Avaliação de alterações orofaciais em adolescentes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana por transmissão vertical em uso de terapia antirretroviral

dc.creatorJuliana Diogo de Almeida Sampaio
dc.date.accessioned2019-08-13T13:21:19Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:18:34Z
dc.date.available2019-08-13T13:21:19Z
dc.date.issued2018-07-13
dc.description.abstractOrofacial outcomes in HIV perinatally infected adolescents undergoing highly active antiretroviral therapy. More than two million adolescents are living with Human Immunodeficiency Virus (HIV) worldwide in 2018. Morbidity and mortality related to HIV has been reduced since highly active antiretroviral therapy (ART) was firstly introduced in 1996. However, longterm effects of HIV infection, adverse effects of ART and poor adherence to ART may lead to metabolic disorders, resistance to antiretroviral drugs and changes in the epidemiology of opportunistic diseases. The purpose of this retrospective study was to assess the frequency of orofacial outcomes among HIV perinatally infected adolescents undergoing ART in a reference center for HIV treatment from 1999 to 2018. A total of 137 individuals aged between 10 and 19 years had their medical records reviewed. Information on the HIV viral load, CD4+ cell count, ART regimen, events of non-adherence to the therapy and prolonged ART discontinuation was also recorded. Cervical and submandibular lymphadenitis (28.83%), dental caries (20.93%) and gingival/periodontal outcomes (7.44%) were the most frequent orofacial lesions. Detectable viral load and CD4+ cell count under 500 cells/L were associated with a higher risk of lymphadenitis [OR 95% CI = 2.61 (1.16 5.88) and OR 95% CI = 2.34 (1.13 4.82)]. Prolonged ART discontinuation was associated with detectable viral load (p = 0.005), CD4+ cell count under 500 cells/L (p = 0.001). Lesions strongly associated with HIV and lesions commonly associated with HIV were observed among adolescents, who had longer ART discontinuation and more prolonged ART discontinuation events. Lesions associated with HIV had low frequency among the adolescents evaluated. Long-term ART use and long-term exposure to HIV virus may have changed the prevalence of orofacial lesions among HIV perinatally infected adolescents. Health care providers should be aware of the epidemiology of orofacial lesions among HIV adolescents and should consider information on the outcomes related to the long-term ART use and long-term exposure to HIV during the surveillance and counseling of infected individuals, so that optimal oral health care could be provided. Keywords: HIV. Adolescent. Oral diagnosis. Highly Active Antiretroviral Therapy. AntiHIV Agents. Vertical transmission of Infectious Disease.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ODON-B7MHQC
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTerapia antirretroviral de alta atividade
dc.subjectEstudos retrospectivos
dc.subjectAdolescentes
dc.subjectManifestações bucais
dc.subjectHIV (Vírus)
dc.subjectDiagnóstico bucal
dc.subjectTransmissão vertical de doença infecciosa
dc.subject.otherTransmissão Vertical de Doença Infecciosa
dc.subject.otherHIV
dc.subject.otherTerapia Antirretroviral de Alta Atividade
dc.subject.otherAdolescentes
dc.subject.otherDiagnóstico Bucal
dc.titleAvaliação de alterações orofaciais em adolescentes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana por transmissão vertical em uso de terapia antirretroviral
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Lucas Guimaraes Abreu
local.contributor.advisor1Ricardo Alves de Mesquita
local.contributor.referee1Flavia Gomes Faleiro Ferreira
local.contributor.referee1Patrícia Carlos Caldeira
local.description.resumoEstima-se que mais de 2 milhões de adolescentes estejam infectados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) em 2018 no mundo. A morbimortalidade em adolescentes relacionada à infecção por este vírus diminuiu após a introdução da terapia antirretroviral (TARV) em 1996. Entretanto, a exposição ao vírus por tempo prolongado, os efeitos colaterais dos antirretrovirais e a dificuldade em se manter a adesão farmacoterapêutica à TARV nestes indivíduos podem estar associados a alterações metabólicas, resistência aos antirretrovirais e alteração do perfil de ocorrência de infecções oportunistas. Este estudo avaliou, através de uma análise retrospectiva de registros de 1999 a 2018, a frequência de manifestações orofaciais em adolescentes de um centro de referência infectados pelo HIV por transmissão vertical e em uso de TARV. Para os 137 indivíduos foram coletados registros de alterações orofaciais ocorridas dos 10 aos 19 anos de idade, bem como dados de carga viral do HIV (CV), contagem de linfócitos T CD4+ (LTCD4+), esquemas de TARV utilizados, eventos e tempo de abandono de TARV e eventos de má adesão à TARV. A alteração orofacial mais frequente foi a linfadenopatia cervical/submandibular (28,83%), seguida de cárie dentária (20,93%) e alterações gengivais/periodontais (7,44%). As chances de apresentar linfadenopatia foram 2,61 vezes maiores em adolescentes que não tiveram todas as CV indetectáveis ou menores que o limite mínimo e 2,34 vezes maiores nos que não tiveram todos os registros de LTCD4+ iguais ou acima de 500 células/L. O abandono à TARV teve associação com a detectabilidade de pelo menos um registro de CV (p = 0,005) e com LTCD4+ <500 células/L (p = 0,001). Indivíduos com lesões fortemente associadas ao HIV e lesões comumente associadas ao HIV apresentaram em média maior tempo em abandono e maior número de eventos de abandono à TARV. Observou-se uma baixa frequência de lesões relacionadas ao HIV nos indivíduos avaliados. Compreender a mudança do perfil de alterações orofaciais de adolescentes infectados pelo HIV por transmissão vertical em uso de TARV, bem como reconhecer as condições relacionadas ao uso prolongado da TARV e da exposição por longo prazo ao vírus HIV são fundamentais para a assistência integral dos adolescentes HIV positivos pela equipe de saúde bucal.
local.publisher.initialsUFMG

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