Construções recíprocas em Língua Brasileira de Sinais

dc.creatorLorena Mariano Borges de Figueiredo
dc.date.accessioned2025-06-25T12:45:14Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:57:15Z
dc.date.available2025-06-25T12:45:14Z
dc.date.issued2024-03-04
dc.description.abstractA reciprocal construction, by definition, “denotes an eventuality that involves reciprocity between its participants” and reciprocal verbs usually bear a specific morphological marking (Siloni, 2008, p.452). In this dissertation, we aim at investigating the strategies employed by Brazilian Sign Language (Libras) to express reciprocity, whether they are grammatical or lexical. Reciprocal constructions have already been described in different signed languages (Fischer; Gough, 1978; Pfau; Steinbach, 2003; Zeshan; Panda, 2011; Kubus; Hohenberger, 2013), including in Libras (Ferreira, 2021; Pizzio et al., 2023), however, these studies focus more on reciprocalization strategies (grammatical) than on lexical strategy. Therefore, in this research, we will broaden this debate by describing the lexical strategy for expressing reciprocity in Libras, the use of inherently reciprocal verbs. This group of verbs presents an interesting pattern regarding the number of hands and the type of movement. All the inherently reciprocal verbs in Libras are bimanual, and we argue that this property reflects a semantic (iconic, actually) mapping between each of the hands and a participant in the event. Regarding the patterns of movement, we note two main types of movement: i) simple (or repetitive) movement and ii) alternating movement. The difference between these two types of movement reflects an important semantic distinction related to symmetry of reciprocal events in Libras. Additionally, we analyzed reciprocal constructions in Libras, based on data from the Libras Corpus (Quadros et al., 2020). Therefore, we aim at identifying occurrences of reciprocal constructions with inherently reciprocal verbs and occurrences of reciprocalized constructions, from which we will describe the reciprocalization strategies in Libras, namely: i) phonological feature copy onto the non-dominant hand; ii) conversion of movement (simultaneous or sequential) and iii) H2 decoupling.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/83118
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectLíngua brasileira de sinais
dc.subject.otherConstruções recíprocas
dc.subject.otherRecíprocos lexicais
dc.subject.otherRecíprocos gramaticais
dc.subject.otherLíngua Brasileira de Sinais
dc.subject.otherLibras
dc.titleConstruções recíprocas em Língua Brasileira de Sinais
dc.title.alternativeReciprocal constructions in Brazilian Sign Language
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Guilherme Lourenço
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5326894531503471
local.contributor.referee1Anderson Almeida da Silva
local.contributor.referee1Andrew Ira Nevins
local.contributor.referee1Luana Lopes Amaral
local.contributor.referee1Thaís Maíra Machado de Sá
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8142673970464359
local.description.resumoUma construção recíproca pode ser definida como aquela que “denota uma eventualidade que envolve reciprocidade entre os seus participantes” (Siloni,2008, p. 452) e é usualmente marcada por uma estratégia gramatical específica. Nesta tese de doutorado, investigaremos as estratégias empregadas pela Língua Brasileira de Sinais (Libras) para expressar reciprocidade, sejam elas de natureza gramatical ou lexical. Construções recíprocas já têm sido descritas em diferentes línguas de sinais (Fischer; Gough, 1978; Pfau; Steinbach, 2003; Zeshan; Panda, 2011; Kubus; Hohenberger, 2013), inclusive em Libras (Ferreira, 2021; Pizzio et al., 2023), contudo, esses trabalhos focam mais nas estratégias de reciprocalização (gramaticais) do que na estratégia lexical. Assim sendo, neste trabalho, ampliaremos este debate realizando uma descrição da estratégia lexical de expressão de reciprocidade em Libras, o uso de verbos inerentemente recíprocos. Esse grupo de verbos apresenta um padrão interessante em relação ao número de mãos e ao tipo de movimento. Todos os verbos inerentemente recíprocos em Libras são bimanuais, e argumentamos que essa propriedade reflete um mapeamento semântico (icônico, na verdade) entre cada uma das mãos e um participante do evento. Já em relação aos padrões de movimento encontrados, notamos dois tipos principais de movimento: i) movimento simples (ou repetitivo) e ii) movimento alternado. A diferença entre esses dois tipos de movimento aponta para uma distinção semântica importante relacionada à simetria dos eventos recíprocos em Libras. Adicionalmente, realizamos uma análise das construções recíprocas em Libras utilizando vídeos do Corpus de Libras (Quadros et al., 2020). Desse modo, buscamos identificar ocorrências de construções recíprocas contendo verbos inerentemente recíprocos, bem como ocorrências de construções reciprocalizadas, a partir das quais descrevemos as estratégias de reciprocalização em Libras, a saber: i) cópia das especificações fonológicas da M1 para a M2; ii) conversão de movimento (simultâneo ou sequencial) e iii) dissociação da M2 (H2 decoupling).
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8206-7185
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos

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