Avaliação dos efeitos cardiotóxicos do envenenamento loxoscélico experimental e seu tratamento com subprodutos de células-tronco mesenquimais

dc.creatorRaquel da Silva Ferreira
dc.date.accessioned2026-01-15T13:29:25Z
dc.date.issued2025-07-14
dc.description.abstractThe venom of spiders of the genus Loxosceles sp. can cause a clinical condition called loxoscelism, characterized by dermonecrosis, acute kidney injury, and other systemic disorders that can eventually lead to death. However, little is known about the cardiotoxic effects of loxoscelic venom. Furthermore, since there is no antidote available in veterinary medicine, the search for effective new therapies is imperative. Given this context, the present study aimed to evaluate the cardiotoxic effects of L. intermedia venom in guinea pigs (Cavia porcellus) and the use of secretome as a treatment for this envenomation. For this purpose, 28 healthy males were used and distributed into five groups: (A) challenged with 0.9% saline and treated with 0.9% saline; (B) challenged with 14µg of L. intermedia venom and treated with 0.9% saline; (C) challenged with 0.9% saline and treated with 160µg of secretome; (D), challenged with 14µg of L. intermedia venom and treated with 160µg of secretome; (E) - challenged with 14µg of L. intermedia venom and treated with 0.2mL of human antiloxoscelic serum (antivenom). For 14 days, the animals were evaluated by electrocardiogram, hematological, and plasma biochemical tests. After this period, the animals were euthanized for anatomohistopathological evaluation and isolation of cardiomyocytes for study of contractility and patch clamp (ex vivo). The results revealed that loxoscelic venom was able to interfere with cardiac activity, as it caused several arrhythmias in vivo and changes in cardiac contractility and action potential parameters (ex vivo). The deleterious effects of the venom on the heart may occur indirectly, such as changes in oxygenation and vascularization caused by the presence of clots, in addition to inflammatory processes, such as lymphoplasmacytic and lymphohistioplasmacytic infiltrates in the myocardium and endocardium, visualized under optical microscopy. Regarding the new therapy studied, the use of secretome at a dose of 160µg as a treatment for loxoscelism was not superior to the use of antivenom. However, when animals envenomed and treated with secretome were compared to animals treated with placebo (group B), the number of cardiac arrhythmias was much lower, which suggests the need for further studies to better characterize its composition and establish therapeutic doses.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1420
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rightsAttribution 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
dc.subjectCiência Animal
dc.subject.otherAranha marrom
dc.subject.otherVeneno
dc.subject.otherAranha
dc.subject.otherLoxosceles
dc.titleAvaliação dos efeitos cardiotóxicos do envenenamento loxoscélico experimental e seu tratamento com subprodutos de células-tronco mesenquimais
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Jader dos Santos Cruz
local.contributor.advisor-co1Roberto Baracat de Araújo
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2743748135395821
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5963500663616150
local.contributor.advisor1Marília Martins Melo
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5108317987927494
local.contributor.referee1Marília Martins Melo
local.contributor.referee1Luiz Eduardo Duarte Oliveira
local.contributor.referee1Rubens Antônio Carneiro
local.contributor.referee1Clara Guerra Duarte
local.contributor.referee1Fernanda dos Santos Alves
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0077573231384833
local.description.resumoO veneno das aranhas do gênero Loxosceles sp. é capaz de causar um quadro clínico denominado loxoscelismo, caracterizado por dermonecrose, injúria renal aguda e outros distúrbios sistêmicos, que, eventualmente, podem levar ao óbito. Todavia, pouco se sabe sobre os efeitos cardiotóxicos do veneno loxoscélico. Além disso, como não existe antídoto disponível na medicina veterinária, a busca por novas terapias eficazes é imperativa. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos cardiotóxicos do veneno de L. intermedia em cobaias (Cavia porcellus) e a utilização do secretoma como tratamento nesse envenenamento. Para isso, foram utilizados 28 machos hígidos, distribuídos em cinco grupos: (A) desafiado com salina a 0,9% e tratado com salina a 0,9%; (B) desafiado com 14µg de veneno de L. intermedia e tratado com salina a 0,9%; (C) desafiado com salina a 0,9% e tratado com 160µg de secretoma; (D) desafiado com 14µg de veneno de L. intermedia e tratado com 160µg de secretoma; (E) desafiado com 14µg de veneno de L. intermedia e tratado com 0,2mL de soro antiloxoscélico humano (antiveneno). Durante 14 dias, os animais foram avaliados por meio de eletrocardiograma, e exames hematológicos e bioquímicos plasmáticos. Após esse período, os animais foram eutanasiados para avaliação anátomo-histopatológica e isolamento de cardiomiócitos para estudo da contratilidade e patch clamp (ex-vivo). Os resultados revelaram que o veneno loxoscélico foi capaz de interferir na atividade cardíaca, pois causou várias arritmias in vivo e alterações nos parâmetros de contratilidade e potencial de ação cardíacos (ex-vivo). Possivelmente, os efeitos deletérios do veneno sobre o coração ocorrem de maneira indireta, por alterações de oxigenação e vascularização causadas pela presença de coágulos, além de processos inflamatórios, tais como infiltrados linfo-plasmocitários e linfo-histioplasmocitários no miocárdio e endocárdio, visualizados na microscopia óptica. Em relação à nova terapia estudada, o uso do secretoma na dose de 160µg como tratamento do loxoscelismo não se mostrou superior ao uso do antiveneno. Mas, comparando os animais envenenados e tratados com secretoma aos tratados com placebo (grupo B), o número de arritmias cardíacas foi bem menor, o que sugere a necessidade de mais estudos para melhor caracterização da sua composição e estabelecimento de doses terapêuticas.
local.identifier.orcid0000-0002-2625-6157
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentVET - DEPARTAMENTO DE CLÍNICA E CIRURGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência Animal
local.subject.cnpqCIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIA::CLINICA E CIRURGIA ANIMAL::TOXICOLOGIA ANIMAL

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