Frequência de doenças sexualmente transmissíveis em pacientes assintomáticas e associação com neoplasia intraepitelial cervical

dc.creatorLuiza de Miranda Lima
dc.date.accessioned2019-08-10T15:02:49Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:05:17Z
dc.date.available2019-08-10T15:02:49Z
dc.date.issued2016-02-23
dc.description.abstractIntroduction: Sexually transmitted diseases (STDs) are considered one of the most common public health problems. Infections such as chlamydia, Neisseria, ureaplasma and mycoplasma are in most cases asymptomatic, and are related to the presence of human papillomavirus and cervical intraepithelial neoplasia. The high-risk HPV is critical to the development of cervical intraepithelial neoplasia and cervical cancer, however, only some among infected women will develop CIN, suggesting that other cofactors are required for HPV persistence and neoplastic changes. Objectives: In order to determine the frequency of human papillomavirus (HPV), Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrehae, Mycoplasma hominis, Mycoplasma genitalium and Ureaplasma infection in women examined in a general gynecology clinic and other in a colposcopy clinic. Specific objectives: 1-To study the association of these infections with CIN. 2- To evaluate risk factors for these STDs and NIC. 3- To assess the need to require STD exams as standard. Patients and Methods: A cross-sectional study was performed with a colposcopy clinic group and another from a general gynecology clinic in the 2014-2015 period. The colposcopy group consisted of 71 patients and the general gynecology group of 55 patients, all patients underwent cervical cytology and had cervical samples submitted to real-time PCR for detection of HPV and the following STDs; Chlamydia, Mycoplasma hominis, Mycoplasma genitalium, Ureaplasma and Neisseria. Colposcopy group patients were submitted to colposcopy and biopsy when indicated. For the statistical analysis, the chi-square test was used to determine whether there was a significant association between the variables, considering the 0.05 significance level. Multivariate analysis was performed by logistic regression. Results: The prevalence of STDs was: HPV: 46.8%, Chlamydia: 27.8%, Mycoplasma genitalium: 28.6%, Mycoplasma hominis: 0.8%, Ureaplasma:4,8%, Neisseria 4.8%. The risk factors for cervical intraepithelial neoplasia were HPV infection (p = 0.024), chlamydia (p = 0.009), Mycoplasma genitalium (p = 0.040), co-infection with HPV and chlamydia (p = 0.023) and HPV infection associated to the presence of at least one STD (p = 0.011). After multivariate analysis we found positive association between HPV and CIN (p = 0.040 OR , 2.48 ; CI: 1.04 to 5.92 ) and between Chlamydia and NIC (p = 0.028 OR: 2.69 CI: 1,11 6.53 ) . Conclusions: Frequency of STDs (HPV, Chlamydia, Neisseria, Mycoplasma genitalium and Ureaplasma) was high in asymptomatic patients. Risk factors for CIN were HPV infection, chlamydia, mycoplasma genitalium, co-infection with HPV and chlamydia and HPV infection associated with the presence of at least one DST. HPV and Chlamydia infections are independently associated with the presence of cervical neoplasia. High frequency of STD in asymptomatic women confirms the need for routine screening of these infections.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-ADSEDV
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectInfecções por Chlamydia
dc.subjectDoenças sexualmente transmissíveis
dc.subjectNeoplasia intraepitelial cervical
dc.subjectPapillomaviridae
dc.subjectDoenças sexualmente transmissiveis
dc.subject.otherClamídia tracomatis
dc.subject.otherPapilomavírus Humano
dc.subject.otherDoenças Sexualmente Transmissíveis
dc.subject.otherReação em Cadeia de Polimerase
dc.subject.otherNeoplasia Intraepitelial Cervical
dc.titleFrequência de doenças sexualmente transmissíveis em pacientes assintomáticas e associação com neoplasia intraepitelial cervical
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Maria Ines de Miranda Lima
local.contributor.advisor1Victor Hugo de Melo
local.contributor.referee1Agnaldo Lopes da Silva Filho
local.contributor.referee1Danielle Alves Gomes
local.description.resumoIntrodução: as doenças sexualmente transmissíveis (DST) são consideradas um dos problemas de saúde pública mais comuns. Infecções como clamidia, neisseria, ureaplasma e micoplasma são, na grande maioria das vezes, assintomáticas e estão relacionados ao papilomavírus humano e à neoplasia intraepitelial cervical. O HPV de alto risco é fundamental para o desenvolvimento da neoplasia intraepitelial cervical (NIC) e do câncer de colo uterino, porém, entre as mulheres infectadas por esse vírus de alto risco, somente algumas irão desenvolver NIC/câncer, sugerindo que outros cofatores são necessários para a persistência do HPV e alterações neoplásicas. Objetivos: conhecer a frequência de infecção genital por human papilomavirus (HPV), Chlamydia trachomatis (CT), Neisseria gonorrehae, Mycoplasma hominis, Mycoplasma genitalium e ureaplasma em mulheres de um ambulatório de Ginecologia geral e outro de propedêutica do colo uterino. E também: descrever a associação dessas infecções com NIC-2, identificar os fatores de risco para essas DSTs e NIC e estabelecer a necessidade de rastreamento dessas DSTs em pacientes de ambulatório de Ginecologia. Pacientes e métodos: estudo transversal com dois grupos, um de propedêutica do colo e outro de Ginecologia geral, realizado no período de 2014 a 2015. O grupo da propedêutica do colo constou de 71 pacientes e o grupo do ambulatório de Ginecologia geral de 55 pacientes. Todas elas, de ambos os grupos, foram submetidas à coleta de citologia cervical e amostra cervical para reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real para HPV e as seguintes DSTs: clamidia, Mycoplasma genitalium, Mycoplasma hominis, ureaplasma e neisseria. As pacientes da propedêutica do colo se submeteram a colposcopia e biopsia, quando indicado. Para a análise estatística usou-se o teste qui-quadrado para comparação das variáveis categóricas e os testes U-Mann-Whitney e qui-quadrado para avaliar se existiam associações, considerando o nível de significância de 0,05. A análise multivariada foi feita por regressão logística. Resultados: a frequência encontrada das DSTs foi: HPV: 46,8%; clamídia, 27,8%; Mycoplasma genitalium, 28,6%; Mycoplasma hominis, 0,8%; ureaplasma, 4,8%; neisseria, 4,8%. Os fatores de risco para neoplasia intraepitelial cervical foram: infecção por HPV (p=0,024), clamídia (p=0,009), Mycoplasma genitalium (p=0,040), coinfecção por HPV e clamídia (p=0,023) e infecção por HPV associada a pelo menos uma DST (p=0,011). Após análise multivariada, foi encontrada associação entre HPV e NIC (p=0,040 Odds ratio (OR);2,48, IC:1,04-5,92) e entre clamídia e NIC (p=0,028 OR:2,69 intervalo de confiança (IC):1,11-6,53). Conclusões: a frequência das DSTs (HPV, clamídia, neisseria, Mycoplasma genitalium e ureaplasma) foi alta em pacientes assintomáticas. Os fatores de risco para NIC foram: infecção por HPV, clamídia, Mycoplasma genitalium, coinfecção por HPV e clamídia e a infecção por HPV associada a pelo menos uma DST. A infecção por HPV e clamídia está associada à neoplasia intraepitelial cervical. A alta frequência das DSTs em mulheres assintomáticas reforça a necessidade de rastreamento rotineiro dessas infecções.
local.publisher.initialsUFMG

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