Estudo imunofenotípico da leucemia linfoblástica na criança: associação com a situação sócio-econômica e outros fatores biológicos ao diagnóstico
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Roberto Passetto Falcao
Olindo Assis Martins-filho
Paulo Augusto Moreira Camargos
Olindo Assis Martins-filho
Paulo Augusto Moreira Camargos
Resumo
O imunofenótipo de 147 casos consecutivos de leucemia linfoblástica infantil (LLA) foi determinado, ao diagnóstico, por citometria de fluxo. As frequências relativas dos diversos subtipos imunológicos foi muito similar àquelas descritas em países desenvolvidos. As LLA foram subclassificadas em pré-B CD10 positivo (70%), pré-B CD10 negativo (12%) e LLA-T (16%), sendo três análises inconclusivas (2%). Os casos de LLA-B maduras foram excluídos do estudo. As LLA pré-B CD 10 positivo apresentaram o típico pico de incidência entre os 2 e 5 anos de idade. As LLA de linhagem T predominaram no sexo masculino e as pré-B CD10 negativo no sexo feminino. A hiperleucocitose mostrou forte associação dos subtipos pré-B CD10 negativo e T em relação ao pré-B CD10 positivo. Não foi verificada associação estatisticamente significativa entre as variáveis sócio-econômicas (renda per capita familiar, consumo energético mensal, condições de habitação) e nutricionais (escores z para peso e estatura em relação à idade) e os três subtipos imunológicos estudados. Os resultados sugerem, portanto, que a influência negativa de fatores sócio-econômicos e nutricionais sobre o prognóstico da LLA no se explica por diferenças na distribuição dos imunofenótipos. Este estudo só se completará, entretanto, com o seguimento mais prolongado dos casos e com uma análise de sobrevida que utilize metodologia de ajuste multivariado.
Abstract
Immunophenotypes of one hundred and forty seven cases of childhood acute lymphoblastic leukemia (ALL) were performed by flow cytometry at diagnosis. The relative frequencies of the immunological subtypes were very similar to those described in developed countries. Cases were subclassified in pre-B CD10 positive (70%), pre-B CD10 negative (12%) and T-ALL (16%); three analysis were inconclusive (2%). Children with ALL of mature B type were not entered into this study. The typical incidence peak at age 2-5 years was observed among the pre-B CD10 positive cases. ALL of T lineage predominated in males, while the pre-B CD10 negative cases were more prevalent in females. The high white cell count had strong independent significance when subtypes pre-B CD10 negative and T were compared to subtype pre-B CD10 positive. There was no significant difference in between the socio-economic status (familial monthly per capita income and daily energy consumption, housing condition) and nutritional variables (height and weight for age z scores) and the three immunological subtypes studied. Therefore, our results suggest that the negative influence of socio-economic status and nutritional condition on the prognosis of ALL is not explained by differences in the distribution of immunological subtypes. This study argues for a prolonged follow-up of the cases and for a disease-free survival multivariate analysis.
Assunto
Leucemia-linfoma linfoblástico de células precursoras, Classe social, Imunofenotipagem, Medicina, Citometria de fluxo
Palavras-chave
Leucemia linfoblástica aguda, Situaço sócio-econômica, Imunofenotipagem, Nutriço