Parâmetros preditores dos pacientes com reganho de peso após o segundo ano de cirurgia bariátrica
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Introdução: A obesidade global deve atingir 24% até 2035. A cirurgia bariátrica é eficaz, promovendo perda de peso a longo prazo e melhora das comorbidades. No entanto, a perda de peso subótima e o reganho de peso são comuns, com definições ainda pouco claras na literatura. Apesar de existirem preditores identificados, mais estudos são necessários. Objetivo: Avaliar os possíveis fatores preditores da perda de peso subótima e do reganho de peso em pacientes submetidos à cirurgia de BGYR após 24 meses de acompanhamento, identificando os determinantes associados à manutenção da perda de peso a longo prazo. Metodologia: Estudo longitudinal retrospectivo. Foram coletadas informações pré-operatórias e de consultas subsequentes, incluindo parâmetros antropométricos, clínicos e comportamentais. Os pacientes foram classificados segundo a perda de excesso de peso (PEP) > 50% em grupos de perda de peso com sucesso (PPS) e perda de peso Subótima (PPI), e reclassificados conforme o reganho de peso (RP). Foram aplicados testes de normalidade, Mann-Whitney e regressão logística binária, com significância de p<0,05. Resultados: A amostra foi majoritariamente feminina (82,5%), com HAS como comorbidade mais prevalente. O grupo PPS apresentou menor IMC, maiores %PEP e porcentagem de perda de peso total (PPDT), menor percentual de gordura a partir de 12 meses e maior consumo calórico. O grupo PPI apresentou níveis mais altos de triglicerídeos no pré-operatório e maior uso de hipoglicemiantes. Houve maior uso de polivitamínicos no PPS aos 3 meses. O IMC foi preditor de menor sucesso aos 12 e 24 meses. A HAS reduziu-se em ambos os grupos, mas aumentou no PPI aos 60 meses, enquanto o PPS observou-se queda contínua dos níveis de triglicerídeos. O grupo RP apresentou maiores %PEP e %PPDT até 24 meses. Diferenças no IMC surgiram a partir dos 24 meses, sendo maior no grupo com RP aos 60 meses. O percentual de gordura corporal foi menor no grupo com RP aos 12 e 24 meses. No grupo RP houve menor uso de vitamina D e cálcio, além de menor ingestão de lipídeos aos 60 meses. Na análise multivariada, apenas o %PPDT aos 12 meses foi associado ao risco de reganho de peso. Conclusão: Conclui-se que IMC inicial elevado e menor %PEP associam-se ao insucesso na perda de peso após BGYR. Embora %PPDT elevada aos 12 meses indique bom resultado inicial, pode estar relacionada ao reganho de peso, evidenciando limitações na definição atual do fenômeno.
Palavra-chave: cirurgia de derivação gástrica em Y de Roux, reganho de peso, perda de peso subótima
Abstract
Introduction: Global obesity is projected to reach 24% by 2035. Bariatric surgery is effective, promoting long-term weight loss and improvement in comorbidities. However, suboptimal weight loss and weight regain are common, with definitions still unclear in the literature. Although some predictors have been identified, further studies are needed. Objective: To evaluate possible predictors of suboptimal weight loss and weight regain in patients undergoing Roux-en-Y gastric bypass (RYGB) after 24 months of follow-up, identifying factors associated with long-term weight loss maintenance. Methodology: This was a retrospective longitudinal study. Preoperative and follow-up data were collected, including anthropometric, clinical, and behavioral parameters. Patients were classified according to excess weight loss (EWL) > 50% into successful weight loss (SWL) and suboptimal weight loss (SoWL) groups, and reclassified based on weight regain (WR). Normality tests, the Mann-Whitney U test, and binary logistic regression were applied, with statistical significance set at p<0.05.
Results: The sample was predominantly female (82.5%), with hypertension (HTN) as the most prevalent comorbidity. The SWL group had lower BMI, higher EWL and total weight loss percentage (TWL%), lower body fat percentage from 12 months onward, and higher caloric intake (though still below recommendations). The SWoL group showed higher preoperative triglyceride levels and greater use of hypoglycemic agents. Use of multivitamins was higher in the SWL group at 3 months. BMI was a predictor of poorer outcomes at 12 and 24 months. HTN decreased in both groups but increased in the SWoL group at 60 months, while the SWL group showed a continuous reduction in triglyceride levels. The WR group had higher EWL and TWL% up to 24 months. BMI differences emerged from 24 months, with higher values in the WR group at 60 months. Body fat percentage was lower in the WR group at 12 and 24 months. At 60 months, the WR group had lower intake of vitamin D, calcium, and lipids. In multivariate analysis, only TWL% at 12 months was associated with the risk of weight regain. Conclusion: An initially high BMI and lower EWL were associated with unsuccessful weight loss after RYGB. Although higher TWL% at 12 months suggests good initial outcomes, it may be related to later weight regain, highlighting limitations in the current definition of this phenomenon.
Keywords: Roux-en-Y gastric bypass, weight regain, suboptimal weight loss
Assunto
Cirurgia bariátrica, Obesidade, Redução de peso, Aumento de peso, Sobrepeso, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Cirurgia bariátrica, Obesidade, Redução de peso, Aumento de peso, Sobrepeso
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