Narrativas de vida de Antígona (Sófocles), Sor Juana e Olympe de Gouges: a Justiça no divã da Análise do Discurso

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Life narratives of Antigone (Sophocles), Sor Juana and Olympe de Gouges: Justice on the couch of Discourse Analysis

Primeiro orientador

Membros da banca

Ida Lucia Machado
Wander Emediato de Souza
Paulo Henrique Aguiar Mendes
William Augusto Menezes
Cláudio Humberto Lessa

Resumo

A proposta desta tese apresenta como objeto de estudo narrativas de vida que marcaram os fundamentos das origens do Direito, por meio de vozes femininas enunciadoras do pensamento primitivo e fundacional que envolve a complexidade dos Direitos Humanos. O corpus é composto por epístolas, declarações, diálogos e cenas enunciativas de três expoentes literários, Antígona de Sófocles (442 a.C.), Sor Juana Inés de la Cruz (1648-1695) e Olympe de Gouges (1748-1793). Os referenciais teóricos da pesquisa concentram-se, especialmente, nas abordagens de Machado (2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019) sobre narrativas de vida, na Teoria Semiolinguística desenvolvida por Charaudeau (1983, 2001, 1992, 2012, 2013, 2014, 2015 [2005]), na Teoria da Ação Comunicativa, conforme Habermas (2014 [1962], 2010 [1971],1999 [1981], 1989 [1983], 1997 [1992], 2002 [1996]), em alguns conceitos que tocam as noções de ethos panfletário, discutidos por Amossy (2014), e na dimensão do hiperenunciador, como propõe Maingueneau (2008). Para a revisão de literatura das fontes do Direito, a pesquisa buscou traçar um mapeamento do tema, conforme delineado por teóricos da Ciência Jurídica em diálogo com a filosofia de Michel Foucault (2002 [1969], 2004 [1970]). Essa cartografia das fontes nos propiciou uma reflexão inicial acerca das noções de tradição, descontinuidade e ruptura. Como resultado da nossa pesquisa, verificamos em que medida essas vozes integrantes do corpus supracitado podem ser compreendidas como precursoras das bases valorativas que nos levariam a ressignificar as fontes do Direito pelos olhares femininos, em suas dimensões enunciativas, históricas e sociológicas.

Abstract

The proposal of this thesis presents narratives of life as a research object that marked the foundations of the origins of the Law, through female voices enunciating the primitive and foundational thought that involves the complexity of Human Rights. The corpus is composed of epistles, declarations, dialogues and enunciative scenes of three literary exponents, Antigone of Sophocles (442 BC), Sor Juana Ines de la Cruz (1648-1695) and Olympe de Gouges (1748-1793). The theoretical references of the research focus, especially, in the Machado's theoretical approaches ( 2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018) about the récit de vie, in the Semiolinguistic Theory of Charaudeau (1983, 2001, 1992, 2012, 2013, 2014, 2015 [2005]), in the Theory of Communicative Action, according to Habermas (2014 [1962], 2010 [1971],1999 [1981], 1989 [1983], 1997 [1992], 2002 [1996]), and in some concepts that touch on the notions of pamphletary ethos, according to Amossy (2014), and the dimension of the hyper-announcer, as proposed by Maingueneau (2008). For the literature review of the sources of Law, the research sought to map the theme, as outlined by legal science theorists in dialogue with the philosophy of Michel Foucault (2002 [1969], 2004 [1970]). This cartography of the sources gave us an initial reflection on the notions of tradition, discontinuity and rupture. As a result of our research, we verified to what extent these voices that compose the aforementioned corpus can be understood as precursors of the valuation bases that would lead us to re-significate the sources of Law in its enunciative, historical and sociological dimensions, by feminine views.

Assunto

Sófocles – Antígona, Juana Inés de la Cruz, 1651-1695 – Crítica e interpretação, Gouges, Olympe de, 1748-1793, Direito – História, Análise do discurso

Palavras-chave

Narrativas de Vida. Fontes do Direito. Teoria Semiolinguística. Ação Comunicativa.

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