Atividades físicas adaptadas na promoção de independência funcional e qualidade de vida em indivíduos com lesão na medula espinhal

dc.creatorFelipe Caliman Reis
dc.date.accessioned2024-12-18T13:41:40Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:49:17Z
dc.date.available2024-12-18T13:41:40Z
dc.date.issued2024-08-12
dc.description.abstractSpinal cord injury (SCI) has physical, psychological and social repercussions for the affected individuals, their families and society. Adapted physical activity (APA) is a tool for developing motor skills and physical, emotional and social capacities, helping to achieve success in rehabilitation. However, there is no consensus on the effects of different types of practice on health and performance of this population, considering their sociodemographic characteristics, and little is known about the factors that interfere with adherence to practice after rehabilitation program. The general aim of this study is to investigate the association between the practice of APA and levels of quality of life (QoL) and functional independence (FI) among individuals with SCI who have been followed up in an internal rehabilitation program over a 20-year period. Specific aims are to compare levels of QoL and FI among individuals who practice para-sports, non-sports physical exercise and those who are sedentary, also evaluating the level of association of the sample's sociodemographic characteristics with these results and identifying factors associated with adherence to practice in the community. To characterize the sample and form "para-sport" (PD), "physical exercise" (PE) and "sedentary" (SE) groups, a semi-structured interview was conducted with 107 patients admitted between 2000 and 2020, who reported continuing to practice sports in the community after rehabilitation, and 37 who maintained a sedentary lifestyle. Reports were collected on barriers and facilitators to practicing in the community and questionnaires were used to assess QoL (WHOQOL-Dis-D) and FI (BrSCIM-SR). For the statistical analysis, the Kruskall- Walis test was applied to compare the scores of the scales between groups and a multiple linear regression model was adjusted to check the level of association with sociodemographic characteristics. The barriers most reported by the sample were "lack of places to practice" (26.4%), "lack of accessibility" (22.9%) and "motivation" (16.7%), while the facilitators were "rehabilitation guidance" (24.3%), "motivation" (22.2%) and "support network" (18.1%). In the QoL analysis, except for the "national" score, the PD group was superior to the SE group in all the WHOQOL-Dis-D domains and the PE group was not superior in the "social relationships", "factors" and "national" domains; there was no difference in the PD x PE comparison (p<0.017). Female participants had lower mean scores in "physical" domain [- 10.19(±4.52)] and in "general" score [-12.96(±5.38)] and aging indicated a reduction in the "general DISQOL" score [-0.156(±0.072)]. In the FI analysis, the PD group was superior to the SE group in all BrSCIM-SR scores, the PE group only in "mobility" and "total" and there was no difference between PD and EF (p<0.017). Participants with tetraplegia had lower scores than those with paraplegia. It was concluded that the practice of APA is associated with better levels of QoL and FI in the study sample, and that the practice of para-sports seems to be more effective in promoting social inclusion, autonomy and independence in self-care. It is suggested that these practices be promoted in rehabilitation programs and by public authorities, contributing to building a society that overcomes discrimination and prioritizes inclusion.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/78758
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEsportes para deficientes
dc.subjectDeficientes - Reabilitação
dc.subjectQualidade de vida
dc.subject.otherAtividade física adaptada
dc.subject.otherParadesporto
dc.subject.otherLesão medular
dc.subject.otherQualidade de vida
dc.subject.otherIndependência funcional
dc.titleAtividades físicas adaptadas na promoção de independência funcional e qualidade de vida em indivíduos com lesão na medula espinhal
dc.title.alternativeAdapted physical activities to promote functional independence and quality of life in individuals with spinal cord injury
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Marco Túlio de Mello
local.contributor.advisor1Andressa da Silva de Mello
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7852712014105032
local.contributor.referee1Edison Duarte
local.contributor.referee1Renato de Carvalho Guerreiro
local.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/1281895248234443
local.description.resumoA lesão na medula espinhal (LME) gera repercussões físicas, psíquicas e sociais aos indivíduos acometidos, familiares e sociedade. A atividade física adaptada (AFA) é uma ferramenta para desenvolvimento de habilidades motoras e capacidades físicas, emocionais e sociais, auxiliando na obtenção de êxito na reabilitação. Contudo, não há consenso sobre os efeitos de diferentes tipos de práticas na saúde e no desempenho desta população, considerando suas características sociodemográficas, e pouco se sabe sobre os fatores que interferem na adesão à prática após programa de reabilitação. O objetivo geral deste estudo é de investigar associação entre a prática de AFA e níveis de qualidade de vida (QV) e independência funcional (IF) entre indivíduos com LME acompanhados em um programa interno de reabilitação em um período de 20 anos. Pretende-se comparar níveis de QV e IF entre indivíduos que mantém prática de paradesporto, de exercícios físicos não-esportivos e sedentários, avaliando, também, o nível de associação de características sociodemográficas da amostra nestes resultados e identificando fatores associados à adesão à prática na comunidade. Para caracterização da amostra e formação dos grupos “paradesporto” (PD), “exercício físico” (EF) e “sedentários” (SE), foi realizada entrevista semiestruturada com 107 pacientes admitidos entre os anos 2000 e 2020, e que relataram ter dado continuidade de prática esportiva na comunidade após reabilitação, e 37 que mantiveram estilo de vida sedentário. Foram colhidos relatos quanto a barreiras e facilitadores para a prática na comunidade e aplicados questionários para avaliação de QV (WHOQOL-Dis-D) e IF (BrSCIM-SR). Para a análise estatística foi aplicado teste de Kruskall Walis para comparação dos escores das escalas entre os três grupos e ajustado modelo de regressão linear múltiplo para verificar nível de associação com as características sociodemográficas. As barreiras mais relatadas pela amostra foram “falta de locais para prática” (26,4%), “falta de acessibilidade” (22,9%) e “motivação” (16,7%), e os facilitadores foram “orientação em reabilitação” (24,3%), “motivação” (22,2%) e “rede de apoio” (18,1%). Na análise de QV, exceto para o escore “nacional”, o grupo PD foi superior ao SE em todos os domínios do WHOQOL-Dis-D e o grupo EF não foi superior nos domínios “relações sociais”, “fatores” e “nacional”; não houve diferença na comparação PD x EF (p<0,017). Participantes do sexo feminino apresentaram pontuações médias inferiores no domínio “físico” [-10,19(±4,52)] e no escore “geral” [-12,96(±5,38)] e o avançar da idade indicou redução no escore “geral DISQOL” [-0,156(±0,072)]. Na análise da IF, o grupo PD foi superior ao SE em todos os escores do BrSCIM-SR, o grupo EF apenas em “mobilidade” e “total” e não houve diferença entre PD e EF (p<0,017). Os participantes com tetraplegia apresentaram pontuações inferiores aos com paraplegia. Concluiu-se que a prática de AFA está associada a melhores níveis de QV e de IF na amostra do estudo, e que a prática de paradesporto parece ser mais eficaz na promoção de inserção social, autonomia e independência no autocuidado. Sugere-se que práticas sejam impulsionadas em programas de reabilitação e pelo poder público, contribuindo para construção de uma sociedade que supere a discriminação e priorize a inclusão.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0009-0008-0809-4677
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências do Esporte

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