Mercantilização e financeirização do setor educacional privado-mercantil no Brasil: feições da crise da educação brasileira
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Artigo de periódico
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Commodification and financialization of the educational private-mercantile sector in Brazil: features of the Brazilian education crisis
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Resumo
O artigo examina as novas expressões da mercantilização da educação no contexto da atual crise brasileira, processo marcado pela apropriação dos recursos do fundo público pelas elites financeiras nacionais e internacionais. A investigação parte da constatação de que as reformas implementadas no país após o golpe de 2016, como a emenda do “teto dos gastos”, as reformas trabalhista e a previdenciária, dentre outras medidas em curso, consistem no movimento de ajuste ao padrão de acumulação do capitalismo brasileiro, determinado pelo rentismo das finanças e pelo recrudescimento de formas distintas e associadas de superexploração do trabalho. A base empírica provém do mapeamento das novas feições do processo de mercantilização da educação básica e superior. A pesquisa documental realizada identificou a movimentação das principais companhias educacionais de capital aberto no país, apoiadas por ações do Estado e pela aposta em novos arranjos organizativos. Foram realizadas análises da legislação e da bibliografia recente sobre o tema da financeirização e mercantilização da educação. Os resultados evidenciam que, para exploração de novos nichos de mercado para assegurar o aumento dos lucros, o setor mercantil financeirizado aposta na educação a distância, na difusão de sistemas e plataformas de ensino, consultorias, parcerias público-privadas e na viragem para a educação básica. Esse processo acontece simultaneamente às medidas de desmonte das universidades públicas e das agências que integram o sistema de ciência, tecnologia e inovação do país. A crise, portanto, é deliberadamente imposta à educação pública e deve ser interpretada no interior das contradições analisadas no decorrer deste trabalho.
Abstract
The article examines the new education commodification expressions in the context of the current Brazilian crisis, a process shaped by national and international financial elites’ public fund resources appropriation. The investigation is based on the realization that the reforms implemented in the country after the coup of 2016, such as the “expenses cap” amendment, labor and welfare reforms, among other measures that are ongoing, consist in the movement of adjustment to the Brazilian capitalism accumulation pattern, determined by the financial rents and the resurgence of distinct and associated forms of work overexploitation. The mapping of new features of higher and basic education commodification process provides the empirical basis. The document research that was carried out identified the movement of the main educational public traded companies in the country, supported by State actions and by the betting on new organizational arrangements. Current legislation and bibliography analysis have been carried out about the matter of financialization and commercialization of education. The results prove that to explore new market niches to ensure earnings growth, the financialized market sector invests in distance education, in the dissemination of systems and learning platforms, consultancies, public-private partnerships, and the turning to basic education. This process occurs simultaneously to the dismantling measures of public universities and of the agencies that integrate the system of science, technology, and innovation of the country. The crisis, therefore, is deliberately imposed on public education and must be interpreted in the context of the contradictions analyzed during this work.
Assunto
Ensino superior, Educação e Estado, Educação -- Ensino público, Crise econômica -- Brasil
Palavras-chave
Mercantilização, Educação superior, Educação pública, Financeirização, Crise brasileira
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https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/69525