Eficácia do praziquantel no tratamento da esquistossomose mansônica: comparação das dosagens por via oral de 50 mg/kg versus 80 mg/kg de peso corporal

dc.creatorLeonardo Campos de Queiroz
dc.date.accessioned2019-09-30T14:03:28Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:14:12Z
dc.date.available2019-09-30T14:03:28Z
dc.date.issued2005-11-09
dc.description.abstractThe efficacy of oral praziquantel in the treatment of schistosomiais - around 70% - has been considered low by most public health institutions in different countries. To evaluate the efficacy of higher doses of praziquantel in the treatment of chronic schistosomiasis mansoni a randomized, triple masked study, using praziquantel in two different doses was set up. 288 patients with eggs of S. mansoni in the stools, from a community in Governador Valadares (MG), with a prevalence for schistosomiasis of 22.5%, were randomized in two distinct groups; i) 145 (Group 1) received 80 mg/kg, body weight of oral praziquantel divided in two equal doses given with one hour interval; ii) 143 (Group 2) received 50 mg/kg, body weight of oral praziquantel - and to keep the study masked, they were given a dose of placebo one hour later. Before treatment all patients were subjected to clinical and ultrasonographic examination. The cure assessment was performed by repeating two stool examinations at 30, 90 and 180 days after treatment. The cure rates were of 89,7% for group 1 and 83,9% for group 2. As the study groups were comparable, adjustments were not needed before statistical analysis. The adverse events were as frequent and of the same sort of those already described in the literature; nevertheless, they were more frequent in Group 1 patients, when the adverse events were investigated 48 hours after treatment. The morbidity of schistosomiasis, evaluated by clinical and ultrasonographic examination, was low with a few cases of light periportal fibrosis and splenomegaly. In summary, there was no difference in the efficacy of both therapeutic doses of praziquantel assayed herein. It was observed higher frequency of adverse effects in the group treated with higher dose (80 mg/kg/body weight).
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/30149
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subject.otherPraziquantel
dc.subject.otheresquistossomose
dc.subject.otherEnsaio clínico
dc.subject.otherMorbidade
dc.titleEficácia do praziquantel no tratamento da esquistossomose mansônica: comparação das dosagens por via oral de 50 mg/kg versus 80 mg/kg de peso corporal
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1José Roberto Lambertucci
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0350452564937100
local.contributor.referee1José Rodrigues Coura
local.contributor.referee1Cid Sérgio Ferreira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0887191570413527
local.description.resumoA eficácia do praziquantel no tratamento da esquistossomose - cerca de 70% - tem sido considerada insatisfatória pelos serviços de saúde pública de vários países. Para avaliar a eficácia de doses elevadas de praziquantel em pacientes com esquistossomose mansônica crônica realizou-se estudo aleatorizado, triplo mascarado, usando praziquantel em duas dosagens diferentes. Os 288 pacientes que eliminavam ovos de S. mansoni nas fezes, de uma comunidade de Governador Valadares (MG), com prevalência de 22,5%, selecionados para o estudo, foram alocados aleatoriamente em dois grupos: i) 145 (Grupo 1) receberam o praziquantel por via oral na dose de 80 mg/kg de peso, fracionado em duas tomadas iguais com intervalo de uma hora; ii) 143 (Grupo 2) receberam o praziquantel por via oral na dose única de 50 mg/kg de peso - e, para manter o estudo mascarado, uma hora depois, o placebo. Os pacientes submeteram-se, antes do tratamento, ao exame clinico e ao ultra-som do abdome. O controle de cura foi realizado 30, 90 e 180 dias após o tratamento através da realização de dois exames de fezes, por indivíduo, em cada ocasião. As taxas de cura encontradas foram de 89,7% no Grupo 1 e de 83,9% no Grupo 2. Os grupos eram comparáveis em todos os aspectos observados, não sendo necessários ajustamentos para a realização da análise estatística. Os dois esquemas terapêuticos não apresentaram diferença de eficácia no presente estudo. Os efeitos adversos foram semelhantes àqueles já descritos na literatura, mas, foram mais freqüentes nos pacientes tratados com a dose de 80 mg/kg de peso, quando estes efeitos foram avaliados 48 horas após o tratamento. A morbidade relacionada à doença revelou-se baixa, sendo encontrados poucos casos com discreta fibrose periportal e esplenomegalia. Concluiu-se que os dois esquemas erapêuticos possuem eficácia semelhante. Observou-se maior freqüência de efeitos adversos com a dosagem de 80 mg/kg de peso corporal.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Infectologia e Medicina Tropical

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