O mal-estar na cultura ou cultura do mal : o fascismo, a perversão e o social

dc.creatorPedro Paulo Dias
dc.date.accessioned2025-03-31T17:40:23Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:39:41Z
dc.date.available2025-03-31T17:40:23Z
dc.date.issued2024-12-09
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/81135
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectPsicologia - Teses
dc.subjectFascismo - Teses
dc.subjectGozo - Teses
dc.subjectSuperego - Teses
dc.subject.otherFascismo
dc.subject.otherGozo
dc.subject.otherPerversão
dc.subject.otherSupereu
dc.subject.otherFantasia
dc.titleO mal-estar na cultura ou cultura do mal : o fascismo, a perversão e o social
dc.title.alternativeMalaise in the culture or culture of evil : fascism, perversion and the social
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Guilherme Rocha Massara
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9372630883932920
local.contributor.referee1Andrea Maris Guerra
local.contributor.referee1Marcus Cesar Ricci Teshainer
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6336104392895092
local.description.resumoO presente trabalho provém de uma pesquisa de mestrado que parte da seguinte pergunta: seria possível ler o fascismo como uma perversão no âmbito social? Partindo desse pressuposto, esta pesquisa convoca a psicanálise a uma conversa com a ciência política e com a história, a partir da metapsicologia freudiana e da teoria lacaniana. Considera-se que, no fascismo, há um processo de mobilização de afetos, pela via da palavra, como medo, raiva, mágoa, ressentimento e, fundamentalmente, a consequente produção de angústia naqueles que não se identificam como adeptos de determinado modo de engendrar o exame da realidade. Assim, este trabalho busca compreender a expressão de uma agressividade, que transita para a hostilidade e se realiza em atos de violência física e/ou simbólica. Para tanto, observamos que o uso das redes digitais, como meio de operação de um discurso que efetiva uma mudança radical no modo de leitura da realidade, é um aspecto importante na constituição e na consolidação do poder. Cabe-nos observar que esse discurso captura, por algum tempo, inclusive algumas pessoas que não necessariamente partilham dos ideais do fascismo. Para atingir tal ponto, o fascista se utiliza de uma estrutura ilusória, em que um fragmento de algo verdadeiro se associa a algo falso, formando uma estrutura semiótica potente, como ferramenta política, da forma como se verifica na atualidade, com as chamadas fake news. No entanto, na estrutura fascista, elas são tidas como verdade. Nesse sentido, as fake news estruturam uma organização em que a dúvida se apresenta em um primeiro momento àqueles (sujeitos e/ou instituições) que serão colocados como agentes de certo mal. Uma vez que a dúvida esteja disseminada, centralizam-se sobre a figura do líder o poder e a identidade. Assim, a legitimidade do saber/verdade emana dele; o qual, portanto, apresenta-se como um senhor do Gozo. Operadores psicanalíticos maiores, tais como a fantasia, o ideal do eu/supereu, gozo, clivagem do eu, entre outros, vão nos auxiliar a interrogar ainda o lugar do sujeito ante esse arranjo de forças e condições.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0009-0007-9877-8951
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia

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