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dc.contributor.advisor1Yasmine Antonini Itabaianapt_BR
dc.contributor.advisor-co1Erika Martins Bragapt_BR
dc.contributor.advisor-co2Jaime Albino Ramospt_BR
dc.creatorDebora Nogueira Campos Lobatopt_BR
dc.date.accessioned2019-08-13T12:28:54Z-
dc.date.available2019-08-13T12:28:54Z-
dc.date.issued2012-06-28pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1843/BUOS-9KPH5Z-
dc.description.resumoO estado de saúde da das aves pode ser utilizado como indicador de alterações ambientais. Diferentes tipos de estresse físicos, ambientais e antrópicos favorecem o declínio das condições de saúde das aves reduzindo sua capacidade de sobreviver e reproduzir. Uma das consequências da degradação ambiental e alterações antrópicas dos habitats é o desequilíbrio das relações parasito-hospedeiro e alterações na estrutura da comunidade de vetores, assim como a dispersão dos parasitos e o surgimento de doenças infecciosas, como a malária. Os objetivos principais desta tese foram: (i) avaliar a relação entre a prevalência de malária e a saúde das aves em áreas protegidas e urbanas em regiões de Cerrado dos estados de Minas Gerais e Tocantins, a fim de diagnosticar os fatores que influenciam a dinâmica vetor-parasito-hospedeiros nestes ambientes (Capítulo 1); e (ii) avaliar se a prevalência de malária aviária é dependente da temperatura ou da variação da riqueza em espécies em região temperada (Portugal) e tropical (Brasil), utilizando como modelo de estudo os hospedeiros Passer domesticus e de duas espécies de Turdus spp. (Capítulo 2). O diagnóstico da malária aviária foi obtido por métodos moleculares e microscopia de esfregaço sanguíneo das aves. A avaliação das condições gerais de saúde das aves foi realizada através da análise de parâmetros hematológicos: taxa de glicose, concentração de hemoglobina, volume relativo de glóbulos vermelhos (HCT) e contagem diferencial de glóbulos brancos (razão H/L), além do índice de massa corporal. Armadilhas luminosas foram utilizadas para capturar os insetos e identificar os vetores locais. A prevalência total encontrada nas aves do Cerrado de Minas Gerais e Tocantins foi de 24% de infecção e não foi influenciada pelas variações sazonais (seca e chuva) ou de ciclo de vida das aves (período reprodutivo, de muda das penas ou descanso). Quando os estados foram avaliados conjuntamente, houve diferença significativa na prevalência de aves nas áreas preservadas (25,18%) em relação às áreas urbanas (20,68%). O comportamento e ecologia das aves influenciaram na prevalência de hemoparasitos. As aves que forrageiam do subbosque ao chão foram mais prevalentes que as aves que forrageam no dossel; aves generalistas são mais prevalentes que aves exclusivas ou dependentes de mata; e quanto à guilda trófica, as aves frugívoras foram mais infectadas que as insetívoras; aves mais pesadas foram mais parasitadas. Em relação à participação em bando misto, apenas em Minas Gerais as aves que participam de bandos mistos foram mais prevalentes do que as que não participaram. O tipo de ninho não influenciou a prevalência, assim como nenhum dos fatores hematológicos foi capaz de explicar a parasitemia das aves. Em Tocantins, apenas o táxon (família das aves) pode explicar as diferentes prevalências de hemoparasitos nas aves, porém de maneira geral, com o aumento da abundância de espécies foi observada diminuição da prevalência de malária aviária. A prevalência de malária aviária no Brasil foi de 35 % em T. leucomelas e de 25 % em P. domesticus. Em Portugal, a prevalência de infecção foi de 69 % em T. merula e de 47 % em P. domesticus. Tanto para Turdus, quanto para P. domesticus, a prevalência e a intensidade de infecção foram significativamente maiores em Portugal. Indivíduos infectados apresentaram a taxa de hemoglobina significativamente menor que os não-infectados. O conhecimento dos processos ecológicos e interações complexas existentes na relação parasito-hospedeiro-vetor são necessários para direcionar as atividades de manejo na biologia da conservação, controle de doenças e biossegurança. Os resultados obtidos indicam que estes índices podem futuramente ser implementados para avaliar a saúde de aves silvestres em ambientes impactados (áreas urbanas) vs. ambientes naturais (áreas protegidas) e utilizados, por exemplo, como ferramenta na avaliação da viabilidade de reintrodução de indivíduos de cativeiro apreendidos pelos órgãos fiscalizadores. A comparação da saúde da avifauna silvestre representa um caminho na abordagem de bioindicadores de integridade ambiental em região tropical.pt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Geraispt_BR
dc.publisher.initialsUFMGpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectEcologiapt_BR
dc.subjectConservação e Manejo da Vida Silvestrept_BR
dc.subject.otherEcologiapt_BR
dc.titleEfeitos das alterações ambientais sobre a saúde de aves silvestres utilizando hemoparasitos como indicadorespt_BR
dc.typeTese de Doutoradopt_BR
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