Borboletear, o conhecimento movente

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Tese de doutorado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Brígida Moura Campbell Paes
Isaura Carporali Pena
Glayson Arcanjo de Sampaio
Amir Brito Cadôr
Carlos de Brito e Mello

Resumo

Esta é uma pesquisa acerca do método de pesquisa. Ela aborda a produção do conhecimento nas artes e, mais especificamente, a natureza de um certo conhecimento possível a partir do desenho. Discorre sobre os métodos de pesquisa e de interpretação no campo das ciências e, em específico, da história da arte bem como as especificidades do desenho, do livro e da animação. Considera a leitura como processo ativo para a elaboração da escrita e da imagem. A pesquisa coteja a obra de William Kentridge, artista e pesquisador do desenho em movimento, em sua produção de ateliê. Toma como corpus empiricus o flipbook denominado De como não fui ministro d´Estado, trabalho feito para a exposição Fortuna, realizada no ano de 2013 na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, e na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. Busca trabalhar com os desenhos em movimento de Kentridge, percorrendo a individualidade de suas várias páginas, as colocando em relação via montagem em um painel de imagens (Mnemosyne). A escolha pelo flipbook se deu por ser um trabalho cujos desenhos foram feitos quadro-a-quadro, apontando para a dinâmica de ocupação do tempo específica tal qual dos modos de ler o livro. Tal escolha impõe uma abordagem do livro como matéria sensível, como carne primeira (como obra), dando assim especial atenção a seus atributos físicos (ao papel, à impressão, tamanho, etc) e seus estatutos de apresentação e paratextos. A pesquisa explora o princípio de montagem na abordagem do trabalho de Kentrige. Princípio esse que constitui a base da historiografia de Aby Warbug, bem como o sedimento do pensamento sobre história da arte por Georges Didi-Huberman. Aproxima o princípio de montagem dos modos de trabalho do artista em ateliê. Ela apresenta o ateliê como lugar paradoxal do reencontro do outrora com o agora; de escolha que possibilita percorrer caminhos de problemas ao invés de discursos de certezas. Esse lugar preparado para o trabalho é tratado, nesta tese, como espaço de acontecimento. Evidencia a transformação de um dos cômodos do ateliê em que trabalho durante o tempo que a pesquisa se elaborou (2017 a 2021) em lugar da tese. Estão aqui expostos os experimentos realizados, onde as imagens e textos lidos foram afixados nas paredes, criando um espaço imersivo de pesquisa. As perguntas aqui elaboradas (desenhadas) em forma de produção plástica e desdobramentos de pesquisa são nomeadas por consequências.

Abstract

This is a research about methods of research. It aims to discuss the production of knowledge in arts and, more specifically, the nature of a certain knowledge that emerges from drawing. It refers about Research and interpretation methods in Sciences, in particular, the History of Art as well the specificities of Drawing, books and animation. It considers reading as an active process for the elaboration of writing and image. The research collates William Kentridge works – artist and researcher of drawing in motion – considering his atelier production. It takes as a corpus empiricus the flipbook called How I did not become a monster, created for the exhibition Fortuna (2013) at the Pinacoteca do Estado de São Paulo, at the Instituto Moreira Salles (Rio de Janeiro), and at the Fundação Iberê Camargo (Rio Grande do Sul) in Brazil. It works with Kentridge’s moving drawings, going through the individuality of its various pages, placing them in relation between each other via montage in an image panel (Mnemosyne). The flipbook was chosen because it was a work which drawings were made frame-by-frame, pointing to the specific dynamics of occupation of time as well as the ways of reading the book. This choice imposes an approach to the book as a sensitive matter, as first meat (as an ouvre), thus giving special attention to its physical attributes (paper, printing, format, etc.), its presentation and paratext statutes. The research explores the principle of montage in the approach to Kentrige’s work. This principle forms the basis of Aby Warbug’s historiography, as well as the sediment of thought on Art History by Georges Didi-Huberman. It aims to approach the notion of montage to the artist’s work modes in studio. It presents the studio as paradoxical place for the reunion of the past with the present; a place of choice, where it is possible to pass through paths of problems instead of speeches of certainties. In this thesis, that prepared space for work is considered a place of Event (l´Evénement). It highlights the transformation of one of the studio’s rooms where the researcher worked during the time the research was developed (2017 to 2021). Here are exposed the experiments carried out, where those images and texts which had been read were posted on the walls, creating an immersive space for research. The questions elaborated here as visual art production and the research outcome are named as consequences.

Assunto

Kentridge, William, 1955-, Desenho - Técnica, Desenho - Pesquisa, Arte - História, Imagens - Interpretação, Artes - Pesquisa

Palavras-chave

Desenho, Corpo, Método, Acontecimento, Ateliê, História da arte

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