Estratégia de intervenção para melhorar a adesão ao tratamento da hipertensão arterial na UBS Carlos Rodrigues Rosa Castanhal-PA

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A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das principais causas de morbimortalidade no Brasil, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Apesar da sua elevada prevalência e das possibilidades terapêuticas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), a adesão ao tratamento ainda representa um desafio persistente para as equipes de atenção primária à saúde. A presente proposta de intervenção tem como objetivo promover a melhoria da adesão ao tratamento da HAS entre os usuários da Unidade de Saúde da Família Carlos Rodrigues da Rosa, localizada no município de Castanhal (PA). Justifica-se a intervenção pela constatação de que, mesmo com 208 usuários hipertensos cadastrados e 269 consultas médicas realizadas no último semestre, o baixo desempenho do município nos indicadores de acompanhamento consultados no SISAB revela lacunas na efetividade das ações de cuidado contínuo, o que contribui para o risco elevado de complicações evitáveis. Ainda, a recorrente presença de usuários com descontrole pressórico e de relatos de não realização do tratamento prescrito durante as consultas são fatores que revelam a necessidade de intervenção. Além disso, estudos nacionais demonstram que fatores como dificuldades de acesso aos medicamentos, ausência de vínculo com os profissionais, baixa percepção de risco e desinformação estão entre as principais causas de não adesão. A proposta está alinhada ao Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) (PLANO DANT 2021-2030), à Política Nacional de Atenção Básica e ao modelo de cuidado longitudinal preconizado para a APS, reforçando o papel da ESF como coordenadora do cuidado e promotora da saúde no território. Com base nessa realidade, as ações da proposta incluem identificar os principais fatores locais que dificultam a adesão ao tratamento entre os usuários hipertensos, fortalecer a educação em saúde por meio de ações comunitárias e rodas de conversa, qualificar o processo de trabalho da equipe multiprofissional para garantir escuta qualificada, vínculo e acompanhamento regular e propor melhorias no acesso aos medicamentos e à marcação de consultas e exames. Para isso, serão realizados o planejamento para execução da estratificação de risco familiar utilizando a escala de Coelho e Savassi; a criação de um grupo focal de cuidado ao hipertenso, com encontros mensais na unidade; visitas domiciliares educativas pelos agentes comunitários de saúde; agendamento programado de consultas com equipe mínima e apoio matricial quando necessário; articulação com a farmácia básica para garantir a regularidade da medicação; distribuição de material educativo e registro sistemático dos dados em prontuário. Trata-se de uma intervenção viável, orientada pelas necessidades identificadas no território e pelas diretrizes do SUS. Os resultados esperados incluem o aumento da adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso, a ampliação do vínculo entre usuários e equipe de saúde, a redução de internações por complicações da HAS e a melhoria no desempenho dos indicadores do novo modelo de financiamento em saúde relacionados à hipertensão.

Abstract

Assunto

Atenção Primária à Saúde, Hipertensão, Acessibilidade aos Serviços de Saúde, Adesão à Medicação, Equipe de Assistência ao Paciente, Cooperação e Adesão ao Tratamento, Programas Nacionais de Saúde, Diabetes Mellitus, Educação em Saúde, Serviços de Saúde, Atenção à Saúde, Cooperação do Paciente, Fatores Socioeconômicos

Palavras-chave

Hipertensão arterial sistêmica, Educação em saúde, Estratégia saúde da família

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