Narrativas de um real em ruínas: dois momentos da literatura portuguesa pós-25 de abril

dc.creatorRoberta Guimarães Franco Faria de Assis
dc.creatorKarol Sousa Bernardes
dc.date.accessioned2023-08-10T11:39:11Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:05:02Z
dc.date.available2023-08-10T11:39:11Z
dc.date.issued2021
dc.description.abstractSeveral critics have pointed to a type of recovery of realism in the contemporary Portuguese narrative, especially that produced after the end of the “Estado Novo” and the consequent decolonization of African territories. If the period between the 30s and 70s in the 20th century was marked by silence and censorship, after the “Revolução dos Cravos” in 1974, we see the emergence of several novels that mainly bring the theme of the Colonial War as a focus. In contrast, some developments of this context, such as the condition of the returnees in Portuguese society, seem to arise only later, especially from the 1990s, and they have been gaining new breath in the 21st century. In this sense, this article proposes to analyze what we identify as two moments of tackling the real in contemporary Portuguese literature: the first one, which is focused on the years immediately after the Carnation Revolution and which has a greater focus on the Colonial War scene, in the books Os Cus de Judas (1979), Autópsia de um mar de ruínas (1984), A Costa dos Murmúrios (1988)and Jornada de África (1989); and the second moment, from the end of the 20th century until the beginning of the second decade of the 21st century, in the books O esplendor de Portugal (1997), Caderno de memórias coloniais (2009) and O retorno (2012), that already bring special attention to the situation of returnees. In common, the two moments end up identifying a reality of ruins, especially the imaginary created by the “Estado Novo”.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.12957/matraga.2021.58843
dc.identifier.issn2446-6905
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/57674
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofMatraga
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectLiteratura portuguesa - História e crítica
dc.subject.otherLiteratura Portuguesa Contemporânea
dc.subject.otherGuerra Colonial
dc.subject.otherRetornados
dc.titleNarrativas de um real em ruínas: dois momentos da literatura portuguesa pós-25 de abril
dc.title.alternativeNarratives of a real in ruins: two moments of post-April 25 portuguese literature
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage552
local.citation.issue54
local.citation.spage540
local.citation.volume28
local.description.resumoDiversos críticos têm apontado para uma espécie de recuperação do realismo na narrativa portuguesa contemporânea, especialmente naquela produzida após o fim do Estado Novo e a consequente descolonização dos territórios africanos. Se o período entre as décadas de 30 e 70 do século XX foi marcado por silenciamentos e censura, após a Revolução dos Cravos, em 1974, vemos o surgimento de vários romances que trazem principalmente o tema da Guerra Colonial como foco. Por outro lado, alguns desdobramentos desse contexto, como a condição dos retornados na sociedade portuguesa, parecem surgir somente em um momento posterior, sobretudo a partir da década de 90, e vem ganhando novo fôlego no século XXI.Nesse sentido, este artigo propõe-se a realizar uma análise do que identificamos como dois momentos de abordagem do real na literatura portuguesa contemporânea: o primeiro, voltado para os anos imediatamente após a Revolução dos Cravos e observando um foco maior no cenário da Guerra Colonial, a partir das obras Os Cus de Judas (1979), Autópsia de um mar de ruínas (1984), A Costa dos Murmúrios (1988) e Jornada de África (1989); e o segundo recorte a partir do final do século XX e até o início da segunda década do século XXI, com as obras O esplendor de Portugal (1997), Caderno de memórias coloniais (2009) e O retorno (2012), que já trazem uma atenção especial à situação dos retornados. Em comum, os dois momentos acabam por identificar uma realidade de ruína, especialmente do imaginário criado pelos discursos do Estado Novo.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-0098-2481
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-4965-8837
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/matraga/article/view/58843

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