Serviços de urgência e emergência hospitalar: atendimento não urgente nas redes de atenção às urgências, num contexto de transformações demográficas

dc.creatorJacqueline Saldanha Mendes da Costa
dc.date.accessioned2019-08-11T03:16:41Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:04:32Z
dc.date.available2019-08-11T03:16:41Z
dc.date.issued2011-10-17
dc.description.abstractThe study was carried out in a Brazilian public hospital, located in the municipality of Belo Horizonte, in Minas Gerais; it aimed at identifying determinants of the use of urgency and emergency (U&E) hospital services in cases of non-emergency condition. We choose the University Hospital Risoleta Tolentino Neves (HRTN) and the corresponding population for the area of the Health Centre Venda Nova (CSVN), located within the Sanitary District of Venda Nova (DSVN). Characterization of the non-emergency conditions among those looking for health care was done using the Manchester Triage System (Manchester Protocol). According to the Manchester Protocol, the health conditions of those looking for U&E services is classified according to severity levels: red (immediately), orange (very urgent), yellow (urgent), green (less urgent), blue (not urgent). Thus, the colors green and blue were the cases classified by this study as non-emergency care. Because of the official pact between the Belo Horizonte Municipal Department of Health (Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte) and the HRTN these patients should be sent by HRTN to the Emergency Service Units (UPA) or basic health units (UBS). To allow comparisons the study also analyses the characteristics of service users of the UPA in Venda Nova and CSVN from a health care network system point of view. UPA and UBS are pre-hospital care fixed units to attend U&E cases from DSVN/BH. Definition of factors included in the study followed Aday and Andersen's model (1974): predisposing factors, enabling factors and health needs. The research was a case study that adopted quantitative and descriptive (or deductive) data analysis, using univariate analysis. Secondary data source provided by the institutions involved in the study were used. It is a cross-sectional population-based study, covering the period from August 2009 up to July 2010. Data points out no clear objective factors which may distinguish the use of U&E hospital services in cases of non-emergency care. What distinguishes these cases from emergency conditions is pain intensity, which is a subjective factor, since it involves the individual's perception. It also points out, on one side, that primary health care networks are indeed targeting U&E conditions as not suitable for complex hospital services; and this is an achievement itself. On the other side, most of the health care carried out at HRTN and classified as U&E does not need the complexity that this hospital has; thus HRTN is not acting as a gateway to the Health System in Belo Horizonte.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/AMSA-8UYQ59
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectServiços de saude
dc.subjectDemografia
dc.subjectAssistência em emergências Belo Horizonte
dc.subject.otherUtilização de serviços de urgência e emergência
dc.subject.otherRedes de atenção às urgências e emergências
dc.subject.otherAtenção básica
dc.subject.otherUnidade de pronto atendimento
dc.subject.otherProtocolo de Manchester
dc.subject.otherMudanças demográficas
dc.titleServiços de urgência e emergência hospitalar: atendimento não urgente nas redes de atenção às urgências, num contexto de transformações demográficas
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Allan Claudius Queiroz Barbosa
local.contributor.advisor1Laura Lidia Rodriguez de Espinoza
local.contributor.referee1Dimitri Fazito de Almeida Rezende
local.contributor.referee1Monica Viegas Andrade
local.contributor.referee1Maria Rizoneide Negreiros de Araujo
local.contributor.referee1LIGIA GIOVANELLA
local.description.resumoTrata-se um estudo realizado em um hospital público do município de Belo Horizonte (BH), Minas Gerais, com o objetivo de distinguir a utilização de serviços de urgência e emergência (UE) hospitalar, por uma dada população, em situações de pouca ou não urgência de atendimento. O hospital selecionado foi o Hospital Universitário Risoleta Tolentino Neves (HRTN) e a população, a adstrita ao Centro de Saúde Venda Nova (CSVN), localizados no Distrito Sanitário de Venda Nova (DSVN). Para a qualificação das situações de pouca ou não urgência de atendimento, adotou-se a classificação de risco do Sistema de Triagem Manchester (Protocolo de Manchester). Conforme o Protocolo de Manchester, o estado de saúde de demandantes dos serviços UE é classificado em 5 níveis de gravidade: vermelho (emergente); laranja (muita urgente); amarelo (urgente); verde (pouco urgente); azul (não urgente). Assim as cores verde e azul correspondem aos casos classificados por este estudo como de não urgência de atendimento. Por meio de uma pactuação entre a Secretaria Municipal de Saúde de BH e o HRTN esses casos devem ser encaminhados por esse Hospital para atendimento nas unidades de pronto atendimento (UPA) ou unidades básicas de saúde (UBS). Assim, trabalhando sob a perspectiva das redes de atenção à saúde, e com a finalidade de contrapor às análises da utilização do serviço hospitalar, também, incluiu-se neste estudo, a análise das características da utilização dos serviços da UPA de Venda Nova e do CSVN. Essas unidades de saúde são pontos fixos, pré-hospitalar, de atenção às UE no DSVN. Para definição dos fatores incluídos no estudo baseou-se no modelo comportamental de Aday e Andersen (1974) que agrupa os fatores associados à utilização dos serviços de saúde em: fatores predisponentes, fatores capacitantes e necessidades de saúde. A pesquisa foi realizada por meio de estudo de caso, adotando como estratégia a análise quantitativa e descritiva (ou dedutiva) dos dados, por meio de análise univariada. Foram utilizados dados secundários, fornecidos pelas instituições envolvidas no estudo. Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, abrangendo o período de agosto de 2009 a julho de 2010. Conclui-se, em primeiro lugar, que não existem fatores objetivos e evidentes que possam distinguir a utilização dos serviços de UE hospitalar nos casos de pouca ou não urgência de atendimento. O que distingue esses casos dos casos de urgência é a intensidade da dor, que é considerado um fator de ordem subjetiva, por ser atrelado à percepção do indivíduo. Em segundo lugar, concluiu-se que a maioria dos atendimentos realizados pelo Pronto Socorro do HRTN não correspondem ao nível de complexidade hospitalar e que esse hospital não funciona como a principal porta de entrada para o Sistema de Saúde de BH, nos casos de UE, para a população estudada. Os dados indicam que o Centro de Saúde Venda Nova absorve a maioria desses casos, seguido da Unidade de Pronto Atendimento.
local.publisher.initialsUFMG

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