Do controle ao cybercontrole: impactos na greve e novas perspectivas de resistência

dc.creatorNatália das Chagas Moura
dc.date.accessioned2020-05-25T20:37:53Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:55:33Z
dc.date.available2020-05-25T20:37:53Z
dc.date.issued2019-06-27
dc.description.abstractThis research is about control and cybercontrol, analyzing their implications in the strike and tracing new perspectives of resistance. Control has been a hallmark throughout the history of strikes and it is justified by the potentiality and strength of collective resistance. It goes back to some historical background on the control of strikes from its origins, exposing its meanings. Other forms of control – such as judicial, police, union-employer, media, social and business control, and especially, control through disruptive technologies – are identified. Starting from the new logic of material reproduction, called “surveillance capitalism”, in which data has become the most profitable and valued commodity, as well as a source of power, it is imperative to understand the functionalities and applications of Big Data technologies, of devices of geolocation, algorithms, artificial intelligence and other advanced technological innovations, so that one can reflect and think ways of resisting the totalizing and ubiquitous cybercontrol practiced mainly by the platform-companies. Cybercontrol results from complex and permanent surveillance of a multitude of cybercontracted people and has a disastrous impact on strikes, resulting in various forms of anti-unionism. We highlight new perspectives of collective resistance, such as cyberboicot, overexposure of the brand and the image of the company, the adoption of atypical strikes, the joint and simultaneous action of the workers, cyber-resistances such as platform cooperativism, cyberactivism and the technolopolitics of resistance, protection of personal data covered by Law 13.709/2018 and the use of the constitutional action of Habeas Data. Strikes have always attracted control, and, as a result, control over strikes incites resistance. For this research, the methodology of bibliographic analysis for the investigation of books, articles, statistical, legislative and jurisprudential data was chosen. This research is justified by the need to rethink new perspectives of resistance to anti-unionism and, above all, to cybernetic control, which has even impacted the articulation and the outbreak of strikes. The strike is the seed from which germinated the Labor Law. By its very creative, inventive and constructive nature, it is necessary to defend the strike and, through it, to resist.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/33540
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDireito do trabalho
dc.subjectDireito de greve
dc.subjectBig data
dc.subjectAlgoritmos de computador
dc.subjectProteção de dados – legislação
dc.subject.otherGreve
dc.subject.otherCybercontrole
dc.subject.otherTecnologias disruptivas
dc.subject.otherResistência
dc.subject.otherCapitalismo de vigilância
dc.subject.otherCapitalismo de plataforma
dc.titleDo controle ao cybercontrole: impactos na greve e novas perspectivas de resistência
dc.title.alternativeFrom control to cybercontrol: strike impacts and new prospects for resistance
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Márcio Túlio Viana
local.contributor.advisor-co1http://lattes.cnpq.br/2870731771108446
local.contributor.advisor1Maria Rosaria Barbato
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5682159098769542
local.contributor.referee1Mariah Brochado Ferreira
local.contributor.referee1José Eduardo de Resende Chaves Júnior
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9911019521263047
local.description.resumoEsta pesquisa versa sobre o controle e o cybercontrole, analisando as implicações destes na greve e traçando novas perspectivas de resistência. O controle tem sido uma marca ao longo da história das greves e isso se justifica pela potencialidade e força da resistência coletiva. Remonta-se a alguns antecedentes históricos acerca do controle das greves desde suas origens, expondo seus sentidos e significados. Em seguida, são identificadas outras formas de controle, como o controle judicial, policial, sindical-patronal, midiático, social, controle empresarial e, especialmente, o controle via tecnologias disruptivas. A partir da nova lógica de reprodução material, chamada de “capitalismo de vigilância”, em que os dados tornaram-se a mercadoria mais rentável e valorizada, além de fonte de poder, é imprescindível compreender as funcionalidades e aplicações das tecnologias do Big Data, dos dispositivos de geolocalização, dos algoritmos, da inteligência artificial e de outras avançadas inovações tecnológicas, para que se possa refletir e pensar modos de resistir ao cybercontrole totalizante e onipresente praticado principalmente pelas empresas-plataforma. O cybercontrole resulta de uma vigilância complexa e permanente de uma multidão de pessoas cybercontratadas e impacta nas greves de forma desastrosa, ocasionando variadas formas de antissindicalidades. Destacam-se novas perspectivas de resistência coletiva, como o cyberboicote, a superexposição da marca e da imagem da empresa, a adoção de greves atípicas, a atuação articulada, conjunta e simultânea dos trabalhadores da multidão, as cyber-resistências como o cooperativismo de plataforma, o cyberativismo e as tecnolopolíticas de resistência, a proteção dos dados pessoais encampada pela Lei 13.709/2018 e o uso da ação constitucional do Habeas Data. Em síntese: a greve sempre atraiu para si o controle, e, como resultado, o controle sobre a greve incita a resistência. Elegeu-se, nesta pesquisa, a metodologia da análise bibliográfica para a investigação de livros, artigos, dados estatísticos, legislativos e jurisprudenciais. O estudo em tela justifica-se em razão da necessidade de se repensar novas perspectivas de resistência em face das antissindicalidades e, sobretudo, pelo cybercontrole, que tem impactado até mesmo a articulação e deflagração das greves. A greve é a semente da qual germinou o Direito do Trabalho. Pela sua própria natureza criativa, inventiva e construtiva é preciso defendê-la e por meio dela resistir.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentDIREITO - FACULDADE DE DIREITO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Direito

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