O que ajunta espalha: tempo e paradoxo em Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, e Nós, os do Makulusu, de José Luandino Vieira

dc.creatorJulio Cesar Machado de Paula
dc.date.accessioned2019-08-11T00:48:10Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:54:51Z
dc.date.available2019-08-11T00:48:10Z
dc.date.issued2010-07-08
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-877L82
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAnálise do discurso narrativo
dc.subjectRosa, João Guimarães, 1908-1967 Grande sertão : veredas Crítica e interpretação
dc.subjectLiteratura comparada Angolana e brasileira
dc.subjectLiteratura e história
dc.subjectFicção angolana (Português) Séc XX História e crítica
dc.subjectFicção brasileira Sec XX Historia e critica
dc.subjectLiteratura comparada Brasileira e angolana
dc.subjectVieira, Jose Luandino, 1935- Critica e interpretação
dc.subjectTempo na literatura
dc.subject.otherLuandino Vieira
dc.subject.otherTempo
dc.subject.otherGuimarães Rosa
dc.titleO que ajunta espalha: tempo e paradoxo em Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, e Nós, os do Makulusu, de José Luandino Vieira
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Marli de Oliveira Fantini Scarpelli
local.contributor.referee1Graciela Ines Ravetti de Gomez
local.contributor.referee1Benjamin Abdala Júnior
local.contributor.referee1João Batista Cardoso
local.contributor.referee1Rubens Pereira dos Santos
local.description.resumoEsta tese propõe uma leitura crítica do tempo e do paradoxo em dois dos mais importantes romances em língua portuguesa do século XX: Grande sertão: veredas, do brasileiro João Guimarães Rosa; e Nós, os do Makulusu, do angolano José Luandino Vieira. Como base teórica, parte-se de três importantes obras de Paul Ricoeur: A metáfora viva (1975), Tempo e narrativa (3 vols.: 1983, 1984 e 1985) e O si-mesmo como um outro (1990). Em Grande sertão: veredas, analisa-se como o narrador cria para si um ponto de observação situado fora do fluxo temporal, a partir do qual busca conferir sentido a sua experiência. Como resultado, percebe-se um modelo narrativo que se caracteriza por uma recursividade que segue um percurso em espiral, alterando os próprios eventos a cada novo torneio narrativo. Analisa-se também a forma como o autor transfigura eventos históricos referenciais para que possam servir de matéria-prima para sua escrita ficcional. Por fim, desenvolve-se um estudo de como o narrador busca, com maior ou menor êxito, diferenciar-se da coletividade que o cerca. Em 'Nós, os do Makulusu', a atenção se volta para o processo de desintegração da linearidade temporal em função da experiência traumática da guerra. Tendo como suporte várias formas de disjunção, a voz narrativa promove deslocamentos temporais tanto para o passado da memória quanto para o futuro da especulação fictícia. Especial atenção é dedicada à maneira como Luandino Vieira lida com o bilinguismo angolano para compor seu estilo bastante particular de escrita.
local.publisher.initialsUFMG

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