Ubuntu: perspectivas de trabalho com as relações raciais em duas escolas da rede municipal de ensino

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Primeiro orientador

Membros da banca

Yone Maria Gonzaga

Resumo

O plano de ação surge da lacuna encontrada nas instituições de ensino de um trabalho sistematizado voltado para uma educação das relações étnico-raciais. A relevância deste trabalho consiste em trazer à cena educacional outras vozes que reivindicam seu espaço na formação integral das crianças, proporcionando outras formas de ensino e aprendizagem que lançam o desafio de descolonização dos currículos. A partir dessa demanda apresentamos perspectivas para o desenvolvimento de uma educação para as relações étnico-raciais de forma sistematizada, combatendo o racismo e promovendo uma educação anti-racista. Para atingir os objetivos estabelecidos, buscou-se visibilizar os saberes da diáspora africana presentes no cotidiano, fundamentais para compreensão do negro como produtor de saberes que contribuíram para constituição da cultura afro-brasileira. A Filosofia Ubuntu foi a base para as ações pedagógicas no intuito de desconstruir os estereótipos acerca do continente Africano e apresentar às crianças uma concepção de mundo centrada na potência de vida, em que a humanidade é vivenciada e realizada com os outros, sendo um contraponto à lógica de construção de saberes eurocêntrica ainda predominante no contexto escolar. Realizou-se o movimento de adentrar o currículo no cotidiano das ações pedagógicas, a partir de estratégias como elaboração de materiais didáticos que visibilizassem a construção de saberes pela diáspora africana, a leitura de contos africanos e afro-brasileiros semanalmente, a leitura crítica a livros didáticos, vivências, rodas de conversa, reflexão a partir de provérbios africanos, o uso de símbolos Adinkra e o cuidado estético com imagens na elaboração de atividades, buscando a representatividade da população negra positivamente. As ações do projeto foram sistematizadas em um caderninho de descobertas, que cumpriu o papel de um registro de campo, potencializando a leitura e escrita dos (as) estudantes. Como resultados podemos sinalizar o processo de racialização das crianças a partir das reflexões do projeto, assim como a construção de saberes que permitem uma leitura mais crítica da realidade que lhes cerca. A partir das ações desenvolvidas foi possível constatar que para combater o racismo é preciso disposição e coragem para enxergá-lo.

Abstract

Assunto

Relações étnicas, Relações raciais, Racismo, Filosofia africana

Palavras-chave

Relações étinico-raciais, Combate ao racismo, Filosofia Ubuntu

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