1- Características socioeconômicas dos usuários do Programa Academia da Saúde e de seus domicílios (N=2.817). Belo Horizonte - Minas Gerais, 2013-2014. 59 Tabela 2 - Perfil de saúde dos usuários do Programa Academia da Saúde (N=2.817). Belo Horizonte - Minas Gerais, 2013-2014.............................................. 60 Tabela 3 - Características sociodemográficas de acordo com a insegurança alimentar nos domicílios dos usuários do Programa Academia da Saúde, pelo critério EBIA (N=2.817). Belo Horizonte – Minas Gerais, 2013-2014. .................................. 63 Tabela 4 - Características gerais de consumo de frutas e hortaliças e segundo classificação da segurança alimentar, dos usuários do Programa Academia da Saúde, pelo critério EBIA (N=2.788). Belo Horizonte – Minas Gerais, 2013-2014. . 65 Tabela 5 - Características gerais de consumo e aquisição das frutas e hortaliças dos participantes (N=2.817). Belo Horizonte – Minas Gerais, 2013-2014. ...................... 66 Tabela 6 - Relação da insegurança alimentar no consumo de FH dos usuários do Programa Academia da Saúde (N=2.788). Belo Horizonte – Minas Gerais, 2013- 2014. ......................................................................................................................... 68 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CONSEA - Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional CRAS - Centro de Referência de Assistência Social DCNT - Doenças crônicas não transmissíveis DHAA - Direito Humano à Alimentação Adequada EAN - Educação Alimentar e Nutricional EBIA - Escala Brasileira de Insegurança Alimentar EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação FBA - Folha de Balanço de Alimentos FBSAN - Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional FH - Frutas e hortaliças GIN - Grupo de Pesquisa de Intervenção em Nutrição IA - Insegurança alimentar IAL - Insegurança alimentar leve IAM - Insegurança alimentar moderada IAG - Insegurança alimentar grave IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IC95% - Intervalo de confiança de 95% IDHM - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal IMC - Índice de massa corporal IVS - Índice de Vulnerabilidade à Saúde LOSAN - Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional MDS - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome MS - Ministério da Saúde NASF - Núcleo de Apoio a Saúde da Família OMS - Organização Mundial de Saúde ONU - Organização das Nações Unidas PAA - Programa de Aquisição de Alimentos PAS - Programa Academia da Saúde PBH - Prefeitura de Belo Horizonte PIDESC - Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais PNAD - Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS PNAE - Programa Nacional de Alimentação Escolar PNAN - Política Nacional de Alimentação e Nutrição PNS - Pesquisa Nacional de Saúde PNSAN - Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional PMAP - Programa Municipal de Alimentação Popular POF - Pesquisa de Orçamento Familiar PoU - Prevalence of Undernourishment SA - Segurança alimentar SAN - Segurança alimentar e nutricional SAMAB/BH - Secretaria Municipal de Abastecimento de Belo Horizonte SM - Salário mínimo SMASAN/BH - Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte SMSA/BH - Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte SPSS - Statistical Package for the Social Sciences SUS - Sistema Único Saúde UBS - Unidade Básica de Saúde UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais VIGITEL - Vigilância de Fatores de Risco e Proteção Para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 20 2 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................... 23 2.1 Segurança alimentar e nutricional (SAN) ............................................................ 23 2.2 Métodos de avaliação da SAN ............................................................................ 31 2.3 Panorama atual da SAN no Brasil ....................................................................... 34 2.4 Perfil alimentar e consumo de frutas e hortaliças ................................................ 36 3 OBJETIVO ............................................................................................................. 40 3.1 Objetivo geral ...................................................................................................... 40 3.2 Objetivos específicos .......................................................................................... 40 4 METODOLOGIA .................................................................................................... 42 4.1 Antecedentes ...................................................................................................... 42 4.1.1 Local do estudo...................................................................................... 43 4.2 Tipo e amostra de estudo .................................................................................... 44 4.3 Coleta de dados .................................................................................................. 46 4.3.1 Instrumento de coleta de dados ............................................................. 46 4.3.2 Estrutura do trabalho de campo ............................................................. 47 4.3.3 Tratamento e consistência dos dados ................................................... 48 4.4 Variáveis analisadas ........................................................................................... 49 4.4.1 Variável desfecho .................................................................................. 49 4.4.2 Variável explicativa ................................................................................ 50 4.4.3 Demais variáveis ................................................................................... 51 4.5 Análise Estatística ............................................................................................... 53 4.6 Considerações Éticas .......................................................................................... 55 5 RESULTADOS ....................................................................................................... 57 5.1 Resultados descritivos ............................................................................. 58 5.2 Resultados da regressão multivariada ..................................................... 67 6 DISCUSSÃO .......................................................................................................... 70 7 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 80 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 82 APÊNDICES E ANEXOS .......................................................................................... 98 Introdução Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 20 1 INTRODUÇÃO A segurança alimentar e nutricional (SAN) é indissociável à luta da humanidade pela sobrevivência e ao direito humano à alimentação. A busca do homem pelo sustento e a possibilidade de conservar e armazenar o alimento foram conquistas propulsoras do surgimento, desenvolvimento e progresso das sociedades. A evolução tecnológica, científica e política, em especial vivenciada nos últimos 50 anos, contribuíram para a concretização e ampliação da SAN (PINHEIRO, 2005; LEAL, 2010). O conceito de SAN no Brasil foi construído democraticamente e reflete uma visão abrangente e integrada sobre a temática. A multidimensionalidade da SAN contribuiu para o fortalecimento do vínculo entre os conceitos segurança alimentar e segurança nutricional. A segurança alimentar relaciona-se com a disponibilidade e acesso aos alimentos nos níveis individual e domiciliar, já a segurança nutricional refere-se à qualidade nutricional da alimentação e ao estado nutricional do indivíduo (BRASIL, 2014b). Em consonância com a construção social e a multidimensionalidade do conceito de segurança alimentar e nutricional, o Brasil vivencia importantes mudanças no padrão alimentar da população. Nas duas últimas décadas, aumentou o consumo de carnes, leites e derivados, açúcar refinado, alimentos processados e ultraprocessados. Por outro lado, houve a redução do preparo e do consumo domiciliar de alimentos in natura, em especial frutas, hortaliças e leguminosas (BRASIL, 2004; PINHEIRO, 2005; LEAL, 2010; BRASIL, 2011b; MARTINS et al., 2013; MONTEIRO et al., 2013). A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que o consumo insuficiente de frutas e hortaliças (FH) está associado ao maior risco de mortalidade e ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis (WHO, 2011a). De acordo com o Global Burden of Disease, o consumo inadequado de frutas constitui o principal fator de risco dietético na determinação de anos de vida perdidos e, a ingestão de hortaliças é o quinto fator (IHME, 2013). No Brasil, pesquisas recentes demonstraram consumo inadequado de FH pela maioria da população (BRASIL, 2015; JAIME et al., 2015). Nesta direção, resultados atuais dos indicadores específicos do Sistema de Monitoramento de SAN, relativos ao consumo de FH, sugerem prioridade no monitoramento da qualidade de alimentação (BRASIL, 2014b). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 21 Diante das modificações alimentares vivenciadas pelo País, a construção e o fortalecimento da política de segurança alimentar e nutricional, em especial nas últimas décadas, tem sido foco das estratégias e ações em diferentes esferas (SANTOS; SANTOS, 2007; BURLANDY, 2009; BONOMO, 2010; SARTI et al., 2011; COSTA; BOGUS, 2012; BRASIL, 2014b). O município de Belo Horizonte, região sudeste do Brasil, apresenta visibilidade mundial das políticas públicas relacionadas à SAN (GOPEL, 2010; BELO HORIZONTE, 2015c; BELO HORIZONTE, 2015d). Os programas desenvolvidos no município agem em diferentes eixos do sistema alimentar, atuando na produção, na distribuição, na comercialização e no consumo de alimentos, entre eles as FH. Destacam-se as ações que estimulam a produção de alimentos, que atuam na regulação de mercados e na comercialização subsidiada e, as estratégias educativas de promoção do consumo de alimentos saudáveis (MAFRA, 2004; BRAGA et al., 2014). Entretanto, ainda é necessário conhecer, em diferentes grupos populacionais, questões relativas à percepção de segurança ou insegurança alimentar no contexto familiar e individual, e a sua influência sobre a disponibilidade domiciliar de alimentos, sobretudo aqueles considerados saudáveis, como as frutas e hortaliças (FERREIRA; MAGALHÃES, 2007; SALLES; COSTA, 2008; VIANNA; SEGALL- CORREA, 2008; COSTA; BOGUS, 2012). O desenvolvimento de pesquisas científicas apresenta-se como atual e necessário, especialmente em serviços pouco explorados pelas políticas públicas de SAN, como os de saúde. Conhecer nesta população a repercussão da segurança alimentar e nutricional sobre o consumo de alimentos saudáveis pode auxiliar no desenvolvimento de ações que contribuam para a redução das iniquidades em saúde e fortaleçam a busca dos usuários do Sistema Único de Saúde pelo Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 22 Referencial Teórico Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 23 2 REFERENCIAL TEÓRICO A seguir será apresentado o referencial teórico de acordo com os seguintes itens: histórico da segurança alimentar e nutricional (SAN), métodos de avaliação da SAN, panorama atual da SAN no Brasil, consumo de frutas e hortaliças e seus determinantes. 2.1 Segurança alimentar e nutricional (SAN) A abordagem da segurança alimentar e nutricional (SAN) é ampla e dinâmica em função da própria história do homem e das sociedades. A temática faz parte da história da humanidade e está relacionada às lutas dos povos primitivos em obter o seu sustento (CONTI, 2009). Nos períodos de guerras mundiais, o tema assumiu uma visão militar, estratégica e de domínio, pois a capacidade de cada país em manter seus estoques alimentares estava associada à segurança nacional (PANIGASSI, 2008; BURLANDY; MATOS, 2012; MALUF; REIS, 2013). Após a Segunda Guerra Mundial, a segurança alimentar (SA) começou a ser debatida no âmbito político e científico e, progressivamente ganhou destaque mundial, com ênfase na produção dos alimentos (CONTI, 2009; MALUF; REIS, 2013). Em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, surgem na área da alimentação iniciativas que enriquecem a compreensão sobre o tema como a sua associação com a concepção de DHAA. O DHAA explicita que a alimentação é um direito humano inalienável de todo ser humano, que deve respeitar a diversidade de culturas, e os hábitos de distintos povos e coletividades regionais (CONTI, 2009; MALUF; REIS, 2013). Outras iniciativas expressivas ocorreram neste período, como a criação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), resultante de deliberações da Organização das Nações Unidas (ONU); além da aprovação e promulgação do Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), que tornou explícito o direito de todo ser humano de estar livre de fome e ter acesso à alimentação adequada (ONU, 1966; CONTI, 2009). Apesar destes avanços internacionais, pela dogmática constitucional, os países tinham a necessidade de reconhecer e regulamentar o DHAA. No Brasil, este processo Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 24 ocorreu após mais de cinquenta anos, por meio de um processo político democrático com a participação de movimentos e atores sociais que construíram e consagraram o ordenamento jurídico do DHAA (RIBAS, 2012). Assim como ocorreu no processo de legitimidade do DHAA, também a FAO, apesar de ter sido criada na década de 40, foi somente em 1974 que ela promoveu a I Conferência Mundial de Alimentação, tendo como enfoque a produção e manutenção de estoques de alimentos de cada país e o estímulo à produção agrícola, diante da crise de alimentos e o crescimento populacional mundial. (BURLANDY; MATOS, 2012). Em consequência desta mudança de filosofia da FAO, houve uma redução do enfoque da SA associada ao DHAA e maior evidência da expansão da produção agrícola relacionada ao uso intensivo de produtos químicos e agrotóxicos, prática de monocultura, aumento da produtividade de milho, arroz e trigo, e consequentemente, o estoque destes alimentos (CONTI, 2009; ANAND et al, 2015). No Brasil, na década de 80, percebe-se que o estímulo ao aumento da produção agrícola não foi capaz de reduzir o número de indivíduos em situação de fome, contrariamente, este número aumentou. Concomitantemente, registra-se, a primeira referência à expressão “SA”, no plano de políticas governamentais, em 1985, quando o Ministério da Agricultura elabora uma proposta de política nacional de SA, com vistas a atender às necessidades alimentares, sobretudo relacionadas à desnutrição infantil e a autossuficiência nacional na produção de alimentos (MALUF; MENEZES; VALENTE, 1996; BURLANDY; MATOS, 2012). Como marco histórico para a temática, em 1986, foi realizada a I Conferência Nacional de Alimentação e Nutrição durante a 8ª Conferência Nacional de Saúde, sustentada por uma visão ampliada de saúde, como direito de todos, muito além do modelo tradicional praticado no Brasil até o momento (BRASIL, 1986, BURLANDY; MATOS, 2012). Neste contexto, o conceito de SA passa por um processo de ampliação e reforça a tese da alimentação como um direito social e de cidadania (BURLANDY; MATOS, 2012). Estas discussões políticas foram amparadas por importantes contribuições de Josué de Castro nas décadas de 40 e 50 (CASTRO, 1953) e Herbert de Souza, na década de 80 (OLIVEIRA et al., 2008; CONTI, 2009). Estes autores evidenciaram a situação de fome vivenciada pela população brasileira, fomentando redes da sociedade civil, sindicatos, movimentos sociais, órgãos e entidades públicas, Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 25 universidades e igreja para o debate da SA associada ao DHAA (OLIVEIRA et al., 2008; CONTI, 2009; CRUZ; NETO, 2014). Apesar disso, somente em 1993 foi criado um órgão para aconselhamento da Presidência da República para tratar de questões relacionadas à fome e miséria, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA). Este órgão era composto pelos Ministros de Estado e representantes da sociedade civil, estruturado na época de maneira inovadora. Nesta acepção, o CONSEA organizou a I Conferência Nacional de Segurança Alimentar, em 1994 (BRASIL, 1994; MALUF; MENEZES; VALENTE, 1996; MALUF; REIS, 2013). Foram adotadas como prioridades para esta Conferência a discussão sobre a situação de fome e desemprego e, o conceito da SA e DHAA mediante as transformações mundiais dos padrões econômicos, sociais e ambientais, e os reflexos sobre produção, acesso, aquisição e consumo dos alimentos (MALUF; MENEZES; VALENTE, 1996; OLIVEIRA et al., 2008). As atividades do CONSEA permaneceram até o final de 1994, quando o governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso optou por dissolver suas atividades e implantar no nível nacional, o Programa Comunidade Solidária (BURLANDY, 2011; BURLANDY; MATOS, 2012). Nos anos posteriores, a mobilização do diálogo entre governos estaduais e municipais foi mantida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional (FBSAN). Os debates sobre a SA assumiram contornos distintos com a presença de novos atores e diferentes formas de interlocução: mais flexível, plural, dinâmica e descentralizada. Este diálogo participativo contribuiu, sobretudo, para que a SA fosse construída democraticamente (BURLANDY, 2011; BURLANDY; MATOS, 2012; MALUF; REIS, 2013). Estas discussões e mobilizações colaboraram também para a reconstituição do CONSEA, em 2003, formado por dois terços de representantes da sociedade civil e um terço de representantes do governo, vinculado a diferentes setores que fazem interface com a temática de SA. A reativação do CONSEA cooperou para a realização de outras conferências nacionais em 2004, 2007 e 2011 e para a discussão e reconstrução do conceito de SA na II Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional com sua posterior formalização pela Lei Orgânica, publicada em 2006 (BURLANDY; MATOS, 2012; MALUF; REIS, 2013). Concomitante à Lei Orgânica de Segurança Alimentar Nutricional (LOSAN) (BRASIL, 2006), foi criada a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 26 (PNSAN) (BRASIL, 2010c). Ambas ampliam o conceito de SA e o debate político da agenda de alimentação e nutrição pelo Estado e a Sociedade. A alimentação foi incluída no rol dos direitos sociais, descritos anteriormente na Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988; BRASIL, 2006; BRASIL, 2010b, BURLANDY; MATOS, 2012). A SAN como passou a ser denominada no País a partir da década de 90, apresenta um conceito democraticamente construído. Reflete uma visão abrangente e integrada no que diz respeito à realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. Tem como base as práticas alimentares promotoras da saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis, além da produção de conhecimento e acesso à informação adequada (BRASIL, 2006; CONTI, 2009; GUBERT et al., 2010; ROCHA; BURLANDY; MAGALHÃES, 2013). A consolidação e a institucionalização de políticas bem sucedidas de SAN no Brasil, que emerge desse processo social, em especial após a criação do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em 2003, contribuiu para que estratégias intersetoriais e participativas resultassem em redução significativa da pobreza e da fome no País (BRASIL, 2014; CRUZ; NETO, 2014). Tal conjunto de políticas e programas alcançou segmentos importantes da sociedade, como exemplo, a população rural, pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Este programa destaca-se pela compra de alimentos diretamente da agricultura familiar e também pela obrigatoriedade de no mínimo 30% das compras institucionais realizadas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ser oriundas destes produtores (RIGON; BEZERRA, 2014). Estas iniciativas contribuem para o fortalecimento dos agricultores familiares, com o aumento de suas rendas, dinamização da economia local e regional e consequente, melhora da qualidade da alimentação das populações que acessem esses alimentos pela via institucional (RIGON; BEZERRA, 2014). Outro exemplo de reflexo desta construção, em 2012, foi publicado o Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutrição para as Políticas Públicas (BRASIL, 2012b). Este constitui avanço significativo da nutrição social e da ação pública, incluindo a SAN. Ele propõe que as políticas públicas contenham um conjunto de iniciativas de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) alinhado com o Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 27 intuito de promover um campo comum de reflexão e orientação da prática, no contexto das ações de alimentação e de SAN no País (CRUZ; NETO, 2014). Todos estes avanços da SAN no Brasil contribuíram para o desenvolvimento, compreensão da multidimensionalidade do tema e suas potenciais consequências (Figura 01). A primeira dimensão refere-se à disponibilidade do alimento, de forma suficiente a suprir toda a população, tendo em vista, questões relacionadas ao comércio internacional e nacional e temas oriundos do abastecimento e da distribuição, destes produtos. Em outra dimensão encontra-se o acesso físico ou econômico ao alimento, que se concretiza quando todos os indivíduos são capazes de ter alimentos de maneira socialmente aceita por meio da produção, seja ela compra, caça ou troca. Esta é bastante complexa e permeia assuntos referentes ao preço dos alimentos e outras necessidades básicas que interferem na aquisição dos alimentos (BRASIL, 2014b). Por último, tem-se a utilização dos alimentos e dos nutrientes. Esta dimensão abarca pontos provenientes da utilização biológica, influenciada por demandas sanitárias dos alimentos, e no nível individual, por temas pautados na saúde, permeando as escolhas e os hábitos alimentares e, também, o papel social da alimentação, na comunidade e na família (Figura 01) (BRASIL, 2014b). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 28 Figura 1 - Consequências potenciais da insegurança alimentar (acesso ao alimento) no domicílio e indivíduo Fonte: Adaptado BRASIL, 2014b, p. 20. O entendimento sobre os efeitos prejudiciais potenciais da insegurança alimentar evoluiu nos últimos anos, revelando efeitos de natureza para além da questão nutricional. No Brasil, em conformidade as diretrizes internacionais, o monitoramento de SAN é baseado em um sistema que integra vários indicadores, que fazem referência aos níveis global, nacional, local, domiciliar e/ou individual da SAN (BRASIL, 2014b). Bem estar físico, mental e social DETERMINANTES Disponibilidade de alimentos CONSEQUÊNCIAS Disponibilidade de alimentos Global e nacional Regional e Local DOMICILIAR/ INDIVIDUAL Disponibilida de de alimentos INDIVÍDUO Disponibilidade de alimentos Domiciliares Acesso à água Saneamento básico Serviços de saúde Disponibilidade de alimentos Segurança Alimentar Acesso ao alimento: Quantidade Qualidade Certeza Consumo Alimentar Quantidade Qualidade Utilização biológica dos alimentos Estado Nutricional Carências nutricionais (desnutrição, sobrepeso e obesidade) Efeitos cognitivos e psicossociais Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 29 Em consonância, a este monitoramento, atualmente, o governo brasileiro apresenta novas agendas, como o enfrentamento do aumento da obesidade e dos padrões de alimentação não saudável (BRASIL, 2014; BRASIL, 2015d). Nesta acepção, em 2015, ocorreu às conferências municipais e estaduais de SAN, com o objetivo de direcionar as discussões e deliberar para a 5º Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, com o tema comida de verdade no campo e na cidade. A Conferência teve como eixos principais de discussão: os avanços e obstáculos para a conquista da alimentação saudável e da soberania alimentar; ações em curso; escolhas e estratégias para alcance da política pública e o fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (BRASIL, 2015d). A visibilidade internacional e nacional desta Conferência reafirmou a importância, do sistema democrático e participativo, construído nos últimos anos, por diferentes setores e atores envolvidos na temática da SAN. O governo assinou o Pacto Nacional pela Alimentação Saudável com vistas ao incentivo de ações que promovam acesso e disponibilidade de alimentos para enfrentamento à alimentação não saudável e à obesidade (BRASIL, 2015g). Outro importante marco da Conferência foi o manifesto que apresentou a definição de comida de verdade, considerada como aquela que se inicia com o aleitamento materno, promovendo a vida, não agredindo o meio ambiente, promovendo saúde e qualidade de vida, trazendo lembranças, memórias e resgatando a cultura (BRASIL, 2015f). Em consonância, o MDS propôs que as instituições de ensino, pesquisa e extensão, organizações civis e escolas públicas e privadas sejam parceiras das políticas públicas que tratam da SAN. Estas parcerias são fundamentais para a articulação de governanças e sociedade civil em defesa da alimentação saudável e enfrentamento a má alimentação e as doenças decorrentes (BRASIL, 2015d). Nesta direção, tem-se como exemplo de políticas de SAN, bem sucedidas, o município de Belo Horizonte, Minas Gerais. No município, a coordenação das ações de SAN é realizada por uma secretaria municipal, o que proporciona melhor alinhamento e desenvolvimento dos programas e das atividades. Como frutos desse esforço, políticas e programas de SAN recebem destaque e repercussão internacional por entidades de ensino, governanças e sociedade civil (MAFRA, 2004; BRAGA et al., 2014; ROCHA, 2015; BELO HORIOZONTE, 2015c; BELO HORIZONTE, 2015d). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 30 As políticas de SAN no município de Belo Horizonte se iniciaram na década de 90, momento em que o Brasil apresentava propostas e ações de governo direcionadas ao enfrentamento da fome. Em 1993, as políticas baseadas nos princípios da SAN se intensificaram com a criação da Secretaria Municipal de Abastecimento (SAMAB), atualmente denominada Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional (SMASAN), mediante a centralização e a implantação de ações direcionadas para consumo, produção e distribuição de alimentos (MAFRA, 2004; BRAGA et al., 2014; ROCHA, 2015). Os programas em Belo Horizonte alcançam mais de 1.000.000 pessoas diariamente, o que representa 42% da população. São voltados para o incentivo à produção, auto-abastecimento, hortas escolares e comunitárias, defesa e promoção do consumo, distribuição da merenda escolar, comercialização dos alimentos e capacitação profissional em escolas profissionalizantes (BELO HORIZONTE, 2015). Atualmente, a SMASAN coordena 17 programas destinados à SAN. Dentre estes se destaca o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa Municipal de Alimentação Popular (PMAP). O PNAE objetiva oferecer alimentação escolar, em conformidade com os princípios da alimentação adequada e saudável e atividades de EAN às crianças matriculadas nas escolas municipais. No ano de 2015 foram servidas 83,3 milhões de refeições, nas unidades escolares (BRAGA et al., 2014, BELO HORIZONTE, 2015). Já o PMAP, em execução desde 1994, se consolidou como instrumento eficaz de enfrentamento à insegurança alimentar. Indivíduos em situação de rua recebem gratuitamente todas as refeições (café da manhã, almoço e jantar), e aos beneficiários do programa Bolsa Família é concedido 50% de desconto. Estas ações alcançam aproximadamente 161 mil pessoas por ano. Além disso, o Programa oferece alimentação de baixo custo, atualmente em 03 restaurantes e em 01 refeitório popular, à população geral, com um alcance médio de 2,4 milhões/ano de refeições comercializadas (BRAGA et al., 2014, BELO HORIZONTE, 2015b). Os outros programas atuam em diferentes eixos do sistema alimentar (BELO HORIZONTE, 2015). Alguns destes contam com a parceira da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMPRAPA) para consultoria aos produtores de técnicas adequadas de plantio e comercialização de alimentos saudáveis. Já as ações voltadas para a regulação de mercado atuam em licitação de espaços para feiras- Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 31 livres e sacolões municipais (BELO HORIZONTE, 2015). As feiras-livres funcionam em ruas e praças distribuídas em todas as regionais do município, com um total de 53 pontos de venda. Nestes espaços são comercializados alimentos hortifrutigranjeiros, laticínios, carnes, peixes, doces e biscoitos. Quanto aos sacolões municipais, conhecidos como ABasteCer, são locais responsáveis por comercializar, em média, 70 itens, sendo que destes, 20 itens são produtos hortifrutigranjeiros comercializados ao preço máximo de R$ 0,99 o quilo. Os estabelecimentos estão distribuídos por toda a cidade, sendo atualmente 21 unidades fiscalizadas pela SMASAN, quanto ao preço praticado, qualidade e mix de produtos oferecidos à população geral (BELO HORIZONTE, 2015). Diferente disto, outras grandes cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador apresentam ações de SAN descentralizadas, e, em diferentes departamentos e secretaria. O maior enfoque das ações é destinado à alimentação escolar, abastecimento de alimentos e combate à pobreza (FORTALEZA, 2016; FORTALEZA, 2016b; RIO DE JANEIRO, 2016; RIO DE JANEIRO, 2016b; SALVADOR, 2016; SÃO PAULO, 2016; SÃO PAULO, 2016b). 2.2 Métodos de avaliação da SAN Historicamente, a SAN é avaliada por indicadores diretos e indiretos, com comprovada validade e equivalência internacional e que contemple as diferentes dimensões da temática, no intuito, de identificar indivíduos ou grupos populacionais mais vulneráveis à insegurança alimentar (IA). Estes métodos colaboram para o entendimento da SAN em distintos níveis (global, nacional, regional, local e individual), se complementam, e são ferramentas eficazes que contribuem na avaliação e formulação das políticas públicas e programas afins a SAN (PÉREZ- ESCAMILLA, 2005; SALLES-COSTA, 2012; SANTOS; SAMPAIO, 2013; BRASIL, 2014b;). No Brasil, o desenvolvimento de indicadores de monitoramento da SAN acompanha e, às vezes, ultrapassa o ritmo internacional. As propostas de monitoramento, avaliação e indicadores brasileiras foram discutidas, primeiramente, na II Conferência Nacional de SAN, realizada em 2004. Neste sistema, constam aproximadamente, sessenta indicadores referentes às diferentes dimensões da SAN e um balanço atual das ações do Plano Nacional de SAN 2012-2015, com Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 32 especificidades que refletem a realidade brasileira na esfera nacional, subnacional e em grupos populacionais vulneráveis (BRASIL, 2014b). Existem cinco métodos clássicos utilizados para medir IA e todos apresentam vantagens e desvantagens, quanto à sua capacidade de mensuração e aplicabilidade (PÉREZ-ESCAMILLA, 2005). Dentre os métodos clássicos, a FAO preconiza as medidas nacionais de disponibilidade de alimentos e de adequabilidade de seu consumo como sendo duas informações fundamentais (BRASIL, 2014b). A avaliação da disponibilidade de alimentos é realizada, pela folha de balanço de alimentos (FBA), um indicador que permite avaliar, no âmbito geral, a oferta de alimentos na esfera nacional, por meio de levantamento cauteloso de todas as fontes de usos das commodities alimentares. Esta metodologia é eficaz, tendo em vista que os dados necessários para a FBA são oriundos de fontes nacionais e internacionais oficiais, validadas e complementas, quando necessário por estimativas próprias da FAO (BRASIL, 2014b). Já a adequabilidade do consumo é informada pelo indicador de população em situação de subalimentação (PoU –Prevalence of Undernourishment). O PoU é uma estimativa do número de pessoas que possivelmente estejam consumindo, regularmente, quantidades alimentares insuficientes às recomendações. Esta metodologia é eficaz, tendo em vista, que quase todos os países dispõem de dados acerca da oferta de alimentos, conforme dados da FBA, e do acesso aos alimentos por meio de inquéritos nacionais de renda e de orçamento domiciliar, informações estas que são atualizadas regularmente, permitindo análises de tendência. Por outro lado, o método não consegue identificar os indivíduos ou famílias em IA e a qualidade das informações deste indicador depende da qualidade dos dados secundários sobre produção, comércio, uso e distribuição do acesso aos alimentos entre as populações (PÉREZ-ESCAMILLA, 2005; BRASIL, 2014b). A pesquisa de renda e gastos familiares também é utilizada para avaliação da SAN e baseia-se em entrevistas realizadas, no domicílio do entrevistado, utilizando informações referentes aos gastos alimentares e de outras necessidades básicas. O método capta os indivíduos em IA e é eficaz para o entendimento da SAN nos níveis local, regional ou nacional, e geralmente, quanto menor a renda domiciliar, maior é a proporção de renda total comprometida em alimentação, e maior o risco de IA Porém, reflete os alimentos disponíveis, e não os consumidos pelo indivíduo ou família (PÉREZ-ESCAMILLA, 2005; BRASIL, 2014b). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 33 Ainda nesta direção, o consumo de alimentos e as medidas antropométricas, são indicadores capazes de avaliar de forma mais precisa o fenômeno da IA, no nível individual. O consumo alimentar é um importante método que avalia a quantidade e a qualidade da alimentação do indivíduo, porém apresenta viés de aferição e memória, além da necessidade de entrevistadores capacitados para aplicação dos instrumentos que mensuram o consumo (PÉREZ-ESCAMILLA, 2005). Já as medidas antropométricas medem o estado nutricional de crianças (índice altura-para-idade e índice peso-para-idade) e de adultos (Índice de Massa Corporal – IMC). Embora este método configure como um eficaz indicador de risco nutricional ou de saúde existe uma complexidade de sua interpretação em relação a IA, sugerindo a existência de relação da IA grave com o baixo peso e a IA moderada com o excesso de peso (PÉREZ-ESCAMILLA, 2005; BRASIL, 2014b). Além dos marcadores clássicos, existem outros marcadores indiretos da SAN como a escolaridade, renda familiar (STUFF et al., 2004; HOFFMANN, 2008; PANIGASSI et al.; 2008; SALLES-COSTA et al., 2008; PIMENTEL et al., 2009; BRASIL, 2010; VELÁSQUEZ-MELENDEZ et al., 2011; MARIN-LEON et al., 2011; AIRES et al., 2012; KAC et al., 2012; INTERLENGHI; SALLES-COSTA, 2014.), Índice de Gini de desigualdade de renda (BRASIL, 2014b), programas governamentais de transferência de renda (BURLANDY, 2007; SEGALL- CORRÊA et al., 2008; SOUZA et al., 2012; MAGRINI et al., 2012), sexo do chefe de família (VIANNA; SEGALL-CORRÊA, 2008; PANIGASSI et al., 2008), composição familiar com um menor número de moradores (PEREIRA et al., 2006; FAVARO et al., 2007; PANIGASSI et al.; 2008; SALLES-COSTA et al., 2008; LIÉVANO-FIESCO et al., 2009), ausência de moradores menores de 18 anos (PEREIRA et al.; 2006; PANIGASSI et al.; 2008; ANSCHAU et al., 2012) e a ausência de chefes de família idosos (GUBERT; SANTOS, 2009) que podem influenciar o risco de insegurança alimentar. Os primeiros indicadores diretos de SAN com validade aceitável surgem na década de 90, nos Estados Unidos. Estes objetivavam identificar diferentes graus de acesso aos alimentos e superar as limitações advindas do uso de indicadores indiretos que não são suficientes para refletir a magnitude da IA (PÉREZ- ESCAMILLA, 2005; PANIGASSI, 2005; CONTI, 2009; SEGALL-CORRÊA; MARIN- LEON, 2009; SALLES-COSTA, 2012; BRASIL, 2014b). Baseados em perguntas sobre percepções e comportamentos adotados perante a insuficiência alimentar e a Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 34 incerteza ao acesso alimentar, poderia ser considerado o indicador mais próximo a mensuração da realização do DHAA. Estes indicadores foram adaptados e validados de acordo com as realidades de cada país, passando a serem utilizados em países em desenvolvimento (Brasil, México, Senegal, Equador, Bolívia, Colômbia, Gana e Burkina Faso) (PÉREZ-ESCAMILLA, 2005; BRASIL, 2014b). No Brasil, em 2003, baseada na escala norte-americana, foi validada a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Na dimensão do acesso aos alimentos, ela é capaz de refletir a experiência e a percepção IA, e de fome no contexto familiar e individual em distintas realidades socioculturais (PANIGASSI, 2005; SEGALL- CORRÊA; MARIN-LEON, 2009; BRASIL, 2014b). A EBIA permite classificar a IA em: insegurança alimentar leve (IAL), caracterizada pela preocupação da família em não obter o alimento no futuro; insegurança alimentar moderada (IAM) relacionada à necessidade da família em reduzir a quantidade, qualidade e variedade dos alimentos visando evitar sua falta; e insegurança alimentar grave (IAG), que consiste na falta do alimento e, consequente, fome (PANIGASSI et al.; 2008; CONTI, 2009; SALLES-COSTA, 2012; MORAES et al., 2014). O instrumento por trabalhar com uma medida subjetiva da IA, pode ser susceptível a vícios de prestígios, ou seja, que os entrevistados forneçam respostas na expectativa do seu domicílio ou/e comunidade recebam benefícios governamental direcionados a SAN, ponderado pelas respostas dadas ao questionário (PÉREZ-ESCAMILLA, 2005). Nenhum indicador, isoladamente é capaz de abranger a multidimensionalidade envolvida na SAN, devido à sua complexidade e amplitude de fatores associados. Cada instrumento mensura a SAN pela sua ótica singular, sendo que os indicadores complementares e a escolha do método a ser adotado devem ir de encontro às características da população estudada e objetivos do estudo (SEGALL-CORRÊA, 2007; MELGAR-QUINONEZ; HACKETT, 2008; SALLES- COSTA, 2012; MORAES et al., 2014). 2.3 Panorama atual da SAN no Brasil O primeiro diagnóstico nacional da SAN das famílias brasileiras foi realizado em 2004, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), conduzida pelo Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 35 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o MDS. A EBIA foi utilizada como instrumento de mensuração (BRASIL, 2010; INTERLENGHI; SALLES-COSTA, 2014). A pesquisa identificou 18,0 (34,9%) milhões de domicílios em situação de IA, correspondendo a aproximadamente 72 milhões de pessoas (BRASIL, 2010). Já em 2013, a PNAD revelou que 22,6% das famílias (14,7 milhões de domicílios particulares) apresentavam algum grau de IA, correspondendo a cerca de 52 milhões de pessoas. Ao avaliar os resultados por regiões do Brasil observam-se diferenças. Foram maiores os percentuais de domicílios com IA nas regiões Nordeste (38,1%), Norte (36,1%) e Centro-Oeste (18,2%) em comparação às regiões Sul (14,8%) e Sudeste (14,5%). Todavia, estes dados comparados aos anos anteriores (2004 e 2009), apontaram para a melhoria da situação alimentar e nutricional da população brasileira (2004: IA = 34,9%; 2009: IA = 30,2%) (BRASIL, 2010; BRASIL, 2014). A melhoria dos indicadores de SAN foi decisiva para que o País alcançasse um dos objetivos do milênio propostos pela ONU, o enfrentamento da fome e da miséria, e ser indicado para ser retirado do mapa da fome mundial (ONU, 2000; FAO, 2014; BRASIL, 2015e). Destaca-se que, políticas e programas nacionais de incentivo a agricultura familiar, o aumento de renda da população mais pobre, a geração de empregos, a implantação e o desenvolvimento de programas de transferência de renda, a reativação do CONSEA, a maior oferta de alimentos para as populações mais pobres e as propostas de ações de combate à fome perante as ações governamentais e de diferentes setores da sociedade civil foram fundamentais para tais avanços (BRASIL, 2015e). Apesar destes progressos, alguns estratos da população brasileira,ainda apresentam algum grau de comprometimento no acesso a alimentos. Isto se dá possivelmente pela influência do rendimento familiar na aquisição dos alimentos. Como verificado na POF, alimentos como carnes, leite e derivados, frutas, hortaliças e condimentos há um crescimento de sua participação na dieta dos indivíduos à medida que o rendimento familiar aumenta (BRASIL, 2004; LEVY et al., 2005; BRASIL, 2011b; LEVY et al., 2012). Padrões opostos são observados com relação ao arroz, que apresenta tendência de declínio de consumo com o aumento da renda, diferente de pão e biscoito, que tendem a aumentar o consumo. A ingestão do açúcar foi 50% inferior, Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 36 ao observado nas classes de menores rendimentos, diferente dos refrigerantes que apresentam maior participação na dieta na classe de maiores rendimentos (BRASIL, 2004; LEVY et al., 2005; BRASIL, 2011b; LEVY et al., 2012). Questões relacionadas à qualidade da alimentação precisam ser monitoradas e debatidas entre sociedade civil e governantes. A globalização dos mercados de alimentos resultou na oferta de alimentos produzidos em larga escala, com baixo custo, alta densidade energética e pobre em nutrientes. Esta mudança na cadeia alimentar contribui para um perfil mais monótono de alimentação adotado por indivíduos com algum grau de insegurança alimentar (CABALLERO, 2005; PANIGASSI et al., 2008). 2.4 Perfil alimentar e consumo de frutas e hortaliças Um dos temas mais debatidos e importantes na atualidade são as mudanças no perfil alimentar mundial e suas consequências para a saúde. O consumo alimentar tem passado por transformações na qualidade e na quantidade de alimentos disponíveis, e dentre os fatores contribuintes para estas alterações destacam-se a renda, a oferta e demanda alimentar, e a urbanização e globalização (MORATOYA et al., 2013). O crescimento das regiões metropolitanas resultou no aumento da alimentação fora do domicílio, diminuição do consumo de alimentos básicos como arroz e feijão, e aumento importante no consumo de produtos industrializados como biscoitos e refrigerantes, e de gorduras em geral e gorduras saturadas (BRASIL, 2004; LEVY et al., 2005; LEAL, 2010; BRASIL, 2011b; LEVY et al., 2012). O comprometimento na qualidade da alimentação afeta sobremaneira a saúde dos indivíduos e contribuem, em especial, para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis (WHO, 2011; LEVY et al., 2012; JAIME et al., 2015; ANAND et al., 2015; NGUYEN et al., 2016). O consumo in natura de FH configura como importante marcador da alimentação adequada e saudável (BRASIL, 2014c; BRASIL, 2015; JAIME et al., 2015). A sua ingestão suficiente está associada ao menor risco de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e mortalidade (BUCHNER et al., 2010; WHO, 2011; BOEING et al., 2012; LEENDERS et al., 2013; LEENDERS et al., 2014; OYEBODE et al., 2014; ANAND et al., 2015; NGUYEN et al., 2016). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 37 A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF, 2008/2009) mostrou que mais de 90% da população brasileira apresentava consumo insuficiente destes alimentos (BRASIL, 2011b). Estudo populacional mais recente, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/2013) realizada nas capitais, macrorregiões urbanas e rurais, apontou que apenas 37,3% dos adultos relataram consumo recomendado de FH, quando referido em cinco ou mais vezes ao dia (JAIME et al., 2015). A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, o VIGITEL, realizada nas capitais brasileiras e Distrito Federal, em adultos acima de 18 anos, ao avaliar o consumo regular de FH (cinco ou mais dias da semana), verificou que, em 2006, o consumo destes alimentos foi de 22,2% no Brasil, variando de 7,3% (Macapá) a 38,6% (Porto Alegre). Em 2014, foi de 23,3% entre a população brasileira, variando de 26,9% (Belém) a 51,9% (Florianópolis). Em Belo Horizonte, houve uma melhora significativa do consumo regular ao longo dos anos, de 26,7% para 47,7% neste período (BRASIL, 2007; BRASIL, 2015). O comprometimento do consumo de FH está associado a distintos e complexos fatores interligados, em diferentes níveis (global, nacional, regional, local e individual). Determinantes sociodemográficos e econômicos (JAIME; MONTEIRO, 2005; JORGE et al., 2008; NEUTZLING et al., 2009; JAIME et al., 2009; VIEBIG et al., 2009; BIHAN et al., 2010; MONDINI et al., 2010; NICKLETT; KADELL, 2013; JAIME et al., 2015) são importantes nas escolhas dos alimentos a serem adquiridos e consumidos (LEVY et al., 2005; LEVY et al., 2012; MORATOYA et al., 2013). O preço dos alimentos saudáveis, como as FH, apresenta tendência de aumento, em especial pela variabilidade de produção e de oferta, maior perecibilidade e menor praticidade de preparo e formas de consumo. Ademais, o preço de alimentos pouco saudáveis é comparativamente mais barato, em termos de preço por caloria quando comparados aos alimentos saudáveis (YUBA et al., 2013). A situação de SAN ou não configura como condicionante do consumo de FH (FAVARO et al., 2007; PANIGASSI et al., 2008; KAC et al., 2012; SOUZA; MARÍN- LEÓN, 2013), principalmente ao considerar que o preço destes alimentos versus o poder aquisitivo das famílias, tem sido apontado como um dos principais obstáculos para o acesso da população a FH (CLARO et al., 2007; CLARO; MONTEIRO, 2010; LEONE et al., 2011; BLITSTEIN et al., 2012; FIGUEIRA; LOPES; MODENA, 2014 BORGES et al., 2015). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 38 Estilo de vida não saudável como a inatividade física, o tabagismo e o consumo regular de álcool, em adultos, também configuram como limitantes do consumo adequado de FH, e podem ser decorrentes de comportamentos que envolvem os hábitos alimentares inadequados, comuns nestes indivíduos (JORGE et al., 2008; NEUTZLING et al., 2009). Outros fatores também são importantes no consumo de FH nos adultos e idosos, como alteração fisiológica do apetite, saúde bucal, artrite, dificuldade de deslocamento e locomoção aos locais de venda, ter menor interação social, tipo de preparo dos alimentos e para os homens, não estar casado (NICKLETT; KADELL, 2013). Apesar de bem relatado os determinantes do consumo de FH, são escassos os estudos que exploram a relação de SAN e a sua influência no consumo de FH, em especial na população adulta. Reconhecer a influência da SAN no consumo destes alimentos, nos distintos ciclos de vida, em particular em grandes grupos populacionais, como usuários de serviços de saúde, é essencial por contribuir no direcionamento de políticas públicas e ações de promoção da alimentação saudável, de maneira a não garantir apenas saciar a fome no Brasil, mas também fornecer alimentos de qualidade que promovam a saúde. Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 39 Objetivos Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 40 3 OBJETIVO 3.1 Objetivo geral Verificar a influência da insegurança alimentar e nutricional sobre o consumo de frutas e hortaliças de usuários do Programa Academia da Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais. 3.2 Objetivos específicos  Identificar as prevalências de insegurança alimentar e nutricional nas famílias dos usuários do Programa Academia da Saúde (PAS);  Investigar o consumo diário de FH dos usuários;  Caracterizar os níveis de insegurança alimentar e nutricional, conforme as características sociodemográficas;  Identificar a relação da situação de insegurança alimentar e nutricional da família com o consumo de FH dos usuários do PAS. Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 41 Metodologia Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 42 4 METODOLOGIA 4.1 Antecedentes Este estudo (Figura 2) deriva de uma pesquisa maior intitulada “Consumo de Frutas e Hortaliças em Serviços de Promoção da Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais: Fatores Associados e Intervenções Nutricionais”, conduzida em amostra representativa de polos do Programa Academia da Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais. A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceira com a Universidade Federal de São João Del Rei e a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Belo Horizonte. Tratou-se de um ensaio comunitário controlado randomizado dividido em três fases. A primeira constou da identificação do consumo de FH na população atendida pelo PAS e os fatores associados, considerando os domínios individual, familiar e ambiental, fase que este trabalho faz parte. A segunda etapa constituiu do desenvolvimento de intervenção de incentivo ao consumo de FH, e a terceira da avaliação da efetividade desta intervenção. Figura 2 - Fluxograma do Projeto “Consumo de Frutas e Hortaliças em Serviços de Promoção da Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais: Fatores Associados e Intervenções Nutricionais”, 2012-2016 Fonte: Elaborado pela autora. “Repercussão da segurança alimentar e nutricional sobre o consumo de FH” Domínio Ambiental Domínio Individual “Consumo de frutas e hortaliças em serviços de promoção da saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais: fatores associados e intervenções nutricionais” 1º Fase: Determinação do consumo de FH e fatores associados 2º Fase: Desenvolvimento de intervenção de incentivo ao consumo de FH 3º Fase: Avaliação da efetividade da intervenção Domínio Familiar Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 43 4.1.1 Local do estudo Em 2011, o MS lançou, em âmbito nacional, o PAS, ponto de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS), o qual foi redefinido em 2013 pela Portaria nº 2681 (BRASIL, 2013), como estratégia de promoção da saúde e produção do cuidado. O Programa resultou de iniciativas exitosas de prática de atividade física orientada e custeadas pelo puder público, conduzidas em algumas cidades (Recife, Curitiba, Vitória, Aracaju e Belo Horizonte) (BRASIL, 2016). O PAS apresenta em sua concepção uma visão ampliada de saúde, não se restringindo a práticas corporais e atividades físicas. Os polos foram criados como espaços destinados às ações culturalmente inseridas, dentre elas relativas à alimentação adequada e saudável e SAN, em parceria com a comunidade e outros equipamentos sociais, abrangendo diferentes públicos visando ampliar as ações de promoção da saúde nos serviços, incluindo o DHAA (BRASIL, 2016). Estudos conduzidos no PAS em Belo Horizonte revelaram que a maioria dos usuários é do sexo feminino, com baixa renda e escolaridade, e possuem doenças crônicas não transmissíveis e excesso de peso, além de apresentarem inadequação da dieta (FERREIRA et al., 2011; MENEZES et al., 2011; MENDONÇA; LOPES, 2012; HORTA; SANTOS, 2015), sendo o consumo de FH abaixo do preconizado (FERREIRA et al., 2011; MENEZES et al., 2011; MENDONÇA; LOPES, 2012; COSTA et al., 2013; MACHADO et al., 2013; HORTA; SANTOS, 2015). Tais achados, somado ao fato dos polos serem prioritariamente instalados em territórios de média/elevada vulnerabilidade social, apontam para a necessidade de se investigar a situação de SAN da população usuária. Ademais, o PAS é um Programa eminentemente de promoção da saúde, que preconiza ações de SAN e de alimentação adequada e saudável, além do estímulo à pesquisa, em especial àquelas direcionadas para o desenvolvimento tecnológico de ações de promoção e produção do cuidado em saúde (BRASIL, 2013). Entretanto, resultados sobre estes serviços são escassos devido a sua recente criação. Mas, o PAS se configura como espaço factível e privilegiado para realização de pesquisas voltadas para o entendimento da SAN e a sua repercussão sobre o consumo de alimentos. Dessa forma, este estudo foi conduzido no âmbito do PAS em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, no período de fevereiro de 2013 a junho de 2014. O município está localizado na região Sudeste do Brasil, e é o sexto maior município Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 44 brasileiro com população de 2.375.151 habitantes (BRASIL, 2010), Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,810 e GINI1 de 0,6106 (BRASIL, 2010). Em Belo Horizonte, o PAS iniciou em 2005, sendo anteriormente denominado Programa Academia da Cidade, tendo como foco principal a prática orientada de exercícios físicos (DIAS et al., 2006; COSTA et al., 2013; SILVA et al., 2014). As unidades do PAS são denominadas polos e estão localizados em praças e parques públicos, centro de referência de assistência social (CRAS), igrejas, centros de saúde, clubes e espaços construídos pela Prefeitura do município (BELO HORIZONTE, 2014). Atualmente, o município conta com 63 polos distribuídos nas nove regionais administrativas. A inserção dos usuários no serviço ocorre por demanda espontânea ou encaminhamento por profissionais da Rede de Saúde, sobretudo, das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Ao ingressar no serviço, o usuário é avaliado pelo educador físico do polo, que verifica sua condição física para a prática de exercícios físicos e, caso necessário, é encaminhado para a propedêutica necessária na UBS de referência. Quando apto para realizar a prática de exercícios físicos orientada, o profissional de educação física elabora um plano de exercícios a ser realizado em média três vezes na semana, durante 60 minutos (BELO HORIZONTE, 2014; COSTA et al., 2013) 4.2 Tipo e amostra de estudo Trata-se de estudo transversal conduzido a partir de amostra de conglomerado simples representativa dos polos do PAS, estratificada geograficamente pelas nove regionais de Belo Horizonte e pareada pelo índice de vulnerabilidade à saúde2 (IVS) do território, obtido à época do processo amostral. Em Belo Horizontes, no final de 2012, época do processo de amostragem, existiam 50 polos do PAS em funcionamento, com média estimada de 264,9 1 Instrumento que avalia grau de concentração de renda em determinado grupo. Aponta a diferença entre os mais pobres e os mais ricos. Numericamente varia de 0 a 1 e quanto mais próximo de zero, significa igualdade de distribuição e de 1,0 concentração de renda em apenas uma pessoa (WWW.IPEA.GOV.BR). 2 O Índice de Vulnerabilidade à Saúde, cuja unidade geográfica é o setor censitário, é um índice composto, construído com variáveis socioeconômicas e de ambiente, que atribui pesos diferenciados para itens associados a saneamento, habitação, educação, renda e saúde. Assim, este índice tem como propósito evidenciar as desigualdades no perfil epidemiológico de grupos sociais distintos. O IVS classifica a cidade em quatro categorias: área de risco muito elevado (4,31-6,86); risco elevado (3,32-4,30); área de risco médio (2,33-3,31); risco baixo (0,25-2,32) (BELO HORIZONTE, 2003) Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 45 usuários por unidade no turno da manhã, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. Os critérios de elegibilidade dos polos foram: não participar de pesquisas relacionadas à alimentação e nutrição nos últimos dois anos, estar em funcionamento em novembro de 2012, ter funcionamento matutino e localizar-se em áreas com médio e alto IVS, sendo as duas últimas características predominantes dos polos no município. No processo de amostragem dois polos localizados nas regionais Leste e Barreiro foram excluídos devido a realização pregressa de estudos de intervenção nutricional (LIMA, 2009; MOREIRA, 2010; MENEZES et al., 2011) e seis polos por localizarem em territórios com IVS baixo. Dessa forma, foram considerados elegíveis 42 polos. Para a realização do sorteio dos polos do PAS pertencentes ao estudo foi utilizado o programa Microsoft Office Excel® 2007, sendo estes separados por regional administrativa e numerados. No processo amostral assumiu-se como premissa que os polos atendiam a usuários com distintos IVS, garantindo a variabilidade amostral de acordo com este índice. Dessa forma, sorteou-se um total de 18 polos do PAS (42,8%), com nível de confiança de 95% e erro de 1,4%, sendo dois polos por regional (Figura 3). Nos polos foram considerados elegíveis para a entrevista todos os usuários frequentes (assíduos às atividades do serviço no último mês) e com 20 ou mais anos de idade. Os critérios de exclusão constaram de: ser gestante, possuir comprometimento na saúde mental que impossibilitasse responder ao questionário, o não comparecimento a três agendamentos de entrevista. Para este estudo, adicionalmente foram excluídos os indivíduos que não eram responsáveis pela compra e/ou preparo dos alimentos por ser um requisito à aplicação da EBIA, os portadores de doença renal crônica por interferir no consumo alimentar, os não respondentes da EBIA e os moradores da mesma residência pela duplicidade de dados do domicílio (SEGALL-CORREA et al., 2009). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 46 Figura 3 - Polos do Programa Academia da Saúde amostrados por regional. Belo Horizonte, Minas Gerais, 2012. Fonte: COSTA, 2015, p. 54. 4.3 Coleta de dados 4.3.1 Instrumento de coleta de dados O instrumento de coleta de dados foi elaborado em consonância com a temática da pesquisa e desfecho de interesse, o consumo de FH. Sua construção teve como referências pesquisas nacionais, como o sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) (BRASIL, 2012), a POF (BRASIL, 2004; BRASIL, 2011b) e o Inquérito Domiciliar sobre Comportamento de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos Não Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 47 Transmissíveis (BRASIL, 2004b), além de experiência pregressa do grupo de pesquisa na condução de estudos de intervenção e no PAS (LOPES, 2010; LIMA, 2009; MOREIRA, 2010; MENEZES, 2011, FERREIRA et al., 2011; MENEZES et al., 2011; MENDONÇA; LOPES, 2012) (ANEXO A). O instrumento foi previamente testado e codificado, seguido de estudo piloto em um polo não participante do estudo visando identificar possíveis dificuldades e ajustes necessários. 4.3.2 Estrutura do trabalho de campo Para a definição da estrutura do trabalho de campo, a metodologia de pesquisa foi previamente discutida com a Secretaria Municipal de Saúde e acordada as contrapartidas das partes envolvidas, ensino e serviço. E também com os supervisores técnicos e educadores físicos do PAS, e nutricionistas de referência dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF). Foram enviados comunicados eletrônicos e realizadas visitas aos polos para informar sobre a execução, período e composição da equipe de campo. Esse diálogo entre o pesquisador principal e profissionais do serviço visou possibilitar uma rede de apoio à coleta dos dados. O campo foi conduzido por pós-graduandos e graduandos com atribuições distintas, coordenados pela pesquisadora principal. Estiveram envolvidas 54 pessoas durante 16 meses, com uma permanência média de três a quatro meses em cada polo, conforme o número de usuários frequentes. Foram atribuições da equipe:  Coordenação geral: realizada pela pesquisadora principal, assessorada por duas alunas da pós-graduação, nível doutorado. Estas profissionais foram responsáveis pelo planejamento, atribuições e distribuição das equipes em campo, bem como do controle da qualidade dos dados. Auxiliaram também na articulação com os profissionais do nível central e técnicos do PAS;  Supervisores de campo: seis nutricionistas, alunas da pós-graduação, nível mestrado e doutorado. Foram responsáveis por divulgar e estimular a participação dos usuários na pesquisa, gerenciar as atividades do campo, Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 48 coletar dados, realizar consistência dos questionários e semanalmente enviar para a coordenação geral o relatório de campo.  Entrevistadores: estudantes de graduação em Nutrição e pós- graduandos previamente treinados e semestralmente retreinados, organizados segundo a capacidade do polo (média de três a cinco entrevistadores por polo), sob a orientação do supervisor de campo. Os educadores físicos e estagiários de Educação Física dos polos auxiliavam os supervisores de campo na identificação dos usuários e na divulgação da pesquisa, contribuindo para maior participação e redução de perdas na pesquisa. Para assegurar o alinhamento de toda a equipe de coleta de dados e a padronização na aplicação do instrumento, além dos treinamentos periódicos, foi disponibilizado aos supervisores de campo e entrevistadores o Manual de Campo do Projeto “Consumo de Frutas e Hortaliças em Serviços de Promoção da Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais: Fatores Associados e Intervenções Nutricionais”, contendo três capítulos referentes aos instrumentos utilizados na pesquisa. 4.3.3 Tratamento e consistência dos dados A consistência e a codificação dos questionários foram realizadas durante a coleta de dados pelo supervisor de campo, orientado e treinado para esta atividade. A consistência se deu pela criteriosa avaliação dos questionários e verificação da coerência das respostas. Sempre que necessário, o entrevistado era novamente perguntado sobre alguma questão. Após a consistência no campo, os dados foram digitados no programa Microsoft Office Access 2007 por acadêmicos da graduação e da pós-graduação, treinados semestralmente com a orientação e supervisão de aluno da pós- graduação. Finalizada a entrada de dados realizaram-se as análises descritivas de todas variáveis visando identificar valores não usuais e ausentes, e quando necessário, realizou-se o retorno aos questionários para a correção. Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 49 4.4 Variáveis analisadas 4.4.1 Variável desfecho O consumo de FH, variável desfecho deste estudo, foi obtida mediante as perguntas adaptadas das questões propostas pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) (BRASIL, 2012; MENDES et al., 2011). Estas questões foram validadas (MENDES et al., 2011) e apresentam boa reprodutibilidade em estudos epidemiológicos, além de serem de fácil aplicação e apresentarem menor chance de viés de memória. Para o consumo de frutas foi perguntado: “Em quantos dias da semana você costuma comer frutas?”, seguida da pergunta sobre as quantidades consumidas “Num dia comum, quantas porções você come de frutas?”. E para a ingestão de hortaliças, primeiramente, esclarecido ao entrevistado que batata, batata doce, inhame (cará), mandioca, batata baroa (mandioquinha ou cenoura amarela) não seriam consideradas como hortaliças. Esta distinção em verduras e legumes ocorreu devido às características culturais dos brasileiros que diferenciam hortaliças em verduras (folhosos) e legumes (frutos, que não raízes e tubérculos). Posteriormente, foi perguntado: “Em quantos dias da semana, você costuma comer pelo menos um tipo de verduras ou legumes?”, seguida de pergunta sobre as quantidades ingeridas, “Num dia comum, quantas colheres (sopa) você come de verduras?” “Num dia comum, quantas colheres (sopa) você come de legumes?”. Esta distinção em verduras e legumes ocorreu devido às características culturais dos brasileiros que diferenciam hortaliças em verduras (folhosos) e legumes (frutos e raízes). O consumo das frutas e hortaliças (legumes e verduras), obtidos em medidas caseiras, foram transformados para porção e posteriormente, em gramas. Adotou-se como critério para conversão em porção de frutas: equivalente a uma unidade média ou uma fatia média. Já para as hortaliças a conversão das medidas caseiras em porção: uma porção de legumes, equivalente a duas colheres de sopa do alimento cru ou uma colher de sopa na preparação cozido. E, para as hortaliças: uma porção equivalente a quatro colheres de sopa do alimento cru ou duas colheres de sopa na preparação cozida (AGUDO, 2004). Para o cálculo do consumo diário de FH em porções foi considerado o número de dias na semana que se consumiu o alimento e a quantidade em porções Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 50 ingeridas, divididos pelos sete dias da semana, como descrito nas equações a seguir (Equações 01, 02 e 03). Equação 01 - Consumo diário de frutas Equação 02 - Consumo diário de hortaliças (legumes e verduras) Equação 03 - Consumo diário de FH (porções) Posteriormente, o consumo diário das FH, obtido em porções, foi transformado em gramas (Equação 04), sendo o consumo diário (porções) multiplicado por 80,0. O valor adotado representa o equivalente de cada porção de FH, em gramas (WHO, 2004). Equação 04 - Consumo diário de FH em gramas 4.4.2 Variável explicativa Para avaliar a SA das famílias dos usuários do PAS, utilizou-se a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. O instrumento é validado e adaptado para cultura brasileira e consta de 15 perguntas fechadas sobre a experiência, nos últimos três meses, de insuficiência alimentar em seus diversos níveis de Consumo diário de FH em gramas = Consumo diário de FH x 80,0 Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 51 intensidade, que vão desde a preocupação com a falta de comida em casa até a experiência de passar todo o dia sem se alimentar (SEGALL-CORREA et al., 2009) (Quadro 1). Para fins de análise, o escore final da EBIA foi categorizado em: SA e IA, somando as situações de insegurança alimentar leve, moderada e grave, além de presença ou não de menores de 18 anos. Quadro 1 - Escore final da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) Classificação Pontuação em famílias com menores de 18 anos Pontuação em famílias sem menores de 18 anos Segurança alimentar Insegurança alimentar leve Insegurança moderada Insegurança severa 0 1 – 5 6 – 10 11 -15 0 1 -3 4 – 6 7 – 8 *Fonte: SEGALL-CORREA et al., 2009. 4.4.3 Demais variáveis Foram investigadas como variáveis descritivas neste trabalho as características sociodemográficas, de saúde e de compras de FH. As variáveis sociodemográficas analisadas foram sexo, idade, renda per capita mensal (renda familiar mensal autorreferida/número de moradores no domicílio), estado civil (casado/união consensual; separado/divorciado/viúvo e solteiro), ocupação principal (do lar; aposentado/pensionista; desempregado; trabalhador com vínculo empregatício e trabalhador sem vínculo empregatício); escolaridade do entrevistado; sexo e escolaridade do chefe de família; recebimento de benefícios do governo (benefícios vigentes em 2013 relacionados aos programas de transferência de renda); número de moradores no domicílio; número de moradores menores de 18 anos e com 60 ou mais anos e tempo de frequência no PAS. Para fins de análise, as variáveis renda per capita mensal; escolaridade do entrevistado e do chefe de família; número de moradores no domicílio, daqueles menores de 18 anos e com 60 anos ou mais foram categorizadas conforme critérios Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 52 adotados pela Pesquisa Nacional por Amostras em Domicílios: Segurança Alimentar 2013 (BRASIL, 2014) (Quadro 1). Quadro 2 - Categorização de variáveis sociodemográficas Variável Categorias Renda per capita 0 a ¼ de SM, > ¼ a ½ SM, > ½ a 1 SM e > 1 SM Escolaridade 0 a 3 anos, 4 a 7 anos, 8 a 10 anos, 11 a 14 anos e 15 ou mais Escolaridade chefe de família 0 a 3 anos, 4 a 7 anos, 8 a 10 anos, 11 a 14 anos e 15 ou mais Moradores no domicílio 1 a 3 moradores, 4 a 6 moradores e 7 ou mais Moradores menores de 18 anos no domicílio 1 a 3 moradores, 4 a 6 moradores e 7 ou mais Moradores com 60 anos ou mais de idade no domicílio 0, 1 a 3 moradores, 4 a 6 moradores Nota: SM: Salário Mínimo e o valor de referência do SM foi R$ 678,00, valor vigente em 2013. Fonte: Elaborado pela autora. Investigou-se a presença de morbidades, como diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia. Adicionalmente, foi avaliado o estado nutricional pelo índice de massa corporal [(IMC= Peso (kg)/Altura² (m)]. Para a obtenção do IMC, o peso foi obtido por única aferição em balança digital da marca Marte®, modelo PP180, com capacidade para 180,0 kg e precisão de 100,0 g. A estatura foi verificada também por única tomada em estadiômetro portátil, marca Alturexata®, com a capacidade para 220,0 cm e precisão de 0,50 cm. Para a classificação do IMC utilizou-se recomendação diferenciada segundo a faixa etária (Quadros 3 e 4). Quadro 3 - Classificação do estado nutricional de adultos (20-59 anos), segundo o Índice de Massa Corporal (IMC) Índice de Massa Corporal (kg/m2) Diagnóstico Nutricional < 18,5 Desnutrição ≥ 18,5 e < 25,0 Adequado ou Eutrófico Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 53 ≥ 25,0 e < 30,0 Pré-Obeso ≥ 30,0 e < 35,0 Obesidade Grau I ≥ 35,0 e < 40,0 Obesidade Grau II ≥ 40,0 Obesidade Grau III *Fonte: WHO, 2000 Quadro 4 - Classificação do estado nutricional de idosos (≥ 60 anos), segundo Índice de Massa Corporal (IMC) Índice de Massa Corporal (kg/m2) Diagnóstico Nutricional < 22,0 Magreza 22,0 – 27,0 Eutrofia > 27,0 Excesso de peso *Fonte: Nutrition Screening Initiative, 1992. Para fins de análise, o estado nutricional foi classificado em baixo peso, eutrofia e excesso de peso. Os usuários com baixo peso foram aqueles classificados como desnutridos para adultos e magreza nos idosos; e aqueles com excesso de peso, os adultos com sobrepeso e obesidade e, os idosos com sobrepeso. O perfil das compras de FH foi avaliado por questões que abordavam a frequência de aquisição (5-7 vezes/semana; 2-4 vezes/semana; 1 vez/semana; 1 a 3 vezes no mês e outros que contemplava menos de 1 vez/mês, raro, não se aplica, não sabe e não responderam), número de dias que estes alimentos estavam disponíveis no domicílio e os locais de compra. Os locais de compra de FH foram classificados neste estudo como: sacolões municipais/feiras-livres, sacolões privados, supermercados, mercados locais e outros (hipermercados, vendedores ambulantes, padaria, lojas de conveniência e atacarejo – comércios de atacado e varejo) (COSTA, 2015). 4.5 Análise Estatística As variáveis analisadas estão descritas no Quadro 5. Utilizou-se os programas estatísticos SPSS Statisticis for Windows versão 15.0 e Stata Software Package, versão 14.0. Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 54 A análise descritiva de dados incluiu a distribuição de frequências, medidas de tendência central e de dispersão. Para a comparação das proporções foi utilizado o teste estatístico Qui-Quadrado. Foi aplicado o teste estatístico Kolmogorov-Sminorv para avaliar a distribuição das variáveis numéricas. Os resultados foram apresentados sob a forma de média e desvio padrão para as variáveis com distribuição normal, mediana e intervalo interquartílico (P25 - P75) para aquelas com distribuição não normal. Utilizou-se o modelo linear múltiplo para verificar a influência da IA sobre o consumo de FH, sendo construídos modelos distintos para domicílios com e sem moradores menores de 18 anos devido à diferença da SA nas diferentes composições familiares. Em consonância ao objetivo deste trabalho, o modelo final foi ajustado por idade e sexo. Ao final de modelagem foi realizada análise de resíduos a partir da construção dos gráficos de distribuição da normalidade e homocedasticidade e verificado os pressupostos da regressão linear múltipla. Em todos os testes estatísticos adotou-se nível de significância de 5,0%. Quadro 5 – Variáveis analisadas no estudo Tipos de Variáveis Variáveis Contínuas Sociodemográficas: idade; tempo de frequência no PAS Consumo de frutas e hortaliças (FH): consumo diário em gramas Categóricas Sociodemográficas: sexo, estado civil, renda per capita mensal, sexo do chefe de família, escolaridade do entrevistado e do chefe da família, ocupação principal, benefício do governo, moradores no domicílio, moradores < 18 anos e com 60 anos ou mais Características de saúde: presença de diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia e estado nutricional Perfil de compras de FH: frequência de compra, número de dias que o domicílio possui FH no mês, local de compras Nível de segurança alimentar: classificação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar Fonte: Elaborado pela autora para fins deste estudo. Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 55 4.6 Considerações Éticas O protocolo de pesquisa no qual se insere este projeto foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa da UFMG (nº 0537.0.0203.000-11) (ANEXO B) e da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (nº 0537.0.0203.410-11A) (ANEXO B). Todo o levantamento de dados foi precedido pela garantia dos indivíduos terem sido colocados a par dos objetivos e métodos da pesquisa e após esclarecimento de dúvidas, terem assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (ANEXO C). Em caso de usuários sem escolaridade, a impressão dactiloscópica foi utilizada como assinatura e manifestação da concordância. A entrevista foi realizada durante o horário de funcionamento do PAS no período matutino e os resultados da pesquisa foram apresentados para a Secretaria Municipal de Saúde e polos do PAS. Os usuários identificados com nível de IAN moderada e grave foram encaminhados para o coordenador do PAS ou ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 56 Resultados Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 57 5 RESULTADOS Dos 3.414 entrevistados da pesquisa principal, para este trabalho foram excluídos 314 (9,2%) por não serem responsáveis pela compra e/ou preparo dos alimentos no domicílio; 110 (3,2%) por não terem respondido à questão referente à compra ou preparo dos alimentos no domicílio; 21 (0,7%) por relatarem possuir doença renal crônica e, por isto apresentavam restrição ao consumo de FH, 128 (3,7%) por residirem no mesmo domicílio e 24 (0,7%) por não terem respondido a EBIA. Foram elegíveis, portanto, 2.817 usuários (Figura 5). Figura 4 - Usuários Elegíveis ao estudo “Repercussão da SAN sobre o consumo de FH”. Fonte: Elaborado pela autora. Moradores no mesmo domicílio Possuía doença renal Participantes N=2.817 indivíduos/famílias n=314 (9,2%) n=128 (3,7%) Não respondeu a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar Não responsável pela compra e/ou preparo dos alimentos do domicílio Não respondeu se era responsável pela compra e/ou preparo dos alimentos no domicílio Pesquisa principal “Consumo de Frutas e Hortaliças em Serviços de Promoção da Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais: Fatores Associados e Intervenções Nutricionais” N= 3.414 Exclusões n=110 (3,2%) n=21 (0,6%) n=24 (0,7%) Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 58 5.1 Resultados descritivos Dos entrevistados, a maior parte era de mulheres (90,6%), adultos de meia idade (56,9±11,2 anos) e com mediana de 7,0 (4,0-11,0) anos de estudo. Grande parcela dos entrevistados relatou estar casado/união consensual (61,9%) e ter o homem como chefe do núcleo familiar (59,6%) e também com mediana de escolaridade de 8,0 (4,0-11) anos de estudo. Os usuários relataram participar do PAS há 17,4 (7,5-32,2) meses (Tabela 1). A maioria dos domicílios possuía de 1 a 3 moradores (60,6%) e não possuía moradores menores de 18 anos (67,8%), sendo que cerca da metade apresentava moradores com 60 anos ou mais de idade (55,6%). A mediana de renda per capita relatada foi de R$ 678,00 (423,75-1.000,00) (Tabela 1), sendo que grande parte dos entrevistados não recebia benefícios do governo (95,0%) e era aposentado, pensionista ou do lar (66,8%). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 59 Tabela 1- Características socioeconômicas dos usuários do Programa Academia da Saúde e de seus domicílios (N=2.817). Belo Horizonte - Minas Gerais, 2013-2014. Características n Valores Sexo (%) Feminino 2.553 90,6 Masculino 264 9,4 Idade (anos)* 2.817 56,9 ± 11,2 Escolaridade (anos)** 2.817 7,0 (4,0-11,0) Estado Civil (%) Casado/União Consensual 1.744 61,9 Separado/Divorciado/Viúvo 718 25,5 Solteiro 355 12,6 Sexo do chefe da família (%) a Masculino 1.678 59,6 Feminino 1.137 40,4 Escolaridade chefe da família (anos)** b 2.800 8,0 (4,0-11,0) Moradores domicílio (%) 1 a 3 moradores 1.708 60,6 4 a 6 moradores 1.049 37,2 7 ou mais moradores 60 2,2 Presença de moradores < 18 anos (%) Não 1.909 67,8 Sim 908 32,2 Presença de moradores > 60 anos (%) Não 1.251 44,4 Sim 1.566 55,6 Renda per capita (R$)** c 2.589 678,00 (423,75-1.000,00) Benefício do Governo (%) d 139 4,9 Ocupação (%) e Do lar 838 29,9 Aposentado/Pensionista 1.033 36,9 Desempregado 55 2,0 Trabalhador com vínculo empregatício 478 17,1 Trabalhador sem vínculo empregatício 399 14,1 Tempo no PAS (meses)** 2.755 17,4 (7,5-32,2) Nota: n se refere ao número de respondentes; *Variáveis distribuição normal: média ±desvio padrão; **Variáveis distribuição não normal: mediana (P25-P75); a 02 não respondentes; b 03 não respondentes e 14 não sabiam; c 62 entrevistados sem informação; d 02 não sabiam; e 14 não respondentes. Fonte: Dados da Pesquisa Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 60 Os usuários apresentaram elevadas prevalências de excesso de peso (63,7%) e de morbidades, como hipertensão arterial (53,2%), dislipidemias (44,3%) e diabetes (16,7%) (Tabela 2). Tabela 2 - Perfil de saúde dos usuários do Programa Academia da Saúde (N=2.817). Belo Horizonte - Minas Gerais, 2013-2014. Características n Valores Estado Nutricional (%) Baixo peso Eutrofia Excesso de peso 109 903 1.774 3,9 32,4 63,7 Hipertensão arterial (%) a Não 1.316 46,8 Sim 1.500 53,2 Dislipidemia (%) b Não 1.541 54,7 Sim 1.250 44,3 Diabetes (%) c Não 2.345 83,3 Sim 468 16,7 Nota: n se refere ao número de respondentes; a 01 não soube informar; b 26 não souberam informar; c 02 não souberam informar. Fonte: Dados da Pesquisa Das famílias investigadas que possuíam menores de 18 anos, 59,0% estavam em situação de SA versus 73,6% daquelas sem menores de 18 anos. A IA, em geral, (IAL, IAM e IAG) esteve presente em 41,0% domicílios com a presença de menores de 18 anos e em 26,4% daqueles sem a presença de menores (Gráfico 1). Entre os diferentes níveis, a insegurança alimentar leve (IAL) foi a que apresentou maior prevalência, estando presente em 34,6% das famílias com menores de 18 anos e 23,5% das demais (Gráfico 2). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 61 Gráfico 1 - Proporção da insegurança alimentar nos domicílios dos usuários do Programa Academia da Saúde, pelo critério EBIA (N=2.817). Belo Horizonte - MG, 2013-2014. 59,0 73,6 41,0 26,4 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 SA IA Famílias com menores de 18 anos (%) Famílias sem menores de 18 anos (%) Nota: SA: Segurança alimentar; IA: Insegurança alimentar Fonte: Dados da Pesquisa Teste Qui-Quadado p < 0,001 Gráfico 2 - Proporção de diferentes níveis de insegurança alimentar nos domicílios dos usuários do Programa Academia da Saúde, pelo critério EBIA (N=2.817). Belo Horizonte - MG, 2013-2014. 59,0 73,6 34,6 23,5 4,9 2,4 1,5 0,5 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 SA IAL IAM IAG Famílias com menores de 18 anos (%) Famílias sem menores de 18 anos (%) Nota: SA: Segurança alimentar; IAL: Insegurança alimentar leve; IAM: Insegurança alimentar moderada; IAG: Insegurança alimentar grave. Fonte: Dados da Pesquisa Teste Qui-Quadrado de tendência linear p < 0,001 (%) (%) Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 62 Nos domicílios com a presença de menores de 18 anos e classificados em IA, a maioria dos usuários apresentava idade inferior a 60 anos e a ocupação principal de 34,6% dos entrevistados foi ser do lar. Quanto a escolaridade do entrevistado 33,5% relataram possuir de 4 a 7 anos de estudo. Mais de 60% das residências contava com 1 a 3 moradores e maior parte (41,8%) dos entrevistados relatou renda per capita de ½ a até 1 salário mínimo e 6,6% estavam abaixo da linha da pobreza (Tabela 3). Nos demais domicílios classificados em IA, 51,4% dos entrevistados estavam casado/união consensual, 33,5% apresentavam ocupação principal aposentado/pensionista. Os entrevistados (41,3%) apresentavam 4 a 7 anos de estudo e mais de 70% das residências tinha de 1 a 3 moradores, na composição familiar. A maior parte relatou renda per capita maior do que ½ e até 1 salário mínimo (Tabela 3). Os participantes apresentaram uma média de consumo diário de FH de 375,9 ± 183,7 gramas. Nas famílias com menores de 18 anos observou-se diferenças no consumo médio das frutas (161,7 ± 113,1 vs, 129,5 ± 93), hortaliças (204,5± 117,4 vs, 185,0 ± 117,2) e FH em geral (366,2± 176,0 vs, 314,5 ± 168,3) nas diferentes classificações de SA. Nas demais famílias, o consumo de médio frutas (195,5 ± 121,9 vs, 150,5 ± 107,8), hortaliças (211,3 ± 119,4 vs, 193,2 ± 111,5) e FH (406,8 ± 187,3 vs, 343,7 ± 174,6) também diferiu em um menor consumo (Tabela 4). Mais de 70% dos entrevistados relataram adquirir FH em sacolões privados, seguidamente de sacolões municipais/feiras-livres (frutas: 35,1% e hortaliças: 34,5%), pelo menos uma vez/semana (frutas: 58,0% e hortaliças: 54,8%), estando estes alimentos disponíveis no domicílio em mais de 20 dias no mês (frutas: 85,0% e hortaliças: 90,8%) (Tabela 5). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 63 Tabela 3 - Características sociodemográficas de acordo com a insegurança alimentar nos domicílios dos usuários do Programa Academia da Saúde, pelo critério EBIA (N=2.817). Belo Horizonte – Minas Gerais, 2013-2014. Características Insegurança alimentar (famílias com <18 anos) Insegurança alimentar (famílias sem < 18 anos) IA (n=367) (%) SA (n=528) (%) Valor p a IA (n=508) (%) SA (n=1.414) (%) Valor p a Idade 0,308 0,004 < 60 anos 76,3 79,2 51,6 44,2 ≥ 60 anos 23,7 20,8 48,4 55,8 Estado civil <0,001 0,004 Casado/União Consensual 62,9 76,7 51,4 59,9 Separado/Divorciado/Viúvo 25,1 14,2 32,7 27,2 Solteiro 12,0 9,1 15,9 12,9 Ocupação (%)* 0,184 0,001 Do lar 34,6 33,9 31,7 26,2 Aposentado/Pensionista 21,8 18,6 33,5 47,0 Desempregado 3,3 2,1 2,6 0,8 Trabalhado com vínculo empregatício 14,7 17,0 7,5 7,2 Trabalhado sem vínculo empregatício 25,6 28,4 24,7 18,8 Sexo chefe da família (%) 0,004 0,001 Masculino 64,6 73,7 48,8 57,0 Feminino 35,4 26,3 51,2 43,0 Escolaridade <0,001 <0,001 1 a 3 anos 16,9 8,5 23,8 15,8 4 a 7 anos 33,5 26,1 41,3 35,5 8 a 10 anos 18,8 18,9 12,0 17,1 Acima de 10 anos 30,8 46,5 22,9 31,6 Escolaridade do chefe da família** 0,026 <0,001 1 a 3 anos 12,8 9,6 24,9 16,2 4 a 7 anos 34,3 28,1 38,4 33,8 8 a 10 anos 16,9 20,4 14,3 15,6 Acima de 10 anos 36,0 41,7 22,4 34,4 Moradores no domicílio 0,098 0,966 Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 64 1 a 3 moradores 67,3 64,8 75,4 75,6 4 a 6 moradores 25,6 30,7 24,0 23,9 7 a mais moradores 7,1 4,5 0,6 0,5 Moradores < 18 anos (%) 0,001 0,419 1 a 3 moradores 95,3 98,8 ---- ---- 4 a 6 moradores 4,7 1,2 Moradores > 60 anos (%) 0,686 0,008 Ausência 65,9 67,2 39,4 32,1 1 a 3 moradores 34,1 32,8 60,6 67,7 4 a 6 moradores --- --- --- 0,2 Renda per capita*** <0,001 <0,001 0 a ¼ do SM 6,6 4,3 1,5 0,5 > ¼ SM a ½ SM 38,8 18,3 16,7 6,5 > ½ SM a 1SM 41,8 38,9 42,4 28,0 > 1 SM 12,8 38,5 39,4 65,0 Nota: n se refere ao número de respondentes; EBIA: Escala Brasileira de Insegurança Alimentar; IA: Insegurança Alimentar somada as classificações leve, moderada e grave; SA: Segurança Alimentar; SM: Salário Mínimo de R$ 678,00, valor adotado em 2013. a Teste Qui-Quadrado.*13 não responderam, **03 não responderam e 14 não souberam informar *** 228 não responderam. Fonte: Dados da Pesquisa Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 65 Tabela 4 - Características gerais de consumo de frutas e hortaliças e segundo classificação da segurança alimentar, dos usuários do Programa Academia da Saúde, pelo critério EBIA (N=2.788). Belo Horizonte – Minas Gerais, 2013-2014. Consumo diário individual n Frutas Hortaliças Frutas e Hortaliças (FH) Geral 2788 172,6 ± 117,0 203,3 ± 117,1 375,9 ± 183,7 Famílias com menores de 18 anos SA 523 161,7 ± 113,1 204,5± 117,4 366,2± 176,0 IA 360 129,5 ± 93,1 185,0 ± 117,2 314,5 ± 168,3 Valor p a <0,001 0,042 <0,001 Famílias sem menores de 18 anos SA 1402 195,5 ± 121,9 211,3 ± 119,4 406,8 ± 187,3 IA 503 150,5 ± 107,8 193,2 ± 111,5 343,7 ± 174,6 Valor p a <0,001 0,002 <0,001 Nota: IA: Insegurança Alimentar somada as classificações leve, moderada e grave; SA: Segurança Alimentar a Teste t de Student. Fonte: Dados da Pesquisa Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 66 Tabela 5 - Características gerais de consumo e aquisição das frutas e hortaliças dos participantes (N=2.817). Belo Horizonte – Minas Gerais, 2013-2014. Características n Valores Dias no domicílio frutas/mês b 0 a 10 152 5,4 11 a 20 270 9,6 21 a 30 2.390 85,0 Frequência de compras de frutas (%) 5 a- 7 vezes/semana 34 1,2 2 a 4 vezes/semana 769 27,3 1 vez/semana 1.635 58,0 1 a 3 vezes/mês 366 13,0 Outros 13 0,5 Local de aquisição de frutas (%) c Sacolão privado Sacolão municipal/feiras-livres Supermercados Mercados locais Plantação domiciliar/doação 2.132 985 920 300 237 75,9 35,1 32,8 10,7 8,4 Outros 278 10,0 Dias no domicílio hortaliças/mês d 0 a 10 91 3,2 11 a 20 166 5,9 21 a 30 2.551 90,9 Local de aquisição de hortaliças (%) e Sacolão privado Sacolão municipal/feiras-livres Supermercados Plantação domiciliar/doação Mercados locais Outros 2.098 964 843 368 286 312 74,8 34,5 30,0 13,1 10,2 11,1 Frequência de compra de hortaliças (%) 5 a 7 vezes/semana 14 0,5 2 a 4 vezes/semana 861 30,6 1 vez/semana 1.543 54,8 1 a 3 vezes/mês 373 13,4 Outros 26 0,7 a 29 não responderam; b 05 não responderam; c 09 não responderam; d 09 não responderam; e 12 não responderam. Fonte: Dados da Pesquisa Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 67 5.2 Resultados da regressão multivariada A análise multivariada ajustada foi utilizada para avaliar a questão central deste estudo, a influência da insegurança alimentar sobre o consumo de FH (APÊNDICE C). Foram construídos dois modelos, devido às diferenças nas categorias da SAN (p<0,001): 1) famílias que apresentavam menores de 18 anos, 2) famílias sem presença deste grupo etário. O efeito não ajustado da insegurança alimentar equivaleu a um decréscimo de 51,84 gramas no consumo diário de FH (IC 95%: -75,08; -28,60) nas famílias com menores de 18 anos e 63,13 gramas no consumo diário de FH (IC 95%: -81,89; - 44,37) nas demais famílias (Tabela 6). Os pressupostos referentes ao processo de modelagem linear foram cautelosamente examinados e nenhum deles violados. As análises realizadas demonstraram que os resíduos são independentes, normalmente distribuídos, sendo as hipóteses de linearidade e homocedasticidade também satisfeitas. Não foram encontradas interações significativas e multicolinaridade entre as variáveis do modelo final. O modelo final, ajustado por sexo e idade, revelou a relação entre a insegurança alimentar e a redução do consumo de FH, em ambos os tipos de famílias, com integrantes menores de 18 anos (-51,18; IC 95%: -74,45; -27,91) e sem menores de 18 anos (-61,16; IC 95%: -79,96; -42,37) (Tabela 6). Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 68 Tabela 6 - Relação da insegurança alimentar no consumo de FH dos usuários do Programa Academia da Saúde (N=2.788). Belo Horizonte – Minas Gerais, 2013- 2014. Segurança alimentar Insegurança alimentar (Coeficiente β) Valor p R² Famílias com menores de 18 anos N 523 360 Não ajustado 0 (referência) -51,84 IC95% (-75,08; -28,60) <0,001 0,021 Ajustado por sexo e idade 0 (referência) -51,18 IC95% (-74,45; -27,91) <0,001 0,031 Famílias sem menores de 18 anos N 1.402 503 Não ajustado 0 (referência) -63,13 IC95% (-81,89; -44,37) <0,001 0,022 Ajustado por sexo e idade 0 (referência) -61,16 IC95% (-79,96; -42,37) <0,001 0,031 Nota: n se refere ao número de respondentes; R² - Coeficiente de determinação. Fonte: Dados da Pesquisa Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 69 Discussão Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 70 6 DISCUSSÃO Verificou-se nível de insegurança alimentar (IA) superior à média brasileira, com influência negativa sobre o consumo de FH dos usuários do Programa Academia da Saúde. A prevalência de insegurança alimentar identificada está superior à média nacional (22,6%), à região Sudeste (14,5%) e ao estado de Minas Gerais (18,4%), se aproximando do valor verificado na Região Norte (36,1%), uma das regiões mais pobres do país (BRASIL, 2014). Em consonância com os elevados níveis de IA identificados neste trabalho, dois outros estudos conduzidos na região Sudeste, nos municípios de Campinas (São Paulo) e Duque de Caixas (Rio de Janeiro) identificaram prevalências de IA de 52,0% e 53,8%, respectivamente (PANIGASSI et al., 2008; SALLES-COSTA et al., 2008). Ademais, a IA nos domicílios destes usuários, apresentou maior prevalência nos lares com a presença de até 3 moradores, escolaridade do entrevistado de 4 a 7 anos e renda per capita entre ½ e 1 salário mínimo. Famílias com maiores proporções de IA, geralmente, são aquelas que apresentam menor renda per capita, piores ocupações de trabalho, condições de moradia comprometida, chefe da família do sexo feminino e com menor escolaridade, fatores que contribuem para o pior acesso e disponibilidade de alimentos (STUFF et al., 2004; HOFFMANN, 2008; PANIGASSI et al.; 2008; SALLES-COSTA et al., 2008; VIANNA; SEGALL-CORRÊA, 2008; PIMENTEL et al., 2009; SEGALL-CORRÊA; MARIN-LEON, 2009; BRASIL, 2010; VELÁSQUEZ- MELENDEZ et al., 2011; MARIN-LEON et al., 2011; AIRES et al., 2012; KAC et al., 2012; INTERLENGHI; SALLES-COSTA, 2014; BRASIL, 2014). Entretanto, existem poucos estudos disponíveis, sobretudo no Brasil, que avaliaram a influência da SA sobre o consumo alimentar na população adulta e idosa (SALLES-COSTA, 2012). Estes achados corroboram a importância de investigar a SAN em distintos grupos populacionais, tendo em vista a sua complexidade e singularidades. A prevalência de IA deste estudo é preocupante e possivelmente resulta de condições sociais e econômicas insatisfatórias vivenciadas pela população usuária do PAS. Apesar dos entrevistados terem relatado mediana de renda mensal per capita superior à nacional (BRASIL, 2013b), não foi suficiente para promover a SAN. Este achado aponta para a necessidade do desenvolvimento de ações que Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 71 abarquem a SAN e que atinjam de forma ampliada os objetivos preconizados pela Portaria Nº 2681/13 de redefinição do Programa (BRASIL, 2013). Quanto ao perfil dos usuários, trabalhos realizados no PAS (FERREIRA et al., 2011; MENEZES et al., 2011; MENDONÇA; LOPES, 2012; COSTA et al., 2013; HORTA; SANTOS, 2015; MENDONÇA et al., 2015) em Belo Horizonte revelaram perfil sociodemográfico semelhante ao verificado neste estudo, com predominância de mulheres, com idade média acima de 45 anos, elevadas prevalências de excesso de peso e morbidades. A predominância de mulheres é relevante e importante tendo em vista que na cultura brasileira ainda existe a tendência de a mulher ser responsável pela compra, administração e preparo dos alimentos no domicílio. Também, as mudanças ocorridas nas famílias brasileiras, apontadas no Censo 2010 (BRASIL, 2012c) revelaram uma diversidade de formas de organização familiar, aumento de mães solteiras, de separações e divórcios. Estas novas conformidades de organização familiar contribuem para o sexo feminino ser mais propenso a responsabilidade de manutenção do domicílio, requisito importante para aplicação do instrumento EBIA, que avaliou os níveis de IA (BRASIL, 2012c; COSTA; MARRA, 2013). Ademais, pode contribuir para a maior adesão e alcance das ações de SAN, nas dimensões de acesso e disponibilidade alimentar individual e familiar. Quanto ao consumo de FH pelos participantes deste estudo, os resultados apontam que os indivíduos em situação de IA apresentam diferença no consumo de frutas, hortaliças e também, no somatório destes alimentos, em relação aos usuários em segurança alimentar. Além disso, são consonantes com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013), realizada em 64.348 domicílios brasileiros. A pesquisa mostrou um consumo adequado de FH (cinco ou mais vezes ao dia) em 37,3% da população. Maiores valores de consumo regular foram encontrados entre os indivíduos com maiores níveis de instrução, com 60 anos ou mais anos de idade e nas mulheres (JAIME et al., 2015). As FH são importantes representantes de alimentos in natura ou minimamente processados (BRASIL, 2014c). Apresentam em sua composição nutricional altos teores de vitaminas, sais minerais, fibras e distintos compostos bioativos (FALLER; FIALHO, 2009), diretamente relacionados à prevenção de DCNT (BRASIL, 2014c), daí a importância de seu consumo adequado. Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 72 Nos últimos anos, o governo brasileiro em conformidade as diretrizes internacionais, vem estimulando o aumento do consumo de FH, por meio do desenvolvimento e da implantação de políticas e programas, como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), Programa Academia da Saúde (PAS); além de publicações como o Marco de referência de Educação Alimentar e Nutricional para políticas públicas e o Guia Alimentar para População Brasileira (BRASIL, 2011; BRASIL, 2011c; BRASIL, 2012b; BRASIL, 2013; BRASIL, 2014c). Ademais, a criação de um sistema de vigilância, o VIGITEL, (BRASIL, 2015) visando monitorar os fatores de risco para as DCNT, incluindo o consumo alimentar é outra iniciativa importante. O Ministério da Saúde (MS), responsável pela gestão de políticas públicas destinadas à promoção, prevenção e recuperação da saúde dos brasileiros, aponta a promoção da alimentação adequada e saudável como um direito humano, sendo suas ações pautadas na PNAN e no PNSAN. Adicionalmente, enfatiza o desenvolvimento destas ações no contexto dos serviços de saúde por abarcarem grandes contingentes de pessoas e serem sistemas sociais que se organizam para prestar assistência à saúde aos indivíduos e sua comunidade (BRASIL, 2011b; BRASIL, 2011d). Pesquisas qualitativas (FIGUEIRA; LOPES; MODENA, 2014; FIGUEIRA; LOPES; MODENA, 2016;) realizadas no PAS revelaram que alguns fatores relacionados à SAN dificultam a aquisição destes alimentos, como qualidade, preço e higiene dos estabelecimentos comerciais. O PAS, como equipamento da Atenção Primária do Sistema Único de Saúde que preconiza a intersetorialidade e a participação popular no enfrentamento dos determinantes sociais e construção da saúde apresenta papel importante na reversão de questões como estas (BRASIL, 2013). Os profissionais envolvidos no serviço devem buscar, para isto, uma visão ampliada sobre o cuidado integral, incluindo ações de SAN e de promoção da alimentação adequada e saudável. Para este alcance, uma boa ferramenta é a EAN, conforme preconizados no Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas e no Guia Alimentar para População Brasileira (BRASIL, 2012b; BRASIL, 2014c). Estas publicações, de natureza intersetorial, integram estratégias amplas em consonância com a multidimensionalidade da SAN, visto que orientam ações que Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 73 buscam a valorização da cultura alimentar, o fortalecimento de hábitos regionais, o melhor acesso aos alimentos saudáveis, a redução do desperdício, a promoção do consumo sustentável e da alimentação saudável. Porém, estas ações ainda são pouco difundidas e praticadas no PAS, apesar de sua importante contribuição no enfrentamento da IA. A IA contribuiu para um menor consumo de FH, marcador da alimentação saudável analisado neste estudo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um consumo mínimo diário de 400 gramas ou, aproximadamente, cinco porções diárias de FH (WHO, 2004). Nesta pesquisa, nas famílias com e sem menores e 18 anos, a IA refletiu negativamente em 51,2 e 61,2 de gramas de FH consumidas, respectivamente, o que denota a influência da SAN sobre o consumo destes alimentos. Panigassi et al. (2008), em estudo com 456 famílias em Campinas (São Paulo), verificaram que famílias com algum grau IA apresentam dieta mais monótona, composta basicamente por alimentos energéticos, afetando o consumo de alimentos saudáveis, como FH. Representantes das famílias com IAL relataram consumo intrafamiliar reduzido de verduras, sendo que, 35% dos entrevistados não incluíam estes alimentos na alimentação diária e 56,2% não consumiam frutas na mesma frequência. Já nas famílias com insegurança alimentar moderada e grave, a proporção de consumo insuficiente de frutas ou verduras aumentou para 88,6% e 58%, respectivamente. Nos países mais pobres e em desenvolvimento, a qualidade da alimentação, pode ser limitada pela renda insuficiente para a aquisição de alimentos saudáveis, em especial no ambiente urbano. Neste ambiente, há ausência da agricultura de subsistência, típico das áreas rurais, os gastos com alimentação consomem uma proporção significativa da renda familiar e os preços repercutem na aquisição dos alimentos adquiridos pela família e indivíduo (CABALLERO, 2005). Quanto à acessibilidade e consumo de FH, estudos realizados no Brasil (CLARO; MONTEIRO, 2010; BORGES et al., 2015) demonstraram diminuição na participação de FH no total de alimentos adquiridos em domicílios que apresentavam menor renda e, também maior comprometimento da renda per capita para aquisição destes alimentos, em especial, entre as famílias na linha de pobreza. Os achados deste trabalho são corroborados por estas pesquisas, uma vez que o instrumento de avaliação utilizado para avaliar a IA, a EBIA, aborda a dimensões de acesso e Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 74 disponibilidade dos alimentos, aspectos estes que sofrem interferência direta dos condicionantes sociais do indivíduo e de sua família. Ampliar o conhecimento, através de estudos longitudinais, e compreender o alcance da SAN sobre o consumo de alimentos pode contribuir para o desenvolvimento de ações que busquem melhorar a saúde de grupos vulneráveis, como aqueles em IA. Ressalta-se que a diferença da influência negativa sobre o consumo destes alimentos em domicílios com e sem menores de 18 anos foi pouco expressiva, demonstrando que as ações de SAN possivelmente podem ser elaboradas e executadas, independentes da composição familiar do domicílio dos usuários do PAS. A relação da SAN sobre o consumo de FH é relevante e possivelmente modificável, principalmente relativo ao acesso e a qualidade dos alimentos ofertados, mas desde que envolva esforços conjuntos de diferentes esferas do poder público e sociedade civil. Políticas públicas de alimentação e nutrição devem pautar em estratégias para melhorar a acessibilidade a FH com boa qualidade, incluindo aspectos como preço, deslocamento, dentre outros. Outro ponto relevante é a integração, dos programas de SAN, existentes no município com distintos equipamentos de Atenção Primária do Sistema Único de Saúde. Esta interação pode colaborar para o conhecimento, da população em geral, dos programas de acesso à alimentação existentes, bem como, sua utilização. Quanto à sociedade civil, sua participação em conselhos, conferências e grupos socialmente organizados que tratam da temática é fundamental para a formulação, implementação e monitoramento de políticas e ações que visam promover a SAN e alimentação adequada e saudável (BRASIL, 2014b). Nesta acepção, a PNSAN apresenta como diretriz, a promoção do abastecimento e estruturação de sistemas descentralizados e sustentáveis de alimentação. Também prevê prioridades de ações para famílias e pessoas que se encontram em situação de IA (BRASIL, 2010c). Em estudo que analisou as alocações de recursos desta política (CUSTÓDIO; YUBA; CYRILLO, 2013) foi constatado que os programas vigentes estão em sintonia principalmente com os dois primeiros eixos da PNSAN, sendo a maior parte dos recursos destinada para programas de transferência direta de renda e o PNAE. O quarto programa em aporte de recursos foi o de Acesso à Alimentação, que inclui os bancos de alimentos, Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 75 restaurantes populares, hortas comunitárias, aquisição de alimentos da agricultura familiar e agricultura urbana. Em conformidade a PNSAN, a Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte apresenta distintos programas, que atuam nos eixos da cadeia alimentar voltados para o incentivo à produção (hortas- escolares e comunitárias), auto-abastecimento, defesa e promoção do consumo, comercialização dos alimentos (sacolões municipais, feiras-livres e feiras de orgânicos), distribuição da alimentação escolar e subsídio de refeições (restaurantes populares) (BELO HORIZONTE, 2015). Apesar destas iniciativas inovadoras no município, estudo sobre o ambiente alimentar conduzido no território do PAS demonstrou concentração de estabelecimentos comerciais de FH na região centro-sul, área mais rica da cidade, e acesso limitado no território do PAS (COSTA; OLIVEIRA; LOPES, 2015). O eixo do acesso apresentado no estudo de ambiente, consta que uma parcela da população provavelmente não está sendo contemplada adequadamente pelos programas de SAN do município. É premente a ampliação das ações de SAN e a redução de suas iniquidades. As ações mais bem estruturadas em execução focam em grupos específicos da população, como os Programas de educação escolar e de alimentação popular, em especial os restaurantes populares. Entretanto, ações menos expressivas em termos de recursos, como sacolões municipais, feiras-livres, feiras de orgânicos e hortas comunitárias, se destacam por serem primordiais para melhorar o acesso e a aquisição direta dos alimentos pela população, sobretudo aquela em situação de vulnerabilidade, e, consequentemente, reduzir o impacto da IA sobre as famílias. Importantes achados foram relatados neste estudo, envolvendo a contribuição da IA sobre o consumo de FH dos usuários do PAS. Este trabalho se destaca por ser pioneiro no âmbito da Atenção Primária à Saúde quanto ao diagnóstico dos níveis de IA, bem como na mensuração de sua influência sobre o consumo de FH. Ademais, fornece subsídios importantes para embasar o planejamento e a reestruturação de ações de alimentação e nutrição que contemplem a temática, uma vez que os usuários destes serviços buscam a melhoria da alimentação, da saúde e de vida. O PAS constitui um espaço aberto e ainda pouco explorado para o desenvolvimento de ações de SAN no município, apesar de ser um serviço de promoção da saúde, que dentre as suas atribuições preconiza o desenvolvimento Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 76 destas ações. Tais aspectos evidenciam o quanto que as políticas de alimentação e saúde ainda se encontram desalinhadas apesar de suas convergências e sinergia. Limitações deste estudo também devem ser ponderadas. O instrumento utilizado para avaliar a IA, a EBIA se restringe ao acesso e disponibilidade domiciliar de alimentos, não contemplando outros aspectos da SAN. Entretanto, atende aos objetivos do estudo, é validado e nacionalmente utilizado para mensurar a IA, o que permite a comparabilidade dos dados (SEGALL-CORRÊA; MARIN-LEON, 2009). Ademais, é um instrumento de fácil aplicação, possível de ser utilizado por qualquer profissional treinado, sendo considerado um avanço em estudos populacionais (SALLES-COSTA, 2012). Considerando estes aspectos sugere-se que a utilização deste instrumento seja incorporada aos polos do PAS situados em territórios vulneráveis visando diagnosticar usuários em IA. Reforça-se que indivíduos em situação de IA apresentam maior risco de consumo alimentar inadequado, em quantidade e qualidade, que compromete sua saúde (SEGALL-CORRÊA, 2007; SEGALL- CORRÊA; MARIN-LEON, 2009; SALLES-COSTA, 2012; BURLANDY, 2013). Ademais, considerando o contexto do PAS investigado, o consumo inadequado de alimentos concomitante à prática de exercícios físicos pode contribuir para um pior desempenho do indivíduo e intercorrências, como tonturas, quedas, hipoglicemia e hipotensão (BRASIL et al., 2009). A utilização de dados primários para realização do estudo impõe desafios para a sua execução, mas cuidados metodológicos foram extensamente adotados visando garantir validade interna dos resultados. Foram realizados treinamentos periódicos de toda a equipe; estabelecido canal de comunicação aberto com a pesquisadora principal, coordenadores dos serviços e supervisores de campo; além da adoção de critérios para elaboração dos instrumentos de coleta de dados e critérios de exclusão em consonância com a literatura. No tocante à validade externa, embora se reconheça que qualquer generalização será sempre acompanhada de uma margem de incerteza, acredita-se que os resultados obtidos neste estudo podem ser extrapolados para o PAS do município, tendo em vista o processo de amostragem adotado. Em relação à sua validade nacional existem ressalvas considerando as peculiaridades de cada localidade e região do País. Mas, ainda assim este estudo aponta para questões importantes que podem contribuir para estes serviços em grande expansão no País. Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 77 Todos os participantes deste estudo estavam em prática de exercício físico regular o que pode ter também favorecido um maior consumo de FH. Dados de estudo conduzido com 311 mulheres adultas, residentes em um município da região metropolitana de São Paulo (JORGE et al., 2008) encontrou maiores chances de consumo reduzido de verduras e legumes em indivíduos sedentários. Por outro lado, não foram observadas diferenças quanto ao consumo de frutas. Já em estudo realizado em 972 adultos (NEUTZLING et al., 2007) na cidade de Pelotas (Rio Grande do Sul) foram encontradas associação positiva entre atividade física no lazer e consumo de frutas, verduras e legumes, em ambos os sexos. Dessa forma, a repercussão da IA sobre o consumo de FH na população em geral pode ser ainda superior considerando estes aspectos. Outra questão a ser considerada é o delineamento transversal utilizado, que não permite afirmar temporalidade dos fatores investigados. Além disso, são restritos os estudos que avaliaram a influência da IA sobre o consumo alimentar, dificultando a comparabilidade dos resultados, evidenciando a necessidade de expandir pesquisas neste sentido, inclusive as de delineamento longitudinal. Os resultados apresentados mostram a importância da extensão das ações de SAN para os serviços de saúde, alinhando as políticas de alimentação e nutrição e as de saúde. O PAS no município atende a aproximadamente 20.000 pessoas que vivem prioritariamente em territórios de média e alta vulnerabilidade à saúde, o que os torna alvo importante para as políticas de SAN. Entretanto, as ações de promoção de acesso a alimentos localizam-se nas regiões mais ricas da cidade e que possuem maior oferta de estabelecimentos comerciais de alimentos saudáveis, como as FH. Por outro lado, serviços de saúde como o PAS, que aliam a prática de exercícios físicos a ações de promoção da alimentação adequada e saudável, entre outras atividades, deve estar atento às necessidades de SAN das famílias envolvidas e a repercussão desta situação sobre o consumo de alimentos, principalmente ao considerar que o incentivo à alimentação saudável tem sido uma temática recorrente no serviço. O desenvolvimento de pesquisas no âmbito do PAS pode potencializar a produção de conhecimentos que contribua para o planejamento e desenvolvimento de políticas e ações que visem a garantia do DHAA. A parceria entre universidade e serviços é um avanço, possibilitando o diálogo entre instituição de ensino e as secretarias e profissionais, tornando a pesquisa factível, de conhecimento do setor Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 78 público e aplicável à população. Acredita-se assim que, os resultados deste estudo possam contribuir para a melhoria das ações propostas pelo PAS e o alinhamento das políticas de alimentação e saúde no município e, consequentemente, para qualidade de vida e saúde dos usuários. Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 79 Conclusão Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 80 7 CONCLUSÃO Neste estudo, a IA vivenciada pelos usuários do PAS e suas famílias apresentou-se acima da média nacional, da região Sudeste e do estado de Minas Gerais. Ademais, influenciou negativamente o consumo de FH destes indivíduos. Ações intersetoriais devem ser propostas, em parceria entre o setor público e a sociedade civil, no intuito de reverter estas iniquidades e promover melhoria no consumo destes alimentos visando à saúde e qualidade de vida dos usuários do PAS. O processo para avaliação da IA é complexo e mutável tendo em vista a multidimensionalidade do tema, o que requer a busca contínua de novos conhecimentos da sua influência sobre o consumo de diferentes grupos de alimentos. Tal aspecto denota a inovação da pesquisa e a necessidade de estudos longitudinais visando verificar a relação de causalidade entre a IA e o consumo de FH. Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 81 Referências Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 82 REFERÊNCIAS AGUDO, A. Measuring intake of fruit and vegetables [electronic resource]. Background paper for the Joint /FAO/WHO. 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Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 97 Apêndices Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 98 APÊNDICE A – Ajustamento dos Modelos Multivariados Todos os pressupostos referentes ao modelo de regressão linear foram cautelosamente seguidos e nenhum deles violados. Os modelos finais (modelo para insegurança alimentar com e sem moradores de 18 anos) foram aqueles que apresentavam melhores representações gráficas e demonstravam que os resíduos estavam independentes, normalmente distribuídos, sendo as hipóteses de linearidade e homocedasticidade, também satisfeitas. Não foram observadas interações significativas e multicolinariedade entre as variáveis nos modelos propostos. TABELA 1 - Análise multivariada da associação entre o consumo de FH e insegurança alimentar com moradores menores de 18 anos (N=2.788). Belo Horizonte, 2013-2014 Variáveis Modelo não ajustado* Modelo ajustado por idade e sexo* EBIA Segurança alimentar Ref. Ref. Insegurança alimentar -51,84 (-75,08; -28,60) -51,18 (-74,45; -27,91) Sexo Feminino Ref. Masculino 31,93 (-12,13; 71,99) Idade 1,16 (0,15; 2,16) Constant 366,26 305,44 Observações (n) 883 883 R2 ajustado 0,021 0,031 r2 0,020 0,027 Nota: *Intervalo de confiança 95%; EBIA: Escala Brasileira de Insegurança Alimentar; Fonte: Dados da Pesquisa Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 99 GRÁFICO 1 - Normalidade estimada e observada do resíduo do modelo ajustado por sexo e idade, nas famílias com menores de 18 anos, para influência da insegurança alimentar no consumo de FH dos usuários do Programa Academia da Saúde (N=2.788). Belo Horizonte, 2013-2014 0 .0 0 0 .2 5 0 .5 0 0 .7 5 1 .0 0 N o rm a l F [( re s -m )/ s ] 0.00 0.25 0.50 0.75 1.00 Empirical P[i] = i/(N+1) GRÁFICO 2 - Homocedasticidade do resíduo do modelo ajustado por idade e sexo, nas famílias com menores de 18 anos, para influência da insegurança alimentar no consumo de FH dos usuários do Programa Academia da Saúde (N=2.788). Belo Horizonte, 2013-2014 -5 0 0 0 5 0 0 1 0 0 0 1 5 0 0 R e s id u a ls 250 300 350 400 450 Fitted values Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 100 TABELA 2 - Análise multivariada da associação entre o consumo de FH e insegurança alimentar sem moradores menores de 18 anos (N=2.788). Belo Horizonte, 2013-2014 Variáveis Modelo não ajustado* Modelo ajustado por idade e sexo* EBIA Segurança Alimentar Ref. Ref. Insegurança Alimentar -63,13 (-81,89; -44,37) -61,16 (-79,96; -42,37) Sexo Feminino Ref. Masculino -22,81 (-50,11; 4,49) Idade 1,74 (0,86; 2,62) Constant 406,81 304,19 Observações (n) 1905 1905 R2 ajustado 0,022 0,031 r2 0,022 0,029 Nota: *Intervalo de confiança 95%; EBIA: Escala Brasileira de Insegurança Alimentar; Fonte: Dados da Pesquisa Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 101 GRÁFICO 3 - Normalidade estimada e observada do resíduo do modelo ajustado por sexo e idade nas famílias sem menores de 18 anos, para influência da insegurança alimentar no consumo de FH dos usuários do Programa Academia da Saúde (N=2.788). Belo Horizonte, 2013-2014 0 .0 0 0 .2 5 0 .5 0 0 .7 5 1 .0 0 N o rm a l F [( re s 2 -m )/ s ] 0.00 0.25 0.50 0.75 1.00 Empirical P[i] = i/(N+1) GRÁFICO 4 - Homocedasticidade do resíduo do modelo ajustado por sexo e idade nas famílias sem menores de 18 anos, para influência da insegurança alimentar no consumo de FH dos usuários do Programa Academia da Saúde (N=2.788). Belo Horizonte, 2013-2014 -5 0 0 0 5 0 0 1 0 0 0 1 5 0 0 R e s id u a ls 300 350 400 450 Fitted values Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 102 Anexos Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 103 ANEXO A – Instrumento de Coleta de Dados INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO INDIVIDUAL E FAMILIAR – CONSUMO DE FRUTAS E HORTALIÇAS Epinfo Data: ___/___/_____Responsável: _______________________ Gramagem Data: ___/___/_____ Responsável: _______________________ DietWin Data: ___/___/_____ Responsável: _______________________ Epinfo Dietwin Data: ___/___/_____ Responsável: ____________________ ENTREVISTADOR, POR FAVOR, PREENCHA O QUESTIONÁRIO A LÁPIS 1ª PARTE DO INSTRUMENTO 1. Número de Identificação: ________________ 2. Entrevistador: ____________ 3. Data da entrevista: _____/_____/2013(Entrevistador registre a data) 4. Horário de início: _____________ 5. Academia da Cidade (1) Jatobá IV (6) Boa Vista (11) Jaqueline (16) São Francisco (2) Parque das águas (7) Jardim Belmonte (12) Vila Spósito (17) Jardim Leblon (3) Condomínio JK (8) Ribeiro de Abreu (13) Amílcar Martins (18) Venda Nova (4) Vila Fátima (9) Fazendinha (14) Vila Ventosa (5) São Geraldo (10) Coqueiral (15) Confisco 5.1. Quais os dias que você frequenta a Academia? (Entrevistador marque todas as opções relatadas) (0) Segunda (1) Terça (2) Quarta (3) Quinta (4) Sexta (5) Sábado 5.2. Qual o horário você faz atividade física na Academia? (0) 6:00 (1) 7:00 (2) 8:00 (3) 9:00 (4) 10:00 (5) 11:00 5.3. Data de ingresso na Academia da Cidade: ___/_____/_____ (Entrevistador registre da planilha da Academia) 6. Qual Centro de saúde (UBS) que você frequenta (é cadastrado):_____(88) Não se aplica 7. Quantos quarteirões você caminha até chegar a Academia da Cidade: ______________ I) PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO I.1) Nome Completo:___________________________________________________ I.2) Endereço: ____________________________________I.3) CEP: _____________________ I.4)Telefone de contato:______________I.5) Celular: _____________________________________ I.6) Email: __________________________________________________________ I.7) Sexo: (0) Feminino (1) Masculino(Entrevistador não faça esta pergunta apenas marque uma opção) I.8) Qual é sua data de nascimento: ____/____/____ (Entrevistador, caso o entrevistado não saiba, peça a sua identidade) I.9) Idade:____________ anos completos(Entrevistador, calcule a idade a partir da data de nascimento) I.10) Qual o seu estado civil: (0) Casado(a)/união consensual (2)Solteiro (a) (1) Separado(a)/divorciado(a)/desquitado(a) (3) Viúvo(a) Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 104 II) DADOS ECONÔMICOS II.1) O seu domicílio é (Entrevistador, leia as opções abaixo): (0) Próprio – já pago (3) Cedido de outra forma (1) Próprio – ainda pagando (4) Outra condição: ________________ (2) Alugado (7) Não sabe (9) Não respondeu II.2) A água utilizada no seu domicílio é proveniente de (Entrevistador, leia as opções abaixo): (0) Rede geral de distribuição (3) Outra proveniência: ____________________ (1) Poço ou nascente (7) Não sabe (2) Cisterna (9) Não respondeu II.3) O lixo do seu domicílio é (Entrevistador, leia as opções abaixo): (0) Coletado diretamente (4) Jogado em rio ou lago (1) Coletado indiretamente (5) Outro destino: ______________ (2) Queimado ou enterrado na propriedade (7) Não sabe (3) Jogado em terreno baldio ou logradouro (9) Não respondeu II.4) Falaremos agora alguns itens, e você nos responderá quantos desses você tem em sua casa: (Entrevistador, observe a correspondência das colunas de quantidade de itens, na frente de cada opção está a pontuação) Itens Quantidade de itens 0 1 2 3 4 ou + II.4.1) Televisão em cores (Entrevistador: considerar apenas televisores em cores, bem emprestado de outro domicílio há mais de 6 meses e bem quebrado há menos de 6 meses) 0 2 3 4 5 II.4.2) Rádio (Entrevistador: considerar mesmo que esteja incorporado a outra equipamento de som ou televisor e rádios walkman, conjunto 3 em 1 ou microsystems. Não pode ser considerado o rádio de automóvel) 0 1 2 3 4 II.4.3) Banheiro (Entrevistador: Banheiro é definido pela existência de vaso sanitário. Considerar apenas se for de uso exclusivo do domicílio. Banheiros coletivos não devem ser considerados) 0 2 3 4 4 II.4.4) Automóvel (Entrevistador: Não considerar veículos de finalidade profissional nem veículos de uso misto – lazer e profissional) 0 2 4 5 5 II.4.5) Empregada mensalista (Entrevistador: Empregado mensalista são os que trabalham pelo menos 5 dias por semana. Incluir: empregadas domésticas, babás, motoristas, cozinheiras, copeiras e arrumadeiras) 0 2 4 4 4 II.4.6) Aspirador de pó 0 1 1 1 1 II.4.7) Máquina de lavar (Entrevistador: tanquinho não deve ser considerado) 0 1 1 1 1 II.4.8) Videocassete e/ou DVD 0 2 2 2 2 II.4.9) Geladeira 0 2 2 2 2 II.4.10) Freezer (Entrevistador: considerar o aparelho independente ou a parte da geladeira duplex) 0 1 1 1 1 II.5) Você é o chefe da sua família? (0) Não (1) Sim (Se sim, vá para a questão II.7) II.5.1) Sexo do chefe da família: (0) Feminino (1) Masculino II.6) Qual a escolaridade do chefe da família? _________ anos de estudo (Entrevistador consulte no manual quantos anos de estudo correspondem a cada série). II.7) Até que série você estudou? _________ anos de estudo (Entrevistador consulte no manual quantos anos de estudo correspondem a cada série. Caso o entrevistado seja o chefe da família, transcreva a resposta dessa pergunta na questão II.6). II.8) Pontuação referente à escolaridade do chefe da família: Grau de instrução Pontuação Nomenclatura Antiga = Nomenclatura Atual Analfabeto/ Primário incompleto = Analfabeto/Até 3ª série Fundamental/ Até 3ª série 1º Grau 0 Primário completo/ Ginasial incompleto = Até 4ª série Fundamental/ Até 4ª série 1ª Grau 1 Ginasial completo/ Colegial incompleto = Fundamental completo/ 1º Grau completo 2 Colegial completo/ Superior incompleto = Médio completo/ 2º Grau completo 4 Superior completo 8 Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 105 II.9) Somatório da pontuação: ___________ (Entrevistador, calcule a partir das questões II.4 e II.8, vide manual) II.10) Qual é a sua principal ocupação (Ocupação que gera maior renda)? (0)Do lar (2) Desempregado (1)Aposentado (3) Outros: _______________________________ II.11) Na sua família há outras fontes de renda não proveniente da ocupação principal (venda de cosméticos, roupas, artesanato, aluguel, pensão, etc)? (0) Não (1) Sim (7) Não sabe (Se não, vá para a questão II.12) II.11.1) Valor total desta renda: R$ _______________ II.12) Recebe algum beneficio do governo? (0) Não (1) Sim (7) Não sabe (Se não, vá para a questão II.13) II.12.1) Se sim, qual beneficio? (0) Bolsa-família(2) Outros: _______________________________ (1) Auxílio-gás (8) Não se aplica II.12.2) Valor total que recebe: R$ ___________________ II.13) Qual a renda mensal total de sua família por mês? R$ _________________ (Entrevistador, caso o entrevistado responda em salários mínimos converta para reais. Salário mínimo=R$ 678,00) II.14) Quantas pessoas moram na sua casa? ____________ número total de pessoas II.14.1) Número de pessoas menores de 18 anos: ________ II.14.2) Número de pessoas de 60 anos ou mais: ______ (Entrevistador, conte com o entrevistado, caso tenha > 60 anos) II.15) Quantos filhos você tem? ___________ número de filhos III) HISTÓRIA E PERCEPÇÃO DE SAÚDE III.1) Algum médico já lhe disse que você tem ou já teve? (Entrevistador, leia as opções) III.1.1) Diabetes (0) Não (1) Sim (7) Não sabe III.1.2) Pressão alta (0) Não (1) Sim (7) Não sabe III.1.3) Colesterol e Triglicérides alto (gordura no sangue) (0) Não (1) Sim (7) Não sabe III.1.4) Outras doenças? ____________________________________ III.2) Em relação ao funcionamento intestinal, nos últimos seis meses você apresentou os seguintes sintomas por pelo menos três meses seguidos? III.2.1) Esforço para evacuar (Se não, vá para a questão III.2.2)(0)Não (1)Sim (7)Não sabe III.2.1.1) Ocorreu pelo menos 1 vez de cada 4 evacuações:(0) Não (1) Sim (7) NS (8) NA III.2.2)Fezes endurecidas ou fragmentadas (Se não, vá para a questão III.2.3) (0)Não (1)Sim (7)Não sabe III.2.2.1) Ocorreu pelo menos 1 vez de cada 4 evacuações: (0) Não (1) Sim (7) NS (8) NA III.2.3) Sensação de evacuação incompleta (Se não, vá para a questão III.2.4) (0)Não (1)Sim (7)Não sabe III.2.3.1) Ocorreu pelo menos 1 vez de cada 4 evacuações: (0) Não (1) Sim (7) NS (8) NA III.2.4)Sensação de bloqueio anorretal(impendido a passagem)(Se não, vá para a questão III.2.5)(0)Não (1)Sim (7)NS III.2.4.1) Se sim, ocorreu pelo menos 1 vez de cada 4 evacuações: (0) Não (1) Sim (7)NS (8) NA III.2.5) Uso de manobras manuais para facilitar a evacuação (Se não, vá para a questãoIII.2.6) (0)Não (1)Sim (7)NS III.2.5.1) Se sim, ocorreu pelo menos 1 vez de cada 4 evacuações: (0) Não (1) Sim (7) NS (8) NA Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 106 III.2.6) Menos de três evacuações por semana (Se não, vá para a questão III.2.7) (0)Não (1)Sim (7)Não sabe III.2.7) Presença de constipação intestinal (0) Não (1) Sim (Entrevistador,considere como constipação intestinal a presença de dois ou mais sintomas). III.3) Atualmente você recebe tratamento para nervosismo ou doença mental? (Entrevistador: cite exemplos como ansiedade, depressão e outros transtornos psiquiátricos) (0) Não (1) Sim (7) Não sabe (9) Não respondeu III.4) Atualmente, você faz uso de medicamento ou de suplemento? (0) Não(1) Sim (Se não, vá para a questão III.5) III.4.1) Se sim, qual (is)? (1) Anti-hipertensivo (5) Hipolipemiante oral (77) Não sabe (2) Hipoglicemiante oral (6) Ansiolítico (dormir/acalmar nervos) (88)Não se aplica (3) Insulina (7) Hormônio Tireoidiano (9)Não respondeu (4) Antidepressivo (8) Outros: _______________________________ III.5) Atualmente, você fuma cigarros? (0) Não (1) Sim(Se não, vá para a questão III.6) III.5.1) Se sim, em média quantos cigarros você fuma por dia? ___________ cigarros (7) Não sabe (8) Não se aplica III.6) Como você classificaria seu estado de saúde? (Entrevistador leia as alternativas) (1) Muito ruim (2) Ruim (3) Regular (4) Bom (5) Muito bom III.7) Como você avaliaria a sua qualidade de vida? (Entrevistador, leia as alternativas) (1) Muito ruim (2) Ruim (3) Nem ruim nem boa (4) Boa (5) Muito boa III.8) Você está satisfeito com o seu peso atual? (0) Não (1) Sim III.9) Atualmente você está tentando: III.9.1) Engordar? (0) Não (1) Sim III.9.2) Emagrecer? (0) Não (1) Sim (Se não, vá para a questão III.10) III.9.3) Se sim, foi: (Entrevistador leia as opções) (0) Sem acompanhamento de profissional de saúde(1) Com acompanhamento de profissional de saúde III.9.4) O que você está fazendo para alcançar este objetivo? (Entrevistador, não leia as opções) (0) Restrição alimentar (2) Uso de medicamentos (4) Restrição alimentar e atividade física (1) Atividade física (3) Medicamentos e atividade física (5) Restrição alimentar e medicamentos (6) Outros: _________________________________________________________ III.10) Alguma vez na vida, você já recebeu orientação de algum profissional de saúde (médico, enfermeiro, nutricionista...) que lhe disse que você deveria melhorar/mudar sua alimentação para melhorar a sua saúde? (0) Não (1) Sim (7) Não sabe Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 107 IV) ALGORITMO PARA O CONSUMO DE FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES Frutas Verduras e Legumes IV.12) Consumo de acordo com as recomendações? (Entrevistador, completar após a aplicação de todo instrumento) IV.7) Você considera seu consumo de verduras e legumes, atual, adequado? (0) Não (1) Sim IV.11) Há quanto tempo você mantém esse consumo de legumes e verduras? (0) Menos de 6 meses AÇÃO (1) Mais de 6 meses MANUTENÇÃO (0) Não PSEUDO- MANUTENÇÃO (1) Sim IV.8) Você pretende aumentar seu consumo de verduras e legumes nos próximos 6 meses? (0) Não PRÉ-CONTEMPLAÇÃO (1) Sim IV.9) Você se sente confiante para aumentar seu consumo de verduras e legumes no próximo mês? (1) Sim PREPARAÇÃO (0) Não CONTEMPLAÇÃO IV.10) Consumo de acordo com recomendações? (Entrevistador, completar após a aplicação de todo instrumento) (1) Sim AÇÃO NÃO-REFLETIVA (0) Não IV.1) Você considera seu consumo de frutas, atual, adequado? (0) Nçao Não (1) Sim IV.5) Há quanto tempo você mantém esse consumo de frutas? (0) Menos de 6 meses AÇÃO (1) Mais de 6 meses MANUTENÇÃO IV.6) Consumo de acordo com as recomendações? (Entrevistador, completar após a aplicação de todo instrumento) (0) Não PSEUDO-MANUTENÇÃO (1) Sim IV.2) Você pretende aumentar seu consumo de frutas nos próximos 6 meses? (0) Não PRÉ- CONTEMPLAÇÃO (1) Sim IV.3) Você se sente confiante para aumentar seu consumo de frutas no próximo mês? (1) Sim PREPARAÇÃO (0) Não CONTEMPLAÇÃO IV.4) Consumo de acordo com recomendações? (Entrevistador, completar após a aplicação de todo instrumento) (1)Sim AÇÃO NÃO-REFLETIVA (0) Não Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 108 IV.13) Autoeficácia: Entrevistador leia cada frase e pergunte ao entrevistado: Você consegue fazer isto? Explique que ele deve avaliar sua confiança na possibilidade de modificar sua alimentação perante cada situação. Para auxiliar leia as alternativas. IV.13.1) É fácil comprar frutas, verduras e legumes em meu bairro. (0) Nada confiante (3) Muito confiante (1)Pouco confiante (4)Completamente confiante (2) Moderadamente confiante IV.13.2) Eu posso comprar diversas frutas, verduras e legumes mesmo quando estão caros. (0) Nada confiante (3) Muito confiante (1) Pouco confiante (4) Completamente confiante (2) Moderadamente confiante IV.13.3) Eu posso consumir a quantidade recomendada de frutas, verduras e legumes. (0) Nada confiante(3) Muito confiante (1) Pouco confiante (4) Completamente confiante (2) Moderadamente confiante IV.13.4) Eu posso conseguir ter tempo para preparar/consumir frutas, verduras e legumes, mesmo nos dias que estou com pressa. (0) Nada confiante (3) Muito confiante (1) Pouco confiante (4) Completamente confiante (2) Moderadamente confiante IV.14) Equilíbrio de Decisões: Entrevistador leia cada frase ao entrevistado e pergunte: Você concorda com esta frase? Leia as alternativas. Instrua o entrevistador a responder segundo sua avaliação da importância que elas têm para você quando se fala de comer mais frutas, verduras e legumes. IV.14.1) Eu gosto do sabor das frutas, verduras e legumes. (0) Não concordo de jeito nenhum (3) Concordo bastante (1) Não concordo muito(4) Concordo totalmente (2) Concordo um pouco IV.14.2) Frutas, verduras e legumes são caros. (0) Não concordo de jeito nenhum (3) Concordo bastante (1) Não concordo muito (4) Concordo totalmente (2) Concordo um pouco IV.14.3) Eu tenho tempo para comprar frutas, verduras e legumes. (0) Não concordo de jeito nenhum (3) Concordo bastante (1) Não concordo muito(4) Concordo totalmente (2) Concordo um pouco IV.14.4) Eu não gosto de frutas, verdura e legumes. (0) Não concordo de jeito nenhum (3) Concordo bastante (1) Não concordo muito(4) Concordo totalmente (2) Concordo um pouco IV.14.5) Preparar frutas, verduras e legumes seria fácil e rápido para mim. (0) Não concordo de jeito nenhum (3) Concordo bastante (1) Não concordo muito (4) Concordo totalmente (2) Concordo um pouco IV.14.6) Eu não tenho tempo de consumir frutas, verduras e legumes. (0) Não concordo de jeito nenhum (3) Concordo bastante (1) Não concordo muito (4) Concordo totalmente (2) Concordo um pouco IV.14.7) Ao consumir mais frutas, verduras e legumes estou fazendo algo de bom para o meu corpo/seria bom para mim, além de reduzir o risco de ter doenças. (0) Não concordo de jeito nenhum (3) Concordo bastante (1) Não concordo muito(4) Concordo totalmente (2) Concordo um pouco IV.14.8) Iria comer mais frutas, verduras e legumes se meus amigos e familiares também comessem. (0) Não concordo de jeito nenhum (3) Concordo bastante (1) Não concordo muito (4) Concordo totalmente (2) Concordo um pouco V) CONSUMO DE FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES (Entrevistador, lembre-se: não é considerado hortaliças: batata, batata doce, inhame, cará, mandioca, batata baroa, mandioquinha e cenoura amarela) V.1) Em quantos dias da semana você costuma comer frutas? (0) 1 a 2 dias por semana (1) 3 a 4 dias por semana (2) 5 a 6 dias por semana (3) Todos os dias (inclusive sábado e domingo) (4) Quase nunca (1 a 3x/mês)(5) Nunca (vá para a questão V.2.1) V.2) Num dia comum, quantas porções você come frutas: _______ (Entrevistador explique para o usuário o que é uma porção, referindo-se a média das frutas – 1 unidade ou 1 fatia média. Calcule e anote. Se for 3 ou mais porções, vá para a questão V.3) V.2.1) Qual foi o principal motivo de você não comer frutas pelo menos 3 porções ao dia? (0) Não gosto muito de frutas (3) Frutas são caras (1) Frutas são difíceis de comer (4) Estavam difíceis de comprar (2) Não tenho o costume (5) Outros: __________________________ (8) Não se aplica Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 109 V.3)Em qual(is) dessas refeições você, habitualmente, consome frutas? (Entrevistador, ler as opções). Refeição: Não Sim Não sabe V.3.1) Café da manhã (0) (1) (7) V.3.2) Lanche da manhã (0) (1) (7) V.3.3) Almoço (0) (1) (7) V.3.4) Lanche da tarde (0) (1) (7) V.3.5) Jantar ou lanche da noite (0) (1) (7) V.3.6) Lanche antes de dormir (0) (1) (7) V.4) Em quantos dias da semana, você costuma comer pelo menos um tipo de verduras ou legumes? (0) 1 a 2 dias por semana (3) Todos os dias (inclusive sábado e domingo) (1) 3 a 4 dias por semana (4) Quase nunca (1 a 3x/mês) (2) 5 a 6 dias por semana (5) Nunca (vá para a questão V.7) V.5) Num dia comum, quantas colheres (sopa) você come de verduras? _____colheres/dia: _________ porções V.5.1) Modo de preparo: (0) Cru (1) Refogado (Entrevistador, após a entrevista transforme em porções) V.6) Num dia comum, quantas colheres (sopa) você come de legumes? _____colheres/dia: _________ porções V.6.1) Modo de preparo: (0) Cru (1) Refogado (Entrevistador, após a entrevista transforme em porções) V.7) Em quantos dias da semana, você costuma comer salada de alface e tomate ou salada de qualquer outra verdura ou legume cru? (0) 1 a 2 dias por semana (3) Todos os dias (inclusive sábado e domingo) (1) 3 a 4 dias por semana (4) Quase nunca (1 a 3x/mês) (2) 5 a 6 dias por semana (5) Nunca (vá para a questão V.8) V.7.1) Num dia comum, você come este tipo de salada: (0) No almoço (1 vez no dia) (1) No jantar (1 vez no dia) (2) No almoço e no jantar (2 vezes no dia) V.8) Em quantos dias da semana, você costuma comer verdura ou legume cozido junto com a comida ou na sopa, como por exemplo, couve, cenoura, chuchu, berinjela, abobrinha, sem contar batata, mandioca ou inhame? (0) 1 a 2 dias por semana (2) 5 a 6 dias por semana (4) Quase nunca (1 a 3x/mês) (1) 3 a 4 dias por semana (3) Todos os dias (inclusive sábado e domingo)(5) Nunca (vá para a questão V.9) V.8.1) Num dia comum, você come verdura ou legume cozido: (0) No almoço (1 vez no dia) (1) No jantar (1 vez no dia) (2) No almoço e no jantar (2 vezes no dia) V.9) Qual foi o principal motivo de você não comer verduras ou legumes pelo menos 2 vezes ao dia? (Entrevistador, realize essa pergunta segundo as respostas nas questões V..7.1 e V.8.1) (0) Não gosta muito (4) São difíceis de comer (1) Não tenho o costume (5) São difíceis de preparar (2) Estavam caras (6) Outros: ________________ (3) Estavam difíceis de comprar (8) Não se aplica V.10)Em qual(is) dessas refeições você, habitualmente, consome verduras e/ou legumes? (Entrevistador, não pergunte almoço e jantar, apenas transfira a resposta das questões V.7.1 e V.8.1 para esses itens). Refeição: Não Sim Não sabe V.10.1) Lanche da manhã (0) (1) (7) V.10.2) Almoço (0) (1) (7) V.10.3) Lanche da tarde (0) (1) (7) V.10.4) Jantar ou lanche da noite (0) (1) (7) V.10.5) Lanche antes de dormir (0) (1) (7) Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 110 VI) QUESTIONÁRIO DE FREQUÊNCIA ALIMENTAR PARA FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES NOS ÚLTIMOS 6 MESES, com que frequência você comeu? (Entrevistador, a equipe de gramagem fará a conversão para gramas). Observação: Entrevistador para aplicar este questionário de frequência utilize as fichas de correspondência de medidas caseiras/porções. FRUTAS Medida caseira nº porç ões Frequência de consumo Gramas VI.1) Abacate U M U P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.2) Abacaxi Ft M Ft P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.3) Ameixa U M U P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.4) Banana U M (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.5) Goiaba U G U P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.6) Laranja U M U P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.7) Maçã U M U P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.8) Mamão Ft M Ft P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.9) Manga U M U P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.10) Melancia Ft M Ft P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.11) Melão Ft M Ft P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.12) Mexerica U M U P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.13) Pêra U G U M (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.14) Uva X Ch U G (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.15) Suco natural Co Am Co Rq (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.16) Outros: (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VERDURAS E LEGUMES VI.17) Acelga VI.17.1)Preparo: (0) crua (1) refogada C Sc (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.18) Agrião VI.18.1) Preparo: (0) cru (1) refogado C Sc (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.19) Alface Fo G Fo P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.20)Almeirão VI.20.1) Preparo: (0) cru (1) refogado Fo G Fo P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 111 VI.21) Couve VI.21.1) Preparo: (0) crua (1) refogada C Sc (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.22) Espinafre VI.22.1) Preparo: (0) cru (1) refogado C Sc (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.23) Mostarda VI.23.1) Preparo: (0) crua (1) refogada C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.24) Rúcula ½ X Ch (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.25) Abóbora C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.26) Abobrinha C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.27) Berinjela cozida C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.28) Berinjela frita Ft G Ft P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.29) Beterraba crua C Sc (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.30) Beterraba cozida Ft M Ft P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.31) Brócolis C Sc (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.32) Cenoura VI.32.1) Preparo: (0) crua (1) cozida C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.33) Chuchu C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.34) Couve flor C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.35) Jiló C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.36) Pepino C Sc Ft (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.37) Quiabo C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.38) Repolho VI.38.1) Preparo: (0) crua (1) refogada C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.39) Tomate cru Ft M Ft P (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.40) Vagem C Sc C Sr (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca VI.41) Outros: (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca (0) 6 ou mais x/dia (1) 4-5x/dia (2) 2-3x/dia (3) 1x/dia (4) 5-6x/semana (5) 2-4x/semana (6) 2-4x/mês (7) 1x/mês(8) Menos de 1x/mês ou nunca Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 112 VII) 1º RECORDATÓRIO ALIMENTAR DE 24 HORAS (R24) VII.1) O R24 foi realizado com o auxílio do kit de medidas caseiras? (0) Não(1) Sim (Entrevistador, não pergunte ao entrevistado) VII.2) Entrevistador, o 1° recordatório alimentar 24 horas refere-se a qual dia da semana? (0) Domingo(1) Segunda-feira (2) Terça-feira (3) Quarta-feira (4) Quinta-feira (5) Sexta-feira REFEIÇÃO LOCAL ALIMENTO QUANTIDADE OBS. Café da Manhã Horário: Lanche da Manhã Horário: Almoço Horário: Lanche da Tarde Horário: Jantar Horário: Lanche da Noite Horário: Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 113 “Beliscos” Horário: Horário de término: ____________ 2. Duração da 1ª parte: __________ minutos 2ª PARTE DO INSTRUMENTO Horário de início: ________ 2. Data da Entrevista:__/___/_____ VIII) PERFIL DE COMPRAS DE FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES VIII.1) Você é o responsável pelo preparo OU pela compra dos alimentos da sua casa? (0) Não (1) Sim VIII.2) Você sabe o que é safra? (0) Não (vá para a questão VIII.3) (1) Sim (9) Não respondeu VIII.2.1) Se sim, o que seria? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ VIII.3) Como você obtém as frutas em sua casa? (Entrevistador leia as alternativas e pode marcar mais de uma opção) (0) Feiras livres (4) Supermercados (8) Doação (1) Sacolão/quitanda (5) Hipermercados (99) Não respondeu (2) Mercearias (6) Rede Abastecer/Prefeitura (77) Não sabe (3) Comerciante ambulante(7) Pomar/Horta VIII.4) Qual o nome do estabelecimento que você geralmente compra frutas? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ VIII.4.1) Qual o endereço do estabelecimento? (Entrevistador anote todas as informações possíveis – rua, número, bairro, etc):_________________________________________________ VIII.5) Em relação às compras de frutas, qual a frequência de compra destes produtos?________________________ VIII.6) No último mês, quantos dias você teve frutas em casa? ________ dias (Entrevistador caso a resposta for 30 dias vá para a questão VIII.7) VIII.6.1) Qual foi o principal motivo de você não ter frutas em casa todos os dias? (0) Não gosta muito de frutas (4) Estavam difíceis de comprar (1) Não tenho o costume (5) Outros: _____________________ (2) Estavam caras (8) Não se aplica (3) Frutas são difíceis de comer VIII.7) Você realiza algum procedimento de higienização de frutas? (0) Não (se não, vá para a questão VIII.8) (1) Sim(7) Não sabe(vá para a questão VIII.8) (9) Não respondeu VIII7.1) Se sim, seria: (1) Antes de armazenar (2) Na hora do consumo VIII.7.2) Se sim, como seria? (Entrevistador leia as opções e marque as alternativas citadas pelo entrevistado) (0) Água e sabão (2) Água sanitária/hipoclorito/cloro (7) Não sabe (9) Não respondeu (1) Vinagre (3) Água (8) Não se aplica Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 114 VIII.8) Como você armazena as frutas em casa? (Entrevistador: pode marcar mais de uma opção) (0) Temperatura ambiente (7) Não sabe informar (1) Sob refrigeração (9) Não respondeu VIII.8.1) Se sob refrigeração, qual seria o local? (0) Gaveta grande na parte inferior (3) Prateleiras (9) Não respondeu (1) Gavetas menores na parte superior (7) Não sabe (2) Porta da geladeira (8) Não se aplica VIII.9) Você compra as frutas baseado em quais fatores? (Entrevistador, pode-se marcar mais de uma opção) (0) Safra dos alimentos (3) Reposição de alimentos que acabaram (1) Planejamento do cardápio (4) Outros: _______________ (2) Solicitação da família (8) Não se aplica VIII.10) Como você obtém as verduras e legumes em sua casa? (Entrevistador: pode marcar mais de uma opção) (0) Feiras livres (4) Supermercados (8) Doação (1) Sacolão/quitanda (5) Hipermercados (77) Não sabe (2) Mercearias (6) Rede Abastecer/Prefeitura(99) Não respondeu (3) Comerciante ambulante(7) Pomar/Horta VIII.11) Qual o nome do estabelecimento que você geralmente compra verduras e legumes? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ VIII.11.1) Qual o endereço do estabelecimento? (Entrevistador anote todas as informações possíveis – rua, número, bairro, etc):_____________________________________________________ VIII.12) Em relação às compras de verduras e legumes, qual a frequência de compra destes produtos?_______________ VIII.13) No último mês, quantos dias você teve verduras e legumes em casa? ________ dias (Entrevistador caso a resposta for 30 dias vá para a questão VIII.15) VIII.13.1) Qual foi o principal motivo de você não ter verduras e legumes em casa? (0) Não gosta muito de verduras e legumes (4) Estavam difíceis de comprar (1) Não tenho o costume (5) Outros: ________________ (2) Estavam caros (8) Não se aplica (3) Verduras e legumes são difíceis de comer VIII.14) Você realiza algum procedimento de higienização de verduras e legumes? (0) Não (se não, vá para a questão VIII.16) (1) Sim(7) Não sabe (9) Não respondeu VIII. 14.1) Se sim, seria: (1) Antes de armazenar (2) Na hora do consumo VIII.14.2) Se sim, como seria? (Entrevistador leia as opções e marque as alternativas citadas pelo entrevistado) (0) Água e sabão(2) Água sanitária/hipoclorito/cloro(7) Não sabe(9) Não respondeu (1) Vinagre (3) Água (8) Não se aplica VIII.15) Como você armazena as verduras e legumes em casa? (Entrevistador, pode-se marcar mais de uma opção) (0) Temperatura ambiente (7) Não sabe informar (1) Sob refrigeração (9) Não respondeu VIII.15.1) Se sob refrigeração, qual seria o local? (0) Gaveta grande na parte inferior (3) Prateleiras (8) Não se aplica (1) Gavetas menores na parte superior (7) Não sabe (9) Não respondeu (2) Porta da geladeira VIII.16) Você compra as verduras e os legumes baseado em quais fatores? (Entrevistador, pode-se marcar mais de uma opção) Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 115 (0) Safra dos alimentos (4) Reposição de alimentos que acabaram (1) Planejamento do cardápio (5) Outros: _______________ (2) Solicitação da família (8) Não se aplica IX) HÁBITOS ALIMENTARES IX.1) Normalmente você realiza quais refeições durante o dia? (Entrevistador pergunte cada opção) Refeição (0) Não (1) Sim Refeição (0) Não (1) Sim IX.1.1) Café da manhã (0) (1) IX.1.4) Lanche da tarde (0) (1) IX.1.2) Lanche da manhã (0) (1) IX.1.5) Jantar ou lanche da noite (0) (1) IX.1.3) Almoço (0) (1) IX.1.6) Lanche antes de dormir (0) (1) IX.1.7) Número de refeições/dia: _______ (Entrevistador: Não pergunte ao entrevistado, apenas registre o número total de refeições). IX.2) Realizar as refeições fora de casa interfere no seu consumo de frutas, legumes e verduras? (0) Não (se não, vá para questão IX.3) (1) Sim IX.2) Se sim, como? _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ IX.3) Quantos copos de água você bebe por dia?___________mL (copo requeijão: 250mL; americano:150 mL) IX.4) Você tem o hábito de “beliscar” (comer alimentos como biscoito, pão entre as refeições - café da manhã, lanches e jantar) alimentos entre as refeições? (0) Não (1) Sim IX.5) Quando você come frango, o que normalmente faz com a pele? (0) Sempre retira a pele antes de comer(4) Nunca retira (1) Na maioria das vezes retira (5) Já vem preparado sem a pele (2) Algumas vezes retira (7) Não come frango (3) Quase nunca retira (9) Não respondeu IX.6) Quando você come carne vermelha, o que normalmente faz com a gordura visível? (0) Sempre retira (3) Quase nunca retira (7) Não come carne vermelha (1) Na maioria das vezes retira (4) Nunca retira (9) Não respondeu (2) Algumas vezes retira (5) Não come carne que tem muita gordura IX.7) Quantos dias duram 1 kg de sal na sua casa? __________ dias IX.7.1) Consumo per capita diário de sal: ________ g (Entrevistador: Faça você o cálculo) IX.8) Qual a quantidade de açúcar utilizada em um mês? __________ kg IX.8.1) Consumo per capita diário de açúcar: __________ g (Entrevistador: Faça você o cálculo) IX.9) Que tipo de gordura é usada com maior frequência no domicílio para refogar, fritar ou assar os alimentos? (0) Azeite de oliva (1) Óleo vegetal (2) Manteiga (3) Margarina, creme ou gordura vegetal (4) Banha ou gordura animal (5) Não usamos gordura para cozinhar (6) Variamos no tipo de gordura que usamos (Vá para a questão IX.9.2) (7) Outro: ________________ IX.9.1) Qual a quantidade desta gordura que você utiliza por mês?____mL/g (Frasco de óleo: 900mL) (Vá para a questão IX.10) IX.9.1.2) Consumo per capita diário: ________ mL (Entrevistador: Faça você o cálculo)(Vá para a questão IX.12) IX.9.2) Você varia o consumo entre quais tipos de gordura? _______________________________________ Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 116 IX.9.2.1) Qual a quantidade destas gorduras que você utiliza por mês? __________ mL/g de ___________________ __________ mL/g de ___________________ IX.9.2.2) Consumo per capita diário: ________ mL de _________________ ________ mL de ________________ (Entrevistador: faça você o cálculo) IX.10) Quantas pessoas utilizam o sal, açúcar e gordura consumidos no mês? _________ pessoas X) QUESTIONÁRIO DE FREQUÊNCIA ALIMENTAR Nos últimos 6 meses, com que frequência você comeu/bebeu? Alimento/grupo Vezes e freqüência X.1) Leite X.1.1) Tipo: (1) Desnatado (2) Integral (3) Semidesnatado (4) Leite de Soja (8) NA (5) Outro:___________ X.1.2) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.1.3) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.1.4)Em média, quantos copos de leite você toma por dia?________ mL (Copo requeijão: 250 mL;Americano: 150 mL; Xícara de Chá:200 mL) X.2) Derivados de leite (queijo, iogurte, etc.) X.2.1)( )Número vezes (88)Não se Aplica X.2.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.3) Leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, ervilha) X.3.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.3.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.4) Carnes em geral (boi, porco e frango) X.4.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.4.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.5) Peixe X.5.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.5.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.6) Ovos X.6.1) ( ) Número vezes (88)Não se Aplica X.6.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.7) Embutidos (salsicha, salame, linguiça, presunto, etc.) X.7.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.7.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.8) Pão, biscoitos salgados e doces X.8.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.8.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.9) Biscoitos recheados X.9.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.9.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.10) Doce, bala, chiclete e chocolate X.10.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.10.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.11) Frituras X.11.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.11.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.12) Salgados (coxinha,etc.), sanduíche, (cachorro quente, etc.) ou salgadinhos “chips” X.12.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.12.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.13) Refrigerantes X.13.1)Tipo: (1) Comum (2) Diet (3) Comum e diet(8) NA X.13.2) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.13.3) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.14) Suco em pó X.14.1) Tipo: (1) Comum (2) Diet (3) Comum e diet(8) NA X.14.2) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.14.3) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.15) Tubérculos e raízes (batata, mandioca, inhame, etc.) X.15.2) ( )Número vezes (88)Não se Aplica Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 117 X15.3) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.16) Bebidas alcoólicas X.16.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.16.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca X.17) Temperos industrializados X.17.1) ( )Número vezes (88)Não se Aplica X.17.2) (1)Dia (2)Semana (3)Mês (4)Raro (5)Nunca XI) 2º RECORDATÓRIO ALIMENTAR DE 24 HORAS (R24) XI.1) O R24 foi realizado com o auxílio do kit de medidas caseiras? (0)Não (1)Sim (Entrevistador, não pergunte ao entrevistado) XI.2) Entrevistador, o 2° recordatório alimentar 24 horas refere-se a qual dia da semana? (0) Domingo(1) Segunda-feira (2) Terça-feira (3) Quarta-feira (4) Quinta-feira (5) Sexta-feira REFEIÇÃO LOCAL ALIMENTO QUANTIDADE OBS. Café da Manhã Horário: Lanche da Manhã Horário: Almoço Horário: Lanche da Tarde Horário: Jantar Horário: Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 118 Lanche da Noite Horário: “Beliscos” Horário: XII) ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANÇA ALIMENTAR Atenção: Em todos os quesitos, você deve se referir aos ÚLTIMOS 3 MESES para orientar a resposta do(a) entrevistado(a). Algumas perguntas são parecidas umas com as outras, mas é importante que todas sejam respondidas. Entrevistador volte na primeira parte do questionário e verifique se na residência há menores de 18 anos. Atenção para as perguntas relativas aos menores de 18 anos. XII.1) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você teve a preocupação de que a comida na sua casa acabasse antes que tivesse condição de comprar mais comida? (1) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.2) (1) Sim (1 ponto) XII.1.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.2) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, a comida acabou antes que tivesse dinheiro para comprar mais? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.3) (1) Sim (1 ponto) XII.2.1) Com que frequência? ((1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.3) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você ficou sem dinheiro para ter uma alimentação saudável e variada? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.4) (1) Sim (1 ponto) XIV.3.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.4) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você teve que se dispor ( “abrir mão”) em apenas alguns tipos de alimentos para alimentar os moradores com menos de 18 anos, por que o dinheiro acabou? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.5) (1) Sim (1 ponto) (8) Não se aplica XIV.4.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.5) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você ou algum adulto em sua casa diminuiu, alguma vez, a quantidade de alimentos nas refeições, ou pulou refeições, porque não havia dinheiro suficiente para comprar a comida? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.6) (1) Sim (1 ponto) Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 119 XII.5.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.6) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você alguma vez comeu menos do que achou que devia porque não havia dinheiro suficiente para comprar comida? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.7) (1) Sim (1 ponto) XII.6.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.7) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você alguma vez sentiu fome mas não comeu porque não podia comprar comida suficiente? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.8) (1) Sim (1 ponto) XII.7.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.8) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você perdeu peso porque não tinha dinheiro suficiente para comprar comida? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.9) (1) Sim (1 ponto) XII.8.1) A quantidade de peso que perdeu foi : (1) Pequena (3) Muita (8) Não se aplica (2) Média (7) Não sabe XII.9) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você ou qualquer outro adulto em sua casa ficou, alguma vez, um dia inteiro sem comer ou, teve apenas uma refeição ao dia, porque não havia dinheiro para comprar a comida? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.10) (1) Sim (1 ponto) XII.9.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.10) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você não pode oferecer a algum morador com menos de 18 anos, uma alimentação saudável e variada, porque não tinha dinheiro? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.11) (1) Sim (1 ponto) (8) Não se aplica XII.10.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.11) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, algum morador com menos de 18 anos não comeu em quantidade suficiente, porque não havia dinheiro suficiente para comprar a comida? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.12) (1) Sim (1 ponto) (8) Não se aplica XII.11.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.12) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, você , alguma vez, diminuiu a quantidade de alimentos das refeições de algum morador com menos de 18 anos, porque não havia dinheiro suficiente para comprar a comida? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.13) (1) Sim (1 ponto) (8) Não se aplica XII.12.1) Com que frequência? Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 120 (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.13) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, alguma vez alguma morador com menos de 18 anosdeixou de fazer alguma refeição, porque não havia dinheiro para comprar comida? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.14) (1) Sim (1 ponto) (8) Não se aplica XII.13.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.14) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, algum morador com menos de 18 anos teve fome, mas você simplesmente não podia comprar mais comida? (0) Não (0 ponto) (Se não vá para a questão XII.15) (1) Sim (1 ponto) (8) Não se aplica XII.14.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.15) Nos ÚLTIMOS 3 MESES, algum morador com menos de 18 anos ficou sem comer por um dia inteiro, porque não havia dinheiro para comprar comida? (0) Não (0 ponto) (Se não, finalize o questionário) (1) Sim (1 ponto) (8) Não se aplica XII.15.1) Com que frequência? (1) Em quase todos os dias (3) Em apenas 1 ou 2 dias (8) Não se aplica (2) Em alguns dias (7) Não sabe XII.16) Somatório dos pontos: _______________________________ XII.16.1) Famílias com menores de 18 anos: (0) 0 pontos – Segurança Alimentar (1) 1 a 5 pontos – Insegurança Alimentar Leve (2) 6 a 10 pontos – Insegurança Alimentar Moderada (3) 11 a 15 pontos – Insegurança Alimentar Grave (8) Não se aplica XII.16.2) Famílias sem menores de 18 anos (0) 0 pontos – Segurança Alimentar (1) 1 a 3 pontos – Insegurança Alimentar Leve (2) 4 a 6 pontos – Insegurança Alimentar Moderada (3) 7 a 8 pontos – Insegurança Alimentar Grave (8) Não se aplica XIII) ATIVIDADE FÍSICA Para responder as perguntas pense somente nas atividades que você realiza por pelo menos 10 minutos contínuos de cada vez, ou seja, atividades que você realizou por mais de 10 minutos sem parar, qualquer atividade que tenha durado 10, 15, 20 minutos ou mais. Atividades com duração menor, mesmo que vigorosas não devem entrar na sua resposta. XIII.1.1)Em quantos dias da última semana você CAMINHOU por pelo menos 10 minutos contínuos em casa ou no trabalho, como forma de transporte para ir de um lugar para outro, por lazer, por prazer ou como forma de exercício ? XIII.1.1 Segunda () Terça ( ) Quarta () Quinta ( ) Sexta () Sábado ( ) Domingo ( ) Total (dias/semana) ___ dias XIII.1.2)Nos dias em que você caminhou por pelo menos 10 minutos contínuos quanto tempo no total você gastou caminhando por dia? XIII.1.2 Total por dia Total (min/semana) __________  Atividades físicas MODERADAS são aquelas que precisam de algum esforço físico e que fazem respirar UM POUCO mais forte que o normal XIII.2.1)Em quantos dias da última semana, você realizou atividades MODERADAS por pelo menos 10 minutos contínuos, como por exemplo pedalar leve na bicicleta, nadar, dançar, fazer ginástica aeróbica leve, jogar vôlei recreativo, carregar pesos leves, fazer serviços domésticos na casa, no quintal ou no jardim como varrer, aspirar, cuidar do jardim, ou qualquer atividade que fez aumentar Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 121 moderadamente sua respiração ou batimentos do coração (POR FAVOR NÃOINCLUA CAMINHADA) XIII.2.1 Segunda ( ) Terça ( ) Quarta ( ) Quinta ( ) Sexta ( ) Sábado ( ) Domingo ( ) Total (dias/ semana) ___ dias XIII.2.2) Nos dias em que você fez essas atividades moderadas por pelo menos 10 minutos contínuos, quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia? XIII.2.2 Total por dia Total (min/semana) _______ ● Atividades físicas VIGOROSAS são aquelas que precisam de um grande esforço físico e que fazem respirar MUITO mais forte que o normal XIII.3.1)Em quantos dias da última semana, você realizou atividades VIGOROSAS por pelo menos 10 minutos contínuos, como por exemplo correr, fazer ginástica aeróbica, jogar futebol, pedalar rápido na bicicleta, jogar basquete, fazer serviços domésticos pesados em casa, no quintal ou cavoucar no jardim, carregar pesos elevados ou qualquer atividade que fez aumentar MUITO sua respiração ou batimentos do coração. XIII.3.1 Segunda () Terça ( ) Quarta () Quinta ( ) Sexta ( ) Sábado ( ) Domingo ( ) Total (dias/ semana) ___ dias XIII.3.2) Nos dias em que você fez essas atividades vigorosas por pelo menos 10 minutos contínuos, quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia? XIII.3.2 Total por dia Total (min/ semana) _____ Estas últimas questões são sobre o tempo que você permanece sentado todo dia, no trabalho, na escola ou faculdade, em casa e durante seu tempo livre. Isto inclui o tempo sentado estudando, sentado enquanto descansa, fazendo lição de casa visitando um amigo, lendo, sentado ou deitado assistindo TV. Não inclua o tempo gasto sentando durante o transporte em ônibus, trem, metrô ou carro. XIII.4.1)Quanto tempo no total você gasta sentado durante um dia de semana? (Entrevistador, preencha o quadro) XIII.4.2)Quanto tempo no total você gasta sentado durante em um dia de final de semana?(Entrevistador, preencha o quadro) XIII.4.1 Segunda () Terça ( ) Quarta ( ) Quinta ( ) Sexta ( ) Sábado ( ) Domingo ( ) Total (dias/ semana) ___ dias XIII.3.2) Nos dias em que você fez essas atividades vigorosas por pelo menos 10 minutos contínuos, quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia? XIII.4.2 Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 122 Total por dia Total (min/ semana) ________ XIII.5.1) Quantos dias por semana você costuma praticar exercício físico ou esporte? _________ dias XIII.5.2) No dia que você pratica exercício ou esporte, quanto tempo dura esta atividade? ________ minutos XIV) AÇÕES DE INCENTIVO AO CONSUMO DE F&H XIV.1) Você participa/já participou de algum evento/atividade relacionada ao incentivo do consumo de F&H? (Entrevistador, entende-se por evento campanhas, feiras, palestras, oficinas, entre outras atividades). (0) Não (Vá para o item XV) (1) Sim (7) Não sabe (9) Não respondeu XIV.1.1) Se sim, qual é (foi) a atividade? (Entrevistador, obter o maior número de informações sobre o evento, como por exemplo: data, local, descrição da atividade)._________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ XIV1.2) Ela é promovida por qual órgão/entidade/pessoa? (Entrevistador, leia as opções) (0) Associações comunitárias (4) Organizações Não-Governamentais (ONG) (1) Pastorais (5) Outros: __________ (2) Profissionais da Equipe Saúde da Família e/ou Núcleo de(7) Não sabe Apoio à Saúde da Família – Centro de Saúde (9) Não respondeu (3) Escolas XIV.1.3) Você teria algum contato desta(s) atividade(s) ou do órgão/entidade/pessoa que realizou o(s) evento(s)? _____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ XV) ANTROPOMETRIA XV.1) Peso: ______________kg XV.2) Altura: _________ metros XV.3) Circunferência da Cintura (CC): ____________cm ____________cm ____________cm XV.3.1) Média das medidas da CC: ____________cm XV.4) Circunferência Quadril (CQ): _____________cm ____________cm ____________cm XV.4.1) Média das medidas da CQ: ____________cm XVI) OBSERVAÇÕES _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ 1. Horário de término: _____ 2. Duração da 2ª parte: _______ minutos 3. Duração total da entrevista: _______ minutos Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 123 ANEXO B – Aprovações Comitê de Ética – Estudo Transversal Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 124 Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 125 ANEXO C – Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – USUÁRIO Caro participante, De acordo com a Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e conforme requisito do Comitê de Ética em Pesquisa, me apresento a você e venho convidar-lhe a participar da pesquisa “Consumo de Frutas e Hortaliças em Serviços de Promoção da Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais: Determinação dos Fatores Associados e Desenvolvimento de Intervenções Nutricionais”. A pesquisa tem como objetivo conhecer os fatores individuais, familiares e comunitários associados ao consumo de frutas e hortaliças nas áreas das Academias da Cidade de Belo Horizonte, de forma a desenvolver intervenções específicas de promoção do consumo adequado destes alimentos. Para este estudo serão realizadas algumas medidas corporais, tais como peso, altura e circunferências, além da realização do exame de composição corporal objetivando avaliar seu percentual de gordura corporal, sendo que poderá ocorrer um desconforto leve, mas sem risco significativo à sua saúde. Serão também perguntadas questões sobre sua saúde e consumo alimentar, além da prática de atividade física. A entrevista é completamente segura, contudo, será gravada, o que poderá lhe causar um desconforto inicial, sendo comum o seu desaparecimento no desenrolar da conversa em grupo. A pesquisa irá proporcionar a você e sua família informações sobre como se alimentar adequadamente, sobretudo quanto ao consumo de frutas e hortaliças, visando a prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida. Ressalto que você terá a garantia de receber resposta a qualquer dúvida sobre a pesquisa. Você tem liberdade em não participar da pesquisa e isso não lhe trará nenhum prejuízo. Além disso, você não terá nenhuma despesa e nenhum benefício financeiro. Comprometo-me a manter confidenciais as informações fornecidas por você e não identificar seu nome em nenhum momento, protegendo-o de eventuais questões éticas que possam surgir. Se houver alguma informação que deseje receber, o telefone de contato é (0xx31 – 3409-9179 e 0xx31 - 34099806) Desde já agradeço sua atenção e colaboração. Acredito ter sido informado a respeito do que li ou do que foi lido para mim sobre a pesquisa “Consumo de Frutas e Hortaliças em Serviços de Promoção da Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais: Determinação dos Fatores Associados e Desenvolvimento de Intervenções Nutricionais”. Ficaram claros para mim quais são os objetivos do estudo, e quais medidas serão coletadas, seus riscos e desconfortos. Declaro ciente que todas as informações são confidenciais e que eu tenho a garantia de esclarecimento de qualquer dúvida. Sei que a minha participação não terá despesas, nem remuneração e que estão preservados os meus direitos. Assim, concordo voluntariamente e consinto na minha participação no estudo, sendo Repercussão da Segurança Alimentar e Nutricional Sobre o Consumo de Frutas e Hortaliças 126 que poderei retirar meu consentimento a qualquer momento, antes ou durante o mesmo, sem quaisquer prejuízos. Nome: ______________________________________________________________ Assinatura ___________________________________________________________ Data:___/___/______ Declaro que obtive de forma voluntária o Consentimento Livre e Esclarecido para participação neste estudo. Coordenadora da Pesquisa (Telefone: 34099179) (Telefone: 34099806) Coordenadora do projeto: Profa. Dra. Aline Cristine Souza Lopes Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG Curso de Nutrição - Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública Av. Alfredo Balena, 190 – 4º. Andar – Sala 420 - Bairro Santa Efigênia CEP 30130-100 – (31) 3409-9179 – Belo Horizonte – MG COEP UFMG Av. Pres. Antônio Carlos, 6627 – Unidade Administrativa II - 2° andar – Sala 2005 Cep: 31270-901 – BH – MG Telefax: (31) 34094592 – e-mail: coep@prpq.ufmg.br