O escritor andarilho por entre montes, letras, vales e memórias: Alfredo Camarate e a construção de Belo Horizonte

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Myriam Correa de Araujo Avila
Rita Lages Rodrigues

Resumo

Este trabalho consiste em uma leitura das crônicas de Alfredo Camarate sobre o processo demolição do Arraial de Belo Horizonte e a construção da Nova Capital (no caso a cidade de Belo Horizonte), publicadas no jornal Minas Gerais durante o ano de 1894. Procura-se compreender como o arquiteto português Alfredo Camarate, então membro da Comissão Construtora da Nova Capital, constrói com suas crônicas, intituladas 'Por montes e vales', um discurso no limiar entre o relato de viagem e a crônica histórica. Aventamos a hipótese de que a produção do autor, além de legitimar o projeto modernizador que se instaura com a construção da nova capital, registra a construção desta por meio do apagamento da memória do Arraial do Belo Horizonte - local que, segundo Camarate, estaria vinculado a uma memória histórica da monarquia que deveria ser apagada. Para tanto examinamos os aspectos do gênero utilizado pelo português (a crônica), além de dialogarmos com proposições da sociologia literária e com as noções de narrador, história, modernidade e ruína, tal como propostas por Walter Benjamin

Abstract

Este trabajo consiste en la lectura de las crónicas de Alfredo Camarate en la demolición del Arraial do Belo Horizonte y la construcción de la nueva capital (en este caso la ciudad de Belo Horizonte) Proceso, publicado en lo periódico de Minas Gerais durante el año 1894. Buscados entender cómo el arquitecto portugués Alfredo Camarate, entonces miembro de la Comisión de Nueva Construcción de Capital, se basa en su crónica, titulada "Sobre las colinas y los valles", un discurso en el umbral entre la relación de viaje y la crónica histórica. Aventamos la hipótesis de que la producción del autor, además de legitimar el proyecto de modernización que se establece con la construcción de la nueva capital, registra, según Camarate, la intención de supresión de la memoria monarquico del Arraial do Belo Horizonte. Para examinar los dos aspectos del género utilizado por los portugueses (crónica), y dialogarmos proposiciones de la sociología y nociones literarias del narrador, la historia, la modernidad y la ruina, según lo propuesto por Walter Benjamin.

Assunto

Narrativa (Retórica), Belo Horizonte (MG) História, Crônicas brasileiras História e crítica, Camarate, Alfredo , 1840-1904 Por montes e vales Crítica e interpretação, Memória na literatura

Palavras-chave

história, Alfredo Camarate, narrador, Belo Horizonte, crônica

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