Les inégalités d'accès aux ressources urbaines dans les franges périurbaines de Lille et Belo Horizonte (Brésil)

dc.creatorEugenia Doria Viana Cerqueira
dc.date.accessioned2019-08-12T23:29:03Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:01:45Z
dc.date.available2019-08-12T23:29:03Z
dc.date.issued2018-11-27
dc.description.abstractCette recherche trouve son origine dans le constat selon lequel le périurbain devient progressivement plus complexe et que lhomogénéité présumée de ces espaces devrait être remise en question. En effet, l'étalement urbain est maintenant caractérisé par une série de processus post-suburbains multiples, inégaux et émergents, qui prennent des formes spécifiques dans des contextes spatio-temporels distincts. Dès lors, nous visons à examiner les impacts des évolutions récentes observées dans les franges périurbaines de Lille et de Belo Horizonte sur laccès (potentiel et effectif) aux équipements urbains quotidiens (commerces, services, équipements de santé et de loisirs). Cet exercice comparatif, qui ne peut pas être réduit aux critères socioéconomiques et démographiques, propose de se concentrer sur les processus ordinaires qui contribuent à façonner les modes de vie des habitants périurbains. Dans un premier temps, les résultats montrent que, même si les grandes tendances se révèlent similaires dans les deux contextes, la métropole lilloise semble bénéficier aux groupes de classe moyenne, tandis que Belo Horizonte semble être plus polarisée. Deuxièmement, les résultats des entretiens semi-directifs menés avec les habitants des franges périurbaines montrent que leur accès aux ressources urbaines passe par une série de contraintes, stratégies et arbitrages, comme la trajectoire résidentielle des ménages, loptimisation des déplacements etc. L'analyse souligne à la fois la prédominance de la dépendance automobile dans les espaces de densité intermédiaire et la diversité des comportements de déplacement et des stratégies de mobilité, qui sont influencés non seulement par les caractéristiques individuelles, mais également par les structures spatiales et locales.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MMMD-BAEGBQ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPlanejamento urbano Belo Horizonte, Região Metropolitana de (MG)
dc.subjectPlanejamento urbano França
dc.subjectUrbanização
dc.subjectTransporte urbano
dc.subject.otherServiços urbanos
dc.subject.otherBrasil
dc.subject.otherAcessibilidade
dc.subject.otherMetropolização
dc.subject.otherPeriurbano
dc.titleLes inégalités d'accès aux ressources urbaines dans les franges périurbaines de Lille et Belo Horizonte (Brésil)
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Jupira Gomes de Mendonca
local.contributor.advisor1Renaud Le Goix
local.contributor.referee1Benjamin Motte-Baumvol
local.contributor.referee1Paul Cary
local.contributor.referee1Sylvie Fol
local.contributor.referee1Alexandre Magno Alves Diniz
local.description.resumoA presente pesquisa baseia-se na observação de que as áreas periurbanas vêm se tornando progressivamente mais complexas e que a suposta homogeneidade de tais espaços deve ser questionada. De fato, a expansão urbana caracteriza-se atualmente por uma série de processos pós-suburbanos múltiplos, desiguais e emergentes, que assumem formas específicas em contextos espaço-temporais distintos. Nesse sentido, pretende-se examinar os impactos das evoluções recentes observadas nas franjas periurbanas de Lille e Belo Horizonte no acesso (potencial e efetivo) às atividades urbanas diárias (lojas, serviços, equipamentos de saúde e lazer). Tal exercício comparativo, que não pode ser reduzido a critérios socioeconômicos e demográficos, propõe analisar os processos que constroem e a mobilidade dos moradores da periferia urbana. Inicialmente, os resultados mostram que, embora as principais tendências sejam semelhantes nos dois contextos, a metrópole de Lille beneficia os grupos de classe média, enquanto Belo Horizonte apresenta uma maior polarização. Em segundo lugar, os resultados de entrevistas semi-estruturadas realizadas com moradores das periferias mostram que o acesso aos equipamentos urbanos é associado a uma série de restrições, estratégias e arbitragens, como a trajetória residencial dos habitantes, a otimização dos deslocamentos etc. A análise permite destacar tanto a dependência do automóvel nas áreas periféricas, quanto a diversidade de estratégias de mobilidade, que são influenciadas não apenas pelas características individuais dos habitantes, mas também pelas configurações espaciais e locais.
local.publisher.initialsUFMG

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