Ẹjẹ́ mi jíṣẹ́: uma escrevivência afrodiaspórica decolonial e autoetnográfica de uma neta de raizeira.
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Gustavo Antonio Raimondi
Paula Rita Bacellar Gonzaga
Paula Rita Bacellar Gonzaga
Resumo
Em um País que ressalta a sua rica flora, há registros seculares sobre uso de plantas medicinais e uma resistência destes saberes, por que não foi possível estruturar e compreender a nossa Fitoterapia Tradicional Brasileira? De onde partiu a narrativa que o
natural não faz mal? Por que as práticas e saberes populares são folclorizadas e não validadas como conhecimentos? Inquietações que partem de uma raiz ancestral das minhas vivências e experiências como neta de raizeira, farmacêutica e fitoterapeuta. Nesta pesquisa autoetnográfica, que emprega o aporte teórico para escrita de si, a escrevivência de Conceição Evaristo, que comunica por uma linguagem e ritmo afrodiaspórico, convido a você, a adentrar e refletir comigo a partir da autoetnografia das minhas escrevivências, com o auxílio da teoria decolonial e outras categorias analíticas diaspóricas, sobre o processo de invisibilização, apagamento e silenciamentos dos saberes tradicionais e populares envolvendo as plantas medicinais. A partir das próximas páginas,
proponho um caminho para entendermos por que não ainda estruturamos, negamos e não defendemos a nossa Fitoterapia Tradicional Brasileira. E vejamos como as formas de colonialidades do saber, ser, poder, e o racismo estão imbricados nestas opressões presentes tanto no eu como no coletivo.
Abstract
In a country that emphasizes its rich flora, there are secular records on the use of medicinal plants and a resistance of this knowledge, why was it not possible to structure and understand our Traditional Brazilian Phytotherapy? Where did the narrative that natural does not hurt come from? Why are popular practices and knowledge folklorized and not validated as knowledge? Concerns that come from an ancestral root of my experiences as the granddaughter of a raizeira, pharmacist who works with medicinal plants. In this autoethnographic research, which employs the theoretical contribution to self-writing, the escrevivência of Conceição Evaristo, and which communicates through an Afro-diasporic language and rhythm, I invite you to enter and reflect with me from the autoethnography of my writings, and with the help of of decolonial theory and other diasporic analytical categories, on the process of invisibility, erasure and silencing of traditional and popular knowledge involving medicinal plants. From the following pages, I propose a way to understand why we still do not structure, deny and defend our Traditional Brazilian Phytotherapy. And let's see how the forms of coloniality of knowledge, being and power, and racism, are imbricated in these oppressions, and present both in the self and in the collective.
Assunto
Palavras-chave
Colonialidade, Racismo, Fitoterapia, Autoetnografia, Escrevivência