“1970” : arte e pensamento
| dc.creator | Pedro Ramos Dolabela Chagas | |
| dc.date.accessioned | 2022-11-14T14:15:26Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:27:04Z | |
| dc.date.available | 2022-11-14T14:15:26Z | |
| dc.date.issued | 2010-09-24 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/47214 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Filosofia - Teses | |
| dc.subject | Arte e historia - Teses. | |
| dc.subject | Estética - Teses | |
| dc.subject.other | 1970 | |
| dc.subject.other | Epistéme | |
| dc.subject.other | Aísthesis | |
| dc.title | “1970” : arte e pensamento | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Virginia de Araujo Figueiredo | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/0461821199000933 | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/0096272280433688 | |
| local.description.resumo | A leitura do passado estabelece as suas marcas temporais a partir do presente. É no presente que o olhar retrospectivo, na condição de produção, estabelece as fontes que explicarão o processo em observação: é do presente que os fatos passados são transformados em objetos de análise. O real revelado pela operação historiográfica já estava, pois, parcialmente implicado na pergunta que a motivara: ele é tanto o resultado de uma proposição quanto a própria condição da colocação da pergunta que lhe dá origem. O real é dado e produzido: nesta aporia subsiste a narrativa que o apresenta. Documentos não são apenas “lidos”, portanto, mas selecionados, agregados e distribuídos: no nosso trabalho, autores de disciplinas diferentes se tornarão documentos. Argumentos de filósofos, cientistas, historiadores, teóricos de várias disciplinas, sociólogos, críticos, antropólogos e artistas serão apresentados aqui, de maneiras grosso modo diferentes da sua distribuição usual: se o nosso é um ato de produção de história, ao invés de acompanhá-los em seus contextos originais iremos reempregar os seus trabalhos – enquanto documentos – sob novas coerências, num rearranjo amplo. Nossa hipótese é a de que um período recente, situado ao redor e a partir de uma década (a de 1970), testemunhou uma descontinuidade forte na história do pensamento, numa revolução ainda em curso: descrever essa descontinuidade é o nosso objetivo. Mas uma dobra epistêmica não é nunca necessariamente súbita nem imediatamente definitiva; ela pode demorar a se configurar em meio a desenvolvimentos tateantes, ao longo dos quais ela conviverá com manifestações daquela outra episteme que, nalgum momento impreciso, passará a ser percebida como anterior. É bem este o estado atual do “campo epistemológico de 1970” (ou simplesmente “1970”), que vai se afirmando em meio à continuidade daquilo de que se diferencia. Daí que os cortes temporais sejam essencialmente incertos, pois ainda é fortemente presente, no campo das artes e da cultura, a episteme que “1970” torna anterior: aquela que Friedrich Kittler denominou de “1800”, nomenclatura da qual nos apropriaremos aqui. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAF - DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Filosofia |