Relação entre letramento em saúde e qualidade de vida dos cuidadores de lactentes prematuros

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira Toso
Mariana Santos Felisbino Mendes

Resumo

Introdução: Estudos apontam que baixos níveis de letramento em saúde, dificultam o uso dos serviços de saúde e podem comprometer sua qualidade de vida. Embora a relação entre Letramento em Saúde e Qualidade de Vida esteja bem estabelecida para o próprio indivíduo, há lacunas sobre essa correlação no contexto do cuidado infantil. Diante disso, questiona-se: O Letramento em Saúde Parental das mães de lactentes prematuros está correlacionado à sua qualidade de vida? Objetivo: Verificar a correlação entre o Letramento em Saúde Parental e a Qualidade de Vida das mães de lactentes nascidos prematuros. Metodologia: Estudo transversal alinhado a uma coorte, realizado em um ambulatório de seguimento de crianças de alto risco para atraso do desenvolvimento com 68 mães principais cuidadoras de lactentes prematuros com menos de 5 meses de idade corrigida. A coleta de dados utilizou questionários socioeconômico e demográfico e os instrumentos WHOQOL-bref e Parental Health Literacy Activities Test. Diferenças entre os escores de Qualidade de Vida e Letramento foram avaliadas utilizando teste t studant, análise de variancia (ANOVA) e testes Post-Hoc (Turkey). A correlação foi testada usando a análise bivariada de Pearson. Resultados: As mães tinham em média 28 anos de idade e a maioria estava casada ou em união estável, estudaram até o ensino médio completo, não possuíam trabalho remunerado e metade estava em situação de pobreza. Aproximadamente 40% relataram dificuldades financeiras após o nascimento do lactente e 29,7% pararam de trabalhar devido à condição de saúde dos lactentes. O escore total médio do letramento em saúde das mães foi de 12,5 (DP 2,7), considerado baixo, e houve diferença entre as médias em relação a escolaridade, situação econômica e paridade. O escore total médio da Qualidade de vida foi 94,0 (DP 11,9), considerado como percepção positiva, e houve diferença estatisticamente significativa das médias em relação à idade, dificuldades financeiras, situação econômica e ter que parar de trabalhar. A correlação entre Letramento em Saúde e Qualidade de Vida, no geral, foi 0,22 (p 0,858) e mães de lactentes nascidos de partos gemelares apresentaram correlação de 0,74 (p 0,033). Conclusão: Não foi identificada correlação significativa entre o Letramento em Saúde Parental e a Qualidade de Vida das mães de lactentes prematuros, exceto entre mães de gêmeos, nas quais observou-se correlação positiva e significativa. Os achados sugerem que fatores socioeconômicos, como escolaridade, renda e situação ocupacional, exercem influência importante tanto no letramento em saúde quanto na qualidade de vida dessas mães, indicando a necessidade de políticas públicas integradas que considerem essas dimensões no cuidado materno infantil.

Abstract

Introduction: Studies indicate that low levels of health literacy hinder the use of health services and may compromise quality of life. Although the relationship between health literacy and quality of life is well established for individuals themselves, there are gaps regarding this correlation in the context of child care. Therefore, the following question arises: Is parental health literacy among mothers of premature infants correlated with their quality of life? Objective: To examine the correlation between parental health literacy and quality of life among mothers of premature infants. Methods: This cross-sectional study, nested within a cohort, was conducted in a follow-up clinic for children at high risk for developmental delay, including 68 mothers who were the primary caregivers of premature infants under five months of corrected age. Data collection involved socioeconomic and demographic questionnaires, along with the WHOQOL-BREF and the Parental Health Literacy Activities Test. Differences in quality-of-life and health-literacy scores were assessed using Student’s t-test, analysis of variance (ANOVA), and Tukey post-hoc tests. Correlation was tested using Pearson’s bivariate analysis. Results: The mothers had a mean age of 28 years, most were married or in stable unions, had completed high school, did not engage in paid work, and half lived in poverty. Approximately 40% reported financial difficulties after the infant’s birth, and 29.7% stopped working due to the infant’s health condition. The mothers’ mean total health literacy score was 12.5 (SD 2.7), considered low, with significant differences according to education level, economic status, and parity. The mean total quality-of-life score was 94.0 (SD 11.9), considered a positive perception, with statistically significant differences by age, financial difficulties, economic status, and having to stop working. The overall correlation between health literacy and quality of life was 0.22 (p = 0.858), while mothers of twins showed a stronger correlation of 0.74 (p = 0.033). Conclusion: No significant correlation was found between parental health literacy and quality of life among mothers of premature infants, except for mothers of twins, in whom a positive and significant correlation was observed. These findings suggest that socioeconomic factors such as education, income, and employment status play an important role in both health literacy and quality of life, highlighting the need for integrated public policies that address these dimensions in maternal and child care.

Assunto

Qualidade de Vida, Letramento em Saúde, Fatores Socioeconômicos, Inquéritos e Questionários, Recém-Nascido Prematuro, Pessoa de Meia-Idade, Fatores Etários, Desenvolvimento Infantil, Relações Mãe-Filho, Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde, Renda, Fatores Sexuais

Palavras-chave

Qualidade de Vida, Letramento em Saúde, Prematuridade, Cuidadores, Determinantes Sociais de Saúde

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