Experiências autonomistas em saúde mental: possibilidades de empoderamento

dc.creatorRegina Celi Fonseca Ribeiro
dc.date.accessioned2019-08-10T22:28:42Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:38:59Z
dc.date.available2019-08-10T22:28:42Z
dc.date.issued2017-06-08
dc.description.abstractAutonomy and empowerment are radical principles and goals in Psychosocial Care. They are polysemic concepts and appear in the literature of the field of Psychosocial Attention independently and often as synonyms. The conception of autonomy, inspired by the construction of Castoriadis, dialogues with the notion of empowerment proposed by Eduardo Mourão Vasconcelos, through reflexivity and participation proper to emancipatory political processes. This is a qualitative study, in the form of an intervention research, guided by the French Institutional Analysis (AI) framework, which advocates a new way of thinking and exercising science by understanding that research and intervention take place together, as well as the production of the object and subject of knowledge, valuing everything that stems from the researcher's position in social relations and in the institutional network. The objective ofthis research was to study the process of constructing autonomist experiences in the field of mental health, analyzing the possibilities and the challenges of the real production of autonomy and empowerment in a radio workshop that produces the program " Crazy Tuning" and in the group of theater " Research and Creation Center Frogs and Drowners". Research methods and techniques involved the conceptual and analytical tools and devices of the Institutional Analysis, such as analyzers, analysis of implication and overimplication and restitution, as well as participant observation, interview, documentary research, and records in the field notebook of the researcher. The development of the research process led to the construction of the Crazy Tuning radio program for dialogue with the conception of empowerment, which highlighted three strategies of empowerment: the fight against stigma,personal narratives of life with mental disorder and militancy. In addition to the empowerment potential, the experience has produced analyzing and instituting effects on the academic formation in mental health. The autonomous characteristic of Frogs and Drowners and the nature of its creative process was what made possible the dialogue with Castoriadis in the second phase of the study. This autonomist praxis, because essentially creative, confers appointment and a new social place that confronts the social stigma related to madness, besides reverting to social support, affection and solidarity.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-AU3LRA
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAutonomia (Psicologia)
dc.subjectSaúde mental
dc.subjectPsicologia
dc.subject.otherEmpoderamento
dc.subject.otherSaúde mental
dc.subject.otherAnálise institucional
dc.subject.otherAutonomia
dc.titleExperiências autonomistas em saúde mental: possibilidades de empoderamento
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Izabel Christina Friche Passos
local.contributor.referee1Gilles Monceau
local.contributor.referee1Claudia Maria Filgueiras Penido
local.contributor.referee1Carla Andrea Silva Lima
local.contributor.referee1Eduardo Mourão Vasconcelos
local.description.resumoAutonomia e empoderamento são princípios e metas radicais na Atenção Psicossocial. São conceitos polissêmicos e aparecem na literatura do campo da atenção psicossocial de forma independente e muitas vezes como sinônimos. A concepção de autonomia, inspirada naconstrução de Castoriadis encontra-se neste trabalho com a noção de empoderamento proposta por Eduardo Mourão Vasconcelos, por meio da reflexividade da participação próprios aos processos políticos emancipatórios. Trata-se de um estudo qualitativo, no formato de uma pesquisa intervenção, orientada pelo referencial da Análise Institucional (AI) francesa, que defende uma nova forma de pensar e exercer a ciência ao entender que pesquisa e intervenção acontecem juntas, assim como a produção do objeto e do sujeito do conhecimento, valorizando tudo o que decorre da posição do investigador nas relações sociais e na rede institucional. O objetivo desta pesquisa foi estudar o processo de construção de experiências de caráter autonomista no âmbito da saúde mental, analisando as possibilidades e os desafios de produção real de autonomia e empoderamento em uma oficina de rádio que produz o programa "Louca Sintonia" e no grupo de teatro 'Núcleo de Pesquisa e Criação Sapos e Afogados". Os métodos e técnicas de pesquisa envolveram as ferramentas e dispositivos conceituais e analíticos da AI, como os analisadores, a análise da implicação e da sobreimplicação e a restituição, bem como a observação participante, a entrevista, a pesquisa documental e os registros do caderno de campo da pesquisadora. O desenrolar do processo de pesquisa conduziu a experiência de construção do programa de rádio Louca Sintonia para odiálogo com a concepção de empoderamento, da qual se destacaram três estratégias: a luta contra o estigma, as narrativas pessoais e a militância. Além do potencial empoderador a experiência tem produzido efeitos analisadores e instituintes na formação em saúde mental A característica autonomista do Sapos e Afogados de sustentar uma independência no vínculo com rede de saúde mental de Belo Horizonte e a natureza do seu processo criativo foi o que chamou Castoriadis para o diálogo na segunda fase do estudo. Essa práxis autonomista, porque essencialmente criadora, confere nomeação e um novo lugar social que confronta o estigma social relacionado à loucura, além de se reverter em apoio social, afeto e solidariedade.
local.publisher.initialsUFMG

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