Vigilância da atividade física: análise de tendências e perspectivas com inteligência artificial e estudos longitudinais

dc.creatorThania Mara Teixeira Rezende Faria
dc.date.accessioned2026-03-04T19:29:43Z
dc.date.issued2025-12-04
dc.description.abstractTraditional surveillance based on aggregate prevalence is insufficient to guide public policies. Therefore, this thesis seeks to analyse the contemporary challenges of physical activity (PA) surveillance through the use of diverse methods, such as time trend analyses, artificial intelligence for small-area prevalence estimation, and longitudinal analyses, contributing to discussions about territorial inequalities and local factors influencing PA practice. The first study describes the general situation of PA indicators in Brazil from 2006 to 2021; the second estimates the prevalence of leisure-time physical activity (LTPA) in small areas in the city of Belo Horizonte from 2009 to 2013 and from 2014 to 2018, observing inequalities between areas and between periods according to the Health Vulnerability Index (HVI); the third one analyses environmental factors associated with different PA behavior trajectories among adults aged 45 to 60 years over a 10-year follow-up period in the city of Brisbane, Australia. The database for the first and second studies was the Surveillance System for Risk and Protective Factors for Chronic Diseases by Telephone Survey in Brazil (Vigitel). For time trend analysis, Prais-Winsten regression was applied to several PA indicators, presented for the total population and by sex, age, education level, and region. The main findings showed that, for the total population, the trends in PA were positive and significant (β = 0.614; p = 0.010), as well as for total screen time (β = 1.319; p = 0.001), demonstrating an increasing trend in the prevalence of these two indicators in the Brazilian population during the analysed period. Subsequently, spatial estimates were performed in small areas for the city of Belo Horizonte, based on an artificial intelligence (AI) technique called k-means, which allowed for a more cohesive and homogeneous regrouping of the city's census tracts according to territorial characteristics described by the HVI. After the formation of subgroups or clusters derived from the HVI groups, LTPA prevalence estimates were calculated using the post-stratification weights of the Vigitel sample. Differences in prevalence between periods and between clusters were calculated in percentage points (p.p.). In the first period, LTPA prevalence ranged from 23.70% in a cluster derived from the very high-risk stratum to 45.55% in a cluster derived from the low-risk stratum (difference of 21.9 p.p.). In the second period, from 2014 to 2018, prevalences also ranged from 31.82% to 52.81% in the highest and lowest vulnerability strata, respectively (difference of 21.0 p.p.). Estimation in small areas allowed for the observation of patterns of inequality between areas. It was observed that, despite the increase in the prevalence of LTPA in the clusters between the two periods, the difference between them did not decrease from the first to the second period analysed, especially between the groups derived from the low HVI risk compared to those of medium, high, and very high risk. Finally, the third study used a longitudinal database from Australia, HABITAT, or "How Brisbane Areas Influence Health and Physical Activity," and investigated the relationship between environmental determinants and LTPA trajectories, that is, the factors related to belonging to one or another behavioral trajectory for PA over time. The definition of trajectories for the individuals in the sample was performed using the Group-Based Trajectory Modeling (GBTM) method. More details of this method are in the corresponding section. For association analysis, a robust multinomial logistic regression model was applied. All environmental variables (analysed for small areas or neighborhoods) were categorized into tertiles, including: bike path length, area of park, residential density, street connectivity, land use mix, and street light count per neighborhood. The model was adjusted for sex, age, education, income, living arrangements, time living at current address, and neighborhood socioeconomic classification. Statistically significant associations were observed between the middle tertile of bike path length and a lower probability of belonging to the low-level of LTPA over time [OR = 0.55 (95% CI: 0.36 – 0.84)]; and between the average tertile of street connectivity and a lower probability of belonging to low-level [OR = 0.67 (0.51 – 0.87)] and increasing-level [OR = 0.76 (95% CI: 0.61 – 0.94)] LTPA trajectories. Thus, some environmental characteristics were associated with better patterns of LTPA during the transition from adulthood to old age. In short, this thesis started from cross-sectional national analyses and moved on to more granular and longitudinal territorial analyses, proposing a more sensitive surveillance to territorial inequalities. Local surveillance allows for the formulation of more assertive public policies.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1943
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectAtividade Física
dc.subjectVigilância em Saúde Pública
dc.subjectAnálise de Pequenas Áreas
dc.subjectAmbiente Construido
dc.subjectPerspectiva de Curso de Vida
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherAtividade física
dc.subject.otherVigilância em saúde pública
dc.subject.otherAnálise de pequenas áreas
dc.subject.otherAmbiente construído
dc.subject.otherPerspectiva de curso de vida
dc.titleVigilância da atividade física: análise de tendências e perspectivas com inteligência artificial e estudos longitudinais
dc.title.alternativePhysical activity surveillance: trend analysis and perspectives using artificial intelligence and longitudinal studies
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Deborah Carvalho Malta
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3261263738543724
local.contributor.referee1Gustavo Velasquez Melendez
local.contributor.referee1Lidyane do Valle Camelo
local.contributor.referee1Danilo Rodrigues Pereira da Silva
local.contributor.referee1Andrea Tuchtenhagen Wendt
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3840906633669281
local.description.embargo2026-01-21
local.description.resumoA vigilância tradicional baseada em prevalências agregadas é insuficiente para orientar políticas públicas. Portanto, esta tese busca analisar os desafios contemporâneos da vigilância da atividade física (AF) através do uso de métodos diversos, como as análises de tendência, a inteligência artificial para estimativas em pequenas áreas e o uso de análises longitudinais, contribuindo para discussões acerca das desigualdades territoriais e dos fatores locais influentes na prática de AF. O primeiro estudo descreve a situação geral dos indicadores de AF no Brasil de 2006 a 2021; o segundo, estima a prevalência de atividade física no tempo livre (AFTL) em pequenas áreas na cidade de Belo Horizonte de 2009 a 2013 e de 2014 a 2018, observando as desigualdades entre áreas e entre os períodos segundo Índice de Vulnerabilidade da Saúde (IVS); o terceiro, analisa fatores ambientais associados às diferentes trajetórias de comportamento de AF entre adultos de 45 a 60 anos ao longo de um período de 10 anos de acompanhamento na cidade de Brisbane, Austrália. A base de dados do primeiro e do segundo estudo foi o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico no Brasil (Vigitel). Para análise de tendências, aplicou-se a regressão de Prais-Winsten para diversos indicadores de AF, apresentados para população total e por sexo, idade, escolaridade e região. Os principais achados demonstraram que, para população total, as tendências de AFTL foram positivas e significativas (β = 0,614; p = 0.010), assim como para o tempo total de tela (β = 1,319; p = 0.001), demonstrando uma tendência de aumento na prevalência desses dois indicadores na população brasileira no período analisado. Em seguida, foram realizadas estimativas espaciais em pequenas áreas para cidade de Belo Horizonte, baseadas em uma técnica de inteligência artificial (IA) denominada k-means que permitiu reagrupar os setores censitários da cidade de forma mais coesa e homogênea segundo características do território descritas pelo IVS. Após a constituição dos subgrupos ou clusters derivados dos grupos do IVS, as estimativas de prevalência de AFTL foram calculadas por meio do uso dos pesos de pós-estratificação da amostra do Vigitel. As diferenças na prevalência entre os períodos e entre os clusters foram calculadas em pontos percentuais (p.p.). No primeiro período, a prevalência de AFTL variou de 23,70% em um cluster derivado do estrato de muito elevado risco até 45,55% em um cluster derivado do baixo risco (diferença de 21,9 p.p.). No segundo período de 2014 a 2018, as prevalências também variaram de 31,82% até 52,81% nos estratos de maior e menor vulnerabilidade, respectivamente (diferença de 21,0 p.p.). A estimação em pequenas áreas permitiu observar padrões de desigualdade entre áreas. Foi observado que, apesar do aumento na prevalência de AFTL nos clusters entre os dois períodos, a diferença entre eles não diminuiu do primeiro para o segundo período analisado, sobretudo entre os grupos derivados do IVS de baixo risco em relação aos de médio, elevado e muito elevado risco. Por fim, o terceiro trabalho utilizou um banco de dados longitudinal da Austrália, HABITAT, ou “Como as Áreas de Brisbane Influenciam a Saúde e a Atividade Física”, e investigou a relação entre determinantes ambientais e trajetórias de AFTL, ou seja, os fatores relacionados com o pertencimento à uma ou outra trajetória de comportamento para prática de AF ao longo do tempo. A definição de trajetórias para os indivíduos da amostra foi realizada pelo método de Modelagem de Trajetória Baseada em Grupo (GBTM). Mais detalhes deste método estão em seção correspondente. Para análise de associação, aplicou-se regressão logística multinomial robusta. Todas as variáveis do ambiente (analisadas para pequenas áreas ou bairros) foram categorizadas em tercis, incluindo: comprimento das ciclovias, área total de parques, densidade de moradias, conectividade das ruas, uso misto do solo e número de postes de iluminação pública por vizinhança. O modelo foi ajustado por sexo, idade, escolaridade, renda, condições de moradia, tempo de moradia no endereço e classificação socioeconômica do bairro. Foram observadas associações estatisticamente significativas entre o tercil médio de comprimento de ciclovias e uma menor probabilidade de pertencimento à trajetória de baixo nível de AFTL ao longo do período de acompanhamento [OR = 0,55 (IC 95%: 0,36 – 0,84)]; e entre o tercil médio de conectividade das ruas e uma menor probabilidade de pertencimento às trajetórias de baixo [OR = 0,67 (0,51 – 0,87)] e crescente [OR = 0,76 (IC 95%: 0,61 – 0,94)] níveis de AFTL. Assim, algumas características ambientais foram associadas com melhores padrões de prática de AFTL na transição da fase adulta para velhice. Em suma, esta tese partiu de análises nacionais transversais e avançou para análises territoriais mais granulares e longitudinais, propondo uma vigilância mais sensível às desigualdades territoriais. Uma vigilância local permite a formulação de políticas públicas mais assertivas.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-4816-6582
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA

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