Que falta faz viajar? A restrição à experiência turística e seus consequentes: bem-estar subjetivo, desejo de viajar, risco percebido e intenção de viajar
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
What is needed to travel? the restriction on the tourist experience and its consequences: subjective well-being, desire to travel, perceived risk and intention to travel
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Identificada uma nova síndrome respiratória, causada pelo vírus Severe Acute Respiratory Syndrome
Coronavirus 2, vários países adotaram o isolamento social como medida para reduzir a dispersão do
vírus. Assim, o incentivo à experiência turística foi cerceado devido às restrições de viagem e
fechamento de fronteiras. A restrição à experiência turística pode ser marcada pela possibilidade de
inúmeros consequentes de natureza sociopsicológicos que podem condicionar o comportamento futuro
do turista. Faz-se necessário, então, compreender o fenômeno da restrição à experiência turística e
determinados os elementos sociopsicológicos circundantes ao fenômeno que condicionam o
comportamento do turista com hábito de viagem. Dada à lacuna, a partir da compreensão do fenômeno
da restrição a experiências turística e os elementos sociopsicológicos associados a pesquisa tem como
propósito observar, as relações existentes entre a restrição a experiência turística e os elementos
sociopsicológicos bem-estar subjetivo, desejo de viajar, percepção de risco à saúde e intenção de
viajar. Para o alcance desse objetivo um roteiro de entrevista semiestruturado foi desenvolvido,
fundamentado nas teorias de Turismo e Marketing Experiencial, Psicologia Positiva, Teoria da
Satisfação do Desejo e aplicado com turistas que tinham hábitos de viagem. A análise do material se
deu por meio do software Iramuteq, que possibilitou a identificação dos fatores emergentes na
perspectiva do turista. Foi desenvolvido um instrumento de pesquisa a uma amostra de 450
respondentes, tratado e analisado por meio da análise multivariada de dados de modo a observar a
associação entre os fatores e a restrição e a intenção de viagem. Os resultados qualitativos indicaram
que os aspectos sociopsicológicos circundantes a restrição na visão de sujeitos com hábitos de viagem,
foram respectivamente, bem-estar subjetivo, desejo de viajar, risco percebido à saúde e intenção de
viajar. Os resultados quantitativos apontam associações significativas entre restrição à experiência
turística, desejo de viajar e risco percebido à saúde, porém não atesta uma associação entre restrição à
experiência e bem-estar subjetivo. Nesse sentido, a pesquisa evidencia que o comportamento do
turista, quanto à intenção de viagem, pode ser condicionado pelo desejo genuíno de viajar e a
percepção de risco do turista. Diante dos resultados, conclui-se que os elementos sociopsicológicos
relacionados ao bem-estar, desejo de viajar, risco percebido a saúde e a intenção de viajar são fatores
considerados emergentes no turistas, dado o contexto de restrição. Contudo, os elementos
condicionadores do comportamento preponderantes são o desejo de viajar e o risco percebido a saúde
do turista, visto que o bem-estar subjetivo do turista não apresentou alterações dado o panorama da
restrição turística e sua causa.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Restrição à Experiência Turística, Bem-estar subjetivo, Desejo de viajar, Risco percebido, Intenção de viajar