Feminino mortífero: recalcamento versus positividade

dc.creatorMaria Clara Mendonca
dc.date.accessioned2019-08-14T13:23:43Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:03:56Z
dc.date.available2019-08-14T13:23:43Z
dc.date.issued2017-03-06
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-APPHK4
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCultura
dc.subjectPsicologia
dc.subjectFeminismo
dc.subject.otherFeminino Recalcamento
dc.subject.otherPassividade originária
dc.subject.otherPositivação
dc.titleFeminino mortífero: recalcamento versus positividade
dc.typeMonografia de especialização
local.contributor.advisor1Paulo Cesar de Carvalho Ribeiro
local.description.resumoO presente trabalho, por meio de pesquisa bibliográfica, pretende demonstrar como, por baixo da tese central e hegemônica do primado do falo, segundo a qual a feminilidade só pode ser entendida de maneira negativa (feminino = castrado), encontra-se um caminho subterrâneo, a partir do qual é possível dar à feminilidade uma determinação positiva. Tradicionalmente, o elemento feminino é representado como aquilo que é disruptivo, desagregador, ameaçante para a coesão egoica o resto que escapa à simbolização fálica , por isso nomeado como mortífero. A teoria freudiana afirma que o feminino é o elemento sempre recalcado. Há teorias que defendem que, em sua origem, todo ser humano experiencia um momento antropológico de desamparo e passividade radical frente aos cuidados de um adulto, que atua na implantação ou invasão do sexual. A nossa cultura, ordenada pela lógica fálica, correlaciona passividade e penetrabilidade ao feminino, e fortemente prescreve o seu recalcamento. Tal ordenamento, em torno de um significante fálico único, pode ser entendido como uma defesa contra o reconhecimento de uma identificação passiva nesse momento inaugural, identificação com o feminino, representado pela mulher. Alguns propõem apontar o avesso dessa compreensão negativa na abordagem do feminino: as fronteiras mais fluidas do feminino possibilitariam à mulher identificações menos rígidas, na medida em que são menos pautadas pela norma fálica; e, também, a identificação do feminino com a passividade originária e a penetrabilidade possibilitaria uma maior abertura à alteridade, sem ameaça de ruptura egoica, conferindo positividade à relação entre feminilidade, passividade e masoquismo
local.publisher.initialsUFMG

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