Análise dos fatores determinantes do tempo de internação dos pacientes no Hospital das Clínicas da UFMG
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
Introdução: O desempenho dos serviços de saúde está sob permanente crítica e
questionamento; em especial, os serviços de urgência e emergência. As portas de
entrada e prontos socorros estão superlotados, cenário este bastante agravado pela
escassez de recursos na grande maioria dos hospitais públicos brasileiros. Essa
realidade consternadora compromete a agilidade e a qualidade da assistência. Esse
trabalho se insere na crescente necessidade de novas estratégias para formação de
sistemas eficientes para organização e melhor gestão da estrutura hospitalar,
reconhecendo que a superlotação no departamento de urgência é uma das causas de
aumento de permanência no hospital, somado à características clínicas do paciente
como comorbidades, além de características relacionadas ao cuidado assistencial
hospitalar, ambas influências importantes no produto desse tempo. O Escore de
Charlson avalia o impacto prognóstico das comorbidades e já foi associado à predição
de sobrevida, tempo de internação e mortalidade. Objetivos: Investigar os fatores
associados ao tempo de permanência entre pacientes internados no Hospital das
Clínicas da UFMG e determinar a força de associação entre grau de comorbidades e
tempo de internação hospitalar através de Escore de comorbidades de Charlson.
Resultados: foram analisados 1.148 prontuários correspondentes a 1109 pacientes
internados no período de 4 de outubro a 2 de novembro de 2016, considerando que
era possível mais de uma internação para o mesmo paciente. Um total de 622
(54,2%) pacientes tiveram internação curta e 526 (45,8%), internação prolongada,
definida como tempo de internação maior que o tempo da mediana do tempo total de
permanência hospitalar (7 dias). A idade mediana dos pacientes incluídos no estudo
foi 50 anos (intervalo interquartílico [IIQ] 33-64 anos). Pacientes com internação curta
(44 anos; IIQ 28-60) eram mais jovens que os com internação prolongada (54 anos;
IIQ 40-67). A mediana do tempo de internação foi 7 dias (IIQ 3-18). Quanto ao tempo
de internação, o Escore teve mediana de 1 ponto (IIQ 0-2) nos pacientes com
internação curta e 2 pontos (IIQ 1- 4) nos com internação prolongada. Em modelo de
Poisson foi demonstrado associação entre internação prolongada com o Escore de
Charlson (RP 1,05; IC95% 1,03-1,08), internação em caráter de urgência (RP 1,25;
IC95% 1,16-1,35), internação em turno da tarde e noturno (RP 1,13; IC95% 1,06-1,20)
e (RP 1,15; IC95% 1,05-1,25) respectivamente, além de associação com a proporção
de tempo de internação no Pronto Socorro (RP 0,99; IC95% 0,99-0,99). Conclusão:
foi demonstrada associação entre o Escore de Charlson e o tempo de internação,
sendo o Escore de Charlson diretamente associado a tempo de internação
prolongada. Essa associação tem impacto e implicações práticas para condução de
ações para melhoria do cuidado assistencial e da gestão administrativa hospitalar
Abstract
Assunto
Tempo de Permanência, Tempo de Internação, Comorbidade, Hospitais Universitários, Organização e Administração, Qualidade da Assistência à Saúde
Palavras-chave
Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto
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