Avaliação do endométrio de mulheres usuárias de tamoxifeno por câncer de mama: correlação entre achados ultrassonográficos, histeroscópicos e histológicos

dc.creatorJúnia Franco de Oliveira Neves
dc.date.accessioned2024-05-14T14:38:27Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:02:19Z
dc.date.available2024-05-14T14:38:27Z
dc.date.issued2023-08-09
dc.description.abstractIntroduction: Tamoxifen (TAM) remains part of the treatment of pre and perimenopausal breast cancer, increasingly used for an extended period, longer than five years. Secondary endometrial thickening is a common finding, with endometrium > 4 mm in 50 to 60% of patients, unrelated to disease. Objective: The objective was to evaluate the correlation between abnormal echographic and hysteroscopic findings of endometrial study with clinical manifestations and histological diagnosis in women with a history of breast cancer and use of TAM. Method: This is a retrospective study in which patients undergoing current or previous treatment for breast cancer and use of TAM, symptomatic or not, were initially evaluated with ultrasonography (US). Altered US was considered if endometrial thickness ≥ 9 mm or presence of intracavitary imaging. The medical records of women who underwent hysteroscopy due to endometrial alteration at US or abnormal uterine bleeding (AUB), with a history of breast cancer and use of TAM, were also reviewed. For data analysis, only postmenopausal patients were included (n=50). A control group was formed by postmenopausal women without a history of breast cancer, with endometrial thickness ≥ 5 mm, intracavitary imaging at US or AUB (n=47). Results: US had good sensitivity in the case group (94.1%) and very unsatisfactory specificity (15.2%) in relation to the final histological result, with 63.6% of false-positives. Hysteroscopy had also high sensitivity (94.1%) and higher specificity than US (72.7%). The percentage of false-positives was 36.0%. Older age was related to altered anatomopathological findings (p=0.036). In the control group, US was also less effective compared to hysteroscopy, but with more cases with altered histopathology. Conclusion: The US correlation with the hysteroscopic image and histology in women using TAM is poor. Although hysteroscopy is more accurate, it should not be used as a screennig method either, in order to avoid unnecessary biopsies. US and hysteroscopy showed similar results in the control group. Hysteroscopy performed on an outpatient basis proved to be very tolerable, with or without biopsy. It was not possible to determine the influence of the time of TAM in the diagnosis of endometrial alterations.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/68295
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTamoxifeno
dc.subjectEndométrio
dc.subjectUltrassonografia
dc.subjectHisteroscopia
dc.subjectHistologia
dc.subject.otherTamoxifeno
dc.subject.otherEndométrio
dc.subject.otherUltrassonografia
dc.subject.otherHisteroscopia
dc.subject.otherHistologia
dc.titleAvaliação do endométrio de mulheres usuárias de tamoxifeno por câncer de mama: correlação entre achados ultrassonográficos, histeroscópicos e histológicos
dc.title.alternativeEvaluation of the endometrium of women who used tamoxifen: Correlation between ultrasonographic, hysteroscopic and histological findings
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Clécio Ênio Murta de Lucena
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0176578187516499
local.contributor.referee1Rubens Lene Carvalho Tavares
local.contributor.referee1Alexandre de Almeida Barra
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5744281845399050
local.description.resumoIntrodução: o tamoxifeno (TAM) se mantém como parte do tratamento do câncer de mama na pré e perimenopausa, cada vez mais usado por período estendido, superior a cinco anos. O espessamento endometrial secundário ao seu uso é achado habitual, com endométrio > 4 mm em 50 a 60% das pacientes, sem relação com doença. Objetivo: estabelecer a correlação entre achados ecográficos anormais e histeroscópicos do estudo endometrial com as manifestações clínicas e o diagnóstico histológico em mulheres com história de câncer de mama e uso de TAM. Método: trata-se de um estudo retrospectivo no qual foram avaliadas com ultrassom (US) pacientes em tratamento atual ou prévio de câncer de mama e uso de TAM, sintomáticas ou não. Foram consideradas alterações endometriais ao US a espessura ≥ 9 mm ou imagem intracavitária. Também foram revistos prontuários de mulheres submetidas à histeroscopia por alteração endometrial ao US ou sangramento uterino anormal (SUA), com história de câncer de mama e uso de TAM. Para a análise de dados foram incluídas apenas pacientes na pós-menopausa (n=50). Um grupo-controle foi formado com mulheres na pós-menopausa, sem história de câncer de mama, com endométrio ≥ 5 mm, imagem intracavitária ao US ou SUA (n=47). Resultados: o US apresentou boa sensibilidade no grupo-caso (94,1%) e especificidade muito insatisfatória (15,2%) em relação ao resultado histológico final, com 63,6% de falso-positivos. A histeroscopia teve sensibilidade também alta (94,1%) e especificidade maior que o US (72,7%). A porcentagem de falso-positivos foi de 36,0%. A maior idade relacionou-se ao anatomopatológico alterado (p=0,036). No grupo-controle, o US também apresentou menor eficácia comparado à histeroscopia, mas as alterações endometriais foram mais frequentes. Conclusão: a correlação do US com a imagem histeroscópica e com a histologia nas mulheres em uso de TAM é ruim. Apesar da histeroscopia ter melhor acurácia, também não deve ser utilizada como método de triagem, evitando biópsias desnecessárias. US e histeroscopia apresentaram resultados semelhantes no grupocontrole. A histeroscopia realizada ambulatorialmente se mostrou bem tolerável, com ou sem biópsia. Não foi possível determinar a influência do tempo de TAM na presença de alterações endometriais.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-1555-0254
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde da Mulher

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