Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/1843/BUBD-AHSM4F
metadata.dc.type: Tese de Doutorado
Title: Análise de procedimentos pós-colheita do fruto da Macaúba (Acrocomia aculeata) e refino do óleo da polpa
metadata.dc.creator: Lorena Aires Lombardi Queiroz
metadata.dc.contributor.advisor1: Maria Helena Cano de Andrade
metadata.dc.description.resumo: O consumo de óleos vegetais tem aumentado no mundo todo e atualmente seu mercado é determinado não só pelo consumo para fins alimentícios e produção de fármacos e lubrificantes, como também para a produção de biodiesel. O Brasil possui uma enorme diversidade de espécies vegetais das quais se podem extrair óleos, podendo-se destacar a Macaúba (Acrocomia aculeata), uma palmeira típica do Cerrado brasileiro, que produz um fruto que pode ser utilizado como fonte de óleo vegetal. Pode-se fazer o aproveitamento integral de todas as partes dos seus frutos, entretanto o produto economicamente mais representativo são os óleos extraídos da polpa e da amêndoa. O óleo da polpa da Macaúba apresenta aplicações similares aos obtidos por outras oleaginosas, contudo, os fatores limitantes ao seu uso são os atuais procedimentos de pós-colheita e extração dos óleos, feitos na forma extrativista e com base em tecnologias adaptadas de outras oleaginosas. Este trabalho teve dois objetivos, o primeiro foi a análise de metodologias de coleta e procedimentos pós-colheita, que incluíram: a avaliação de frutos recém-caídos no dia da coleta e após um período de 30 dias e; a avaliação de frutos coletados e mantidos presos ao cacho, durante todo o período de desprendimento desses frutos. O segundo foi a identificação de condições do processo de refino, visando à obtenção de óleo da polpa compatível com o padrão estabelecido pela ANVISA para óleos vegetais. Os resultados da análise de procedimentos pós-colheita, considerando desde a armazenagem na temperatura ambiente, passando por lavagem, higienização e secagem parcial, indicaram que nenhum dos tratamentos propostos foi eficiente para impedir a elevação da acidez titulável da polpa, que atingiu valores de até 17% e 35%, respectivos às situações de frutos submetidos à lavagem, higienização e secagem parcial a 60ºC e frutos sem tratamento. Ainda, a análise dos óleos obtidos da polpa de frutos submetidos aos diferentes tratamentos revelou que índices iniciais de acidez na faixa de 0,4 a 0,9 mg KOH/g se elevaram para valores na faixa de 20 a 25 mg de KOH/g, após 30 dias de armazenamento dos frutos, extrapolando o limite de 4,0 mg KOH/g estabelecido pela ANVISA, RDC 270. Assim, embora esses resultados indiquem que o tratamento de lavagem, higienização e secagem parcial propiciou uma menor elevação dos níveis de acidez da polpa, a recomendação para obtenção de óleos da polpa com menor índice de acidez ainda seria o processamento em um menor tempo possível após a coleta. Por outro lado, resultados da análise de frutos armazenados no cacho, avaliados a cada 3 e 4 dias, indicaram um crescimento contínuo da acidez titulável da polpa do valor inicial de 0,85 a 10,64%, no período de 36 dias, enquanto que o índice de acidez dos óleos obtidos da polpa desses frutos resultaram em uma manutenção de valores de até 1,58 mg KOH/g durante 19 dias, seguido da elevação para valores variáveis na faixa de 3,36 até 24,28 mg KOH/g. Simultaneamente foi detectada a elevação no teor de óleo dos frutos mantidos ao cacho para valores de 43,43% a 52,94% (base seca), nos 36 dias, sendo que após 19 dias o valor foi de 50,71%. Estes resultados sugerem que o fruto após a colheita pode ser armazenado mantido no cacho por cerca de 20 dias, proporcionando características desejáveis de maior teor de óleo com índice de acidez ainda baixo. A avaliação do processo de refino para um óleo extraído da polpa da Macaúba com valor inicial de acidez de 4,1 mg KOH/g, incluiu as etapas de degomagem e neutralização, bem como da clarificação por dois processos alternativos, o primeiro convencional por adsorção com terra comercial e o segundo proposto por este trabalho associando o uso da terra com o carvão ativado obtido do endocarpo do fruto da Macaúba. Os resultados indicaram que o refino foi eficiente na remoção dos ácidos graxos livres, levando a valores abaixo de 0,29 mg KOH/g, sendo que a alternativa proposta neste trabalho de substituição parcial da terra adsorvente com 5 a 10% de carvão ativado foi a que promoveu uma maior capacidade de branqueamento e maior remoção de fósforo.
Abstract: The use of vegetable oils has been increasing throughout the world and currently their market is determined not only by the use for food purposes, and the production of pharmaceuticals and lubricants, as well as for the production of biodiesel. Brazil has an enormous diversity of species of oil plants of which can be extracted oils, and among these, Macauba Palm (Acrocomia aculeata) can be highlighted, a typical species of the Brazilian cerrado, which produces a fruit that can be used as source vegetable oil with high added value. All parts of the fruit can be used, however the economically more representative product is oil extracted from the pulp and kernel. Macauba pulp oil has similar applications to those obtained by other oilseeds, However, the limiting factors are the post-harvest and oil extraction, which is based on adapted to other oil technologies. Considering the assessment of fresh fruit (newly fallen) and the period of 30 day, the results of the analyzes of three consecutive harvests indicated that if the objective is to preserve the Macauba frutis, so that the pulp remains with lower acidity, the recommended treatment is washing with water followed by immersion in chlorinated solution 2 % and further drying in an oven at 60 ° C for 24 h. However, this treatment was not sufficient to ensure that the oil produced from this pulp had acidity index less than 4.0 mg KOH / g, limit established by ANVISA. Thus, to meet this need it is recommends that the processing is performed as soon as possible after harvest. Considering the evaluation of fruits collected and kept attached to the bunch during the entire release period of the fruit, the results of the evaluation at every 3 or 4 days, showed a continuous increase in titratable acidity of the pulp of 0.85 to 10.64% to the 36th day period, while the acidity index of the pulp oil resulted in values up to 1.58 mg KOH / g for 19 days and after that to variable values of 3.36 to 24.28 mg KOH / g. Simultaneously it was detected an increase in the oil content of the fruits kept the bunch to values of 43.43% to 52.94% (dry basis) in 36 days. After 19 days, the value was 50.71%. These results suggest that the fruit after harvest may be stored in the bunch maintained for about 20 days, providing characteristics desirable in higher oil content and with a still low acid number. The evaluation of the refining process for pulp oil with an initial acid value of 4.1 mg KOH /g, included the processes of degumming, neutralization and the clarification by two alternative processes. Firstly, one conventional adsorption process with commercial land. Secondly, one process proposed by this work, involving the use of land mixed with the activated carbon obtained from the endocarp of the Macauba fruit. The pulp oil refining process was efficient in the removal of free fatty acids, with values below 0.29 mg KOH/g. Further, the use of acommercial adsorbent mixture and activated carbon from the Macauba endocarp promoted a greater bleaching capacity and phosphorus removal compared to using only commercial earth.
metadata.dc.subject.other: Óleo de macaúba
Engenharia quimica
Macaúba
metadata.dc.language: Português
Publisher: Universidade Federal de Minas Gerais
metadata.dc.publisher.initials: UFMG
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: http://hdl.handle.net/1843/BUBD-AHSM4F
Issue Date: 17-Jul-2016
Appears in Collections:Teses de Doutorado

Files in This Item:
File SizeFormat 
tese_lorena_vers_o_final__com_ficha_catalogr_fica.pdf4.12 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.