Estilo de vida em pacientes com esquizofrenia: avaliação dos padrões alimentares e de atividade física e suas associações com variáveis sociodemográficas e clínicas
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Pacientes com doenças psiquiátricas graves, em particular a esquizofrenia, apresentam elevadas taxas de morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares. Essas altas taxas se justificam pelo estilo de vida pouco saudável desses pacientes, incluindo padrões alimentares e de atividade física inadequados. Apesar de ser de amplo conhecimento a associação de um estilo de vida não-saudável e morbimortalidade cardiovascular, a literatura referente a pacientes esquizofrênicos ainda carece de estudos. Objetivos: Avaliar o estilo de vida de pacientes com esquizofrenia, e a associação deste com outras variáveis sociodemográficas e clínicas. Métodos: Por meio de questionários específicos elaborados para este fim foram colhidos os dados sociodemográficos, hábitos de vida, história psiquiátrica e médica geral, uso de medicação psiquiátrica, efeitos colaterais dessas medicações e sintomas positivos e negativos em pacientes com esquizofrenia. Resultados: Um total de 40 pacientes foram avaliados e responderam os questionários propostos. Os resultados corroboram com a literatura no que diz respeito a hábitos de vida saudáveis em pacientes com esquizofrenia e mostraram associação significativa entre sintomas positivos e negativos com maior tempo de sono (rho=370; p=0,019) e (rho=430; p=0,006), correlação direta entre a prática da caminhada e o IMC (rho =0,338, p= 0,044), média de dias e o tempo de exercício realizados na semana mostraram correlação inversa com valor do equivalente de Clorpromazina (rho= 491; p=0,002). O consumo de gorduras se correlacionaram inversamente com mais dias de exercício na semana (rho=-319; p=0,045), o consumo de carboidratos apresenta correlação direta com o consumo de gorduras (rho =417; p=0,007) e correlação inversa com o Hinting Task (rho=-396; p=0,014) e o consumo de vegetais tem relação direta com consumo de frutas (rho=374; p=0,17) e com consumo de proteínas (rho= 439; p=0,05). Conclusões: A análise apresentada pode ser uma importante ferramenta para auxiliar na elaboração de intervenções comportamentais mais intensivas em pacientes com esquizofrenia, principalmente naqueles considerados mais vulneráveis. Esses dados também permitem maior direcionamento na seleção de terapias farmacológicas, uma vez que os medicamentos escolhidos podem ter diversos efeitos colaterais que impactam diretamente no estilo de vida desses pacientes. Pesquisas futuras que realizem a intervenção de atividade física a longo prazo podem trazer resultados mais consistentes dos efeitos da atividade física nas escolhas alimentares, sintomas, medicação e melhora dos hábitos de vida dos pacientes com esquizofrenia.
Abstract
Patients with severe psychiatric illnesses, particularly schizophrenia, have high rates of
morbidity and mortality from cardiovascular diseases. These high rates are explained by
the unhealthy lifestyle of these patients, including inadequate dietary and physical activity
patterns. Although the association between an unhealthy lifestyle and cardiovascular
morbidity and mortality is widely known, the literature on schizophrenic patients still
lacks studies. Objectives: To evaluate the lifestyle of patients with schizophrenia and its
association with other sociodemographic and clinical variables. Methods:
Sociodemographic data, lifestyle habits, psychiatric and general medical history, use of
psychiatric medication, side effects of these medications, and positive and negative
symptoms in patients with schizophrenia were collected using specific questionnaires
designed for this purpose. Results: A total of 40 patients were evaluated and answered
the proposed questionnaires. The results corroborate the literature regarding healthy
lifestyle habits in patients with schizophrenia and showed a significant association
between positive and negative symptoms with longer sleep time (rho=370; p=0.019) and
(rho=430; p=0.006), direct correlation between walking practice and BMI (rho=0.338,
p=0.044), average number of days and time of exercise performed in the week showed an
inverse correlation with the value of the Chlorpromazine equivalent (rho=491; p=0.002).
Fat intake was inversely correlated with more days of exercise per week (rho=-319;
p=0.045), carbohydrate intake was directly correlated with fat intake (rho=417; p=0.007)
and inversely correlated with the Hinting Task (rho=-396; p=0.014), and vegetable intake
was directly related to fruit intake (rho=374; p=0.17) and protein intake (rho=439;
p=0.05). Conclusions: The analysis presented may be an important tool to assist in the
development of more intensive behavioral interventions in patients with schizophrenia,
especially in those considered more vulnerable. These data also allow greater direction in
the selection of pharmacological therapies, since the chosen medications may have
several side effects that directly impact the lifestyle of these patients. Future research that
involves long-term physical activity interventions may yield more consistent results on
the effects of physical activity on dietary choices, symptoms, medication, and improved
lifestyle habits of patients with schizophrenia.
Assunto
Neurociências, Esquizofrenia, Estilo de vida, Doenças Cardiovasculares, Índice de Massa Corporal
Palavras-chave
ESQUIZOFRENIA, HÁBITOS DE VIDA, DIETA, ATIVIDADE FÍSICA
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