"Mas tão brilho que vai ser esse sol, esses cacos, esse encontro": a proposta narrativa do “jornalismo de beirada” pelo coletivo Nós, Mulheres da Periferia
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
The narrative proposal of "margin journalism" by the collective Nós, Mulheres da Periferia
Primeiro orientador
Membros da banca
Elton Antunes
Juliana Soares Gonçalves
Juliana Soares Gonçalves
Resumo
Este trabalho busca investigar a inspiração conceitual “jornalismo de beirada” proposta pelo coletivo jornalístico Nós, Mulheres da Periferia. A escolha pelo coletivo elaborado por mulheres que se autodefinem como negras e periféricas, se dá pela relação complexa de suas narrativas nas disputas e conexões com os territórios de uma historiografia na modernidade- colonialidade (QUIJANO, 2005; SEGATO, 2012), e com a própria constituição do jornalismo em nosso país, por uma “modernização autoritária” (ALBUQUERQUE, 2010). Nesse sentido, adotamos dois movimentos conceituais e metodológicos para investigar a proposta jornalística e rede textual de Nós, Mulheres da Periferia: 1) Aproximar o conceito da “beirada” de discussões contemporâneas de gênero, raça e território, a partir das figuras e concepções sobre a “consciência de margem e fronteira” (hooks, 2019; ANZALDÚA, 2005), tentando rascunhar esse movimento que tensiona, disputa e corporifica os territórios e a história moderna-colonial da nação; 2) Para então, investigar como a “beirada” pode ser lida enquanto a formação de um “espaço seguro” (COLLINS, 2019) narrativo, em meio ao discurso e métodos jornalísticos modernos com aspectos coloniais que compreende o mundo por uma leitura repleta de binarismos e apagamentos. Ao final, a nossa intenção na pesquisa, é rascunhar a beirada na aproximação com experiências jornalísticas e de outras narrativas, partindo sempre de um caminho metodológico amparado nessa trama escrita por mulheres negras e das periferias, percebendo quais historicidades e outras experiências são convocadas.
Abstract
This research aims to investigate the conceptual inspiration "jornalismo de beirada" founded by the journalistic collective Nós, Mulheres da Periferia. The choice for the collective enrolment by women who define themselves as black and peripheral, focus to the complex relation of their narratives in disputes and connections with the territories of a historiography in modernity- coloniality (QUIJANO, 2005; SEGATO, 2012), and with the constitution of “authoritarian modernization” of journalism (ALBUQUERQUE, 2010). In this sense, we adopted two conceptual and methodological movements to investigate the journalistic proposal of Nós, Mulheres da Periferia: 1) Approach the concept “beirada” of contemporary discussions of gender, race and territory, from the figures and conceptions about the “conscience of margins and fronteira/mestiza” (hooks, 2019; ANZALDÚA, 2005), trying to outline this movement that tensions, disputes and embodies the territories and the modern-colonial history of the nation; 2) Then, investigate how the “beirada” can be read as the formation of a narrative “safe space” (COLLINS, 2019), amid the discourse and methods of modern journalism with colonial aspects that understand the reality through a reading full of binarisms and exclusion. Finally, our intention in this research is to sketch the “beirada” in the approximation with journalism, always starting from a methodological proposal supported by written of black women and from the peripheries, realizing which historicities and other experiences it summons.
Assunto
Comunicação - Teses, Jornalismo - Teses, Negras - Teses, Periferias urbanas - Teses
Palavras-chave
“Jornalismo de beirada”, Mulheres negras, Periferia, Narrativa
Citação
Departamento
Endereço externo
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Restrito
