Gestão e cultura: encontros e desencontros em negócios internacionais

dc.creatorJoao Manuel Saveia Daniel Francisco
dc.date.accessioned2019-08-13T03:17:20Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:17:24Z
dc.date.available2019-08-13T03:17:20Z
dc.date.issued2002-07-08
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-9AKRS9
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCultura organizacional Angola
dc.subjectIndústria de construção civil Angola
dc.subjectAdministração
dc.subjectComportamento organizacional
dc.subject.otherAdministração
dc.titleGestão e cultura: encontros e desencontros em negócios internacionais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Solange Maria Pimenta
local.description.resumoEsta pesquisa teve como objetivo principal verificar e analisar como a Odebrecht, em Angola, articula o seu modo de gestão com a realidade atual do país e com os valores da cultura tradicional, aos quais o trabalhador angolano permanece ligado. A pesquisa focou a gestão como prática social, por permitir a interação entre a gestão, a dinâmica da organização e o contexto macroestrutural, e a cultura como metáfora da organização, por possibilitar ver a organização como uma entidade cujo ambiente externo (aspectos políticos, econômicos e sociais) permeia as relações entre a organização e os agentes sociais. A pesquisa realizada insere-se em uma abordagem qualitativa e, para a sua concretização, foi realizado um estudo de caso na OdebrechtAngola Ltda., subsidiária da Construtora Norberto Odebrecht S.A., empresa brasileira, fundada na Bahia e que deu origem à Organização Odebrecht. Dentre os vários projetos desenvolvidos pela empresa em Angola, a pesquisa se centrou no projeto de construção da hidroelétrica de Capanda, por ser o maior empreendimento em construção em Angola e o primeiro projeto da Odebrecht naquele país. Os dados foram coletados por meio de pesquisa documental e de campo, sendo que, nesta última, a coleta de dados obedeceu ao critério de amostragem não probabilística intencional e foi realizada por meio de entrevistas semi-estruturadas que abrangeram desde a alta gerência da empresa até os empregados e seus representantes. As entrevistas foram categorizadas e analisadas o que possibilitou trazer, a partir da fala dos próprios entrevistados, elementos que auxiliaram a compreensão das questões levantadas. Constatou-se que a distância cultural,percebida pelos dirigentes da organização, marcou a decisão de internacionalização e de inserção em Angola. Constatou-se, outrossim, que a guerra e suas conseqüências foram os principais obstáculos ao modo de gestão da organização, fazendo com que a Odebrecht adotasse rígidos procedimentos de segurança e assumisse responsabilidades e envolvimento maior com os trabalhadores e seus familiares, tornando a gestão particularizada. No tocante à cultura, aorganização utiliza uma estratégia de integração que visa minimizar diferenças e conflitos culturais e criar um ambiente de trabalho favorável à máxima produtividade. Percebeu-se que a organização procura respeitar os valores da cultura angolana que não afetam a produtividade. Ao contrário, aqueles valores que podem interferir na produtividade são confrontados com um modo de produção racionalizante. A partir do momento em que se dá esse confronto, os valores da cultura são alterados.
local.publisher.initialsUFMG

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