Justiça por vir: por uma educação matemática para adiar o fim do mundo

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Artigo de periódico

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Justice to come: for a mathematics education to postpone the end of the world

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Resumo

Assumindo como lugar de partida a filosofia de vida do “BuenVivir” dos povos dos Andes, este artigo tem como objetivo apresentar diversas reflexões produto de pesquisas que procuram por justiça epistêmica e social ao tensionar discursos e práticas curriculares que promovem uma imagem única de Matemática que invisibiliza e subalterniza saberes e corpos. Para isto, apresentamos uma cena dialógica com duas personagens, que falam a partir de afetos que nos atravessam, mas não são inteiramente nós; não falam a partir de vozes individuais, mas sim com base em diferentes trabalhos desenvolvidos de forma coletiva e dialógica entre os integrantes de dois grupos de pesquisa de Educação Matemática brasileiros. No embate levantado sobre Matemática a sua universalidade e os seus vínculos com a modernidade/colonialidade, reivindicamos uma Educação Matemática para adiar o fim do mundo –ou então, uma Educação Matemática para adiantar o fim deste mundo, desta abstração de humanidade, uma Educação Matemática que se posicione contra a proclamada “volta ao normal”, uma Educação Matemática para produzir outros mundos, para contar outras histórias desses mundos.

Abstract

Taking as a starting point the life philosophy of “Buen Vivir”, from the peoples of the Andes, this article aims to present several reflections resulting from research that seek epistemic and social justice by tensioning discourses and curricular practices that promote a single image of Mathematics, which invisibilizes and subalternizes knowledge and bodies. For this purpose, we present a dialogic scene with two characters, who speak from affections that go across us, but are not entirely us; they do not speak from individual voices butbased on different works developed in a collective and dialogic way amongthe members of two Brazilian mathematics education research groups. In the debate raised about Mathematics, its universality and its bondswith modernity/coloniality, we demand a Mathematics Education to postpone the end of the world –orelse, a Mathematics Education to anticipatethe end of this world, of this abstraction of humanity, a Mathematics Education that stands against the proclaimed “back tonormal”, a Mathematics Education to produce other worlds, to tell other stories of these worlds.

Assunto

Decolonialidade, Justiça Social, Epistêmica, Bem Viver

Palavras-chave

Decolonialidade, Justiça Social, Epistêmica, Bem Viver

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https://www.revistasbemsp.com.br/index.php/REMat-SP/article/view/19

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