Fadiga física e mental e sintomas persistentes pós infecção por SARS-COV-2 em trabalhadores de uma empresa de mineração

dc.creatorRenata Hauck de Paula Menezes
dc.date.accessioned2025-01-24T12:58:47Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:48:32Z
dc.date.available2025-01-24T12:58:47Z
dc.date.issued2024-10-03
dc.description.abstractThe Covid-19 pandemic has been one of the biggest recent public health crises, and understanding persistent symptoms is critical to improving treatment and care for patients. Physical and mental fatigue, in particular, directly impacts quality of life and work activities. Knowing these symptoms, especially in workers in the mining industry, is important to ensure a safe work environment and promote well-being. This understanding helps to implement preventive measures and provide adequate support to workers, contributing to an effective response to the pandemic. The objective of this study was to evaluate physical and mental fatigue in workers diagnosed with Covid-19 and its relationship with other persistent symptoms and behaviors adopted during the pandemic. Conducted in the context of a broader project, called "Occupational Epidemiological Study of Covid-19 and SARS-CoV-2 Infection in Workers of a Multinational Mining Company", this study covered the period from August 2020 to August 2021. During this period, data was collected through telephone interviews using validated questionnaires, with the sample consisting of 57 volunteer workers from the aforementioned company who tested positive for covid-19. The main outcome of this study was fatigue, assessed both physically and mentally, using the Chalder Fatigue Scale, recognized for its precision and sensitivity in measuring this symptom. Persistent covid-19 symptoms were grouped and considered as the main independent variable, as their presence increases the likelihood of developing fatigue associated with long covid. In addition to persistent covid-19 symptoms, other covariates were considered, such as behaviors adopted during the pandemic, lifestyle habits, and access to health services. The study used multivariate logistic regression to analyze the relationship between the independent variable "sum of persistent symptoms" and "physical and mental fatigue". Variables with p-value ≤ 0.20 in the univariate analysis were included, and odds ratios with 95% confidence intervals were calculated. The model was refined using the stepwise backward method, removing non-significant variables, while maintaining sex due to its clinical relevance. In addition, the interaction between the main variable (number of persistent covid-19 symptoms) and other variables such as sleep quality, anxiety, depression, chronic pain, and alcohol use was explored, allowing a more comprehensive understanding of the relationship between these variables and long covid. The results revealed associations between clinical and psychosocial variables and the presence of fatigue after covid-19 infection. With regard to physical and mental fatigue, a common condition among patients recovered from Covid-19, it suggests a significant association between the presence of fatigue and the total sum of other persistent symptoms reported (Odds Ratio=1.79, p=0.003 and 95% confidence interval: 1.21 – 2.64). This indicates that fatigue is closely linked to the overall symptom burden experienced by long Covid patients. Generalized anxiety disorders and depression were identified as factors associated with fatigue, highlighting the interconnection between mental and physical health in the context of long Covid. Logistic regression analysis revealed interaction variables associated with fatigue, including sleep quality, anxiety and depression, alcohol use, smoking and chronic pain. This means that in the presence of these symptoms the chance of having fatigue was even greater compared to others. persistent symptoms. Ultimately, these findings provide a better understanding of long Covid for personalized interventions and clinical practice guidance and public health policies aimed at minimizing the impact of this complex condition on the lives of affected workers.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79460
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCOVID-19
dc.subjectFadiga
dc.subjectSaúde Ocupacional
dc.subjectMineração
dc.subjectSinais e Sintomas
dc.subjectSíndrome de COVID-19 Pós-Aguda
dc.subject.othercovid-19
dc.subject.othercovid longa
dc.subject.otherfadiga
dc.subject.otherfadiga mental
dc.subject.othersaúde do trabalhador
dc.subject.othermineração
dc.subject.othersintomas persistentes
dc.titleFadiga física e mental e sintomas persistentes pós infecção por SARS-COV-2 em trabalhadores de uma empresa de mineração
dc.title.alternativePHYSICAL AND MENTAL FATIGUE AND PERSISTENT SYMPTOMS AFTER SARS-COV-2 INFECTION IN WORKERS OF A MINING COMPANY
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Waleska Teixeira Caiaffa
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5554105445685933
local.contributor.advisor1Amélia Augusta de Lima Friche
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9328738837215965
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7156087053069397
local.description.resumoA pandemia de covid-19 foi uma das maiores crises de saúde pública recentes, e entender os sintomas persistentes é fundamental para melhorar o tratamento e o cuidado dos pacientes. A fadiga física e mental, em particular, impacta diretamente a qualidade de vida e as atividades laborais. Conhecer esses sintomas, especialmente em trabalhadores da indústria de mineração, é importante para garantir um ambiente de trabalho seguro e promover o bem-estar. Essa compreensão ajuda na implementação de medidas preventivas e no apoio adequado aos trabalhadores, contribuindo para uma resposta eficaz à pandemia. O objetivo deste estudo foi avaliar a fadiga física e mental em trabalhadores diagnosticados com covid-19 e sua relação com os outros sintomas persistentes e os comportamentos adotados durante a pandemia. Conduzido no contexto de um projeto mais amplo, denominado "Estudo Epidemiológico Ocupacional da covid-19 e da Infecção por SARS-CoV-2 em Trabalhadores de uma Empresa de Mineração Multinacional", este estudo abrangeu o período de agosto de 2020 a agosto de 2021. Durante este período, os dados foram coletados por meio de entrevistas telefônicas utilizando questionários validados, com a amostra composta por 57 trabalhadores voluntários da referida empresa que testaram positivo para covid-19. O desfecho principal deste estudo foi a fadiga, avaliada tanto fisicamente quanto mentalmente, utilizando a Escala de Fadiga de Chalder, reconhecida por sua precisão e sensibilidade na mensuração desse sintoma. Os sintomas persistentes de covid-19 foram agrupados e considerados como a principal variável independente, pois sua presença aumenta a probabilidade de desenvolvimento de fadiga associada à covid longa. Além dos sintomas persistentes de covid-19, foram consideradas outras covariáveis, como comportamentos adotados durante a pandemia, hábitos de vida e acesso a serviços de saúde. O estudo utilizou regressão logística multivariada para analisar a relação entre a variável independente "soma de sintomas persistentes" e a "fadiga física e mental". Variáveis com p-valor ≤ 0,20 na análise univariada foram incluídas, e odds ratios com intervalos de confiança de 95% foram calculados. O modelo foi refinado com o método stepwise backward, removendo variáveis não significativas, mantendo o sexo devido à sua relevância clínica. Além disso, foi explorada a interação entre a variável principal (número de sintomas persistentes de covid-19) e outras variáveis como qualidade do sono, ansiedade, depressão, dor crônica e uso de álcool, permitindo uma compreensão mais abrangente da relação entre essas variáveis e a covid longa. Os resultados revelaram associações significativas entre variáveis clínicas e psicossociais e a presença de fadiga após a infecção por covid-19. No que diz respeito à fadiga física e mental, condição comum entre os pacientes recuperados de covid-19, houve associação significativa entre a presença de fadiga e a soma total de outros sintomas persistentes relatados (Odds Ratio=1,79, p=0,003 e intervalo de confiança 95%: 1,21 – 2,64), revelando que o aumento de um sintoma persistente aumenta em 79% a chance de se ter fadiga físca ou mental, indicando que a fadiga está intimamente ligada à carga sintomática geral experimentada pelos pacientes na covid longa. Transtornos de ansiedade generalizada e depressão foram identificados como fatores associados à fadiga, destacando-se a interconexão entre saúde mental e física no contexto da covid longa. A análise de regressão logística revelou variáveis de interação associadas à fadiga, incluindo qualidade do sono, ansiedade e depressão, uso de álcool, fumo e dor crônica, ou seja, na presença desses sintomas a chance de ter fadiga foi ainda maior em relação aos outros sintomas persistentes. Em última análise, essas descobertas fornecem um melhor entendimento da covid longa para intervenções personalizadas e orientações de práticas clínicas e políticas de saúde pública destinadas a minimizar o impacto dessa condição complexa na vida dos trabalhadores afetados.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública

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