Appropriations, conflicts and subversions: the social construction of the brazilian forest code

dc.creatorRaoni Guerra Lucas Rajão
dc.creatorEly Bergo de Carvalho
dc.creatorFrank Merry
dc.date.accessioned2023-04-14T20:08:45Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:51:22Z
dc.date.available2023-04-14T20:08:45Z
dc.date.issued2020
dc.description.abstractCostuma-se dizer que o Brasil possui algumas das leis florestais mais avançadas do mundo, mas essa forte legislação raramente se traduzem uma governança ambiental eficaz. Para entender os desafios na implementação de politicas ambientais no Brasil e em outros lugares, este estudo examina o primeiro Código Florestal Federal do Brasil como uma tecnologia socialmente construída, cujo efeito emerge de seus usos e interpretações específicos por atores sociais relevantes. Constatamos que, em contraste com a visão predominante que essa lei não teve efeito na prática, observa-se que o Código Florestal produziu impactos múltiplos e contraditórios devido à sua apropriação por diferentes grupos sociais. Para os tecnocratas, a lei foi um sucesso parcial, pois representou progresso na direção de um planejamento territorial baseado na ciência. Para a elite rural, o código florestal foi usado como forma de bloquear o acesso de colonos pobres a terras públicas férteis para futura expansão agrícola por grandes fazendas.Porfim, os colonos viram o Código como uma maneira de obter autorizações de desmatamento usadas para fundamentar reivindicações de titulação da terra. A partir deste exame, o artigo argumenta que as perspectivas econômicas e legalistas sobre as políticas ambientais precisam ser complementadas por perspectivas sociológicas, afim de dar conta do caráter não determinístico das leis e da dinâmica social por trás das apropriações múltiplas dos aparatos estatais. Ao entender as leis enquanto tecnologias que são interpretadas e apropriadas por diferentes atores sociais,poderemos contribuir para propor aparelhos jurídicos mais apropriados ao contexto local em que devem funcionar.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipOutra Agência
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.1080/25729861.2020.1756632
dc.identifier.issn2572-9861
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/51971
dc.languageeng
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofTapuya: latin american science, technology and society
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPolitica ambiental
dc.subjectFlorestas - Legislação
dc.subjectTecnologia - Aspectos sociais
dc.subject.otherSocio-environmental conflicts
dc.subject.otherBrazil
dc.subject.otherForest Code
dc.subject.otherSocial construction of technology
dc.subject.otherLaw as technology
dc.titleAppropriations, conflicts and subversions: the social construction of the brazilian forest code
dc.title.alternativeApropriações, conflitos e subversões do Código Florestal Brasileiro
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage62
local.citation.issue1
local.citation.spage43
local.citation.volume3
local.description.resumoIt is often said that Brazil has some of the most advanced forest lawsin the world, but this strong legislation has been rarely translated into effective environmental governance. To understand the challenges of implementing environmental policies in Brazil and else where, this study conceptualizes the Forest Code as a socially onstructed technology, the effects of which emerge from its specific uses. We find that, in contrast to the prevailing view of this law as having no effects in practice, it produced multiple and contradictory impacts due to its appropriation by different social groups. For the technocrats, the law was a partial success as it represented progress towards science-based territorial planning.For the Rural elite the Forest Code was used as way to block access of poor settlers to fertile public areas to preserve future elite agricultural expansion. Finally, settlers viewed the Code as a way to obtain official clearing authorizations used to substantiate future titling claims. From this examination, the article argues that the prevailing economic and legalist perspectives on the effectiveness of environmental policies need to be complemented by sociological perspectives in order to account for the non-deterministic character of scientific perspectives, laws and the social dynamics behind the multiple appropriations of state apparatuses. By understanding how laws, as technologies, are interpreted and appropriated by different social actors we will be able to contribute by proposing legal apparat uses that are more appropriate for the local context in which they are supposed to function.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-1133-4837
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-9271-9033
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENG - DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA PRODUÇÃO
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/25729861.2020.1756632

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