Resposta imune e função do assoalho pélvico após neovaginoplastia e dilatação em mulheres com agenesia de vagina: um estudo comparativo

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Tese de doutorado

Título alternativo

Membros da banca

Resumo

Objetivo: Avaliar os tratamentos cirúrgico e por dilatação em mulheres com agenesia vaginal na resposta imune vaginal, nas funções musculares do assoalho pélvico, na função sexual e na qualidade de vida um ano após a intervenção. Materiais e métodos: estudo observacional transversal de pacientes com agenesia vaginal atendidas no setor de Uroginecologia da UFMG. As participantes optaram por neovaginoplastia (grupo 1) ou por dilatação vaginal (grupo 2). Aos 12 meses de seguimento, foram avaliados o comprimento e amplitude de vagina, pesquisa de HPV, perfil da microbiota vaginal, Ph vaginal, exame histopatológico , citopatológica, pesquisa de imunoproteoma, avaliação das funções do assoalho pélvico, qualidade de vida e função sexual. Resultados: Foram incluídas 11 mulheres com agenesia vaginal: 6 no grupo 1 e 5 no grupo 2, com idade média de 26,3 anos. Dez apresentavam cariótipo 46,XX (Síndrome de Rokitansky) e uma 46,XY (Síndrome de Morris). O comprimento médio vaginal final foi 8 cm no grupo 1 e 5 cm no grupo 2 (p= 0,004). O exame citopatológico foi positivo em uma paciente do grupo 1 (HSIL, lesão escamosa de alto grau) e em duas do grupo 2 (2 ASC-US, atipia de significado indeterminado). A pesquisa de DNA de HPV de alto risco foi positiva em duas pacientes de cada grupo. A análise da microbiota vaginal revelou Ph médio de 5,0 e predomínio de flora lactobacilar em 80% das pacientes do grupo 2 e Ph médio de 7,3 com predomínio de flora não lactobacilar em 83,3% das pacientes do grupo 1. A maioria das participantes do grupo 2 (80%) apresentaram epitélio escamoso em múltiplos cortes. No grupo 1, houve ausência de epitélio escamoso estratificado nas amostras (p= 0,002). As concentrações dos biomarcadores avaliados demonstraram similaridade entre os dois grupos. A avaliação da função muscular não apresentou diferenças significativas entre os grupos. Quanto a qualidade de vida não houve diferença entre os grupos. Conclusão: A resposta imune e a função do assoalho pélvico foram semelhantes entre os dois grupos na avaliação aos 12 meses, e ambos apresentaram bons resultados. O rastreio de HPV nessas pacientes deve ser discutido.. Palavras-chave: agenesia vaginal; síndrome de Rokitansky; neovaginoplastia; imunidade vaginal; assoalho pélvico.

Abstract

Objective: To evaluate the effects of surgical and dilation treatments on the vaginal immune response, pelvic floor muscle function, sexual function, and quality of life in women with vaginal agenesis one year after the intervention. Materials and methods: This was a cross-sectional observational study of patients with vaginal agenesis treated at the Urogynecology Department of the Federal University of Minas Gerais (UFMG). Participants opted for neovaginoplasty (group 1) or vaginal dilation (group 2). At 12 months of follow-up, vaginal length and width, HPV testing, vaginal microbiota profile, vaginal pH, histopathological and cytopathological examination, immunoproteomic testing, pelvic floor function assessment, quality of life, and sexual function were assessed. Results: Eleven women with vaginal agenesis were included: 6 in group 1 and 5 in group 2, with a mean age of 26.3 years. Ten patients had a 46,XX karyotype (Rokitansky syndrome) and one had a 46,XY karyotype (Morris syndrome). The mean final vaginal length was 8 cm in group 1 and 5 cm in group 2 (p = 0.004). Cytopathological examination was positive in one patient in group 1 (HSIL, high-grade squamous lesion) and in two in group 2 (2 ASC-US, atypia of undetermined significance). High-risk HPV DNA testing was positive in two patients in each group. Analysis of the vaginal microbiota revealed a mean pH of 5.0 and a predominance of lactobacillary flora in 80% of patients in group 2 and a mean pH of 7.3 with a predominance of non-lactobacillary flora in 83.3% of patients in group 1. Most patients in group 2 (80%) had squamous epithelium in multiple sections. In group 1, there was no stratified squamous epithelium in the samples (p=0.002). The concentrations of the biomarkers evaluated showed similarity between the two groups. The assessment of muscle function showed no significant differences between the groups. Regarding quality of life, there was no difference between the groups. Conclusion: The immune response and pelvic floor function were similar between the two groups at the 12-month assessment, and both presented good results. HPV screening in these patients should be discussed

Assunto

Vagina/cirurgia, Diafragma da Pelve, Dilatação, Qualidade de Vida, Imunidade, Dissertação Acadêmica

Palavras-chave

Agenesia vaginal, Síndrome de Rokitansky, Neovaginoplastia, Imunidade vaginal, Assoalho pélvico

Citação

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por