Narrevivências de pessoas pretas

dc.creatorValdiceia Miranda Machado Bouzada
dc.date.accessioned2024-07-16T15:05:42Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:01:10Z
dc.date.available2024-07-16T15:05:42Z
dc.date.issued2024-03-07
dc.description.abstractRacism impacts on the mental health of the black population, not considering its effects on people's subjectivity, it constitutes an act of violence, once the processes of illness are collective and occur in the field of occupational processes, with the narrative being a “taking care of oneself”, which enables awareness of one’s own existence, permission for transformations. Objective: To verify the configurations of experiences of racism, discrimination, prejudice and the relationship with the mental health of black people using mental health services in the city of Belo Horizonte by listening to narratives from their daily lives. Research trajectory: It is a qualitative study. It was carried out by sharing with 19 people, black men and women, users of CERSAM - Centro de Referência em Saúde Mental de Belo Horizonte - Belo Horizonte Mental Health Reference Center. Data collection took place through individual meetings. The narratives are organized as “narrreviências”, paraphrasing Conceição Evaristo’s “escrevivências”. Discussion: The narrreviências bring a path of pain that crosses a collective of bodies deprived of a social place. The discussions revolve around interracial family relationships; family abandonment, the relationship with power devices; violence against women; issues of race and the discourse of racial democracy; hypermedicalization; and last but not least, the issue of research neutrality. Results: This study proposes reflections that point to the responsibilities of health professionals in relation to the manifestation of ethnic-racial issues and oppression in clinical practice, as well as affirming the importance of ethically racialized listening, attentive to the violation of rights and threats to the mental health of the black population
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/70718
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDemocracia
dc.subjectOcupação
dc.subjectRacismo
dc.subjectViolência
dc.subject.otherDemocracia Racial
dc.subject.otherOcupação
dc.subject.otherRacismo
dc.subject.otherSaúde Mental
dc.subject.otherViolência
dc.titleNarrevivências de pessoas pretas
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Cristiane Myrian Drumond de Brito
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4996964645007335
local.contributor.referee1Cristiane Myriam Drumond de Brito
local.contributor.referee1Andrea Ruzzi Pereira
local.contributor.referee1Maria Madalena Magnabosco
local.contributor.referee1Rosangela Gomes da Mota de Souza
local.contributor.referee1Genesco Alves de Souza
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4327796934354976
local.description.resumoO racismo impacta sobre a saúde mental da população preta, não considerar os seus efeitos sob a subjetividade das pessoas, configura-se um ato de violência, uma vez que os processos de adoecimento são coletivos e se dão no campo dos processos ocupacionais, sendo a narrativa um “ocupar-se de si”, que possibilita a consciência da própria existência, permissão para transformações. Objetivo: verificar configurações das experiências de racismo, discriminação, preconceito e a relação com a saúde mental de pessoas pretas usuárias de serviços voltados à saúde mental da cidade de Belo Horizonte, por meio da escuta de narrativas de seus cotidianos. Trajetória de pesquisa: é um estudo de natureza qualitativa. Foi realizado por meio do compartilhamento com 19 pessoas, sendo homens e mulheres pretas e pretos, usuários do Centro de Referência em Saúde Mental de Belo Horizonte. A coleta de dados se deu por meio de encontros individuais. As narrativas estão organizadas como “narreviências”, parafraseando as “escrevivências” de Conceição Evaristo. Discussão: as narrevivências trazem um percurso de dor que atravessa um coletivo de corpos destituídos de um lugar social. As discussões dialogam em torno das relações familiares inter-raciais; do abandono familiar, da relação com os dispositivos de poder; da violência contra a mulher; das questões de raça e do discurso da democracia racial; da hipermedicalização; e, por último, não menos importante, a questão da neutralidade da pesquisa. Resultados: este estudo propõe reflexões que apontam para as responsabilidades dos profissionais de saúde em relação à manifestação das questões étnico-raciais e das opressões na prática clínica, assim como afirmam a importância de uma escuta eticamente racializada, atenta à violação de direitos e às ameaças cotidianas à saúde mental da população preta.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-2149-6044
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos da Ocupação

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