A sequência portadora de formação ferrífera da Serra do Morro Escuro, Santa Maria de Itabira, Minas Gerais

dc.creatorFlavia Cristina Silveira Braga
dc.date.accessioned2019-08-14T11:34:50Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:32:20Z
dc.date.available2019-08-14T11:34:50Z
dc.date.issued2012-07-06
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MPBB-8YREXA
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectGeoquímica  Morro Escuro, Serra do (MG) 
dc.subjectMinérios de ferro  Morro Escuro, Serra do (MG)
dc.subject.otherGeoquímica
dc.subject.otherFormação ferrífera bandada
dc.subject.otherSerra do Morro Escuro
dc.subject.otherGrupo Serra da Serpentina
dc.titleA sequência portadora de formação ferrífera da Serra do Morro Escuro, Santa Maria de Itabira, Minas Gerais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Gláucia Nascimento Queiroga
local.contributor.advisor1Carlos Alberto Rosiere
local.contributor.referee1Tania Mara Dussin
local.contributor.referee1Herminio Arias Nalini Junior
local.description.resumoO presente estudo trata da caracterização petrográfica-geoquímica da sequência metamórfica encontrada na Serra do Morro Escuro, e seu posicionamento crono-estratígráfico dentro do contexto geológico regional. A área de estudo possui 131 km2 e abrange parte dos municípios de Santa Maria de Itabira, Passabém e Ferros, porção central do estado de Minas Gerais. A sequência é constituída por xistos, quartzitos, formações ferríferas handadas (itabiritos) e metaconglomerado intrudidos por diques/soleiras de anfibolito, todos metamorfisados no fácies anfibolito baixo a intermediário. Diques gabróicos de idade provável mesozóica, sem metamorfismo, cortam a sequência. Corpos da Suíte l3orrachudos estão tectonicamente intercalados na sequência metassedimentar, e compreendem sua fácies mais diferenciada. Gnaisses e migmatitos do Complexo Dona Rita ocorrem nos arredores da serra. Os itabiritos têm composição predominantemente hernatítica e textura xistosa. Itabirito magnetítico ocorre nas proximidades dos corpos de anfibolito. Hornblenda e epidoto, estão sempre presentes com proporção <10% em volume e, usualmente ocorrem próximos a auréola de contato e com os diques de anfibolito. A intrusão dessa rocha gerou metassomatismo de contato na BIF, que se manifesta pela presença de alianita e hornblenda (devido ao metassomatismo de MgO, Al2O3, Na2O e K2O). O conteúdo de SiO2 e Fetotal do itabirito varia de 47,90% a 67,83% e de 19,95% to 36,00% respectivamente. Os dados geoquímicos indicam que a formação ferrífera de Morro Escuro tem características semelhantes às sequências do tipo Lago Superior, depositadas em ambiente plataformal, subóxico a anóxico, no final do paleoproterozóico, distante da fonte de fluidos hidrotermais e livre de contaminação terrígena. O anfibolito possui composição basáltica e associação geoquímica com ambiente continental, intra-placa. Dados isotópicos Sm-Nd apresentam fator Nd fortemente negativo e idades TDM entre 1150 e 1520 Ma. O evento magmático que gerou essa rocha é atribuído à fase de abertura do rifte Araçuai, no início do Neoproterozóico (1000-850 Ma). O empilhamento estratigráfico de Morro Escuro é condizente com as Formações Meloso (xisto e quartzito), Serra do Sapo (itabirito) e Itapanhoacanga (xisto, metaconglomerado e quartzito) do Grupo Serra da Serpentina, O metaconglornerado e o quartzito posicionados sobre o itabirito, e pertencentes a Formação Itapanhoacanga, segundo dados geocronológicos U-Pb SHRIMP em zircão detrítico, apresentam idade máxima de deposição Estateriana. Esta idade é correlacionável com a da porção basal do Supergrupo Espinhaço (formações Bandeirinha e São João da Chapada). A sequência metassedimentar de Morro Escuro corresponde a uma fatia tectónica de empurrão. A estruturação tectónica e transformações metamórficas nas supracrustais desenvolveram-se ao longo da evolução do cinturão de dobramentos e cavalgamentos que afetou a bacia do Espinhaço e sequências sobrejacentes durante a orogênese Brasiliana (650-550 Ma). As supracrustais e o substrato cristalino foram afetadas com o desenvolvimento de fatias tectônicas imbricadas e tiveram suas estruturas internas obliteradas.
local.publisher.initialsUFMG

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