Mulheres negras quilombolas: um estudo de caso sobre agência feminina na dinâmica da geração familiar, Barrinha, Bom Jesus da Lapa, Bahia

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Universidade Federal de Minas Gerais

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O objeto de investigação deste estudo situa-se na interseção dos temas Quilombo, Gênero, Raça e Geração, buscando compreender como as mulheres quilombolas de Barrinha, Bom Jesus da Lapa, produzem suas relações de gênero, no que tange às suas agências, considerando mudanças e permanências de uma geração para outra. Os objetivos propostos pelo estudo tomaram por base a problematização a partir de pesquisas sobre mulheres quilombolas e relações de gênero. Quanto à perspectiva teórico-metodológica, o embasamento está nos estudos teóricos de Carneiro (2003), Crenshaw (2002), Davis (2016) e Hooks (2015), que dialogam sobre interseccionalidade de gênero, raça e classe social e o pensamento negro feminista; Piscitelli (2008, 2009) e Scott (1995, 2005), que discutem sobre feminismos e gênero; Hirata (2004) com a discussão sobre o care que constitui uma das agências femininas e Moutinho (2014) com a visão antropológica sobre o estado da arte sobre o feminismo no Brasil. O que tem justificado a proposição deste empreendimento acadêmico-científico é a importância que os contextos específicos conquistaram na atualidade, sobretudo, as pesquisas que focalizam experiências pessoais e histórias de vida dos sujeitos. Os procedimentos metodológicos desenvolvidos sob abordagem qualitativa, utilizaram técnicas de pesquisa inerentes aos estudos de caso, como entrevista semiestruturada e observação participante, bem como registros fotográficos e áudios. A análise de conteúdo foi a técnica utilizada para o tratamento dos dados. O estudo apontou permanências e mudanças. Permanências: o cuidado como atribuição feminina ocorre em todo o processo de desenvolvimento das pessoas para a reprodução do grupo. Entre as envolvidas estão mães, parentes, vizinhas e avós; há dupla/tripla jornada de trabalho nas duas gerações; o trabalho reprodutivo e educação são atributos, exclusivamente, femininos; trabalhos pesados realizados por mulheres considerados como masculinos tendem à naturalização. Mudanças: liberdade para trabalhar fora; lutas por equidade racial e de gênero, potencializadas pelo aumento do nível de consciência; educação não sexista. Espera-se que este estudo possa trazer contribuições no sentido de evidenciar novas formas de atuação feminina que possam transformar a vida pessoal e da comunidade. Almeja-se que este trabalho contribua com o mundo acadêmico, pois, ao se ancorar nos conhecimentos acumulados nas análises das categorias Quilombo, Gênero, Raça e Geração, poderá incrementar os conhecimentos nesse campo de pesquisa, haja vista que na revisão de literatura não encontramos estudos que contemplassem o conjunto dessas categorias.

Abstract

Assunto

Educação, Educação - Relações raciais, Educação - Relações etnicas, Educação - Relações de gênero, Educação feminina - Relações etnicads, Quilombolas - Mulheres, Quilombos - Aspectos educacionais, Quilombos - Relações de gênero, Quilombos - Bom Jesus da Lapa (BA), Bahia - Educação, Bom Jesus da Lapa (BA) - Educação

Palavras-chave

Quilombo, Gênero, Raça, Geração Familiar, Territorialidade

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