Jovens voluntários(as) de um cursinho popular de uma universidade pública: os sentidos e significados da experiência
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Camila Zucon Ramos de Siqueira
Bréscia França Nonato
Bréscia França Nonato
Resumo
Esta dissertação teve como objetivo compreender as experiências dos(as) jovens que atuaram como voluntários(as) no Cursinho Popular Guimarães Rosa (CPGR), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no segundo semestre de 2022. A elaboração da pesquisa partiu da discussão de referências teóricas acerca da Sociologia da Juventude e da experiência social, as quais contribuíram para as análises das trajetórias individuais de cada jovem, dos diferentes contextos de vida, do entrecruzamento de vivências diversas e dos sentidos e significados que eles têm atribuído à atuação como voluntários do cursinho popular. A pesquisa também dialogou com referenciais teóricos acerca dos percursos dos cursinhos populares e da extensão universitária no Brasil, que embasaram a investigação do histórico, da organização e do funcionamento dos cursinhos populares na UFMG. Dessa forma, o estudo ajuda a ampliar os diálogos entre as temáticas das juventudes, dos cursinhos populares e da extensão universitária. Para isso, o campo metodológico da pesquisa foi dividido em cinco fases. A primeira fase contou com o levantamento dos cursinhos populares da UFMG, por meio da plataforma do Sistema de Informação da Extensão (SIEX) da pró-reitoria de extensão da referida universidade, sendo possível conhecer o histórico deles. Na segunda fase, foi aplicado um questionário para os(as) integrantes dos cursinhos populares ativos como projetos de extensão da UFMG no ano de 2022 a fim de consultar os dados atualizados em relação às formas de organização e funcionamento. A partir disso, foi selecionado o CPGR, localizado na Faculdade de Medicina da UFMG, como campo de pesquisa. Na terceira fase da pesquisa, foi elaborado o histórico desse cursinho, por meio de uma entrevista semiestruturada com seus(suas) fundadores(as). Na quarta etapa da pesquisa, aplicou-se um questionário socioeconômico e cultural para os(as) voluntários(as) do cursinho com o objetivo de delinear o perfil dos sujeitos. Na última etapa, seis jovens foram escolhidos(as) para participar das entrevistas semiestruturadas, buscando o aprofundamento e a análise dos sentidos e significados atribuídos à experiência no CPGR. No que se refere aos resultados, foram identificados oito cursinhos populares na UFMG que também são projetos de extensão, e sete deles surgiram entre os anos de 2018 e 2020. No caso do CPGR, o questionário apontou que, predominantemente, os(as) voluntários(as) são jovens entre 20 e 29 anos (88%), brancos(as) (64%), provenientes de escolas particulares (45%) e graduados(as) ou graduandos(as) do curso de Medicina da UFMG (61%). Em relação às repercussões gerais do cursinho na vida dos(as) jovens, os relatos demonstraram o impacto na formação humana em diferentes dimensões, constatando a potencialidade do projeto como prática educativa. Os(as) jovens também atribuíram diferentes sentidos e significados à experiência no cursinho, tal como percepções subjetivas e de autoconhecimento, compromisso social, aprendizados, realização pessoal e reciprocidade, um lugar de acolhimento e possibilidade de atuação direta. Dessa forma, a pesquisa permitiu investigar, de maneira qualitativa, o trabalho realizado por integrantes de um projeto de extensão da UFMG, exprimindo suas qualidades como prática educativa que oportuniza variadas experiências aos(às) jovens universitários(as).
Abstract
Assunto
Educação, Juventude - Aspectos sociais, Extensão universitária, Movimentos sociais, Ação coletiva
Palavras-chave
Jovens, Cursinhos populares, Extensão universitária, Movimentos sociais, Ações coletivas