Fatores associados e tendências de uso e abuso de álcool entre mulheres em Belo Horizonte

dc.creatorÍsis Eloah Machado
dc.date.accessioned2019-08-09T22:10:31Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:42:50Z
dc.date.available2019-08-09T22:10:31Z
dc.date.issued2012-08-17
dc.description.abstractWomen that are traditionally considered light consumers of alcohol are, in recent years, achieving equivalent patterns of consumption than men. Due to the high social cost of alcohol use, the growing phenomenon among women deserves greater attention. The main objective of this study was to analyze the associated factors with current alcohol use and binge drinking among adult women living in Belo Horizonte, as well as temporal trends of both behaviors in the population between the years 2006 and 2011. This is a study based on data from the VIGITEL - Belo Horizonte (Telephone-based Surveillance of Risk and Protective Factors for Chronic Diseases). Alcohol use was considered when women self-reported at least one dose intake in the last 30 days and alcohol abuse was considered when four or more drinks were taken on at least one occasion at the same period. The independent variables were: sociodemographic characteristics, including age, race, education, marital status, and participation in the labor market, health status, smoking, sedentary lifestyle, recommended fruit and vegetables intake and overweight. Poisson regression was used to evaluate the possible factors associated with alcohol use and abuse. The time series were analysed using the linear regression. Alcohol use was more prevalent among younger and single women, with higher educational level and smoking habit. Alcohol abuse was associated to age, schooling, health status and smoking habit. Between 2006 and 2011, there was a decrease in the prevalence of usual and abusive alcohol consumption, and the rat of women who reported regular alcohol use, suffered a decrease of 19.9%, and, with respect to abuse, there was a decrease of 12.1%. However, the decrease trends of alcohol use (p=0.388) and abuse (p=0.908) arent statistically significant. Although the general trends have presented these results, were observed differences between groups. With respect to alcohol use, was observed decrease in prevalence in the range of schooling from 9 to 11 years (p=0.048) and those who had more healthy diet (p=0.014). Despite alcohol abuse, an increase in prevalence in women with education upper 12 years (p=0.019). The proportion of women who reported driving after an episode of alcohol abuse ranged between 0.0% and 0.5% during the six years studied, and in 2011, was observed the lower prevalence Thus, its necessary prevention policies of alcohol abuse among women, especially between younger, those with high education, those who do not live in a stable union, those who rated their health as better and smokers, the identified groups most likely to exhibit this behavior.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/GCPA-8Y5H5N
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEstudos Retrospectivos
dc.subjectIdoso
dc.subjectHumanos
dc.subjectVigilância Epidemiológica
dc.subjectMeia-Idade
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectConsumo de Bebidas Alcoólicas/tendência
dc.subjectQuestionários
dc.subjectTabagismo
dc.subjectAdolescente
dc.subjectBrasil
dc.subjectFatores Socioeconômicos
dc.subjectAdulto
dc.subjectMulheres
dc.subjectEstilo de Vida Sedentário
dc.subjectEntrevistas como Assunto
dc.subjectAlcoolismo
dc.subjectFeminino DecS
dc.subject.otherConsumo de Bebidas Alcoólicas
dc.subject.otherVigilância Epidemiológica
dc.subject.otherMulheres
dc.titleFatores associados e tendências de uso e abuso de álcool entre mulheres em Belo Horizonte
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Francisco Carlos Felix Lana
local.contributor.advisor1Deborah Carvalho Malta
local.contributor.referee1Adriano Marcal Pimenta
local.contributor.referee1Waleska Teixeira Caiaffa
local.description.resumoAs mulheres, tradicionalmente consideradas consumidoras leves do álcool, estão, nos últimos anos, alcançando padrões de consumo equivalentes aos dos homens. Devido ao elevado custo social do uso de álcool, o crescente fenômeno entre as mulheres merece grande atenção. O objetivo do presente estudo foi analisar os fatores associados ao uso habitual e abuso de álcool entre mulheres adultas no município de Belo Horizonte, bem como as tendências temporais desses dois comportamentos na população entre os anos de 2006 e 2011. Trata-se de um estudo baseado nos dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Considerou-se uso habitual, referência de ingestão de pelo menos uma dose de bebida alcoólica e abuso, ingestão de quatro ou mais doses em pelo menos uma ocasião nos 30 dias anteriores à entrevista. As variáveis independentes avaliadas foram: aspectos sociodemográficos, incluindo faixa etária, cor da pele, escolaridade, estado civil e inserção no mercado de trabalho; e de saúde, tabagismo, sedentarismo, consumo recomendado de frutas legumes e verduras e excesso de peso. A regressão de Poisson foi utilizada para avaliar os possíveis fatores associados ao uso e abuso de álcool no ano de 2011. As tendências temporais foram avaliadas por meio de regressão linear simples. O uso habitual de álcool foi mais prevalente entre as mulheres mais jovens, bem como as de maior escolaridade, as que não viviam em união estável e as fumantes (p<0,05), enquanto o abuso esteve associado à faixa etária mais jovem, alta escolaridade, classificação do estado de saúde como ruim e tabagismo (p<0,05). Com relação às tendências temporais, entre 2006 e 2011, observou-se decréscimo nas prevalências de uso habitual e de abuso de álcool, sendo que, a proporção de mulheres que informaram fazer uso habitual de álcool, sofreu diminuição de 19,9%, e, com relação ao abuso, houve diminuição de 12,1%. No entanto, as tendências de diminuição não são estatisticamente significativas (Uso habitual: p=0,388; e abuso de álcool: p=0,908). Embora as tendências gerais tenham apresentado esses resultados, foi observado decréscimo nas prevalências de uso habitual de álcool na faixa de escolaridade entre 9 e 11 anos (p=0,048) e entre as mulheres que apresentaram alimentação mais saudável (p=0,014). Quanto ao abuso de álcool, ocorreu aumento nas prevalências em mulheres com escolaridade acima de 12 anos (p=0,019). A proporção de mulheres que relataram dirigir após episódio de abuso de álcool variou entre 0,0% e 0,5%, sendo que em 2011, foi observada a menor proporção. Faz-se necessária a aplicação de políticas intersetoriais de prevenção do consumo abusivo de álcool entre as mulheres, principalmente entre as mais jovens, as com elevada escolaridade, as fumantes, as que apresentam bom estado de saúde e que não vivem em união estável, grupos identificados com maior probabilidade de apresentar este comportamento.
local.publisher.initialsUFMG

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